Navio da Sea Shepherd está na rampa de lançamento do Nisshin Maru

SSS Bob Barker encontra o Nisshin Maru no Mackenzie Bay. Foto: Glenn Lockitch

Hoje, o SSS Bob Barker encontrou o navio da frota baleeira japonesa da fábrica, o Nisshin Maru, no Mar de Cooperação, a 280 milhas náuticas a leste da Estação Antártica de Pesquisa Mawson da Austrália, que está a 2.425 milhas náuticas a sudoeste de Perth, na Austrália Ocidental, e 2.606 milhas náuticas a sudoeste da Tasmânia (na posição de 64 graus, 36 minutos Sul e 75 graus, 06 minutos Leste). Estamos agora a 17 milhas da base australiana de pesquisa Davis. O Yushin Maru 2 foi encontrado com o Nisshin Maru .

O Bob Barker, navio de bandeira holandesa e comandado pela Austrália, confirmou a identificação visual do Nisshin Maru, às 10:00 horas (horário da Austrália).

Esta posição coloca o navio-fábrica na Baía Prydz, fora da Costa Ingrid Christensen, na Terra da Princesa Elizabeth, no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

O Capitão do Bob Barker, o sueco Peter Hammarstedt, informou que o Yushin Maru 2 tentou impedir o Bob Barker de bloquear o Nisshin Maru e as operações ilegais de caça do Japão, cruzando perigosamente a proa do Bob Barker, chegando a uma distância de 600 metros e ameaçando utilizar dispositivos sônicos.

O Capitão Hammarstedt fez a seguinte declaração: “De surpresa, nós encontramos o Nisshin Maru parado nas primeiras horas da manhã. Suspeitamos que eles tinham a intenção de começar a caça e o processamento de baleias junto com o Yushin Maru 2 . Mas junto com o nascer do sol, a tripulação da ‘Estrela da Morte de Cetáceos’ viu o Bob Barker no horizonte, chegando para encerrar suas operações de caça ilegal hoje e daqui em diante”.

“Minha equipe e eu estamos eufóricos hoje, porque agora temos a certeza de que nenhuma baleia vai subir por aquela rampa diante de nós nesta bonita manhã. Toda a nossa equipe, os voluntários em terra e simpatizantes devem sentir muito orgulho de saber que, por causa de sua paixão e apoio, estas belas e majestosas baleias estão sendo protegidas. Vamos bloquear esta rampa de lançamento e fazer todos os esforços para garantir que nenhuma baleia seja morta. A santidade do Santuário de Baleias da Antártica foi restaurada”.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, disse: “O último navio-fábrica baleeiro restante no mundo, o mais maligno navio já construído, foi bloqueado hoje pela Sea Shepherd. Esta embarcação e seus consortes ilegais estão desprezando o Tribunal Federal da Austrália e não deviam estar no Santuário de Baleias da Antártida estabelecido fora da costa da Austrália. Este é o último prego no caixão da indústria baleeira japonesa e da caça de baleias, que não tem lugar no século 21. É hora dos caçadores de baleias japoneses receberem a mensagem: Vocês não são bem-vindos em águas australianas, voltem para o Japão e acabem com suas cruéis e bárbaras operações ilegais de caça de baleias”.

O Bob Barker está agora um quilômetro atrás do Nisshin Maru , 17 milhas ao largo da costa do Território Antártico Australiano.

O SSS Steve Irwin está caminhando para essa posição a toda velocidade, com o Yushin Maru 3 o seguindo. O Steve Irwin está a 250 milhas náuticas do Nisshin Maru.

O Yushin Maru 1 está localizado a centenas de milhas náuticas a leste do Mar de Cooperação, e com pouco combustível.

O SSS Sam Simon ainda está “escoltando” o Sun Laurel, navio coreano de reabastecimento da frota baleeira, a cerca de 600 milhas náuticas do Nisshin Maru.

