Mergulhadores segurando bandeira da Sea Shepherd

Campanha Ondas Limpas subaquática em Ilhabela reuniu voluntários para limpeza marinha

Ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos de pesca (ByCatch) com resgate de fauna marinha.

#ByCatch – Mais de 9 milhões de toneladas de animais já foram capturados incidentalmente nos últimos anos. Foram mais de 600 mil toneladas de redes de pesca perdidas ou abandonadas no mar. As redes fantasma matam inúmeras espécies marinhas, das menores como crustáceos (foto), aves, tartarugas como também animais maiores como baleias e golfinhos. Esta é uma estatística estarrecedora quando aliamos estas informações com o esgotamento de vida nos oceanos pela pesca e poluição por plástico.

A Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil visa mitigar estes impactos com ações diretas de limpeza de fundo marinho. Esta ação teve como objetivo o mergulho subaquático no Parcel Santa Cruz da Praia do Curral para a remoção de detritos e petrechos  de pesca (by-catch) com resgate de fauna marinha.

Caranguejo preso em rede de pesca
Voluntários com lixo recolhido

Como foi esta ação? Foi em novembro,  quando voluntários do núcleo São Paulo mergulharam para retirar petrechos de pesca do parcel bem próximo à praia. Foram retiradas cordas, pedaços de rede e linhas com anzóis descartados pela pesca que ocorre ali, outros são detritos que vem pelas correntes, inclusive rede de pesca fantasma ocasionando o mortal bycatch. Além de retirar os petrechos de pesca,  foram resgatados os pequeninos animais alojados nos detritos. Foram dezenas de caranguejos, ofiúros, ascídias, lagostins, camarões, mexilhões, poliquetas entre outros. A ação começou bem cedo  para montagem da estação de triagem no espaço do parceiro @MareVidaEcotrip e equipar os mergulhadores. Depois da  hidratação com frutas e água os 11 mergulhadores e voluntários em terra entraram em ação seguindo a preleção. Após 1 hora de mergulho (mas com uma manhã inteira de trabalho),  os voluntários trouxeram os detritos para tenda para separação dos materiais e resgate de fauna. 

#StopbyCatchDay 1o. Dezembro - VOCÊ SABIA?

Estima-se que 40% de toda pesca é bycatch (Keledjian et al 2014), Baleias, golfinhos, focas, tartarugas, raias, tubarões, aves marinhas, peixes e invertebrados capturados acidentalmente e descartados…Vidas desperdiçadas!

A comissão dos Oceanos dos Estados Unidos declarou em 2005 o bycatch como a maior ameaça aos mamíferos aquáticos no mundo (Yopung and Ludicello 2007), e para agravar este problema, somente uma pequena parte dos “bycatches” são de fato registrados.

Cerca de 640 mil toneladas de petrechos de pesca são perdidas no mar todos os anos se tornando redes fantasmas (Macfadyen et al. 2009).

Pela perspectiva do bem estar animal, os emalhes das baleias são indiscutivelmente uma das piores formas de mortalidade causada por seres humanos aos animais selvagens (Cassof et al 2011).

Os animais podem morrer afogados, pois presos não conseguem subir à superfície para respirar, também sofrem lacerações devido aos cabos pesados que rebocam, infecções, e podem morrer de fome, pois não conseguem se alimentar de forma eficaz (International whaling Commission 2018).

Fonte: @vivaverdeazul

Junte-se ao movimento!
Campanha Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil para erradicar o Lixo Marinho e proteger, conservar nossos ambientes costeiros. Atuamos prevenindo e removendo plásticos que entram nos nossos oceanos e vias marinas. Acesse seashepherdbrasil.org.br e DOE.

Doe para ajudar nas limpezas, resgate de fauna e comunidades que necessitam de assistência.

Baleias

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A marinha das baleias

Em defesa das baleias em todo o mundo

Em 1986, a Comissão Internacional Baleeira (CIB – em inglês, IWC – International Whaling Comission) ordenou uma moratória em todo o mundo à caca comercial as baleias. Desde então, três nações – a Islândia, Noruega, e Japão – sacrificaram brutalmente mais de 25.000 baleias debaixo do disfarce de pesquisa científica e por motivos comerciais.

Atividades baleeiras japonesas criminosas

Atividades baleeiras japonesas criminosas

A CIB não tem a capacidade de policiar e fiscalizar a moratória. A Sea Shepherd, guiada pela Carta Mundial da Natureza, ramificada pelas Nações Unidas, é a única organização cuja missão é fazer cumprir estes instrumentos internacionais de conservação em alto-mar.

Destaques de nossas últimas três décadas incluem:

  • Abalroando e incapacitando a notória baleeira pirata, o Sierra.whales2
  • Fechando a metade da frota baleeira espanhola.
  • Documentação de atividades baleeiras nas Ilhas Faeroe em um documentário lendário da BBC de Londres, “A Colheita Negra” (Black Harvest).
  • Afundando a metade da frota baleeira islandesa e destruindo a fabrica de processamento de carne de baleia.
  • Afundando as embarcações norueguesas Nybraena e Senet.
  • Confrontando e se opondo a operação baleeira ilegal do Japão na Antártica.

A Sea Shepherd terminou com as carreiras de 9 embarcações baleeiras ilegais, salvando milhares de baleias. Estas campanhas e outros esforços da Sea Shepherd mantiveram o assunto da caça a baleia nas manchetes internacionais durante os últimos trinta anos.

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Apóie esforços únicos da Sea Shepherd para salvaguardar baleias ao redor do mundo.

A missão da Sea Shepherd é terminar com a destruição de hábitat e o massacre da vida selvagem nos oceanos do mundo, com o objetivo de conservar e proteger ecossistemas e espécies. A Sea Shepherd usa táticas inovadoras de ação direta para investigar, documentar e agir quando necessário para expor e intervir contra atividades ilegais em alto-mar. Salvaguardando a biodiversidade de ecossistemas oceânicos delicadamente equilibrados, a Sea Shepherd trabalha para assegurar a sobrevivência delas para as futuras gerações.

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A História da Sea Shepherd Conservation Society e a Caça as Baleias

A história de nossos esforços para defender as baleias começa em 1975 quando Capitão Paul Watson era o Imediato da primeira viagem da Greenpeace para proteger as baleias. Em junho de 1975, Capitão Watson, e Robert Hunter se tornaram as primeiras pessoas a arriscarem suas vidas para proteger uma baleia, ao se posicionarem em um pequeno barco inflável para bloquearem os arpões mortais da frota baleeira soviética.

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Lá estava Paul Watson tendo seu famoso encontro com uma baleia cachalote agonizando, uma situação que o inspirou e o tornou um dos defensores de baleias mais apaixonados da história. Durante este confronto com a baleeira russa, um arpoou uma baleia cachalote que se levantou por cima do pequeno bote inflável de Paul. Paul viu um brilho de compreensão no olho da baleia que morria. Ele sentiu que a baleia entendia o que eles estavam tentando fazer. Ele então assistiu aquele magnífico leviatã usar suas últimas forças para mover seu corpo para longe de seu pequeno bote e deslizar por debaixo das ondas e morrer. Alguns segundos olhando no olho daquela baleia agonizando mudou a vida de Paul para sempre. Ele jurou se tornar defensor das baleias e todas as criaturas dos mares pelo resto de sua vida.

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Watson participou na viagem da Greenpeace para interceptar a frota soviética novamente em 1976 e ajudou preparar o navio do Greenpeace, o Ohana Kai, para interceptar a frota de baleeira soviética no verão de 1977.

1977

Foi em 1977 que Paul Watson saiu da Greenpeace, organização da qual foi cofundador, para estabelecer um tipo diferente de organização de conservação.

Naquele mesmo ano, a Sea Shepherd Conservation Society foi estabelecida para focar em espécies da vida selvagem marinha e intervir em alto-mar contra atividades ilegais.

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1978

Em 1978, com a ajuda de Cleveland Amory e o Fund for Animals, Paul Watson comprou uma traineira na Inglaterra e a nomeou de Sea Shepherd.

A primeira campanha da Sea Shepherd foi levar o primeiro navio aos blocos de gelo do Golfo de Saint Lawrence para opor a matança de focas-bebê harpa.
A segunda campanha foi contra a baleeira de pirata mais notória de todas – o Sierra.

Este baleeiro Cipriota transportava oficiais noruegueses e uma tripulação de diferentes nacionalidades e estava operando no Atlântico entre Portugal e Angola.

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1979

Paul Watson decidiu caçar o Sierra e pôr um fim em sua carreira. Em junho de 1979, ele partiu de Boston, Massachusetts, para fazer justamente isso.

16 de julho de 1979, a Sea Shepherd encontrou o Sierra e a perseguiu até o porto de Leixões. Capitão Watson abalroou o Sierra duas vezes dentro do porto, rasga a proa até a linha d’água e força o navio a fazer reparos. Após receber um milhão de dólares de reparos, o Sierra foi afundado por agentes da Sea Shepherd no porto de Lisboa em Portugal no dia 6 de fevereiro de 1980. A Sea Shepherd aposentou permanentemente o baleeiro pirata Sierra e o preveniu de matar mais baleias.

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1980

Em abril de 1980, o agente da Sea Shepherd Al “Jet” Johnson posta por toda parte das em Las Palmas, nas Ilhas Canário, cartazes de recompensa. A Sea Shepherd oferece uma recompensa de $25.000 baleeira fora da lei Astrid. Os donos da Astrid não podem confiar em sua própria tripulação e aposentam a embarcação.

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Naquele mesmo mês, agentes da Sea Shepherd afundam duas baleeiras espanholas no porto de Vigo, Espanha, (o Ibsa I e o Ibsa II) após os espanhóis recusarem em obedecer as regulamentações sobre a cota permitida de baleias fin.

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Também em 1980, trabalhando em cooperação com o governo da África do Sul, a Sea Shepherd ajudou no confisco dos baleeiros pirata Susan e Theresa. Os navios foram levados ao mar e deliberadamente afundados pela marinha sul africana.

A Sea Shepherd terminou com todas as operações baleeiras piratas no Atlântico Norte dentro de um ano depois de 12 anos de fracasso pela CIB, Comissão Internacional Baleeira. A CIB não possui uma divisão de apoio a fiscalização de suas leis.

Nós tínhamos terminado com a carreira de 6 navios baleeiros, mas perdido o Sea Shepherd, quando foi levado de nós por um juiz subornado pelos donos do Sierra. Para impedir que o Sea Shepherd fosse convertido em uma baleeira, Capitão Watson afundou seu próprio navio em Leixões no primeiro dia de janeiro, 1980.

Em novembro de 1980, a Sea Shepherd Conservation Society comprou uma 2ª traineira britânica, e a nomeou de Sea Shepherd II.

1981

Em 1981, a primeira missão do Sea Shepherd II foi cruzar o Atlântico da Escócia, até e o Pacífico pelo canal do Panamá até o Mar de Bering. Foi ali, em julho, que o Capitão Watson liderou uma equipe a uma praia siberiana perto da cidade de Lorino onde documentaram com sucesso atividades baleeiras ilegais. Capitão Watson retorna para os E.U.A. com provas das infrações soviéticas e são entregues ao Congresso.

A Sea Shepherd conseguiu trazer a documentação de volta apesar de um confronto dramático com a marinha soviética.

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1985

O Sea Shepherd II se tornou o primeiro navio de conservação a intervir contra a matança em massa de baleias de piloto nas Ilhas de Faroe, protetorado dinamarquês. O Capitão Paul Watson e sua tripulação se encontram com o primeiro-ministro da Ilhas Faroe e os advertem que a Sea Shepherd Conservation Society estará lançando uma campanha para opor a morte ilegal de baleias de piloto pelo faroeses.

1986

Em julho de 1986, o Sea Shepherd II parte para as Ilhas de Faroe para documentar e obstruir a caça esportiva a baleia piloto dos faroeses. Capitão Watson envia uma equipe de cinco voluntários para se reunir com o governo. Todos os cinco são detidos e presos sem nenhuma queixa prestada contra eles. O Sea Shepherd II se recusa sair do território Faroe até sua tripulação ser libertada. O Sea Shepherd II é atacado pelas autoridades faroesas e recebe fogo de rifles e gás lacrimogêneo. Capitão Watson escapa de uma bala que atinge o navio 3 centímetros de sua cabeça, ele imediatamente ordena a tripulação do Sea Shepherd II a defender o navio com canhões d’água e canhões carregados com recheio de torta de chocolate e limão. Os atacantes faroeses são humilhados e ensopados de doce e o Sea Shepherd II foge com documentação das atividades baleeiras e um confronto dramático. O incidente é filmado e apresentado em um documentário premiado da BBC de Londres intitulado de “Black Harvest” (A Colheita Negra).

Em 1986, a moratória global a caça comercial da Comissão Internacional Baleeira entra em vigor.

Apesar da moratória a Islândia continua matando baleias.

Em novembro de 1986, agentes da Sea Shepherd, Rod Coronado e David Howitt chegam a Islândia para afundar no porto dois do quatro navios baleeiros islandeses. Eles também destroem a fabrica de processamento de carne de baleia.

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1988

Em janeiro, Capitão Paul Watson voou para a Islândia para aceitar responsabilidade pelo afundamento dos navios. O governo islandês recusou prestar queixas a Paul sabendo que divulgaria suas próprias operações ilegais.

Agentes da Sea Shepherd tiram uma foto das válvulas da caixa de mar que inundam o navio baleeiro.

As ações da Sea Shepherd na Islândia aposenta permanentemente dois dos navios baleeiros e a companhia baleeira demora 19 anos para recuperar os danos financeiros. Foi uma derrota econômica enorme para os assassinos de baleias.

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1992

A Sea Shepherd foca seus esforços na caça comercial ilegal da Noruega. Um dia após Natal, agentes da Sea Shepherd liderados pelo Capitão Paul Watson afundam a baleeira norueguesa Nybraena que operava ilegalmente nas Ilhas Lofoten no norte da Noruega.

1994

Em janeiro, agentes da Sea Shepherd afundam o baleeiro ilegal norueguês Senet em um porto no sul da Noruega.

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Em julho de 1994, o navio da Sea Shepherd, o Whales Forever (Baleias para Sempre) desafiou diretamente a frota baleeira norueguesa e o governo norueguês quando Capitão Watson levou seu navio e tripulação para as Ilhas Lofoten com o objetivo de bloquear os navios baleeiros até ser interceptado pela marinha norueguesa.

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O navio de guerra norueguês, o Andenes (que era o dobro em tamanho que o navio da Sea Shepherd) abalroa o Whales Forever tentando impedir a Sea Shepherd de intervir com as atividades baleeiras ilegais daquele país.

O Whales Forever foi abalroado pelo destroyer norueguês Andenes, baleado, e teve duas bombas de profundidade explodir na parte inferior do seu casco. Embora ter sofrido danos significantes, o Whales Forever impediu os noruegueses de abordar o navio e voltou às Ilhas Shetland e envergonhou as autoridades norueguesas severamente. Mais importante ainda, a caça ilegal de baleias dos noruegueses teve a atenção da mídia internacional.

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1997

Em setembro, o diretor da Sea Shepherd do oeste dos EUA, Michael Kundu, entrou clandestinamente na Sibéria para documentar a matança de baleias por nativos siberianos. Embora a vida dele ter sido ameaçada, ele entrega as informações à Comissão Internacional Baleeira que se encontra em Mônaco. As provas mostram que existe uma  caça comercial ilegal e mostra que baleias estavam sendo mortas para servirem de ração para fazendas raposas para a fabricação de casacos de pele. A Rússia continua insistindo que a caça é de subsistência e isenta da moratória a caça das baleias.

1998

Em 1998, o navio baleeiro ilegal norueguês Morild, propriedade do assassino de baleias mais notório na Noruega – Stienar Bastesen – é afundado.

No outono de 1998, ao pedido das indústrias baleeiras comerciais da Noruega e Japão, e com promessas lucrativas futuras, a tribo nativo-americana Makah reivindicou seu direito de retomar a caça a baleia baseado em um tratado de 1855 com o E.U.A., mas contraria as leis internacionais de conservação. A Sea Shepherd enviou dois navios a Neah Bay, Washington, para proteger as baleias cinzas. Uma grande quantidade de cidadãos locais e outros ativistas contra a caça se uniram a Sea Shepherd durante a campanha. Apesar de motins de violência, apreensões e molestamento por órgãos governamentais, a coalizão de proteção as baleias tem sucesso em focar a atenção da mídia para a caça e fazer com que os Makah não levem sequer uma única baleia.

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2000

Em julho de 2000, o Guerreiro do Oceano veleja para as Ilhas Faroe para intervir contra a matança anual de baleias piloto. Uma vez mais, o assunto da caça é levado às primeiras páginas das mídias européias. A Sea Shepherd trouxe pressão econômica contra companhias que ainda compram frutos do mar dos faroeses – representando 90% da economia deles – a maioria pela gigante holandesa Unilever. Mais de 20.000 lojas de varejo européias terminaram o seus contratos de compra de pescado dos faroeses ao pedido da Sea Shepherd.

2001

Em julho de 2001, durante o mesmo tempo que a reunião anual da Comissão Internacional Baleeira estava acontecendo em Santa Lúcia no Caribe, o Guerreiro do Oceano filmou um pescador que trazia consigo uma baleia piloto morta naquele mesmo dia. O governo de Santa Lúcia nega que participa a caça a baleias. A Sea Shepherd organiza uma campanha por e-mail internacional contra a votação das nações caribenhas junto ao Japão na CIB em troca de auxilio financeiro. Santa Lúcia recebeu mais de 400 cancelamentos de reservas a hotéis como resultado do da campanha.

2002

Em dezembro de 2002, rumou às águas Antárticas para perseguir a frota baleeira japonesa. Nosso objetivo era reforçar a moratória global contra a atividade baleeira comercial e reforçar as regulamentações de proteção garantidas às baleias dentro do Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

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O Japão conseguiu mudar de estratégia e evitar a Sea Shepherd, e nós aprendemos uma lição valiosa. Sem vigilância aérea, as chances de conseguir localizar a frota japonesa é pequena.

2003

Em outubro de 2003, a equipe da Sea Shepherd chega em Taiji, Japão, para defender golfinhos e pequenas baleias. O testemunho da Sea Shepherd vira manchete pelo mundo todo em jornais, revistas e televisão.

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2005-6

whales33Em dezembro de 2005, a Sea Shepherd lançou sua segunda expedição às vastas e gélidas águas da Antártica em oposição à atividade baleeira ilegal. Nosso navio Farley Mowat partiu de Melbourne, Austrália, e parou em Hobart, Tasmânia, para buscar um helicóptero para ser usado em reconhecimento aéreo. A frota baleeira é localizada em 22 de dezembro de 2005 e foge da perseguição da Sea Shepherd. Em dezembro de 2005, o Farley Mowat intercepta a linha de curso do navio-fábrica japonês Nisshin Maru e tenta danificar seus propulsores. O Nisshin Maru começa a fugir e mais uma vez o Farley Mowat persegue.

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A expedição continuou em janeiro de 2006 com o Farley Mowat perseguindo o Nisshin Maru por três mil milhas pela costa Antártica. Em 8 de janeiro, o Farley Mowat mais uma vez se aproxima do Nisshin Maru e tenta danificar seus propulsores. O Nisshin Maru interrompe as atividades baleeiras e foge. Em 9 de janeiro, o Farley Mowat intercepta e abalroa a embarcação de suprimentos da frota baleeira, o Oriental Bluebird. O navio é expulso do Santuário das Baleias da Antártica e reclama. O Oriental Bluebird não retorna.whales37

O Farley Mowat completou uma viagem de 50 dias cobrindo 8.500 milhas entre Melbourne e sua destinação final, Cidade do Cabo, África do Sul. A frota japonesa foi interrompida por 15 dias e impossibilitada de atingir sua cota.

2006-7

whales38A operação de defesa às baleias da Antártica nomeada Operação Leviatã foi a terceira e mais bem sucedida expedição da Sea Shepherd ao Oceano Antártico para intervir nas operações baleeiras ilegais pela frota japonesa no Santuário das Baleias da Antártica. A ambiciosa campanha envolveu a utilização de dois navios (o Farley Mowat e o recém-comprado Robert Hunter), um helicóptero Hughes 300 (o Kookabura) e 56 membros de equipe de 14 nações diferentes.

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A frota baleeira planejava matar ilegalmente 935 baleias Minke e 50 baleias Fin. Durante a Operação Leviatã, nós estivemos embarcados por cinco semanas e perseguimos a frota baleeira por milhares de metros quadrados constantemente interrompendo suas atividades de caça. Nós interceptamos e pegamos a frota em 9 e 12 de fevereiro de 2007, e suas atividades de caça foram interrompidas, salvando muitas baleias.

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Em outubro de 2006, depois de anos de cumprimento, a Islândia começa a violar a moratória global da Comissão whales47Baleeira Internacional sobre a atividade baleeira e deu apenas um dia de aviso antes de matar uma baleia. A Islândia estabeleceu para si mesma uma cota de 9 baleias Fin em risco de extinção e 30 baleias Minke para serem brutalmente assassinadas antes de 31 de agosto de 2007 – somando ainda sua imaginária e letal “pesquisa científica” que colocou no alvo mais 39 baleias Minke. A Sea Shepherd respondeu enviando nosso navio Farley Mowat e uma equipe de voluntários para criar um incidente internacional sobre a recusa da Islândia de cooperar com as regulações de proteção global – nossa missão foi chamada de Operação Ragnarok. Em julho de 2007 o navio partiu de Galápagos rumo à Islândia, mas quando nós chegamos à Bermuda, a Islândia anunciou que eles não anunciariam uma cota para 1º de setembro dewhales48 2007. O Ministro de Pescaria da Islândia estabeleceu que ele não atribuiria uma nova cota até que as condições do mercado de carne de baleia melhorassem e fosse assegurada permissão pare exportar produtos de baleia ao Japão. A Sea Shepherd então manteve-se em Bermuda, temporariamente parada, pronta para re-atacar caso a situação mudasse.

PÁGINA EM CONSTRUÇÃO – OBRIGADO PELA SUA
COMPREENSÃO – VOLTE LOGO

2007-2008 Operação Migaloo

2008-2009 Operação Musashi

Hoje
Atualmente, nós estamos preparando nosso navio o Steve Irwin e tripulação para voltar ao Santuário das Baleias da Antártica para proteger as baleias Jubarte em extinção, as baleias Minke e Fin dos arpões baleeiros japoneses. Por favor, ajude-nos com seu apoio para transformarmos nossa missão em realidade!

Focas

Histórico das campanhas da Sea Shepherd pelas focas


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Guardiões das Focas – O capitão Paul Watson e a Sea Shepherd têm lutado contra a caça de focas desde 1976, e por mais de um quarto de século têm salvo a vida de centenas de milhares delas. A Sea Shepherd deu fim à caça de focas cinza nas ilhas escocesas de Orkney, e tem sido considerada pelo governo canadense e pela Associação Canadense de Caçadores de Focas a ameaça mais agressiva à caça de focas no Canadá.
Essa é uma luta que a Sea Shepherd não pretende abandonar até que a irracional caça às focas seja erradicada. O navio da Sea Shepherd Farley Mowat e uma equipe de voluntários foram presos pelo governo canadense em março de 2008, enquanto documentavam a caça às focas – o que é, ironicamente, considerado crime no Canadá. Os oficiais da Sea Shepherd Alex Cornelissen e Peter Hammarstedt aguardam em liberdade pelo seu julgamento neste mês de abril de 2009. Após ficar preso por um ano em Sydney, a embarcação foi recentemente colocada à venda pelo governo canadense. A Sea Shepherd pretende processar o governo por prejuízos após o julgamento de seus oficiais este ano. Junte-se a nós na jornada do salvamento às focas.

A luta continua…

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Linha do Tempo – 1976 até hoje

1976 – Liderados por Paul Watson, 14 membros do Greenpeace intervêm contra a caça às focas na costa da península de Labrador, Canadá. Robert Hunter e Paul Watson posicionam-se de pé sobre um bloco de gelo, no caminho de um navio caçador de focas, forçando-o a parar. A equipe move, com suas próprias mãos, os filhotes de focas para longe dos caçadores. Em resposta, o governo canadense aprova uma lei que estabelece multas e penas de prisão para quem interferir na caça às focas.

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1977 – Liderando a segunda campanha do Greenpeace contra a caça às focas, Paul Watson leva a atriz Brigitte Bardot para visitá-las. Depois, numa tentativa de barrar a operação de um navio caçador, Watson algema a si mesmo às cordas de um de seus guindastes. Os caçadores arrastam-no pelo gelo, mergulham-no sucessivamente nas águas gélidas, arremessam-no contra a lateral do navio e o socam e chutam enquanto ele é arrastado pelo convés do navio, em um ‘corredor polonês’. Ele acaba sendo hospitalizado com pneumonia. Devido a esses eventos, a caça às focas torna-se notícia pelo mundo todo.foca111

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1979 – O capitão Paul Watson leva seu navio Sea Shepherd às águas congeladas das Ilhas Madalena, no Golfo de São Lourenço, Canadá, o que marca a primeira vez em que um navio parte para o gelo para salvar as focas, ao invés de matá-las. Watson e sete pessoas de sua equipe são presos por jogar spray de tinta vermelha em mais de mil focas. A inofensiva e orgânica tinta vermelha, por ser irremovível, arruína o valor econômico das peles das focas.
A RCMP, Polícia Federal canadense, prende toda a equipe. Watson consegue, temporariamente, parar o helicóptero das autoridades com um bastão de 3 metros, mas acaba sendo detido.foca9

A tripulação é presa e acusada de, ilegalmente, aproximar-se a menos de um quilômetro de uma caçada de focas sem permissão do Ministério Federal de Pesca e, também, de violar o Ato de Proteção às Focas por marcar os animais com tinta vermelha, contrariando o regulamento.

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1980 – Paul Watson é ordenado à prisão de Orsainville, próximo a Quebec, no primeiro dia de caçada às focas, por ter obstruído as atividades em 1979. Ele fica dez dias recluso e é impedido de interferir na caça. A lei o proíbe, por três anos, de estar na costa leste do Canadá. Sua pena posteriormente acabaria sendo revogada.foca12

1981 – Watson desafia a ordem do ano anterior de manter-se longe das províncias do Atlântico e lidera um trio de homens a bordo de um caiaque rumo ao Golfo de São Lourenço, violando sua condicional. Amparados pela escuridão da noite, centenas de focas recebem uma tinta spray azul inofensiva.foca13foca14foca15foca16

1981 – Voluntários escoceses da Sea Shepherd acampam em Little Green Holm e Muckle Green Holm, ilhas inabitadas no norte do arquipélago de Orkney, e impedem caçadores de aportar para abater focas.
1982 – A Campanha da Sea Shepherd pelas Focas Cinza recebe tamanha publicidade que a sociedade arrecada fundos para comprar a Ilha de Little Green Holm e declará-la um Santuário das Focas.
1983 – O navio Sea Shepherd II bloqueia o porto de St. John’s, em Newfoundland, impedindo que as frotas canadenses deixassem o porto por duas semanas. Watson relembra a cena. “Nós ficamos no estreito, desafiando os caçadores a deixar o porto. Havia engarrafamentos em St. John’s, tamanha a quantidade de automóveis que tentavam subir até Signal Hill para dar uma espiada no Sea Shepherd II. Os caçadores recuaram, acreditando que abalroaríamos o primeiro navio que encontrássemos. O atraso provocado por nós custou a eles a salvação de 76.000 focas, pois pela primeira vez eles não atingiram sua cota de 186.000 focas. Faltaram 76.000 focas!”.foca17

Em abril daquele ano, o Sea Shepherd II direciona-se ao Golfo de São Lourenço e escolta três navios caçadores para fora do berçário de focas Harp. A Polícia Federal canadense e a Guarda Costeira interceptam, bombardeiam com gás lacrimogênio e tomam o Sea Shepherd II no norte congelado da Nova Escócia.

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Watson e sua equipe de 20 homens são presos sob acusação de conspiração para violar o Ato de Proteção às Focas, por aproximar-se a menos de um quilômetro da caça. O capitão recebe sentença de 21 meses de prisão, o Sea Shepherd II é apreendido e sua equipe recebe multas de 3.000 dólares.
Em dezembro, a Corte sentencia a confirmação do confisco do navio, e que ele deverá ser mantido como prova até que o julgamento esteja finalizado. Essa ordem foi posteriormente revogada pela Corte Recursal de Quebec.
1983 – O Parlamento Europeu bane as peles de focas da comercialização, um duro golpe na indústria da caça.
1984 – A Corte Recursal do Quebec reverte a sentença de prisão contra o capitão Watson e sua equipe, e o governo canadense então recorre dessa decisão à Suprema Corte.
1984 – O Parlamento Europeu bane as peles provenientes das focas do berçário das focas Harp, reduzindo significantemente a caça comercial.

1984 – A caça comercial fracassa, restando apenas alguns poucos caçadores em atividade.

1985 – Após 22 meses e depois da Corte Recursal do Quebec revogar as prisões de 1983 contra a sentença da Corte, o Sea Shepherd II é liberado. Em abril, o Capitão Watson retoma a posse do navio em Halifax.

1985 – A Suprema Corte do Canadá nega ao governo o recurso para reinstaurar as penas contra a equipe do Sea Shepherd II e declara inconstitucional o Ato de Proteção às Focas. Watson processa o Departamento Canadense de Pesca e Oceanos por danificar o Sea Shepherd II enquanto estava sob custódia.

1987 – A Sea Shepherd vence o recurso transitado contra o governo canadense sobre as prisões de 1983, que foi revertido por um detalhe técnico.

1992 – No processo dos danos provocados ao Sea Shepherd II, a poucos dias do julgamento, o Departamento Canadense de Pesca e Oceanos (DFO, sigla em inglês) oferece, extra-judicialmente, um acordo de 50.000 dólares para finalizar o caso. A Sea Shepherd aceita o acordo.

1994 – O governo canadense concede subsídios para reativação da caça às focas e financia pesquisas visando a abertura de novos mercados.

1994 – O capitão Watson e a diretora internacional da Sea Shepherd, Lisa Distefano, lideram uma expedição rumo ao Golfo de São Lourenço e coletam fibras de pêlo das mudas dos filhotes de focas, iniciando um projeto-piloto que irá utilizar essas fibras em produtos de roupa de cama. O uso do pêlo das focas demonstra uma alternativa não-letal e livre da caça. O governo canadense planeja exportar pênis de focas para o comércio afrodisíaco asiático. A Shangai Fisheries, de Taiwan, fecha negócio para matar 60.000 focas por seus pênis. Sob supervisão da DFO, caçadores iniciam a prática do projeto não-letal do uso das mudas de pêlos dos filhotes de focas e enviam a primeira remessa comercial para a Kirchhoff Bettwarenfabrik na Alemanha.

1995 – O Canadá anuncia a volta do comércio da caça de focas, estabelecendo benefícios para a carne de foca trazida à terra. A Sea Shepherd retorna ao Golfo de São Lourenço para conduzir mais pesquisas para a obtenção de uma alternativa não-letal para a indústria da caça. A tentativa da Sea Shepherd de substituir o bastão de caça por escovas de cabelo – simbolizando o emprego dos pêlos de mudas dos filhotes na produção industrial – provoca a ira da Associação de Caça às Focas das Ilhas Madalena. No dia 16 de março, uma multidão de 300 caçadores de focas invade o hotel onde o capitão Watson, a diretora Lisa Distefano, o ator Martin Sheen, outros voluntários e representantes da mídia encontravam-se hospedados. Caçadores arrombam a porta do quarto de Watson e o agridem. Repórteres são atacados e têm suas câmeras estilhaçadas. A polícia leva Watson para o aeroporto, contra sua vontade. Enquanto o carro está saindo, o capitão leva uma tijolada na cabeça. A polícia tática de Quebec voa até as Ilhas Madalena para escoltar a imprensa e a Sea Shepherd para fora da província, recusando-se a registrar queixas contra os caçadores agressores. A volta do comércio da caça às focas no Canadá é noticiada por todo o mundo.

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1996 – Um ano depois do tumulto com os caçadores, Watson e Distefano lideram outro grupo da Sea Shepherd ao Golfo de São Lourenço para dar continuação à pesquisa de meios alternativos à industria do comércio da caça às focas, acompanhados dos diretores da Kirchhoff Bettwarenfabrik, do fotográfo de natureza selvagem Bob Talbot e Reinhard Olle, da RIGO, uma das maiores venededoras de varejo de commodities de produtos naturais. A equipe coleta o pêlo de focas filhotes provenientes da muda natural, utilizando as focas sem danos a elas.

