Expedição Boto da Amazônia

Sea Shepherd inicia seus esforços de longo prazo para a conservação dos botos da Amazônia

Sea Shepherd expande seus esforços de conservação para a Amazônia em parceria com os
principais cientistas locais para a conservação dos icônicos golfinhos do rio Amazonas.

A Sea Shepherd Brasil lança a sua campanha em conjunto com a Sea Shepherd Global, a EXPEDIÇÃO BOTO DA AMAZÔNIA, a primeira campanha da Sea Shepherd Global no Brasil. O anúncio foi feito em um evento virtual da Sea Shepherd no Brasil no dia 5 de junho pelo próprio Capitão Paul Watson, fundador da organização internacional de conservação marinha, após uma conversa inspiradora com a líder indígena Juma Xipaia.

A Sea Shepherd chega na Amazônia no segundo semestre deste ano, e seus cientistas se unirão à cientistas renomados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que lideram a pesquisa científica mundial sobre o boto rosa, como é popularmente conhecido, ou boto amazônico (Inia geoffrensis) e o tucuxi (Sotalia fluviatilis), porém necessitam aprofundar suas pesquisas, que já indicam que essas espécies necessitam constar na lista de risco crítico de extinção pela International Union for Conservation of Nature (IUCN) para receberem a proteção ambiental que necessitam na região.

Estudos já demonstram que os botos da Amazônia tendem a diminuir sua população pela metade a cada 10 anos. Há várias ameaças a estes cetáceos, como a pesca acessória em redes, caça intencional de pescadores para diminuir a competição por peixes, a construção de represas que isolam as espécies, e cada vez mais, botos são assassinados com a intenção de servir de isca para a pesca ilegal de uma espécie de bagre necrófago local, a piracatinga.

Este é o primeiro estudo de longo prazo que será realizado em múltiplos pontos do rio, tornando possível uma avaliação do verdadeiro estado de conservação dessas espécies. Será um estudo populacional de três anos abrangendo duas expedições por ano cobrindo quatro pontos do rio Amazonas, resultando em um total de seis expedições, 3.000 km percorridos e 100 dias de observação.

O Rio Amazonas é a principal artéria para o oceano, representando 20% da descarga fluvial global. No passado, esses golfinhos eram protegidos por mitos e lendas que eram transmitidos por gerações desde as tradições de grupos indígenas locais. Hoje em dia, infelizmente com a perda da força das culturas ancestrais isso se perdeu. Esses golfinhos são vistos como uma praga ou um incômodo para os pescadores. Ou pior, como ferramentas para pesca.

Para o fundador da Sea Shepherd, Capitão Paul Watson, os botos precisam de atenção imediata: "Estou muito animado que a Sea Shepherd Brasil vai fazer uma expedição no rio Amazonas e creio ser muito importante não só para o Brasil, mas em uma escala global, proteger os botos da Amazônia." Precisamos com urgência obter dados mais aprofundados sobre o declínio populacional desses animais para garantir que regras como a moratória da pesca da piracatinga, que está prevista para terminar em julho deste ano, continuem a proteger essas espécies.

A sua contribuição é urgente e necessária para que esta expedição seja uma de várias.

Fotos: Cristian Dimitrius, Gleeson Paulino, INPA

Os barcos de pesca ‘Tianyu 9’ e ‘Tianyu 10’, sendo escoltados pelo ‘Bob Barker’ para o porto após apreensão. Foto: Tara Lambourne/Sea Shepherd.

Dois barcos de pesca de arrasto ilegais são surpreendidos por ataque noturno em Benin


Ação conjunta da Sea Shepherd com a Marina de Benin apreendeu as embarcações ilegais após dias observando suas movimentações.

No início da manhã de 12 de dezembro, agentes armados da Marinha de Benin — a bordo de dois barcos infláveis de casco rígido pertencentes ao navio Bob Barker da Sea Shepherd — capturaram dois barcos industriais de pesca de arrasto enquanto estes cruzavam os mares de Benin, no oeste da África, com suas redes de pesca ainda na água.

