Tubarões: quando o homem é o maior predador.

Pensar em tubarões com carinho é uma tarefa difícil: eles povoam o imaginário com cenas sangrentas e ataques perversos. Vez por outra, aparecem em capas de jornais como protagonistas de tragédias em beiras de praia. Em Recife, neste ano, foram dois ataques. O segundo caso aconteceu dia 11 de junho, quando um garoto de 14 anos levou uma mordida à 20 metros da areia. Sobreviveu. Foi o 53º ataque desde 1992 no litoral pernambucano, com 19 mortos em todo o período. A boca do tubarão costuma funcionar como uma espécie de tato. Quase na totalidade dos acidentes, o tubarão erra na identificação da presa. Por esse motivo é que eles dão uma mordida no homem e ao perceber o engano se afastam. Mas por quê existem os ataques?

Notícias deste tipo são anúncios velados de um problema que vai além da dor da perda de um ente querido. A explicação viria da inauguração do Porto de Suape em 1989, 50 km ao sul do Recife. A fêmea da espécie de tubarão cabeça-chata, que sempre viveu na região, entrava na água doce do mangue para parir seus filhotes, mais especificamente nos rios Merepe e o Ipojuca. Os contatos dos dois rios com o mar foram desfeitos, além da destruição de uma grande área de mangue. Assim as fêmeas da espécie cabeça-chata tiveram de procurar outros lugares para procriar.

A região mais próxima para isso era o Rio Jaboatão, ao norte. Aumentando o contato dos tubarões com uma região mais populosa, o número de acidentes cresceu nas praias de Piedade, Boa Viagem e Pina, na Grande Recife. “Os tubarões também tiveram de aumentar seu local de caça, que passa muito próximo da praia de Boa Viagem e arredores, aumentando assim a interação do homem com o tubarão. “O problema do desequilíbrio ambiental foi criado pelo próprio homem, agora temos de aprender a conviver”, explica o biólogo Marcelo Szpilman, diretor do Instituto Aqualung.

Já para o biólogo e professor da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos (SP), Otto Bismarck, o Nordeste já era uma região de habitat dos tubarões antes da construção do porto. “Diferentemente de outros portos no País, o de Suape destruiu rebanhos de corais, queimou mangue e fechou bocas de rios que chegavam até o mar, ou seja, a destruição da cadeia alimentar foi muito grande propiciando o crescente número de ataques em busca do escasso alimento”, analisa ele. O professor também aponta que o sangue ou até mesmo a urina pode atraí-los pelo odor. “O tubarão possui uma bateria sensorial muito apurada localizada na cabeça. O simples balanço das pernas de um surfista sentado na prancha pode ser detectado por suas linhas laterais que captam vibrações como radares”, conclui. No Brasil, especificamente, são extensos os registros de aparições dos Carcharhinus leucas, popularmente conhecido como cabeça-chata, e de tubarão tigre. Eles normalmente atacam de baixo para cima com uma mordida muito forte tentando imobilizar a presa de início.

Rumo à extinção

Apesar da convivência nem sempre agradável, por causa de ações predatórias humanas, os tubarões fazem parte de uma espécie de peixe de extrema valia para o ecossistema marinho e merecem ser preservados como qualquer outro ser. No Brasil estão cerca de 88 espécies, das 400 encontradas pelo mundo. Uma benção da Mãe Natureza transformada em comércio devastatório. Populações inteiras estão sendo dizimadas pelos vários tipos de pesca. Algumas, como é o caso do cação-listrado, já declinaram em até 95%. O incremento na cobiça pelos tubarões no país em todas as partes do mundo ocorre por causa do aumento no preço da sua barbatana, puxado principalmente pela demanda asiática. Hoje, ela pode chegar a custar até R$ 100 o quilo no Brasil. É usada em uma sopa muito apreciada pelos chineses.

Números oficiais das exportações brasileiras atestam que as barbatanas de tubarão secas, geraram ao Brasil, em 2007, US$ 2.312.544. Isso equivale a 131 toneladas. Cerca de 35 mil indivíduos da espécie Tubarão-Azul, já foram capturados pela modalidade de pesca conhecida como espinhel, nas águas do Sul do Brasil entre 1997 e 2005. Essa espécie é uma das favoritas dos pescadores, por ser fácil de apanhar e ter barbatanas enormes. No Atlântico Sul o volume dispara para 2 milhões de exemplares por ano.

No mundo, 100 milhões de tubarões são caçados por ano – pela pesca predatória, por esporte ou pela prática bárbara conhecida como finning. Tubarões fisgados são trazidos aos barcos para terem suas barbatanas cortadas enquanto eles ainda estão vivos. Sem qualquer condição de se protegerem, eles são atirados novamente ao mar, onde impossibilitados de nadarem sem suas nadadeiras, afundam e morrem em uma agonizante morte. Com mais de 90% da população de grandes tubarões dizimada, os tubarões estão sendo exterminados mais rápido do que podem se reproduzir. Este fato ameaça a estabilidade dos ecossistemas marinhos em todo mundo.

Não compre!

O motivo para a pesca que provoca o extermínio destes peixes beira o banal: sopas de barbatana; dentes para a produção de bijouterias; mandíbulas para a confecção de souvenirs; pele para carteiras de bolso e cintos; cartilagem para produção de cápsulas para “curas milagrosas” e óleo de fígado para preparo de cosméticos.

A Sea Shepherd luta para salvar os tubarões confiscando dezenas de milhares de barbatanas de tubarão obtidas ilegamente e levando à prisão os envolvidos; removendo milhares de quilômetros de redes de pesca ilegais e liberando animais presos nelas; em parceria com a Polícia do Ambiental do Equador, criando uma unidade especial de cães farejadores capazes de identificar barbatanas; desenvolvendo redes de inteligência para auxiliar na apreensão de barbatanas em áreas protegidas; campanhas educativas e presença permanente na Reserva Marinha de Galápagos para defendê-la de caçadores de tubarões.

O recado da Sea Shepherd é que “não compre ou consuma produtos feitos a partir de tubarão”. Uma oposição ofensiva quanto à comercialização é uma mola propulsora à educação e divulgação da pesca predatória. É um modo eficiente de protesto. O documentário Sharkwater é uma excelente dica para saber melhor sobre o universo dos tubarões.

Mude sua visão sobre os tubarões

A Sea Shepherd tem se comprometido com a conservação da vida dos tubarões há um longo tempo e ,em 2007, levou este comprometimento à um nivel maior, co-fundando a aliança “Shark Angels”. O primeiro projeto é o desenvolvimento de um curta metragem mostrando os tubarões de uma forma que ajude a mudar a opinião equivocada que temos sobre esses animais.

Estamos aqui para denunciar, conscientizar e agir. Filie-se a nós e dê a sua contribuição com o seu tempo, com seu talento, com a sua participação.
www.seashepherd.org.br

Este artigo foi escrito por Cláudia Palaci Jornalista voluntária da ONG Instituto Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar, e apareceu na revista www.revistaparafina.com.br de setembro.

Lush Cosméticos e Sea Shepherd juntam forças em campanha global contra a indústria pesqueira de tubarões

Sydney, Austrália –Capitão Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd, anunciou esta semana uma parceria com a Lush Cosméticos para elevar a consciência global sobre a problemática envolvendo a população de tubarões.

A Lush lançará uma campanha internacional em mais de 550 lojas em todo o mundo nos próximos meses para chamar a atenção para o fato de que 90% dos tubarões em todo mundo já foram exterminados e que 100 milhões de tubarões são mortos anualmente para a retirada de suas barbatanas, carne, cartilagem e óleos, tornando a situação destes animais crítica. A Lush terá uma campanha de vitrine, materiais educacionais nas suas lojas e um novo produto, “Sabonete de Barbatana de Tubarão”, onde a venda beneficiará a Sea Shepherd.

A Austrália foi escolhida para o lançamento da campanha porque a decisão do governo em aprovar uma proposta para a pesca de tubarões dentro da Grande Barreira de Corais, no estado de Queensland, é esperada para setembro de 2008. A hora para ação pública contra esta proposta é agora. A Sea Shepherd e a Lush acreditam que o Departamento de Pescas de Queensland não consegue ver os perigos óbvios que esta proposta trará, portanto divulgar o que esta acontecendo para o público global é a única solução.

O Capitão Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd, diz: “Os tubarões moldaram a evolução em nossos oceanos durante 450 milhões de anos, e o desaparecimento deles já causou danos severos aos ecosistemas marinhos globais. Extinção de espécies de tubarão causará danos irreparáveis.”

