Sea Shepherd Brasil busca a defesa do Rio Cubatão do Sul em Santa Catarina

Nos dias 18 e 19 de fevereiro, o Núcleo de Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil deu continuidade à operação de defesa do rio Cubatão do Sul, de onde vem a água que abastece a maior parte dos municípios de Palhoça, São José, Florianópolis e Biguaçu.

A ação, que teve início em setembro do ano passado com o plantio de mudas e a inauguração de uma embaixada na Tda Rafting & Expedições (que atua diretamente no rio), tem como objetivo identificar os problemas e apontar possíveis soluções aos órgãos públicos.  https://seashepherd.org.br/nova-embaixada-catarinense-da-sea-shepherd-e-inaugurada-com-evento-pela-preservacao-do-rio-cubatao/

Neste final de semana, voluntários da Sea Shepherd desceram o rio de bote com apoio técnico da TDA Rafting e identificaram os principais problemas apresentados ao longo do rio, sendo eles: redes de pesca ilegais, ligações clandestinas de esgoto, construções irregulares, lixo e a ausência de mata ciliar por conta das lavouras ou criação de gado.

A equipe também coletou água para análise em laboratório em cinco pontos ao longo do rio, assim como já fez em outros pontos do Estado, a exemplo da Lagoa da Conceição (Florianópolis), onde as análises mostraram níveis preocupantes de poluição. Os resultados devem sair em 15 dias.

. “Não adianta só mostrar os problemas, precisamos ter a consciência que todos somos responsáveis pelo rio Cubatão do Sul, e que precisamos buscar juntos as soluções. População, IBAMA e prefeituras. Não podemos deixar esse rio morrer.”, enfatizou o coordenador do núcleo catarinense, Hugo Malagoli.

As matas ciliares são protegidas pelos principais atos jurídicos do novo Código Florestal (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012), sendo conceituadas como “área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas” (art. 3.º, II, da lei 12.651/2012).

Sea Shepherd Brasil – Núcleo Paraná realiza primeira limpeza de praia de 2017

No último domingo, dia 22 de Janeiro de 2017, foi realizada a primeira limpeza de praia do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) – Núcleo Paraná deste ano. A ação contou com 13 voluntários e aconteceu no Balneário Miramar, em Pontal do Paraná.

A ação de limpeza percorreu aproximadamente 3 km e totalizou em 17 sacos de lixo de 100 litros. Nas áreas de restinga foram encontrados a maior parte do lixo, como garrafas, redes de pesca, cacos de vidro e até cobertores. Porém, a maior parte era de microlixo, como pedaços de isopor, fragmentos de plástico e sacolas. O microlixo, em especial, é um grande risco à vida marinha, pois muitos animais acabam ingerindo esses materiais, causando sofrimento e muitas vezes a morte do animal.

Há mais de um ano o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) – Núcleo Paraná realiza limpezas de praia, não só com o intuito de manter as praias limpas e minimizar os impactos antrópicos na vida marinha, mas também de conscientização do público. Por isso, na próxima vez que for a praia, não esqueça de recolher seu lixo, assim como o microlixo a sua volta. A vida marinha agradece.

O núcleo Paraná conta com diversos voluntários que se encontram mensalmente para discutir as próximas ações (palestras, eventos, mutirões de limpezas de praias). Se você quer conhecer um pouco do que fazemos, entre em contato através do e-mail nucleopr@seashepherd.org.br.

Sea Shepherd Brasil promove pela segunda vez arrastão de limpeza em praias do litoral norte da Paraíba

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Foto. ISSB/PB

No último domingo, dia 21/02/2016, o Núcleo paraibano do Instituto Sea Shepherd Brasil promoveu o segundo arrastão de limpeza em praias do Litoral Norte da Paraíba, dessa vez no município de Baia da Traição.

A ação foi realizada em parceria com o surfista profissional Erbeliel Andrade e amigos da comunidade do surfe de Baia da Traição. Todos os anos, o atleta promove mutirões de limpeza nas praias da cidade e no último domingo não foi diferente

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Foto. Kléber Filho

Os alvos escolhidos inicialmente foram as praias do Tambá e Praia do Forte, finalizando a limpeza pela Praia da Vala (tida por muitos como o grande pico de surf na Paraíba, no meio da “terra do surfe nordestino”). Infelizmente, por motivos de força maior e uma série de infortúnios, não pudemos começar o trajeto pela Praia do Forte que já havia sido tomada pela maré alta, sem contar uma forte chuva que atrapalhou a chegada dos voluntários do Núcleo paraibano que viajaram 90 km de João Pessoa até Baia da Traição, enfrentando toda sorte de obstáculos.

Foto. Kléber Filho

Foto. Kléber Filho

Felizmente, nossos aliados não arrefeceram e iniciamos a limpeza pela Praia do Tambá por volta das 13:30, após enfrentar uma difícil trilha e uma descida de falésia até o ponto inicial. Iniciados os trabalhos, o grupo de aproximadamente 14 pessoas começou a percorrer o trajeto de 3km que só viria terminar na trilha de acesso ao mirante da Praia da Vala.

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Foto. Kléber Filho

Ambas as praias, apesar de pouco frequentadas por banhistas, sofrem com poluição marinha. Sobretudo no que tange ao lixo trazido pelas marés e que, por falta de recolhimento, acaba acumulado nas zonas costeiras. Em todas as atividades de coleta de lixo marinho promovidas pelo núcleo paraibano, poucas vezes tanta quantidade de lixo foi encontrada em tão pouco espaço. Isso em praias paradisíacas, quase desertas e de difícil acesso.

Foto. Katherine Viana

Foto. Katherine Viana

O acúmulo de sujeira ao longo da costa também se dá pela ausência de iniciativas como a de Erbeliel, de recolher resíduos sólidos das praias que frequenta por iniciativa própria, sem esperar o apoio ou auxílio do poder público ou quem quer que seja. Apenas pequenos grupos de pessoas que se juntam em prol de um bem comum. Se na área urbana a coleta é feita, nas praias de Baia da Traição não podemos dizer o mesmo, sendo bastante comum encontrá-las em estado deplorável.

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Foto. Kléber Filho

Não foi fácil recolher parte do lixo depositado nelas, indo contra a maré, sofrendo com chuvas esporádicas e com trilhas que desafiam qualquer andarilho. Mas a superação de cada desafio posto no nosso caminho é o que nos incentiva a seguir adiante. Não fizemos tudo que queríamos, nosso material de recolhimento esgotou-se perto do final da tarde e até nada mais poder ser feito, seguimos para o destino mais próximo.

Foto. Kléber Filho

Foto. Kléber Filho

Ao final, em virtude do tempo e do trajeto que teríamos que percorrer após o encerramento das atividades, a quantidade de lixo recolhida serviu para superar a capacidade de volume de uma picape média, o que equivale a aproximadamente 1150 litros de volume e 730 kg de carga, conforme podemos observar na imagem abaixo:

Foto. Parte do Apurado do dia sendo preparado para o transporte até a zona urbana de Baia da Traição. Kléber Filho

Foto. Parte do Apurado do dia sendo preparado para o transporte até a zona urbana de Baia da Traição. Kléber Filho

Encerrada a catação, levamos todo o material recolhido para zona urbana de Baia da Traição para que a municipalidade o recolhesse, como de fato o fez no dia seguinte:

Foto. Erbeliel Andrade

Foto. Erbeliel Andrade

Entretanto, precisamos ressaltar que durante a semana que antecedeu o evento, mantivemos um bom diálogo com a Secretaria de Infraestrutura do Município, principalmente com o titular da pasta, Alison Padilha, que só não pôde estar presente ao final da empreitada para uma “entrega simbólica” do lixo porque teve que se ausentar da cidade. Porém, o mesmo se comprometeu a dialogar sobre futuros projetos a serem desenvolvidos com a sociedade civil e com o ISSB. Diálogo com o poder público é algo raro de acontecer em terras paraibanas, por isso, fazemos questão de ressaltar a disponibilidade do Secretário em buscar novas alternativas para solução de antigos problemas. Da parte deste núcleo, terão toda colaboração possível.

Muito mais que apenas divulgar petições ou compartilhar notícias indignadas na internet, a Campanha Dirty Sea Project lançada pela Sea Shepherd está percorrendo o litoral brasileiro desenvolvendo Educação Ambiental e limpezas de orla e submersa.

Foto. ISSB/PB

Foto. ISSB/PB

Fique atento em seu estado e ajude a Sea Shepherd a manter as praias limpas.

Sea Shepherd conclui a cansativa Campanha em Defesa da Baleia-piloto nas Ilhas Faroe

Promessas para continuar a pressão para acabar com a matança

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Tripulação do Sea Shepherd em patrulha, defendendo as baleias-piloto das ilhas Faroe. Foto: Iraultza Darias

Tripulação do Sea Shepherd em patrulha, defendendo as baleias-piloto das ilhas Faroe.

Tradução: Peter Kajari

Os navios da Sea Shepherd com registro holandês Sam Simon e Bob Barker chegaram no porto de Bremen, Alemanha, marcando a conclusão oficial da sexagésima Campanha de Defesa da Baleia-piloto das Ilhas Faroe, Operação Sleppid Grindini. A tripulação foi recebida como heróis pelos voluntários que se juntaram para saudá-los pela cansativa campanha de duração de 3 meses e meio.

Os navios se juntam ao navio de registro Australiano da Sea Shepherd de incursão rápida, Brigitte Bardot, o qual retornou para Bremen das Ilhas Faroe em Setembro passado.

A equipe de terra dos voluntários internacionais da Sea Shepherd, os quais estiveram em terra nas ilhas Faroe desde 16 de Junho, também partiram do arquipélago semana passada.

Enquanto 490 baleias-piloto foram mortas nas Ilhas Faroe desde Junho deste ano somente, as vidas de mais de centenas foram salvas por todo o curso da Operação Sleppid Grindini devido às ações diretas da Sea Shepherd.  Uma grande quantidade de Baleias-piloto, golfinhos de barriga branca, golfinhos de bico branco, golfinho roaz, e golfinhos riscados estão entre aqueles que foram levados para longe das praias de matanças do arquipélago e retornaram com segurança para o mar pelos navios da Sea Shepherd.

CEO da Sea Shepherd Global, Capitão Alex Cornelissen, declarou, “Eu gostaria de mandar um enorme parabéns à todas as equipes da Sea Sepherd – tanto de terra quanto do mar – que permaneceram fortes para defender as baleias-piloto das Ilhas Faroe na Operação Sleppid Grindini. Poucos sabem a dedicação exaustiva que é exigida para fazer estas campanhas acontecerem. Foi um esforço inacreditável de 3 meses e meio, mas nós atingimos um grande sucesso, pelas baleias-piloto e pelos oceanos.”

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O Sandavágur 5, presos pelo ‘crime’ de defesa das baleias-piloto nas Ilhas Faroe. Foto: Sea Shepherd

Os triunfos da Operação Sleppid Grindini foram alcançados ao lado de grande adversidade. Um total de 14 voluntários Sea Shepherd representando 11 países foram presos durante a campanha. Dez daqueles voluntários foram subsequentemente deportados pelo “crime” de defesa das baleias-piloto.

Em 24 de agosto, a tripulação internacional do Bob Barker foi proibida de entrar nas Ilhas Faroe pelas autoridades Dinamarquesas numa ação que o conselho legal da Sea Shepherd descreveu como ilegal.

As autoridades Faroesas e Dinamarquesas confiscaram um total de 4 pequenas embarcações da Sea Shepherd, três deles durante o curso da Operação Sleppid Grindini.

A pequena embarcação Farley, a qual foi detida em 20 de julho, permanece na custódia da polícia há mais de um mês após a cobrança relativa à apreensão foi retirada. A pequena embarcação Echo foi confiscada nas Ilhas Escocesas Shetland em 1 de setembro, e mais tarde extraditada para as Ilhas Faroe por um navio Dinamarquês, HDMS Knud Rasmussen, apesar de que uma garantia para bloquear a extradição tenha sido emitida pela Alta Corte do Judiciário na Escócia.

Entretando, a Sea Shepherd se ergueu sobre aqueles desafios, e com isso adquiriu níveis sem precedentes de atenção internacional para com o drama das baleias-piloto e outros golfinhos nas Ilhas Faroe. Com também, a Sea Shepherd assegurou que o governo da Dinamarca é responsável pela sua continua cumplicidade nas atrocidades do grindadráp (caça às baleias-piloto).

Milhares alinhados nas ruas de Paris, França, para se manifestar contra o grindadráp.

Milhares alinhados nas ruas de Paris, França, para se manifestar contra o grindadráp.

