Lixo coletado em limpeza na Praia Brava

Alerta ao lixo invisível: Sea Shepherd coleta mais de 1000 resíduos em praia deserta de SP

UBATUBA, SP – GRANDE PARTE DOS RESÍDUOS SÃO MICROPLÁSTICO E PEDAÇOS DE PLÁSTICO DE DÉCADAS ATRÁS QUE SÃO TRAZIDOS PELO MAR

Você lembra onde você estava há 19 anos atrás? Esta é a data de um dos resíduos de plástico encontrados na última limpeza de praia da Sea Shepherd na Praia Brava de Camburi, em Ubatuba no estado de São Paulo.

A ação, parte da Operação Ondas Limpas, de limpeza de praias na costa brasileira, foi coordenada pelos voluntários de Paraty, RJ, já que a praia fica na divisa dos estados, a 20 minutos de carro da cidade. Ela foi realizada nesta sexta-feira, dia 15 de janeiro.

A Praia Brava é conhecida por ser um paraíso de surfistas: uma praia selvagem, de difícil acesso por uma trilha íngreme de 500 metros com percurso de 15 a 20 minutos, e nenhuma estrutura turística.

Por sua localização isolada, a praia em um primeiro olhar aparenta ser muito limpa e bem cuidada – de fato os resíduos encontrados por lá não são grandes, mas são muito numerosos: com um olhar mais clínico, pode-se perceber que a praia está preenchida por pedaços de plástico, principalmente microplástico decompostos de resíduos de longa data que são trazidos todos os dias pelo mar.

Praia Brava - Ubatuba

Os 4 voluntários cobriram metade da praia (por volta de 250 metros) por um período de 4 horas. Foram coletados mais de mil pedaços de resíduo, em sua vasta maioria composto de plástico já em decomposição – alguns com data de validade de décadas atrás – e uma grande presença de microplásticos, pedaços de plástico decompostos de 5mm ou menos.

Também foram encontrados dezenas de hastes flexíveis, cápsulas de drogas ilícitas, pedaços de isopor – muitos desses são bandejas de estilo delivery – apetrechos de pesca, bitucas de cigarro, chinelos, dezenas de tampas, garrafas PET, brinquedos, dentre outros resíduos.

Voluntário organizando lixo

Nem as praias mais isoladas estão imunes ao lixo humano. Resíduos que são despejados ao mar inevitavelmente se espalham por toda costa, de uma maneira ou outra. Estima-se que 9 milhões de toneladas de plástico são despejadas no mar todos os anos. O plástico pode demorar até 400 anos para se decompor. O oceano, como um só gigante ecossistema interligado, absorve todo este despejo e impacto. O estado em que a Praia Brava foi encontrada pelos voluntários da Sea Shepherd Brasil vai ser certamente comum, por diversas praias selvagens, por anos a fio.

O mar nos dá um alerta, todos os dias: ele retorna às praias um pouco do que não o pertence, mas sabemos que o resíduo que chega à costa representa somente uma porcentagem pequena do que fica no mar; seja na superfície, em seus leitos, ecossistemas de corais e fundos de mar, afetando toda sua biodiversidade e equilíbrio. É estimado que já haja hoje 51 trilhões de micro pedaços de plástico no oceano, pesando 269,000 toneladas. Isso equivale ao peso de 1.345 baleias azul, e 500 vezes o número de estrelas na galáxia! Todos os dias, por volta de 8 milhões de pedaços de plástico são despejados no oceano (fonte: PLoS ONE).

É necessário e urgente tomarmos medidas para gerir os resíduos de plástico que já produzimos até agora. Porém, somos conscientes que o mais urgente agora é fecharmos a torneira da produção e consumo de plástico virgem, já que o que já produzimos nestas 7 décadas já é muito para se trabalhar.

Para ajudar a Sea Shepherd e suas atividades de conservação do oceano, seja onde você estiver, repense seu impacto com a geração de plástico: recuse o que puder, reuse o que puder, use plásticos 100% reciclados, garanta que seu plástico está sendo destinado para sistemas de reciclagem adequados, repense seu consumo de animais marinhos e de produtos que utilizam animais marinhos em sua produção – pois uma grande parcela dos plásticos encontrados no oceano vem de apetrechos de pesca (isso sem falar dos um inúmeros animais mortos por pesca acidental nestas atividades).

Suas ações e escolhas diárias são a maneira mais eficiente de proteger o oceano.

Para se voluntariar e ajudar a Sea Shepherd em suas atividades em terra e mar, inscreva-se aqui.

#seashepherd #pelooceano #ondaslimpas

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O Indivíduo Pode Fazer a Diferença

Primeira ação de 2021 da campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil acontece com apenas duas voluntárias.

