Sea Shepherd Brasil busca a defesa do Rio Cubatão do Sul em Santa Catarina

Nos dias 18 e 19 de fevereiro, o Núcleo de Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil deu continuidade à operação de defesa do rio Cubatão do Sul, de onde vem a água que abastece a maior parte dos municípios de Palhoça, São José, Florianópolis e Biguaçu.

A ação, que teve início em setembro do ano passado com o plantio de mudas e a inauguração de uma embaixada na Tda Rafting & Expedições (que atua diretamente no rio), tem como objetivo identificar os problemas e apontar possíveis soluções aos órgãos públicos.  http://seashepherd.org.br/nova-embaixada-catarinense-da-sea-shepherd-e-inaugurada-com-evento-pela-preservacao-do-rio-cubatao/

Neste final de semana, voluntários da Sea Shepherd desceram o rio de bote com apoio técnico da TDA Rafting e identificaram os principais problemas apresentados ao longo do rio, sendo eles: redes de pesca ilegais, ligações clandestinas de esgoto, construções irregulares, lixo e a ausência de mata ciliar por conta das lavouras ou criação de gado.

A equipe também coletou água para análise em laboratório em cinco pontos ao longo do rio, assim como já fez em outros pontos do Estado, a exemplo da Lagoa da Conceição (Florianópolis), onde as análises mostraram níveis preocupantes de poluição. Os resultados devem sair em 15 dias.

. “Não adianta só mostrar os problemas, precisamos ter a consciência que todos somos responsáveis pelo rio Cubatão do Sul, e que precisamos buscar juntos as soluções. População, IBAMA e prefeituras. Não podemos deixar esse rio morrer.”, enfatizou o coordenador do núcleo catarinense, Hugo Malagoli.

As matas ciliares são protegidas pelos principais atos jurídicos do novo Código Florestal (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012), sendo conceituadas como “área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas” (art. 3.º, II, da lei 12.651/2012).

Japão ignora matança imoral e indiscriminada de golfinhos em Taiji

Imagem retirada da internet. Ocean Preservation Society

 

É angustiante e surpreendente que em pleno século XXI, um país como o Japão, consagrado por sua cultura de respeito e inteligência, ainda tolere e seja omisso à crueldade e ao massacre de golfinhos em Taiji.

 

Todos os anos esse horror em Taiji se repete e apenas as ONGs se prontificam a fazer alguma coisa pelos golfinhos que são covardemente mortos por empalamento. O empalhamento, feito para matar esses golfinhos, consiste na introdução de uma haste de metal no ânus do animal, que vai até a altura da medula espinal, onde é espetada. Dessa maneira os golfinhos têm uma morte perversa, brutal e demorada. Eles morrem muito lentamente e conscientes de tudo, absorvendo toda dor que lhe é causada.

Pelas palavras do capitão Paul Watson: Os golfinhos são seres altamente inteligentes, socialmente complexos, extremamente sensíveis, com uma capacidade de comunicação sofisticada e habilidades cognitivas reconhecidas. Eles têm cérebros maiores e mais complexos do que o nosso.

O abate de um golfinho é um assassinato. Estes são seres autoconscientes que nunca prejudicaram os seres humanos e de fato, muitas vidas humanas foram salvas por golfinhos, fato documentado. São seres que têm habilidades linguísticas sofisticadas, altamente sensíveis, e podem sofrer tanto física como emocionalmente. As pessoas que não foram para Taiji ou não viram a matança de golfinhos não têm ideia de como isso é traumático, como emocionalmente é desgastante testemunhar e documentar tal horror. Sim, é fácil julgar quando você não ouve os gritos, ou vê e sente o cheiro do sangue. Os Guardiões da Enseada precisam de apoio, não de condenação. A Sea Shepherd tem membros japoneses, temos tripulantes japoneses, e eles são excepcionalmente corajosos, porque se você levantar a sua voz como um cidadão japonês, no Japão, você literalmente será perseguido, sua família será perseguida.

O que a Sea Shepherd e os Guardiões da Enseada têm realizado?

