Japão ignora matança imoral e indiscriminada de golfinhos em Taiji

Imagem retirada da internet. Ocean Preservation Society

 

É angustiante e surpreendente que em pleno século XXI, um país como o Japão, consagrado por sua cultura de respeito e inteligência, ainda tolere e seja omisso à crueldade e ao massacre de golfinhos em Taiji.

 

Todos os anos esse horror em Taiji se repete e apenas as ONGs se prontificam a fazer alguma coisa pelos golfinhos que são covardemente mortos por empalamento. O empalhamento, feito para matar esses golfinhos, consiste na introdução de uma haste de metal no ânus do animal, que vai até a altura da medula espinal, onde é espetada. Dessa maneira os golfinhos têm uma morte perversa, brutal e demorada. Eles morrem muito lentamente e conscientes de tudo, absorvendo toda dor que lhe é causada.

Pelas palavras do capitão Paul Watson: Os golfinhos são seres altamente inteligentes, socialmente complexos, extremamente sensíveis, com uma capacidade de comunicação sofisticada e habilidades cognitivas reconhecidas. Eles têm cérebros maiores e mais complexos do que o nosso.

O abate de um golfinho é um assassinato. Estes são seres autoconscientes que nunca prejudicaram os seres humanos e de fato, muitas vidas humanas foram salvas por golfinhos, fato documentado. São seres que têm habilidades linguísticas sofisticadas, altamente sensíveis, e podem sofrer tanto física como emocionalmente. As pessoas que não foram para Taiji ou não viram a matança de golfinhos não têm ideia de como isso é traumático, como emocionalmente é desgastante testemunhar e documentar tal horror. Sim, é fácil julgar quando você não ouve os gritos, ou vê e sente o cheiro do sangue. Os Guardiões da Enseada precisam de apoio, não de condenação. A Sea Shepherd tem membros japoneses, temos tripulantes japoneses, e eles são excepcionalmente corajosos, porque se você levantar a sua voz como um cidadão japonês, no Japão, você literalmente será perseguido, sua família será perseguida.

O que a Sea Shepherd e os Guardiões da Enseada têm realizado?

Em 2003, expomos essa atrocidade para o mundo, levando o vídeo para a CNN e as fotos para as primeiras páginas dos jornais em todo o mundo. Naquele mesmo ano, cortamos as redes e libertamos 15 golfinhos, que morreriam na manhã seguinte. Ric O’Barry, que era um membro da nossa equipe de 2003, em Taiji, deixou o Conselho Consultivo da Sea Shepherd e voltou para Taiji por conta própria, porque ele disse que cortar as redes e libertar os golfinhos era ilegal, e não era o caminho a ser seguido. Ele estava certo, nossa equipe foi presa e multada, e embora nós achamos que a vida de 15 golfinhos valeu este custo, sabíamos que não podíamos continuar a libertar os golfinhos porque não era prático fazer isso.

A organização Blackfish tentou libertar golfinhos alguns anos atrás, mas não conseguiu fazê-lo, com a infeliz consequência de que a segurança aumentou muito em Taiji. Taiji, por estar no Japão e ser fortemente policiada, nos proporciona desafios únicos, e a única estratégia que vimos que tinha uma possibilidade de sucesso foi o programa Guardião da Enseada. Assim, lançamos a Operação Paciência Infinita.

Os Guardiões da Enseada estão em Taiji durante a temporada de caça. A função dos Guardiões é documentar e expor a horrível matança de golfinhos em Taiji durante os seis meses de atrocidade.

(…) A Sea Shepherd não é anti-japonesa. Estamos lutando contra a matança de golfinhos, e ao longo dos anos temos confrontado assassinos de golfinhos no Japão, nos EUA, na Costa Rica, na Venezuela, no Brasil e nas Ilhas Faroé. Nós não discriminamos quem opomos. Vemos o arpão, a faca, o rifle e a rede, não vemos a nacionalidade. Lutamos contra o Sea World, e temos levado assassinos de golfinhos para julgamento no Brasil.” Conteúdo retirado do site: http://seashepherd.org.br/a-importancia-dos-guardioes-da-enseada-estarem-em-taiji/ – matéria publicada em 05 de Setembro de 2013.


Por sua vez, os golfinhos que não se machucaram, se cortaram ou tiveram ferimentos causados por estes criminosos, e que são jovens, são sequestrados e vendidos aos parques aquáticos de todo o mundo (principalmente parques da China, de Dubai e do Japão).

