Age of Union / Sam Simon

Sea Shepherd dá as boas-vindas ao Age of Union

Uma generosa doação da Age of Union Alliance intensifica os esforços da Sea Shepherd na proteção da biodiversidade marinha ao redor do mundo.

ALEXANDRIA, Va., 5 de janeiro de 2022 – A luta da Sea Shepherd para proteger a vida marinha e preservar espécies ameaçadas recebeu um significativo impulso. A Age of Union Alliance, comandada pelo líder em tecnologia e ativista ambiental Dax Dasilva, doou US$ 4,5 milhões em apoio aos esforços da Sea Shepherd no combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada em todo o mundo.

Age of Union / Sam Simon

Esta doação irá financiar três anos de custos operacionais de uma das embarcações mais icônicas da Sea Shepherd – a embarcação de pesquisa e reconhecimento de 182 pés anteriormente chamada Sam Simon. Em reconhecimento a este generoso presente, o navio partirá para sua próxima missão no final deste mês com um novo nome: Age of Union.

Vamos dar as boas-vindas ao Age of Union à frota!

Atualmente ancorado em Portugal, o Age of Union embarcará na Operação Dolphin Bycatch em fevereiro, chamando a atenção internacional para os 6.000 a 10.000 golfinhos mortos todos os anos como bycatch na costa oeste da França.

Através do suporte da Age of Union Alliance, a embarcação permanecerá envolvida em campanhas de conservação nos próximos três anos, aumentando a capacidade da Sea Shepherd de salvar vidas marinhas vulneráveis ​​além de preservar habitats e ecossistemas.

 O legado de Sam Simon, criador dos Simpsons e reconhecido ativista dos direitos dos animais, permanece imortalizado no interior do navio. Simon continua sendo membro póstumo do Conselho Consultivo da Sea Shepherd Global.

“A Sea Shepherd se orgulha de ter o apoio da Age of Union”, disse Alex Cornelissen, CEO da Sea Shepherd Global. “Graças à sua visão e auxílio, expandiremos nossas operações, salvaremos mais vidas marinhas e protegeremos habitats essenciais para a sobrevivência do nosso oceano. Ombro a ombro, estamos juntos na luta contra a pesca ilegal em um esforço para salvar nosso oceano. Honrando a parceria com o Age of Union, temos o orgulho de levar seu nome em uma de nossos navios mais icônicos.”

Leia o comunicado oficial AQUI.

Age of Union / Sam Simon
Tubarão

Com apoio da Sea Shepherd Brasil, Santos bane carne de cação na merenda

Secretarias de Educação e do Meio Ambiente da cidade dão mais um passo que dá exemplo a outras cidades a favor da preservação do oceano; município é o primeiro a firmar parceria do tipo com a Sea Shepherd Brasil

A Sea Shepherd Brasil, unidade brasileira da maior organização sem fins lucrativos de proteção da vida marinha e do oceano do mundo comemora a decisão definitiva da Secretaria de Educação da cidade de Santos, cidade litorânea do estado de São Paulo, de não oferecer carne de cação na merenda escolar de todas as escolas públicas de seu município, se tornando a primeira cidade brasileira a firmar o compromisso com a organização global. Em convite de aproximação do embaixador da Sea Shepherd Lawrence Wahba, a organização apresentou fatos e dados sobre os perigos do consumo de cação no Brasil e convenceu os órgãos públicos da cidade para esta decisão que é agora oficial. 

Desde 2010, esse tipo de carne, que pode ser de tubarões e até mesmo raias, já não faz parte do cardápio da rede municipal de ensino. Anualmente, o consumo de peixes na merenda escolar da cidade é de 40 mil kg por ano, o que representa aproximadamente 440 mil kg de carne de cação que foram poupados de ser consumida pelas crianças na cidade.

