PARE COM A EXPLORAÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES: CARTA À ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE TURISMO

A Sea Shepherd Brasil, junto à @ProteçãoAnimalMundial (@WorldAnimalProtection) e outras 150 entidades e grandes empresas do setor enviaram HOJE uma carta à Organização Mundial do Turismo (OMT) para o fim do turismo de entretenimento com animais silvestres.

 

Severamente impactado pela pandemia do novo coronavírus, o turismo mundial busca formas para se recuperar gradativamente a partir das medidas de relaxamento propostas pelos países. Organização multilateral chave para o setor, a OMT elaborou um conjunto de 23 recomendações para a indústria voltar a crescer, contudo, nenhuma delas inclui a proteção da vida silvestre.

 

O contato próximo e desnecessário entre humanos e esses animais aumenta as chances de transmissão de zoonoses, o que pode ter efeitos catastróficos e devastadores, como o que estamos vivendo agora.

Espetáculos de golfinhos e orcas em tanques minúsculos, passeios em elefantes e dromedários e abraços e selfies com bichos preguiças, araras e tigres são exemplos de atrações turísticas que oferecem interação com a vida silvestre em cativeiro, representando, aproximadamente, 40% do turismo em todo o mundo. O crescimento exponencial do turismo nas últimas décadas gerou um crescimento no comércio de animais para serem explorados pela indústria. Nesses locais, essas espécies sofrem em condições desumanas de cativeiro, são usadas como acessórios para atividades totalmente anti-naturais, além de viverem confinados, acorrentados, sofrendo abusos físicos e psicológicos durante toda a vida.

 

A retórica da indústria faz com que milhões de turistas consumam de maneira inconsciente, ao pensar que os espetáculos e as experiências ofertadas estão livres de sofrimento animal, ou que o foco sejam supostos benefícios educacionais, de preservação do meio ambiente ou de conservação da biodiversidade. Contudo, as evidências e dados científicos mais atuais mostram como essa narrativa tem pouco fundamento.

 

Estima-se que até 550 mil animais silvestres sejam mantidos em cativeiro para serem explorados pela indústria de turismo. Esse comércio, que movimenta bilhões de dólares todos os anos, retira animais de seus ambientes naturais – estimulando o comércio ilegal e legal e ameaçando a biodiversidade – e impulsiona a criação em cativeiro para fins meramente comerciais, expondo-os à crueldade e ao estresse permanentes, com animais imunodeprimidos e todo um ambiente favorável ao surgimento e proliferação de novas doenças infecciosas.

 

O que podemos fazer enquanto as autoridades ignoram este crime ambiental? Não apoie essa crueldade. Não compre ingressos para lugares que confinam animais. Não apoie essa indústria.

 

Não existe beleza em liberdade roubada. Diga não a captura e exploração de animais silvestres.

AMBIENTALISTAS REVELAM UM OCEANO QUE IMPLORA POR AJUDA NAS PRAIAS DO NORDESTE

Com apoio do Estado de Pernambuco, Sea Shepherd Brasil e Movimento Salve Maracaípe têm acesso exclusivo às praias para um monitoramento científico sem precedentes que revela uma diversidade marinha em rápido desaparecimento.

MARACAÍPE, PERNAMBUCO – Os recifes de corais formam a maior estrutura viva animal do planeta, além de ser o mais importante ecossistema marinho. De cada quatro peixes, três dependem dos corais para sua sobrevivência.

O crescimento exacerbado do turismo nas costas brasileiras somado ao rápido aquecimento dos oceanos e desastres ecológicos, como o recente derramamento de óleo na costa brasileira no final de 2019 no Nordeste brasileiro têm atraído a atenção da ONG de conservação marinha Sea Shepherd Brasil, que se une ao Movimento Salve Maracaípe e juntas lançam a campanha Salve Mar para a investigação da saúde dos corais na costa Brasileira onde eles são mais conhecidos – e portanto mais ameaçados: nos arrecifes de Porto de Galinhas, em Pernambuco.

Os recifes de corais contribuem para três metas de alta prioridade dos países em desenvolvimento: a geração de renda, criação de empregos e ganhos em moeda estrangeira. Segundo Spalding et al., (2017), o turismo em recifes de coral gera US$ 36 bilhões em valor global a cada ano. No litoral sul do Estado de Pernambuco, o grande atrativo do turismo são as piscinas naturais formadas pelos recifes de coral e toda a sua biodiversidade. Apenas em Porto de Galinhas, Ipojuca, circulam por ano cerca de 1,6 milhão de turistas.

