Campanha Borrifos realiza ações de conscientização durante a temporada das baleias no Brasil

Todos os anos, durante o nosso inverno, recebemos ilustres visitantes em nossa costa: as baleias. Elas saem de regiões polares, como a Antártica, em busca de águas mais calmas e quentes dos trópicos para a reprodução e nascimento de suas crias, que ainda não tem uma camada de gordura bem desenvolvida para suportar as águas frias de suas regiões de origem.

São aproximadamente 4000 quilômetros em uma longa jornada de migração. Dentre as espécies que nos visitam, podemos destacar a baleia franca, que tem sua maior concentração no litoral de Santa Catarina e a jubarte, que faz do Arquipélago de Abrolhos seu maior berçário, mas que também se entende até Natal, no Rio Grande do Norte.

Jubarte mamãe e bebê

Segundo censos realizados pelo Projeto Baleia Jubarte, a população de jubartes do Atlântico Sul conta com mais de 25.000 baleias e esse número vem crescendo a cada ano, desde que a caça comercial às baleias foi proibida mundialmente em 1986. Se por um lado, esse aumento nos traz uma grande alegria, por outro nos preocupa pois aumenta também o número de interações antrópicas.

Infelizmente, são comuns interações inadequadas com barcos de diferentes tamanhos, de recreação, turismo ou comerciais, que por desconhecimento das regras, acabam se aproximando além do permitido, colocando em risco o bem estar do animal e, certamente, das pessoas, visto que uma baleia jubarte pode chegar a pesar 40 toneladas (as francas chegam a até 60 toneladas) e causar danos às embarcações e ferimentos. Todas as espécies de cetáceos, que inclui baleias e golfinhos, são protegidos por lei, de acordo com a portaria n. 117, de 26 de dezembro de 1999 do IBAMA, que regulamenta a aproximação humana, a fim de evitar o molestamento aos animais e garantir a segurança das pessoas.

#EuSeiVerBaleias

Diante da necessidade de disseminar essas informações, a Campanha Borrifos da Sea Shepherd Brasil, que também se dedica ao estudo científico de intervenções antrópicas no comportamento das baleias, vem trabalhando em uma série de ações educativas, que inclui palestras e distribuição de cartazes informativos em lugares de alto fluxo de embarcações, com o intuito de sensibilizar a população a respeito da importância das regras de avistamento seguro.

Até o momento já foram realizadas cinco palestras educativas direcionadas para o público náutico, como guias e condutores de turismo, mergulhadores, capitães e marinheiros, além de nossos voluntários e coordenadores por todo o Brasil. Banners com as principais regras de avistagem da legislação, alertas e um guia de reconhecimento das jubartes estão sendo distribuídos e colados em pontos estratégicos de passagem de pessoas que fazem viagens marítimas, com a ajuda essencial de voluntários capacitados para abordar o tema. Ao todo, serão espalhados 400 cartazes em Ilhabela, São Sebastião, Santos, Praia Grande, São Vicente, Guarujá e Bertioga e ainda mais de 250 cartazes em Arraial do Cabo, Florianópolis e litoral do Paraná.

Ciência cidadã

A ciência cidadã tem se tornado cada vez mais comum e tem se mostrado bastante útil em pesquisas científicas, utilizando fotos, vídeos e até mesmo relatos de pessoas para ampliar bancos de dados, ajudando pesquisadores a entender a distribuição dos animais e até mesmo a buscar socorro para aqueles que são encontrados em situação de perigo. Nossos cidadãos cientistas podem contribuir de três formas com a campanha: enviando fotos ID, relatando casos de baleias em perigo (ameaçadas ou enredadas) e ainda informando sobre baleias encontradas mortas.

 

Para foto ID é necessário tirar uma foto da parte ventral – ou seja, a parte de baixo, da cauda das jubartes. Cada cauda apresenta marcas, formas e coloração únicas, o que permite a identificação de cada indivíduo. Essas fotos vão para o catálogo de um banco de dados internacional de acesso aberto ao público, que contribui no estudo comportamental, de rotas de migração e estado populacional. A foto da nadadeira dorsal da jubarte também pode funcionar para realizar a identificação, ainda que não seja tão precisa uma vez que as marcas nas dorsais podem mudar a cada temporada. 

