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A Sea Shepherd comemora 25 anos do seu banimento dos encontros da Comissão Internacional da Baleia

‘Continuamos maus’, de acordo com a Comissão Internacional da Baleia

Foto: Simon Ager

Foto: Simon Ager

Desde 1986, a Sea Shepherd Conservation Society está oficialmente banida de participar do Encontro Anual da Comissão Internacional da Baleia (CIB). A razão para a expulsão foi que derrubamos metade da frota baleeira da Islândia no porto Reykjavik, em novembro de 1986.

De poucos em poucos anos, o fundador e presidente da Sea Shepherd, Paul Watson, manda cartas ao secretário da Comissão Internacional da Baleia solicitando o restabelecimento de um observador da nossa ONG no encontro, e toda vez a solicitação é previsivelmente rejeitada.

Em julho, a Sea Shepherd mandou outro requerimento, antes do encontro em Jersey da Comissão Internacional da Baleia. Apenas essa semana recebemos a resposta, e como esperado, foi outra rejeição. Desta vez a razão dada foi nossa interferência com as operações baleeiras japonesas no Santuário de Baleias no Oceano Atlântico. Nós estamos atualmente muito orgulhosos do fato deste ano marcar o 25º aniversário do banimento como ONG dos encontros da Comissão Internacional da Baleia à Sea Shepherd.

Isto significa que após um quarto de século continuamos mais eficazes que nunca, e continuamos na linha de frente e na divisão de águas dos esforços conservacionistas das baleias ao redor do mundo.

Embora nós não tenhamos uma permissão oficial para assistir às reuniões, a Sea Shepherd continua sendo o foco dos inúmeros encontros, debates, e palavras quentes dentro das salas de conferência da Comissão Internacional da Baleia.  Este ano, os apoiadores da Sea Shepherd dominaram as ruas em Jersey, onde o encontro foi realizado, mandando mais voluntários a Jersey que todos representante das outras ONGs juntas.

A Sea Shepherd é o grupo mais odiado, mais criticado, e mais condenado pelas nações baleeiras e suas nações fantoche compradas. Mesmo indo tão longe, como o comissário de caça se referiu à Sea Shepherd no encontro (com um forte sotaque ocidental), somos “uma abominação merecedora de condenação”.

O fato é que nós gostamos de sermos chamados destes nomes, e sermos atacados pelas nações baleeiras e suas marionetes apoiadoras, porque isto significa que estamos fazendo algo que eles não gostam – como desligar suas atividades baleeiras ilegais, por exemplo.

Portanto, esta recente carta de recusa a comparecermos no encontro da Comissão Internacional da Baleia marca nosso 25º aniversario de banimento da Comissão Internacional da Baleia. Isto significa que desde o banimento da pesca comercial das baleias em 1986, imposta pela própria Comissão Internacional da Baleia, a Sea Shepherd Conservation Society tem sido a mais agressiva e efetiva organização anti-baleeira no mundo.

Os baleeiros nos odeiam e nos chamam de piratas, eco-terroristas, vigilantes e bom, outros muitos nomes irrepetíveis também, mas nós podemos lidar com isso enquanto estivermos salvando a vida de cetáceos, como a única organização no mundo que realmente reforça os regulamentos da Comissão Internacional da Baleia. E ser a única organização no mundo a ser banida da Comissão Internacional da Baleia é uma marca de distinção em nossos olhos – isto significa que estamos fazendo algo que eles não gostam.

No último encontro em 2011, a Comissão Internacional da Baleia condenou os esforços da Sea Shepherd no Oceano Atlântico, quando mandamos a frota baleeira japonesa para a casa um mês e meio mais cedo, e os impedimos de caçarem 83% da sua cota de matança.

“Isto não é assim que tem que ser feito”, disse o porta-voz do Greenpeace, John Frizell. “Não existem desculpas para as táticas violentas da Sea Shepherd contra os baleeiros. A abordagem da Sea Shepherd é simplesmente inaceitável”.

Em resposta a Frizell, o Capitão Watson respondeu “Diga isso às baleias que salvamos John, diga isso às baleias!”

Traduzido por Tomaz Horn, voluntário do ISSB

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