O Co-Líder da Campanha, Senador Bob Brown disse: “Não se pode sequer começar a imaginar a dor enorme e sofrimento que estas baleias suportam quando são perseguidas, caçadas e têm um arpão explosivo atravessando seu corpo. Saber que as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Austral estão seguras me enche de alegria absoluta. É um bom dia para as baleias, é um bom dia para a Sea Shepherd!”.

Os navios da Sea Shepherd estiveram completamente empenhados em encontrar o Nisshin Maru desde 29 de janeiro. A busca cobriu 2.550 milhas náuticas, a partir do meio do mar de Ross até o mar da Cooperação.

Navio-fábrica japonês Nisshin Maru. Foto: Glenn Lockitch

O Nisshin Maru desde a proa do Bob Barker. Foto: Glenn Lockitch

Bob Barker encontra o Yushin Maru 2. Foto: Glenn Lockitch

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd recebe 900 mil euros da National Postcode Lottery holandesa

Geert Vons e Daan Molenaar recebem o cheque de Judith Lingeman. Foto: Roy Beusker

A anual Goed Geld Gala (noite de gala do bom dinheiro) realizada pela National Postcode Lottery holandesa foi realizada no Concertgebouw, em Amsterdam, no dia 13 de fevereiro. Geert Vons, diretor geral para a Sea Shepherd Holanda e Daan Molenaar, tesoureiro e membro do conselho da Sea Shepherd Holanda, participaram da noite de gala em nome da Sea Shepherd Holanda. Judith Lingeman, gerente das instituições de caridade para a National Postcode Lottery, entregou aos dois um cheque de 900.000 euros.

O ilustre convidado de honra para o evento, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, elogiou a National Postcode Lottery pela criação de “uma experiência de interdependência positiva”. Metade do dinheiro de cada bilhete de loteria vendido vai diretamente para instituições de caridade. A National Postcode Lottery, que foi fundada em 1989 para apoiar instituições de caridade, doou uma quantia recorde de 291 milhões de euros para 85 instituições de caridade. A National Postcode Lottery já doou mais de 4,6 bilhões de dólares para instituições de caridade ambientais e humanitárias. A National Postcode Lottery holandesa é o terceiro maior doador mundial privado de caridade.

A Sea Shepherd recebe uma contribuição financeira anual de 900.000 euros da National Postcode Lottery desde 2007. Recentemente, esta colaboração foi avaliada e sua continuidade foi aprovada pelo Conselho de Administração da National Postcode Lottery. “Criaturas vivas nos oceanos do mundo estão se saindo mal e as baleias ainda estão sendo caçadas. Por isso, a National Postcode Lottery considera que é importante continuar a apoiar a Sea Shepherd e está ansiosa para continuar esta colaboração”, disse Judith Lingeman. Decidiu-se que este suporte estrutural continuará pelo menos até 2017.

Todos os beneficiários da National Postcode Lottery com o convidado de honra e ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Foto: Roy Beusker

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd trava batalha contra o Instituto de Pesquisa de Cetáceos na Suprema Corte dos EUA

Robert F. Kennedy Jr. se une à Sea Shepherd no Clube Nacional de Imprensa para anunciar medidas legais contra os baleeiros “piratas” japoneses

O advogado Charles Moure, junto da Diretora Administrativa da Sea Shepherd, Susan Hartland, e ao Diretor de Inteligência e Investigações, Scott West (não mostrado), explica os detalhes da petição apresentada na Suprema Corte dos EUA. Foto: Sam Hurd, Clube Nacional de Imprensa

Em uma conferência de imprensa realizada na segunda-feira, 11 de fevereiro, no National Press Club em Washington, EUA, a Sea Shepherd Conservation Society anunciou que apresentou um recurso ao Supremo Tribunal dos EUA contra o Instituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR) japonês – uma frente subsidiada pelo governo para a caça comercial. A ação vem em resposta a uma liminar altamente irregular concedida em dezembro pelo Nono Circuito do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos em favor do Instituto de Pesquisa de Cetáceos, que preliminarmente condena a Sea Shepherd EUA de navegar “perigosamente” e “agredir fisicamente”, devendo se manter a 500 metros de distância dos navios baleeiros japoneses do Instituto de Pesquisa de Cetáceos.

