Patrulha das águas: O rio baixa, os crimes contra a fauna sobem

EMERGÊNCIA AMAZÔNIA:
PATRULHA DAS ÁGUAS
AS ÁGUAS BAIXAM, OS CRIMES CONTRA A FAUNA SOBEM
Mais uma vez, a Sea Shepherd Brasil estará presente na Amazônia durante a seca, combatendo crimes ambientais – e contamos com seu apoio
Estamos entrando novamente no período de estiagem, cujos meses mais intensos vão de setembro a novembro. Nos últimos dois anos, cerca de 200 botos, tucuxis e peixes-bois foram encontrados mortos na região de Coari-AM, nas maiores secas da história, devido ao estresse, calor, e à caça ilegal.
Com os baixos níveis de água dos rios, a caça ilegal de peixes-bois aumenta – e os botos amazônicos também acabam morrendo, presos nas armadilhas dos caçadores.
Nós, da Sea Shepherd Brasil, agimos para cobrir as falhas na fiscalização e proteção dos animais, atuando onde o poder público não está. Nossa presença nas águas nos últimos anos inibiu dezenas de ações de caça ilegal, impedindo até 20 mortes de mamíferos aquáticos por dia.
Este ano, queremos ir mais longe – e contamos com você.
Este ano, queremos ir mais longe – e contamos com você.
Assista ao vídeo para saber mais sobre nossa atuação e como você pode ajudar:
A importância dos mamíferos aquáticos amazônicos
Botos e tucuxis, por serem animais que estão no topo da cadeia alimentar, são responsáveis por manter a saúde dos cardumes – pois predam os animais doentes e mais fracos. São também considerados bioindicadores da saúde do ambiente. São como sentinelas – a presença e saúde populacional deles reflete a saúde do ambiente.
Já os peixes-bois são os “jardineiros das águas”: são animais herbívoros que, além de garantirem o controle da vegetação aquática, também são grandes dispersores de sementes, enriquecendo a biodiversidade de várzeas e igapós – as florestas inundadas da Amazônia.
Ou seja: estes animais são cruciais para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos amazônicos, impactando diretamente na qualidade de vida e segurança de todos os seres da região – humanos e não humanos, no presente e no futuro.
Caça de peixes-boi: um crime ambiental que permanece nos dias atuais
Apesar de protegidos por lei desde 1967, peixes-boi ainda são caçados para consumo de sua carne. E não se trata de consumo de subsistência, mas sim de um hábito ultrapassado e que precisa ser eliminado: a carne de peixe-boi é encontrada na cidade, vendida fresca ou como “mixira”, um tipo de preparo que conserva a carne de caça em sua própria gordura.
Na operação de 2024, flagramos à distância a ação de caçadores ilegais na captura e matança de dois peixes-bois: uma fêmea que ainda amamentava e um macho juvenil. Com a aproximação da nossa equipe, os criminosos fugiram, deixando os corpos arpoados dos animais para trás.
Nossa missão no local é justamente inibir, impedir, denunciar e pressionar por fiscalização mais rígida e devida punição de crimes ambientais como esse, por parte de agentes públicos.
Já as comunidades cuja subsistência depende do Lago Coari têm consciência de que se a exploração predatória não parar imediatamente, não haverá futuro na região – e decidiram agir.
Com a insuficiência de ação do poder público, a sociedade civil se organiza para proteger a área
Em 2025, surge uma aliança inédita de comunidades locais pela proteção das águas
Em maio deste ano, com nosso apoio, dezenas de comunidades indígenas e ribeirinhas da região do Lago Coari e rios adjacentes estabeleceram formalmente a aliança Rede das Águas de Coari, com o objetivo de proteger o território e a vida aquática da ação predatória de caçadores.
“Junto com a Sea Shepherd Brasil, começamos a construir uma força comunitária real de proteção. Estamos colaborando com especialistas da cidade e de fora, buscando visibilidade para as dezenas de comunidades esquecidas. Fazemos com as próprias mãos o que o Estado nos nega.”
– Francisco Bernardo da Silva, liderança da aldeia Itaboca II, povo Arara, Coari-AM
– Francisco Bernardo da Silva, liderança da aldeia Itaboca II, povo Arara, Coari-AM
Francisco, povo Arara, liderança da Rede das Águas de Coari
Imagem: Sea Shepherd Brasil, 2025
Conheça nossas atividades na região - e contamos com você para mantermos nossa operação. A fauna viva depende de todos nós!
Estamos ativos com campanhas nas águas amazônicas deste 2021, com a Expedição Boto da Amazônia, em parceria com o INPA – Instituto de Pesquisas da Amazônia. A Expedição realiza o monitoramento populacional de botos e tucuxis, com o objetivo final de exigir do governo medidas mais rígidas para a proteção destes animais, que estão sob ameaça.
Já na Operação Emergência Amazônia, com apoio da Rede das Águas de Coari e de organizações locais e federais, patrulharemos firmemente o Lago Coari e os rios da região, onde houver suspeita e sinais de caça e pesca predatórias para que os criminosos sejam inibidos e/ou punidos.
São operações diferentes e complementares, sendo a Emergência uma missão mais arriscada, dado o histórico de tráfico de drogas na região e os flagrantes de crimes ambientais. Tomamos todos os cuidados possíveis com a segurança de nossa equipe e apoiadores em campo.
Esse é nosso trabalho:

Monitoramento e patrulha dos lagos à procura de animais em risco ou mortos

Remoção de animais mortos para necropsia e análise

Inibição e investigação de ações ilegais de caça e pesca

Suporte à fiscalização da área, atuando como uma plataforma de apoio

Visita a comunidades e escolas locais para educação e conscientização
Ativistas não são apenas aqueles que estão em campo, na linha de frente das operações - mas também aqueles que contribuem financeiramente para que elas possam acontecer. Faça uma doação, seu apoio é de grande importância!
Confira abaixo conteúdo adicional sobre nosso trabalho na Amazônia:
