Peixe morto em petróleo

Atuação da Sea Shepherd no Derramamento de Petróleo no Nordeste

A costa nordeste do Brasil está sendo atingida por um desastre ambiental sem precedentes. Como a fonte do derramamento não foi definitivamente identificada, não se sabe quanto mais petróleo ainda alcançará a costa. Até agora, mais de 2000 toneladas de petróleo foram coletadas das praias por voluntários e autoridades. E o petróleo cru continua chegando, tanto em áreas previamente afetadas, quanto em novas áreas.

Até agora, existem 268 praias afetadas pela contaminação por petróleo em nove estados diferentes; e além disso, recentemente também o Arquipélago de Abrolhos, a área com maior biodiversidade marinha de todo o Oceano Atlântico Sul, foi atingido pelos resíduos de petróleo cru, altamente tóxicos.

Mais de 2.355 quilômetros de costa se encontram afetados, 1.200 dos quais são manguezais ou recifes de coral, que são santuários de fauna marinha extremamente vulneráveis.

Há dois meses, os voluntários estão limpando o petróleo cru das praias afetadas e resgatando animais que estão sendo engolidos pelo petróleo.  Essa atividade incorre riscos à saúde das pessoas comprometidas em proteger nossos oceanos.

As autoridades brasileiras têm sido extremamente lentas para responder à tragédia. Se não fosse por voluntários dedicados, muitas vidas marinhas seriam comprometidas.

Apoio ao Desastre de Derramamento de Petróleo no Nordeste.

 

A Sea Shepherd Brasil está engajada no apoio aos voluntários que estão limpando as praias do nordeste brasileiro.

A Sea Shepherd já enviou doações em dinheiro para compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para algumas organizações e civis que trabalham para a retirada das manchas de óleo no Nordeste.

A Sea Shepherd continua recebendo doações para assistir os voluntários das limpezas do petróleo no Nordeste.

Doe para ajudar nas limpezas, resgate de fauna e comunidades que necessitam de assistência.

Por que a Sea Shepherd não está presente no desastre?

A Sea Shepherd Brasil, apesar de fundada em 1999, esteve sem atividades e diretoria constituída no Brasil nos últimos anos. A organização estava inativa no Brasil desde 2017.  A Sea Shepherd Brasil retomou atividades recentemente e ainda não possui núcleos em nenhum estado do nordeste.  Estamos aceitando voluntários! Se você gostaria de se voluntariar, preencha a inscrição aqui

A Sea Shepherd não é uma organização governamental: a Sea Shepherd funciona estritamente com doações de pessoas, seja de tempo (voluntariado) ou de dinheiro para poder realizar ações.

Sem nenhum voluntário presente no Nordeste, a Sea Shepherd Brasil optou pela estratégia de arrecadar fundos para poder auxiliar os voluntários que já estão presentes nos locais atuando diretamente no desastre.

O que a Sea Shepherd está fazendo para ajudar no desastre de derrame de petróleo no Nordeste?

A Sea Shepherd Brasil fez parceria com algumas organizações e civis residentes no Nordeste para poder auxiliar no desastre.

A Sea Shepherd arrecadou e continua arrecado fundos para apoiar os líderes que organizam limpezas de praias afetadas pelo derramamento.

A Sea Shepherd já apoiou com fundos para as descritas atividades:

Recife sem Lixo – projeto de voluntários que está atuando diariamente para coordenar voluntários e limpar a praias afetadas no estado de Pernambuco e distribuir EPIs para os voluntários.

Salve Maracaípe – Projeto que distribui EPIs e alimentos para voluntários e presta treinamento para os voluntários trabalhando nas praias afetadas em Pernambuco e futuramente na Bahia.

Indra Soares – Civil de Salvador, Bahia, que organiza mutirões de limpeza com a prefeitura de Salvador e distribui EPIs em seus mutirões.

Por que vocês não foram lá ao invés de mandar fundos?