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1998 – O Sea Shepherd III torna-se o primeiro navio a desbravar as províncias de Maritimes durante a temporada de caça desde 1983. Watson e Distefano mantêm sob vigia escondida durante a semana de 15 de março o maior berçário flutuante de focas no Golfo, sem a interferência dos caçadores, enquanto Watson, Farley Mowat – renomado escritor e naturalista canadense, e John Paul DeJoria – diretor da Paul Mitchell Systems, transmitem a alternativa para a indústria de focas não-letal.

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1999 – A Sea Shepherd filma focas no gelo para o documentário Ocean Warrior. Peter Brown, membro veterano da Sea Shepherd, realiza as filmagens por conta do produtor Pieter Kroonenburg.
2002 – O capitão Watson publica seu livro Seal Wars – Twenty-five Years on the Front Lines with the Harp Seals, com prefácio de Martin Sheen.

foca342003 – A equipe da Sea Shepherd retorna às águas congeladas do Golfo de São Lourenço. O objetivo da campanha era exploratório, por levar o navio de volta ao gelo, e também para colocar novamente em evidência pública o massacre às focas. A Sea Shepherd produz vídeos e filmes promocionais com intenção de lançar um vídeo educacional de utilidade pública. Diversos jornalistas e fotógrafos juntam-se à equipe da Sea Shepherd para obter material para reportagens e documentários.foca35

2004 – A Sea Shepherd consegue, com sucesso, enfraquecer o mercado de produtos provenientes da caça de focas. A empresa Costco Wholesale Corporation tira das prateleiras de suas lojas, em St. John’s, Newfoundland, as cápsulas de óleo de foca, quando um representante da Sea Shepherd informa-os dos métodos que a indústria da caça de focas funciona, principalmente as matanças brutais pelos caçadores.

2005 – Em meados de fevereiro, Watson e o astro de televisão Richard Dean Anderson, o ‘MacGyver’, também ativista e membro da diretoria da Sea Shepherd, visitam as focas Harp para ajudar a chamar atenção para o clamor ao fim da matança das focas.

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Watson e uma equipe de voluntários da Sea Shepherd do navio-líder R/V Farley Mowat – batizado em homenagem ao presidente internacional da Sea Shepherd – retornam às águas congeladas do Canadá oriental para manifestar-se contra a carnificina anual.

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Essa é a quarta vez que uma embarcação conservacionista aventura-se nas águas congeladas para proteger as focas, e sempre foi a Sea Shepherd.

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[youtube width=”212″ height=”172″]http://www.youtube.com/watch?v=gIJc-0Wp2r0[/youtube]

O governo canadense gastou centenas de milhões de dólares em taxas protecionistas visando amparar os caçadores de focas. A embarcação da Guarda Costeira canadense, o Amundsen, manteve vigilância constante sobre o Farley Mowat, exceto quando estavam ocupados abrindo caminho no gelo para as embarcações caçadoras passarem ou resgatando caçadores cujas embarcações atolavam no gelofoca44.
Voluntários da Sea Shepherd foram fisicamente atacados pelo capitão e sua equipe de um navio caçador sem terem feito nenhuma provocação, e os caçadores nunca foram processados por suas atitudes violentas. Subseqüentemente, 11 membros da Sea Shepherd foram presos, não por envolvimento nesse incidente violento, mas por filmar a caça de focas sem autorização do governo.
As prisões deram à Sea Shepherd a oportunidade de desafiar essas regulações de censura quanto as violações à Constituição canadense e à Declaração de Direitos, e a atrair a atenção da mídia e do público para a questão da matança das focas.

[youtube width=”212″ height=”172″]http://www.youtube.com/watch?v=KVAGoFQsi9s&feature=player_embedded[/youtube]

2008 – O navio Farley Mowat parte no dia 24 de março com uma equipe internacional de voluntários ao Golfo de St. Lawrence, atuando mais uma vez como guardiões das focas Harp.
No dia 12 de maio o navio é levado pela RCPM – Polícia Federal canadense, dentro de águas internacionais. Além de deter o navio e aterrorizar a tripulação com armas de fogo e uso excessivo de força, os agentes agiram como piratas e prenderam propriedades pessoais da tripulação, sem que houvesse motivo para registro de crime.

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A Sea Shepherd define como pirataria o ato de homens armados subirem a bordo de um navio em alto-mar, em meio a águas internacionais, e roubarem propriedades pessoais sob mira de armas de fogo. O navio da Sea Shepherd Farley Mowat foi preso sem qualquer explicação ou prova. A unidade de GPS instalada no Farley Mowat tem um registro dos movimentos do navio e prova que o navio nunca entrou em águas territoriais canadenses.
Peter Hammarstedt, o primeiro-oficial, foi deportado para Suécia, e o capitão Cornelissen foi mandado para a Holanda.

Na última vez em que o Departamento Canadense de Pesca e Oceano reteve um navio da Sea Shepherd foi por 22 meses, entre março de 1983 e junho de 1985. A Sea Shepherd processou o Departamento e obteve êxito contra os danos causados ao navio Sea Shepherd II, na ocasião.

“E nós iremos processar novamente”, diz Paul Watson. “Nós não teremos o governo canadense atropelando nossos direitos como cidadãos, e não teremos o governo fixando um precedente de subir a bordo em navios não-canadenses em águas internacionais com um bando armado abordando os tripulantes. Pretendemos batalhar na justiça e ganharmos com base na evidência de que o governo do Canadá agiu ilegalmente por razões políticas, para avançar em ambições egoístas do ministro canadense de Pesca e Oceano, Loyola Hearn”.
Peter Hammarstedt e Cornelissen aguardam em liberdade seu dia de julgamento, marcado para abril próximo.

2009 – O governo canadense, após manter o Farley Mowat preso por um ano, coloca a embarcação à venda. Watson promete processar o governo após o julgamento de seus oficiais, em abril.

Golfinhos

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Salvando Golfinhos

“É um banho de sangue, cruel e selvagem. A cada ano, a calma aldeia de Taiji no Japão vira um local onde a crueldade, dor, sofrimento e finalmente a morte é infligida em golfinhos indefesos.”

Capitão Paul Watson

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Atualizações diárias da “ENSEADA” no Japão “The Cove Guardians” – Relatório de Taiji, Japão: equipe da Sea Shepherd documenta massacre de golfinhos

Equipe da Sea Shepherd arrisca suas vidas pelos golfinhos de Taiji

Em 6 de outubro de 2006, depois de escondidos por várias semanas atrás dos penhascos observando a baía, os membros da equipe da campanha da Sea Shepherd pelos golfinhos do Taiji filmaram e fotografaram pescadores assassinando golfinhos na enseada de Taiji.

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A equipe foi atacada, intimidada e suas vidas foram ameaçadas pela comunidade local por atreverem-se a expor essa atrocidade ainda desconhecida. Algumas das fotografias tiradas encontram-se aqui.  Pode-se ver que o sangue dos golfinhos deixou o mar vermelho.  Com o lançamento das fotos, a AP Photo Japan testemunhou que as fotos não foram alteradas.

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A equipe da Sea Shepherd continuou forte em Taiji por um mês e meio apesar da crescente hostilidade dos pescadores locais. A equipe filmou e fotografou sempre que pôde, e continuou sua vigília na enseada.

Em 18 de novembro de 2003, dois membros da equipe, Allison Lance Watson e  Alex Cornelissen, mergulharam na baía e nadaram para salvar 15 golfinhos que seriam mortos na manhã seguinte.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=8YLb5MQI_Qw[/youtube]

Eles nadaram por mais de uma hora desatando e desmontando redes, criando rotas de escape para os golfinhos. Um passante chamou a polícia de Taiji que contatou diversos navios pesqueiros da enseada. Depois da violenta luta na água, eles nadaram rumo à costa e foram imediatamente presos. Foram detidos em celas separadas por 23 dias sem direito à fiança ou comunicação com o resto do mundo. Com a ajuda de outros grupos, protestos foram organizados em apoio à Sea Shepherd em 28 cidades no ano seguinte, inclusive no Brasil.