 

Em 23 de julho, mais de 250 baleias-piloto foram mortas no arquipélago com a assistência dos navios Dinamarqueses e a polícia, e com suporte do governo Dinamarquês. O protesto internacional saiu na mídia por todo o mundo retransmitindo os horrores com evidência fotográfica e de vídeo, capturadas pela tripulação da Sea Shepherd em solo. Demonstrações foram realizadas na Australia, Bélgica, Canada, Chile, Itália, Luxemburgo, Alemanha, França, Espanha, e nos Estados Unidos, e então as pessoas tomaram as ruas para protestar contra o grindadráp.

No começo de agosto, as duas maiores companhias de cruzeiros alemã, AINDA e Hapag-Lloyd, anunciaram que eles cancelaram visitas para as Ilhas Faroe em resposta aos atuais matadores.

Em 19 de agosto, a cidade Escocesa de Wick cortou sua relação de cidade irmã de 20 anos com a cidade Faroesa de Klaksvík, e disse que não voltaria a ter relações oficiais até a matança “nojenta” das baleias no arquipélago estiver banida.

Representações políticas da Grã-bretanha , Itália e Luxemburgo anunciaram suas posições contra a prática do grindadráp, a qual o governo Dinamarquês ativamente apoia em provocação aos sentimentos das obrigações da União Européia e das responsabilidades legais internacionais.

A líder da equipe de terra da Sea Shepherd, Rosie Kunneke, disse, “Nós lamentamos por todos aquelas baleias-piloto e outros golfinhos que perderam suas vidas na brutalidade do grindadráp. Entretanto, agradecemos aos esforços da Sea Shepherd, estas criaturas maravilhosas não morreram em vão. Ainda mais, centenas de outras baleias-piloto e golfinhos ainda estão vivos hoje por causa das equipes da Sea Shepherd, e isto é algo que nós temos um imenso orgulho.”

Mesmo que a Operação Sleppid Grindini foi oficialmente concluída para 2015, a Sea Shepherd decidiu continuar sua luta contra o grindadráp à distância.

“Quer seja a pressão na terra, no oceano, na mídia, nas cortes, ou nos corações e cabeças das pessoas ao redor do mundo, a Sea Shepherd continuará a protestar contra os horrores do grindadráp, por todas as baleias-piloto que ainda estiver nadando livre e precisar de nossa proteção,” disse o Capitão Cornelissen.

A Sea Shepherd tem tido oposição à matança em massa das baleias-piloto e outros golfinhos nas Ilhas Faroe desde os anos 80. A Operação Sleppid Grindini foi uma das campanhas de maior sucesso da organização no arquipélago, liderada pela sua presença mais forte na região até hoje.

A pequenas embarcação Echo defende ferozmente um grupo de baleias-piloto em Sandavágur em 12 de agosto. Foto: Sea Shepherd

A pequenas embarcação Echo defende ferozmente um grupo de baleias-piloto em Sandavágur em 12 de agosto. Foto: Sea Shepherd

Rosie Kunneke e Christophe Bondue, presos pela polícia em 23 de julho. Foto: Sea Shepherd

Rosie Kunneke e Christophe Bondue, presos pela polícia em 23 de julho. Foto: Sea Shepherd

Capitã Lublink supervisiona enquanto uma embarcação da Sea Shepherd leva um grupo de golfinhos para longe das Ilhas Faroe e de volta ao alto mar. Foto: Sea Shepherd

Capitã Lublink supervisiona enquanto uma embarcação da Sea Shepherd leva um grupo de golfinhos para longe das Ilhas Faroe e de volta ao alto mar. Foto: Sea Shepherd

 

O governo Dinamarquês continua a apoiar os matadores com os recursos Dinamarqueses, incluindo a marinha e a polícia. Foto: Guiga Pirá

O governo Dinamarquês continua a apoiar os matadores com os recursos Dinamarqueses, incluindo a marinha e a polícia. Foto: Guiga Pirá

 

Apoiadores saúdam o retorno da tripulação da Sea Shepherd. Foto: Guiga Pirá

Apoiadores saúdam o retorno da tripulação da Sea Shepherd. Foto: Guiga Pirá

 

A frota da Sea Shepherd da Op. Sleppid Grindini. Foto: Sea Shepherd

A frota da Sea Shepherd da Op. Sleppid Grindini. Foto: Sea Shepherd

Status dos navios da Sea Shepherd

O STEVE IRWIN sob o comando do Capitão Sid Chakravarty (India) está no mar em rota de Melbourne para Fremantle e de Fremantle para baixo no Oceano Antártico. O plano é chegar lá no fim de Dezembro. O navio baleeiro japonês fora-da-lei  está no Pacífico e é esperado para chegar no Oceano Antártico no fim de Dezembro.