Os marinheiros de Benin surpreenderam as duas embarcações, Tianyu 9 e Tianyu 10, quando subiram a bordo, tomando controle da ponte e confiscando ambos os barcos por pescarem sem licença em águas Beninenses.

Nas noites anteriores, a Marinha de Benin trabalhou com a tripulação da Sea Shepherd na ponte do Bob Barker, acompanhando o radar enquanto os dois barcos de pesca atuavam cada vez mais próximos à fronteira entre Benin e o vizinho Togo.

As redes de pesca do ‘Tianyu 9’ são inpecionadas. Foto: Tara Lambourne/Sea Shepherd.

“O elemento surpresa foi essencial para o sucesso da missão. Ao observar as duas embarcações por diversos dias, pudemos entender seu modus operandi e sabíamos que seria uma questão de tempo até eles tentarem a sorte e atuarem ilegalmente em nossos mares. Foi aí que disparamos nossa armadilha”, disse o capitão da marinha Maxime Ahoyo, o Comissário Marítimo de Benin que dirige as patrulhas conjuntas.

Uma vez a bordo, a equipe descobriu que ambas as embarcações possuíam numerações pintadas nos cascos que não batiam com os documentos levantados pelos investigadores. Os barcos utilizavam números ligados a registros antigos de Benin.

Os barcos de pesca ‘Tianyu 9’ e ‘Tianyu 10’, sendo escoltados por um dos botes do ‘Bob Barker’ para o porto após apreensão. Foto: Tara Lambourne/Sea Shepherd.

“Estes barcos de pesca de arrasto atuaram em águas beninenses no passado. Eles conheciam bem a área, portanto estavam cientes da fronteira. O que eles não esperavam era a Marinha de Benin e a tripulação do Bob Barker, discretamente monitorando cada movimento”, disse o Capitão Julian McGale do Bob Barker.

Seis semanas atrás, a Marinha de Benin apreendeu um barco de pesca de arrasto industrial no Porto de Cotonou depois de flagrá-lo pescando ilegalmente em área proibida, uma zona de exclusão de cinco milhas náuticas reservada para pescadores artesanais.

O Fada 18 foi pego pescando próximo à reserva ecológica Bouche du Roy. A reserva é composta de manguezais e lagoas essenciais aos viveiros de peixes e é parte da Reserva de Biosfera de Mono, listada na Unesco. É lar de quase duas milhões de pessoas em Benin e Togo e é especialmente rica em biodiversidade, pois é localizada em um corredor de vida selvagem frequentado por atuns e baleias-jubarte em migração.

“A parceria entre a Sea Shepherd, o Eco-Benin e o governo de Benin é uma oportunidade única de salvar nossa biodiversidade marinha, em especial a vida marinha presente na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN); de conservar a Reserva de Biosfera Mono; e de melhorar nossos destaques de ecoturismo de Benin”, disse Gautier Amoussou, Coordenador Nacional da Eco-Benin, uma ONG local de Benin.

Em 2019, o governo de Benin se juntou à Sea Shepherd para a Operação Guegou (“Grande Atum” em Wxla, a língua local) para lutar contra ações criminosas no Golfo de Guiné, com a tripulação da Sea Shepherd e membros da Eco-Benin apoiando os agentes oficiais a bordo do Bob Barker no combate à pesca ilegal, não-reportada e não-regulada.

A parceria da Sea Shepherd com Benin marcou a quarta participação de um governo do Golfo de Guiné em um esforço crescente para parar a pesca ilegal na região através de patrulhas conjuntas.

Desde 2016, a Sea Shepherd também tem trabalhado em parceria com os governos de Gabon, Liberia, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Namíbia e Gâmbia para combater pesca ilegal, fornecendo embarcações de patrulha civis para a costa africana e ilhas, afim de que as autoridades possam aplicar regulações e leis de conservação em suas águas soberanas. Até agora, estas parcerias resultaram na apreensão de 62 embarcações por pesca ilegal e outros crimes ambientais.

Saiba mais sobre as campanhas da Sea Shepherd contra a pesca ilegal: http://bit.ly/StopIUUFishingCampaign

Doe para ajudar nas limpezas, resgate de fauna e comunidades que necessitam de assistência.