Tubarão

Sofia Bonna Boschetti, nutricionista e coordenadora de Merenda Escolar da Secretaria de Educação de Santos, conta que a escolha de um produto para a merenda escolar da cidade segue uma série de critérios, dentre eles o ambiental.

“Quando pensamos na gestão da alimentação escolar temos que avaliar uma série de fatores como o nutricional, mas não podemos deixar de analisar o impacto ambiental e os resíduos que geram a nossa compra”, avalia.

Esta decisão é a partir de agora definitiva, não abrindo brechas para o retorno do cação nas merendas escolares. A medida é mais uma iniciativa da prefeitura da cidade de Santos a favor da preservação do oceano. Em novembro de 2021, a cidade foi a primeira do mundo a estabelecer a cultura de preservação dos oceanos na rede de ensino, sob a Lei Municipal nº 3.935, fato reconhecido pela UNESCO.

De acordo com Marcus Fernandes, coordenador de políticas ambientais da Secretaria de Meio Ambiente de Santos (SEMAM), a medida é essencial e se soma a outras ações do Município. “A SEMAM já realiza diversos trabalhos voltados à preservação do oceano. Traduzimos para os países de língua portuguesa a cartilha Cultura Oceânica, da UNESCO, e em parceria com o Instituto de Pesca, criamos o Programa Pesca Fantasma, sobre o descarte de petrechos. Agora, com a Sea Shepherd, ampliaremos essas ações, lembrando que estamos na Década da Ciência Oceânica”.

Nathalie Gil, diretora executiva da Sea Shepherd Brasil, comemora mais uma conquista da campanha da Sea Shepherd ‘Cação é Tubarão’, que recentemente culminou também no cancelamento do edital que previa o fornecimento de 650 toneladas de carne de cação para escolas da rede municipal de São Paulo.

“Um braço essencial da Sea Shepherd é a educação e a disseminação de conhecimento sobre questões ambientais ligadas ao oceano. O consumo de cação, além de ser extremamente danoso para o meio ambiente, também traz graves riscos à saúde de quem consome, principalmente as crianças. Nosso objetivo é que este seja um marco que dê exemplo; e que todas as prefeituras sigam o exemplo de Santos e busquem alternativas mais saudáveis e sustentáveis para a merenda escolar”, analisa.

Tubarão

Problemas da carne de cação

A bióloga Bianca Rangel, cientista da Campanha Cação é Tubarão, da Sea Shepherd Brasil, alerta para os riscos de toxicidade da carne do animal. “O tubarão, por ser um animal de topo de cadeia, se alimenta de outros diversos animais. Por meio do processo de bioacumulação, todos os agentes contaminantes, incluindo metais pesados como mercúrio e arsênio, além de pesticidas e derivados de petróleo, se acumulam na carne, sendo um alimento longe de ser saudável, ainda mais para crianças”, aponta a cientista. A OMS recomenda um limite diário de consumo de 0.5mg desses metais para uma pessoa adulta – e não recomenda para crianças ou gestantes – e estudos já revelaram a presença de mais de duas vezes essa quantia em carne do animal. Os riscos do consumo vão desde intoxicação alimentar até mesmo danos cerebrais. Porém, o edital aceita o dobro da quantidade de mercúrio por posta de cação – portanto não seguindo protocolos seguros de ingestão, principalmente por crianças.

Já em relação aos riscos ambientais, além do desequilíbrio do ecossistema marinho, pelo fato do tubarão ser um predador de topo de cadeia alimentar. A carne de cação se refere a uma grande gama de espécies, que contempla raias e tubarões, o que muitas vezes acaba incluindo o consumo de espécies criticamente ameaçadas e proibidas de comercialização, como tubarões-martelo e raias-viola. A carne de cação é vista como um subproduto do mercado de barbatanas de tubarões, altamente consumidas em alguns países asiáticos. Como a carne do animal não é de interesse para a maioria dos países, o Brasil adquire a um preço atrativo, em comparação com outros animais, o que faz com que o país seja atualmente o 1º importador e consumidor de carne de tubarão em escala mundial.

