Sea Shepherd luta contra baleeiros japoneses no Supremo Tribunal dos EUA

Laura Petersen, E & E reporter

Um grupo ambiental conhecido por confrontar navios baleeiros no mar pediu à Suprema Corte hoje para suspender uma liminar impedindo-a de manobras que perturbem os baleeiros japoneses.

A Sea Shepherd Conservation Society entrou com um recurso no 9º Circuito do Tribunal de Apelações dos EUA em dezembro, de uma sentença exigindo que a organização sem fins lucrativos fique pelo menos 500 metros de distância dos navios baleeiros japoneses.

Charles Moore, o advogado que representa a Sea Shepherd, disse em uma coletiva de imprensa que a sentença do 9º Circuito surpreendeu o grupo porque foi dada sem aviso ou uma chance de discussão na frente dos juízes, e sem ser solicitada pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos japonês.

O tribunal emitiu a liminar preliminar por vontade própria.

Moore descreveu o movimento como “altamente incomum”, enquanto Robert Kennedy Jr., por telefone, chamou de “muito, muito duvidoso e estranho e único”.

“Eu nunca vi uma espécie de liminar como esta antes em meus 30 anos como advogado e litigante”, disse Kennedy, que é advogado sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e presidente da Aliança Protetora de Águas.

A liminar revogou uma decisão de março 2012 do juiz Richard Jones, em Seattle, nos EUA, que negou o pedido inicial do Instituto de Pesquisa de Cetáceos com o fundamento de que não teria êxito em julgamento. As táticas da Sea Shepherd são de baixo nível de perturbação, e o Instituto não enfrentaria danos irreparáveis ​​se o grupo continuasse a sua campanha, regulamentou Jones. Ele acrescentou que, se o caso procedesse, o Instituto poderia ir para o tribunal com “as mãos sujas”.

O Instituto está caçando baleias no Santuário de Baleias australiano, apesar de uma liminar dos tribunais australianos, disse Moore.

A caça de baleias foi proibida em todo o mundo em 1986, mas o Japão continua caçando baleias através da isenção de pesquisa no Santuário Antártico das Baleias e águas circundantes. Uma estimativa de 20.000 baleias foram mortas para pesquisa pelo Japão, sem um único artigo ter sido publicado em uma revista científica, disse Kennedy.

“Eles são realmente uma organização pirata mascarada como um grupo de pesquisa científica”, disse ele.

As comunidades internacionais e científicas amplamente se opõem à caça de baleia para a pesquisa, disse ele. Os Departamento de Estado dos EUA também se opõe a caça às baleias.

Scott West, de operações investigativas para a Sea Shepherd, observou que a liminar se aplica apenas a Sea Shepherd Conservation Society dos EUA e seu fundador, Paul Watson. Grupos de outras nações da Sea Shepherd são entidades separadas, disse ele.

A liminar impediu os Estados Unidos de participar da campanha anual em defesa das baleias no Oceano Antártico, que normalmente envolve o posicionamento de embarcações para bloquear navios de transportar carcaças de baleias a bordo, jogando uma mistura de manteiga podre a bordo, ou jogando cordas para parar as hélices do navio.

Quatro navios com bandeira da Austrália e Holanda estão patrulhando o Oceano Antártico, disse West.

“Todas estas entidades têm assumido esta missão”, disse West. “A Sea Shepherd EUA está cumprindo, embora ridícula, esta liminar …. Nós não estamos violando a lei federal”.

A temporada de caça normalmente é entre dezembro e março, durante o verão antártico. Nem uma baleia foi morta nesta temporada até agora, disse Susan Hartland, diretora administrativa da Sea Shepherd.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil. Copyright 2013, Environment and Energy Publishing LLC. Reproduzido com permissão.

