Sea Shepherd e Polícia Militar Ambiental retiram mais de um quilômetro de redes ilegais de pesca em operação conjunta

O aumento das mortes por enredamento de baleias chega a ponto crítico, e Sea Shepherd trabalha com monitoramento cidadão para apoiar esforços da Polícia Militar Ambiental.

Florianópolis – SC: Nesta segunda-feira, a Sea Shepherd Brasil cooperou com a 1a Companhia do 1o Batalhão da Polícia Militar Ambiental de Florianópolis em uma operação para amenizar a consequência do uso de equipamentos de pesca ilegal durante o período de pesca da tainha para as baleias.

Voluntários da Sea Shepherd com Policial Militar

Três voluntários da Sea Shepherd embarcados, mais cinco voluntários em terra, junto a três policiais do 1o Batalhão da Polícia Militar Ambiental de Florianópolis se mobilizaram em uma operação na manhã desta segunda-feira que resultou na apreensão de um pescador com mais de 550m de redes de uso ilegal e 50kg de peixe; e na retirada de uma rede de emalhe fixa de 887 metros de comprimento em localização protegida pela APA da Baleia Franca, proibida para este tipo de atividade. Estas redes serão destinadas ao P&P Polímeros para reciclagem.

Neste ano de 2021, houve um grande aumento de enredamento de baleias na região de Santa Catarina: que hoje já é o segundo estado com maior incidência de morte de baleias jubarte por enredamento no país com 11 casos, logo após  o estado de São Paulo com 12 casos.

A quantidade de baleias dessa espécie mortas no litoral brasileiro este ano é a maior dos últimos cinco anos, com 54 até agora – e a temporada de sua migração ainda planeja se estender até meados de setembro. Somente no entorno da ilha de Florianópolis, já houveram nove enredamentos. Em uma só semana no mês de junho, quatro ocorrências foram registradas. Duas baleias conseguiram sobreviver, mas as outras duas morreram.

A morte desses animais em redes ilegais de pesca é enquadrada como crime contra a fauna. A lei prevê até um ano de detenção e multa. De acordo com a PMA da região, as ocorrências deste tipo vem acontecendo no mesmo período da pesca da tainha, que coincide com a migração das baleias jubarte por nossa costa. Neste período o esforço de pesca aumenta e redes fixas em desacordo com a legislação são colocadas em diversos pontos da costa.

Em um litoral tão extenso, é desafiador obter uma fiscalização eficiente pela Polícia Ambiental. ‘Com as embarcações atuais a gente não consegue ter uma capacidade de carga muito grande. Então a Sea Shepherd chegando com uma embarcação sobressalente ajuda nesse recolhimento e na eficiência do dia.’ diz Cabo Roberto Salles do 1o Batalhão da Polícia Militar Ambiental, também presente na operação.

Voluntários da Sea Shepherd e cabo da Polícia Militar Ambiental observam rede apreendida

As baleias-jubarte têm como local de reprodução principal a região de Abrolhos, entre o Espírito Santo e a Bahia. Neste ano de 2021, em vez de seguir sua rota habitual de migração mais afastadas do litoral de Santa Catarina, elas se aproximaram do litoral e infelizmente algumas delas acabaram se enredando. Este fenômeno também tem sido observado na costa do Paraná e São Paulo, onde elas também atipicamente têm sido vistas com maior frequência.

Baleia enredada
Foto: Guilherme Bueno

‘É conhecido que estas baleias avistadas por nossa costa têm sido mais juvenis, e tem se observado que muitas chegam já fracas. Essas redes de pesca são pouco visíveis para as baleias, e quanto mais inexperiente e fraco for o animal, ele pode facilmente se enredar, e dificilmente conseguir escapar sozinho’, detalha a Diretora de Desenvolvimento da Sea Shepherd Brasil, Nathalie Gil, que acompanhou a operação.

As baleias-jubarte, segundo estudos, são fundamentais para o equilíbrio do clima do planeta e também para o ecossistema do oceano. Elas auxiliam na circulação de nutrientes, tanto das regiões mais ao sul para as áreas tropicais, quanto das áreas mais profundas às mais rasas do oceano.

A Sea Shepherd dará apoio à PMA para o combate à pesca ilegal até o final desta temporada de pesca da tainha no final deste mês, e construirá um plano de apoio de voluntários cidadãos à operação da Polícia Ambiental no retorno da temporada no ano que vem. Para quem se interessar em fazer parte do grupo de voluntários da Sea Shepherd, seja contribuindo com suas embarcações ou na operação, ou em outras atividades da organização, é só se inscrever aqui.