Sea Shepherd retira 11 kg de lixo na Lagoa da Conceição em Florianópolis

Núcleo Florianópolis da Sea Shepherd Brasil, realiza ação no sábado, 5 de dezembro de 2020 para retirar resíduos na Lagoa da Conceição.

#OndasLimpas –

Mais de 11 kg de resíduos foram retirados da orla da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, em ação organizada pela ONG de conservação ambiental Sea Shepherd Brasil. A limpeza aconteceu durante o final de semana e durou uma manhã inteira. Em sua grande maioria, foram encontrados canudos, carteiras de cigarro, bitucas, copos plásticos, máscaras e diversos outros itens.

 

Para a presidente da Sea Shepherd Brasil, Carolina Castro, os resíduos encontrados provam que a educação ambiental da população é um quesito chave para a preservação dos ambientes costeiros. “É preciso conscientizar as pessoas de que qualquer lixo que jogamos no ambiente, por menor que seja, afeta completamente o ecossistema ao redor, incluindo os humanos. A Sea Shepherd Brasil deseja formar uma cultura de preservação ambiental nas áreas que atua, envolvendo a sociedade civil de forma positiva e efetiva para o bem estar comum”, completa.

 

Ondas Limpas

Mesmo em um ano desafiador de pandemia, em 2020 a Sea Shepherd Brasil conseguiu realizar mais de 20 mutirões de limpeza, que ajudaram na retirada de quase uma tonelada de resíduos do fundo de rios e mares em sete estados do país. Além disso, a ONG retornará suas operações normais da Campanha Ondas Limpas, de limpeza de praias, leitos de rio e fundo de mar, e contará com parceiros que atuam no processo de digitalização de logística reversa, que garante a rastreabilidade dos resíduos coletados, e seu retorno à cadeia de produção. Em 2021, a Sea Shepherd também tem a ambição de expandir a mais estados do país.

Junte-se ao movimento!
Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil para erradicar o Lixo Marinho e proteger, conservar nossos ambientes costeiros. Atuamos prevenindo e removendo plásticos que entram nos nossos oceanos e vias marinas. Acesse seashepherdbrasil.org.br e DOE.

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Mergulhadores segurando bandeira da Sea Shepherd

Campanha Ondas Limpas subaquática em Ilhabela reuniu voluntários para limpeza marinha

Ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos de pesca (ByCatch) com resgate de fauna marinha.

#ByCatch – Mais de 9 milhões de toneladas de animais já foram capturados incidentalmente nos últimos anos. Foram mais de 600 mil toneladas de redes de pesca perdidas ou abandonadas no mar. As redes fantasma matam inúmeras espécies marinhas, das menores como crustáceos (foto), aves, tartarugas como também animais maiores como baleias e golfinhos. Esta é uma estatística estarrecedora quando aliamos estas informações com o esgotamento de vida nos oceanos pela pesca e poluição por plástico.

A Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil visa mitigar estes impactos com ações diretas de limpeza de fundo marinho. Esta ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos  de pesca (by-catch) com resgate de fauna marinha.

Caranguejo preso em rede de pesca
Voluntários com lixo recolhido

Como foi esta ação? Foi em novembro,  quando voluntários do núcleo São Paulo mergulharam para retirar petrechos de pesca do parcel bem próximo à praia. Foram retiradas cordas, pedaços de rede e linhas com anzóis descartados pela pesca que ocorre ali, outros são detritos que vem pelas correntes, inclusive rede de pesca fantasma ocasionando o mortal bycatch. Além de retirar os petrechos de pesca,  foram resgatados os pequeninos animais alojados nos detritos. Foram dezenas de caranguejos, ofiúros, ascídias, lagostins, camarões, mexilhões, poliquetas entre outros. A ação começou bem cedo  para montagem da estação de triagem no espaço do parceiro @MareVidaEcotrip e equipar os mergulhadores. Depois da  hidratação com frutas e água os 11 mergulhadores e voluntários em terra entraram em ação seguindo a preleção. Após 1 hora de mergulho (mas com uma manhã inteira de trabalho),  os voluntários trouxeram os detritos para tenda para separação dos materiais e resgate de fauna. 