A Sea Shepherd Brasil tomou a decisão de não gastar fundos com voos, hotéis, etc, porque estamos em contato com as pessoas descritas acima e algumas outras que estão no local.  A necessidade, especialmente no princípio da tragédia e da mobilização, tem sido de equipamentos e não de pessoas.  A Sea Shepherd é uma organização comprometida com a aplicação de seus fundos para ação direta.  A organização funciona com intuito de aplicar recursos em ações diretas com resultados desde sua fundação.

Como a organização dispõe de poucos fundos, pois retomamos atividades há apenas poucos meses, a Diretoria decidiu ser mais valioso ajudar os voluntários já presentes no local ao invés de gastar fundos com hotéis e passagens.  Se uma pessoa da Sea Shepherd Brasil voasse para o local e consumisse recursos com hotel e alimentação por alguns dias, esse fundo poderia comprar diversos EPIs e alimento para os voluntários que já estão no local e que permanecerão lá, pois são residentes das localidades.  Esses voluntários estão recebendo treinamento e os devidos equipamentos de proteção.

Essa foi a estratégia tomada, em respeito as doações que estão sendo feitas e em respeito a missão da Sea Shepherd de usar nossos recursos para ação direta.

Agora, além de ajudar na despoluição das praias, a Sea Shepherd tem planos de começar a auxiliar algumas instituições e projetos comprometidos em salvamento de fauna.

A Sea Shepherd Brasil ainda tem planos de ajudar algumas comunidades pesqueiras afetadas pelo desastre, que não têm fundos para manterem suas famílias devido a essa tragédia.

Sua doação contribui para todos esses projetos.

Eu quero ajudar, mas não sou do Nordeste. O que faço?

Você pode juntar-se a nós. Mesmo que você não faça parte da Sea Shepherd você também pode doar ou organizar arrecadações na sua cidade.

Você pode organizar eventos de arrecadações:  Jantares (se for no nome da Sea Shepherd, os jantares têm que ser veganos), festas, shows de bandas, ou até uma caixinha na sua escola ou trabalho.  Os fundos direcionados à Sea Shepherd serão repassados integralmente para a causa.

ATENÇÃO: Se você for recolher materiais (ex: EPIs), tenha a certeza que você tem condições de organizar a logística para mandá-los — tanto dinheiro para o frete, como a pessoa para ir ao correio fazer o trâmite.  A Sea Shepherd não se responsabiliza por enviar matérias arrecadadas e é por isso que pedimos doações em dinheiro, pois a logística é mais viável. Alguns materiais podem custar mais caro mandar pelo correio do que comprar no local.

Se você trabalha ou conhece uma empresa que está disposta a fazer uma doação grande de materiais, por cujo frete eles se responsabilizarão, poderemos coordenar isso facilmente. Escreva para seashepherd@seashepherd.org.br

Eu fiz o curso de derramamento de petróleo, como posso ajudar?

Você pode se deslocar até as praias e oferecer seu voluntariado em qualquer das localidades afetadas. Existem limpezas diárias em diversas localidades do Nordeste.

Porque a Sea Shepherd Internacional não manda um navio para o Brasil?

Tanto as Sea Shepherds Internacionais, como a Sea Shepherd Brasil operam da mesma maneira, com doações e voluntários.  Como você, que provavelmente está doando para que a Sea Shepherd Brasil aplique seus fundos para ajudar o desastre do nordeste, outros doadores doam para determinada causa ou campanha. A Sea Shepherd como uma organização sem fins lucrativos tem que aplicar as doações para os fins pelos quais seus doadores querem que sejam aplicados.

Os navios têm programações definidas, com doações estipuladas para tais programações. Adoraríamos poder resolver todos problemas dos oceanos, mas para tal, precisamos de doações e voluntários.

Mandar um navio para o Brasil custaria muito dinheiro, e não seria efetivo para esse desastre. A marinha do Brasil deve atuar nessa frente, e está atuando no momento.

As Sea Shepherds internacionais estão ajudando a Sea Shepherd Brasil a arrecadar doações e a maior parte dos fundos arrecadados e já distribuídos vierem de fora do Brasil.

Doe para ajudar nas limpezas, resgate de fauna e comunidades que necessitam de assistência.

Eu não quero doar para a Sea Shepherd, mas quero ajudar, como faço?

“Jipada” Cancelada

Caros Shepherds, retiramos a coluna “Diversão Humana, Sofrimento Ambiental” do site porque o passeio de jipe, referido na coluna, foi cancelado.

Depois de entrar em contato com o Jipe Clube Pelotas 4×4, obtive a resposta de que cancelariam o evento até obterem as respostas legais necessárias para tal execução.

Gostaria de deixar claro a todos que o Instituto Sea Shepherd Brasil sempre será a favor da conservação da vida marinha e do cumprimento das leis brasileiras e internacionais que dizem respeito a tal tema, não sendo portanto contra esta ou aquela instituição específica, e sim contra atos que venham a lesar, de qualquer forma, o artigo nº255 da Constituição Federal Brasileira.

Seguiremos de olhos bem abertos.

A vida marinha agradece.

Wendell Estol
Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil

O mato e os veados

Por José Truda Palazzo Jr.

veado

O bom Allah e os leitores mais assíduos de ((o))eco são testemunhas de que este colunista não nutre particular afeto pela trajetória de Dilma Rousseff, responsável maior pela maquinação das políticas anti-ambientais do reinado lullesco que prossegue. Dados os acontecimentos recentes na capital de nossa combalida Banânia, forço é reconhecer, entretanto, que outra força hercúlea se alevanta na Esplanada dos Ministérios, entrincheirada naquele edifício cujas fluidas linhas não ocultam sua verdadeira natureza de caverna de pitecantropos (se me perdoam a comparação nossos ancestrais hominídeos): o Congresso Nacional.

Poucas pessoas teriam paciência para acompanhar ao vivo a votação recente do Código Anti-Florestal. Quem o fez, entretanto, foi brindado com uma rara visão de por que as normas ambientais brasileiras estão fadadas ao enfraquecimento, bem como o estão quaisquer normas legais destinadas a fazer desta coisa a que chamamos “país” algo menos retrógrado, violento, corrupto e sujo.

“Ou nós, a microscópica minoria esclarecida nesse mar de alienados e pedintes, nos unimos para construir uma sociedade moderna, sustentável, diversa e libertária, ou nem a biodiversidade nem a liberdade individual terão qualquer futuro.”

Durante o encaminhamento da votação ouviu-se de tudo, principalmente mentiras e bobagens, regadas a perdigotos das bocas furibundas dos deputados da bancada financiada pelos fazendeiros e especuladores rurais, principalmente os do Sul. Os maus gaúchos foram verdadeiros expoentes do teatrinho, vociferando contra os “interesses estrangeiros” e choramingando pelos “pequenos agricultores” (outros, interessados em manter sua fachada falsa de vanguarda, cuspiram nos eleitores apenas com seu voto “sim” à devastação). Perfeita expressão do fascismo pós-moderno que, à sombra do besteirol anti-ambiental dos discursos de Lulla, floresceu em Brasília impune, permitindo que os debates sobre gestão ambiental sejam feitos tão somente de mentiras e demagogias sobre a pobreza e o “pogreço”.

O esclarecimento que me faltava, entretanto, sobre como chegamos a esse ponto, veio logo depois, com as intervenções extemporâneas das ditas bancadas “católica” e “evangélica” para desancar o Ministério da Educação e sua iniciativa anti-homofobia. Nas palavras de contumazes parasitas do dinheiro público, ficou tudo claro: o problema dessa gente não é com a gestão ambiental. É com o pavor que sentem da possibilidade de vislumbrar um Brasil mais moderno.