Itapoá- SC, 4 de janeiro de 2021 – A primeira limpeza de praia do ano da Sea Shepherd Brasil ocorreu com apenas duas voluntárias devido aos cuidados sanitários em prevenção ao corona vírus. A ação foi realizada em 300mts de areia próximo ao Porto na praia de Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina.

A coordenadora da Sea Shepherd em Itapoá Amália Pereira e a voluntária Caroline Pereira de 21 anos tomaram todas as precauções, usando luvas, máscara e calçados nos pés. Em torno de duas horas de limpeza foram retirados aproximadamente 70 kg de lixos diversos, como bitucas de cigarros, 02 lâmpadas frias quebradas, 06 pilhas grandes (algumas oxidadas), 01 lata de tinta enferrujada, 01 extintor de incêndio enferrujado sem lacre com o pó vazando, galões plásticos de óleo/ combustível, tampinhas de garrafas pets, garrafas de vidro, garrafas pets, copos plásticos, potes plásticos diversos, alguns com água parada, cordas, plásticos diversos desfragmentados, pedaços de rótulos plásticos  de garrafas, embalagens plásticas de balas, pedaços de canos, 1 cabo de vassoura em metal enferrujado, 2 fraldas descartáveis recheadas, 01 calcinha, 02 mascaras.

Além da crise sanitária atual devido a pandemia, as voluntárias também perceberam outros riscos à saúde no local. Muitos cachorros soltos transitando pela praia resultando em muitas fezes pela areia dificultado que pedestres andem descalços pela sem correr sério risco de contrair doenças de pele e/ou algum tipo de zoonoses. Também observaram que é preciso usar repelente constantemente pois há muitos mosquitos devido a quantidade de água parada nas embalagens plásticas que foram encontradas entre restinga e areia.

Também foram identificados muitos objetos plásticos sendo trazidos do mar para a praia. “Creio que muito lixo vem pelo mar trazidos de Joinville para Itapoá”, explicou a voluntária da Sea Shepherd Brasil, Amália Pereira e continuou “enquanto fazíamos a coleta de detritos, sinalizei o local com placas educativas o que chamou a atenção de quem passava e consequentemente tiravam fotos e nos agradeciam elogiando pelo pequeno gesto.”

“Todos os dias o mar traz uma quantidade enorme de lixo plástico. Na temporada tem pessoas que varrem as areias da praia, mas o lixo não é retirado, somente empurrado para a restinga. É cruel o descaso que parte dos seres humanos tem com o lixo que produz, isso está afetando diretamente a nossa vida e se não tomarmos atitudes urgentes para diminuir o lixo na cidade, muito em breve não haverá mais praia saudável.”

                                                                                                            –  Amália Pereira

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Sea Shepherd retira 11 kg de lixo na Lagoa da Conceição em Florianópolis

Núcleo Florianópolis da Sea Shepherd Brasil, realiza ação no sábado, 5 de dezembro de 2020 para retirar resíduos na Lagoa da Conceição.

#OndasLimpas –

Mais de 11 kg de resíduos foram retirados da orla da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, em ação organizada pela ONG de conservação ambiental Sea Shepherd Brasil. A limpeza aconteceu durante o final de semana e durou uma manhã inteira. Em sua grande maioria, foram encontrados canudos, carteiras de cigarro, bitucas, copos plásticos, máscaras e diversos outros itens.

 

Para a presidente da Sea Shepherd Brasil, Carolina Castro, os resíduos encontrados provam que a educação ambiental da população é um quesito chave para a preservação dos ambientes costeiros. “É preciso conscientizar as pessoas de que qualquer lixo que jogamos no ambiente, por menor que seja, afeta completamente o ecossistema ao redor, incluindo os humanos. A Sea Shepherd Brasil deseja formar uma cultura de preservação ambiental nas áreas que atua, envolvendo a sociedade civil de forma positiva e efetiva para o bem estar comum”, completa.

 

Ondas Limpas

Mesmo em um ano desafiador de pandemia, em 2020 a Sea Shepherd Brasil conseguiu realizar mais de 20 mutirões de limpeza, que ajudaram na retirada de quase uma tonelada de resíduos do fundo de rios e mares em sete estados do país. Além disso, a ONG retornará suas operações normais da Campanha Ondas Limpas, de limpeza de praias, leitos de rio e fundo de mar, e contará com parceiros que atuam no processo de digitalização de logística reversa, que garante a rastreabilidade dos resíduos coletados, e seu retorno à cadeia de produção. Em 2021, a Sea Shepherd também tem a ambição de expandir a mais estados do país.