“Acreditamos que o Tribunal do Nono Circuito incorretamente emitiu a liminar sem que qualquer uma das partes tenha apresentado uma moção pedindo tal sentença, e sem a emissão de um parecer por escrito explicando por que emitiu a liminar,” disse o advogado principal para a Sea Shepherd EUA, Charles Moure. “Esta ação irregular não deu absolutamente nenhuma oportunidade de informar as questões legais e estendeu argumentos contra a liminar”, afirmou. “Também foi ignorada uma decisão bem fundamentada a favor da Sea Shepherd por um tribunal distrital em fevereiro do ano passado, e não exigem caução do Instituto de Pesquisa de Cetáceos para garantir a sua liminar, o que é padrão e, geralmente, exigida pela legislação, quando nenhuma parte obtiver uma liminar. A Sea Shepherd está procurando assistência em relação à liminar, enquanto aguarda o parecer do Nono Circuito”, ele concluiu.

Moure foi acompanhado por funcionários da sede dos EUA da Sea Shepherd, e um convidado muito especial, o procurador ambiental icônico e presidente da Waterkeeper Alliance, Robert F. Kennedy Jr., filho do falecido ícone político Robert F. Kennedy. Kennedy Jr. telefonou para a conferência em um show de solidariedade com a Sea Shepherd e seu estimado fundador Capitão Paul Watson, a estimular os EUA a apoiar o trabalho do grupo. Ele tinha se programado para participar da conferência de imprensa, mas seu vôo foi cancelado no último minuto, então ele se dirigiu aos participantes da conferência de imprensa por telefone.

“É uma missão que só eles são capazes de realizar e que é absolutamente vital para a aplicação de acordos internacionais em alto-mar, que de outra forma serão ignorados” disse Kennedy Jr. aos repórteres. Ao se referir aos problemas legais que mantiveram o Capitão Watson no mar para evitar ser extraditado para o Japão, por motivos políticos, Kennedy Jr. chamou o Instituto de Pesquisa de Cetáceos do Japão de “uma organização pirata mascarada como um grupo de pesquisa científica”. Ele afirmou: “Não devemos impedir Paul Watson e a Sea Shepherd, mas sim apoiar e reconhecer o valor importante de suas atividades para o nosso país e para a comunidade mundial na luta contra uma organização pirata que está violando leis internacionais. Ele está prestando um serviço público profundamente importante para todos nós”. Kennedy Jr. e o Capitão Watson foram nomeados Heróis do Planeta pela revista Time.

Susan Hartland, Diretora Administrativa da Sea Shepherd, disse que a Sea Shepherd é guiada pela Carta Mundial das Nações Unidas para a Natureza, e é a única organização que tem como missão fazer cumprir os regulamentos internacionais de conservação em alto-mar. “O Instituto de Pesquisa de Cetáceos não apenas tem a ousadia absoluta de desprezar o direito internacional, a fim de caçar baleias em um santuário designado, mas também está vindo para os EUA com seus lobistas e advogados bem pagos e ousa processar uma organização altamente cotada, apoiada por cidadãos dos EUA e em todo o mundo”, disse ela. “Se os EUA estivesse fazendo o seu trabalho de fazer cumprir acordos marítimos existentes, não estaríamos nesta posição”, acrescentou.