Ângulos corretos para fotografia de jubartes

Enredamentos

A Sea Shepherd Brasil monitora também o aumento de baleias emalhadas em redes de pesca e também mortas. Os números são preocupantes, em especial na região sul do país. Com o objetivo de acionar órgãos de resgate com maior agilidade criamos uma rede de contatos de emergência de toda a costa brasileira. 

Ao encontrar um animal ferido ou morto, entre em contato via e-mail ou pelo formulário da campanha. Para mais informações, visite a página da campanha Borrifos.

Baleia enredada

ANIMAL PLANET TRAZ PARA O BRASIL ‘WATSON’ O DOCUMENTÁRIO PREMIADO SOBRE FUNDADOR DA SEA SHEPHERD

O documentário ‘Watson’, desenvolvido pela mesma criadora de ‘Uma Verdade Inconveniente’, conta sobre as cinco décadas da bravura e dedicação aos oceanos de Paul Watson, ativista ambientalista e fundador da Sea Shepherd.

PORTO ALEGRE – RS – No dia 19 de abril, o filme “Watson”, que conta a história do fundador da organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd, o canadense Paul Watson, chega ao Brasil por meio da programação do canal Animal Planet.

Dirigido por Lesley Chilcott, de documentários como “Uma Verdade Inconveniente”, o filme “Watson” é qualificado pelo próprio homenageado como um bom trabalho. “Realmente cobre a minha vida – é mais do que ‘Whale Wars’. São 42 anos de campanha em prol da vida selvagem no oceano”, diz.

O documentário conta em detalhes a história do Capitão Paul Watson, que dedicou sua vida a navegar o mundo para proteger o oceano e seus habitantes.

Ele apresenta Paul Watson como ele realmente é, um tipo diferente de ambientalista que que é tipicamente visto em documentários. Em “Watson,” a diretora Lesley Chilcott – também criadora  de documentários aclamados como o ‘Uma Verdade Inconveniente’ co-criada com Al Gore – apresenta Paul Watson como um ativista marinho que justifica confronto direto em alto mar.

Watson iniciou a organização de conservação marinha Sea Shepherd em 1977. Ele cruzou os sete mares na frota marinha da Sea Shepherd, conhecida como Neptune’s Navy – ou Marinha de Netuno, a reconhecida como a maior frota marinha privada do mundo.  Ele dedicou sua vida inteira a impedir navios baleeiros, de caça ilegal e de pesca ilegal, não reportada e documentada de cometer seus atos criminais, às vezes até colocando seu próprio corpo entre os animais e os arpões. E conforme pode ser visto neste documentário urgente e cativante, este corajoso ‘eco-guerreiro’ ainda continua sendo uma das mais vitais forças no movimento de conservação ambiental. Por mais que ele tenha sido condenado, preso e colocado na lista da Interpol por seu estilo intervencionista, considerando a atual situação, seus métodos parecem ser apropriados para o nível de emergência a qual nos encontramos.

O filme biográfico de Chilcott une uma fotografia de tirar o fôlego, com as lembranças de Watson sobre sua vida e sua missão pessoal de proteger os mares. Famoso pela série “Whale Wars – Defensores das Baleias” Watson iniciou sua vida em uma vila de pescadores no Canadá, e começou sua atividade ambiental soltando castores de emboscadas, e de lá ele nunca parou; se prendendo em navios de caça de focas, se colocando na frente de arpões e jogando seus navio em navios de caça ilegal. Por mais que as imagens abaixo do mar do filme são encantadoras, elas possuem a mesma intensidade que as filmagens arrepiantes das missões de Watson e as cruéis práticas de caça e pesca perpetuada sistematicamente contra os animais marinhos até os dias de hoje.

O documentário, lançado no ano passado, já recebeu reconhecimento internacional e prêmios de respeito como a premiação da ONU ‘Issues and Solutions Award – Biodiversity’ (Prêmio para Problemas e Soluções – Biodiversidade) e o prêmio Zelda Penzel ‘Giving Voice to the Voiceless’ (Dar Voz aos Sem Voz) do Festival de Filme Internacional Hamptons.

Mais Informações

Estréia de Watson no Brasil: dia 19 de Abril na Animal Planet

Watson na mídia internacional

‘Até para os mais céticos sobre as táticas do Watson, ele é bem engajante quando descreve sua preocupação com o meio ambiente, por exemplo quando explica que vendas a curto prazo criam um incentivo para vendedores de peixe a pressionar certas espécies à extinção. O filme pode ser frustrantemente parcial ao Watson, mas não deixa de ser menos urgente’ – New York Times

‘A mensagem em Watson é amedrontadora: Humanos não podem sobreviver na Terra sem o oceano e seu sistema de suporte à vida que torna esta nave espacial habitável (seu monólogo sobre a importância do fitoplâncton é poética e sombria). “Watson” mistura sua mensagem aterrorizante com toques de esperança e triunfo; este fascinante documentário deveria ser conteúdo obrigatório para todos’. – LA Times

Sobre o documentário Watson

Watson é produzido pela Animal Planet, Participant, Terra Mater Factual Studios e Invented by Girls. O filme é dirigido pela Lesley Chilcott, produzido por Louise Runge, Lesley Chilcott, Wolfgang Knöpfler, com Jeff Skoll, Diane Weyermann, Elise Pearlstein, Walter Köhler e Dinah Czezik-Müller como produtores executivos. Conta com Logan Schneider como cinematógrafo e Christophe Beck como compositor. Pela Animal Planet, a produção foi liderada por Erin Wanner, vice presidente sênior de produção.

Sobre a Sea Shepherd

A Sea Shepherd é reconhecida globalmente como a organização mais poderosa e passional da proteção da vida marinha e dos oceanos. Estabelecida em 1977 pelo capitão Paul Watson, a organização sem fins lucrativos está na missão de defender, proteger e conservar os oceanos e a vida marinha. Ela conta com a maior marinha privada do mundo, e lidera campanhas colaborativas de ação direta ‘Pelos Oceanos’. No Brasil ela está presente desde 1998, e conta hoje com ações de ação direta de limpeza de praias, monitoramento do impacto do óleo nos oceanos e de educação ambiental para comunidades menos privilegiadas. Para mais informações sobre a Sea Shepherd Brasil e suas campanhas por aqui, por favor visite o site seashepherd.org.br. 

Sobre a Animal Planet

A Animal Planet é uma das maiores marcas da empresa de mídia Discovery. Com acesso a 360 milhões de casas em mais de 205 países e territórios, é dedicada a criar conteúdo de alta qualidade com apelo global que reflete sua missão de preservar a curiosidade e encantamento com os animais que temos desde crianças. A Animal Planet também é o canal que transmitiu a popular série premiada do Emmy® Whale Wars – Defensores das Baleias, que seguiu o capitão Watson e membros da Sea Shepherd em diversas ações de conservação a bordo de seus navios. Para mais informações, visite www.discoverybrasil.com/animal-planet.

contato: nathalie@seashepherd.org.br

BR (tel): +55 11 98242 4738 /    (WhatsApp) +1 619 518 17 18

Xavier Rudd no Brasil

O cantor australiano Xavier Rudd é um dos maiores apoiadores da Sea Shepherd no mundo. Além de ser um ativista pelos direitos dos aborígenes australianos e a proteção do meio ambiente, ele é um músico multi-instrumentista muito talentoso.

Várias de suas canções falam sobre temas como a espiritualidade, o ambientalismo e causas indígenas.

Ele já esteve a bordo de diversos navios da Sea Shepherd e é um grande amigo do Capitão Paul Watson.

A Sea Shepherd Brasil teve o privilégio de poder participar de dois shows da turnê da América do sul do Xavier.

No dia 25 de novembro de 2019, o cantor e sua banda se apresentaram no Opera de Arame em Curitiba e dia 27 no Áudio Club em São Paulo.

Xavier Rudd no navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, durante a campanha para defender a Grande Barreira de Corais da Austrália.

Musica do Xavier "Spirit Bird" sobre a luta dos povos indigenas da Australia, assista o video e reflita!