Pesca ilegal na temporada da pesca da tainha

Um grande hábito tradicional da região, a temporada da pesca da tainha possui diversas restrições para os pescadores em relação à embarcações utilizadas, tipos e técnicas de redes, dependendo do período e localização para este tipo de prática. A região sul da ilha de Florianópolis, onde ocorreu esta operação, é uma área protegida como parte da APA da Baleia Franca, o tipo de pesca de emalhe fixo é considerada proibida. Estas leis têm como objetivo a proteção das baleias e outros animais da região, que podem se enredar em suas malhas e ocasionar a morte dos animais que habitualmente frequentam esta área.

 

Veja o vídeo da ação:

A APA da Baleia Franca

Desde o ano 2000 a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, ou Berçário da Baleia Franca como é melhor conhecida, é uma região com uma área de 156 mil hectares, 130 km de costa marítima, que abrange nove municípios desde o sul da ilha de Florianópolis até o Balneário Rincão.

As finalidades da APA da Baleia Franca são, dentre outros objetivos, principalmente  proteger, em águas brasileiras, a baleia franca austral (Eubalaena australis), que utiliza esta região como um berçário. 

Em sua rota migratória reprodutiva, a baleia franca passa pela região entre os meses de junho e novembro. Neste ano de 2021 vem sendo observada a presença maior também da baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) que atipicamente vem frequentando e estacionando nesta área em vez de sua habitual migração da Antártida até Abrolhos.

O que posso fazer se encontrar um animal marinho morto ou debilitado?

  • Mantenha distância e ajude a isolar a área. Não tente chegar perto do animal ou ajuda-lo, isso pode ser fatal tanto para você quanto o animal.
  • Você também pode avisar a Sea Shepherd em nossas mídias sociais @seashepherdbrasil (Instagram e Facebook) para entrarmos em contato com as autoridades.

O que posso fazer se encontrar uma rede de pesca ilegal?

  • Denuncie para a Polícia Militar Ambiental. O telefone da PMA de Florianópolis é (48) 3665-4906
  • Você também pode avisar a Sea Shepherd em nossas mídias sociais @seashepherdbrasil (Instagram e Facebook) para entrarmos em contato com as autoridades

Fotos e vídeo: Todd Southgate
Imagens de drone por Guilherme Bueno

Voluntários na frente de pilha de lixo segurando bandeira da Sea Shepherd

Ação e conscientização no aniversário de Curitiba

A cidade de Curitiba, capital do Paraná, completou 328 anos no último dia 29 de março. Para celebrar a data, a Sea Shepherd comemorou com o que melhor representa os nossos valores: ação.

Sob a monitoração da coordenadora do núcleo do Paraná, Amália Pereira e seguindo os protocolos de higiene e cuidados individuais tanto contra o Aedes Aegypti, quanto à COVID-19, os voluntários Lucas Bettega e Guilherme Pereira se uniram para a realização da segunda ação de limpeza do Bosque no Jardim Pinheiros, em Santa Felicidade.

O bosque abriga um córrego que vem sendo poluído pelo lixo descartado às suas margens e que, consequentemente, aumenta a poluição dos sistemas de água da região até finalmente chegar ao oceano.

Apesar do crescimento dos números relacionados à COVID-19, pode-se perceber que os cidadãos continuam a descuidar das práticas de higiene no que diz respeito às áreas públicas da cidade. Esse descuido resulta no acúmulo excessivo de resíduos no local e também impossibilita que a ação seja realizada em uma única. O lixo encontrado na mata e ao redor do leito do rio é de um volume espantoso e dos mais diversos tipos.

Na ação, os voluntários recolheram:

Pilhas, uma grande quantidade de plásticos diversos, sacolas, latas de conserva já enferrujadas, latas de cerveja, garrafas plásticas, garrafas de vidro, galão térmico, velas, 16m de cerca elétrica, roupas, potes plásticos, 1 varal enferrujado, sacos plásticos de lixo 100l com possíveis cadáveres de animais, 2 lâmpadas frias e 2 máscaras de proteção.

