Ondas Limpas em Porto Alegre

No dia 21 de dezembro, o núcleo do Rio Grande do Sul da Sea Shepherd Brasil realizou uma ação de limpeza na Praia de Ipanema, zona sul de Porto Alegre, como parte da Operação Ondas Limpas. A ação durou aproximadamente 3 horas e contou com a presença de 8 voluntários, percorrendo um trecho de 150 metros da orla.

Durante a ação, foram retirados 6,7 quilos de resíduos, em sua grande maioria canudos, tampas de garrafas (plásticas e metálicas), abraçadeiras de plástico, pedaços de corda, bitucas de cigarros e diversos outros itens de plástico e papel. Além disso, foi encontrada uma ponta de seringa com agulha descartada incorretamente.

Apesar de ser um trecho pequeno, toda a orla em si é utilizada diariamente pela população para pratica de atividades físicas e lazer, no entanto, é comum aos finais de semana, especialmente aos sábados e domingos no final de tarde, o encontro de pessoas que consomem bebidas alcoólicas e descartam incorretamente estes resíduos no calçadão e na beira da praia, não levando em consideração o apreço por uma área tão bonita da capital.

Por fim, a ação se encerrou com uma roda de conversa sobre a importância de se descartar corretamente o lixo e também o quão são fundamentais estes tipos de ações para conscientizar acerca do consumo, hábitos e do correto descarte e destinação do lixo.

O Natal sem lixo: formas simples de criar menos lixo

O natal está quase chegando e gostaríamos compartilhar algumas dicas para reduzir o consumo e o descarte de lixo nessa época do ano. Se repensamos no real significado do natal, talvez comecemos a mudança de uma experiência de natal sem lixo.

        1.  Use sacolas reutilizáveis.

Antes de comprar qualquer coisa, no mercadinho, nas feirinhas das ruas, na padaria, na livraria, ou shopping, seja presentear ou acalmar esse desejo próprio de consumo. Por favor, lembre-se de trazer sua sacola de tecido ao invés de receber sacolas de plásticos ou de papel. Seja sincero consigo mesmo, apenas você os usa uma vez e logo vá para o lixo. 

     

2.  Use utensílios de vidro, alumínio, porcelana.

Nestas festas, as visitas são muito comuns. Por isso, evite comprar descartáveis (copos, pratos, talheres). Faça, de lavar louças, parte de uma atividade entre sua família. Cantando, contando histórias, ou experiências enquanto lavem elas. A gente tem convívio na hora de lavar louças, também.

3  . Faça decorações com suas próprias mãos, decorações sustentáveis.

Fomos abençoados com o dom da criatividade. Use sua imaginação e crie suas próprias decorações com materiais reutilizáveis.

4.  Pare de adivinhar o que a pessoa deseja para o natal…

Sei que você amaria surpreender a aquela pessoa querida com um presente especial, mas outras vezes compramos presentes, na qual a pessoa realmente não deseja ou precisa. É Melhor perguntar o que eles (as) gostariam receber, ou também, pode pedir sugestões.

   

5.   Presenteie coisas que você fez.

Você poderia tricotar ou costurar uma peça de roupa, criar e escrever um cartão de natal, cozinhar um bolo especial ou criar algum objeto artesanal. Este tipo de detalhes é muitas vezes mais apreciado do que os objetos comprados em lojas.

6.   Presenteie experiências ao invés de objetos materiais.

Ingressos para o teatro, cinema, paradisíacas praias, festivais gastronômicos ou culturais, viagens inesquecíveis. Os objetos ficam ali em algum espaço, mas as lembranças/experiências são levadas para sempre nos nossos corações.

  7.   Pare de embrulhar presentes.

Oculte os presentes. Prepare atividades, pequenos mapas ou dicas de onde estão cultas. Podem participar crianças e adultos que se resistem em crescer. Procurando os presentes em lugares comuns ou lugares inesperados como na geladeira, embaixo da pia, entre outros. Outra opção é embrulhar com folhas e decorá-las com flores e folhas.

