Possível nova espécie de baleia encontrada na Costa do México

Cientistas membros da ONG Sea Shepherd descobriram espécie nunca antes vista no mundo

O time de pesquisa da Sea Shepherd Conservation Society anunciou, nesta quinta-feira (10) a descoberta de uma espécie de baleia até então desconhecida por todos, na Costa Oeste do México.

Cientistas e a equipe da Sea Shepherd capturaram fotos e gravações de vídeo dos animais e implantaram um microfone subaquático especializado para registrar os sinais acústicos emitidos pelas baleias. Especialistas de referência em baleias-de-bico estão altamente confiantes de que as evidências fotográficas e acústicas revelam a presença de uma espécie de cetáceo inteiramente nova. A amostragem genética ambiental, realizada no momento do avistamento, está em análise e deverá comprovar a existência desta nova espécie de forma definitiva.

O primeiro contato foi feito na manhã de 17 de novembro, quando os cientistas a bordo do navio da Sea Shepherd Martin Sheen observaram três baleias-de-bico emergindo em águas próximas. Os avistamentos ocorreram 160 km ao norte das ilhas de San Benito, no México, um grupo de três ilhas remotas localizadas a aproximadamente 480 milhas da fronteira com os Estados Unidos.

A expedição, liderada pelos renomados pesquisadores de baleias-de-bico, Dr. Gustavo Cárdenas Hinojosa do Grupo de Pesquisa de Mamíferos Marinhos da Comisión Nacional de Áreas Naturales Protegidas (CONANP), Dr. Jay Barlow e a Dra. Elizabeth Henderson, Líder do Programa de Reconhecimento Acústico de Baleias do PAC NIWC em colaboração com o departamento científico da  Sea Shepherd, teve como objetivo estudar os cetáceos presentes nas águas circundantes às Ilhas San Benito. A equipe se propôs a identificar uma espécie de baleia com bico associada a um sinal acústico não identificado previamente registrado na área.

“Vimos algo novo. Algo que não era esperado nesta área, algo que não corresponde, seja visualmente ou acusticamente, a qualquer coisa que se saiba existir”, disse Dr. Jay Barlow. “Sinto calafrios pela espinha quando penso que poderíamos ter realizado o que a maioria das pessoas diria que era realmente impossível – encontrar um grande mamífero que existe neste planeta que é totalmente desconhecido para a ciência”, aponta.

“A Sea Shepherd se orgulha de apoiar e participar na pesquisa científica e acredita no seu valor para ações de conservação”, afirma Carolina Castro, presidente da Sea Shepherd Brasil. “Para proteger algo de maneira adequada, você tem que conhecê-lo e amá-lo. A descoberta de uma nova espécie de cetáceo comprova o quanto ainda resta desconhecido para ser descoberto nos oceanos. A proteção desses habitats é imprescindível para a sobrevivência tanto desses seres

“Vimos algo novo. Algo que não era esperado nesta área, algo que não corresponde, seja visualmente ou acusticamente, a qualquer coisa que se saiba existir”, disse Dr. Jay Barlow. “Sinto calafrios pela espinha quando penso que poderíamos ter realizado o que a maioria das pessoas diria que era realmente impossível – encontrar um grande mamífero que existe neste planeta que é totalmente desconhecido para a ciência”, aponta.

“A Sea Shepherd se orgulha de apoiar e participar na pesquisa científica e acredita no seu valor para ações de conservação”, afirma Carolina Castro, presidente da Sea Shepherd Brasil. “Para proteger algo de maneira adequada, você tem que conhecê-lo e amá-lo. A descoberta de uma nova espécie de cetáceo comprova o quanto ainda resta desconhecido para ser descoberto nos oceanos. A proteção desses habitats é imprescindível para a sobrevivência tanto desses seres

Espécie nova não é Baleia de Bico de Perrin

As baleias de bico, como todos os cetáceos, emitem sinais acústicos distintos de ecolocalização sob a água. Esses sons são únicos para cada espécie e podem identificar com segurança os tipos de baleias de bico presentes na área.

Em 2018, os cientistas gravaram um sinal acústico desconhecido nas águas ao norte das Ilhas San Benito. O sinal, conhecido como BW43, já havia sido detectado na costa da Califórnia, e os cientistas acreditam que possa ser o som da baleia de bico de Perrin.

A baleia com bico de Perrin é uma das 23 espécies conhecidas de baleia com bico encontradas nos oceanos de todo o mundo. Não existem avistamentos confirmados das baleias de bico de Perrin, e seu tamanho de população e distribuição geográfica são desconhecidos.

O animal documentado nesta expedição é uma baleia com bico, mas não é a baleia com bico de Perrin ou qualquer outra espécie conhecida. O sinal acústico emitido pela espécie desconhecida não é BW43 ou qualquer outro som conhecido pela ciência. A análise inicial indica que as características físicas das baleias avistadas não correspondem às de Perrin ou de qualquer outra espécie conhecida de baleia bicuda. Os pesquisadores acreditam que os animais observados nesta expedição são uma espécie recém-identificada.

Sea Shepherd retira 11 kg de lixo na Lagoa da Conceição em Florianópolis

Núcleo Florianópolis da Sea Shepherd Brasil, realiza ação no sábado, 5 de dezembro de 2020 para retirar resíduos na Lagoa da Conceição.

#OndasLimpas –

Mais de 11 kg de resíduos foram retirados da orla da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, em ação organizada pela ONG de conservação ambiental Sea Shepherd Brasil. A limpeza aconteceu durante o final de semana e durou uma manhã inteira. Em sua grande maioria, foram encontrados canudos, carteiras de cigarro, bitucas, copos plásticos, máscaras e diversos outros itens.

 

Para a presidente da Sea Shepherd Brasil, Carolina Castro, os resíduos encontrados provam que a educação ambiental da população é um quesito chave para a preservação dos ambientes costeiros. “É preciso conscientizar as pessoas de que qualquer lixo que jogamos no ambiente, por menor que seja, afeta completamente o ecossistema ao redor, incluindo os humanos. A Sea Shepherd Brasil deseja formar uma cultura de preservação ambiental nas áreas que atua, envolvendo a sociedade civil de forma positiva e efetiva para o bem estar comum”, completa.

 

Ondas Limpas

Mesmo em um ano desafiador de pandemia, em 2020 a Sea Shepherd Brasil conseguiu realizar mais de 20 mutirões de limpeza, que ajudaram na retirada de quase uma tonelada de resíduos do fundo de rios e mares em sete estados do país. Além disso, a ONG retornará suas operações normais da Campanha Ondas Limpas, de limpeza de praias, leitos de rio e fundo de mar, e contará com parceiros que atuam no processo de digitalização de logística reversa, que garante a rastreabilidade dos resíduos coletados, e seu retorno à cadeia de produção. Em 2021, a Sea Shepherd também tem a ambição de expandir a mais estados do país.

Junte-se ao movimento!
Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil para erradicar o Lixo Marinho e proteger, conservar nossos ambientes costeiros. Atuamos prevenindo e removendo plásticos que entram nos nossos oceanos e vias marinas. Acesse seashepherdbrasil.org.br e DOE.

Doe para ajudar nas limpezas, resgate de fauna e comunidades que necessitam de assistência.

Mergulhadores segurando bandeira da Sea Shepherd

Campanha Ondas Limpas subaquática em Ilhabela reuniu voluntários para limpeza marinha

Ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos de pesca (ByCatch) com resgate de fauna marinha.

#ByCatch – Mais de 9 milhões de toneladas de animais já foram capturados incidentalmente nos últimos anos. Foram mais de 600 mil toneladas de redes de pesca perdidas ou abandonadas no mar. As redes fantasma matam inúmeras espécies marinhas, das menores como crustáceos (foto), aves, tartarugas como também animais maiores como baleias e golfinhos. Esta é uma estatística estarrecedora quando aliamos estas informações com o esgotamento de vida nos oceanos pela pesca e poluição por plástico.

A Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil visa mitigar estes impactos com ações diretas de limpeza de fundo marinho. Esta ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos  de pesca (by-catch) com resgate de fauna marinha.

Caranguejo preso em rede de pesca
Voluntários com lixo recolhido

Como foi esta ação? Foi em novembro,  quando voluntários do núcleo São Paulo mergulharam para retirar petrechos de pesca do parcel bem próximo à praia. Foram retiradas cordas, pedaços de rede e linhas com anzóis descartados pela pesca que ocorre ali, outros são detritos que vem pelas correntes, inclusive rede de pesca fantasma ocasionando o mortal bycatch. Além de retirar os petrechos de pesca,  foram resgatados os pequeninos animais alojados nos detritos. Foram dezenas de caranguejos, ofiúros, ascídias, lagostins, camarões, mexilhões, poliquetas entre outros. A ação começou bem cedo  para montagem da estação de triagem no espaço do parceiro @MareVidaEcotrip e equipar os mergulhadores. Depois da  hidratação com frutas e água os 11 mergulhadores e voluntários em terra entraram em ação seguindo a preleção. Após 1 hora de mergulho (mas com uma manhã inteira de trabalho),  os voluntários trouxeram os detritos para tenda para separação dos materiais e resgate de fauna. 

#StopbyCatchDay 1o. Dezembro - VOCÊ SABIA?

Estima-se que 40% de toda pesca é bycatch (Keledjian et al 2014), Baleias, golfinhos, focas, tartarugas, raias, tubarões, aves marinhas, peixes e invertebrados capturados acidentalmente e descartados…Vidas desperdiçadas!