Com monitoramentos desde Novembro de 2019, esta campanha tem identificado um preocupante e alarmante crescimento no branqueamento dos recifes do local – um crescimento que indica ser comparável ao que é visto na famosa Grande Barreira de Corais na costa leste da Austrália – mas que está longe de alcançar a mesma atenção da mídia.

Com a atual quarentena e praias fechadas para o turismo, este grupo de ativistas e pesquisadores receberam a permissão sem precedentes do município de Ipojuca, e do Governo do Estado de Pernambuco de seguir com o monitoramento dos corais que vem sido feito, e finalmente conseguir isolar o impacto direto do turismo local das ameaças ambientais globais no avanço do branqueamento de corais da região

POR QUE O BRANQUEAMENTO DE CORAIS É RUIM?

Os corais são considerados animais marinhos, e possuem uma grande sensibilidade para alterações, mesmo que sutis, na água onde habitam. O branqueamento dos corais dá-se quando os pólipos responsáveis pela construção dos recifes de coral morrem, e os corais tornam-se translúcidos, sendo possível verificar o esqueleto de carbonato de cálcio desses animais. Isso acontece em razão da expulsão das algas zooxantelas ou por causa da perda do pigmento dessas algas, que vivem em associação mutualística com o coral. Este é um problema ecológico grave, relacionado à acidificação oceânica (mudança na temperatura média e do pH dos oceanos, causada pelo aquecimento global) e ações antrópicas como pisoteio, pesca predatória, poluição, sedimentação, entre outros fatores.

Esse problema pode ocorrer de forma transitória, ou de forma fatal, matando o coral e todo o ecossistema ao seu redor que depende dele para a sobrevivência. Peixes, lagostas, cavalos marinhos, esponjas do mar, tartarugas marinhas são apenas algumas das milhares de criaturas que dependem dos recifes de corais para sobreviver.

Como resultado da campanha Salve Mar, a Sea Shepherd Brasil e o Movimento Salve Maracaípe têm como ambição criar um plano de conservação e recuperação dos recifes de corais da região de Porto de Galinhas em preparo ao retorno do turismo na região, visando ações de educação e treinamento ambiental, recomendação de estruturação e isolamento de áreas de risco para as visitas turísticas ao local e principalmente ações de conscientização e preservação para os turistas e locais da região.

Mais sobre a campanha Salve Mar

A Sea Shepherd Brasil e o Movimento Salve Maracaípe vem trabalhando juntos na proteção do ecossistema de corais na região do Nordeste desde o terrível vazamento de petróleo cru que afetou o Nordeste brasileiro. Desde então, eles vem monitorando os recifes de corais de Pernambuco com objetivo de avaliar a saúde dos corais e proporcionar a sua recuperação e expansão.

Doe para ajudar A Sea Shepherd proteger os corais.

Com a campanha Salve Mar, o objetivo geral consiste em avaliar a saúde dos corais,
proporcionar a sua recuperação e expansão. Como objetivos específicos, a ambição desta campanha é de:

  1. Mapear e monitorar do branqueamento dos corais;
  2. Avaliar do impacto do pisoteio na bancada de corais;
  3. Planejar e propor alternativas sustentáveis para o uso turístico dos corais;
  4. Recuperar e cultivar novas colônias de corais;
  5. Investigar a presença de fragmentos de petróleo no ambiente recifal.

Mais sobre a Sea Shepherd Brasil

A Sea Shepherd é uma organização internacional sem fins lucrativos de conservação da vida marinha. Fundada em 1977, pelo Capitão e ambientalista Paul Watson, a missão da Sea Shepherd é defender, conservar e proteger a vida marinha e ecossistemas marinhos.

Com campanhas no mundo todo, defendendo desde as baleias no Santuário de Baleias da Antártica contra caça ilegal até tubarões em Galápagos, a Sea Shepherd usa táticas inovadoras e não violentas de ação direta para investigar, documentar e agir quando necessário e para expor e confrontar atividades ilegais nos oceanos. Salvaguardando a biodiversidade de nossos delicados ecossistemas marinhos, a Sea Shepherd trabalha para garantir a sobrevivência dos oceanos para as futuras gerações.