#StopbyCatchDay 1o. Dezembro - VOCÊ SABIA?

Estima-se que 40% de toda pesca é bycatch (Keledjian et al 2014), Baleias, golfinhos, focas, tartarugas, raias, tubarões, aves marinhas, peixes e invertebrados capturados acidentalmente e descartados…Vidas desperdiçadas!

A comissão dos Oceanos dos Estados Unidos declarou em 2005 o bycatch como a maior ameaça aos mamíferos aquáticos no mundo (Yopung and Ludicello 2007), e para agravar este problema, somente uma pequena parte dos “bycatches” são de fato registrados.

Cerca de 640 mil toneladas de petrechos de pesca são perdidas no mar todos os anos se tornando redes fantasmas (Macfadyen et al. 2009).

Pela perspectiva do bem estar animal, os emalhes das baleias são indiscutivelmente uma das piores formas de mortalidade causada por seres humanos aos animais selvagens (Cassof et al 2011).

Os animais podem morrer afogados, pois presos não conseguem subir à superfície para respirar, também sofrem lacerações devido aos cabos pesados que rebocam, infecções, e podem morrer de fome, pois não conseguem se alimentar de forma eficaz (International whaling Commission 2018).

Fonte: @vivaverdeazul

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Baleias

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A marinha das baleias

Em defesa das baleias em todo o mundo

Em 1986, a Comissão Internacional Baleeira (CIB – em inglês, IWC – International Whaling Comission) ordenou uma moratória em todo o mundo à caca comercial as baleias. Desde então, três nações – a Islândia, Noruega, e Japão – sacrificaram brutalmente mais de 25.000 baleias debaixo do disfarce de pesquisa científica e por motivos comerciais.

Atividades baleeiras japonesas criminosas

Atividades baleeiras japonesas criminosas

A CIB não tem a capacidade de policiar e fiscalizar a moratória. A Sea Shepherd, guiada pela Carta Mundial da Natureza, ramificada pelas Nações Unidas, é a única organização cuja missão é fazer cumprir estes instrumentos internacionais de conservação em alto-mar.

Destaques de nossas últimas três décadas incluem:

  • Abalroando e incapacitando a notória baleeira pirata, o Sierra.whales2
  • Fechando a metade da frota baleeira espanhola.
  • Documentação de atividades baleeiras nas Ilhas Faeroe em um documentário lendário da BBC de Londres, “A Colheita Negra” (Black Harvest).
  • Afundando a metade da frota baleeira islandesa e destruindo a fabrica de processamento de carne de baleia.
  • Afundando as embarcações norueguesas Nybraena e Senet.
  • Confrontando e se opondo a operação baleeira ilegal do Japão na Antártica.

A Sea Shepherd terminou com as carreiras de 9 embarcações baleeiras ilegais, salvando milhares de baleias. Estas campanhas e outros esforços da Sea Shepherd mantiveram o assunto da caça a baleia nas manchetes internacionais durante os últimos trinta anos.

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Apóie esforços únicos da Sea Shepherd para salvaguardar baleias ao redor do mundo.

A missão da Sea Shepherd é terminar com a destruição de hábitat e o massacre da vida selvagem nos oceanos do mundo, com o objetivo de conservar e proteger ecossistemas e espécies. A Sea Shepherd usa táticas inovadoras de ação direta para investigar, documentar e agir quando necessário para expor e intervir contra atividades ilegais em alto-mar. Salvaguardando a biodiversidade de ecossistemas oceânicos delicadamente equilibrados, a Sea Shepherd trabalha para assegurar a sobrevivência delas para as futuras gerações.

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A História da Sea Shepherd Conservation Society e a Caça as Baleias

A história de nossos esforços para defender as baleias começa em 1975 quando Capitão Paul Watson era o Imediato da primeira viagem da Greenpeace para proteger as baleias. Em junho de 1975, Capitão Watson, e Robert Hunter se tornaram as primeiras pessoas a arriscarem suas vidas para proteger uma baleia, ao se posicionarem em um pequeno barco inflável para bloquearem os arpões mortais da frota baleeira soviética.