Campanha Cação é Tubarão

Lançada em 2021, a campanha CAÇÃO É TUBARÃO da Sea Shepherd Brasil visa entender como e onde os tubarões e raias estão sendo comercializados no Brasil, quais são as espécies e de onde elas estão vindo, com o objetivo de alertar a sociedade acerca desta prática e auxiliar na informação para a influência de iniciativas governamentais.

Como parte da campanha CAÇÃO É TUBARÃO, a Sea Shepherd Brasil também está implementado a condução de um estudo científico baseado na coleta de informações via ciência cidadã e análise genética e de metais pesados com o objetivo de mapear a extensão do comércio da carne de tubarões e raias pelo Brasil e finalmente identificar as espécies envolvidas nesses comércio e seus nomes regionais.

Saiba mais em nossa página sobre a campanha.
Logotipo da campanha Cação é Tubarão

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Peixes mortos em cesto

Quem vai pescar o último peixe?

Desde 2004, a produção pesqueira tem apresentado queda e em contrapartida o consumo tem aumentado, a devastação dos oceanos já é uma realidade e a pesca predatória de cardumes nos chama atenção apenas quando nos deparamos com a mudança nos preços.

Podemos começar citando a dizimação dos atuns: o atum gordo e adulto se tornou um item tão raro que passou a ser disputado em leilões. “Dos 23 estoques de atum, a maior parte foi totalmente explorada (mais de 60%), alguns estão superexplorados ou esgotados (até 35%) e só um pouco parece estar subaproveitado”, lê-se no relatório O estado dos pesqueiros e da aquacultura mundiais – 2010, divulgado em 1º de fevereiro pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Atum morto em rede

O atum, juntamente com o bacalhau, robalo e salmão são grandes predadores marinhos e todos estão ameaçados. No passado, avistar peixes de grandes proporções era algo comum nos oceanos. Atualmente, grandes predadores são raros e esses cardumes são formados por peixes que são apenas uma sombra de seus ancestrais: quando o homem mata os maiores peixes, além de reduzir a proporção desta espécie, ele beneficia a sobrevivência de peixes menores.

O bacalhau é outro exemplo: durante séculos foi tido como principal fonte de proteína animal pela população pobre de Portugal, até a década de 80 era considerado como um alimento barato.

Os estoques de bacalhau vêm variando muito desde os anos 1950. As avaliações de estoques feitas em diferentes regiões demonstram muita incerteza em relação à quantidade sustentável de peixes disponível. Em áreas como o oeste do Mar Báltico, a Escócia e o Mar Celta, os estoques sofrem efeitos severos da sobrepesca.

O salmão é um peixe que nasce em água doce, passa a vida adulta no mar e retorna ao rio onde nasceu para procriar e morrer. A construção de barragens, hidrelétricas e a poluição dos rios dizimaram quase todas as subespécies de salmão.

“A primeira subespécie a desaparecer foi o salmão do nordeste brasileiro, ainda nos anos 1970”, diz o jornalista e pescador americano Paul Greenberg, autor de Quatro peixes – O futuro do último alimento selvagem. “Tudo começou com a extinção do salmão brasileiro”, diz.

Em seguida foi a vez das subespécies ibérica, francesa, inglesa, nórdica, americana do Atlântico, californiana e canadense. Hoje, a última subespécie selvagem sobrevivente é o salmão do Alasca. Atualmente, quase todo o salmão consumido no mundo é criado em fazendas na Escandinávia e no sul do Chile.