No Brasil, a Sea Shepherd atua para preservação de sistemas costeiros e marinhos com a Operação Ondas Limpas, de remoção do lixo marinho de praias e rios e de educação e conscientização da população sobre consumo e descarte responsável. A Sea Shepherd Brasil também atua em escolas educando jovens sobre preservação dos oceanos.

A Sea Shepherd é conhecida por ter a maior frota de navios não governamentais de preservação ambiental, e trabalha com governos para auxiliar na fiscalização de leis de conservação existentes e proteger espécies e ecossistemas ameaçados, como no caso da vaquita marinha do México.Desde os gentis gigantes do mar até as menores criaturas, a missão da Sea Shepherd é proteger todas as espécies de vida marinha que vivem em nossos oceanos. Nossas campanhas têm defendido baleias, golfinhos, focas, tubarões, pinguins, tartarugas, peixes, krill e aves aquáticas da caça furtiva, pesca insustentável, destruição de habitat e cativeiro explorador.

Mais sobre o Movimento Salve Maracaípe

Diante da realidade advinda das intervenções humanas ocorridas em Porto de Galinhas e Maracaípe, tanto por contato direto do turismo local, mas também devido a mudanças climáticas e desastres ecológicos, como o derramamento de óleo de 2019, o Movimento Salve Maracaípe nasceu como consequência do sentimento de preservação, global, de coletividade, social, ecológico, espiritual e de amor ao meio ambiente de sua comunidade.

O Movimento Salve Maracaípe tem como objetivo é promover o debate para impedir e reduzir a degradação ambiental na região  de Porto de Galinhas – Maracaípe, e ao mesmo tempo garantir que o local e seu importante ecossistema costeiro seja utilizado de forma sustentável.

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A fonte mais perigosa de plásticos nos oceanos que ninguém comenta

Você deixou de comer peixe alguma vez para diminuir a poluição de plásticos nos oceanos? Provavelmente não deixou, porque ninguém te falou a verdade sobre de onde vem a maioria dos plásticos que estão em nossos oceanos e como a escolha dos nossos alimentos tem contribuído para isso.

Comentário da Sea Shepherd Global.

Constantemente somos lembrados sobre a mensagem que você provavelmente já deve ter ouvido: Investir em garrafas de água reutilizáveis e canecas de café, trocar a compra de sacolas plásticas por uma de pano “sacola para a vida” e se recusar a utilizar plástico descartável, principalmente canudos. Essa lista continua…

Com certeza, todos esses esforços valem a pena serem colocados em nosso dia a dia. O desperdício de plástico é claramente um dos mais urgentes e visíveis problemas que estão afetando nossos oceanos e a vida marinha. A quantidade de plástico produzida pelo humano a cada ano é equivalente ao peso de toda a raça humana junta. Apesar de todos os nossos esforços para “recusar, reduzir, reutilizar e reciclar”, 91% dos resíduos de plásticos nunca são reciclados.

Ao invés de decompor ou biodegradar, os plásticos no oceano são na verdade quebrados em pedaços cada vez menores, eventualmente se tornando microplásticos tão pequenos que os olhos humanos não conseguem ver. Não existe “fim” para os plásticos. Cada pedaço de plástico que uma vez foi produzido, ainda permanece em nosso planeta. Mais de 90% das aves marinhas tem plásticos em seus estômagos e pesquisadores estão prevendo que o oceano irá ter mais plástico do que peixes (em peso) até 2050 se não agirmos agora.

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Mas apesar do que a maioria das pessoas pensam, plásticos de consumo comum como cotonetes, talheres descartáveis e recipientes de shampoo não são os maiores culpados.

A maior fonte de plástico que está sufocando a vida marinha nos nossos oceanos é feita de redes de pesca, cordas, FADs (dispositivo de agregação de peixes), espinhel, caixas e cestas que são propositalmente ou acidentalmente perdidas, descartadas ou abandonadas.

Pelo menos metade do […resíduo de plástico no oceano] não são plásticos de consumo, dos quais são o centro de debate atual, mas equipamentos de pesca, “afirma George Leonard, chefe cientista do Ocean Conservancy.

