Na mídia

Ativista brasileiro salva golfinhos japoneses

Por Oksana Lazarenko, da Voz da Rússia

© Flickr.com/ voyages provence /cc-by 3.0

Em setembro começou a temporada de caça de golfinhos em Taiji (Japão). A organização internacional Sea Shepherd Conservation Society continua a lutar contra os caçadores com a ajuda de ativistas de todo o mundo.

A Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar enviou o seu Guardião da Enseada, Guilherme, para “fazer um trabalho louvável representando todos nós brasileiros”.

É importante entender que esta luta nao é apenas contra os caçadores. Ao mesmo tempo, é uma luta contra as autoridades de Japão, que estão acostumadas a crer que a caça de golfinhos é uma tradição japonesa. Um dos mais importantes defensores dos golfinhos, o fundador da Sea Shepherd Conservation Society, capitão Paul Watson, agora está sendo acusado pela sua atividade. Aparentemente, foi enviado um alerta vermelho para 190 países a fim de estarem atentos a ele. A Costa Rica quer julgá-lo pelo crime de salvar tubarões. No dia 14 de setembro (temporada de caça em Taiji), o Japão pediu oficialmente a sua prisão pelo crime de proteger as baleias.

“Os japoneses estão desesperadamente perturbados porque nós os impedimos de matar baleias… Não há dúvida de que isso tudo foi causado pelas nossas intervenções bem-sucedidas contra as atividades baleeiras ilegais no Oceano Antártico, nas águas do Japão, local onde esses baleeiros perderam dezenas de milhões de dólares e foram severamente humilhados por nós”, disse o capitão Paul Watson em uma entervista publicada no site oficial da Sea Shepherd.

Entre numerosos seguidores de Paul Watson, há alguns representantes da Sea Shepherd Brasil-Guardiões do Mar.

Em setembro, as páginas oficiais da Sea Shepherd Brasil em redes sociais tornaram-se verdadeiras reportagens ao vivo de Taiji. Os tweets contavam: “5-6 golfinhos nariz-de-garrafa ainda nadando na enseada, vivos até agora”, “Todos os 12 barcos assassinos voltaram ao porto de Taiji. Nenhum golfinho será morto hoje”, “Ajudem-nos a manter o Guilherme em Taiji defendendo os golfinhos…”

Guilherme é um talentoso Guardião da Enseada, enviado pela Sea Shepherd Brasil ao Japão para ajudar na proteção dos golfinhos. “Na temporada passada, quando Guilherme viajou às suas custas para o Japão, a atividade dos Guardiões da Enseada ajudou reduzir o massacre em 60%”, contou a Sea Shepherd Brasil aos seus fãs na sua página no Facebook.

Guilherme já está no Japão. Mas a temporada de caça dos golfinhos dura 6 meses, os custos de alojamento, alimentação e transporte no Japão são muito altos e, por isso, a organização está pedindo doações (de 10 reais por pessoa) para que ele possa permanecer em Taiji o maior tempo possível.

“O Guilherme está em Taiji, juntamente com os outros Sea Shepherds, para documentar a matança, através de filmes, fotos e entrevistas para a mídia de todo o mundo, além de mostrar os japoneses que gastam todos os dias mais dinheiro para esconder esta barbárie”, explicou a Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar aos seus simpatizantes.

Os ativistas brasileiros mostraram toda sua generosidade. Muitas respostas foram assim:

Lyle Scherer: Fiz minha contribuição para você, pequena mas de coração…

Beto Rabelo: Está na conta… Força aí Guilherme!!!

Valéria Costa: Tive a honra de poder contribuir… obrigada por me representar nessa luta que é de todos os habitantes desse planeta… que os regentes da paz e da misericórdia te acompanhem!

Maria Cristina: Números são apenas números… a Sea Shepherd não precisa de 1 milhão de membros apoiadores, se nem metade de fato faz alguma coisa… e digo “alguma coisa” não só nesse caso específico da doação… vamos à luta, sejamos persistentes! Se não podemos estar lá, daremos o apoio total a quem está “nos representando”.

Herbert Wagner: Pessoal como posso ajudar a quilômetros de distância?? Pois não me conformo com o que está acontecendo no Japão. Guilherme você está de parabéns e o Sea Shepherd também por nos manter informados sobre o que está ocorrendo, força para vocês.

A voluntária da Sea Shepherd Brasil,Camila Sampaio, contou: “Finalizo meu mês de trabalho voluntário para a Sea Shepherd com a arrecadação de 2.700 reais (a maioria já está lá na vakinha, assim que receber os 500 reais finais repasso). Tenho certeza que os outros Shepherds ajudarão com o restante”.

A luta contra caçadores japoneses está continuando.

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