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Sierra

23 maio 2007

SEA SHEPHERDsea-shepherd

O NAVIO QUE COMEÇOU TUDO…

…E A CAMPANHA QUE ELA VENCEU…

…E QUE CUSTOU SUA PRÓPRIA VIDA.

A Campanha Sierra

Entre 1968 e 1979 um navio caçador-assassino de baleias vagou o Oceano Atlântico. Ela mudou seu nome e de proprietários várias vezes em uma tentativa contínua de evadir regulamentações de conservação e pesca de dezenas de nações.

Em 1979, o navio estava operando com o nome de Sierra. A tripulação dela incluía quatro empregados da empresa pesqueira Taiyo do Japão, do qual, segundo uma investigação dos manifestos do Sierra pelo jornal britânico The Observer, era a principal compradora do contrabando da baleeira. (A Comissão Baleeira Japonesa negou qualquer conhecimento das atividades do navio. Até os dias de hoje o Japão é o principal mercado para a carne de baleia.) Seu capitão era Arvid Nordengen, um norueguês.sierra

As operações do Sierra eram incrivelmente “eficientes”. Só a carne principal era aproveitada, e os 80% restantes da baleia eram descartados. Foi calculado que ela tinha matado mais de 25.000 baleias em seu tempo. Andrew Maurice Behr, diretor da Companhia Pesqueira Sierra na África do Sul, foi citado no Argus, um jornal de Cape Town, dizendo que baleias estavam “em extinção de qualquer maneira. O mundo logo se verá livre delas, porque não tirar um lucro antes delas desaparecerem?”

Tendo sido sensibilizado à morte das baleias por um encontro íntimo quatro anos antes, Paul Watson tinha jurado a si próprio que ele caçaria o Sierra e terminaria com sua carreira.

Com uma doação da organização Fund for Animals (Fundação pelos Animais), Capitão Watson comprou uma traineira de 19 anos usada originalmente para pescar bacalhau no Mar do Norte e a nomeou de Sea Shepherd (Pastor dos Mares). Recursos adicionais para mantimentos e combustível vieram da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade a Animais).

Com o passar do tempo, juntando informações de uma variedade de fontes, Capitão Watson reduziu e deduziu que a localização do Sierra era em algum lugar do Oceano Atlântico entre a Espanha e Marrocos e então levou seu navio, o Sea Shepherd, em direção ao sul da Europa. Doze dias depois de zarpar de Boston no dia 15 de julho de 1979, o Sierra foi avistado. Ela virou e correu em velocidade máxima em direção a Portugal.

Infelizmente, os mares estavam agitados para tomar qualquer atitude, assim a Sea Shepherd e o Sierra percorreram lado a lado em direção ao porto português de Leixões.

No próximo dia, a Sea Shepherd escapou do porto antes das autoridades notarem, e surpreendeu o Sierra que já se encontrava em direção ao alto mar. Através do rádio, Capitão Watson advertiu o Capitão Nordengen o que ele iria fazer e acelerou em velocidade máxima. A proa de 779 toneladas reforçada com cimento da Sea Shepherd conectou com a proa de 650 toneladas do Sierra e continuou sem parar. Capitão Watson circulou ao redor da baleeira e novamente abalroou o Sierra em seu bombordo, rasgando um buraco de 3 metros de comprimento no seu casco.

O Sierra estava gravemente danificado então procurou a proteção de alguns navios navais portugueses. A Sea Shepherd tentou fugir para águas espanholas, mas um navio da marinha portuguesa alcançou a Sea Shepherd e convenceu o Capitão Watson em retornar a Leixões. No começo de novembro de 1979, sem nenhuma audiência ou julgamento, um juiz português premiou a Sea Shepherd como forma de pagamento aos danos feitos para os donos do Sierra. (Algumas investigações sugeriram que o juiz tivesse sido subornado por um representante de Andrew Behr). Com medo que a Sea Shepherd seria convertida para apoiar as operações baleeiras, Capitão Watson e sua tripulação afundaram a Sea Shepherd na noite de 31 de dezembro de 1979, abrindo válvulas na praça das máquinas e deixando a água do mar entrar, embora isto doesse muito, eles a enviaram ao fundo do mar.

O Sierra havia sido rebocado para Lisboa para receber reparos. Depois de receber mais de $1 milhão de dólares em reparos uma equipe de peritos em demolição submarina fez preparações para terminar com a carreira da baleeira.

No dia 6 de fevereiro de 1980, o Sierra foi afundado no porto de Lisboa por uma única mina explosiva que rombou um pequeno buraco em seu casco. O navio tomou água e lentamente afundou. Ninguém foi ferido.

A carreira sórdida do Sierra finalmente tinha chegado a um fim.

Mais tarde naquele ano mais minas explosivas afundaram a metade da frota baleeira espanhola. A recompensa oferecida pela Sea Shepherd Conservation Society para afundar navios baleeiros piratas causou com que os donos das operações ilegais desconfiassem de suas tripulações mal pagas e fechassem suas operações baleeiras. A Sea Shepherd e seus aliados alcançaram em um ano o que em 10 anos de retórica política não conseguiu alcançar.

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