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Ocean Alliance e Sea Shepherd unem forças na Operação Golfo Tóxico

Já se passaram três anos desde a catástrofe de resíduos tóxicos da BP (British Petroleum) no Golfo do México, mas até o momento continuamos a minimizá-lo, referindo-se a ele como o derramamento do Golfo. Um derrame ocorre geralmente quando você derruba sua bebida, ou quando você sobrecarrega o tanque de combustível do seu carro. Os mais de 200 milhões de galões de petróleo que foram lançados no Golfo entre 20 de abril e 15 de julho de 2010 dificilmente se enquadram nesta categoria. Além disso, os 2 milhões de litros de dispersantes químicos da BP usados ​​para dissolver e afundar o petróleo, só agrava ainda mais o desastre, dispersando o óleo na cadeia alimentar e tornando o óleo até 52 vezes mais tóxico (Fonte da poluição ambiental – Clique aqui para mais informações, em inglês)

Desde 2010, a Ocean Alliance vem estudando os efeitos a longo prazo do desastre no Golfo do México e dos dispersantes químicos da BP usados ​​para afundar o óleo, ficando fora de visão (um passo que só o esconde visualmente, mas não o torna inofensivo) sobre a vida marinha no Golfo. Os dados coletados do Golfo desde 2010 são robustos e únicos, mas a Ocean Alliance precisa da ajuda da Sea Shepherd para manter este trabalho, e vai levá-lo para a atenção do mundo. Uma forma que pode isso pode ser alcançado é tornando robustas as ações judiciais contra a BP e os fabricantes de produtos químicos de dispersão de óleo, cujos motivos são a degradação ambiental.

De junho a agosto de 2013, a Ocean Alliance e a Sea Shepherd Holanda vão embarcar na Operação Golfo Tóxico, a bordo do navio de pesquisa Odyssey, para coletar dados sobre o meio ambiente, bem como as formas de vida no Golfo do México. Com estes dados, esperamos ter mais uma prova da extensão do desastre que foi causado pela BP em 2010. Todos os dados serão adquiridos de forma não letal.

A Ocean Alliance tem os parceiros e conhecimentos científicos, e a Sea Shepherd vai trazer a exposição da mídia. Nossas equipes irão trabalhar em conjunto para destacar a situação atual. Para nós, é óbvio que o encalhe em massa de golfinhos mortos e outras espécies marinhas nos últimos meses é apenas o início de uma catástrofe ambiental que pode durar até o final deste século. Só aceitando os fatos podemos prevenir que futuros desastres aconteçam. Os dispersantes químicos, por exemplo, ainda estão sendo usados, apesar de suas características tóxicas. O desastre da Exxon Valdez, com onze milhões de galões de petróleo, era apenas uma pequena fração do profundo desastre nas águas de Horizon. No entanto, 24 anos depois, um grupo de 22 orcas que viviam em Prince William Sound está agora funcionalmente extinto. Nove morreram no ano seguinte ao derramamento, mas o mais importante é que nenhum filhote nasceu neste grupo desde o evento. Hoje restam apenas sete membros.

A Ocean Alliance e a Sea Shepherd pretendem construir uma parceria estratégica para fornecer os dados necessários para compreender a magnitude dessas ameaças, e fazer com que o mundo fique vividamente consciente da necessidade urgente para acabar com a poluição dos oceanos. Embora estas duas organizações empreguem diferentes abordagens, a Ocean Alliance e a Sea Shepherd perseguem o mesmo objetivo: a conservação da vida marinha. A Ocean Alliance é especializada em pesquisa científica e advocacia para a vida do oceano (particularmente no que diz respeito às baleias), enquanto a Sea Shepherd é especializada na ação direta contra, e na exposição pública dos destruidores da vida do oceano (particularmente no que diz respeito às baleias). Claramente, as abordagens da Ocean Alliance e da Sea Shepherd são complementares, trabalhando como uma equipe que pode aumentar a eficácia uma da outra.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

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