Spirit Bird

Give it time and we wonder why

Do what we can, laugh and we cry

And we sleep in your dust

Because we’ve seen this all before

Culture fades with tears and grace

Leaving us stunned, hollow with shame

We have seen this all, seen this all before

Many tribes of a modern kind

Doing brand new work, same spirit by side

Joining hearts and hand

And ancestral twine, ancestral twine

Many tribes of a modern kind

Doing brand new work, same spirit by side

Joining hearts and hand

And ancestral twine, ancestral twine

Slowly it fades

Slowly we fade

Slowly you fade

Slowly we fade

Spirit bird, she creaks and groans

She knows, she has seen this all before, she has

Seen this all before, she has…

Spirit bird, she creaks and groans

She knows, she has seen this all before, she has

Seen this all before, she has…

Slowly you fade

Slowly it fades

Slowly you fade

Slowly you fade

Soldier on, soldier on my good country, man

Keep fighting for your culture, now

Keep fighting for your land

I know it’s been thousands of years

And I feel your hurt

And I know it’s wrong

And you feel you’ve been chained

And broken and burned

And those beautiful old people

Those wise old souls have been ground down

For far too long

By that spineless man, that greedy man,

That heartless man

Deceiving man, by government hand

Taking blood and land, taking blood and land

And still they can

But your dreaming and your warrior spirit lives on

And it is so, so, so strong

In the earth, in the trees, in the rocks

In the water, in your blood and in the air we breath

Soldier on, soldier on my good country, man

Keep fighting for your children, now

Keep fighting for your land

Slowly it fades

Slowly we fade

Slowly you fade

Slowly it fades

Give it time and we wonder why

Do what we can, laugh and we cry

And we sleep in your dust

Because we’ve seen this all before

Pássaro Espírito

Dê um tempo, nós queremos saber porque

o que podemos fazer, rir ou chorar

E nós dormirmos em sua poeira

Porque nós vimos tudo isso antes

desaparece a cultura com lágrimas e graça

Deixando-nos atordoados, ocos e com vergonha

Já vimos isso tudo, visto tudo isso antes

Muitas tribos de um tipo moderno

Fazendo um novo trabalho

mesmo espírito a lado e unindo corações e mãos

em fio ancestral, fio ancestral

Muitas tribos de um tipo moderno

Fazendo um novo trabalho

mesmo espírito a lado e unindo corações e mãos

em fio ancestral, fio ancestral

Lentamente ele desaparecerá

Lentamente desaparecerá

Lentamente você desaparece

Lentamente desaparecerá

um Espírito pássaro, ele range e geme

Ele sabe, ele já viu tudo isso antes, ele já

passou por tudo isso antes, ele tem

um Espírito pássaro, ele range e geme

Ele sabe, ele já viu tudo isso antes, ele já

passou por tudo isso antes, ele tem

Lentamente você desaparece

Lentamente ele desaparecerá

Lentamente você desaparece

Lentamente você desaparece

Soldado, soldado do seu bom país, cara

continue lutando por sua cultura, agora

Continue lutando por sua terra

Eu sei que tem passado milhares de anos

E eu sinto sua dor

E eu sei que é errado

E você sente que você foi acorrentado

Quebrado e queimado

E essas pessoas velhas bonitas

As sábias velhas almas foram castigadas

Por muito tempo

Por que o homem é covarde, o homem é ganancioso

o homem é sem coração

o homem é enganado, pela mão do governo

Tomando o seu sangue e a sua terra

E ainda podem

Mas seu sonho e as suas vidas de um espírito guerreiro

E é tão, tão, tão forte

Na terra, nas árvores, nas rochas

na água, no sangue e no ar que respiramos

Soldado, soldado do seu bom país, cara

continuar a lutar por seus filhos, agora

Continue lutando por sua terra

Lentamente ele desaparecerá

Lentamente desaparecerá

Lentamente você desaparece

Lentamente ele desaparecerá

Dê um tempo, nós queremos saber porque

o que podemos fazer, rir ou chorar

E nós dormirmos em sua poeira

Porque nós vimos tudo isso antes

Uma Grande Vitória Para as Baleias

O Japão perdeu a moratória fica de pé.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=iq53xaqAEG8[/youtube]

 

Apesar de subornar nações com táticas insidiosas, a proposta do Japão para derrubar a moratória de 31 anos sobre caça comercial falhou por 41 votos contra 27 com 2 abstenções.

