Massacre iminente de baleias piloto na baia de Taiji, Japão

Tradução: Igor Ramos, voluntário ISSB

O time de voluntários da Sea Shepherd em Taiji, Japão – Cove Guardians – farão transmissões ao vivo para que o mundo possa acompanhar o futuro de um grupo de 20 ou 25 baleias piloto capturadas no dia 25 e deixadas na baia da morte. Essa é a quinta captura de golfinhos da temporada e a primeira de baleias piloto.

Baleias Piloto capturadas antes de ontem em Taiji, Japão. Foto: Sea Shepherd

Dois jovens foram sequestrados de suas famílias e tem um futuro triste em cativeiro nas jaulas no porto de Taiji. A noite foi agitada uma vez que as baleias passaram mais de 16 horas sem comida. Baleias piloto raramente são selecionadas para a vida em cativeiro. Provavelmente os filhotes e seus pais serão brutalmente assassinados para servirem de comida para humanos, apesar de que suas carnes estão contaminadas com toxinas e mercúrio. A matriarca do grupo é a maior e mais valiosa baleia do grupo, pois é a que possui mais carne, e é, também, a primeira a ser morta. Os bebes quase não tem valor pois possuem pouca carne, então, muito provavelmente, serão devolvidos ao mar sem suas mães e acabarão morrendo de fome pois não sabem caçar ainda.

O quinto massacre da temporada 2014-2015. Foto: Sea Shepherd

O massacre de milhares de golfinhos nariz de garrafa, botos e pequenas baleias ocorre todos os anos em Taiji, Japão. Começa, normalmente no dia primeiro de setembro e continua até março do ano seguinte. Durante esse período, os caçadores encurralam famílias e grupos inteiros de golfinhos e pequenos cetáceos em pequenas jaulas e, sem qualquer piedade, matam a maioria de forma extremamente cruel. Os animais sangram lentamente até a morte ou se afogam no sangue de seus parentes. Esse imoral e covarde assassinato jamais deveria ser permitido em qualquer lugar do mundo.

O massacre anual em Taiji era desconhecido até 2003 quando a Sea Shepherd – organização internacional sem fins lucrativos de conservação marinha – divulgou de forma global filmagens e fotografias da infame baia da morte ou baia do sangue. Os Cove Guardians são o único grupo de ativistas em solo em Taiji durante o dia todo e durante todos os dias dos 6 meses de massacre desde que o massacre foi anunciado oficial em setembro de 2010.

Para assistir às transmissões conecte-se: http://www.seashepherd.org/cove-guardians/livestream.html/

Dois jovens sequestrados para a vida em cativeiro. Foto: Sea Shepherd

JOGO SUJO DO GOVERNO JAPONÊS PARA ESCONDER A MATANÇA DA VIDA MARINHA

Por Guilherme Pirá, Guardião da Enseada (SSCS Cove Guardian)

O fim da temporada de caça de golfinhos e pequenas baleias em Taiji, no Japão, traz, novamente, aquele alívio de saber que, pelos próximos 06 (seis) meses, esses magníficos e inteligentes mamíferos aquáticos não serão direcionados para sessões de tortura e morte na praia de Hatajiri.

A temporada 2013/2014 da Operação Paciência Infinita (Operation Infinite Patience) trouxe mídia do mundo inteiro para a matança vergonhosa permitida pelo governo japonês. Algumas celebridades, como Sam Simon (Co-criador do seriado “Os Simpsons”) fizeram questão de se juntar aos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd (Cove Guardians) para atrair mais atenção para essa questão. Mas, apesar desse foco em Taiji, desde o início da temporada, no dia 1 de Setembro de 2013, o jogo sujo do governo japonês para manter ativistas pacíficos fora de seu território permaneceu disfarçado.

Golfinho sendo jogado em uma prisão temporária, depois de ser selecionado para algum parque marinho. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Corpos de golfinhos sendo arrastados para que a carne seja processada e consumida. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Em uma tentativa de evitar que alguns de nossos ativistas conseguissem capturar imagens da matança e da violenta seleção de golfinhos para parques marinhos, o governo japonês, simplesmente, impediu que alguns voluntários deixassem o aeroporto, mantendo-os sob interrogatório por várias horas, e colocando-os em um avião de volta para casa, deportando-os.