Um Brasil que respeite o meio ambiente e busque alternativas racionais de desenvolvimento, eduque sua população para as ciências, artes, História e cidadania, combata a discriminação sexual, religiosa ou política, e penalize a ineficiência e a corrupção do Estado são, como um todo, anátema para um Congresso Nacional e uma classe política cuja raison d´être é justamente o atraso, a falsidade, o preconceito, a ignorância, o desconhecimento. A corja que defende o “dezenvorvimento” com geração de energia suja e destruição da biodiversidade é a mesma que quer seguir agredindo (verbal e fisicamente) os homossexuais (mesmo que uma semana depois desse episódio na Câmara dos Deputados um ex-deputado federal dos “evangélicos” tenha sido preso em Santa Catarina por pedofilia contra crianças pobres, e aqui em Porto Alegre abundem as versões sobre visitas de políticos “de bem” aos travestis da avenida Farrapos para satisfazerem suas, well, necessidades ocultas).

A canalha que impede a adoção de práticas sustentáveis como política nacional para a agricultura e a indústria é a mesma que defende as licitações fraudadas, a ausência de transparência, o jabá abjeto das grandes corporações. Como aprendemos em Ecologia Básica, assim na Biosfera planetária como na Ladrosfera de Brasília, tudo está interligado. Para a choldra parlamentar majoritária, as fabulosas, inestimáveis florestas nativas do Brasil são apenas “mato” a ser derrubado para vender soja barata a chinês; os cidadãos que têm orientação sexual diferente da deles (ou que eles não têm coragem de assumir), apenas “veados” a serem espezinhados, intimidados e escondidos das crianças.

Sempre fui daqueles que achava que a defesa da Natureza deveria seguir rumo próprio, sem se misturar muito com os demais ditos “movimentos sociais” pra não perdermos identidade, espaço ou seriedade. Ao ver e ouvir que gama de idéias típicas de tarados e ordinários que temos hoje representadas no Congresso Nacional, mudei de opinião em definitivo. Ou nós, a microscópica minoria esclarecida nesse mar de alienados e pedintes, nos unimos para construir uma sociedade moderna, sustentável, diversa e libertária, ou nem a biodiversidade nem a liberdade individual terão qualquer futuro.

Lulla e Dilma, supostamente da “isqêrda”, criaram com seu discurso – e sua prática de oito anos de “alianças” com o que há de pior na política nacional – essa quase unanimidade brasiliense contra um Brasil moderno e sustentável, e seu Frankenstein do atraso, agora dominado por seus “aliados” da extrema-direita corporativa e pseudo-religiosa, ameaça fugir a todo controle social. É hora de darmos um basta a tudo isso. Aos “comunistas” vendidos ao latifúndio devastador, aos “religiosos” cúmplices da corrupção com seu discurso homofóbico santarrão, aos “líderes de partido” que mais se assemelham a líderes de quadrilha. Não sobrará árvore em pé, nem liberdade individual assegurada, se não nos unirmos para botar pra correr dos parlamentos e estruturas de governo quem prega, com a mesma desfaçatez, o ódio ao “mato” e aos “veados”.

Reproduzido pelo Instituto Sea Shepherd Brasil.

Essa, a propósito, é minha opinião sobre Roma - uma cidade suja, barulhenta, de gente grossa, em que os fantásticos monumentos arqueológicos foram primeiro cobertos de capelas, igrejas e outras porcarias cristãs, e depois cercadas de autopistas como as que passam a um metro do Coliseu. Quem fez isso devia ir pra cadeia... mas lá é meio como aqui.
Essa, a propósito, é minha opinião sobre Roma – uma cidade suja, barulhenta, de gente grossa, em que os fantásticos monumentos arqueológicos foram primeiro cobertos de capelas, igrejas e outras porcarias cristãs, e depois cercadas de autopistas como as que passam a um metro do Coliseu. Quem fez isso devia ir pra cadeia… mas lá é meio como aqui.