Salmão ferido

Desde 2004, quando atingiu o recorde de 84 milhões de toneladas de peixe extraídas dos mares, a produção cai ano a ano. Em 2009, apesar do aumento na frota pesqueira, o volume pescado ficou em 79,9 milhões de toneladas segundo o relatório da FAO. Enquanto isso, o consumo de peixe só cresce: em 2004, a humanidade devorou 104 milhões de toneladas e em 2009, foram 118 toneladas. Em 2016, a captura global de pescado atingiu 90,9 milhões de toneladas, com mais de 87% do volume proveniente dos oceanos. Os líderes mundiais em captura são China, Indonésia, Estados Unidos, Rússia e Peru.

As estatísticas de pesca vêm avançando lentamente e não refletem a realidade de sobrepesca, em que frotas industriais vêm buscando cada vez mais regiões, até então inexploradas, para acessar novos estoques e dar conta da crescente demanda mundial. Os dados mais recentes disponíveis mostram que, de 2012 a 2016, pelo menos 55% dos oceanos foram utilizados para prática de pesca. Esta área corresponde a quase quatro vezes a área usada para agricultura em terra e continua a aumentar ano após ano. Esse cenário afeta diretamente a pesca artesanal – com estoques reduzidos, os pescadores têm que ficar mais tempo no mar para conseguir capturar a mesma quantidade de pescado, trabalhando em condições cada vez mais precárias e expondo-se a mais riscos. Com menor capacidade de locomoção, estes trabalhadores também têm menos capacidade de conservação do pescado, o que compromete a qualidade do produto e sua competitividade, fragilizando ainda mais a categoria.

O declínio da pesca marítima é irreversível, a não ser que se estabeleça uma suspensão mundial, dando tempo para a recomposição dos cardumes. A medida, embora sensata, seria impensável. Caso a suspensão fosse aplicada, 40 milhões de pessoas que trabalham e dependem da pesca perderiam sua fonte de sustento.

Uma pesquisa realizada em 2017 com consumidores de todo o país revelou que, apesar de mais de 90% dos brasileiros consumirem peixe, a grande maioria (59,2%) o faz apenas a cada 15 dias, mensalmente ou em ocasiões especiais. A pesquisa, divulgada pelo Comitê Gestor da Semana do Peixe, mostra que boa parte dos brasileiros evita comprar pescado porque considera o preço alto ou por falta de costume. Apesar de o consumo interno estar abaixo da média mundial, o Brasil ocupa posição de destaque nas importações de pescado na América Latina, com um grande potencial de crescimento no segmento. Isto gera pressão sobre os ecossistemas marinhos e espécies de pescados brasileiros. Por este motivo, o cenário pesqueiro nacional demanda bastante atenção, principalmente pelas práticas pouco responsáveis e pela falta de uma gestão pesqueira eficiente.

O cenário da pesca no Brasil não tem sido animador. Atualmente, estima-se que 80% dos recursos pesqueiros do País estão sendo explorados além de sua capacidade natural de regeneração. Em outras palavras, peixes e outros frutos do mar estão sendo capturados em uma taxa superior à que conseguem se reproduzir, o que pode levar a um colapso da pesca no Brasil.

Ter informações confiáveis sobre o estado das populações selvagens é necessário para uma gestão da pesca eficaz. No caso do Brasil, esse é um obstáculo ainda maior, visto que em nosso país não existe coleta sistemática de dados de pesca por parte do governo desde 2009. Logo, é possível que estejamos extinguindo espécies sem nem sequer termos conhecimento disso além do comprometimento da eficiência de todos os outros pontos da gestão pesqueira.

Fontes de Pesquisa: 

  • EcoDebate, 09/03/2011
  • Reportagem de Peter Moon, na revista Época, n.665
  • “The State of World Fisheries and Aquaculture 2010”, National Geographic e Sea Around Us
  • Guia de Consumo Responsável de Pescado no Brasil – WWF, 2019

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Tubarão

Tubarões não são assassinos. Pessoas que matam tubarões são.

Quando se trata de causas de morte, os tubarões estão longe de ser os principais causadores, ficando no final dessa lista.