No meu caso, não consegui nem deixar o Brasil para seguir para mais uma temporada, pois minha solicitação de visto aguardou por uma resposta do governo japonês por mais de 02 (dois) meses, quando o prazo informado pelo Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro era de apenas 02 (dois) DIAS !!! Para completar, fui informado que só devolveriam meu passaporte se eu respondesse a um questionário, que perguntava, dentre outras perguntas sem sentido, se eu poderia fornecer informações sobre outros ativistas da Sea Shepherd, mesmo que eu retirasse minha solicitação de visto. No fim, o funcionário do consulado entendeu que eu já conhecia as regras desse jogo, e, contrário à sua vontade, entregou meu passaporte depois de eu ter lhe dado uma carta explicando o porquê de eu não responder ao questionário. Então, eu me pergunto: será que todo turista que pretende visitar o Japão passa por esse longo processo e interrogatório?

Golfinho de risso sendo capturado na enseada de Taiji. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Caçadores durante a captura de golfinhos em águas cheias de sangue na enseada de Taiji. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Nas duas vezes que estive no Japão, viajei como voluntário, não recebendo qualquer remuneração, sem desobedecer as leis locais, utilizando visto de turista, e não fiz nada diferente de outros turistas. Apenas tirei fotos, filmei e visitei lugares. Por outro lado, a polícia não me tratava como um turista, apesar do meu visto e do meu comportamento. Eles me filmavam e me vigiavam 24 (vinte e quatro) horas por dia, assim como faziam aos meus companheiros defensores dos oceanos. Apesar de diversas conversas em inglês com autoridades japonesas, quando eram questionados sobre esse tratamento diferenciado que recebíamos, eles sempre fugiam do assunto, chegando ao ponto de dizer que não sabiam falar inglês direito, e por isso não poderiam nos  responder. De qualquer maneira, o que mais se ouvia falar era que a matança de golfinhos era uma tradição, e por isso eles nunca iriam parar com essa prática. Em todos os lugares que eu visitei, dentro e fora do Brasil, quando a população local tinha uma tradição, adoravam que os visitantes tirassem fotos como lembrança e divulgação de uma cultura diferente. Então, se a matança de golfinhos e pequenas baleias em Taiji é uma tradição tão forte, quanto os cidadãos locais e o governo japonês dizem, por que evitar que as pessoas tirem fotos e divulguem-nas? Em minha opinião, existem duas respostas que levam para o mesmo caminho:

1) A matança é uma prova de que algo tão cruel ainda existe na sociedade do século XXI, deixando animais tão sencientes quanto nós agonizando e morrendo afogados no próprio sangue, enquanto a água da praia se transforma num vermelho triste, e isso mostra a exploração desenfreada que o Japão faz nos oceanos;

2) O trabalho diário dos Guardiões da Enseada para monitorar quantos golfinhos são capturados, vendidos para parques e mortos para consumo humano mostra que, em 4 (quatro) anos de campanha, existe uma queda nesses números, e a quota não é atingida. Isso pode provar que o trabalho da Sea Shepherd em Taiji tem trazido resultados muito positivos, apesar do número de golfinhos nadando livres nos oceanos estar diminuindo rapidamente. No final, isso também revela a exploração desenfreada que o Japão faz nos oceanos.

Abordagem policial para indicar que o lugar em que paramos nosso carro se tornou um local proibido para nós, pois caçadores e outras pessoas, incluindo turistas, ainda poderiam ali estacionar. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Policial tenta impedir a filmagem da caixa, cheia de carne de golfinhos, recém-comprada pelo comerciante da região (de boné azul). (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Bote da guarda costeira japonesa me interrogando, enquanto eu procurava por uma posição melhor para fotografar a matança. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Com um histórico de exterminador de espécies, essa exploração permitida pelo governo japonês precisa parar, antes que ela coloque um fim em mais uma peça fundamental para a sobrevivência de ecossistemas marinhos, manchando a imagem de seu povo inteiro, que tem sido pintado com a mesma tinta que os caçadores de golfinhos, apesar das gritantes diferenças entre ambos. E antes de sermos considerados racistas, vale perceber que lutamos, também, contra caçadores de focas no Canadá e na Namíbia, contra pescadores ilegais em Galápagos, no Senegal e no Mar Mediterrâneo, contra assassinos de golfinhos e pequenas baleias nas Ilhas Faroé, contra o governo da Austrália Ocidental que mata tubarões inocentes, e contra molestadores de baleias em enseadas brasileiras. Não é uma questão de preconceito, mas de preocupação com os oceanos e a vida que eles abrigam, afinal estamos prontos para defender, conservar e proteger.

ATUALIZAÇÃO DA OPERAÇÃO RELENTLESS

Tradução: Igor Ramos, voluntário do ISSB

Bob Barker se choca com uma grande onda no oceano antártico. Foto: Marianna Baldo

Na manhã do dia 8 de janeiro, a Sea Shepherd confirmou que perdeu contato visual com o navio fábrica da frota pesqueira japonesa, o navio Nisshin Maru. No momento do incidente, o navio já estava fora da zona de caça por eles designada.

A Sea Shepherd estima que, neste momento, na atual localização, levariam dois dias para que os arpoadores retornassem para a área de caça.

No dia 14 de janeiro, o ministro do meio ambiente australiano, Greg Hunt, confirmou que dois dias antes, a frota japonesa estava além das 1000 milhas náuticas afastadas da zona de pesquisa e resgate australiana, fora de águas australianas. Essas informações colocam a frota japonesa a extremo leste da sua autodesignada zona de caça.

Baseada nessas informações, a Sea Shepherd pode confirmar que nenhum baleeiro irá retornar para a zona de caça tão cedo, mas sim, seguir rumo a leste para tentar evitar os voos de monitoração realizados pelo governo australiano.

Por sorte das baleias, existe uma intensa zona de baixa pressão na dependência de Ross. O mar está agitado, o céu está cinza e a visibilidade está reduzida a apenas 100 metros.  Sob essas circunstâncias a caça se torna extremamente difícil, se não impossível.

Sam Simon durante o intenso nevoeiro. Foto: Eliza Muirhead

Considerando esses fatores, é muito provável que as operações japonesas tenham sido suspensas desde a primeira intervenção da Sea Shepherd em 5 de janeiro. A frota da Sea Shepherd continua esperando e protegendo o Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

Notícia na íntegra clique aqui

SEA SHEPHERD AFASTA OS BALEEIROS JAPONESES PARA FORA DA ZONA DO TRATADO ANTÁRTICO

Tradução: Igor Ramos, voluntário do ISSB

Nisshin Maru deixando o Santuário Antártico

Na última segunda-feira, 6 de janeiro de 2014, às 1650 AEDT, depois de uma perseguição de 360 milhas, os navios da Sea Shepherd Conservation Society conduziram toda a frota de caça japonesa – incluindo o navio-fábrica – para fora da Zona do Tratado Antártico. A Sea Shepherd tem todos os navios da frota baleeira japonesa contabilizados e localizados, e pode confirmar que a frota, apesar de dispersa, não esta caçando baleias. Os navios arpoadores estão separados por centenas de milhas. O Nisshin Maru está tentando se afastar, mas não conseguiu parar até o momento.

A frota baleeira foi escoltada até o limite de 60º Sul e ultrapassou o limite norte do Zona do Tratado Antártico. Os navios da Sea Shepherd: Sam Simon, Steve Irwin e o helicóptero do Steve Irwin seguem acompanhando cada movimento dos navios. Os três navios da Sea Shepherd estão ainda no Oceano Antártico e continuarão as patrulhas. Caso o Nisshin Maru tente retornar para o território de caça, a Sea Shepherd estará pronta para, mais uma vez, interceptar e encerrar suas operações ilegais.

O capitão do Steve Irwin, Siddarth Chakravarty disse: “Este é um início otimista para a operação Relentless. Dentro de um dia e meio, teremos todas a frota baleeira em completa desordem”. O capitão do Sam Simon, Adam Meyerson disse: “Ganhamos essa batalha, mas a guerra pelo Santuário Antártico das Baleias irá continuar sendo travada ao longo dos próximos meses.”

O GPS do helicóptero indicando o lado norte da Zona do Tratado Antártico

Nisshin Maru e Yushin Maru cruzando ao norte 60 ° S

Associação de treinadores de golfinhos tenta justificar o injustificável

Comentário por Scott West

Um golfinho coberto de sangue na enseada. Foto: SSCS

A recente declaração da IMATA (International Marine Animal Trainer’s Association, ou Associação Internacional de Treinadores de Animais Marinhos) sobre a pesca guiada de pequenos cetáceos me fez rir em voz alta. São raras as vezes que faço isso. A Sea Shepherd acredita que a indústria de entretenimento de golfinhos em cativeiro e outros cetáceos estão sentindo a pressão de pessoas informadas de todo o mundo.

Quanto mais treinadores de golfinhos começarem a acordar para a realidade de que eles estão prejudicando mais do que ajudando os golfinhos,mais a industria de entretenimento esta tentando reestruturar sua equipe.

Portanto, eles têm dado ao mundo este monte de asneira divertida.

Meus comentários estão em negrito abaixo. Você pode encontrar a declaração da IMATA em http://www.imata.org/drive_fisheries_statement

_________________________________________________________________________

Posição da Associação Internacional de Treinadores de Animais Marinhos (IMATA) sobre a pesca guiada de pequenos cetáceos

21 de setembro de 2013, às 15:09

Em 2005, a Associação Internacional de Treinadores de Animais Marinhos (IMATA) formalizou a sua posição sobre a pesca guiada. A afirmação é clara: a IMATA se opõe fortemente a matança em massa de baleias e golfinhos que ocorrem na pesca guiada, e é dedicada ao avanço do cuidado humano de animais marinhos em ambientes zoológicos.

Scott West: Nós estamos contentes em saber que a IMATA se opõe fortemente à matança em massa de baleias e golfinhos. Mas e sobre qualquer matança de baleias e golfinhos? Também é bom saber que a IMATA é dedicada ao avanço do cuidado humano de animais marinhos. É uma pena, no entanto, que eles ainda pensam que é humano escravizar os cetáceos. Não há nada de humano colocar mamíferos que podem nadar até centenas de quilômetros por dia em um pequeno tanque para o resto de suas vidas, e força-los a nadar em círculos e fazer truques em troca de alguns peixes mortos, a fim de entreter os seres humanos.

A pesca guiada é um método de usar som e barcos para reunir golfinhos e pequenas baleias em águas rasas ao longo da costa. Sua operação na Europa e Ásia tem sido bem documentada, pelo menos nos últimos 650 anos (Brownel Jr., R.L.; Nowacek, D.P.; e Ralls, K., 2008) e eles continuam hoje nas Ilhas Salomão, Dinamarca e Japão.

Golfinho-de-laterais-brancas-do-atlântico sendo puxado para o barco. Foto: SSCS

SW: É verdade que os seres humanos atacaram, feriram, mataram, e de outras formas exploraram golfinhos e baleias ao longo do tempo. Isso não torna a coisa certa. Apesar da história de assassinato contínuo de seres humanos contra a golfinhos, não há nenhum caso registado de um golfinho ferindo, muito menos matando, um ser humano. Na verdade , há inúmeros relatos de golfinhos salvando os seres humanos . Também é verdade que, em algumas sociedades humanas, como na Grécia antiga, matar ou ferir um golfinho era punível com a morte. Na maioria dos países modernos, hoje, é ilegal perseguir, ferir, ou matar um golfinho. Os dinamarqueses das Ilhas Faroé podem afirmar que eles estiveram matando baleias-piloto por mais de mil anos. O tempo por cometer uma atrocidade não faz, magicamente, a atrocidade ser menor. Além disso, o uso de motores de combustão interna para conduzir esses cetáceos é um fenômeno relativamente novo, e essas conveniências modernas, certamente, não são baseadas na tradição.

A Convenção de Bonn, fundada em 1979, que agora inclui 119 países, foi criada para proteger espécies migratórias como estas, porque não há um entendimento do que deve ser e precisa ser protegido. Números da população de algumas destas espécies na natureza são listados como ‘dados insuficientes’ por essas agências que monitoram esses dados. Isso não significa que esses animais existem em tal abundância que pode destruí-los sem nos preocupar. Pelo contrário, isso significa que nenhum animal deve ser atingido, porque não temos dados precisos, verificáveis, ​​de quantos serão deixados na natureza.

A pesca guiada em Taiji, no Japão, está entre as mais amplamente documentadas e mais controversas. A maioria dos animais conduzidos para águas rasas em Taiji são mortos em uma tentativa equivocada de “controle de pragas” por pescadores, e sua carne é destinada para alimentação. Apenas um pequeno número é vendido a aquários e parques marinhos, predominantemente aqueles localizados na Ásia.

SW: Há alguns pescadores ignorantes que culpam os golfinhos pela falta de peixes. É certamente muito mais fácil tornar o golfinho um bode expiatório em vez de enfrentar a realidade de que os seres humanos têm destruído os oceanos e severamente reduzido as populações de peixes. É a indústria do entretenimento de cativeiro que financia a matança de golfinhos de Taiji. Sem o dinheiro recebido para escravizar golfinhos, treiná-los para fazer truques em troca de alimentos, e fornecendo-lhes a parques de diversão, não haveria nenhuma caçada guiada em Taiji. Se Taiji fornecesse os golfinhos para cativeiros de forma gratuita, poderia haver fundamento para o argumento de que a pesca guiada é para o controle de pragas ou alimentação humana. No entanto, o rendimento de carne de golfinho não é simplesmente suficiente para manter estes 28 indivíduos e seus barcos caros em operação. A indústria do entretenimento de golfinhos em cativeiro é muito popular na Ásia. É também muito popular no Oriente Médio, na Europa e na América do Norte. Taiji vende os golfinhos. É muito dinheiro para os assassinos e treinadores de lá, e para os intermediários ao longo do caminho.  A expansão e apoio dos parques de diversão de cativeiros em novas áreas equivale à criação de demanda para a indústria de entretenimento em cativeiro em todos os lugares.

Treinadores no barco logo após o processo de seleção. Foto: Sea Shepherd

Enquanto alguns se opõem à coleta de animais pela pesca guiada para venda, a prática é legal em países onde alguns membros da IMATA vivem e trabalham. De fato, alguns aquários japoneses não têm escolha; regulamentos internos japoneses exigem que os golfinhos e pequenas baleias sejam adquiridos a partir das pescas guiadas em Taiji. Por outro lado, muitos países (incluindo os Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental) proibiram a importação de golfinhos coletados a partir das pescas guiadas no Japão.

SW: Talvez treinadores de mamíferos marinhos devam defender o fim da caça guiada e das matanças, mas é claro que isso exigiria que eles realmente tomassem uma posição em defesa dos golfinhos, e iria cortar o fornecimento de golfinhos e de DNA de golfinhos. Os treinadores têm uma escolha. Eles podem optar por deixar os animais em estado selvagem e trabalhar para vê-los e protegê-los em seu ambiente natural, em vez de lucrar com sua captura e confinamento.

Treinadores de golfinhos em Taiji. Foto: SSCS

A IMATA não é um grupo de defesa, mas sim, uma associação profissional de membros individuais comprometidos com a promoção do desenvolvimento de treinadores de animais marinhos. É uma organização sem fins lucrativos, uma organização de voluntários criada por e para os profissionais de zoológicos. O bem-estar dos animais no cuidado diário dos membros da IMATA é a sua prioridade.

 SW: Treinadores exploram golfinhos escravizados, os enfraquecem para fazerem truques em troca de comida. Eles não são um grupo de pessoas que cuidam, que trabalham no resgate, reabilitação e soltura de golfinhos feridos ou doentes. Não há nada de “humanitário” ou de cuidado na retirada de um animal selvagem de seu ambiente natural. É fascinante como eles “higienizam” a frase chamando locais de entretenimento de “ambiente zoológico”. O fato é que a maioria dos golfinhos e outros cetáceos em exposição, não são encontrados em ambientes zoológicos. Não, eles são encontrados em parques de entretenimento com fins lucrativos. Ainda seria errado manter cetáceos em qualquer tanque, mas pelo menos em um ambiente zoológico os cetáceos não teriam que fazer truques para comer. Não é difícil imaginar que o cuidado diário dos golfinhos em cativeiro é uma prioridade, pois sem esses golfinhos, a indústria do entretenimento entraria em colapso. Golfinhos vivos representam um investimento significativo de dinheiro.

Golfinhos presos na rede, enquanto escoa sangue para a enseada. Foto: SSCS

 

Qualquer pessoa que acredita na missão da IMATA e que apoia os seus objetivos é bem-vinda para a associação. Isso inclui a ampliação da adesão aos indivíduos que trabalham para organizações que adquirem os golfinhos de uma pesca guiada.

SW: Não há dúvida de que os treinadores que trabalham para selecionar os golfinhos em Taiji e em locais onde os golfinhos são enviados participam da missão da IMATA e apoiam os seus objetivos. A IMATA lhes dá cobertura e legitimidade e, portanto, suporta a “pesca” guiada.

Um cuidador é recebido pela IMATA mesmo que ele/ela participe da seleção e recolha de animais vivos, na premissa de que esses animais vão se beneficiar, ele/ela é exposto às melhores práticas mais atuais em cuidados com os animais e treinamento. Isto ajuda a garantir o bem estar dos animais que vivem em ambientes zoológicos em todo o mundo.

SW: Cuidador? Vamos chamá-lo do que ele é: cafetão, escravocrata ou carcereiro.

A IMATA enfatiza a educação continuada dos treinadores de animais da linha de frente. A organização fornece um fórum para o diálogo pensativo entre uma grande, diversificada e crescente participação internacional, a partir de diferentes culturas. Através da associação à IMATA, os treinadores têm acesso a uma rede global de profissionais de treinamento, recursos, tais como publicações educativas e oportunidades para participar de reuniões profissionais da IMATA, onde a informação e a formação mais atual e de pesquisa é discutida.

SW: Não há nenhuma dúvida em minha mente que muitos treinadores de golfinhos acreditam que eles realmente amam os golfinhos e estão fazendo o certo junto aos golfinhos em seus cuidados. É equivocada, no entanto. Se eles sabem alguma coisa sobre os golfinhos, eles sabem que eles não pertencem a tanques, nem devem entreter seres humanos. Estes treinadores exploram os golfinhos que proclamam amar. Se você realmente ama os animais, você precisa trabalhar para protegê-los em seu habitat natural.

Grupos extremistas que se opõem a ter quaisquer mamíferos marinhos sob cuidado humano nos jardins zoológicos, aquários e parques marinhos atingem a IMATA usando desinformação e apelo emocional para apoio financeiro, muitas vezes através de campanhas de mídia social .

SW: É certamente questionável se qualquer animal deve ser alojado em exibição, mas estamos falando de golfinhos e outros cetáceos aqui. Eles certamente não pertencem a um tanque. Ponto. Além dos casos raros em que um cetáceo resgatado é incapaz de retornar à vida selvagem e, nesse caso, uma rede apropriada em águas abertas é necessária, em nenhum momento um cetáceo deve ter que fazer truques em troca de alimentos.

Sim, é um assunto emocional. A escravidão é sempre emocional. É emocional para os escravos e é emocional para aqueles que se beneficiam da escravidão. É também emocional para pessoas de caráter sólido que veem a injustiça de tudo isso. Eles não são chamados de “grupos extremistas” que se opõem à captura, escravização e abate desses animais magníficos. A verdade é que a maior parte do mundo quer ver os golfinhos vivendo felizes em seu habitat natural.

Financiamento é a chave; o entretenimento de golfinhos em cativeiro faz quantidades significativas de dinheiro a partir do sofrimento de golfinhos e outros cetáceos. É por isso que eles estão lutando arduamente para tentar mantê-los escravizados. É por isso que lugares como Taiji fazem muito dinheiro com as vendas de golfinhos, e golfinhos treinados estão constantemente criados para a indústria de “entretenimento”.

No setor das pescas guiadas, esses grupos erroneamente afirmam que a maioria dos golfinhos em parques marinhos em todo o mundo foram adquiridos a partir da pesca guiada de Taiji, e, além disso, alegam que a IMATA é diretamente responsável pelo massacre, pois alguns de nossos membros trabalham para organizações que abrigam golfinhos da pesca guiada.

SW: A caça guiada de Taiji vem ocorrendo desde a década de 1970. Milhares de golfinhos foram violentamente retirados do meio natural em Taiji e dispersos por todo o mundo. Alguns de seus descendentes continuam vivendo em tanques de todo o mundo. Taiji não é a única fonte para os golfinhos em cativeiro, mas foi uma grande fonte no passado e continua a ser uma importante fonte de novos locais de entretenimento.

Formadores de mamíferos marinhos são responsáveis ​​por esta prática. É a receita de entretenimento de golfinho em cativeiro que impulsiona o abate.

Como parte de sua campanha , estes grupos pedem que a IMATA coloque numa “lista negra” os treinadores daquelas instalações que adquirem animais de pescas guiadas. Rejeitamos esta solicitação, como manipuladora e mal informada, e a IMATA mantém a sua meta para ajudar cada treinador profissional a melhorar continuamente suas habilidades em cuidar de mamíferos marinhos.

SW: Apelamos a todos que se preocupam com golfinhos e outros cetáceos para cessar a sua participação na indústria de entretenimento de golfinhos em cativeiro. Se você participa da indústria ou a apoia através da compra de um ingresso para um show, suas mãos estão tão sangrentas quanto as dos assassinos e treinadores nas águas da enseada.

De fato, tem havido alguns ex-treinadores iluminados que agora estão contra esta escravidão e exploração. Os cetáceos só precisam de nossa ajuda e “cuidado” para protegê-los e mantê-los em seu habitat natural.

Preocupada com o cuidado dos animais e com o desenvolvimento de práticas de treinamento, a IMATA está posicionada para motivar, educar e fornecer conhecimentos para o melhor cuidado com os animais e as práticas de formação de um número cada vez maior de profissionais em todo o mundo.

SW: Treinadores, olhe ao seu redor, para os golfinhos em seu atendimento. Quantos precisam de remédios para o estresse e a rotina de “enriquecimento” para tentar mantê-los são? Se você realmente quer ajudar estes animais, coloque um fim à sua participação na indústria do entretenimento.

Para obter informações mais detalhadas sobre a IMATA, fatos detalhados sobre a pesca guiada, e informações sobre como você pode se envolver, por favor visite o site da IMATA em: http://www.imata.org/drive_fisheries_faq

SW: Ou para obter informações sobre o que realmente está acontecendo e se envolver para proteger as baleias e golfinhos na vida selvagem, visite: www.seashepherd.org

Referências:

Brownell, Jr., R. L., Nowacek, D. P., & Ralls, K. (2008). Hunting cetaceans with sound: a worldwide review. (Paper N. 94). Retrieved from Publications, Agencies, and Staff of the U.S. Department of Commerce website: http://digitalcommons.unl.edu/usdeptcommercepub/94

_______________

Para obter os fatos sobre a caça guiada em Taiji, vá ver por si mesmo. Você pode se juntar aos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd, em Taiji, escrevendo para coveguardian@seashepherd.org .

Sempre existiu uma atração natural entre os cetáceos e os seres humanos. É fácil entender por que os seres humanos querem interagir com os golfinhos. O lugar para fazê-lo, porém, é em mar aberto, com golfinhos em seu mundo. Para ver um golfinho em um programa de mergulho em tanque ou em cativeiro não é autêntico, ou de alguma forma relacionado a uma situação natural. Equivale a participação na escravidão. A compra de um ingresso para este tipo de show alimenta a demanda por mais golfinhos a serem capturados e criados. Sem demanda, não haveria a caça e a matança em Taiji. Juntos, vamos acabar com o abate e esvaziar os tanques de uma vez por todas.

Pelos oceanos,

Scott West

Sea Shepherd Conservation Society

Coordenador da Campanha Operação Paciência Infinita