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Lá estava Paul Watson tendo seu famoso encontro com uma baleia cachalote agonizando, uma situação que o inspirou e o tornou um dos defensores de baleias mais apaixonados da história. Durante este confronto com a baleeira russa, um arpoou uma baleia cachalote que se levantou por cima do pequeno bote inflável de Paul. Paul viu um brilho de compreensão no olho da baleia que morria. Ele sentiu que a baleia entendia o que eles estavam tentando fazer. Ele então assistiu aquele magnífico leviatã usar suas últimas forças para mover seu corpo para longe de seu pequeno bote e deslizar por debaixo das ondas e morrer. Alguns segundos olhando no olho daquela baleia agonizando mudou a vida de Paul para sempre. Ele jurou se tornar defensor das baleias e todas as criaturas dos mares pelo resto de sua vida.

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Watson participou na viagem da Greenpeace para interceptar a frota soviética novamente em 1976 e ajudou preparar o navio do Greenpeace, o Ohana Kai, para interceptar a frota de baleeira soviética no verão de 1977.

1977

Foi em 1977 que Paul Watson saiu da Greenpeace, organização da qual foi cofundador, para estabelecer um tipo diferente de organização de conservação.

Naquele mesmo ano, a Sea Shepherd Conservation Society foi estabelecida para focar em espécies da vida selvagem marinha e intervir em alto-mar contra atividades ilegais.

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1978

Em 1978, com a ajuda de Cleveland Amory e o Fund for Animals, Paul Watson comprou uma traineira na Inglaterra e a nomeou de Sea Shepherd.

A primeira campanha da Sea Shepherd foi levar o primeiro navio aos blocos de gelo do Golfo de Saint Lawrence para opor a matança de focas-bebê harpa.
A segunda campanha foi contra a baleeira de pirata mais notória de todas – o Sierra.

Este baleeiro Cipriota transportava oficiais noruegueses e uma tripulação de diferentes nacionalidades e estava operando no Atlântico entre Portugal e Angola.

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1979

Paul Watson decidiu caçar o Sierra e pôr um fim em sua carreira. Em junho de 1979, ele partiu de Boston, Massachusetts, para fazer justamente isso.

16 de julho de 1979, a Sea Shepherd encontrou o Sierra e a perseguiu até o porto de Leixões. Capitão Watson abalroou o Sierra duas vezes dentro do porto, rasga a proa até a linha d’água e força o navio a fazer reparos. Após receber um milhão de dólares de reparos, o Sierra foi afundado por agentes da Sea Shepherd no porto de Lisboa em Portugal no dia 6 de fevereiro de 1980. A Sea Shepherd aposentou permanentemente o baleeiro pirata Sierra e o preveniu de matar mais baleias.

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1980

Em abril de 1980, o agente da Sea Shepherd Al “Jet” Johnson posta por toda parte das em Las Palmas, nas Ilhas Canário, cartazes de recompensa. A Sea Shepherd oferece uma recompensa de $25.000 baleeira fora da lei Astrid. Os donos da Astrid não podem confiar em sua própria tripulação e aposentam a embarcação.

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Naquele mesmo mês, agentes da Sea Shepherd afundam duas baleeiras espanholas no porto de Vigo, Espanha, (o Ibsa I e o Ibsa II) após os espanhóis recusarem em obedecer as regulamentações sobre a cota permitida de baleias fin.

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Também em 1980, trabalhando em cooperação com o governo da África do Sul, a Sea Shepherd ajudou no confisco dos baleeiros pirata Susan e Theresa. Os navios foram levados ao mar e deliberadamente afundados pela marinha sul africana.

A Sea Shepherd terminou com todas as operações baleeiras piratas no Atlântico Norte dentro de um ano depois de 12 anos de fracasso pela CIB, Comissão Internacional Baleeira. A CIB não possui uma divisão de apoio a fiscalização de suas leis.

Nós tínhamos terminado com a carreira de 6 navios baleeiros, mas perdido o Sea Shepherd, quando foi levado de nós por um juiz subornado pelos donos do Sierra. Para impedir que o Sea Shepherd fosse convertido em uma baleeira, Capitão Watson afundou seu próprio navio em Leixões no primeiro dia de janeiro, 1980.