Apesar da decisão do Tribunal do Nono Circuito que impede a Sea Shepherd EUA de fazer parte da campanha de defesa de baleia no Oceano Antártico, Scott West, Diretor de Inteligência e Investigações da Sea Shepherd, disse que os baleeiros do Japão é que são os “criminosos e agressores” neste cenário. “O fato é que a liminar do Nono Circuito é uma ordem irregular e possivelmente ilegal. É por isso que estamos apelando ao Supremo Tribunal dos EUA. Estamos pedindo ao Supremo Tribunal Federal para trazer a razão de volta para o Nono Circuito, e prevenir o Nono Circuito de mimar esses criminosos, e retirar a liminar contra a Sea Shepherd”, concluiu.

A Sea Shepherd EUA reforçou a integridade do Santuário de Baleias do Oceano Austral estabelecido internacionalmente contra os baleeiros japoneses durante oito temporadas e tem feito isso de forma legal, de forma eficaz, e com um histórico de segurança sem mácula. Esta temporada, a nona, está sendo executada pela Sea Shepherd Austrália, uma entidade separada. Em 2 de outubro de 2012, o New York Times relatou que a Sea Shepherd custou aos baleeiros 20,5 milhões de dólares apenas na temporada 2010-2011. A eficácia da organização é o alvo de uma campanha de ataque de 30 milhões dólares pelo governo japonês, com fundos dos contribuintes bem como verbas desviadas do fundo de ajuda do tsunami do Japão, que foram doados por cidadãos de todo o mundo para ajudar cidadãos japoneses -muitos ainda precisam – não para subsidiar a indústria baleeira falha e destrutiva. Os Estados Unidos, juntamente com Austrália, Nova Zelândia e Holanda têm afirmado publicamente que eles se opõem resolutamente a caça de baleias em um santuário, mas os EUA tem feito pouco para fazer valer a sua retórica. A apresentação deste recurso na Suprema Corte irá forçar a questão, na esperança de trazer esta batalha em curso para uma conclusão bem sucedida para as baleias e para o futuro dos nossos oceanos.

O advogado Charles Moure na conferência de imprensa em Washington, com Susan Hartland e Scott West, da Sea Shepherd. Foto: Sam Hurd, Clube Nacional de Imprensa

Após a conferência de imprensa terminar, repórteres realizaram entrevistas. Foto: Sam Hurd, Clube Nacional de Imprensa

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd luta contra baleeiros japoneses no Supremo Tribunal dos EUA

Laura Petersen, E & E reporter

Um grupo ambiental conhecido por confrontar navios baleeiros no mar pediu à Suprema Corte hoje para suspender uma liminar impedindo-a de manobras que perturbem os baleeiros japoneses.

A Sea Shepherd Conservation Society entrou com um recurso no 9º Circuito do Tribunal de Apelações dos EUA em dezembro, de uma sentença exigindo que a organização sem fins lucrativos fique pelo menos 500 metros de distância dos navios baleeiros japoneses.

Charles Moore, o advogado que representa a Sea Shepherd, disse em uma coletiva de imprensa que a sentença do 9º Circuito surpreendeu o grupo porque foi dada sem aviso ou uma chance de discussão na frente dos juízes, e sem ser solicitada pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos japonês.

O tribunal emitiu a liminar preliminar por vontade própria.

Moore descreveu o movimento como “altamente incomum”, enquanto Robert Kennedy Jr., por telefone, chamou de “muito, muito duvidoso e estranho e único”.

“Eu nunca vi uma espécie de liminar como esta antes em meus 30 anos como advogado e litigante”, disse Kennedy, que é advogado sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e presidente da Aliança Protetora de Águas.

A liminar revogou uma decisão de março 2012 do juiz Richard Jones, em Seattle, nos EUA, que negou o pedido inicial do Instituto de Pesquisa de Cetáceos com o fundamento de que não teria êxito em julgamento. As táticas da Sea Shepherd são de baixo nível de perturbação, e o Instituto não enfrentaria danos irreparáveis ​​se o grupo continuasse a sua campanha, regulamentou Jones. Ele acrescentou que, se o caso procedesse, o Instituto poderia ir para o tribunal com “as mãos sujas”.

