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Mais de 30 leões-marinhos são capturados e marcados no porto de Astoria (EUA)

Guardiões da Represa testemunham leões-marinhos quase se afogarem na armadilha e suas costas serem marcadas com ferro quente

Com o peso de mais de 30 leões-marinhos estressados, a armadilha começou a afundar. Foto: Frances Holtman / Sea Shepherd

A partir das 7h00 de hoje (horário dos EUA), mais de 30 leões-marinhos, incluindo bebês, foram capturados em uma armadilha flutuante no Porto de Astoria, de acordo com os Guardiões da Represa da Sea Shepherd Conservation Society, que estão em terra ao longo do rio Columbia documentando os horrores que sofrem esses animais protegidos pelo governo federal pelo crime de comer salmão. O grande número de leões-marinhos capturados é principalmente devido à armadilha estar em um dos poucos lugares onde os leões-marinhos retiram água na área. Devido ao enorme número de animais terem lotado a armadilha, e o peso adicional dos funcionários do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon que estão ao lado da armadilha, a armadilha começou a afundar e vários animais ficaram em pânico quando a gaiola ficou submersa por muito tempo e quase se afogaram.

Após isso, os animais foram empurrados através de um túnel para dentro de uma gaiola de compressão, um por um, para serem marcados com ferro quente. Durante o processo de marcação extremamente dolorosa, que utiliza nitrogênio líquido e um ferro quente, as costas de vários dos leões-marinhos na verdade pegaram fogo com o ferro chiando em sua carne e uma fumaça branco-amarelada subindo de seus corpos. Os animais marcados, incluindo bebês, podiam ser ouvidos gritando de dor. Os Guardiões da Represa presenciaram vários leões-marinhos entrando em choque e tendo convulsões após o processo de marcação, que finalmente terminou às 13:30 (horário dos EUA), aproximadamente, depois de os mamíferos marinhos suportarem mais de seis horas desta tortura. Como se a marca não fosse bastante traumática, eles ainda foram então marcados com marcadores brancos.

Funcionário do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon marca um leão-marinho. Foto: Aaron Hall / Sea Shepherd

“Esses animais estão sendo torturados e muitos serão mortos simplesmente por se alimentar”, disse Ashley Lenton, no líder da campanha Guardiões da Represa. “Os leões-marinhos são parte da paisagem do Rio Columbia e estão lá desde o tempo das expedições de Lewis & Clark. Isto é tanto a sua casa quanto a nossa”, disse ela. “Os funcionários do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon e Washington precisam acordar e parar de culpar os leões-marinhos protegidos por uma lei federal pela sua má gestão das populações de salmão. Eles foram transformados em bodes expiatórios e não são o problema”, acrescentou.

A campanha Guardiões da Represa teve início em 15 de março e é a segunda campanha da Sea Shepherd em defesa dos leões-marinhos ao longo do rio Columbia. Mais de 368 leões-marinhos foram executados pelos funcionários do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon e Washington pelo crime de comer salmão, em extinção no rio Columbia, perto da represa de Bonneville. Os Estados estão autorizados a matar até 92 dos pinípedes protegidos pelo governo federal anualmente até junho de 2016. Os leões-marinhos serão marcados com ferro quente, feridos com balas de borracha e explosivos, e mortos por injeção letal ou espingarda por comer menos de 4% do salmão na represa; no ano passado, eles comeram apenas 1,6%. Tudo isso é patrocinado pelos contribuintes americanos, enquanto a pesca comercial, esportiva, e artesanal estão autorizadas a pescar até 17% do mesmo salmão em perigo, e a barragem em si é responsável pela morte de cerca de 17% dos salmões adultos.

Os Guardiões da Represa estarão no terreno na represa de Bonneville e do Porto de Astoria documentando esta cena horrível e divulgando para o mundo até 31 de maio de 2013. A Sea Shepherd está pedindo aos cidadãos interessados ​​para registrarem suas reclamações nos gabinetes dos governadores de Washington e Oregon.

Este homem tem dito que ele se preocupa com os leões-marinhos. No entanto, ele é o único que fez a maioria das marcações. Foto: Andrew Lynch / Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

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