Texto do fundador da Sea Shepherd, Capitão Paul Watson

Tubarões

Suas chances de morrer em um carro, ser baleado na rua, ser atingido por um raio ao jogar golfe, escorregar na banheira ou morrer de intoxicação alimentar em um restaurante são muito maiores.

No quesito reino animal, há muitos outros animais (especialmente os mosquitos) que são mais prováveis de atacar e matar um ser humano do que um tubarão. Ainda assim, nenhum animal é mais perigoso do que o animal humano.

Então, por que toda a histeria sobre os tubarões?

Os três principais culpados são: 1) a mídia; 2) políticos oportunistas; e 3) surfistas desavisados e pescadores com arpão.

A mídia começou a difamar os tubarões com aquele filme abominável de Steven Spielberg, Tubarão. Esse filme semeou dezenas de filmes B anti-tubarão e levou a retratos imprecisos e demonizantes de tubarões na televisão.

Os políticos, sempre rápidos em controlar os medos do público, aproveitam a histeria como uma forma barata de se fazerem parecer como defensores dos seus cidadãos mais crédulos contra monstros. Essa forma de comportamento dos políticos remonta aos dias da matança de dragões e até mesmo às cruzadas contra os lobos.

E agora temos os balidos covardes de uma minoria muito pequena de surfistas que querem que os tubarões sejam eliminados, então eles não precisam se preocupar com o fato de que suas pranchas e seu comportamento tendem a atrair os tubarões já que se parecem com comida desses animais, focas por exemplo. Da perspectiva de um tubarão sobre a superfície, um surfista em uma prancha definitivamente se parece com uma foca.

Os verdadeiros surfistas não são o problema. Eles entendem a situação e percebem que quando alguém se aventura no mar, é bom tomar alguns cuidados, como não surfar em áreas em determinada época do ano ou hora do dia em que os tubarões procuram comida. Também não usam relógios brilhantes, maiôs ou pranchas brancas.

Quanto aos pescadores com arpão, o peixe morto, recém arpoado, pode ser um ímã para os tubarões, que procuram presas fáceis.

O verdadeiro milagre de tudo isso é quão poucos ataques de tubarão realmente acontecem, considerando as dezenas de milhões de pessoas que surfam, nadam, pescam e mergulham no mar.

A razão para isso é que os tubarões simplesmente não atacam naturalmente os seres humanos e a maioria dos ataques de tubarão são simplesmente casos de identidade equivocada.

E por causa disso, o surfe e a pesca submarina são na verdade mais seguros do que jogar golfe, onde mais jogadores morrem a cada ano por causa da queda de raios no campo do que surfistas por ataques de tubarão.

Eu nadei, surfei e mergulhei com tubarões, incluindo tubarões-brancos, tubarões-martelo, tigres, touros e azuis, entre outros. Nunca fui ameaçado. Eu tive tigres em volta de mim e grandes brancos me lançaram um olhar curioso, mas nenhuma vez eu senti que minha vida estava em perigo.

Mergulho em rota de tubarões. Foto: Kadu Pinheiro

Mas, mesmo que fosse, compartilho da posição que meu amigo Kelly Slater mantém, de que o mar é o lar dos tubarões e não cabe a nós invadir e depois reclamar. 

Pois a verdade é que os tubarões são essenciais para a saúde e o bem-estar dos ecossistemas oceânicos. Precisamos de tubarões para manter essa saúde e bem-estar, pois a perda do tubarão em nosso oceano terá consequências muito graves e essas consequências impactarão negativamente a humanidade.

Por que houve um ligeiro aumento nos ataques de tubarão nos últimos anos? 

As razões são muitas e quase todas causadas pelo homem. A Austrália Ocidental envia centenas de milhares de ovelhas e vacas vivas para a Ásia todos os anos e essas embarcações de gado derramam sangue, urina e fezes nas águas e atiram centenas de corpos de animais mortos também ao mar, atraindo tubarões. As pessoas costumam ignorar os avisos nas praias. E provavelmente o fator mais significativo de todos é que os humanos estão esgotando os peixes do oceano e isso está fazendo com que os tubarões se aventurem em direção à costa em busca de comida; ainda assim, o número de ataques de tubarões é notavelmente baixo.