O Instituto está caçando baleias no Santuário de Baleias australiano, apesar de uma liminar dos tribunais australianos, disse Moore.

A caça de baleias foi proibida em todo o mundo em 1986, mas o Japão continua caçando baleias através da isenção de pesquisa no Santuário Antártico das Baleias e águas circundantes. Uma estimativa de 20.000 baleias foram mortas para pesquisa pelo Japão, sem um único artigo ter sido publicado em uma revista científica, disse Kennedy.

“Eles são realmente uma organização pirata mascarada como um grupo de pesquisa científica”, disse ele.

As comunidades internacionais e científicas amplamente se opõem à caça de baleia para a pesquisa, disse ele. Os Departamento de Estado dos EUA também se opõe a caça às baleias.

Scott West, de operações investigativas para a Sea Shepherd, observou que a liminar se aplica apenas a Sea Shepherd Conservation Society dos EUA e seu fundador, Paul Watson. Grupos de outras nações da Sea Shepherd são entidades separadas, disse ele.

A liminar impediu os Estados Unidos de participar da campanha anual em defesa das baleias no Oceano Antártico, que normalmente envolve o posicionamento de embarcações para bloquear navios de transportar carcaças de baleias a bordo, jogando uma mistura de manteiga podre a bordo, ou jogando cordas para parar as hélices do navio.

Quatro navios com bandeira da Austrália e Holanda estão patrulhando o Oceano Antártico, disse West.

“Todas estas entidades têm assumido esta missão”, disse West. “A Sea Shepherd EUA está cumprindo, embora ridícula, esta liminar …. Nós não estamos violando a lei federal”.

A temporada de caça normalmente é entre dezembro e março, durante o verão antártico. Nem uma baleia foi morta nesta temporada até agora, disse Susan Hartland, diretora administrativa da Sea Shepherd.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil. Copyright 2013, Environment and Energy Publishing LLC. Reproduzido com permissão.

Com navio quase sem combustível, frota baleeira pressiona navio de reabastecimento a entrar no território antártico australiano

Caos se espalha na frota baleeira ao deixar o navio arpoador perigosamente com baixo nível de combustível

Sun Laurel - registrado no Panamá, navio de reabastecimento de propriedade sul-coreana para a frota baleeira japonesa. Foto: Billy Danger

Uma fonte anônima dentro da Coréia informou que a frota baleeira japonesa está em desordem total, com o navio da Sea Shepherd Austrália, o SSS Sam Simon, perseguindo o navio de reabastecimento para a frota baleeira japonesa, o navio panamenho registado e sul-coreano de propriedade, Sun Laurel. O Sam Simon planeja seguir o Sun Laurel, na esperança de ser levado diretamente ao encontro do Nisshin Maru.

A fonte detalhou que o Sun Laurel  só foi contratado para abastecer a frota baleeira japonesa até meados de fevereiro, mas devido ao programa de caça do Japão ser tão intimamente ligado a seus interesses comerciais de pesca, eles estão usando sua influência dentro da indústria de pesca, na tentativa de pressionar o Sun Laurel a reabastecer os baleeiros abaixo de 60 graus em Território Antártico da Austrália, com a ameaça de colocar o Sun Laurel na lista negra para contratos futuros se eles não fizerem o reabastecimento.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, afirma: “O Yushin Maru está em uma situação desesperadora, muito possivelmente incapaz de se manter em segurança em caso de uma emergência. A frota baleeira japonesa não estaria nessa situação se não fossem párias por sua caça ilegal, indesejáveis para reabastecer em qualquer porto em terra sem escrutínio, e proibidos nos portos australianos, eles tiveram que contratar um navio de reabastecimento simplesmente para serem alimentados por sua caça ilegal. Estes caçadores estão desprezando uma decisão do Tribunal Federal da Austrália e não deveriam estar no Santuário Antártico das Baleias, em primeiro lugar. O navio sul-coreano, o Sun Laurel, está fornecendo combustível para as operações ilegais da frota baleeira japonesa, o que é semelhante ao fornecimento de equipamentos para caçadores de elefantes na África.”