Em 2003, expomos essa atrocidade para o mundo, levando o vídeo para a CNN e as fotos para as primeiras páginas dos jornais em todo o mundo. Naquele mesmo ano, cortamos as redes e libertamos 15 golfinhos, que morreriam na manhã seguinte. Ric O’Barry, que era um membro da nossa equipe de 2003, em Taiji, deixou o Conselho Consultivo da Sea Shepherd e voltou para Taiji por conta própria, porque ele disse que cortar as redes e libertar os golfinhos era ilegal, e não era o caminho a ser seguido. Ele estava certo, nossa equipe foi presa e multada, e embora nós achamos que a vida de 15 golfinhos valeu este custo, sabíamos que não podíamos continuar a libertar os golfinhos porque não era prático fazer isso.

A organização Blackfish tentou libertar golfinhos alguns anos atrás, mas não conseguiu fazê-lo, com a infeliz consequência de que a segurança aumentou muito em Taiji. Taiji, por estar no Japão e ser fortemente policiada, nos proporciona desafios únicos, e a única estratégia que vimos que tinha uma possibilidade de sucesso foi o programa Guardião da Enseada. Assim, lançamos a Operação Paciência Infinita.

Os Guardiões da Enseada estão em Taiji durante a temporada de caça. A função dos Guardiões é documentar e expor a horrível matança de golfinhos em Taiji durante os seis meses de atrocidade.

(…) A Sea Shepherd não é anti-japonesa. Estamos lutando contra a matança de golfinhos, e ao longo dos anos temos confrontado assassinos de golfinhos no Japão, nos EUA, na Costa Rica, na Venezuela, no Brasil e nas Ilhas Faroé. Nós não discriminamos quem opomos. Vemos o arpão, a faca, o rifle e a rede, não vemos a nacionalidade. Lutamos contra o Sea World, e temos levado assassinos de golfinhos para julgamento no Brasil.” Conteúdo retirado do site: http://seashepherd.org.br/a-importancia-dos-guardioes-da-enseada-estarem-em-taiji/ – matéria publicada em 05 de Setembro de 2013.


Por sua vez, os golfinhos que não se machucaram, se cortaram ou tiveram ferimentos causados por estes criminosos, e que são jovens, são sequestrados e vendidos aos parques aquáticos de todo o mundo (principalmente parques da China, de Dubai e do Japão).

O documentário “The Cove”, ganhador do Oscar de Melhor Documentário em 2010, mostra toda essa matança em Taiji, como os golfinhos são caçados, além de mostrar o destino final daqueles que são sequestrados e vão para parques aquáticos. O documentário tem a participação do Capitão da Sea Shepherd Paul Watson.

The Cove – Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010 – Imagem retirada da internet.

 

Os voluntários das ONGs de proteção ambiental e animal são os únicos que enfrentam a criminalidade e violência do ato praticado, tentando impedir centenas de mortes inocentes desses animais marinhos.

Até quando o Japão e as autoridades competentes ficarão passivas assistindo a todo esse massacre covarde e sem nada fazer?

Infelizmente não sabemos até quando as autoridades responsáveis irão ignorar essa barbárie.

Redes, armadilha e sangue marcam a enseada em Taiji

Os voluntários da Sea Shepherd Brasil, num ato pacífico e educado, foram até o Consulado do Japão em São Paulo para entregar um Ofício de Repúdio à matança de golfinhos em Taiji. Na ocasião, aquelas pessoas que consideramos ser da cultura mais respeitosa e educada do planeta, recusaram-se a receber o ofício mesmo depois de tê-lo lido.

Outubro de 2016 – Consulado do Japão em São Paulo

A carta de repúdio foi lida muitas vezes por funcionários do consulado naquele dia. Após algumas desculpas e mentiras dadas no local, bem como por telefone, finalmente decidiram por não protocolar o ofício.

A recusa feita do recebimento direto ‘em mãos’ de uma carta brasileira, de um grupo de pessoas pacíficas e que fazem parte de um movimento global que repudia a matança e o comércio de golfinhos para parques aquáticos, só nos fez acreditar ainda mais que os japoneses sentem vergonha do que acontece em Taiji. Mas de maneira passiva apoiam uma tradição assassina, porque eles sabem deste horror que acontece todo ano em Taiji e não fazem absolutamente nada a respeito dessa situação para impedir ou mudar essa tragédia que tanto denigre e mancha a imagem e reputação do Japão e seus cidadãos.

Trecho do ofício 01/2016 ISSB/SP enviado em aviso de recebimento ao Consul em São Paulo:

“Nós do Instituto Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar REPUDIAMOS veementemente a prática desta caça e massacre dos golfinhos cometidos em seu país. Este ato é considerado por nós e pelo resto do mundo como um sinal de arrogância, ignorância, amor pela violência e desrespeito à natureza”.

Ofício de Repúdio enviado por correspondência após recusa da entrega ‘em mãos’

O nobre Capitão Paul Watson formulou, de maneira inteligente e eficaz, estratégias a serem adotadas para acabar com a matança em Taiji. Ele as denominou como “As cinco estratégias de Taiji” que são citadas a seguir:

As cinco estratégias de Taiji

 

‘Gaiatsu’ é a melhor estratégia global neste caso, e que envolve:

 

(1) persistente acompanhamento e documentação das atrocidades cometidas na Enseada, em Taiji;

(2) espalhar internacionalmente o fato, com provas e documentação;

(3) constante exposição e humilhação dos pescadores de Taiji, que envergonha toda a nação do Japão;

(4) uma pressão constante sobre as embaixadas japonesas e consulados em todo o mundo;

(5) uma interminável campanha de pressão externa e um compromisso de nunca se render ou se retratar.

 

Esta quarta estratégia é a mais poderosa, porque mobilizam pessoas de todo o mundo a se envolverem de suas próprias casas. Embaixadas japonesas e consulados gravam todas as chamadas de telefone, e-mail, cartas e petições que recebem. Este é o ativismo ‘gaiatsu’ em sua forma mais poderosa, e eu creio que esta é a chave para envergonhar os bandidos de Taiji e pressionar o governo do Japão a tomar providências.”

Conteúdo retirado do site: http://seashepherd.org.br/a-sea-shepherd-e-taiji/ – matéria publicada em 20 de Janeiro de 2011.

 

Seguimos a estratégia de número (4) “uma pressão constante sobre as embaixadas japonesas e consulados em todo o mundo;” e fomos desprezados pelo Consulado japonês, mas nunca seremos calados, e o objetivo dessa matéria é exatamente esse, mostrar que nada e nem ninguém vai nos calar de dizer a verdade sobre o que acontece em Taiji.

 

Nós da Sea Shepherd Brasil, não vamos consentir com essa atitude, nem vamos nos calar enquanto houver atrocidades acontecendo contra os animais marinhos de forma perversa, covarde, brutal, imoral, e muitas vezes ilegal, porque sempre haverá coragem e atitude da nossa parte para defendê-los! “Dar voz aos que não a têm!”

Não vamos parar de batalhar arduamente para que o mundo tome conhecimento dessa matança de golfinhos em Taiji e jamais iremos nos calar diante desse assunto!

Às autoridades japonesas e a todas as autoridades competentes, que possam intervir neste caso, saibam que aguardamos ansiosamente o dia em que os senhores irão se pronunciar e tomarão PROVIDÊNCIAS URGENTES e IMEDIATAS sobre essas mortes e sequestros para parques aquáticos de golfinhos em Taiji.

Sea Shepherd Brasil integra as manifestações mundiais do “World Love For Dolphins Day”

Mais uma vez, a Sea Shepherd Brasil, através do Núcleo Rio de Janeiro, fez parte do “World Love For Dolphins Day”, uma demonstração mundial na frente dos consulados e embaixadas japonesas em vários países a favor do fim da matança de golfinho que acontece em Taiji, no Japão. A data escolhida é o dia 14 de Fevereiro, quando é comemorado o Dia dos Namorados nos Estados Unidos e em outros lugares, e essa escolha é justamente para mostrar o amor que as pessoas sentem pelos golfinhos.

No Brasil, o final de semana de Carnaval nos fez adiantar a demonstração para o dia 12, pois queríamos que os oficiais consulares nos ouvissem. Depois de uma hora segurando cartazes e conversando com transeuntes, a estratégia se provou efetiva, pois um oficial do Consulado Geral do Rio de Janeiro foi à porta do prédio e tirou fotos dos ativistas.

“Esperamos que essas imagens cheguem ao governo em Tóquio para mostrar que também somos contra a matança anual de golfinhos.” – comenta Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo RJ.

O intuito de ter uma demonstração acontecendo em várias cidades do mundo ao mesmo tempo é mostrar ao governo japonês que a comunidade internacional repudia a captura e caça de golfinhos selvagens. Cada demonstração é reportada ao governo japonês, que precisa entender que a vida marinha não pertence à nenhuma nação, portanto não deveria ter o direito de se apropriar dos golfinhos que nadam perto de Taiji.

O núcleo RJ contou com a presença de vários voluntários, que vieram de diferentes cidades do Estado, aumentando a presença e a força do movimento. Além disso, a revista NOO, que é uma plataforma de conteúdo multimídia, cobriu a demonstração e vem dando destaque e apoio às ações da Sea Shepherd.

“Durante o processo de captura e caça, muitos golfinhos morrem afogados no sangue dos membros de sua própria família. Além de desnecessária, essa prática é extremamente cruel.” – explica Guilherme “Guiga” Pirá, voluntário da Sea Shepherd e integrante da equipe de Cove Guardians.

Todos os anos, voluntários da Sea Shepherd de várias partes do mundo viajam até o Japão para investigar, documentar, divulgar e se opor à matança de golfinhos que acontece em Taiji. Eles são conhecidos como Cove Guardians, e são os únicos que fazem uma presença constante e diária durante os 6 meses da temporada de caça, custando muito dinheiro às autoridades japonesas.

Essa caça é permitida pelo governo japonês, porém só é viável porque os caçadores recebem milhares de dólares de parques marinhos que possuem golfinhos em cativeiro. Após terem os golfinhos capturados, os caçadores permitem que treinadores desses parques selecionem os animais mais bonitos enquanto o resto da família é morta e processada para consumo humano.

Portanto, quem se opõe à essa prática e quer ver ela acabar tem a obrigação de não frequentar aquários, resorts e parques marinhos com golfinhos em cativeiro, pois o dinheiro arrecadado com a entrada dos visitantes é o mesmo que é entregue aos caçadores em Taiji.

“Botos nas redes, mas agora para salvá-los” – ISSB lança a Campanha Cetáceos para Sempre em Laguna/SC

No dia 20 de dezembro o Instituto Sea Shepherd Brasil esteve em Laguna/SC para lançar a campanha Cetáceos para Sempre promovendo o evento Laguna em defesa dos Botos.

Usando redes de pesca, o Sea Shepherd expôs  imagens chocantes da realidade dos Botos de Laguna como a de Zariguim, morta no rio Tubarão por rede ilegal em 2014.

Exposição de imagens dos botos vítimas de redes de pesca ilegal, do molestamento de jet skis e de doença cutânea. Foto: Fernando Zabot.

As redes também foram usadas para, simbolicamente, cercar os carros na Av. Colombo Machado Sales e no semáforo ao lado do centro administrativo Tordesilhas.

Foto: Fernando Zabot.

“Por cinco minutos fechamos o trânsito, com o apoio da Polícia Militar. Procuramos sensibilizar as pessoas para a condição dos botos que ficam presos nas redes, impedindo que os carros seguissem”, explica Alexandre Pessoa, voluntário do Núcleo SC do Sea Shepherd, “enquanto isso abordamos os carros entregando panfletos para estimular a adesão de mais pessoas à causa dos Botos.”, finaliza Alexandre.

Veículos “retidos” em rede de pesca por integrantes do Sea Shepherd. Foto: Fernando Zabot.

Ação de sensibilização. Foto: Fernando Zabot.

Voluntária do Sea Shepherd entregando material informativo sobre a situação dos Botos de Laguna. Foto: Fernando Zabot.

O Sea Shepherd também convidou os participantes a assinarem uma petição requerendo mais apoio da Polícia Militar Ambiental para fiscalização do Rio Tubarão. A petição será protocolada na sexta-feira (26/12) na Polícia Militar Ambiental, em Laguna.

O evento contou com a participação de simpatizantes do Sea Shepherd de outros Estados, como a estudante Vitória Fernandes Cardoso, que veio de Porto Alegre com a sua família. Vitória e sua mãe, Sônia, participaram ativamente demonstrando que a preocupação com a preservação dos Botos não possui fronteiras.

A estudante de mestrado, Fátima, veio de Florianópolis para conhecer mais sobre a situação dos Botos de Laguna, e participou da petição requerendo mais fiscalização na região. Foto: ISSB.

O evento contou também com a participação do Instituto Guardiões do Boto, que através de faixas pediam mais fiscalização.

Instituto Guardiões do Boto. Foto: Fernando Zabot.

 “Estou muito satisfeita com o resultado desta primeira ação de educação ambiental em Laguna, porque sentimos as pessoas bem sensíveis quando explicávamos sobre os fatores de risco para os Botos.”, comenta Renata Fortes, advogada do Sea Shepherd, “já temos uma ação judicial requerendo um plano de ação para preservação dos Botos, mas a questão fundamental para a preservação sempre será a conscientização da população e o seu envolvimento em causas dessa natureza.” conclui Renata.

O Sea Shepherd informou que continuará desenvolvendo ações em Laguna. “A defesa e preservação dos Botos de Laguna já é uma bandeira do Sea Shepherd Brasil, assim como o berçário das Baleias Franca. Estamos determinados a mudar a realidade dos Botos e contamos com Laguna, sociedade e poder público, em um esforço conjunto.”, informa Hugo Malagoli, Diretor Regional SC do Shepherd Brasil.

Para saber mais, acesse: Botos de Laguna, a Taiji brasileira?

Massacre iminente de baleias piloto na baia de Taiji, Japão

Tradução: Igor Ramos, voluntário ISSB

O time de voluntários da Sea Shepherd em Taiji, Japão – Cove Guardians – farão transmissões ao vivo para que o mundo possa acompanhar o futuro de um grupo de 20 ou 25 baleias piloto capturadas no dia 25 e deixadas na baia da morte. Essa é a quinta captura de golfinhos da temporada e a primeira de baleias piloto.

Baleias Piloto capturadas antes de ontem em Taiji, Japão. Foto: Sea Shepherd

Dois jovens foram sequestrados de suas famílias e tem um futuro triste em cativeiro nas jaulas no porto de Taiji. A noite foi agitada uma vez que as baleias passaram mais de 16 horas sem comida. Baleias piloto raramente são selecionadas para a vida em cativeiro. Provavelmente os filhotes e seus pais serão brutalmente assassinados para servirem de comida para humanos, apesar de que suas carnes estão contaminadas com toxinas e mercúrio. A matriarca do grupo é a maior e mais valiosa baleia do grupo, pois é a que possui mais carne, e é, também, a primeira a ser morta. Os bebes quase não tem valor pois possuem pouca carne, então, muito provavelmente, serão devolvidos ao mar sem suas mães e acabarão morrendo de fome pois não sabem caçar ainda.

O quinto massacre da temporada 2014-2015. Foto: Sea Shepherd

O massacre de milhares de golfinhos nariz de garrafa, botos e pequenas baleias ocorre todos os anos em Taiji, Japão. Começa, normalmente no dia primeiro de setembro e continua até março do ano seguinte. Durante esse período, os caçadores encurralam famílias e grupos inteiros de golfinhos e pequenos cetáceos em pequenas jaulas e, sem qualquer piedade, matam a maioria de forma extremamente cruel. Os animais sangram lentamente até a morte ou se afogam no sangue de seus parentes. Esse imoral e covarde assassinato jamais deveria ser permitido em qualquer lugar do mundo.

O massacre anual em Taiji era desconhecido até 2003 quando a Sea Shepherd – organização internacional sem fins lucrativos de conservação marinha – divulgou de forma global filmagens e fotografias da infame baia da morte ou baia do sangue. Os Cove Guardians são o único grupo de ativistas em solo em Taiji durante o dia todo e durante todos os dias dos 6 meses de massacre desde que o massacre foi anunciado oficial em setembro de 2010.

Para assistir às transmissões conecte-se: http://www.seashepherd.org/cove-guardians/livestream.html/

Dois jovens sequestrados para a vida em cativeiro. Foto: Sea Shepherd