José Truda Palazzo Jr. (Porto Alegre, 28 de julho de 1963) foi fundador e principal força motriz durante 27 anos do Projeto Baleia-franca, projeto que completou em 2007 25 anos e tem como objetivo a proteção da espécie Eubalaena australis, a Baleia-franca. Além disso, Truda Palazzo tem trabalhado, ao longo dos anos, em várias iniciativas de proteção ao meio ambiente, tendo se tornado um respeitado e conhecido ecologista.

Iniciou sua militância na área ambiental aos 15 anos, em 1978, quando somou-se a ativistas como José Lutzemberger na Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e começou a atuar na campanha nacional para banir do Brasil a caça à baleia (proibida somente em 1985). Em 1979 conhece o Vice-Almirante Ibsen de Gusmão Câmara, então já um expoente do meio ambientalista brasileiro, e passam a trabalhar juntos pela conservação das baleias e do meio marinho.

Email: palazzo@terra.com.br

Sobre prostituição e peixes

Por José Truda Palazzo Jr.
Autor desconhecido.

Autor desconhecido.

Juntando as notícias sobre o bestial aumento recente do desmatamento na Amazônia e o lobby do “comunista” amante do latifúndio, Aldo Rebenta,tentando emplacar o fim do Código Florestal Brasileiro, com o apoio velado e safado do (des)governo reinante, não é de se estranhar que estejamos entrando 2011 com o mesmo, eterno predomínio dos temas florestais na agenda ambiental brasileira, enquanto o mar continua mais abandonado que filhos de favelados do bolsa-esmola.

Neste clima de só se pensar em florestas, e de ao menos parte das ONGs que lidam com o tema marinho serem dependentes de fundos e de salamaleques oficiais e por isso não meterem a boca no mundo sobre os descalabros que se sucedem nas águas de nossa combalida Banânia, não é de se estranhar, pois, que tenha passado totalmente despercebida a notícia de que o (des)governo dilmento e luLLesco está por chancelar a prostituição definitiva dos recursos marinhos brasileiros para as grandes máfias internacionais da pesca industrial, através da cessão pura e simples dos direitos de pesca para a maior empresa atuneira do Japão, a instalar-se, com beneplácito e jabás oficiais, no Rio Grande do Norte . Pelas notícias da negociata, nada menos do que 16 barcos japoneses serão autorizados a agregar sua força bruta ao estupro, à mineração desenfreada da biodiversidade marinha brasileira, consolidando a visão soviética da corja mandante de que a Natureza é para ser consumida imediata e completamente para atender à falácia eleitoreira da “redução da pobreza”. Ao prostituir o mar brasileiro, certamente estaremos evitando que os empresários pesqueiros japoneses empobreçam, coitadinhos. Tampouco ficarão pobres seus lacaios nordestinos e brasilienses.

Quem sobreviver nesse país acuado pelo produtivismo soviético, e apequenado pela covardia de ambientalistas e “cientistas” chapa-branca, verá. O que não se verá mais, a curto prazo, serão atuns, tubarões, albatrozes e até mesmo as pobres tartarugas.

O golpe do atum é mais profundo e elaborado do que simplesmente a atuação dos lobistas pesqueiros potiguares para dar de presente o mar brasileiro à máfia industrial japonesa. Ele inclui uma atuação subserviente e “desenvolvimentista” do Brasil na famigerada Comissão do Atum Atlântico, a ICCAT, presidida por um brasileiro cuja especialidade não é propriamente lutar por medidas efetivas de conservação. O atual (des)governo vai à ICCAT fazer-se de morto na hora de discutir conservação, mas acorda na hora de assegurar “quotas” de milhares de toneladas de pesca que sabe que não tem estrutura para capturar (para sorte do ambiente marinho), mas aí usa essas “quotas” exageradamente infladas para sair atrás de “parcerias” internacionais que nada mais são do que entregar com subsídio de dinheiro público a biodiversidade de nossas águas às grandes máfias industriais da pesca predatória. Isso num momento em que o Ministério da (Sobre)Pesca oferta alegremente aos industriais brasileiros de pesca, além do acesso gratuito a esse recurso vivo público, já subsidiado com diesel barato e outras maracutaias, e livre de fiscalização efetiva, mais alguns milhões em dinheiro público nas gordas contas das indústrias para “renovar as embarcações”.

Num país sério, seria caso de polícia. Não apenas o Estado permite a prostituição total do uso de um patrimônio nacional natural público para atender a interesses particulares e estrangeiros de uma ínfima minoria, mas ainda o financia quase que integralmente. Como a incompetente Ministra de Meio Ambiente atual, que dá discurso contra Unidades de Conservação de proteção integral em reunião com ambientalistas (que, covardes, se recusam a meter a boca na imprensa sobre isso), o Estado nacional refém do PT desconhece totalmente qual a utilidade de se manter a saúde dos oceanos impedindo a sobrepesca e promovendo usos alternativos, não-predatórios, do mar: para essa gente de mentalidade estreita e pouquíssimas luzes técnicas, o bonito, o importante é predar.

Notem, por favor, que estou falando prostituição, estupro e assassinato da biodiversidade marinha em senso amplo, não desta ou daquela espécie de atum, pela simples razão de que esta é uma das atividades de pesca industrial mais predatórias e devastadoras. Os espinhéis dos atuneiros massacram indiscriminadamente não apenas atuns, mas também tubarõesalbatrozes e tartarugas marinhas, todos muito ameaçados de extinção justamente pelos abusos de serem capturados como “fauna acompanhante” por essas frotas assassinas. As medidas de “mitigação” dessas capturas criminosas são ou tardias ou cosméticas. No caso dos tubarões, as máfias industriais pesqueiras do Brasil, do Japão e de muitos outros países recusam-se a reduzir as capturas porque auferem lucros astronômicos com o tráfico das barbatanas dos mesmos para fazer a famigerada sopa de barbatanas em países da Ásia. No Brasil, apesar de “proibido” (o que sem fiscalização nenhuma é igual a dizer: façam que o des-governo não liga!), os tubarões são massacrados aos milhões nos espinhéis atuneiros, e seus corpos inteiros são atirados fora, com os barcos chegando ao porto somente com as barbatanas, que são exportadas legalmente – o que em si já é um absurdo sem tamanho – e também contrabandeadas às centenas de milhares, como provou o diligente e corajoso, ainda que escandalosamente solitário, trabalho do Instituto de Justiça Ambiental .

Mesmo em Unidades de Conservação federais, como é o caso da APA de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo, considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, o massacre bestial dos atuneiros continua sem qualquer controle, principalmente nas proximidades de S. Pedro e S. Paulo, área de imensa importância ecológica, mas na qual os “pesquisadores” da estação ali existente são amasiados silenciosamente com os pescadores, que fornecem “apoio” à estação de pesquisa em troca de impunidade para ali delinqüirem à vista de todos os “jovens cientistas”, que nada fazem contra isso e apenas denunciam os abusos em mesa de bar e implorando anonimato, mortos de medo de perderem a boquinha de viajar à estação se vierem a público contar os descalabros a que assistem. Ou talvez eles nem dêem bola mesmo, afinal “cientista” não tem de fazer ativismo a favor do meio ambiente, que é “política” e portanto anátema para as múmias mofadas das academias brasileiras…

Toda essa imensa bandalha que destroça irreversivelmente o mar brasileiro não precisa, aliás, dos Estudos de Impacto Ambiental que o IBAMA costuma diligentemente exigir de empreendimentos terrestres. Não precisa? Ou não se exige porque a “interpretação” da lei é de que o lobby industrial da pesca, com sua bancada própria no Congresso, é imune tanto à fiscalização como à avaliação de seu impacto escabroso? Assunto para o Ministério Público Federal analisar.

A nova Ministra de (Sobre)Pesca, a política profissional catarinense Ideli Salvatti, certamente não entende nada de prostituição. É o mesmo seu grau de conhecimento sobre pesca, mas como nos demais Ministérios, não é preciso saber nada além de como eleger-se com o voto dos ignaros para abocanhar as estruturas do Estado nacional. É válido relembrar, entretanto, para onde pendem as simpatias de Ideli nos temas que envolvem gestão ambiental e empresários poderosos, já que, mesmo negando peremptoriamente, ela é mais conhecida aqui no Sul como grande lobista do carvão e sua queima absurda para gerar energia suja. A política pode até não gostar que lembremos que exerceu a pusilânime função de líder da Frente Parlamentar Mista EM DEFESA do Carvão Mineral. Se nossos parlamentares defendessem seres vivos com a mesma garra que defendem minérios, esse país seria outro.

Com esse prontuário e mais o recorde de crimes contra a gestão ambiental perpetrados pelo dilmismo luLLento nos últimos anos, acham nossos leitores que a inclinação da gestão pesqueira da lobista carvoeira Ideli será pela conservação da biodiversidade ou pelo favorecimento aos proxenetas da mineração industrial pesqueira? Quem sobreviver nesse país acuado pelo produtivismo soviético, e apequenado pela covardia de ambientalistas e “cientistas” chapa-branca, verá. O que não se verá mais, a curto prazo, serão atuns, tubarões, albatrozes e até mesmo, inobstante o dedicado trabalho do Projeto TAMAR, as pobres tartarugas que volta e meia viram estrelas involuntárias da enganação estatal sobre meio ambiente.

Reproduzido pelo Instituto Sea Shepherd Brasil.

Essa, a propósito, é minha opinião sobre Roma - uma cidade suja, barulhenta, de gente grossa, em que os fantásticos monumentos arqueológicos foram primeiro cobertos de capelas, igrejas e outras porcarias cristãs, e depois cercadas de autopistas como as que passam a um metro do Coliseu. Quem fez isso devia ir pra cadeia... mas lá é meio como aqui.
Essa, a propósito, é minha opinião sobre Roma – uma cidade suja, barulhenta, de gente grossa, em que os fantásticos monumentos arqueológicos foram primeiro cobertos de capelas, igrejas e outras porcarias cristãs, e depois cercadas de autopistas como as que passam a um metro do Coliseu. Quem fez isso devia ir pra cadeia… mas lá é meio como aqui.

José Truda Palazzo Jr. (Porto Alegre, 28 de julho de 1963) foi fundador e principal força motriz durante 27 anos do Projeto Baleia-franca, projeto que completou em 2007 25 anos e tem como objetivo a proteção da espécie Eubalaena australis, a Baleia-franca. Além disso, Truda Palazzo tem trabalhado, ao longo dos anos, em várias iniciativas de proteção ao meio ambiente, tendo se tornado um respeitado e conhecido ecologista.

Iniciou sua militância na área ambiental aos 15 anos, em 1978, quando somou-se a ativistas como José Lutzemberger na Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e começou a atuar na campanha nacional para banir do Brasil a caça à baleia (proibida somente em 1985). Em 1979 conhece o Vice-Almirante Ibsen de Gusmão Câmara, então já um expoente do meio ambientalista brasileiro, e passam a trabalhar juntos pela conservação das baleias e do meio marinho.

Email: palazzo@terra.com.br

Um Zoológico Disputado por Dois Bandos de Burros

José Truda Palazzo Jr.

PcdoB e PT, sem o menor respeito pela população gaúcha, pelo papel educativo e conservacionista da Fundação Zoobotânica e pelos animais do Zoológico de Sapcuaia, brigam por carguinhos para analfabetos partidários e paralisam a gestão de uma instituição que necessita visão profissional para evoluir.

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A Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul sempre foi uma instituição importante para a pesquisa e a conservação da biodiversidade em nosso Estado. Não menos importante pderia ser o Zoológico administrado pela mesma, não fosse o fato de ser, de longe, o ramo da Fundação que mais sofre com a pusilanimidade, a boçalidade, a cretinice de nossos “políticos”, se é que esse nome merecem os bandos, ou quadrilhas, que se adonam do Estado a cada eleição.