A maioria dos ataques de tubarão resulta da ignorância humana e da degradação dos ecossistemas oceânicos. Logo, o problema não está no tanto que tubarões matam pessoas. O problema são pessoas ignorantes que matam tubarões.

Texto do fundador da Sea Shepherd, Capitão Paul Watson

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PRIMEIRAS VAQUITAS AVISTADAS EM 2019

Os principais cientistas do México e dos EUA, apoiados pela Sea Shepherd, confirmam os primeiros avistamentos de vaquita marinha em 2019, trazendo esperança para a espécie.

Um grupo de cientistas e conservacionistas registra os primeiros avistamentos de vaquita de 2019. A expedição de avistamento visual, um esforço conjunto da Comissão Nacional de Áreas Protegidas (CONANP), da Sea Shepherd Conservation Society e do Museu da Ballena e Ciências del Mar, foi realizada no Alto Golfo da Califórnia, com a participação dos principais pesquisadores de mamíferos marinhos da Universidade Autônoma da Baja California Sur (UABCS) e dos EUA, além de apoio da Marinha do México.

 

A tripulação da Sea Shepherd a bordo do M/V Sharpie avistou dois pares de vaquita nos dias 19 e 20 de agosto; e em 3 de setembro fotografou duas vaquitas.  As vaquitas marinhas são um tipo de boto que está entre os menores cetáceos do planeta e entre os mamíferos marinhos mais ameaçados de extinção no momento. A espécie é endêmica do Alto Golfo da Califórnia, no México. Estima-se que existam menos de 19 vaquitas vivas hoje.

Nos últimos cinco anos, a Sea Shepherd manteve uma presença marítima no Alto Golfo da Califórnia, trabalhando com autoridades mexicanas para proteger as raras vaquitas. A Sea Shepherd remove redes ilegais de emalhe do habitat da vaquita para proteger o mamífero de ser enredado em tais redes destinadas a capturar outra espécie ameaçada de extinção, o peixe totoaba.

 

Os totoabas são alvos por causa de sua bexiga natatória, cujo tráfico é altamente lucrativo.  As bexigas são vendidas em mercados negros na Ásia, e são consumidas em uma sopa que supostamente teria propriedades benéficas para a saúde, apesar da falta de evidências científicas que confirmem tais alegações. Esse esquema de tráfico de animais selvagens é responsável pela situação crítica em que as vaquitas se encontram. Vaquitas e totoabas são aproximadamente do mesmo tamanho; portanto, a malha de rede usada para capturar o totoaba é a armadilha perfeita para enredar o pequeno boto.

Apesar de colaborar com cientistas por muitos anos, fornecendo dados e apoiando os esforços de monitoramento acústico, é a primeira vez que a Sea Shepherd participa de uma expedição de identificação visual de vaquitas. A Sea Shepherd registrou uma vaquita pela primeira vez em 18 de abril de 2015, apenas dois dias depois que o México anunciou um forte plano de ação para proteger a espécie.  O avistamento de 2015 foi o primeiro registro de uma vaquita em dois anos, abrindo caminho para uma colaboração duradoura entre o México e a Sea Shepherd para proteger a espécie.

 

A recente expedição colaborativa avistou três grupos de duas vaquitas, entre 19 de agosto e 3 de setembro, nas águas a leste de San Felipe, Baja California. Segundo especialistas, as vaquitas documentadas eram espécimes adultos e apareciam com boa saúde. “É excelente ver que essas vaquitas estão bem alimentadas e com aparência saudável”, disse a bióloga conservacionista Dra. Barbara Taylor, “isso revigora a determinação do México em proteger suas espécies”.