O documentário “The Cove”, ganhador do Oscar de Melhor Documentário em 2010, mostra toda essa matança em Taiji, como os golfinhos são caçados, além de mostrar o destino final daqueles que são sequestrados e vão para parques aquáticos. O documentário tem a participação do Capitão da Sea Shepherd Paul Watson.

The Cove – Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010 – Imagem retirada da internet.

 

Os voluntários das ONGs de proteção ambiental e animal são os únicos que enfrentam a criminalidade e violência do ato praticado, tentando impedir centenas de mortes inocentes desses animais marinhos.

Até quando o Japão e as autoridades competentes ficarão passivas assistindo a todo esse massacre covarde e sem nada fazer?

Infelizmente não sabemos até quando as autoridades responsáveis irão ignorar essa barbárie.

Redes, armadilha e sangue marcam a enseada em Taiji

Os voluntários da Sea Shepherd Brasil, num ato pacífico e educado, foram até o Consulado do Japão em São Paulo para entregar um Ofício de Repúdio à matança de golfinhos em Taiji. Na ocasião, aquelas pessoas que consideramos ser da cultura mais respeitosa e educada do planeta, recusaram-se a receber o ofício mesmo depois de tê-lo lido.

Outubro de 2016 – Consulado do Japão em São Paulo

A carta de repúdio foi lida muitas vezes por funcionários do consulado naquele dia. Após algumas desculpas e mentiras dadas no local, bem como por telefone, finalmente decidiram por não protocolar o ofício.

A recusa feita do recebimento direto ‘em mãos’ de uma carta brasileira, de um grupo de pessoas pacíficas e que fazem parte de um movimento global que repudia a matança e o comércio de golfinhos para parques aquáticos, só nos fez acreditar ainda mais que os japoneses sentem vergonha do que acontece em Taiji. Mas de maneira passiva apoiam uma tradição assassina, porque eles sabem deste horror que acontece todo ano em Taiji e não fazem absolutamente nada a respeito dessa situação para impedir ou mudar essa tragédia que tanto denigre e mancha a imagem e reputação do Japão e seus cidadãos.

Trecho do ofício 01/2016 ISSB/SP enviado em aviso de recebimento ao Consul em São Paulo:

“Nós do Instituto Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar REPUDIAMOS veementemente a prática desta caça e massacre dos golfinhos cometidos em seu país. Este ato é considerado por nós e pelo resto do mundo como um sinal de arrogância, ignorância, amor pela violência e desrespeito à natureza”.

Ofício de Repúdio enviado por correspondência após recusa da entrega ‘em mãos’

O nobre Capitão Paul Watson formulou, de maneira inteligente e eficaz, estratégias a serem adotadas para acabar com a matança em Taiji. Ele as denominou como “As cinco estratégias de Taiji” que são citadas a seguir:

As cinco estratégias de Taiji

 

‘Gaiatsu’ é a melhor estratégia global neste caso, e que envolve:

 

(1) persistente acompanhamento e documentação das atrocidades cometidas na Enseada, em Taiji;

(2) espalhar internacionalmente o fato, com provas e documentação;

(3) constante exposição e humilhação dos pescadores de Taiji, que envergonha toda a nação do Japão;

(4) uma pressão constante sobre as embaixadas japonesas e consulados em todo o mundo;

(5) uma interminável campanha de pressão externa e um compromisso de nunca se render ou se retratar.

 

Esta quarta estratégia é a mais poderosa, porque mobilizam pessoas de todo o mundo a se envolverem de suas próprias casas. Embaixadas japonesas e consulados gravam todas as chamadas de telefone, e-mail, cartas e petições que recebem. Este é o ativismo ‘gaiatsu’ em sua forma mais poderosa, e eu creio que esta é a chave para envergonhar os bandidos de Taiji e pressionar o governo do Japão a tomar providências.”

Conteúdo retirado do site: http://seashepherd.org.br/a-sea-shepherd-e-taiji/ – matéria publicada em 20 de Janeiro de 2011.

 

Seguimos a estratégia de número (4) “uma pressão constante sobre as embaixadas japonesas e consulados em todo o mundo;” e fomos desprezados pelo Consulado japonês, mas nunca seremos calados, e o objetivo dessa matéria é exatamente esse, mostrar que nada e nem ninguém vai nos calar de dizer a verdade sobre o que acontece em Taiji.