A comissão dos Oceanos dos Estados Unidos declarou em 2005 o bycatch como a maior ameaça aos mamíferos aquáticos no mundo (Yopung and Ludicello 2007), e para agravar este problema, somente uma pequena parte dos “bycatches” são de fato registrados.

Cerca de 640 mil toneladas de petrechos de pesca são perdidas no mar todos os anos se tornando redes fantasmas (Macfadyen et al. 2009).

Pela perspectiva do bem estar animal, os emalhes das baleias são indiscutivelmente uma das piores formas de mortalidade causada por seres humanos aos animais selvagens (Cassof et al 2011).

Os animais podem morrer afogados, pois presos não conseguem subir à superfície para respirar, também sofrem lacerações devido aos cabos pesados que rebocam, infecções, e podem morrer de fome, pois não conseguem se alimentar de forma eficaz (International whaling Commission 2018).

Fonte: @vivaverdeazul

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Na Amazônia, Sea Shepherd ajuda a mitigar poluição de rios por meio da educação

Coordenação em Manaus realiza ações educacionais e conversas sobre logística reversa de resíduos com peças-chave de Manaus e redondezas.

Educar hoje para criar um mundo mais sustentável amanhã. Com esse objetivo, a ONG de preservação marinha Sea Shepherd realiza, no mês de novembro, ações educacionais sobre a preservação do meio ambiente, dos oceanos, e de sua própria sobrevivência.

De maneira lúdica e interdisciplinar voltado à realidade dos alunos em sala – a Sea Shepherd conseguiu cativar, em sua primeira turma, uma classe de 15 alunos que já retornam às suas atividades presenciais, na Escola Adventista de Santo Antônio, na zona oeste de Manaus.

“Ideias muito criativas e facilmente implementáveis foram geradas, como uso de madeira, vidro, bambu e até barro e argila para substituir os acessórios de plástico que comumente utilizamos e descartamos – principalmente nesta época pós-pandemia”, afirma Nathalie Gil, coordenadora nacional do projeto Sea Shepherd Educação.

Gil reforça a importância de se debater o lixo que geramos, em particular o plástico, um resíduo relativamente recente em nossas vidas, mas que hoje é onipresente.

“O resíduo é um problema de décadas na região de Manaus. Há uma imensidão de lixo sendo despejado no rio Amazonas e o aterro sanitário da capital só poderá receber resíduos até 2021”, aponta a coordenadora.

Segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), entre janeiro e setembro deste ano já foram retiradas mais de oito mil toneladas de lixo dos rios e igarapés de Manaus. A Semulsp mantém o serviço diariamente em toda a capital, atendendo, em média, 36 igarapés por mês. Quase 880 toneladas de resíduos são retiradas mensalmente dos rios, um dos mais onerosos aos cofres públicos, a um custo de quase R$ 1 milhão, a cada 30 dias.

Após algumas tentativas no passado, recentemente foram implementados 38 PEVs em pontos estratégicos da cidade, em uma ação conjunta com o Ministério Público, Semplusp e redes de distribuidoras que através do Fórum de Logística Reversa se uniram para fazer acontecer.

Para Elisa Müller, Coordenadora da Associação Aliança, que está na linha de frente do desafio dos resíduos em Manaus, há ainda muito que fazer. “O sucesso da implementação das PEVs é só o começo. Agora temos que mobilizar empresas responsáveis pelo resíduo gerado, para assim estruturar de fato a logística reversa de nossa região, gerar renda e educar uma geração que irá enfrentar o problema do lixo como nenhuma outra” afirma.

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Garrafa jogada em praia

Mutirão da Sea Shepherd retira mais de 400 Kg de lixo

Mais de 400 kg de detritos, microlixo e petrechos de pesca foram recolhidos durante mutirão de voluntários da Sea Shepherd em celebração ao Dia Mundial da Limpeza. A ação envolveu dezenas de pessoas em 7 cidades de todo o Brasil, com o intuito de desenvolver um dia de ativismo ambiental em pró aos oceanos e qualidade de vida.

Além das embalagens plásticas de alimentos que foram encontradas, outros detritos mortais, como rede de pesca fantasma e outros petrechos de pesca foram retirados de costões e rios.
As ações foram realizadas em parceria com o Limpa Brasil e Teoria Verde, além de entidades locais. Participaram os seguintes núcleos:

Paraná – Quatro Barras Rio Cercado / Bracajuvava
Paraná – Curitiba
Paraná – Limpeza em rio com voluntário mirim
São Paulo – Ilhabela – Costão Rochoso da Praia do Curral
São Paulo – Arujá
Santa Catarina – Florianópolis na Praia Ponta de Baixo
Santa Catarina – Itapoá

Voluntária recolhendo lixo em Itapoá

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