“Se nós não conseguirmos salvar os tubarões, nós não salvaremos nossos oceanos, e se nossos oceanos morrerem, toda a humanidade morrerá. A Lush e a Sea Shepherd reconhecem que nós precisamos salvar os tubarões e assim, nos salvar e, por isto, estamos trabalhando juntos para fazer isto acontecer” – diz ele.

Andrew Butler, Diretor de Campanhas Globais da Lush Cosméticos complementou “A Lush é uma empresa que vem fazendo campanhas e encara com seriedade assuntos como o teste em animais para produtos cosméticos. Mas com 100 milhões de tubarões sendo mortos todos os anos e tempo se esgotando rapidamente para os 10% restantes, a campanha contra o finning de tubarão (prática de pesca onde somente as barbatanas do tubarão são aproveitadas) e a pesca predatória é talvez o nosso maior desafio até hoje”

“A Lush Cosméticos possui mais de 550 lojas em mais de 50 países, e nós estaremos fazendo esta campanha em todas elas; porém a natureza da campanha global depende muito da decisão do Departamento de Pescas na Austrália no mês que vem – se a decisão for contra os tubarões nós sabemos quem será o alvo de nossa campanha” diz ele.

Biólogo Richard Fitzpatrick comenta “A pesca de barbatana de tubarões proposta é completamente ilógica – nós não sabemos nada sobre a biologia básica destes animais – o crescimento deles, ciclos de reprodutividade, etc. A proposta é um desastre garantido.”

Sea Shepherd Brasil inicia ciclo de cursos de capacitação jurídica pelo Brasil

A partir de outubro, o INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL iniciará o ciclo de cursos de capacitação jurídica “Ações Civis Públicas em Defesa dos Ecossistemas Marinhos” em diversas cidades do Brasil. Os cursos serão oferecidos inicialmente na Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, em Canoas (RS) e no Instituto Ecológico Aqualung, no Rio de Janeiro (RJ).

Local dos cursos:

– Universidade Luterana do Brasil – ULBRA (Canoas, na Grande Porto Alegre)

Data: 14 a 25 de outubro de 2008 (40 horas/aula)

Horário: 19h às 22h

Informações e inscrições:

Universidade Luterana do Brasil – ULBRA
Av. Farroupilha, nº 8001 • Bairro São José • Canoas/RS
Fone: (51) 3477-9166 (Extensão)
E-mail: extensao@ulbra.br ou cristianopacheco@seashepherd.org.br
Site: http://www.ulbra.br

– Instituto Ecológico Aqualung (Rio de Janeiro)

Dias 17 e 18 de novembro de 2008. (18 horas/aula)

Horário: 8h30 às 17h20

Informações e inscrições:

Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro (RJ)
Fone: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
E-mail:instaqua@uol.com.brinstaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.com.br

Vitória para as focas na Europa

A União Européia entregou uma impactante mensagem de perdão para a mundialmente perseguida população de focas. A Comissão Européia adotou uma proposta de banir a importação pelos paises-membros da União Européia de todos os produtos oriundos das focas monstruosamente assassinadas.

“Depois de mais de quatro décadas combatendo esse brutal, selvagem e extremamente cruel abate de focas na costa leste do Canadá, uma vitória inacreditável foi alcançada com a intenção de banir as peles nos mercados europeus”, disse o Capitão Paul Watson. “Isso significará que produtos derivados de focas não poderão passar para a Ásia através dos portos europeus e, uma vez que a Europa dita a moda mundial, o que não é moda em Paris e Roma não será mais moda na China ou Japão”.

O Comissário da Diretoria Geral de Meio Ambiente da União Européia, Stavros Dimas, disse aos repórteres: “Produtos derivados de focas vindos de países que praticam a caça utilizando-se de meios cruéis não terão entrada permitida na União Européia. A União Européia está comprometida na defesa dos elevados padrões visando o bem-estar animal”.

A proposta da União Européia diz que o mercado de produtos derivados de focas deve ser permitido aos países que possam oferecer garantias que suas técnicas de caça são “de acordo com os altos padrões para o bem-estar animal” e que os animais são abatidos rapidamente e sem sofrimento.

Isenções especiais serão concedidas à comunidade Inuit do Ártico canadense.

A proibição recomenda que os países que exportam produtos derivados de focas providenciem um certificado e rótulos deixando claro que o comércio é realizado de acordo com as rigorosas condições da União Européia.