 

Nós da Sea Shepherd Brasil, não vamos consentir com essa atitude, nem vamos nos calar enquanto houver atrocidades acontecendo contra os animais marinhos de forma perversa, covarde, brutal, imoral, e muitas vezes ilegal, porque sempre haverá coragem e atitude da nossa parte para defendê-los! “Dar voz aos que não a têm!”

Não vamos parar de batalhar arduamente para que o mundo tome conhecimento dessa matança de golfinhos em Taiji e jamais iremos nos calar diante desse assunto!

Às autoridades japonesas e a todas as autoridades competentes, que possam intervir neste caso, saibam que aguardamos ansiosamente o dia em que os senhores irão se pronunciar e tomarão PROVIDÊNCIAS URGENTES e IMEDIATAS sobre essas mortes e sequestros para parques aquáticos de golfinhos em Taiji.

Sea Shepherd Brasil integra as manifestações mundiais do “World Love For Dolphins Day”

Mais uma vez, a Sea Shepherd Brasil, através do Núcleo Rio de Janeiro, fez parte do “World Love For Dolphins Day”, uma demonstração mundial na frente dos consulados e embaixadas japonesas em vários países a favor do fim da matança de golfinho que acontece em Taiji, no Japão. A data escolhida é o dia 14 de Fevereiro, quando é comemorado o Dia dos Namorados nos Estados Unidos e em outros lugares, e essa escolha é justamente para mostrar o amor que as pessoas sentem pelos golfinhos.

No Brasil, o final de semana de Carnaval nos fez adiantar a demonstração para o dia 12, pois queríamos que os oficiais consulares nos ouvissem. Depois de uma hora segurando cartazes e conversando com transeuntes, a estratégia se provou efetiva, pois um oficial do Consulado Geral do Rio de Janeiro foi à porta do prédio e tirou fotos dos ativistas.

“Esperamos que essas imagens cheguem ao governo em Tóquio para mostrar que também somos contra a matança anual de golfinhos.” – comenta Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo RJ.

O intuito de ter uma demonstração acontecendo em várias cidades do mundo ao mesmo tempo é mostrar ao governo japonês que a comunidade internacional repudia a captura e caça de golfinhos selvagens. Cada demonstração é reportada ao governo japonês, que precisa entender que a vida marinha não pertence à nenhuma nação, portanto não deveria ter o direito de se apropriar dos golfinhos que nadam perto de Taiji.

O núcleo RJ contou com a presença de vários voluntários, que vieram de diferentes cidades do Estado, aumentando a presença e a força do movimento. Além disso, a revista NOO, que é uma plataforma de conteúdo multimídia, cobriu a demonstração e vem dando destaque e apoio às ações da Sea Shepherd.

“Durante o processo de captura e caça, muitos golfinhos morrem afogados no sangue dos membros de sua própria família. Além de desnecessária, essa prática é extremamente cruel.” – explica Guilherme “Guiga” Pirá, voluntário da Sea Shepherd e integrante da equipe de Cove Guardians.

Todos os anos, voluntários da Sea Shepherd de várias partes do mundo viajam até o Japão para investigar, documentar, divulgar e se opor à matança de golfinhos que acontece em Taiji. Eles são conhecidos como Cove Guardians, e são os únicos que fazem uma presença constante e diária durante os 6 meses da temporada de caça, custando muito dinheiro às autoridades japonesas.

Essa caça é permitida pelo governo japonês, porém só é viável porque os caçadores recebem milhares de dólares de parques marinhos que possuem golfinhos em cativeiro. Após terem os golfinhos capturados, os caçadores permitem que treinadores desses parques selecionem os animais mais bonitos enquanto o resto da família é morta e processada para consumo humano.

Portanto, quem se opõe à essa prática e quer ver ela acabar tem a obrigação de não frequentar aquários, resorts e parques marinhos com golfinhos em cativeiro, pois o dinheiro arrecadado com a entrada dos visitantes é o mesmo que é entregue aos caçadores em Taiji.

ISSB desenvolve o Projeto “EducaMar em Ação” no litoral norte do RS

Por Rodrigo Marques, Coordenador Núcleo RS

No dia 15 de outubro o Instituto Sea Shepherd Brasil através de seu Núcleo no Rio Grande do Sul deu sequência ao projeto “EducaMar em Ação” lançado este ano na Península de Maraú BA. O propósito do projeto é apresentar os trabalhos do Instituto na costa brasileira e mostrar que é possível conservar e proteger nosso frágil ecossistema marinho através de pequenos gestos e ações simples.