 

 8.   Evite comprar presentes sem conhecer bem às pessoas.

É inegável que o amigo segredo é uma forma de socializar e conhecer melhor aos colegas ou conhecidos. Sejamos sinceros: Se você não conhece à pessoa bem, terá uma alta probabilidade de dar e receber um presente que em curto tempo se tornará em lixo, também.

Espero que estas dicas sejam úteis a vocês, um natal sem lixo é o desejo para esta festividade.

Por Evelyn Peñaloza, voluntária do núcleo Rio de Janeiro da Sea Shepherd Brasil

Morte nas Ilhas Ferozes: Sea Shepherd sob escolta da marinha Dinamarquesa

danishO que pode ser mais horrível do que o assassinato sem sentido e cruel de lindos e inteligentes golfinhos em Taiji, Japão?

O filme The Cove, vencedor do prêmio da academia, trouxe a atenção internacional para a sangrenta carnificina de golfinhos, gritando em piscinas de seu próprio sangue enquanto os japoneses os fincavam com lanças nas profundezas da enseada.

O que pode ser mais obscenamente monstruoso do que o lamentável grito de golfinhos assassinados sem pena por dinheiro?

Há algo ainda pior, muito maisnews_100818_1_5_Death_in_the_Ferocious_Isles_Sea_Shepherd_under_Escort_001_3128 cruel e desperdiçador, e acontece na Europa.

O navio secreto da Sea Shepherd Conservation Society, o Golfo Azzurro, está no momento sendo escoltado pela marinha Dinamarquesa depois de um mês de operações secretas de fiscalização no Protetorado Dinamarquês das Ilhas Faroé.

É nessas ilhas, entre a Escócia e a Islândia, que o assassinato de populações inteiras de baleias pilotos acontece. Não por lucro, mas por que é considerado pelos nativos das ilhas divertido matá-las.

Eles comem um pouco da carne, mas ela é tão contaminada com mercúrio que as crianças das ilhas têm níveis de mercúrio em seu corpo mais altos que qualquer outra pessoa no planeta. Mas a grande maioria das baleias são mortas e despejadas no oceano, e a Sea Shepherd foi capaz de assegurar evidencias deste desperdício.

As imagens são um verdadeiro pesadelo, com fetos sendo tirados dos corpos de suas mães, corpos mutilados com clavas, facas e lanças enquanto os nativos levam as indefesas baleias para as praias rochosas e matam todas, exterminando populações inteiras.

Policiais dinamarqueses no Golfo Azurro

Policiais dinamarqueses no Golfo Azurro

Em Taiji, experientes pescadores fazem a matança, mas em Faroé, até as crianças são encorajadas por adultos para fincarem e cortarem as baleias até a morte; muitos desses homens estão bêbados e rindo, no que eles consideram ser uma tradicional festa de assassinatos.

A matança é uma violação da Convenção de Berne da qual a Dinamarca é uma signatária, mas a Dinamarca reivindica que os habitantes de Faroé não estão sujeitos à lei como um protetorado apesar de receberem todos os benefícios da União Européia.

A Sea Shepherd, em uma parceria com a Fundação Brigitte Bardot, trabalhou mais cedo esse ano com uma operação secreta em solo e continua a trabalhar no mar a bordo do Golfo Azzurro para expor a matança e investigar maneiras de defender as baleias piloto dos viciosos e letais assaltos pelos nativos das ilhas Faroé.

news_100818_1_2_Death-in-the-Ferocious-Isles-helicopter-7634Nesta terça-feira, 17, o abrigo do Golfo Azzurro foi comprometido, e o navio foi embarcado e vasculhado pela policia. A embarcação foi liberada, pois nenhuma lei foi quebrada, e está agora sendo escoltada pela marinha Dinamarquesa.

Os membros da tripulação da Sea Shepherd continuam a sua patrulha, mas dessa vez sob os olhos e armas da marinha Dinamarquesa.