O Canadá pode insistir dizendo que o abate das focas é “humanitário” mas as evidências demonstram que é um ato excepcionalmente cruel. A única maneira de uma pele de foca ser vendida na Europa agora é com a morte de cada foca documentada em vídeo e a pele marcada correspondendo ao vídeo. Se os caçadores canadenses estão sendo efetivamente forçados a tentar matar humanamente as focas, não terão tempo para isso pois precisa-se de tempo e perfeitas condições para abater um animal sobre o gelo móvel e em condições climáticas hostis.

A União Européia se viu forçada a ordenar a proibição como fizeram para evitar retaliações comerciais do Canadá. O Canadá poderia ter imposto restrições comerciais para a proibição absoluta mas será difícil contradizer a formulação proposta que especifica a proibição de produtos obtidos de forma desumana.

“O que o Canadá pretende fazer?”, perguntou o Capitão Paul Watson. “O Ministro da Pesca, Loyola Hearn, não pode dizer com certeza que somos contra os produtos derivados da crueldade com as focas. Ele pode continuar a insistir que o abate das focas está bem controlado e é humano, mas agora ele só tem que provar isso e, francamente, não há maneira de demonstrar que o abate de filhotes de focas seja humano”. Se o abate das focas continuar, será como glorificar um projeto para manutenção de tradições bárbaras na frente de uma sociedade civilizada.

“Enquanto os caçadores de focas continuarem a ir ao gelo para matar focas por qualquer razão, serão monitorados e perseguidos”, disse o Capitão Watson. “Crueldade e a redução da biodiversidade marinha não serão toleradas por qualquer razão, sejam elas econômicas ou culturais. A proposta é a linha final para um dos mais obscenos e desprezíveis massacres no planeta.

Se o Canadá não entrar voluntariamente no século XXI, nós continuaremos a chutar o traseiro do governo bárbaro até que façam isso.

Capitão Paul Watson é um canadense nascido em uma comunidade pesqueira da costa leste do Canadá e se opõe ao massacre das focas desde que era um menino de 10 anos.

“Depois de 48 anos suportando a vergonha e humilhação de ser canadense em razão desse show anual de horror, eu recebo essa decisão européia com grande alegria”, disse ele.

Os preços das peles de focas caíram dramaticamente desde que a União Européia iniciou as propostas para banir os produtos derivados de focas. A decisão de banir também trará impactos aos importadores de produtos oriundos de focas da África meridional e da Rússia.

Em abril, o Farley Mowat, navio da Sea Shepherd registrado com a bandeira holandesa, foi interceptado sob a mira de armas em águas internacionais, na tentativa de evitar o registro da crueldade no gelo. Vídeos e fotos do abate das focas foram apreendidos pela polícia canadense.

O Capitão Alex Cornelissen, da Holanda e o primeiro-oficial sueco, Peter Hammarstedt, foram presos e acusados de aproximarem-se demais do abate das focas. Eles serão julgados por esse “crime” em abril de 2009. Enquanto isso, o Farley Mowat encontra-se retido pelas autoridades canadenses até que o caso seja resolvido.

“Se a caça às focas é humana como o Estado insiste, então, por que as medidas extremas para confiscar evidências que não é e por que é ilegal no Canadá documentar a matança de uma foca sem a supervisão do governo?”, perguntou o Capitão Cornelissen.

“Nós tiramos fotos das focas sendo massacradas”, disse Peter Hammarstedt. “E, ainda por cima, o governo nos trata como se fossemos terroristas armados. Talvez eles tenham finalmente entendido que a câmera é uma arma mais potente que uma pistola e que a verdade é mais ameaçadora que suas mentiras. Nós lutaremos com eles no gelo. Nós lutaremos com eles nos tribunais. Nós lutaremos com eles nos mercados, mas nós nunca nos entregaremos à essa selvageria e à destruição das espécies da vida marinha silvestre.”

Operação Musashi esquenta a temporada Antártica da caça às baleias

A polícia japonesa emitiu uma ordem internacional de prisão contra três tripulantes da Sea Shepherd que participaram da Campanha em Defesa das Baleias da Sea Shepherd, Operação Leviatã, em dezembro de 2006 a fevereiro de 2007.

Foram emitidas autorizações para Jon Batchelor e Dr. Ralph Koo dos E.U.A. e Daniel Bebawi do Reino Unido.