O MARTIN SHEEN sob o comando da Capitã Oona Layolle está no Golfo da Califórnia trabalhando com a Marinha Mexicana para proteger a Vaquita, ameaçada de extinção .

O JAIRO MORA SANDOVAL está no Cabo Verde trabalhando no projeto de conservação com a Biosphera.

O BOB BARKER está em Istambul na estação de reparos, sob manutenção.

O SAM SIMON está em Bremen, Alemanha, sendo preparado para as ações de 2016.

O BRIGITTE BARDOT está em Marseille, França, sendo também preparado para as ações de 2016.

O FARLEY MOWAT está em Tampa, Florida e o JULES VERNE está em Key West, Florida. Ambos os navios estão sendo preparados para proteger o “corredor” de Galapagos (Ilha Cocos, Ilha Malpelo e os Galapagos)

Sea Shepherd tem um nono navio (ainda sem nome) sendo construído na Turquia. A construção estará completa em Setembro de 2016.

Além disso, a Sea Shepherd tem uma equipe em terra em Taiji, Japão para os golfinhos e está ativa em mais de 40 países.

A Sea Shepherd enviou um navio para defender as baleias e a manutenção de navios são caras.  A Sea Shepherd não solicita a doação de dinheiro nas ruas. Todo o suporte é voluntário.

A Sea Shepherd faz o que pode com os recursos disponíveis. Nós podemos somente fazer mais com mais suporte.

Quando críticos perguntam, porque a Sea Shepherd não está fazendo mais? A resposta é simples. Nós poderíamos fazer mais se nós tivéssemos o suporte.

A Sea Shepherd não é um dos grandes grupos ecológicos.  A Sea Shepherd é primeiramente, um movimento voluntário e nossa força está na base voluntária e na base de apoio. A medida que o base de suporte cresce, a Sea Shepherd pode fazer mais, muito mais.

Se você se preocupa em defender a vida nos Oceanos, se você quer ver um ativismo que funciona, que tem resultados e salva vidas, junte-se à Sea Shepherd e se envolva fisicamente como um membro da tripulação, voluntário em terra ou colaborador.

Nós precisamos construir uma base de suporte maior para sermos mais efetivos.

Esta semana se você está em Tampa, Florida, visite o FARLEY MOWAT e dê a eles sua ajuda.

Se você está em Paris, venha ver o filme “Como mudar o Mundo” e ajude a Sea Shepherd França.

Paul Watson

Operação Rio Doce/Regência – Núcleo ES – PARTE 1

WE ARE: Marcos Neiva, Cíntia Silva, Thiago Barrack, Rafael Poltronieri e João Linhares (Instinto Imagem)

O Núcleo do Estado do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil em parceria com a Organização ‘Instinto Imagem’, estiveram e estarão continuamente presentes no litoral Norte capixaba, Linhares/Rêgencia. O Núcleo do ES realiza uma visita Técnica e de monitoramento contínua no local em conjunto com a sua equipe de Biólogos e voluntários.

A improbidade administrativa, a má gestão pública/privada e a falta da fiscalização em conjunto com a Água suja com rejeitos de minério, chegaram ao litoral do Espírito Santo há praticamente 1 mês após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Regência: Encontro do Rio com o Mar.

A lama já avança por mais de 40km de extensão mar adentro, correndo o risco de atingir ao Sul os Distritos de Barra do Riacho, Santa Cruz (onde possui um dos mais importantes criadouros marinhos do Oceano Atlântico) e Nova Almeida. O Arquipélago de Abrolhos onde abriga uma das maiores concentrações de peixes por metro quadrado do planeta, em quantidade e variedade, localizado ao Norte, também não se encontra totalmente protegido do mar de lama. Segundo relatos da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a lama só iria se dispersar 3km para o Norte, mas, na verdade, já são mais de 30km segundo o próprio Órgão Ambiental Estadual.

Regência: Rio de lama com o Mar de lama

Satélite da Nasa mostra evolução da lama no Rio Doce (Foto: Reprodução/ WorldView Nasa)

A equipe do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil realizou incursões nas áreas afetadas e das quais existiriam sinais de omissão e a “venda” da verdade absoluta. A nossa equipe também prontificou-se a dar o suporte ao salvamento e a reabilitação de animais marinhos possivelmente encontrados ainda vivos afetados pela lama no local.