Traduzido por Tomaz Horn, voluntário do ISSB

Sea Shepherd Brasil busca Condenação dos Culpados pelo Massacre de 83 Golfinhos em Macapá (AP)

Nesta quinta-feira, dia 24 de junho, às 9h, em Macapá (AP), ocorrerá a segunda audiência do caso dos golfinhos, utilizados como isca na pesca ilegal de tubarões, na 2ª Vara da Justiça Federal de Macapá. Será ouvido o Superintendente da Polícia Federal do Amapá, a Polícia Ambiental, a Secretaria da Fazenda e Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá.
Na última audiência o réu, Sr. Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações acusadas de praticarem a carnificina de golfinhos no estado, confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão.
“A primeira audiência ocorrida dia 12 de abril revelou que os golfinhos foram utilizados como isca de tubarão. Temos informação de um mercado ilegal intenso de barbatanas de tubarão nesta região”, afirma Cristiano Pacheco, diretor executivo do Instituto Justiça Ambiental IJA e diretor jurídico voluntário da Sea Shepherd Brasil.
Entenda o caso
Instituto Sea Shepherd Brasil expõe esquema de pesca ilegal de golfinhos e tubarões no Amapá
Na audiência realizada segunda-feira, dia 12 de abril, em Macapá (AP), foi provado que mais de 80 golfinhos  foram massacrados e utilizados como isca na pesca ilegal de tubarão
A audiência pública ocorreu na 2ª Vara Federal do Amapá e contou com a presença de representantes do Ministério da Pesca, Marinha do Brasil, Ibama do Amapá, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), o réu Jonan Queiroz de Figueiredo (proprietário das embarcações responsáveis pela pesca de golfinhos), Cristiano Pacheco (diretor jurídico do Instituto Sea Shepherd Brasil) e o Dr. Antônio Philomena (oceanógrafo voluntário da Sea Shepherd Brasil).
A audiência iniciou com o depoimento do réu, Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações apreendidas. O diretor jurídico voluntário da Sea Shepherd Brasil, Cristiano Pacheco, fez mais de dez perguntas relacionadas à pesca ilegal de golfinhos e a veracidade da alegação do réu, que afirmava que os cetáceos haviam sido pegos por acidente.
O Dr. Antônio Philomena, formulou perguntas técnicas, afirmando ao Juiz que “dificilmente 83 golfinhos ficariam emaranhados acidentalmente em uma rede de malha. Ao que tudo indica, não houve emaranhamento dos animais, assim como, a captura não foi acidental”, ponderou Philomena.
“O depoimento do Sr. Jonan foi a parte mais difícil. Depois de algumas perguntas diretas e incisivas o réu confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão. Desconfiávamos desta ação mas, uma confissão pública, em juízo, foi um choque”, afirma Pacheco.
“Os golfinhos são mamíferos especiais, dotados de inúmeros talentos e inteligência comprovada. O Brasil é referência mundial na proteção de cetáceos. Saber que estão sendo utilizados como isca de tubarão para uma atividade clandestina e mafiosa que atende ao mercado asiático, é uma vergonha para nós cidadãos e conservacionistas. Além do massacre cruel, ilegal e inaceitável, estes notáveis animais ainda estão servindo de isca de tubarão, fato que o Ibama e o governo do país deveriam conhecer e reprimir. A Sea Shepherd Brasil estará atenta ao desenrolar deste caso e sempre que golfinhos estiverem em risco a Sea Shepherd estará presente na sua defesa”, afirma Pacheco.
O representante do Ibama afirmou que é comum o surgimento de embarcações pesqueiras asiáticas, japonesas e norueguesas na área costeira do Amapá, em especial na região do Oiapoque, onde a fiscalização é praticamente nula e os recursos marinhos são fartos. Afirmou também, que é comum embarcações nacionais prestarem serviços de pesca para embarcações estrangeiras, de forma irregular e sem qualquer fiscalização.

O cenário apresentado na audiência expôs o total descaso com os ecossistemas marinhos na costa do Amapá, uma das regiões costeiras mais ricas do país em biodiversidade. O réu, mesmo sendo conhecedor da atividade profissional da pesca e proprietário de uma grande embarcação, afirmou “não conhecer” a distância legal mínima da costa permitida para a pesca motorizada com rede. O Ibama afirmou que a pesca marinha no estado é descontrolada, não há efetivo nem aparelhamento mínimo para a fiscalização.