O mundo, incluindo muitos cidadãos japoneses, viu pela primeira vez a horrenda brutalidade dessa matança de lindas criaturas. Essas imagens viraram manchetes internacionais e atordoaram o mundo. Amantes de golfinhos de toda parte ficaram revoltados e condenaram o governo japonês por permitir esse ritual de morte.

A reação japonesa a isso foi colocar cartazes pela vila e pelos penhascos que proibiam a filmagem e fotografia da matança de golfinhos. Esse ano, eles espalharam pela baía grandes tapumes para esconder o que eles estão fazendo, e guardas estão a postos para evitar que protetores de golfinhos aproximem-se ou fotografem o que está sendo feito com os animais.

Apesar das milhares de cartas, e-mails e protestos enviados ano passado, o governo japonês permite que a caça continue, permitindo que 23.000 golfinhos sejam assassinados. A nossa responsabilidade deve ser de aumentar a publicidade e a pressão nos japoneses e em seu governo para acabar com essa carnificina animal anual.

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Como eles matam

Os pescadores, em vilarejos como Taiji, saem em pequenos barcos para observar o movimento migratório dos golfinhos. Posicionando seus barcos estrategicamente, eles formam uma fila e esperam pelos golfinhos. Quando os golfinhos chegam, os pescadores jogam longos canos de metal na água, e batendo os canos um nos outros, criam uma parede de som. O som interfere na capacidade dos golfinhos de orientar-se e apavorando-os. Os golfinhos então nadam para fugir do som e os japoneses manobram seus barcos encurralando-os em uma pequena baía.

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[youtube width=”212″ height=”172″]http://www.youtube.com/watch?v=qgbNUqNXyY0[/youtube]

Uma vez na baía, redes são colocadas no escoadouro de entrada e saída da baía para que eles não fujam. Então, os pescadores normalmente cortam alguns dos golfinhos com um facão, porque os outros golfinhos não abandonarão os golfinhos membros de suas famílias machucados.

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Presos na água rasa, os golfinhos debatem-se para tentar ficar o mais longe possível da terra até a manhã seguinte. Pela manhã, os pescadores jogam suas redes, forçando os golfinhos a aproximarem-se da terra, quando então eles os assassinam com golpes de facões e ganchos. Os golfinhos agonizam por cerca de seis minutos enquanto aos poucos sangram até a morte, tornando o mar literalmente vermelho com o sangue.

Depois do massacre, os corpos dos golfinhos são levados a uma casa de corte, onde são fatiados. A carne, apesar de muito contaminada, é vendida sem aviso assim mesmo em supermercados japoneses – supermercados esses muitas vezes pertencentes à cadeias americanas ou européias.

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O governo japonês está envenenando seus próprios cidadãos

A carne de golfinho é vendida por lojas por todo o Japão. Parte dela é vendida pelo rótulo correto de carne de golfinho, e outra parte é embalada sob o rótulo de carne de baleia. O que nunca está incluso no rótulo são os níveis de mercúrio, metais pesados, fertilizantes tóxicos e cádmio. Uma ou mais dessas substâncias contaminam quase toda a carne de golfinho vendida no Japão. Vender isso para o consumo da população é uma desgraça, a venda ser feita sem o governo japonês alertar a população que a carne que eles estão consumindo é toxica para sua saúde é irresponsabilidade e negligência.

Em 1999, uma equipe internacional de cientistas trabalhando no Japão analisou 130 amostras de carne de baleia e golfinho e reportaram os resultados à Comissão Internacional Baleeira (IWC). Eles analisaram as amostras em busca de mercúrio, metais pesados, fertilizantes tóxicos e cádmio. Os resultados mostraram que não apenas que freqüentemente a carne de golfinho é vendida como de baleia, como quase sempre está contaminada:

  • 24% das amostras de carne de baleia eram na verdade carne de golfinho ou de pequenas baleias assassinados em Taiji.
  • Mais de 91% das amostras de golfinhos e pequenas baleias excederam os limites aceitáveis para poluentes.
  • Uma amostra teve mais de 1.600 vezes o permitido de mercúrio.

Tetsuya Endo, um cientista japonês e cientista principal do projeto de 1999, acredita que as altas concentrações encontradas nas amostras “podem ser o suficiente para causar agudo envenenamento por mercúrio” e que “os produtos deveriam ser retirados imediatamente”.

Outros estudos chegaram a conclusões similares. Biólogo da Universidade de Harvard, Dr. Palumbi, que participou da pesquisa conjunta entre Japão e Harvard, escreveu uma carta aos representantes japoneses requerendo avisos de saúde pública e imediato banimento da venda de carne contaminada.

“Nós acreditamos que consumidores japoneses estão recebendo informação inadequada, e, em alguns casos, inexata, sobre os produtos cetáceos que estão consumindo.”

Todos os estudos mostram claramente carne de golfinho não é segura e que a contaminação de mercúrio é especificamente perigosa à fetos e crianças em fase de amamentação, se suas mães alimentam-se dessa carne. Ainda assim o governo japonês permite que essa comida contaminada continue a ser vendida sem aviso, até mesmo a mulheres grávidas.

Carne de golfinho em supermercados japoneses

Carne de golfinho em supermercados japoneses

carne de golfinho vendida como carne de baleia

Carne de golfinho vendida como carne de baleia

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Em 26 de outubro de 2007, o Instituto Sea Shepherd Brasil ingressou com ação judicial motivado pela denúncia do massacre de mais de 80 golfinhos, no estado do Amapá, que teriam sido utilizados como isca na pesca ilegal de tubarões. O fato foi noticiado em rede internacional. A pesca de golfinhos é considerada ilegal em território nacional de acordo com a Lei Federal nº. 7.643/87, chamada Lei de Cetáceos, que também proíbe a captura e molestamento de baleias em águas jurisdicionais brasileiras.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Qtmh84B8GqE&feature=related[/youtube]

Empresas estrangeiras de pesca recrutam embarcações nacionais para realizarem esta carnificina em território brasileiro. Infelizmente, nossa fiscalização ambiental é fraca e despreparada, fato que propicia estes acontecimentos lamentáveis. Nós do Instituto Sea Shepherd Brasil estamos atentos a este caso e a outros que atentam contra a vida marinha nacional.

Esta campanha do Instituto Sea Shepherd Brasil que foi chamada de Operação Furacão Silencioso em homenagem ao silêncio do IBAMA e à inércia da Justiça Federal. O furacão é uma referência a nossa intenção em promover com esta ação judicial uma séria investigação sobre as empresas que estão se beneficiando com esses massacres.

Ação Civil Pública nº 2007.31.00.002529-6 (Amapá)
Autor: ISSB
Réu: Jonan Queiroz de Figueiredo

Ação Civil Pública nº 2007.31.00.001910-7 (TRF1 – AP)
Autor: ISSB
Réu: Ibama/AP

Tubarões

MITO

Os tubarões são assassinos sanguinários.

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REALIDADE

Milhões estão sendo vergonhosamente
mortos, e você pode ajudar.

Finning é uma prática cruel e que está dizimando tubarões por todo mundo. Nela, o animal é capturado e suas barbatanas são cortadas. O tubarão é jogado de volta ao mar, sangrando e incapacitado de nadar, e tem uma morte agonizante.

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=3z622cRZXNI[/youtube]

150 milhões de tubarões são mortos todos os anos, tanto pela pesca de espinhel, por ‘esporte’, quanto pela prática atroz conhecida como finning. Todas essas crueldades já dizimaram um número inacreditável: mais de 90% da população de grandes tubarões do mundo foi exterminada, porque essa brutalidade é mais rápida que sua capacidade de reprodução. No Brasil, a situação é alarmante: 43% das espécies de tubarão estão ameaçadas de extinção.

Os tubarões contam com mais de 400 milhões de anos de história no planeta Terra. Sua morfologia é tão perfeita que pouco se modificou durante este período, e por isso são considerados os principais predadores marinhos, com importância vital ao ecossistema dos oceanos.

A luta pela vida desses animais representa dois importantes aspectos, primeiro pelo respeito de se preservar uma espécie tão importante ao planeta, segundo pelo desequilibrio ambiental que compromete a própria sobrevivência da humanidade.

E não para por aí:

  • Barbatanas de tubarão servem para preparar uma sopa sem gosto para a elite emergente asiática.
  • Dentes de tubarão são usados em bijouterias.
  • Mandíbulas de tubarão viram souvenirs.
  • Pele de tubarão transforma-se em carteiras e cintos.
  • Cartilagem de tubarão é matéria-prima de cápsulas para ‘curas milagrosas’.
  • Óleo de fígado de tubarão vira cosméticos.

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=IGSs7R9DAts&feature=youtu.be[/youtube]

A Sea Shepherd na luta
para proteger os tubarões

A campanha em defesa dos tubarões no Brasil é uma extensão de seus esforços mundiais. Internacionalmente, a Sea tutu9Shepherd atua em parceria com a Polícia Ambiental do Equador e vem contribuindo para punir os envolvidos em pescas ilegais, mantendo presença permanente na Reserva Marinha de Galápagos, para defendê-la de pescadores de tubarões.

No Brasil, a Campanha em Defesa dos Tubarões inclui ações civis públicas contra empresas que comercializam ilegalmente as barbatanas, a busca pela moratória à pesca do tubarão (para que as agencias fiscalizadoras possam melhorar suas condições de trabalho, e os animais possam se reproduzir), além de uma campanha destinada a restaurantes e demais locais para que não vendam produtos derivados de tubarão. Os estabelecimentos que participarem poderão usar o selo da campanha.

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Como atua a Sea Shepherd

  • Confisca dezenas de milhares de barbatanas de tubarão obtidas ilegalmente e colabora com a punição dos envolvidos.
  • Remove milhares de quilômetros de redes de pesca ilegais e libera os animais presos a elas.

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  • Em parceria com a Polícia Ambiental do Equador, criou uma unidade especial de cães farejadores capazes de identificar barbatanas de tubarão.
  • Desenvolve redes de inteligência para auxiliar na apreensão de barbatanas de tubarão em áreas protegidas.
  • Educa o público via materiais impressos, apresentações e campanhas para o varejo.

O que você pode fazer

  • Contribua com doações a Sea Shepherd e adquira produtos para apoiar nossas campanhas de ação direta.tutu12
  • Não consuma carne nem produtos feitos a partir de tubarão.
  • Se oponha fortemente contra restaurantes e demais lojas que comercializem produtos feitos com tubarão!
  • Promova o selo “Defesa dos Tubarões” para os restaurantes e lojas que você conheça e eduque outras pessoas sobre a importância destes animais e os problemas atuais.

A brutal indústria de barbatanas de tubarões

Entenda como funciona o comércio das barbatanas, atividade que tem dizimado populações de tubarões em tudo o mundo; e como os golfinhos são usados para promover este massacre sem proporções

Não mais que doze pessoas por ano são mortas por tubarões pelo mundo. De fato, é mais perigoso jogar golfe do que nadar no oceano com tubarões. Mais jogadores de golfe são atingidos por raios e mortos todos os anos do que o número total de fatalidades envolvendo tubarões. Estatisticamente, é mais perigoso atravessar a rua do que nadar com tubarões.

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Entretanto, seres humanos matam mais de 100 milhões de tubarões todos os anos, e ainda os retratam como violentos e sanguinários assassinos dos mares.

Matam-se tubarões por seus dentes e maxilares. Sim, e também para confeccionar sapatos e cintos. Mata-se pelo óleo que é extraído de seus fígados, e pela cartilagem usada na falsa promessa de cura do câncer, além de fabricar cosméticos e remédios.

A humanidade mata tubarões pelo medo que eles provocam, por comida, por ‘esporte’ e, o mais perturbador de tudo isso, para uma caríssima sopa sem gosto feita de sua barbatana, com o único propósito de impressionar família e amigos, especialmente entre os novos-ricos da Ásia.

Para tanto, os tubarões vêm sendo mortos pela pesca de espinhel e redes, e pelo simples propósito de arrancar suas barbatanas, causando uma drástica redução de sua população por todo o mundo. Uma prática conhecida como finning.

Sopa de tubarão – para quê?

Vendidas ilegalmente na maioria das vezes, as barbatanas são usadas para o preparo de um sopa que não tem qualquer sabor ou valor nutricional. É um prato servido apenas por prestígio, por um preço que chega a 400 dólares o prato. A demanda por sopa de barbatana de tubarão se desenvolveu em 1985 e coincide com o rápido crescimento da economia chinesa. Em razão desta demanda, caçadores ilegais têm invadido parques marítimos nacionais, como a Ilha de Galápagos no Equador e as Ilhas de Coco, na Costa Rica e no Brasil.

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Apreensão de 3.3 toneladas de barbatanas de tubarão no Rio Grande do Sul em 2008. Apenas de cação-anjo (Squatina Guggenheim) espécie em extinção, mais de 12.000 animais foram mortos.

É preciso esquecer a histeria e a ficção criadas por Steven Spielberg em seu filme ‘Tubarão’ e voltar as atenções para o método bárbaro utilizado para a obtenção das barbatanas. Capturado em espinhéis ou redes, os tubarões têm suas suas barbatanas cortadas a frio e – não importando se ainda estão vivos ou não, são jogados ao mar novamente para sangrar até a morte, sem poder nadar.

Mais de 8.000 toneladas de barbatanas de tubarão são processadas todo ano. As barbatanas representam apenas 4% do peso do corpo de um tubarão. Faça as contas. Isso significa que 200.000 toneladas de tubarões são jogadas ao mar novamente e descartadas.

Por que devemos nos preocupar com os tubarões?

Eles são parte valiosa do ecossistema marinho. São predadores, integrantes da cadeia alimentar, e ao mesmo tempo desempenham o papel de ‘lixeiros’ do mar, contribuindo na eliminação de animais doentes e com defeitos genéticos, e estabilizando a população de peixes.

A atual redução de populações de tubarões já tem mostrado suas consequências. Por exemplo, reduzindo-se o número de tubarões aumentam-se as populações de polvos, que por sua vez terão que se alimentar de mais lagostas. Isso foi o que aconteceu na Tasmânia, gerando o colapso na pesca de lagostas.

Um ponto muitas vezes esquecido é que os tubarões se diferem de outros peixes no quesito reprodução. Ao invés de produzirem milhares de ovos, muitos deles levam até quinze anos para alcançarem a maturidade sexual, para só então produzir um único ovo por ano. Com uma taxa de reprodução tão frágil e lenta, suas populações podem nunca se recuperar dos danos que a caça tem lhe infligido.

Vinte espécies de tubarão já foram listadas como ameaçadas de extinção pela União International Para a Conservação da Natureza – IUCN.

Eles precisam de nossa proteção

A posição da Sea Shepherd é que os tubarões não devem ser mortos e devem ser protegidos por lei. Há tempos a entidade luta contra o uso dos espinhéis, e regularmente confisca redes de pesca ilegais nos oceanos.

Há vários anos a Sea Shepherd de Cingapura vêm educando o público sobre os efeitos da devastação que a cultura asiática de consumo de sopa de barbatana de tubarão está causando nas populações desse animal.

tutu17Proteger tubarões é um trabalho mais difícil do que proteger golfinhos e focas, por exemplo. Do ponto de vista de relações públicas, as focas são graciosas e os golfinhos têm aquele natural e amável sorriso. Tubarões, ao contrário, mostram seus dentes e, assim, se mostram ameaçadores.

De qualquer forma, amantes dos golfinhos precisam saber que os pescadores matam os golfinhos para usar sua carne como isca nos espinhéis para caçar tubarões – inclusive no Brasil, como no caso do massacre de 83 golfinhos no Amapá em 2007. (assista o vídeo).

O conservacionista deve reconhecer o valor da interdependência entre todas as espécies do oceano e ter consciência que os tubarões desempenham uma importante parte da diversidade do ecossistema marinho.

É preciso fazer oposição ao consumo de tubarão, desencorajar o uso de cosméticos que levam tubarão em sua fórmula e a compra de bijouterias feitas com partes de tubarão. E o mais importante disso tudo é mudar a imagem que o público em geral possui, de que os tubarões são aquelas violentas criaturas sanguinárias, que merecem morrer para o bem da humanidade e dos outros animais.

O que é um Espinhel?

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Um espinhel normalmente é uma linha pesqueira feita de monofilamento. A linha geralmente chega a medir entre 1,6 a 100 quilômetros de comprimento. A linha é balizada por isopor ou flutuadores de plástico, e a cada 3 metros uma segunda linha se estende por mais 5 metros. Nesta linha secundária está enganchado um anzol iscado com lula, peixe – no Brasil se utiliza muito a sardinha, ou até carne de golfinho e foca.

Os anzóis com iscas podem ser vistos por albatrozes e, quando eles mergulham, ficam presos e se afogam. Outras formas de vida marinha vêem a isca debaixo d’água e também são fisgados quando tentam comer a amostra de carne. Os espinhéis ficam flutuando soltos no mar, longe das embarcações pesqueiras, por um período de 12 a 24 horas.

O que os espinhéis estão fazendo aos albatrozes?

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Símbolo dos marinheiros durante séculos, os albatrozes vagam por vastas expansões dos oceanos do mundo e chegam à costa somente para procriar, em ilhas oceânicas do Oceano Meridional. Infelizmente, para as várias espécies de albatrozes nesta parte distante do mundo, frotas de centenas de navios pesqueiros do Japão, Coréia, Taiwan e Indonésia pescam o atum-azul (Thunnus thynnus), tubarões e agulhão-vela (Istiophorus albicans).

Albatrozes e outras espécies de aves marinhas são arrastados para debaixo d’água e morrem fisgadas nesses ganchos mortais. Todos os anos mais de cem milhões de anzóis são lançados pela frota japonesa na busca pelo atum-azul no Oceano Meridional. Anualmente, dezenas de milhares de aves morrem por esta prática.

Um cálculo modesto mostra que os espinhéis japoneses matam 44.000 albatrozes por ano. O dado atual pode ser o dobro, de acordo com investigadores, pois os dados de frotas de outras nações pescadoras não está disponível. Por causa do grande número de aves afetado, a pesca comercial foi identificada como a ameaça mais séria à sobrevivência da maioria das espécies de albatrozes.

O que os espinhéis estão fazendo às tartarugas marinhas?

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Muitas espécies de tartarugas marinhas caem vitimas dos anzóis mortais dos espinhéis. Cerca de 20.000 tartarugas cabeçudas (Caretta caretta) são mortas todos os anos pela frota pesqueira espanhola no Mediterrâneo. Acredita-se que mais 4.000 morrem por serem devolvidas ao mar com os anzóis ainda presos em suas gargantas.

Voluntários da Sea Shepherd contabilizaram dezenas de carcaças de tartarugas ao longo do litoral do Pacífico na América Central. Quando examinadas, todas as tartarugas mortas foram achadas com anzóis na garganta.

Segundo relatórios da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO, são mortas 40.000 tartarugas marinhas anualmente no mundo pela prática de espinhel.

A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), a maior do mundo, poderá ser extinta dentro de algumas décadas em função das atuais práticas pesqueiras. Essa é a conclusão de investigadores marinhos na reunião de 2002 da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Denver. “Fizemos análises específicas em praias de onde temos muitos dados, e acreditamos que elas desapareçam entre 10 e 30 anos”, disse Larry Crowder, da Universidade de Duque, Carolina do Norte.

O que os espinhéis estão fazendo aos tubarões?

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Os espinhéis são um dos fatores mais significantes na diminuição das populaçõesde tubarão nos oceanos. O objetivo é capturar tubarões, atum e peixes-espada (Xiphias gladius). Reforçando, os tubarões são mortos principalmente pelas suas barbatanas, que representam apenas 4% do peso de seu corpo.

Se não forem protegidas, a maioria das espécies de tubarões estarão extintas dentro de uma década.

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Sea Shepherd e Galápagos

A aproximadamente 960 quilômetros na costa do Equador, o Arquipélago de Galapagos é conhecido pelo mundo por sua inigualável flora e fauna.  Em 1959, 97% da área de terra das ilhas – uns 800,000 hectares – foi declarada Parque Nacional pelo Governo do Equador.

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Vinte anos depois, foi declarado pela UNESCO (Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas) Herança Mundial Natural em reconhecimento de seu valor universal.

Em 1986, o estabelecimento da Reserva dos Recursos Marinhos de Galápagos nas águas que cercam as ilhas trouxe aproximadamente sete milhões de hectares adicionais sob proteção oficial. Com a exceção das áreas colonizadas de San Cristobal, Santa Cruz, Isabela, e Ilhas de Floreana, 97% da área de terra total das ilhas são Áreas de Proteção sob a Lei de Silvicultura do Equador para Conservação da Vida selvagem e Áreas de Preservação.

gnp2Com uma inigualável e frágil história, é um milagre a insubstituível vida natural de Galápagos sobreviva até hoje.

Por 100 anos, começando ao final do séc.18, os baleeiros usaram as ilhas como base e campo de caça, complementando a carnificina cetácea por servirem-se das peles das focas locais para ganhar mais dinheiro e das tartarugas para comerem.

Por volta de 1900, as focas de Galápagos estavam quase extintas e os cascos das gigantes tartarugas assassinadas espalhados pelas praias. A primeira lei de proteção da fauna de Galápagos foi aprovada em 1934, mas as iguanas da ilha de Baltra não sobreviveram à construção de uma base aérea norte-americana durante a Segunda Guerra Mundial. No início dos anos 70, frotas pesqueiras japonesas foram servir-se de tartarugas marinhas, depredando o ambiente rotineiramente com redes de arrastão.

O Serviço do Parque Nacional de Galápagos (GNP), com a ajuda e conselhos da Estação de Pesquisa Charles Darwin, gnp3trabalha para proteger o arquipélago de abuso e exploração ilegal. Em 1995, nós publicamos o primeiro relatório de campo da Sea Shepherd sobre a caça da vida marinha em Galápagos (Sea Shepherd Log, 3º – 4º, 1995), junto com uma oferta ao Equador de ajudar na patrulha da Ilha com nosso navio de conservação, o Edward Abbey (depois rebatizado de Sirenian e, mais recentemente, Yoshka).

Em março de 1997, Fabricio Valverde do Departamento Técnico do Serviço do Parque Nacional de Galápagos nos contatou para expressar interesse definitivo na possibilidade de patrulhas de conservação conjuntas.

gnp4O Serviço do Parque estava patrulhando as águas do Parque Nacional e a Reserva Marinha com os barcos Guadalupe River e o Belle Vie, e eles acharam que ” a adição do Edward Abbey (Sirenian) pode ser extremamente útil para a conservação das Ilhas “.

Anos de negociações indo e vindo com o governo equatoriano, em um momento eles dizem quem uma embarcação estrangeira simplesmente não pode patrulhar o Parque. O tempo passou e nós tivemos de ir em frente com outras campanhas, mas não podíamos desistir de Galápagos, uma ilha única para o mundo: Um paraíso para espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo, sob a crescente pressão da ação humana e pesca ilegal.

Finalmente, Capitão Watson e a tripulação do Ocean Warrior (depois rebatizado de R/V Farley Mowat) chegaram à gnp5Galápagos em março de 2000, em rota de comemoração da desistência do plano de salinas na Lagoa de San Inacio em Baja, Califórnia, rumo às Ilhas Faroe, cruzando o Atlântico, para a campanha de defesa das baleias.

A equipe executiva do Ocean Warrior reuniu-se com a equipe do Parque Nacional e, rapidamente, concordaram em uma patrulha conjunta provisória. Em agosto, um acordo final havia sido celebrado, e os preparos para aprontar o Edward Abbey (Sirenian) para seu primeiro ano de trabalho em Galápagos estavam começando.

Nossa paciência e persistência valeram a pena. O Sirenian entrou em serviço sob um acordo de cinco anos de auxílio ao Parque Nacional a acabar com as atividades pesqueiras ilegais num limite de 40 milhas das ilhas. O Sirenian tornou-se parte indispensável do Parque, e, em outubro de 2005, Capitão Watson assinou um novo tratado com o diretor do Parque para manter o navio patrulhando Galápagos permanentemente.

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A proibição da pesca comercial vale desde 1997, mas vem sendo regularmente violada pela enorme frota equatoriana, embarcações estrangeiras e operações independentes.

Está sendo provocado um enorme dano pela caça de tubarões e peixes-espada pela pesca com espinhel. Uma série de zonas de proteção foram estabelecidas pela Reserva Marinha e devem ser resguardadas.

Tudo o que nós precisamos agora é de sua colaboração e a Patrulha de Conservação da Sea Shepherd em Galápagos fará diferença na preservação do ecossistema mais importante do mundo.

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