O Programa de Pesquisa para a vaquita é um esforço da CONANP e tem sido uma ferramenta confiável para entender a população vaquita por muitos anos. Seu programa de monitoramento acústico é responsável pelas avaliações mais precisas das tendências de vaquita, e portanto uma ferramenta vital nos esforços para proteger as espécies.

“Seguindo a liderança da CONANP e graças aos seus enormes esforços de monitoramento da população vaquita, conseguimos encontrar, filmar e fotografar alguns dos últimos indivíduos”, disse Eva Hidalgo, coordenadora científica da Sea Shepherd. “Este trabalho de pesquisa é extremamente importante para mostrar ao mundo que as vaquitas ainda estão vivas e fortes, e para que esforços interinstitucionais, como a retirada de redes ilegais, possam continuar a proteger a vaquita da extinção”, concluiu Hidalgo.

Os pesquisadores especialistas em vaquita ficaram empolgados em ver os resultados: “ver vaquitas vivas é um alívio e mostra que devemos continuar a proteger a espécie”, disse o Dr. Lorenzo Rojas-Bracho, chefe do Programa de Pesquisa de Vaquita do México. O capitão Locky Maclean, diretor de operações marítimas da Sea Shepherd, enfatizou a importância de proteger a área onde as vaquitas permanecem, afirmando: “a área de tolerância zero recomendada pela CIRVA deve estar completamente livre de redes; é aqui que a Sea Shepherd tem concentrado seus esforços de patrulha e continuará a fazê-lo.”

A Sea Shepherd está presente no Refúgio de Vaquita pelos últimos cinco anos sob um acordo de cooperação com o governo do México e continua comprometida em fornecer sua assistência completa. A Sea Shepherd enviou várias embarcações de sua frota de patrulha, monitorando a pesca ilegal e recuperando 990 apetrechos de pesca ilegal, resultando em aproximadamente 200 quilômetros de tais materiais ilegais – todas do habitat de vaquita.

“É muito importante documentar essas vaquitas vivas”, disse o fundador e CEO da Sea Shepherd, capitão Paul Watson. “Nossas equipes trabalham incansavelmente, dia e noite, para remover do caminho das últimas vaquitas a ameaça apresentada pelas redes de emalhe. Alguns dizem que a situação da vaquita é uma causa perdida, mas acreditamos que as causas perdidas são as únicas causas pelas quais vale a pena lutar e todos os nossos tripulantes estão unidos nessa crença de que o impossível pode se tornar possível. E é a paixão, a coragem, a determinação da minha incrível equipe que vencerá essa luta pelas vaquitas e pelos oceanos.”

Em outubro recomeça a temporada de pesca na região, e também o programa de retirada de redes da Sea Shepherd, a Operação Milagro, na qual trabalhará com as autoridades mexicanas para garantir a sobrevivência do pequeno cetáceo. 

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Abertura da Semana do Meio Ambiente 2019 em Ilhabela SP

Feira Sustenta em Ilhabela é música, arte de corpo e alma. Nesta VIII edição a Feira Sustenta Ilhabela participa com o município da Semana do Meio Ambiente 2019. A feira chama atenção para a SUSTENTABILIDADE e por um mundo mais saudável e natural.

A Feira de orgânicos acompanha artesãos, projetos ambientais, educação ambiental, doação de cães e gatos, comida vegana, cultura e arte. Na oportunidade a Sea Shepherd Brasil em São Paulo mais uma vez esteve presente com sua lojinha promocional com camisetas oficiais para ajudar nas atividades brasileiras.

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Na tenda os voluntários puderam falar sobre a importância de proteger os oceanos, divulgando aos visitantes sobre a Operação Ondas Limpas que visa o combate de detritos marinhos em nossas praias. Acompanhe as chamadas e compareça nas ações de preservação dos oceanos. DOE e nos ajude a conservar, proteger e defender o nosso bem mais precioso, o mar e seus habitantes.

 

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