Aproximadamente 46% de 79 mil toneladas de plásticos no “Great Pacific Garbage Patch” (maior acumulação de plástico no oceano do mundo, localizada entre o Havaí e a Califórnia) são feitos de redes de pesca, algumas do tamanho de um campo de futebol, de acordo com um estudo publicado em Março de 2018 em relatório científico, do qual chocou os pesquisados que esperavam uma porcentagem próxima a 20%.

Redes de pesca perdidas, abandonadas ou descartadas no mar, também conhecido como “redes fantasmas” – podem continuar matando indiscriminadamente por décadas e décadas, prendendo ou sufocando incontáveis peixes, tubarões, baleias, golfinhos, tartarugas marinhas, focas e aves marinhas todos os anos. Estima-se que 30% do declínio em algumas populações de peixes são resultado de equipamentos de pesca descartados, enquanto mais de 70% dos animais marinhos enroscados são por redes de pescas abandonadas.

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A equipe da Sea Shepherd e voluntários em campanhas ao redor do mundo são testemunhas diárias da devastação causada por equipamento de pesca. Na operação Icefish em 2014, enquanto a embarcação Bob Barker da Sea Shepherd perseguiu o conhecido navio de caça Thunder por 110 dias até eles afundarem seu próprio navio, a equipe da embarcação Sam Simon ficou atrás no congelante oceano antártico, passando semanas recolhendo a rede de 72km de comprimento abandonada pelo Thunder quando fugiram. Em cinco campanhas consecutivas da Operação Milagro no mar do Cortez, México, nossa equipe recuperou mais de 180km de redes fantasmas, além das redes de pescas ilegais responsáveis por matar a Vaquita marinha, que está criticamente ameaça de extinção. Em 2015, a Sea Shepherd França lançou a Operação Mare Nostrum para remover redes fantasmas do mar Mediterrâneo, onde foi recuperada uma rede de arrasto em uma área marinha protegida, próximo a costa da França onde todos os tipos de pesca são proibidos. Em 2018 a Sea Shepherd do Reino Unido lançou a Operação Ghostnet, uma campanha usando pequenos barcos rápidos e mergulhadores para remover perigosas redes fantasmas e outros equipamentos de pescas abandonados em áreas costeiras ao redor da Inglaterra, Escócia e País de Gales. A Operação Siso, campanha da Sea Shepherd para confiscar equipamentos de pesca ilegal encontrados na costa mediterrânea da Itália, foi nomeado para uma jovem baleia cachalote, cuja migração pelas ilhas Eólias terminou quando se enroscou em uma rede à deriva e morreu. Em agosto de 2018, por volta de 300 tartarugas marinhas ameaçadas de extinção foram encontradas mortas na costa do Sul do México, presas apenas por uma rede de pesca abandonada.

Tartarugas marinhas são duplamente afetadas por equipamentos de pesca abandonados, porque quando chegam as praias de nidificação, a tartaruga mãe fica presa quando vai colocar seus ovos e os bebês quando nascem não conseguem escalar os escombros para chegar ao mar. A embarcação Bob Barker da Sea Shepherd recentemente ajudou a limpar mais de 4 toneladas de resíduo marinho de uma ilha na África Ocidental em Cabo Verde. A terceira praia de nidificação mais importante no mundo para tartarugas cabeçudas.

O que você para fazer para ajudar?

A sua generosa doação ajuda a Sea Shepherd a continuar essas campanhas vitais para remover equipamentos de pesca mortais dos nossos oceanos. Você também pode participar das limpezas de praias realizadas pela equipe da Sea Shepherd local (Nota importante: nunca tente retirar equipamento de pesca abandonado da água sozinho, isso pode ser extremamente perigoso para você e até prejudicial para o animal preso. Entre em contato com as autoridades locais se você avistar algo).

Mas não seria melhor parar esses equipamentos de pesca industrial de poluir nossas águas em primeiro lugar?  Nós estamos trabalhando para impedir as garrafas plásticas de chegarem na água, encontrando alternativas e reduzindo sacolas plásticas proibindo-as no caixa do supermercado. Então, como conseguimos parar a inundação de equipamentos de pesca abandonado em nossos oceanos? Existe realmente uma outra maneira de impedir os equipamentos de pesca de sufocar nossos oceanos do que parar isso na fonte? Os governos podem (e deveriam) tomar todos os tipos de medidas para prevenir os equipamentos de pesca de poluir ainda mais os oceanos e a Sea Shepherd irá continuar perseguindo e ajudando a interromper as operações de pesca ilegal enquanto tira equipamentos de pesca sempre que encontrado. Mas cada consumidor tem o poder de fazer a diferença.

Conheça o Sea Shop e Ajude a Sea Shepherd

O jornal Guardian do Reino Unido, recentemente observou a hipocrisia na condenação da mídia de plástico descartável… “o fator mais importante…nós falamos menos.” Será que esse silêncio é devido à grande mídia não querer abalar os interesses econômicos do setor de pesca comercial ou porque resolvendo o problema, significa que os consumidores irão conectar os pontos…de volta para eles mesmo?

Teria realmente uma maneira de cortar a demanda por peixe – e a massiva indústria por trás disso – reduzindo ou eliminando totalmente peixes da nossa dieta? Isso é difícil de discutir, isso pode fazer você sentir que está nadando contra a maré, mas talvez seja a melhor maneira para cada indivíduo fazer o maior impacto além de evitar plásticos descartáveis. Se nós realmente nos importamos com o problema do plástico nos oceanos, nós precisamos resolver o problema de equipamento de pesca. E até encontrarmos novas opções melhores, isso significa tirar peixes do cardápio.

COMUNICADO DA SEA SHEPHERD SOBRE O COVID-19

Queridos amigos, Esperamos que você e seus entes queridos estejam seguros e saudáveis durante estes tempos particularmente desafiadores. Com nossas preocupações aumentando em relação à transmissão do Coronavírus, nós da Sea Shepherd estamos comprometidos com o bem estar de todos, incluindo nossas tripulações, nossa equipe, nossos voluntários e apoiadores.

Estamos focados na proteção dos oceanos, sempre.

Os caçadores e pescadores ilegais não param durante emergências públicas de saúde, assim como a Sea Shepherd e sua missão de proteger a vida marinha. Mesmo nesta época particularmente difícil, nossas campanhas se mantém ativas conforme for seguro seguir em frente. Estamos também tomando todas as devidas precauções para prevenir a chegada e transmissão do vírus em nossos navios.

Cada um de nós tem o poder de fazer a diferença e tornar o mundo um lugar melhor. Mesmo nos dias de hoje. Aqui estão algumas maneiras que todos nós podemos contribuir com isso:

– Cuide de você e dos seus. Fique virtualmente próximo de sua família, dos amigos e dos que possam estar mais vulneráveis.

– Cumpra com as normas de distanciamento social com seriedade. Não viaje ou saia de casa se você realmente não necessitar.

– Por favour mantenha-se sempre bem informado sobre como melhor garantir sua segurança durante o surto de contaminação.

Estes sites abaixo são recomendados:

OMS/ OPAS: https://www.paho.org/bra/

Ministério da Saúde: https://saude.gov.br/

Como parte da família da Sea Shepherd, você é importante para a gente e nós nos preocupamos com você.

Nós te apoiamos e agradecemos por nos apoiar em continuar a proteger a vida marinha ao redor do mundo.

A Sea Shepherd é um movimento global, e seguimos juntos, sempre unidos no nosso compromisso em proteger os que não podem proteger a si mesmos.

SEA SHEPHERD BRASIL EDUCA AGENTES AMBIENTAIS MIRINS

VITÓRIA, ESPÍRITO SANTO – A Sea Shepherd Brasil dá o primeiro importante passo em seu programa educacional que visa focar em uma inovadora maneira de engajar a futura geração de brasileiros, e que tem como seu foco central o profundo entendimento das crianças, adolescentes e adultos sobre a nossa sutil, mas poderosa interdependência com os oceanos e o planeta.

No dia 05 de março de 2020 a àrea Sea Shepherd Educação realizou uma oficina com professores e alunos da Comunidade de Jesus de Nazareth, localizada na capital do Espírito Santo para a apresentação do projeto ‘Cartilha Educacional Ambiental: Educação Ambiental para as Comunidades’.

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Neste evento, compareceram os alunos do 3º e 4º ano, os alunos do Clube de Ciências e as professoras responsáveis pelas matérias envolvidas no projeto (ciências, geografia e afins), as quais planejam ceder algumas de suas aulas para o conteúdo desta cartilha. Liderando o projeto está Sandro Firmino, coordenador dos projetos Sea Shepherd Educação, a professora Adalgisa Dias Pereira representando a escola E.M.E.F “EDNA DE MATTOS SIQUEIRA GÁUDIO, e também Rúbria Tânia de Oliveira, representante da liderança da comunidade Jesus de Nazareth que se mostra muito animada com o potencial impacto positivo do projeto na comunidade de Jesus de Nazareth.