A proposta com o título enganoso: The Way Forward foi na verdade uma tentativa de retroceder para antes de 1987, quando o abate comercial de baleias era legal

Após a mais que bem vinda, Declaração de Florianópolis, de ontem, esta derrota a proposta japonesa fez da 67ª reunião da Comissão Internacional da Baleia um evento histórico impressionante para as baleias do mundo.

A Declaração de Florianópolis afirma que o propósito da CBI é a conservação das baleias e que a morte comercial de baleias não deve mais ser discutida.

O Japão agora está ameaçando deixar a IWC, mas eles estão ameaçando deixar quase todo ano que não conseguem o que querem.

Aqui está a repartição dos votos:

Primeiro os bandidos votando na proposta japonesa.

Nações baleeiras
Japão
Noruega
Islândia

Nações não baleeiras sem nenhum interesse na caça à baleia, mas em dívida com o Japão.

Antígua
Benin
Camboja
Costa do Marfim
Granada
Guiné-Bissau
Quênia
Kiribati
Laos
Libéria
Ilhas Marshall
Mauritânia
Mongólia
Marrocos
Nauru
Nicarágua
São Cristóvão e Névis
Santa Lúcia
São Vicente
São tomé
Ilhas Salomão
Suriname
Tanzânia
Tuvalu

Contra a proposta

Nações baleeiras
Dinamarca
Estados Unidos

Nações não baleeiras
Argentina
Austrália
Áustria
Bélgica
Brasil
Bulgária
Chile
Colômbia
Costa Rica
Croácia
Chipre
República Checa
República Dominicana
Equador
Finlândia
França
Gabão
Alemanha
Índia
Irlanda
Israel
Itália
Lituânia
Luxemburgo
México
Países Baixos
Nova Zelândia
Panamá
Peru
Polônia
Portugal
Eslováquia
Eslovênia
África do Sul
Espanha
Suécia
Suíça
Reino Unido
Uruguai

Abstenções
Coréia
Rússia

A IWC se reúne novamente em 2020. Joji Morashita não é mais o presidente da IWC.

Atualização da Comissão Internacional da Baleia (IWC): O retorno do Japão à proposta da Whaling Comercial “The Way Forward” acabou de ser votado e negado pela comissão.

Outra vitória para as baleias, especialmente considerando que ontem a “Declaração de Florianópolis” foi aprovada e consiste em mudar o propósito da IWC para a conservação das baleias e não para fins de gerenciamento de estoque por mais tempo. Vendo que a caça às baleias não pertence ao século XXI.

Anteriormente, o Japão, a Noruega, a Islândia e as Ilhas Faroé (Dinamarca) não mostraram qualquer respeito por quaisquer regras ou regulamentos deste ou de qualquer outro organismo regulador.

Durante o discurso do Japão após a derrota de sua proposta ameaçou deixar o IWC.

De fato, uma vitória para ver as resoluções indo em frente, mas a questão permanece, será respeitada por essas nações baleeiras?

Apesar da decisão de Florianópolis e apesar da derrota da proposta japonesa, o Japão continua a matar baleias no Oceano Antártico e Pacífico Norte. E a Islândia, Noruega e Dinamarca continuam a matar baleias e, no caso da Islândia, ameaçadas de extinção e baleias azuis. o Atlântico Norte.

No geral, a 67ª Reunião da Comissão Baleeira Internacional foi um sucesso para as baleias.

Obrigado a todas as nações que apoiaram as baleias e um muito especial agradecimento ao Brasil pela Declaração de Florianópolis. Obrigado aos nossos parceiros anti-caça furtiva, Costa Rica e Equador, e especialmente ao Gabão, por sua forte defesa das baleias neste encontro histórico.