Com navio quase sem combustível, frota baleeira pressiona navio de reabastecimento a entrar no território antártico australiano

Caos se espalha na frota baleeira ao deixar o navio arpoador perigosamente com baixo nível de combustível

Sun Laurel - registrado no Panamá, navio de reabastecimento de propriedade sul-coreana para a frota baleeira japonesa. Foto: Billy Danger

Uma fonte anônima dentro da Coréia informou que a frota baleeira japonesa está em desordem total, com o navio da Sea Shepherd Austrália, o SSS Sam Simon, perseguindo o navio de reabastecimento para a frota baleeira japonesa, o navio panamenho registado e sul-coreano de propriedade, Sun Laurel. O Sam Simon planeja seguir o Sun Laurel, na esperança de ser levado diretamente ao encontro do Nisshin Maru.

A fonte detalhou que o Sun Laurel  só foi contratado para abastecer a frota baleeira japonesa até meados de fevereiro, mas devido ao programa de caça do Japão ser tão intimamente ligado a seus interesses comerciais de pesca, eles estão usando sua influência dentro da indústria de pesca, na tentativa de pressionar o Sun Laurel a reabastecer os baleeiros abaixo de 60 graus em Território Antártico da Austrália, com a ameaça de colocar o Sun Laurel na lista negra para contratos futuros se eles não fizerem o reabastecimento.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, afirma: “O Yushin Maru está em uma situação desesperadora, muito possivelmente incapaz de se manter em segurança em caso de uma emergência. A frota baleeira japonesa não estaria nessa situação se não fossem párias por sua caça ilegal, indesejáveis para reabastecer em qualquer porto em terra sem escrutínio, e proibidos nos portos australianos, eles tiveram que contratar um navio de reabastecimento simplesmente para serem alimentados por sua caça ilegal. Estes caçadores estão desprezando uma decisão do Tribunal Federal da Austrália e não deveriam estar no Santuário Antártico das Baleias, em primeiro lugar. O navio sul-coreano, o Sun Laurel, está fornecendo combustível para as operações ilegais da frota baleeira japonesa, o que é semelhante ao fornecimento de equipamentos para caçadores de elefantes na África.”

O Co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, declarou: “Mais uma vez, a frota baleeira do Japão está desrespeitando a lei internacional. Agora está atraindo o governo da Coreia do Sul, que tão sabiamente decidiu ser contra a caça às baleias no ano passado. A Coreia do Sul deve pedir que este petroleiro volte para casa. Caso contrário, ele convida a uma condenação mundial, ao invés dos elogios recentes tão apreciados.”

A fonte informou que o Yushin Maru está separado da frota por centenas de quilômetros, com muito pouco combustível e incapaz de prosseguir, a menos que seja reabastecido. Isso indica que o Yushin Maru foi totalmente abandonado pelo Nisshin Maru e o resto da frota baleeira japonesa nesta hora de necessidade.

O Capitão do SSS Steve Irwin, Siddharth Charkravarty, relata: “Enquanto buscávamos o Nisshin Maru, o Steve Irwin encontrou o Yushin Maru extremamente alto para fora da água, indicando que eles tinham muito pouco combustível. Alguns dias mais tarde, quando os baleeiros tentaram trocar o Yushin Maru com o totalmente abastecido Yushin Maru 3, o Steve Irwin perseguiu o Yushin Maru na direção oposta do navio-fábrica baleeiro por 150 milhas. Durante esta perseguição, o Yushin Maru não conseguiu alcançar a sua velocidade máxima de 20 nós, mal era capaz de atingir 16-17 nós, confirmando que eles estavam com pouco combustível e, portanto, rodando a uma velocidade de economia de combustível”. Desde então, segundo este relatórios de origem coreana, o Yushin Maru está conservando suas reservas de combustível escassas e é incapaz de percorrer a distância entre eles o Nisshin Maru.

Ao invés de permanecer com seu navio irmão, ou até mesmo transferir combustível para ele, o Yushin Maru 3 optou por abandonar o Yushin Maru nas águas traiçoeiras do Oceano Austral, a fim de perseguir o navio da Sea Shepherd, Steve Irwin.

O fundador da Sea Shepherd, Paul Watson, disse: “Esta ação mostra a negligência do comandante baleeiro, não só pela santidade das baleias do Santuário de Baleias da Antártica, mas pelo total desprezo pela vida e segurança das tripulações que trabalham nestes navios de morte. No ano passado, na Operação Vento Divino, quando um dos navios da Sea Shepherd, o Brigitte Bardot, ficou comprometido, paramos a nossa campanha inteira para escoltá-los e garantir a sua segurança. Não é surpreendente que os baleeiros não compartilham esse tipo de camaradagem um para o outro, uma vez que toda a sua motivação para estar nessas águas é a ganância implacável”.

O capitão Peter Hammarstedt, a bordo do SSS Bob Barker, disse, “A Operação Tolerância Zero teve vitórias em tantas formas, interceptando os navios baleeiros para o abastecimento de combustível, e, assim, reduzindo sua temporada, deixando dois dos três navios arpoadores da frota inteiramente fora de operação e mantendo o único arpoador remanescente com o navio-fábrica correndo, e que limita severamente sua capacidade de caçar nas águas cristalinas da Antártida. Também interceptou a frota baleeira antes que eles tivessem a chance de disparar um único arpão”.

O Bob Barker continua a perseguir e caçar o navio-fábrica, o Nisshin Maru, sem ninguém atrás dele ​​e auxiliado por uma frota de drones aéreos de reconhecimento.

Os membros da tripulação do SSS Sam Simon observam o Sun Laurel a distância. Foto: Billy Danger

"O Yushin Maru está em uma situação desesperadora" - Jeff Hansen, diretor da Sea Shepherd Austrália. Foto: Tim Watters

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd corta fornecimento de combustível da frota baleeira

SSS Sam Simon intercepta o petroleiro de reabastecimento dos baleeiros, o Sun Laurel

O capitão do SSS Sam Simon, Luis Manuel Pinho, com o Sun Laurel a distância. Foto: Billy Danger

MELBOURNE, Austrália – Esta manhã, às 06h30 (horário da Austrália), o navio da Sea Shepherd Austrália, o SSS Sam Simon, encontrou o navio de reabastecimento da frota baleeira japonesa, o navio registrado no Panamá e de propriedade coreana, Sun Laurel, a 1.250 milhas ao sul de Albany, na Austrália (55 graus e 41 minutos a sul e 119 graus e 08 minutos a leste).

O navio da Sea Shepherd, SSS Steve Irwin, mudou curso para se encontrar com o Sam Simon e planeja bloquear o acesso ao navio petroleiro por quaisquer navios baleeiros ilegais que tentem reabastecer.

O Sun Laurel reabastece o Nisshin Maru várias vezes durante a temporada de caça às baleias. Ao interceptar o Sun Laurel, o Sam Simon tem, literalmente, cortado o fornecimento de combustível para a frota baleeira, com o potencial de forçar os baleeiros a reduzir sua curta temporada.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, fez o seguinte comentário: “Um enorme golpe foi dado hoje a esses caçadores de baleias ilegais do Japão. Por ser um navio australiano registrado, o país cuja legislação federal esses caçadores estão desacatando, impedir seu suprimento de combustível é um resultado incapacitante. Além do mais, o Sam Simon fez parte do programa de “pesquisa” japonês, de modo que ter um dos seus próprios navios voltando contra eles deve ser um golpe psicológico. É hora de controlar a frota do Japão e voltar para Tóquio”.