Em novembro de 1980, a Sea Shepherd Conservation Society comprou uma 2ª traineira britânica, e a nomeou de Sea Shepherd II.

1981

Em 1981, a primeira missão do Sea Shepherd II foi cruzar o Atlântico da Escócia, até e o Pacífico pelo canal do Panamá até o Mar de Bering. Foi ali, em julho, que o Capitão Watson liderou uma equipe a uma praia siberiana perto da cidade de Lorino onde documentaram com sucesso atividades baleeiras ilegais. Capitão Watson retorna para os E.U.A. com provas das infrações soviéticas e são entregues ao Congresso.

A Sea Shepherd conseguiu trazer a documentação de volta apesar de um confronto dramático com a marinha soviética.

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1985

O Sea Shepherd II se tornou o primeiro navio de conservação a intervir contra a matança em massa de baleias de piloto nas Ilhas de Faroe, protetorado dinamarquês. O Capitão Paul Watson e sua tripulação se encontram com o primeiro-ministro da Ilhas Faroe e os advertem que a Sea Shepherd Conservation Society estará lançando uma campanha para opor a morte ilegal de baleias de piloto pelo faroeses.

1986

Em julho de 1986, o Sea Shepherd II parte para as Ilhas de Faroe para documentar e obstruir a caça esportiva a baleia piloto dos faroeses. Capitão Watson envia uma equipe de cinco voluntários para se reunir com o governo. Todos os cinco são detidos e presos sem nenhuma queixa prestada contra eles. O Sea Shepherd II se recusa sair do território Faroe até sua tripulação ser libertada. O Sea Shepherd II é atacado pelas autoridades faroesas e recebe fogo de rifles e gás lacrimogêneo. Capitão Watson escapa de uma bala que atinge o navio 3 centímetros de sua cabeça, ele imediatamente ordena a tripulação do Sea Shepherd II a defender o navio com canhões d’água e canhões carregados com recheio de torta de chocolate e limão. Os atacantes faroeses são humilhados e ensopados de doce e o Sea Shepherd II foge com documentação das atividades baleeiras e um confronto dramático. O incidente é filmado e apresentado em um documentário premiado da BBC de Londres intitulado de “Black Harvest” (A Colheita Negra).

Em 1986, a moratória global a caça comercial da Comissão Internacional Baleeira entra em vigor.

Apesar da moratória a Islândia continua matando baleias.

Em novembro de 1986, agentes da Sea Shepherd, Rod Coronado e David Howitt chegam a Islândia para afundar no porto dois do quatro navios baleeiros islandeses. Eles também destroem a fabrica de processamento de carne de baleia.

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1988

Em janeiro, Capitão Paul Watson voou para a Islândia para aceitar responsabilidade pelo afundamento dos navios. O governo islandês recusou prestar queixas a Paul sabendo que divulgaria suas próprias operações ilegais.

Agentes da Sea Shepherd tiram uma foto das válvulas da caixa de mar que inundam o navio baleeiro.

As ações da Sea Shepherd na Islândia aposenta permanentemente dois dos navios baleeiros e a companhia baleeira demora 19 anos para recuperar os danos financeiros. Foi uma derrota econômica enorme para os assassinos de baleias.

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1992

A Sea Shepherd foca seus esforços na caça comercial ilegal da Noruega. Um dia após Natal, agentes da Sea Shepherd liderados pelo Capitão Paul Watson afundam a baleeira norueguesa Nybraena que operava ilegalmente nas Ilhas Lofoten no norte da Noruega.

1994

Em janeiro, agentes da Sea Shepherd afundam o baleeiro ilegal norueguês Senet em um porto no sul da Noruega.

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Em julho de 1994, o navio da Sea Shepherd, o Whales Forever (Baleias para Sempre) desafiou diretamente a frota baleeira norueguesa e o governo norueguês quando Capitão Watson levou seu navio e tripulação para as Ilhas Lofoten com o objetivo de bloquear os navios baleeiros até ser interceptado pela marinha norueguesa.

