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Bob Barker confisca apetrechos de pesca nas águas do Oceano Antártico

A tripulação do Bob Barker não perde tempo enquanto espera pela já atrasada frota baleeira japonesa chegar ao Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Eles descobriram um ladrão, não um navio baleeiro, mas um caçador de merluza negra, uma espécie de peixe ameaçada, vulgarmente conhecida no mercado como robalo chileno e, por vezes merluza da Antártida.

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Relatório do Capitão do Bob Barker, Alex Cornelissen, em 23 de dezembro de 2010

Por volta de 21:25 horas, vimos uma bóia na água. Após uma inspeção mais minuciosa, descobrimos que estava sem quaisquer marcas ou emissores de rádio. Naquele momento, um segundo conjunto de bóias foi flagrado a cerca de dois quilômetros de distância e depois de uma inspeção mais aprofundada, o conjunto também não revelou marcas.

Tripulação da Sea Shepherd puxando a linha ilegal

Tripulação da Sea Shepherd puxando a linha ilegal

Simultaneamente, um grande navio de cerca de 70 metros de comprimento foi descoberto a cerca de nove quilômetros de distância. O Bob Barker contatou o Capitão Paul Watson e ele aconselhou saudar a embarcação no canal 16 nos identificando como “o navio patrulha do Oceano Austral Bob Barker”. Fizemos esta chamada quatro vezes, mas em vez de nos responder, o navio imediatamente virou e fugiu a uma velocidade de 11 nós da área.

Uma vez que o navio fugiu, ficou claro que esta era uma linha de pesca ilegal de merluza negra. Nossa equipe começou a puxar a primeira linha às 22:30 horas. A profundidade da água era de dois quilômetros, por isso acabou por ser uma longa caminhada para chegar ao começo da linha, que foi anexada a uma rede de emalhar. Conseguimos colocar a rede a bordo.

Três conjuntos de bóias foram ainda descobertos durante a recuperação da rede. Temos agora coletadas 12 bóias laranjas que vão fazer defensas excelentes e vários quilômetros de sólidas cordas de espinhel, parcialmente novas.

Tripulação se aproxima a procura de marcas

Tripulação se aproxima a procura de marcas

É ilegal colocar bóias, linhas e redes sem número de identificação ou o nome do navio. Isto, juntamente com o fato de que a embarcação não respondeu aos apelos do Bob Barker e imediatamente fugiu do local, foram indicações claras de que o navio estava pescando ilegalmente. O nome do navio de pesca, a bandeira, e o número de identificação não puderam ser identificados devido à grande distância entre eles e Bob Barker.

O confisco de espinhéis e redes ilegais do Oceano Antártico tem sido uma ocorrência normal para a Sea Shepherd Conservation Society, nos últimos sete anos da sua campanha de defesa das baleias da Antártica.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.
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