Voluntários recolhendo lixo

Assista ao vídeo para ver como foi a iniciativa:

Em um percurso de cerca de 100m, percorrido em 2 horas, foram retirados 120kg de resíduos que definitivamente não deveriam estar ali. O lixo presente no local acumulava água parada e já apresentava focos de mosquitos. Após a ação, foi realizado o descarte correto do lixo e placas educativas foram colocadas no local com a finalidade de chamar a atenção da população e convidá-la à reflexão sobre a importância de preservas nossas matas e nascentes.

O ecossistema do bosque e toda a natureza agradecem aos voluntários pela iniciativa.

Veja mais fotos da ação:

Suas ações e escolhas diárias são a maneira mais eficiente de proteger o oceano.

Para voluntariar-se à Sea Shepherd e ajudar em nossas atividades em terra e mar, acesse aqui.

Doe para ajudar nas limpezas, resgate de fauna e comunidades que necessitam de assistência.

No Dia Mundial da Água, nossa comemoração é com ação!

Nossos voluntários em 6 cidades de 4 estados do país passaram a manhã desta segunda-feira retirando centenas de milhares de quilos de resíduos

O oceano está sob forte ataque de todos os lados e pede reforços com urgência. A excessiva pesca legal e ilegal, a massa sufocante de plásticos e a acidificação dos oceanos têm um estrangulamento no suporte de vida de nosso planeta; o suporte de vida de que todos dependemos para sobreviver.

Nossos voluntários em 6 cidades de 4 estados do país passaram a manhã desta segunda-feira retirando centenas de milhares de quilos de resíduos, e milhares de itens, incluindo milhares de bitucas, de praias, rios, cachoeiras e outras vias d’água. Estas ações são parte de nossa campanha Ondas Limpas, que já retirou toneladas de resíduos da costa brasileira.

Foram um total de 40 voluntários em Paraty-RJ, Arraial do Cabo-RJ, Ilhabela-SP, Ubatuba-SP, Rio Preto da Eva-AM e Curitiba-PR, recolhendo dezenas de milhares de itens em uma ação de reflexão pelo cuidado da água no mundo.

A vida marinha e aquática agradece a todos os envolvidos!

Confira nossos voluntários em ação pelo Dia da Água

Confira também esta animação preparada pela Sea Shepherd para este dia:

Neste dia da água, vamos salvar o nosso oceano

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Sea Shepherd retira rede de pesca fantasma do fundo do mar em Búzios

BÚZIOS, RJ – A AÇÃO REALIZADA EM CONJUNTO COM A OPERADORA DE MERGULHO LOVE4DIVE SALVOU ANIMAIS AINDA VIVOS, E EVITOU UM POTENCIAL NÚMERO ALTÍSSIMO DE MORTES DE TARTARUGAS, PEIXES E ANIMAIS MARINHOS DO LOCAL

 

Após informação de pescadores no local na semana passada, a operadora Love4Dive, junto à coordenação das ações Ondas Limpas Subaquática da Sea Shepherd coordenou um resgate de animais marinhos em duas redes fantasma emaranhadas em corais do parcel da praia de Manguinhos em Búzios. 

A ação ocorreu nesta terça-feira, dia 9 de fevereiro, após reabertura da área para mergulho pela Marinha. A operação contou com 6 mergulhadores autônomos, e durou por volta de 2 horas no total. Foram retiradas a rede de pesca citada pela comunidade pesqueira, e mais uma que foi encontrada no mesmo local, que aparentava estar por lá há muito mais tempo, certamente ocasionando muito tempo de danos para a fauna marinha do local.

Foram retiradas no total 15 kg de rede de pesca, com uma aparente extensão de dezenas de metros. As redes foram cuidadosamente retiradas de pedras e corais, evitando danificá-los, e nelas foram encontrados mortos na rede diversas espécies de peixes, como robalo e donzela, caranguejos, mariscos e outros crustáceos – porém alguns animais marinhos ainda estavam vivos e puderam ser resgatados, ainda no fundo do mar, ou posteriormente no barco, cuidadosamente retirados e retornados em seu habitat de origem, dentre eles caranguejos, mariscos, cracas e larvas do mar.

A ação é parte da Operação Ondas Limpas, de limpeza de praias, rios, lagos e fundo de mar na costa brasileira. Redes de pesca são um perigo real para a vida marinha. É previsto que quase 700 espécies de animais marinhos estão em risco de extinção diretamente proporcionados por estas redes descartadas no mar.

As Nações Unidas estima que alarmantes 640 mil toneladas de euipamentos de pesca são descartados, abandonados ou perdidos no mar anualmente, e esta estimativa não inclui redes de pesca vindas de pesca ilegal, não reportada ou não documentada. Quando à deriva, a rede de pesca continua a matar a vida marinha incessantemente.