Sea Shepherd Conservation Society

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

FLORIANÓPOLIS, SC, 10.09.2018 – IWC-SC – protesto durante de ongs ambientais 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANOPOLIS, SC, 10.09.2018 – EVENTO – Vice-Minister for Foreign Affairs Mitsunari OKAMOTO and taniai masaaki membro do parlamento japones falao na 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em florianopolis brasil na tarde desta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANOPOLIS, SC, 10.09.2018 – EVENTO – plenaria de abertura da 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em florianopolis brasil na tarde desta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANOPOLIS, SC, 10.09.2018 – EVENTO – joji morishita fala na 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em florianopolis brasil na tarde desta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

FLORIANÓPOLIS, SC, 13.09.2018 – IWC-SC – embaixador da Representação Permanente do Brasil junto a Organismos Internacionais (Rebraslon) em Londres, Hermano Telles Ribeiro e comissario do brasil na cib 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em Florianópolis nesta Quinta-feira 13. . (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANÓPOLIS, SC, 10.09.2018 – IWC-SC – protesto durante de ongs ambientais 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

 

Fonte: https://seashepherd.org/2018/09/14/a-win-for-the-whales/

Baleias Jubarte no Litoral Norte Paulista são Foco de Perseguições

São Paulo – O litoral norte paulista recebe nesta época do ano a passagem das baleias jubartes (Megaptera novaeangliae) em sua migração para o nordeste brasileiro. Este período vai de junho a dezembro que durante o inverno antártico migram para águas tropicais e subtropicais para acasalar e dar à luz.

Em Ilhabela, voluntários e ambientalistas juntaram-se num projeto de avistagem de baleias que busca foto identificação caudal, registrando através de navegações no mar e avistagens em terra (para posterior comparação) quais indivíduos estão em migração, bem como registrar suas visitas ao Arquipélago. Foram mais de 45 baleias jubarte avistadas em Ilhabela e região sendo que nove delas nos últimos dias.

Jubarte na costeira do bairro Borrifos em Ilhabela/SP no último domingo – foto Filipe Lott

 

Jubarte na costeira do bairro Borrifos em Ilhabela/SP no último domingo – foto Filipe Lott

O Projeto Baleia à Vista do pesquisador e fotógrafo Julio Cardoso conta com a ajuda de ambientalistas locais para registrar as passagens das gigantes no projeto, seja fotografando sua cauda por bote, barco ou pontos fixos ao longo da costeira numa rede de comunicação de diferentes profissionais que ainda está em formação.

Apoiadores do Projeto Baleia à Vista, Julio Cardoso, Sea Shepherd Brasil, Mar e Vida Ecotrip, Argonautas

No entanto, no último dia 15, quatro baleias jubarte foram avistadas por diferentes membros da equipe em pontos estratégicos de Ilhabela. Uma delas percorreu um longo caminho pelo canal de São Sebastião/Ilhabela e foi possível constatar que se tratava de uma Baleia Corcunda enroscada em uma rede de pesca presa ao rostrum (focinho) e corda apertada no corpo.

No centro, próxima a nadadeira dorsal, uma corda estrangula o corpo da jubarte nesta foto distante do animal.

Barcos colocaram a baleia em risco.

Durante todo o dia a baleia foi monitorada com cuidado pelos ambientalistas na tentativa de soltar a rede fantasma do seu corpo. A operação contou com a ajuda da equipe de resgate de animais marinhos Argonautas e da Operadora de Turismo Mar e Vida Ecotrip que a acompanharam com bote e barco de resgate na trajetória de saída do canal. Infelizmente, ao longo da trajetória de retirar a rede, a baleia foi perseguida por muitos outros barcos que a abordavam diretamente e bloqueavam o seu caminho, contrariando as orientações dos especialistas de afastarem-se.

[youtube]https://youtu.be/Nkb-IU-jV8Y[/youtube]

Estas várias embarcações que a seguiram colocaram enormemente em risco a sua integridade física. O encantamento das pessoas ao ver estes formidáveis animais não poupou os riscos de segurança da baleia que arrastava estressada a rede que na tentativa de fugir quase encalhou em praia rasa.

A esperança é que com o registro da cauda e da corda presa, outros pesquisadores ao longo da jornada desta baleia pelo litoral brasileiro até Abrolhos na Bahia, consigam identificá-la e remover o petrecho de pesca.

Mais uma vez é importante destacar que a presença de embarcações próximas às baleias tem que ser evitada. NÃO NAVEGAR EM ROTA DE COLISÃO, NÃO PERSEGUIR AS BALEIAS é o mais sensato a se fazer e que deve ser respeitada a sua integridade física.

Pelos oceanos!