Entrados dois meses da nova gestão do Estado, o Zoológico encontra-se ainda sem Diretor. O motivo não é a busca de profissional da área ambiental e/ou veterinária especializado na gestão de instituições dessa natureza, com uma complexa demanda de conhecimentos para gerir um plantel de animais raros, uma visitação que deve ser educativa e empoderadora para a consciência ambiental, e um quadro profissional porcamente pago mas suficientemente deduicado para, numa instituição mal cuidada, ainda assim obter resultados importantes como a reprodução de espécies ameaçadas e ao atendimento aos animais apreendidos do tráfico pelas ações de fiscalização.

Não! O motivo da paralisação na nomeação do Diretor é a luta intestina entre o PcdoB, partido da Secretária Estadual do Meio Ambiente (e do tarado anti-ambiental Aldo Rebenta, o “comunista” lacaio dos latifundiários que tenta acabar com o Código Florestal), que quer emplacar um sambista totalmente analfabeto no tema, que os funcionários da FZB dizem ainda estar sendo acusado de estelionato pelo Ministério Público, e o Diretório do PT de Sapucaia do Sul, Município onde se encontra o Zoo e que se acha no direito de indicar seu próprio analfabeto para o cargo.

O “candidato” do PcdoB chama-se Alessandro Nicoletti Machado. Já esteve no Zoo, para perguntar o que faz um Diretor e se este tem de ter contato com os animais… e quantos cargos ele terá à disposição para nomear correligionários (ou parentes?).

Um Zoológico é coisa séria demais para virar espólio de coladores de cartazes e outros cabos eleitorais de partidecos. Exige respeito com a missão institucional da Fundação Zoobotânica, respeito com o público que o visita e com a população gaúcha que o sustenta, e principalmente respeito com os animais ali abrigados, que dependem de uma boa gestão para serem mantidos em condições minimamente aceitáveis e para contribuírem, sempre que possível, com a conservação de seus pares na Natureza. Nomear um arigó sem noção para Diretor do Zoológico de Sapucaia poderá ser o primeiro grande crime ambiental da gestão Tarso Genro. Esperamos que haja mais bom senso do que isso.

José Truda Palazzo Jr.

Ambientalista cansado e cidadão indignado

Reproduzido pelo Instituto Sea Shepherd Brasil.

Essa, a propósito, é minha opinião sobre Roma - uma cidade suja, barulhenta, de gente grossa, em que os fantásticos monumentos arqueológicos foram primeiro cobertos de capelas, igrejas e outras porcarias cristãs, e depois cercadas de autopistas como as que passam a um metro do Coliseu. Quem fez isso devia ir pra cadeia... mas lá é meio como aqui.
Essa, a propósito, é minha opinião sobre Roma – uma cidade suja, barulhenta, de gente grossa, em que os fantásticos monumentos arqueológicos foram primeiro cobertos de capelas, igrejas e outras porcarias cristãs, e depois cercadas de autopistas como as que passam a um metro do Coliseu. Quem fez isso devia ir pra cadeia… mas lá é meio como aqui.

José Truda Palazzo Jr. (Porto Alegre, 28 de julho de 1963) foi fundador e principal força motriz durante 27 anos do Projeto Baleia-franca, projeto que completou em 2007 25 anos e tem como objetivo a proteção da espécie Eubalaena australis, a Baleia-franca. Além disso, Truda Palazzo tem trabalhado, ao longo dos anos, em várias iniciativas de proteção ao meio ambiente, tendo se tornado um respeitado e conhecido ecologista.

Iniciou sua militância na área ambiental aos 15 anos, em 1978, quando somou-se a ativistas como José Lutzemberger na Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e começou a atuar na campanha nacional para banir do Brasil a caça à baleia (proibida somente em 1985). Em 1979 conhece o Vice-Almirante Ibsen de Gusmão Câmara, então já um expoente do meio ambientalista brasileiro, e passam a trabalhar juntos pela conservação das baleias e do meio marinho.

Email: palazzo@terra.com.br