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O navio de guerra norueguês, o Andenes (que era o dobro em tamanho que o navio da Sea Shepherd) abalroa o Whales Forever tentando impedir a Sea Shepherd de intervir com as atividades baleeiras ilegais daquele país.

O Whales Forever foi abalroado pelo destroyer norueguês Andenes, baleado, e teve duas bombas de profundidade explodir na parte inferior do seu casco. Embora ter sofrido danos significantes, o Whales Forever impediu os noruegueses de abordar o navio e voltou às Ilhas Shetland e envergonhou as autoridades norueguesas severamente. Mais importante ainda, a caça ilegal de baleias dos noruegueses teve a atenção da mídia internacional.

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1997

Em setembro, o diretor da Sea Shepherd do oeste dos EUA, Michael Kundu, entrou clandestinamente na Sibéria para documentar a matança de baleias por nativos siberianos. Embora a vida dele ter sido ameaçada, ele entrega as informações à Comissão Internacional Baleeira que se encontra em Mônaco. As provas mostram que existe uma  caça comercial ilegal e mostra que baleias estavam sendo mortas para servirem de ração para fazendas raposas para a fabricação de casacos de pele. A Rússia continua insistindo que a caça é de subsistência e isenta da moratória a caça das baleias.

1998

Em 1998, o navio baleeiro ilegal norueguês Morild, propriedade do assassino de baleias mais notório na Noruega – Stienar Bastesen – é afundado.

No outono de 1998, ao pedido das indústrias baleeiras comerciais da Noruega e Japão, e com promessas lucrativas futuras, a tribo nativo-americana Makah reivindicou seu direito de retomar a caça a baleia baseado em um tratado de 1855 com o E.U.A., mas contraria as leis internacionais de conservação. A Sea Shepherd enviou dois navios a Neah Bay, Washington, para proteger as baleias cinzas. Uma grande quantidade de cidadãos locais e outros ativistas contra a caça se uniram a Sea Shepherd durante a campanha. Apesar de motins de violência, apreensões e molestamento por órgãos governamentais, a coalizão de proteção as baleias tem sucesso em focar a atenção da mídia para a caça e fazer com que os Makah não levem sequer uma única baleia.

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2000

Em julho de 2000, o Guerreiro do Oceano veleja para as Ilhas Faroe para intervir contra a matança anual de baleias piloto. Uma vez mais, o assunto da caça é levado às primeiras páginas das mídias européias. A Sea Shepherd trouxe pressão econômica contra companhias que ainda compram frutos do mar dos faroeses – representando 90% da economia deles – a maioria pela gigante holandesa Unilever. Mais de 20.000 lojas de varejo européias terminaram o seus contratos de compra de pescado dos faroeses ao pedido da Sea Shepherd.

2001

Em julho de 2001, durante o mesmo tempo que a reunião anual da Comissão Internacional Baleeira estava acontecendo em Santa Lúcia no Caribe, o Guerreiro do Oceano filmou um pescador que trazia consigo uma baleia piloto morta naquele mesmo dia. O governo de Santa Lúcia nega que participa a caça a baleias. A Sea Shepherd organiza uma campanha por e-mail internacional contra a votação das nações caribenhas junto ao Japão na CIB em troca de auxilio financeiro. Santa Lúcia recebeu mais de 400 cancelamentos de reservas a hotéis como resultado do da campanha.

2002

Em dezembro de 2002, rumou às águas Antárticas para perseguir a frota baleeira japonesa. Nosso objetivo era reforçar a moratória global contra a atividade baleeira comercial e reforçar as regulamentações de proteção garantidas às baleias dentro do Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

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O Japão conseguiu mudar de estratégia e evitar a Sea Shepherd, e nós aprendemos uma lição valiosa. Sem vigilância aérea, as chances de conseguir localizar a frota japonesa é pequena.

2003

Em outubro de 2003, a equipe da Sea Shepherd chega em Taiji, Japão, para defender golfinhos e pequenas baleias. O testemunho da Sea Shepherd vira manchete pelo mundo todo em jornais, revistas e televisão.