“O motivo por qual a polícia japonesa esta indo atrás de três tripulantes relativamente secundários é um mistério,” disse Capitão Paul Watson. “Como capitão, todos os tripulantes da Sea Shepherd agem conforme minhas ordens. Todas as atividades que opõem as ações ilegais da frota baleeira japonesa são de minha responsabilidade, contudo nenhuma ordem foi emitida contra mim. Isto é um absurdo e não faz sentido algum.”

As ordens de prisão aparentemente surgiram de um incidente onde um navio baleeiro japonês, Keiko Maru bateu no navio da Sea Shepherd o Robert Hunter. O Abalroamento foi investigado pela polícia Federal australiana.

A evidência forense demonstrou que foi o Keiko Maru que abalroou o Robert Hunter. A viga de apoio vertical da proa do Robert Hunter estava envergada para frente e isso significa que a força veio por trás. Se o Robert Hunter tivesse batido no Keiko Maru as vigas de apoio teriam sido envergadas para trás.

A Sea Shepherd Conservation Society pretende retornar ao Santuário Antártico das Baleias para sua quinta campanha em dezembro de 2008 e retomar as ações de anti-baleeiras que efetivamente impediram os baleeiros de levar sua cota integral durante os últimos dois anos.

A Campanha em Defesa das Baleias deste ano é chamada de Operação Musashi em honra do legendário estrategista japonês Miyamoto Musashi.

“A ordem de prisão contra estes três homens não terá absolutamente nenhum impacto na campanha,” disse Capitão Watson. “Nós retornaremos ao Santuário Antártico das Baleias e retomaremos nossa campanha de intervenção contra as atividades ilegais da frota baleeira japonesa. Nós não seremos intimidados, nós não nos retiraremos e nós nunca renderemos as vidas destas baleias indefesas aos baleeiros bandidos do Japão.”

A ordem de prisão emitida pelos japoneses pelos três voluntários da Sea Shepherd segue a ordem de prisão que a Sea Shepherd emitiu semana passada pela frota baleeira japonesa.

“Até agora isto parece ser um duelo de ordens de prisão,” disse Capitão Watson. “Em dezembro será colocado de lado esta retórica ridícula e nós vamos nos bater de frente com os assassinos de baleias usando novas táticas, estratégias e dois navios contra a frota baleeira pirata da morte. Os baleeiros estão ficando desesperados.”

O Japão está buscando autorizações da Interpol para os três homens. A Interpol pode recusar de enviar um alerta se é visto como politicamente motivado, de acordo com o web site da agência policial.

“Não há nenhuma dúvida que isto é politicamente motivado,” disse Watson. “A Sea Shepherd Conservation Society não está protestando contra baleeiros, nós estamos opondo uma caça ilegal às baleias conforme os princípios da Carta Mundial da Natureza da ONU. Se nossas atividades são ilegais então que a ordem de prisão seja enviada para mim, e não para três voluntários.”

Reivindicações japonesas que a Sea Shepherd jogou ácido no convés de suas embarcações baleeiras é uma distorção e exagero da verdade. O que foi lançado foi manteiga podre, o que é definido quimicamente como ácido butírico o mesmo modo que suco de laranja é definido como ácido cítrico. Não é tóxico, não é prejudicial, simplesmente fede muito mal. Ou seja, é uma bomba de fedor. Usando a mesma tática em 2008, os japoneses retaliaram com balas de verdade e granadas de choque. O Capitão Watson foi baleado no tórax com uma bala em março de 2008 e foi salvo graças a um colete a prova de balas que usava. O incidente foi totalmente documentado pela equipe de documentários da Animal Planet que estava abordo.

As ações da Sea Shepherd Conservation Society são legais e não violentas. Em mais de três décadas de operações, a Sociedade nunca feriu uma única pessoa e nenhum tripulante jamais foi condenado por qualquer crime violento.

“Nós somos os policiais dos mares e nosso objetivo são os criminosos que ilegalmente saqueiam os oceanos de vida em violação de leis internacionais. Se a polícia japonesa tiver sucesso em prender quaisquer destes três homens, nós usaremos os tribunais como um foro e focaremos atenção internacional nas atividades baleeiras ilegais do Japão,” disse Capitão Watson. “Aqui nós temos uma operação criminosa que recebe o apoio do governo japonês que toma mira em conservacionistas que tentam opor a morta ilegal de baleias. Tudo que eu posso dizer aos baleeiros japoneses é – veremos vocês cara a cara em dezembro no Oceano Antártico para um duelo em alto mar mais uma vez. Nós estaremos lá!”