No evento, a Sea Shepherd Educação compartilhou a missão e propósitos da Sea Shepherd de proteger os oceanos, a nossa interdependência com os oceanos, as principais dificuldades e consequências da falta de educação ambiental e a importância de cada indivíduo da sociedade se tornar agentes de mudança – incluindo nossas crianças – na preservação da vida marinha.

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O conteúdo, bem didático e impactante, teve como objetivo de aumentar a consciência sobre situação dos oceanos hoje, para dar às crianças um senso de urgência e responsabilidade; as crianças foram expostas a exemplos práticos da situação, como mostrando fotos de animais torturados por plástico nos oceanos, o mar de lixo que estamos gerando e despejando nos mares, provocando uma vontade imediata nas crianças de mudar e agir. Também foram apresentadas soluções práticas de como ser um agente de mudança, como comportamentos diários de conscientização, e ações coletivas de responsabilidade e coleta de lixo e cuidado com as praias – inclusive as ações ativas na comunidade de Nazareth – o que despertou o interesse geral em imediatamente se sentir parte de preservar o local onde moram e se unir com os moradores que já atuaram em prol do meio ambiente.

Nesta oficina, a Sea Shepherd Educação explicou o projeto piloto – que visa à construção de uma cartilha educacional sobre o correto descarte de resíduos e o impacto do lixo na comunidade – e denominou alguns dos alunos da escola a agentes ambientais mirins; fiscalizando e notificando as ações dos moradores para aos poucos integrar e conscientizar toda a comunidade de Jesus de Nazareth no aprendizado e correto descarte de seu lixo e seu impacto positivo para os oceanos e o planeta. Os alunos se demonstraram adeptos com o projeto, e agora trabalham em um processo de seleção do primeiro grupo de 20 agentes ambientais mirins da Sea Shepherd Educação.

Grandes mudanças de comportamento começam com passos pequenos. No caso dos desafios na esfera ambiental, a Sea Shepherd acredita que começa na árdua e desafiante tarefa de estar onde o problema está: não somente na ação direta em nossas praias e oceanos, mas também na formação diária de nossas crianças: os futuros agentes de mudança. Este é um projeto piloto da Sea Shepherd Educação que tem a ambição de ser replicado para escolas e comunidades do Brasil no segundo semestre de 2020.

Mais sobre a Sea Shepherd Brasil

A Sea Shepherd é uma organização internacional sem fins lucrativos de conservação da vida marinha. Fundada em 1977, pelo Capitão e ambientalista Paul Watson, a missão da Sea Shepherd é defender, conservar e proteger a vida marinha e ecossistemas marinhos.

Com campanhas no mundo todo, defendendo desde as baleias no Santuário de Baleias da Antártica contra caça ilegal até tubarões em Galápagos, a Sea Shepherd usa táticas inovadoras e não violentas de ação direta para investigar, documentar e agir quando necessário e para expor e confrontar atividades ilegais nos oceanos. Salvaguardando a biodiversidade de nossos delicados ecossistemas marinhos, a Sea Shepherd trabalha para garantir a sobrevivência dos oceanos para as futuras gerações.

No Brasil, a Sea Shepherd atua para preservação de sistemas costeiros e marinhos com a Operação Ondas Limpas, de remoção do lixo marinho de praias e rios e de educação e conscientização da população sobre consumo e descarte responsável. A Sea Shepherd Brasil também atua em escolas educando jovens sobre preservação dos oceanos.

A Sea Shepherd é conhecida por ter a maior frota de navios não governamentais de preservação ambiental, e trabalha com governos para auxiliar na fiscalização de leis de conservação existentes e proteger espécies e ecossistemas ameaçados, como no caso da vaquita marinha do México.Desde os gentis gigantes do mar até as menores criaturas, a missão da Sea Shepherd é proteger todas as espécies de vida marinha que vivem em nossos oceanos. Nossas campanhas têm defendido baleias, golfinhos, focas, tubarões, pinguins, tartarugas, peixes, krill e aves aquáticas da caça furtiva, pesca insustentável, destruição de habitat e cativeiro explorador.