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2005-6

whales33Em dezembro de 2005, a Sea Shepherd lançou sua segunda expedição às vastas e gélidas águas da Antártica em oposição à atividade baleeira ilegal. Nosso navio Farley Mowat partiu de Melbourne, Austrália, e parou em Hobart, Tasmânia, para buscar um helicóptero para ser usado em reconhecimento aéreo. A frota baleeira é localizada em 22 de dezembro de 2005 e foge da perseguição da Sea Shepherd. Em dezembro de 2005, o Farley Mowat intercepta a linha de curso do navio-fábrica japonês Nisshin Maru e tenta danificar seus propulsores. O Nisshin Maru começa a fugir e mais uma vez o Farley Mowat persegue.

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A expedição continuou em janeiro de 2006 com o Farley Mowat perseguindo o Nisshin Maru por três mil milhas pela costa Antártica. Em 8 de janeiro, o Farley Mowat mais uma vez se aproxima do Nisshin Maru e tenta danificar seus propulsores. O Nisshin Maru interrompe as atividades baleeiras e foge. Em 9 de janeiro, o Farley Mowat intercepta e abalroa a embarcação de suprimentos da frota baleeira, o Oriental Bluebird. O navio é expulso do Santuário das Baleias da Antártica e reclama. O Oriental Bluebird não retorna.whales37

O Farley Mowat completou uma viagem de 50 dias cobrindo 8.500 milhas entre Melbourne e sua destinação final, Cidade do Cabo, África do Sul. A frota japonesa foi interrompida por 15 dias e impossibilitada de atingir sua cota.

2006-7

whales38A operação de defesa às baleias da Antártica nomeada Operação Leviatã foi a terceira e mais bem sucedida expedição da Sea Shepherd ao Oceano Antártico para intervir nas operações baleeiras ilegais pela frota japonesa no Santuário das Baleias da Antártica. A ambiciosa campanha envolveu a utilização de dois navios (o Farley Mowat e o recém-comprado Robert Hunter), um helicóptero Hughes 300 (o Kookabura) e 56 membros de equipe de 14 nações diferentes.

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A frota baleeira planejava matar ilegalmente 935 baleias Minke e 50 baleias Fin. Durante a Operação Leviatã, nós estivemos embarcados por cinco semanas e perseguimos a frota baleeira por milhares de metros quadrados constantemente interrompendo suas atividades de caça. Nós interceptamos e pegamos a frota em 9 e 12 de fevereiro de 2007, e suas atividades de caça foram interrompidas, salvando muitas baleias.

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Em outubro de 2006, depois de anos de cumprimento, a Islândia começa a violar a moratória global da Comissão whales47Baleeira Internacional sobre a atividade baleeira e deu apenas um dia de aviso antes de matar uma baleia. A Islândia estabeleceu para si mesma uma cota de 9 baleias Fin em risco de extinção e 30 baleias Minke para serem brutalmente assassinadas antes de 31 de agosto de 2007 – somando ainda sua imaginária e letal “pesquisa científica” que colocou no alvo mais 39 baleias Minke. A Sea Shepherd respondeu enviando nosso navio Farley Mowat e uma equipe de voluntários para criar um incidente internacional sobre a recusa da Islândia de cooperar com as regulações de proteção global – nossa missão foi chamada de Operação Ragnarok. Em julho de 2007 o navio partiu de Galápagos rumo à Islândia, mas quando nós chegamos à Bermuda, a Islândia anunciou que eles não anunciariam uma cota para 1º de setembro dewhales48 2007. O Ministro de Pescaria da Islândia estabeleceu que ele não atribuiria uma nova cota até que as condições do mercado de carne de baleia melhorassem e fosse assegurada permissão pare exportar produtos de baleia ao Japão. A Sea Shepherd então manteve-se em Bermuda, temporariamente parada, pronta para re-atacar caso a situação mudasse.

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2007-2008 Operação Migaloo

2008-2009 Operação Musashi

Hoje
Atualmente, nós estamos preparando nosso navio o Steve Irwin e tripulação para voltar ao Santuário das Baleias da Antártica para proteger as baleias Jubarte em extinção, as baleias Minke e Fin dos arpões baleeiros japoneses. Por favor, ajude-nos com seu apoio para transformarmos nossa missão em realidade!

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