Todo ano, mais de 100 mil baleias, golfinhos, focas e tartarugas são presas nestas redes de pesca, conhecidas como ‘redes de pesca fantasma’. O aprisionamento dos animais nas redes possui grandes consequências. Os animais que não conseguem se soltar, podem ficar presos e sofrer uma lenta morte por inanição. Mesmo os animais que se livram das redes podem lcarregar seus fios ainda presos em seu corpo, muitas vezes limitando sua locomoção, mutilando seus corpos ou os enforcando até a morte. Nossa equipe não conseguirá identificar o real impacto destas redes na vida marinha, mas seguramente sabem que sua retirada salvou inúmeros animais de risco de sofrimento e morte.

Redes de pesca geralmente são feitas de plástico, que demoram até 600 anos para se decompor. É estimado que mais de 40% dos plásticos de grande porte no mar são provenientes de apetrechos e redes de pesca. Estima-se que para cada 125 toneladas de peixes pescados, por volta de uma tonelada de redes de pesca fantasma são descartadas no mar. Este fenômeno é um dano em larga escala para todo o ecossistema marinho, que é totalmente desequilibrado por este tipo de atividade.

Para ajudar a Sea Shepherd e suas atividades de conservação do oceano, seja onde você estiver, repense seu consumo de peixes e animais marinhos: todo tipo de consumo de animais marinhos fomenta esta indústria e alimenta este desequilíbrio em nosso oceano.

Ondas Limpas Sub Búzios

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Alagamentos e falta de coleta causam rio de lixo que desemboca na Lagoa em Florianópolis

FLORIANÓPOLIS, SC – VOLUNTÁRIOS DA SEA SHEPHERD FAZEM LIMPEZA NOTURNA DA ORLA DA LAGOA DA CONCEIÇÃO.

Devido às fortes chuvas que ocorreram esta semana em Florianópolis, a lagoa de estabilização da estação de tratamento de esgoto da Casan rompeu, ocasionando um alagamento na região da Lagoa da Conceição. Ainda, a Comcap, empresa que administra a coleta de lixo em Florianópolis, está em greve, deixando um acúmulo alto de lixo nas ruas. Com o rompimento e alagamento, estes resíduos acumulados foram arrastados para a lagoa da Conceição, ponto turístico da cidade.

 

Voluntários da Sea Shepherd em Florianópolis se reuniram para fazer uma ação noturna de limpeza da orla da lagoa dia 27 de janeiro, quando houve uma pausa nas chuvas.  A ação faz parte da campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil que visa remover o lixo marinho de praias e rios, educar e conscientizar pessoas sobre consumo e descarte responsável.

 

Durante a pandemia, a Sea Shepherd vem trabalhando com equipes reduzidas e fazendo ações menores e restritas para poder respeitar os protocolos sanitários durante as limpezas. Seis voluntários se reuniram para retirar os detritos do ambiente.

 

A equipe de voluntários da Sea Shepherd Brasil retirou 28kg de lixo da orla da lagoa da Conceição e a ação que durou uma hora e meia. Os voluntários fizeram a coleta, separação e contagem do material recolhido e deram a destinação correta. Durante a ação foram encontradas vestimentas, garrafas de vidro, bitucas de cigarro, calçados, garrafas PET e outras formas de plástico.

É necessário e urgente tomarmos medidas para gerir os resíduos de plástico que já produzimos até agora. Porém, somos conscientes que o mais urgente agora é fecharmos a torneira da produção e consumo de plástico virgem, já que o que já produzimos nestas 7 décadas já é muito para se trabalhar.

Para ajudar a Sea Shepherd e suas atividades de conservação do oceano, seja onde você estiver, repense seu impacto com a geração de plástico: recuse o que puder, reuse o que puder, use plásticos 100% reciclados, garanta que seu plástico está sendo destinado para sistemas de reciclagem adequados, repense seu consumo de animais marinhos e de produtos que utilizam animais marinhos em sua produção – pois uma grande parcela dos plásticos encontrados no oceano vem de apetrechos de pesca (isso sem falar dos um inúmeros animais mortos por pesca acidental nestas atividades).

Suas ações e escolhas diárias são a maneira mais eficiente de proteger o oceano.

Para se voluntariar e ajudar a Sea Shepherd em suas atividades em terra e mar, inscreva-se aqui.

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