Junte-se ao movimento!
Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil para erradicar o Lixo Marinho e proteger, conservar nossos ambientes costeiros. Atuamos prevenindo e removendo plásticos que entram nos nossos oceanos e vias marinas. Acesse seashepherdbrasil.org.br e DOE.

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Mergulhadores segurando bandeira da Sea Shepherd

Campanha Ondas Limpas subaquática em Ilhabela reuniu voluntários para limpeza marinha

Ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos de pesca (ByCatch) com resgate de fauna marinha.

#ByCatch – Mais de 9 milhões de toneladas de animais já foram capturados incidentalmente nos últimos anos. Foram mais de 600 mil toneladas de redes de pesca perdidas ou abandonadas no mar. As redes fantasma matam inúmeras espécies marinhas, das menores como crustáceos (foto), aves, tartarugas como também animais maiores como baleias e golfinhos. Esta é uma estatística estarrecedora quando aliamos estas informações com o esgotamento de vida nos oceanos pela pesca e poluição por plástico.

A Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil visa mitigar estes impactos com ações diretas de limpeza de fundo marinho. Esta ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos  de pesca (by-catch) com resgate de fauna marinha.

Caranguejo preso em rede de pesca
Voluntários com lixo recolhido

Como foi esta ação? Foi em novembro,  quando voluntários do núcleo São Paulo mergulharam para retirar petrechos de pesca do parcel bem próximo à praia. Foram retiradas cordas, pedaços de rede e linhas com anzóis descartados pela pesca que ocorre ali, outros são detritos que vem pelas correntes, inclusive rede de pesca fantasma ocasionando o mortal bycatch. Além de retirar os petrechos de pesca,  foram resgatados os pequeninos animais alojados nos detritos. Foram dezenas de caranguejos, ofiúros, ascídias, lagostins, camarões, mexilhões, poliquetas entre outros. A ação começou bem cedo  para montagem da estação de triagem no espaço do parceiro @MareVidaEcotrip e equipar os mergulhadores. Depois da  hidratação com frutas e água os 11 mergulhadores e voluntários em terra entraram em ação seguindo a preleção. Após 1 hora de mergulho (mas com uma manhã inteira de trabalho),  os voluntários trouxeram os detritos para tenda para separação dos materiais e resgate de fauna. 

#StopbyCatchDay 1o. Dezembro - VOCÊ SABIA?

Estima-se que 40% de toda pesca é bycatch (Keledjian et al 2014), Baleias, golfinhos, focas, tartarugas, raias, tubarões, aves marinhas, peixes e invertebrados capturados acidentalmente e descartados…Vidas desperdiçadas!

A comissão dos Oceanos dos Estados Unidos declarou em 2005 o bycatch como a maior ameaça aos mamíferos aquáticos no mundo (Yopung and Ludicello 2007), e para agravar este problema, somente uma pequena parte dos “bycatches” são de fato registrados.

Cerca de 640 mil toneladas de petrechos de pesca são perdidas no mar todos os anos se tornando redes fantasmas (Macfadyen et al. 2009).

Pela perspectiva do bem estar animal, os emalhes das baleias são indiscutivelmente uma das piores formas de mortalidade causada por seres humanos aos animais selvagens (Cassof et al 2011).

Os animais podem morrer afogados, pois presos não conseguem subir à superfície para respirar, também sofrem lacerações devido aos cabos pesados que rebocam, infecções, e podem morrer de fome, pois não conseguem se alimentar de forma eficaz (International whaling Commission 2018).

Fonte: @vivaverdeazul

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Garrafa jogada em praia

Mutirão da Sea Shepherd retira mais de 400 Kg de lixo

Mais de 400 kg de detritos, microlixo e petrechos de pesca foram recolhidos durante mutirão de voluntários da Sea Shepherd em celebração ao Dia Mundial da Limpeza. A ação envolveu dezenas de pessoas em 7 cidades de todo o Brasil, com o intuito de desenvolver um dia de ativismo ambiental em pró aos oceanos e qualidade de vida.

Além das embalagens plásticas de alimentos que foram encontradas, outros detritos mortais, como rede de pesca fantasma e outros petrechos de pesca foram retirados de costões e rios.
As ações foram realizadas em parceria com o Limpa Brasil e Teoria Verde, além de entidades locais. Participaram os seguintes núcleos:

Paraná – Quatro Barras Rio Cercado / Bracajuvava
Paraná – Curitiba
Paraná – Limpeza em rio com voluntário mirim
São Paulo – Ilhabela – Costão Rochoso da Praia do Curral
São Paulo – Arujá
Santa Catarina – Florianópolis na Praia Ponta de Baixo
Santa Catarina – Itapoá

Voluntária recolhendo lixo em Itapoá

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