Abertura do projeto e palestra institucional. Foto: Bibiana Pegorari

Um ônibus foi fretado para levar os 40 alunos da Escola Estadual Rio Branco até a praia de Cidreira no litoral norte do estado, onde eles puderam assistir a uma palestra institucional do ISSB com imagens e vídeos referente aos principais crimes ambientais que são frequentes em nossa costa e no mundo. Após a palestra de apresentação os alunos passaram por um treinamento de como agir em casos de encalhe de pequenos cetáceos e como proceder em caso de encontro com pinípedes e pingüins, comuns em nossa costa nos meses de inverno. A intenção da oficina foi de mostrar que com a atitude certa eles podem maximizar as chances de sobrevivência do animal e sem correr risco algum.*Os alunos foram instruídos a NUNCA tocar nos animais e tentar um resgate, deixando essa tarefa SOMENTE para o profissional habilitado.

Primeiras instruções. Foto: Bibiana Pegorari.

Foto: Bibiana Pegorari.

Pequenos gestos podem salvar a vida do animal. Foto: Bibiana Pegorari.

Com a presença de barcos e redes de pesca à beira mar, os alunos aprenderam um pouco sobre o trabalho do ISSB no combate a pesca predatória. A pesca de arrasto, as redes ilegais, a época de defeso e a prática do Finning (retirada das barbatanas de tubarão) foram alguns dos assuntos abordados e discutidos ao longo do projeto.

Aprendendo a identificar a pesca de arrasto. Foto: Bibiana Pegorari.

Foto: Bibiana Pegorari.

Para o ISSB esse trabalho teve um enorme significado e mostra o quanto é importante valorizarmos os nossos jovens. Cada um dos alunos presentes mostrou um intenso desejo de aprender mais sobre as questões do nosso oceano e mostraram um enorme repúdio à matança de golfinhos em Taiji no Japão e na questão do Finning, assuntos desconhecidos entre eles até então.

Foto: Bibiana Pegorari.

O ISSB gostaria de agradecer aos envolvidos no projeto e esperamos que mais parcerias em prol da vida marinha surjam com essas iniciativas.

Participaram do projeto EducaMar em Ação:

Escola Estadual de 1ª e 2ª graus Rio Branco – Alunos e professores

Núcleo RS do Instituto Sea Shepherd Brasil

Marcão – Surfista local que auxiliou na execução do projeto

O projeto contou com o apoio da Sunrise Pub e de seu proprietário Daniel Portella Rocha que mais uma vez abriu suas portas para a Sea Shepherd e da Bióloga Bibiana Pegorari.

Massacre iminente de baleias piloto na baia de Taiji, Japão

Tradução: Igor Ramos, voluntário ISSB

O time de voluntários da Sea Shepherd em Taiji, Japão – Cove Guardians – farão transmissões ao vivo para que o mundo possa acompanhar o futuro de um grupo de 20 ou 25 baleias piloto capturadas no dia 25 e deixadas na baia da morte. Essa é a quinta captura de golfinhos da temporada e a primeira de baleias piloto.

Baleias Piloto capturadas antes de ontem em Taiji, Japão. Foto: Sea Shepherd

Dois jovens foram sequestrados de suas famílias e tem um futuro triste em cativeiro nas jaulas no porto de Taiji. A noite foi agitada uma vez que as baleias passaram mais de 16 horas sem comida. Baleias piloto raramente são selecionadas para a vida em cativeiro. Provavelmente os filhotes e seus pais serão brutalmente assassinados para servirem de comida para humanos, apesar de que suas carnes estão contaminadas com toxinas e mercúrio. A matriarca do grupo é a maior e mais valiosa baleia do grupo, pois é a que possui mais carne, e é, também, a primeira a ser morta. Os bebes quase não tem valor pois possuem pouca carne, então, muito provavelmente, serão devolvidos ao mar sem suas mães e acabarão morrendo de fome pois não sabem caçar ainda.