A Equipe de voluntários e Biólogos do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil trabalhou tanto por Terra quanto pela água (Rio e Mar) com medições via GPS, e, já agenda a possibilidade de sobrevoar a região para analisar com toda clareza e verdade o quanto realmente da área marinha está sendo afetada pela lama (Norte e Sul).

“Na boca dos culpados, até a verdade é suspeita. Queremos tirar as nossas próprias conclusões vindas de análises feitas pelos nossos próprios voluntários e profissionais. Nunca recebemos financiamentos de empresas poluidoras e muito menos dependemos desse sistema do qual participa no trabalho da possível contenção da lama. Além do mais, não gastamos 1L de água se quer da população local para o consumo próprio. Diferentes de outros e outras, temos consciência e seguimos muito bem estruturados em nossas operações. Mesmo assim, ainda tentam nos criticar. Incomodamos muita gente. Sabemos disso. A verdade para alguns é árdua, infelizmente. Somente iremos crer nos resultados das análises realizadas através dos nossos próprios profissionais e voluntários.” Relatou Thiago Barrack, Coordenador do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Bóias para a contenção de derramamento de óleo e petróleo sendo utilizadas pela equipe da Samarco para tentar barrar a lama.

Rio Doce: Seria só lama?

O Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil obteve também o contato e coletou variados depoimentos, desde moradores, pescadores, comerciantes, índios, turistas, curiosos, crianças, e até Agentes do CTA, Projeto Tamar, iCMBio e consultores da própria Samarco. A partir destes depoimentos começamos a descobrir a incerteza da palavra verdade do qual abrange uma Vila preservada e residida por um povo simples, descendentes de índios, caboclos e pescadores, chamada: Regência. Hoje, infelizmente, tomada pela cor marrom e amarelada da lama!

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil ao lado do Gestor da Reserva Biológica de Comboios.

Voluntária do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil coletando depoimentos dos moradores.

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil ao lado de uma tribo indígena local do qual nos prestou depoimentos.

Após obtermos e analisarmos toda a documentação captada, a equipe do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil em conjunto com o “Instinto Imagem”, chegaram á uma linha de raciocínio. Os relatos dos moradores, índios e pessoas das quais residem e vivem na região, não coincidiam com os relatos e também depoimentos colhidos pela nossa mesma Equipe, através dos Técnicos e analistas ambientais federais dos quais ali trabalhavam. Existia ali, segundo os nossos depoimentos colhidos, uma contradição entre o que estava vivo, e, agora, infelizmente morto e omisso, tudo, ocasionado pela lama. Tínhamos ,ali, então, a obrigação de descobrir. – “Defender, Conservar e Proteger” –

“Á partir dessa linha de raciocínio e com os depoimentos contraditórios, nós, do Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil em conjunto com a organização ‘Instinto Imagem’, nos reunimos e traçamos uma nova linha de estratégia. Começamos então a procurar a OMISSÃO. Queriamos comprovar se realmente haviam-se provas escondidas, animais marinhos mortos e enterrados. Queriamos saber qual o lado estava correto. Mesmo tendo a plena certeza de que o lado certo, não era o lado do “sistema”. Iniciamos então, uma busca no local indicado por moradores. Começamos a cavar e a gravar tudo o que encontrávamos, enterrado ou não. O local do qual estávamos era uma área deserta, bem ao lado da junção do rio de lama com o mar de lama. O acesso somente poderia ser feito através de uma embarcação. Felizmente, no local, apenas encontravam-se a equipe do Núcleo do ES e do ‘Instinto Imagem’ trabalhando, e, o piloto da nossa embarcação nos aguardando. No final, infelizmente a “caça ao tesouro” não foi tão agradável. Realmente algumas provas e amostras encontradas não foram nada animadoras para nós. Sentimos realmente o possível cheiro da “mentira e da omissão” naquele lugar.” Disse Thiago Barrack, Coordenador do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil.

“Houveram desencontros de informações entre pessoas que vivem e sobrevivem na comunidade durante anos com agentes dos orgãos fiscalizadores. Para mim a omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. A omissão é um dos crimes mais graves, porque todas as atrocidades são cometidas por conta dela sem que ninguém se sinta culpado.” Finalizou Thiago Barrack.

Bando de Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) ainda com vida ao lado do Mar de lama.

Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) anilhado e encontrado morto no Mar de lama.

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil captando informações da anilha do Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) encontrado morto no Mar de lama.

Ovo de uma possível tartaruga encontrado ao redor do Mar de lama.

Espécie de peixe encontrada morta aos arredores do Mar de lama.

Todas as provas encontradas serão levadas para a análise e estudadas pela nossa equipe Técnica e de Biólogos. A equipe de Biólogos do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil já se encontra trabalhando para obter maiores informações e dados das amostras colhidas. Os restantes das provas serão mantidas em confinamento interno da equipe e da organização nacional, para possíveis futuras questões jurídicas.

PRONUNCIAMENTO DO NÚCLEO DO ES DO INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL:

“ O Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil gostaria de “parabenizar” a Samarco e a todos os envolvidos, até mesmo os orgãos públicos fiscalizadores dos quais deveriam ter prevenido antecipadamente esse desastre e verdadeiro crime ambiental. Enfim, vai aqui o nosso “Parabéns” a vocês. Além de pagar pelo assassinato da 5ª maior bacia hidrográfica brasileira, e, agora, já também assassinando os nossos Oceanos, vocês também debocharam da prevenção. PARABÉNS !!! ;-)” (Barulho de palmas de todos os envolvidos do Núcleo do ES na Operação) 

Conheça quem são e o que disseram os participantes por trás desta operação.

Operação Rio Doce – Regência – ES

GUARDIÕES DO RIO DOCE:

Marcos Neiva

“Fiquei bastante decepcionado com o governo de um modo geral no Brasil. Quanta omissão! Quanto descaso com as pessoas e com todo o ecossistema que foi afetado. NUNCA mais Regência será igual ao que era antes. Erros corriqueiros acontecendo em série. Já não bastava a falta de um programa preventivo, agora então sugerir a contenção de óleo para a lama foi o erro mais descabido e grotesco que um profissional responsável por esta área poderia cometer…” Marcos Neiva (Técnico Segurança do Trabalho/Acadêmico de Ciências Biológicas/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

Cíntia Silva

“Este crime ambiental, cujos danos terão implicações por dezenas de anos, ainda é visto com leviandade e tratado como mero acidente. O que me preocupa, aquém da irreversibilidade das perdas para a vida animal -já suficientemente desrespeitada por aqueles que se indignam preferencialmente quando da perda de seres vivos que representam recurso financeiro- é o fato de que o local não está cheio de pessoas desenvolvendo medidas para salvar o pouco que nos resta, mas um covil de urubus sobre um rio morto que rende estudos e notícias”. Cíntia da Silva Varzim (Professora/Bióloga pela UFRGS/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

Rafael Poltronieri

“Foi impactante e triste observar as águas tomadas pela lama. Até que ponto os animais que vivem nessa região irão pagar pela inconseqüência dos seres “humanos” ? A Nossa missão foi muito bem sucedida. Através do nosso trabalho levamos um pouco de justiça e esperança!” Rafael Poltronieri (Analista de TI/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

João Linhares

“A Operação Linhares/Regência, foi de extrema importância já que a população merece um parecer real sobre a maior tragédia ambiental do planeta e muitas coisas estão sendo omitidas. Estamos sendo um porta voz de todas as pessoas e animais afetados. Foi difícil controlar a tristeza e “engolir” as lágrimas, mas estávamos no local com o propósito de realizar uma investigação minuciosa para repassar a população de forma transparente e é isso que vai acontecer. Seguindo as palavras do Thiago Barrack “Aqui ninguém se corrompe, a gente mostra a verdade!”.” João Linhares (Diretor e Fotógrafo – Instinto Imagem/Suporte Sea Shepherd Brasil – ES)

Thiago Barrack

“O desastre protagonizado pela mineradora Samarco é profícuo na produção de cenários apocalípticos. O Rio Doce e a sua junção com o litoral capixaba foi convertido em um verdadeiro abatedouro de seres aquáticos de variadas espécies. Ficou claro durante esta operação que as providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir os danos foram claramente insuficientes. Mas agora a história é outra, estamos aqui, e a vida marinha local agora tem voz!” Thiago Barrack Lavander (Gestor Empresarial/Coordenador Regional do Núcleo do Espírito Santo do Sea Shepherd Brasil)


Instituto Sea Shepherd Brasil
Núcleo Espírito Santo – ES
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Suporte:
João Linhares – Instinto Imagem
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