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Sea Shepherd convida nações interessadas a testemunhar as atividades no Oceano Austral

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O Yushin Maru realização de "pesquisa científica". Foto: Alfândega australiana
O Yushin Maru realização de "pesquisa científica". Foto: Alfândega australiana

Em resposta a recentes notícias afirmando a preocupação da Austrália, Nova Zelândia, Holanda e Estados Unidos sobre potenciais conflitos no Oceano Antártico entre a Sea Shepherd Conservation Society e a frota baleeira do Japão, a Sea Shepherd gostaria de convidar a Austrália, a Nova Zelândia, a Holanda e os Estados Unidos a enviar um representante para juntar-se aos navios da Sea Shepherd no mar, para testemunhar em primeira mão os "incidentes" sobre os quais eles têm interesse.

Este convite ecoa o apelo de segunda-feira (24), documentado em notícias do porta-voz do Meio Ambiente da Austrália, Greg Hunt, afirmando que ele escreveu para a primeira-ministra Julia Gillard propondo que a Austrália envie um navio da alfândega para monitorar o iminente confronto no Oceano Antártico. Citando uma resolução aprovada pela Organização Marítima Internacional, em 2010, para que navios baleeiros garantam a segurança dos manifestantes durante as manifestações, comícios ou confrontos em alto-mar, as notícias informam que a Austrália "alertou os navios baleeiros japoneses que não vai tolerar manifestantes sendo ameaçados".

A Austrália afirma que permanece "resolutamente contra" a caça comercial de baleias, incluindo as chamadas caça "científica", e manifestou preocupação com as atividades de caça no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

A Sea Shepherd agradece a Austrália por seu apoio. Até agora, os alertas pelas nações aqui mencionadas têm sido direcionados principalmente à Sea Shepherd, enquanto fatos simples neste caso têm sido ignorados, especificamente:

1. A frota baleeira japonesa está desprezando o Tribunal Federal da Austrália, que ordenou-lhes para não matar baleias nas águas do Território Antártico Australiano.

2. As baleias estão sendo abatidas em um santuário de baleias estabelecido internacionalmente. A definição de um "santuário" é: substantivo: um lugar consagrado onde os objetos sagrados são mantidos; ou substantivo: um abrigo do perigo ou sofrimento. Este fato não está sendo considerado pelas nações envolvidas.

3. Os japoneses destruíram um navio da Sea Shepherd, o Ady Gil, registrado na Nova Zelândia, e se recusou a cooperar com as autoridades da Nova Zelândia na investigação. Eles feriram um cinegrafista do Animal Planet e quase mataram seis membros da tripulação, sem quaisquer consequências jurídicas ou civis.

4. Um navio arpoador japonês deliberadamente abalroou um navio da Sea Shepherd, o Bob Barker, causando danos excessivos.

5. Um navio baleeiro japonês deliberadamente colidiu com um navio da Sea Shepherd, o Robert Hunter (rebatizado de Steve Irwin).

6. A tripulação da Sea Shepherd foi ferida por canhões de água e lanças de bambu.

7. O Capitão Paul Watson foi baleado durante um incidente entre o Steve Irwin e o Nisshin Maru.

8. Nem uma única lesão documentada foi causada a qualquer um dos membros da tripulação japonesa pela tripulação da Sea Shepherd.

9. A Sea Shepherd tem uma política de não-violência, e nunca causou um único prejuízo para uma pessoa em todos os 35 anos de história da organização.

10. A Sea Shepherd tem uma política de agir dentro da lei, e não teve uma única condenação penal ou civil em todos os 35 anos de história da organização.

11. A única razão pela qual a Sea Shepherd está intervindo é porque a frota baleeira japonesa está matando baleias protegidas e em perigo de extinção em um santuário de baleias internacionalmente estabelecido, em violação a uma moratória global à caça comercial. A Sea Shepherd está simplesmente tentando manter a lei internacional de conservação, onde a diplomacia falhou, e onde houve uma falha de aplicação pelas nações signatárias da Comissão Internacional da Baleia.

A Sea Shepherd convida a Austrália a enviar um navio para monitorar a situação e manter a paz. Da mesma forma, se a Nova Zelândia, a Holanda ou os Estados Unidos estiverem realmente preocupados com a segurança no mar, eles devem enviar um representante a bordo dos navios da Sea Shepherd e dos navios japoneses para observar a situação por si mesmos.

O SSS Bob Barker no Oceano Austral. Foto: Billy Danger / Sea Shepherd
O SSS Bob Barker no Oceano Austral. Foto: Billy Danger / Sea Shepherd

A Sea Shepherd Austrália quer deixar claro que a Sea Shepherd não deseja nem pretende fazer nada ilegal ou violento. Nós nunca fizemos e nunca pretendemos fazer.

Os governos dos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Holanda afirmam se opor caça de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico - um santuário que eles mesmos votaram para existir - mas nenhum desses governos está protegendo ativamente o santuário. A Austrália está levando o Japão a julgamento, mas o Japão provavelmente irá ignorar qualquer decisão da Corte Internacional, assim como eles ignoraram a decisão australiana. Onde está a aplicação da integridade deste santuário designado internacionalmente? Onde estão as sanções contra o Japão que descaradamente ignora a lei internacional de conservação?

"O mínimo que esses governos podem fazer é observar a situação em primeira mão para obter uma compreensão objetiva da situação, em vez de simplesmente condenar a Sea Shepherd e ignorar a violência e os crimes da frota baleeira japonesa", disse o fundador e presidente da Sea Shepherd, Capitão Paul Watson.

Para mais informações (em inglês):

SBS World News - Customs must monitor whaling

The Courier-Mail - Customs vessel must monitor hunt

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Este texto faz parte do arquivo histórico da Sea Shepherd Brasil.

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