Sea Shepherd conclui a cansativa Campanha em Defesa da Baleia-piloto nas Ilhas Faroe

Promessas para continuar a pressão para acabar com a matança

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Tripulação do Sea Shepherd em patrulha, defendendo as baleias-piloto das ilhas Faroe. Foto: Iraultza Darias

Tripulação do Sea Shepherd em patrulha, defendendo as baleias-piloto das ilhas Faroe.

Tradução: Peter Kajari

Os navios da Sea Shepherd com registro holandês Sam Simon e Bob Barker chegaram no porto de Bremen, Alemanha, marcando a conclusão oficial da sexagésima Campanha de Defesa da Baleia-piloto das Ilhas Faroe, Operação Sleppid Grindini. A tripulação foi recebida como heróis pelos voluntários que se juntaram para saudá-los pela cansativa campanha de duração de 3 meses e meio.

Os navios se juntam ao navio de registro Australiano da Sea Shepherd de incursão rápida, Brigitte Bardot, o qual retornou para Bremen das Ilhas Faroe em Setembro passado.

A equipe de terra dos voluntários internacionais da Sea Shepherd, os quais estiveram em terra nas ilhas Faroe desde 16 de Junho, também partiram do arquipélago semana passada.

Enquanto 490 baleias-piloto foram mortas nas Ilhas Faroe desde Junho deste ano somente, as vidas de mais de centenas foram salvas por todo o curso da Operação Sleppid Grindini devido às ações diretas da Sea Shepherd.  Uma grande quantidade de Baleias-piloto, golfinhos de barriga branca, golfinhos de bico branco, golfinho roaz, e golfinhos riscados estão entre aqueles que foram levados para longe das praias de matanças do arquipélago e retornaram com segurança para o mar pelos navios da Sea Shepherd.

CEO da Sea Shepherd Global, Capitão Alex Cornelissen, declarou, “Eu gostaria de mandar um enorme parabéns à todas as equipes da Sea Sepherd – tanto de terra quanto do mar – que permaneceram fortes para defender as baleias-piloto das Ilhas Faroe na Operação Sleppid Grindini. Poucos sabem a dedicação exaustiva que é exigida para fazer estas campanhas acontecerem. Foi um esforço inacreditável de 3 meses e meio, mas nós atingimos um grande sucesso, pelas baleias-piloto e pelos oceanos.”

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O Sandavágur 5, presos pelo ‘crime’ de defesa das baleias-piloto nas Ilhas Faroe. Foto: Sea Shepherd

Os triunfos da Operação Sleppid Grindini foram alcançados ao lado de grande adversidade. Um total de 14 voluntários Sea Shepherd representando 11 países foram presos durante a campanha. Dez daqueles voluntários foram subsequentemente deportados pelo “crime” de defesa das baleias-piloto.

Em 24 de agosto, a tripulação internacional do Bob Barker foi proibida de entrar nas Ilhas Faroe pelas autoridades Dinamarquesas numa ação que o conselho legal da Sea Shepherd descreveu como ilegal.

As autoridades Faroesas e Dinamarquesas confiscaram um total de 4 pequenas embarcações da Sea Shepherd, três deles durante o curso da Operação Sleppid Grindini.

A pequena embarcação Farley, a qual foi detida em 20 de julho, permanece na custódia da polícia há mais de um mês após a cobrança relativa à apreensão foi retirada. A pequena embarcação Echo foi confiscada nas Ilhas Escocesas Shetland em 1 de setembro, e mais tarde extraditada para as Ilhas Faroe por um navio Dinamarquês, HDMS Knud Rasmussen, apesar de que uma garantia para bloquear a extradição tenha sido emitida pela Alta Corte do Judiciário na Escócia.

Entretando, a Sea Shepherd se ergueu sobre aqueles desafios, e com isso adquiriu níveis sem precedentes de atenção internacional para com o drama das baleias-piloto e outros golfinhos nas Ilhas Faroe. Com também, a Sea Shepherd assegurou que o governo da Dinamarca é responsável pela sua continua cumplicidade nas atrocidades do grindadráp (caça às baleias-piloto).

Milhares alinhados nas ruas de Paris, França, para se manifestar contra o grindadráp.

Milhares alinhados nas ruas de Paris, França, para se manifestar contra o grindadráp.