O Co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, declarou: “Mais uma vez, a frota baleeira do Japão está desrespeitando a lei internacional. Agora está atraindo o governo da Coreia do Sul, que tão sabiamente decidiu ser contra a caça às baleias no ano passado. A Coreia do Sul deve pedir que este petroleiro volte para casa. Caso contrário, ele convida a uma condenação mundial, ao invés dos elogios recentes tão apreciados.”

A fonte informou que o Yushin Maru está separado da frota por centenas de quilômetros, com muito pouco combustível e incapaz de prosseguir, a menos que seja reabastecido. Isso indica que o Yushin Maru foi totalmente abandonado pelo Nisshin Maru e o resto da frota baleeira japonesa nesta hora de necessidade.

O Capitão do SSS Steve Irwin, Siddharth Charkravarty, relata: “Enquanto buscávamos o Nisshin Maru, o Steve Irwin encontrou o Yushin Maru extremamente alto para fora da água, indicando que eles tinham muito pouco combustível. Alguns dias mais tarde, quando os baleeiros tentaram trocar o Yushin Maru com o totalmente abastecido Yushin Maru 3, o Steve Irwin perseguiu o Yushin Maru na direção oposta do navio-fábrica baleeiro por 150 milhas. Durante esta perseguição, o Yushin Maru não conseguiu alcançar a sua velocidade máxima de 20 nós, mal era capaz de atingir 16-17 nós, confirmando que eles estavam com pouco combustível e, portanto, rodando a uma velocidade de economia de combustível”. Desde então, segundo este relatórios de origem coreana, o Yushin Maru está conservando suas reservas de combustível escassas e é incapaz de percorrer a distância entre eles o Nisshin Maru.

Ao invés de permanecer com seu navio irmão, ou até mesmo transferir combustível para ele, o Yushin Maru 3 optou por abandonar o Yushin Maru nas águas traiçoeiras do Oceano Austral, a fim de perseguir o navio da Sea Shepherd, Steve Irwin.

O fundador da Sea Shepherd, Paul Watson, disse: “Esta ação mostra a negligência do comandante baleeiro, não só pela santidade das baleias do Santuário de Baleias da Antártica, mas pelo total desprezo pela vida e segurança das tripulações que trabalham nestes navios de morte. No ano passado, na Operação Vento Divino, quando um dos navios da Sea Shepherd, o Brigitte Bardot, ficou comprometido, paramos a nossa campanha inteira para escoltá-los e garantir a sua segurança. Não é surpreendente que os baleeiros não compartilham esse tipo de camaradagem um para o outro, uma vez que toda a sua motivação para estar nessas águas é a ganância implacável”.

O capitão Peter Hammarstedt, a bordo do SSS Bob Barker, disse, “A Operação Tolerância Zero teve vitórias em tantas formas, interceptando os navios baleeiros para o abastecimento de combustível, e, assim, reduzindo sua temporada, deixando dois dos três navios arpoadores da frota inteiramente fora de operação e mantendo o único arpoador remanescente com o navio-fábrica correndo, e que limita severamente sua capacidade de caçar nas águas cristalinas da Antártida. Também interceptou a frota baleeira antes que eles tivessem a chance de disparar um único arpão”.

O Bob Barker continua a perseguir e caçar o navio-fábrica, o Nisshin Maru, sem ninguém atrás dele ​​e auxiliado por uma frota de drones aéreos de reconhecimento.

Os membros da tripulação do SSS Sam Simon observam o Sun Laurel a distância. Foto: Billy Danger

"O Yushin Maru está em uma situação desesperadora" - Jeff Hansen, diretor da Sea Shepherd Austrália. Foto: Tim Watters

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil