Sea Shepherd procura voluntários para a próxima campanha Guardiões da Represa

Leão-marinho no meio de dispositivos de captura na represa de Bonneville. Foto: Sea Lion Defense Brigade

A Sea Shepherd Conservation Society precisa de voluntários para estar presente na represa de Bonneville e no local da armadilha em Astoria, Oregon, nos Estados Unidos, para ajudar a parar o abate por parte dos trabalhadores do Estado, de até 92 leões-marinhos protegidos pelo governo federal da Califórnia, no rio Columbia. A corrida do salmão já começou, e leões-marinhos já estão sendo direcionados para serem marcados e mortos pelo crime de comer salmão.

Como o Capitão Paul Watson disse:

“A Sea Shepherd entende perfeitamente que o salmão está em perigo e também entendemos que eles não estão em perigo por causa dos leões-marinhos. Mais salmões são mortos nas turbinas da barragem do que por leões-marinhos. Os pescadores nativos tiram muito mais salmão do rio Columbia do que os leões marinhos. A poluição mata mais salmão do que os leões marinhos. O leão-marinho está sendo bode expiatório, porque (1) isso é conveniente, (2) eles não votam, (3) matá-los dá uma aparência de que o salmão está sendo protegido e (4) os burocratas do governo são simplesmente demasiadamente preguiçosos para lidar com o problema de uma maneira positiva e ecologicamente eficiente.”

A Sea Shepherd não é uma organização de protesto. Nós somos uma organização de ação direta. Nós acreditamos que a nossa vigilância constante sobre o rio pode afetar a mudança e salvar a vida dos leões-marinhos. Leões-marinhos foram documentados no rio Columbia desde o tempo de Lewis e Clark. Os leões-marinhos consumem salmão como uma forma de sustento. Soluções eficazes e com visão de futuro para proteger o salmão ameaçado não envolvem o uso de tortura medieval, como a armadilha de metal bárbara utilizada para limitar os leões-marinhos, como os trabalhadores do Estado marcarem permanentemente a sua carne com ferros quentes, e marcá-los para a eventual morte. É hora de nós, como uma espécie, encontrar maneiras de compartilhar o rio com leões-marinhos, em vez de matá-los.

Nós não estamos sozinhos nessa empreitada. Monitores do Sea Lion Defense Brigade e outros grupos estão trabalhando pelos mesmos objetivos. A Sea Shepherd está agora a procura de voluntários Guardiões da Represa para atuar voluntariamente entre 15 de março e 31 de maio de 2013. Precisamos de pessoas que possam trabalhar de forma independente e profissional, que mantenham a calma, sejam corajosas e apaixonadas. A veterana Guardiã da Enseada e Guardiã da Represa, Ashley Lenton, vai liderar a campanha.

Quer participar? Por favor, envie um e-mail para damguardian@seashepherd.org

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

As tensões aumentam em confronto com os baleeiros japoneses

Japão envia apoio militar para proteger frota baleeira ilegal

Nisshin Maru empurra Bob Barker no Sun Laurel. Foto: Tim Watters

A Sea Shepherd Austrália, com sucesso, bloqueou uma terceira tentativa de reabastecimento da frota baleeira japonesa, que está operando ilegalmente, em violação de uma decisão do Tribunal Federal da Austrália que proíbe caça à baleia no território antártico australiano. Durante o processo, o capitão Tomoyuki Ogawa do navio-açougue de baleia, Nisshin Maru, abalroou os navios da Sea Shepherd, Bob Barker e Sam Simon.

Durante a noite anterior, o navio de propriedade coreana e bandeira panamenha, o petroleiro Sun Laurel e o Nisshin Maru seguiram em direção ao sul, devido às águas salpicadas com blocos de gelo grandes e icebergs, a 12 nós na escuridão, sem holofotes. O Sun Laurel não é um navio preparado para navegar sobre o gelo, e está agora 420 milhas ao sul de sessenta graus, com sua carga ilegal de óleo combustível pesado, HFO.

Acompanhando o Sun Laurel estava o Sam Simon, seguido pelo navio de segurança armada, Shonan Maru 2, e o Yushin Maru 3. O Nisshin Maru estava sendo seguido pelo Steve Irwin e pelo Bob Barker, com os dois navios arpoadores restantes da frota japonesa de caça ilegal de baleias no reboque. Haviam seis navios dos baleeiros, e três da Sea Shepherd.

Às 2:00 (horário da Austrália), as duas partes reuniram-se e os três ágeis navios arpoadores Yushin Maru começaram a arrastar linhas incrustantes nas hélices ao atravessar as proas dos navios da Sea Shepherd. O Bob Barker tomou posição e se manteve a bombordo do Sun Laurel para bloquear o reabastecimento do Nisshin Maru, e manteve esta posição enquanto o Nisshin Maru por duas vezes provocou uma colisão entre ele mesmo, o Bob Barker e o Sun Laurel.

O Nisshin Maru imprensou o Bob Barker entre os dois navios grandes, e na turbulência da do rasto de navio combinado, o Bob Barker foi jogado para trás entre o Nisshin Maru e o petroleiro Sun Laurel às 14:48 e 15:16 (horário da Austrália).

O Nisshin Maru disparou seus canhões de água de alta potência para as saídas de ar do Steve Irwin, Bob Barker, e Sam Simon, na tentativa de inundar seus motores. Todas as salas do motor sofreram fortes inundações, mas não há falhas mecânicas.

O Nisshin Maru lançou granadas flashbang para o Bob Barker, uma das quais atingiu e explodiu no Sun Laurel, deixando uma marca escura.

Canhões de água do Steve Irwin foram lançados e a tripulação da Sea Shepherd foi instruída a não apontá-los em qualquer pessoa sobre os navios de caça furtiva.

Em sua última fraca tentativa para chegar ao Sun Laurel, o Nisshin Maru virou o Sam Simon, causando danos ao longo do casco a bombordo do navio e quebrando sua cúpula de comunicações por satélite. Depois de abalroar o Sam Simon, o Nisshin Maru se afastou do Sun Laurel às 17:20 (horário da Austrália), e o Sun Laurel guardou seus guindaste e pára-lamas.

Em uma virada dramática dos acontecimentos, um enorme navio naval japonês se aproxima dos seis navios japoneses. O navio japonês da Força Marítima de Auto-Defesa, Shirase (MMSI #: 431999533) é um quebra-gelo, do tipo “Operações Militares”. Ele transporta cerca de 250 tripulantes e três helicópteros. Ele pesa 12.500 toneladas, tem 138 metros e pode fazer 15 nós. Seu último porto conhecido foi Fremantle.

Quanto ao Shirase, o ex-ministro do Meio Ambiente da Austrália, Ian Campbell, disse: “Este verão este navio estava em Freemantle, a Oeste da Austrália. Agora ele está ajudando a frota baleeira japonesa em suas operações ilegais. Ele deve ser banido de todos os portos australianos a partir de agora”.

Apesar de inúmeras solicitações da Sea Shepherd, bem como as forças políticas, a Austrália não enviou um navio para monitorar as atividades aqui no Território Antártico Australiano, mas um navio de guerra japonês armado está chegando em breve para defender uma operação de caça de baleias que está desprezando o Tribunal Federal australiano, e um navio-tanque, que é ilegal nestas águas com óleo combustível pesado e operando de forma perigosa.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, afirma: “Em dezembro de 2007, como o Shirase, ao Shonan Maru 2 foi concedida a permissão para atracar em Fremantle pelo governo australiano, que afirmou que não era parte da caça à baleia frota. Então, em janeiro de 2010, o mesmo navio, o Shonan Maru 2, passou a bater e destruir o navio registrado da Nova Zelândia, o Ady Gil. Diplomatas australianos foram rápidos para absolver os baleeiros japoneses da culpa, dizendo à Embaixada dos EUA em Canberra que os japoneses saíram “limpos” de qualquer investigação. Efetivamente, esperamos que, mais uma vez, o Japão saia limpo de qualquer investigação australiana por estes últimos flagrantes, tentativas de colisão pelo enorme navio-fábrica baleeiro, o Nisshin Maru. O que efetivamente está acontecendo é que o governo australiano está dando ao Japão o sinal verde para fazer o que sempre quiserem, colocando em perigo a vida da tripulação internacional da Sea Shepherd no Território Antártico da Austrália.”

Nisshin Maru colide o Bob Barker no Sun Laurel. Foto: Glenn Lockitch

Fumaça de vapor do Steve Irwin depois do ataque do canhão d'água. Foto: Eliza Muirhead

Danos no Sam Simon depois de ter sido abalroado pelo Nisshin Maru. Foto: Tim Watters

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Novo vídeo: navio-fábrica da frota baleeira japonesa empurra navio da Sea Shepherd

Sea Shepherd Austrália lança declaração sobre a colisão

Imagens inéditas de alta qualidade do momento exato em que o Nisshin Maru empurrou o navio da Sea Shepherd, Bob Barker, para o navio de combustível da Coréia do Sul, o Sun Laurel, acaba de ser recebido e liberado pela Sea Shepherd Austrália.

O som aterrorizante do impacto pode ser ouvido a partir de 2 minutos e 24 segundos do clipe, como o filme mostra o navio-fábrica de 8.000 toneladas da frota baleeira japonesa desabar no convés do Bob Barker, em seguida, empurrar o navio da Sea Shepherd no navio de combustível da frota baleeira (embarcação laranja), e destruir equipamentos no Bob Barker, incluindo os mastros de radar e luzes de navegação, causando danos estruturais em seus decks. A destruição destes dispositivos elétricos de alta tensão ao lado de um tanque de combustível tinha o potencial de causar uma grande explosão, mas felizmente isso não aconteceu.

 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ssw3xG1wH1s[/youtube]

A Sea Shepherd Austrália lançou uma resposta oficial ao incidente de colisão, que detalha o horrível abalroamento de três navios da Sea Shepherd, o Bob Barker, o Steve Irwin e o Sam Simon, bem como o navio de combustível da frota baleeira japonesa, o Sun Laurel. Sobre isso, a Sea Shepherd Austrália afirma:

“Colisões não podem ser provocadas e não há como um capitão de navio se desculpar batendo quatro navios com pretensões de provocação. O Capitão do Nisshin Maru, Tomoyuki Ogawa, sabia exatamente o que estava fazendo quando ele atingiu os navios da Sea Shepherd e Sun Laurel. Ele só considerou que sua própria operação de reabastecimento valeria a pena arriscar a segurança e a vida de mais de uma centena de pessoas de nossa equipe, uma dúzia de tripulantes do Sun Laurel, bem como sua própria tripulação no Nisshin Maru“.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd Austrália divulga vídeo do ataque da frota baleeira japonesa

– Nisshin Maru ataca o Bob Barker
– Vídeo mostra claramente quem bateu em quem

A Sea Shepherd Austrália divulgou um vídeo ainda mais convincente do incidente de abalroamento de quarta-feira, 20/02, em que o navio-fábrica da frota baleeira japonesa, o Nisshin Maru, intencionalmente bateu nos navios da Sea Shepherd, o Bob Barker, o Steve Irwin e o Sam Simon, bem como em seu próprio navio petroleiro de abastecimento de combustível, o Sun Laurel.

O vídeo assustador mostra claramente o navio-fábrica da frota baleeira de 8.000 toneladas, o Nisshin Maru, empurrando o navio de bandeira e propriedade holandesas, Bob Barker, no navio petroleiro de abastecimento da frota baleeira japonesa, o Sun Laurel, quase virando o navio da Sea Shepherd e quebrando a ponte do Bob Barker.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, declarou: “Os baleeiros sugerirem que foi a Sea Shepherd que bateu no seu enorme navio-fábrica ilegal, é como um criminoso condenado dizer que foi o pedestre que atingiu o seu carro. É simplesmente uma tentativa pobre destes caçadores ilegais para ganhar algum tipo de simpatia pela sua caça ilegal de baleias flagrante em um santuário de baleias estabelecido, em violação de um acórdão do Tribunal Federal da Austrália. Para ver este enorme valentão navio-fábrica baleeiro, muito maior que o navio Bob Barker, desabar sobre sua ponte, é uma clara indicação de que esses caçadores de baleias não têm absolutamente nenhum respeito, não só com os cetáceos, mas também com a vida humana”.

Atualmente, o Steve Irwin e o Bob Barker estão com o Nisshin Maru. Dois dos navios arpoadores da frota japonesa de caça ilegal de baleias também aparecem aleatoriamente, de vez em quando, nesta mesma área, mas as equipes da Sea Shepherd Austrália  não têm sido capazes de identificar especificamente quais navios arpoadores são.

O Nisshin Maru foi mudando de direção regularmente, indo de leste a oeste e leste novamente – e para trás nove vezes, até o momento.

O Sam Simon está com o navio petroleiro da frota baleeira japonesa, o navio de propriedade sul-coreana Sun Laurel, juntamente com o Shonan Maru 2 e um terceiro navio arpoador  – também não identificado. Os quatro navios pararam de se mover para o norte na noite passada e estão 150 minutos a norte do Steve Irwin e do Bob Barker, à deriva no mau tempo.

A frota da Sea Shepherd Austrália espera que os caçadores de baleias japoneses tentem novamente reabastecer, assim que o mau tempo passar.

20 de fevereiro de 2013 – o Nisshin Maru abalroa o SSS Bob Barker para o navio de abastecimento de combustível, o Sun Laurel 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=GH1PpzIV4VM[/youtube]

Uma visão assustadora. Após bater no Bob Barker e no Steve Irwin, o Nisshin Maru empurrou o Bob Barker no petroleiro da frota baleeira japonesa, o Sun Laurel, quase virando o navio da Sea Shepherd. Vídeo: Sea Shepherd Austrália

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo SP participa do I Fórum de Tecnologias Limpas, Oportunidades de Negócios e Geração de Empregos

Por Claudia Heloisa Hallage, voluntária de Comunicação do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo SP

No último sábado, 16/02, o Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil participou do I Fórum de Tecnologias Limpas, Empregos e Oportunidades de Negócios, organizado pelo MOAI (Movimento Ambientalista Inter-regional) e pela Ocean Defenders, na Estância Balneárea de Peruíbe, litoral sul de São Paulo.

O evento reuniu empresas e ONGs sob o mesmo foco da preservação ambiental e as possibilidades econômicas de crescimento sustentável.

Núcleo SP durante evento

Nossa palestra sobre a importância de preservação da vida marinha e as possibilidades de negócios voltados para o turismo sustentável fez parte da importante discussão que tivemos.

Peruíbe e São Vicente são as duas cidades do Litoral Sul de São Paulo que assinaram o compromisso de desenvolvimento econômico sustentável.

Com acesso à unidade de conservação Estação Ecológica da Juréia-Itatins e com grande área verde ainda preservada, a cidade de Peruíbe encontra atualmente possibilidades de desenvolvimento sustentável e alguns obstáculos para a preservação ambiental, como a situação dos aterros sanitários na possibilidade iminente do transbordo e a intenção de grandes capitais na construção de um porto na cidade o que causaria enorme impacto ambiental e econômico, entre outros pequenos problemas.

Reserva ecológica. Foto: ISSB/ Núcleo SP

Durante o Fórum foram apresentados problemas e soluções para o poder público e a população. Descobrimos, por exemplo, que mais da metade dos presentes não sabia que cação é tubarão! O que foi possível perceber dos poucos participantes foi a enorme vontade de fazer acontecer, por isso estaremos presentes nesta sexta, 22/02, no mesmo evento que será realizado na cidade de São Vicente.

Núcleo SP durante evento

Após o Fórum, fomos conhecer o bairro do Guaraú, e avistamos a estação Ecológica da Juréia-Itatins, paraíso com área de 79 hectares na faixa litorânea do estado de São Paulo seriamente ameaçada pela construção do porto, e que o Instituto Sea Shepherd Brasil vai fazer de tudo para impedir, como no caso da Operação Biguasujo Não.

Praia da Juréia. Foto: ISSB/ Núcleo SP