 

Em 23 de julho, mais de 250 baleias-piloto foram mortas no arquipélago com a assistência dos navios Dinamarqueses e a polícia, e com suporte do governo Dinamarquês. O protesto internacional saiu na mídia por todo o mundo retransmitindo os horrores com evidência fotográfica e de vídeo, capturadas pela tripulação da Sea Shepherd em solo. Demonstrações foram realizadas na Australia, Bélgica, Canada, Chile, Itália, Luxemburgo, Alemanha, França, Espanha, e nos Estados Unidos, e então as pessoas tomaram as ruas para protestar contra o grindadráp.

No começo de agosto, as duas maiores companhias de cruzeiros alemã, AINDA e Hapag-Lloyd, anunciaram que eles cancelaram visitas para as Ilhas Faroe em resposta aos atuais matadores.

Em 19 de agosto, a cidade Escocesa de Wick cortou sua relação de cidade irmã de 20 anos com a cidade Faroesa de Klaksvík, e disse que não voltaria a ter relações oficiais até a matança “nojenta” das baleias no arquipélago estiver banida.

Representações políticas da Grã-bretanha , Itália e Luxemburgo anunciaram suas posições contra a prática do grindadráp, a qual o governo Dinamarquês ativamente apoia em provocação aos sentimentos das obrigações da União Européia e das responsabilidades legais internacionais.

A líder da equipe de terra da Sea Shepherd, Rosie Kunneke, disse, “Nós lamentamos por todos aquelas baleias-piloto e outros golfinhos que perderam suas vidas na brutalidade do grindadráp. Entretanto, agradecemos aos esforços da Sea Shepherd, estas criaturas maravilhosas não morreram em vão. Ainda mais, centenas de outras baleias-piloto e golfinhos ainda estão vivos hoje por causa das equipes da Sea Shepherd, e isto é algo que nós temos um imenso orgulho.”

Mesmo que a Operação Sleppid Grindini foi oficialmente concluída para 2015, a Sea Shepherd decidiu continuar sua luta contra o grindadráp à distância.

“Quer seja a pressão na terra, no oceano, na mídia, nas cortes, ou nos corações e cabeças das pessoas ao redor do mundo, a Sea Shepherd continuará a protestar contra os horrores do grindadráp, por todas as baleias-piloto que ainda estiver nadando livre e precisar de nossa proteção,” disse o Capitão Cornelissen.

A Sea Shepherd tem tido oposição à matança em massa das baleias-piloto e outros golfinhos nas Ilhas Faroe desde os anos 80. A Operação Sleppid Grindini foi uma das campanhas de maior sucesso da organização no arquipélago, liderada pela sua presença mais forte na região até hoje.

A pequenas embarcação Echo defende ferozmente um grupo de baleias-piloto em Sandavágur em 12 de agosto. Foto: Sea Shepherd

A pequenas embarcação Echo defende ferozmente um grupo de baleias-piloto em Sandavágur em 12 de agosto. Foto: Sea Shepherd

Rosie Kunneke e Christophe Bondue, presos pela polícia em 23 de julho. Foto: Sea Shepherd

Rosie Kunneke e Christophe Bondue, presos pela polícia em 23 de julho. Foto: Sea Shepherd

Capitã Lublink supervisiona enquanto uma embarcação da Sea Shepherd leva um grupo de golfinhos para longe das Ilhas Faroe e de volta ao alto mar. Foto: Sea Shepherd

Capitã Lublink supervisiona enquanto uma embarcação da Sea Shepherd leva um grupo de golfinhos para longe das Ilhas Faroe e de volta ao alto mar. Foto: Sea Shepherd

 

O governo Dinamarquês continua a apoiar os matadores com os recursos Dinamarqueses, incluindo a marinha e a polícia. Foto: Guiga Pirá

O governo Dinamarquês continua a apoiar os matadores com os recursos Dinamarqueses, incluindo a marinha e a polícia. Foto: Guiga Pirá

 

Apoiadores saúdam o retorno da tripulação da Sea Shepherd. Foto: Guiga Pirá

Apoiadores saúdam o retorno da tripulação da Sea Shepherd. Foto: Guiga Pirá

 

A frota da Sea Shepherd da Op. Sleppid Grindini. Foto: Sea Shepherd

A frota da Sea Shepherd da Op. Sleppid Grindini. Foto: Sea Shepherd