O quinto massacre da temporada 2014-2015. Foto: Sea Shepherd

O massacre de milhares de golfinhos nariz de garrafa, botos e pequenas baleias ocorre todos os anos em Taiji, Japão. Começa, normalmente no dia primeiro de setembro e continua até março do ano seguinte. Durante esse período, os caçadores encurralam famílias e grupos inteiros de golfinhos e pequenos cetáceos em pequenas jaulas e, sem qualquer piedade, matam a maioria de forma extremamente cruel. Os animais sangram lentamente até a morte ou se afogam no sangue de seus parentes. Esse imoral e covarde assassinato jamais deveria ser permitido em qualquer lugar do mundo.

O massacre anual em Taiji era desconhecido até 2003 quando a Sea Shepherd – organização internacional sem fins lucrativos de conservação marinha – divulgou de forma global filmagens e fotografias da infame baia da morte ou baia do sangue. Os Cove Guardians são o único grupo de ativistas em solo em Taiji durante o dia todo e durante todos os dias dos 6 meses de massacre desde que o massacre foi anunciado oficial em setembro de 2010.

Para assistir às transmissões conecte-se: http://www.seashepherd.org/cove-guardians/livestream.html/

Dois jovens sequestrados para a vida em cativeiro. Foto: Sea Shepherd

“Japan Dolphins Day 2014” é realizado no Rio de Janeiro

O Núcleo Carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) organizou no dia 01 de setembro, um ato pacífico do “Japan Dolphins Day 2014” em defesa dos golfinhos em Taiji, em frente ao Consulado do Japão – Praia do Flamengo.

Participantes do JDD 2014. Foto: Ísis Barboza

O “Japan Dolphins Day” (Dia dos Golfinhos do Japão) é um dia internacional de ação que ocorre no primeiro dia do ínicio da temporada de caça de golfinhos em Taiji, unindo indivíduos, ativistas e organizações, em várias cidades do Planeta, visando dar voz sobre o abate de golfinhos, bem como mostrar a estreita relação entre a atividade de caça e a indústria global de cativeiro, que lucra com a vida destes seres sencientes.

Preparação para o ato em frente ao Consulado do Japão. Foto: Ísis Barboza

A manifestação teve o objetivo de mostrar o repúdio com o que acontece na pequena cidade de Taiji, no Japão, como pode ser visto no filme “The Cove”, vencedor do Oscar 2010 de melhor documentário. Milhares de golfinhos e baleias-piloto são capturados e mortos todos os anos, durante a temporada de caça que dura sete meses (de setembro à março), para abastecer a indústria do entretenimento, pois os animais que estão com uma boa saúde e são considerados os mais bonitos, são aprisionados e enviados para parques aquáticos de todo o mundo, como o SeaWorld, o Marineland, etc.

Pedestre manifesta seu apoio. Foto: Ísis Barboza

Durante todo o tempo, empunhando cartazes com frases contra a atividade de caça, o ato chamou atenção de transeuntes e de funcionários do Consulado. Três frentes de ação buscavam conscientizar as pessoas para não visitarem parques marinhos e a se juntarem na campanha global contra a caça desses animais.

Integrante do Consulado japonês surpreendido com a manifestação. Foto: Ísis Barboza

Integrante do Consulado japonês surpreendido com a manifestação. Foto: Ísis Barboza

Integrante do Consulado japonês surpreendido com a manifestação. Foto: Ísis Barboza

Os “Cove Guardians” (Guardiões da Enseada), ativistas-voluntários da Sea Shepherd de várias nacionalidades, já se encontram na cidade de Taiji, para juntamente com outros ativistas, documentar e mostrar ao mundo o massacre que é cometido pelos caçadores e os treinadores do Dolphin Base e do Dolphin Resort.

É importante notar que a maioria dos japoneses não sabem que a caça de golfinhos ocorre, não comem carne de golfinho e, quando lhes é mostrado o vídeo da caça, eles ficam revoltados com a matança. O “Japan Dolphins Day” insta o governo japonês para pôr fim ao massacre por completo, e trabalha para educar os cidadãos japoneses sobre a caça, os perigos tóxicos associados à ingestão de carne de golfinho, bem como apresenta alternativas financeiras e de emprego para os caçadores, como o turismo de observação de golfinhos. Queremos trabalhar com o povo japonês, e não contra eles, para pôr fim ao abuso horrível.

Não iremos parar até que essa crueldade acabe.

Término do JDD 2014, com o Pão de Açúcar ao fundo. Foto: Ísis Barboza

Assista o vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=H9W3V-9ACjA&feature=youtu.be[/youtube]