Por Guilherme Ferreira – Coordenador de Comunicação Voluntário
UntitledNesta quinta-feira, dia 24 de junho, às 9h, em Macapá (AP), ocorrerá a segunda audiência do caso dos golfinhos, utilizados como isca na pesca ilegal de tubarões, na 2ª Vara da Justiça Federal de Macapá. Será ouvido o Superintendente da Polícia Federal do Amapá, a Polícia Ambiental, a Secretaria da Fazenda e Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá.
Na última audiência o réu, Sr. Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações acusadas de praticarem a carnificina de golfinhos no estado, confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão.
“A primeira audiência ocorrida dia 12 de abril revelou que os golfinhos foram utilizados como isca de tubarão. Temos informação de um mercado ilegal intenso de barbatanas de tubarão nesta região”, afirma Cristiano Pacheco, diretor executivo do Instituto Justiça Ambiental IJA e diretor jurídico voluntário da Sea Shepherd Brasil.
Entenda o caso
Instituto Sea Shepherd Brasil expõe esquema de pesca ilegal de golfinhos e tubarões no Amapá

Na audiência realizada segunda-feira, dia 12 de abril, em Macapá (AP), foi provado que mais de 80 golfinhos  foram massacrados e utilizados como isca na pesca ilegal de tubarão
A audiência pública ocorreu na 2ª Vara Federal do Amapá e contou com a presença de representantes do Ministério da Pesca, Marinha do Brasil, Ibama do Amapá, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), o réu Jonan Queiroz de Figueiredo (proprietário das embarcações responsáveis pela pesca de golfinhos), Cristiano Pacheco (diretor jurídico do Instituto Sea Shepherd Brasil) e o Dr. Antônio Philomena (oceanógrafo voluntário da Sea Shepherd Brasil).
A audiência iniciou com o depoimento do réu, Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações apreendidas. O diretor jurídico voluntário da Sea Shepherd Brasil, Cristiano Pacheco, fez mais de dez perguntas relacionadas à pesca ilegal de golfinhos e a veracidade da alegação do réu, que afirmava que os cetáceos haviam sido pegos por acidente.
O Dr. Antônio Philomena, formulou perguntas técnicas, afirmando ao Juiz que “dificilmente 83 golfinhos ficariam emaranhados acidentalmente em uma rede de malha. Ao que tudo indica, não houve emaranhamento dos animais, assim como, a captura não foi acidental”, ponderou Philomena.
“O depoimento do Sr. Jonan foi a parte mais difícil. Depois de algumas perguntas diretas e incisivas o réu confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão. Desconfiávamos desta ação mas, uma confissão pública, em juízo, foi um choque”, afirma Pacheco.
“Os golfinhos são mamíferos especiais, dotados de inúmeros talentos e inteligência comprovada. O Brasil é referência mundial na proteção de cetáceos. Saber que estão sendo utilizados como isca de tubarão para uma atividade clandestina e mafiosa que atende ao mercado asiático, é uma vergonha para nós cidadãos e conservacionistas. Além do massacre cruel, ilegal e inaceitável, estes notáveis animais ainda estão servindo de isca de tubarão, fato que o Ibama e o governo do país deveriam conhecer e reprimir. A Sea Shepherd Brasil estará atenta ao desenrolar deste caso e sempre que golfinhos estiverem em risco a Sea Shepherd estará presente na sua defesa”, afirma Pacheco.
O representante do Ibama afirmou que é comum o surgimento de embarcações pesqueiras asiáticas, japonesas e norueguesas na área costeira do Amapá, em especial na região do Oiapoque, onde a fiscalização é praticamente nula e os recursos marinhos são fartos. Afirmou também, que é comum embarcações nacionais prestarem serviços de pesca para embarcações estrangeiras, de forma irregular e sem qualquer fiscalização.
O cenário apresentado na audiência expôs o total descaso com os ecossistemas marinhos na costa do Amapá, uma das regiões costeiras mais ricas do país em biodiversidade. O réu, mesmo sendo conhecedor da atividade profissional da pesca e proprietário de uma grande embarcação, afirmou “não conhecer” a distância legal mínima da costa permitida para a pesca motorizada com rede. O Ibama afirmou que a pesca marinha no estado é descontrolada, não há efetivo nem aparelhamento mínimo para a fiscalização.