O SSS Bob Barker continua a perseguir o navio-fábrica, o Nisshin Maru. “O navio de massacre de baleias, o Nisshin Maru, pode correr, mas não pode se esconder. Com uma frota aérea de aviões e um helicóptero auxiliando a nossa frota, podemos continuar a acompanhar, perseguir e perturbar estes caçadores”, disse o capitão Peter Hammarstedt, a bordo do Bob Barker . Desde que a Sea Shepherd interceptou a frota baleeira, em 29 de janeiro, os baleeiros se espalharam e fugiram para o oeste. Com base no curso do Sun Laurel quando ele foi localizado, acredita-se que o Nisshin Maru está correndo por aproximadamente 1.500 milhas. Isso equivale a uma média de 200 quilômetros por dia, dando aos baleeiros muito pouco tempo para parar e matar baleias.

O navio arpoador Yushin Maru 3 continua a ser incapaz de matar as baleias, já que está perseguindo o Steve Irwin e relatando a posição do navio para a fuga do Nisshin Maru.

“O que ocorre aqui é como um jogo gigante de navios de guerra ao longo de centenas de milhares de milhas náuticas quadradas”, disse o capitão do Sam Simon, Luis Manuel Pinho, de Ocean Reef, Austrália Ocidental. “Há bloqueio, interceptação, blefe, manobras por posições e vantagens, corte e manutenção de linhas de abastecimento, afastamentos e precauções. O objetivo dos baleeiros japoneses é matar as baleias e nosso objetivo é ter certeza de que não farão isso.”

O Co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, disse: “O Sun Laurel foi localizado mais de 1.000 milhas ao sul de Albany. É preciso não esquecer que pouco mais de 30 anos atrás, a Austrália era uma nação baleeira, e a última baleia, uma baleia fêmea, foi morta em 20 de novembro de 1978, fora de Albany. Atualmente, a Austrália é um dos defensores mais apaixonados de baleias no mundo, e espero que um dia, em breve, o Japão possa ser visto como o mesmo.”

Apesar de informar o Governo australiano que suas operações seriam no Mar de Ross nesta temporada, a frota baleeira passou o tempo todo em águas territoriais australianas da Antártida e em águas próximas à Ilha Macquarie.

Navio da frota baleeira japonesa de reabastecimento, o Sun Laurel. Foto: Billy Danger

Vista do Sun Laurel do SSS Sam Simon. Foto: Billy Danger

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Não há lugar sagrado enquanto a Woodside se prepara para destruir uma cultura antiga a favor do gás, em Kimberley

Atualização sobre a Operação Kimberley Miinimbi 

Jeff Hansen, Bob Brown e Lorna Cox

Enquanto a frota da Sea Shepherd aguarda os caçadores de baleias no Oceano Antártico, a Woodside se prepara para atacar a cultura mais antiga do nosso planeta e seu maior berçário de baleias jubarte.

O premiê liberal da Austrália Ocidental, Colin Barnett, deu à Woodside Petroleum o sinal verde para perfurar e revirar a área de dunas de areia imediatamente a sul do Walmadan (James Price Point), a cerca de 60 quilômetros ao norte de Broome na costa de Kimberley. Barnett está ativamente bloqueando a alternativa sensata de alocar a fábrica de gás imensa, proposta pela Woodside, fora da costa. O porta-voz e chefe Goolarabooloo, Phillip Roe, diz que ele e o chefe sênior Joseph Roe não tinham recebido um aviso prévio sobre a decisão, mas que ficaram sabendo dela pelos meios de comunicação. “Por que temos de ouvir no rádio que a Woodside teve permissão concedida para destruir nosso país, nossas leis e nossa cultura? Não está certo. Os indícios de nossos antepassados e de nós mesmos sobre este país são claros e acabaram de ser ignorados”, disse Roe.

O líder das operações Tolerância Zero e Kimberley Miinimbi, Bob Brown, declarou: “Eu fui para as dunas de areia em questão várias vezes com os membros da comunidade aborígine Goolarabooloo, os quais não só se opõem à opção em terra, mas também estão comprometidos a se opor fisicamente lá. Eles estão certos em sua oposição. Essa costa não está viva apenas com suas Songlines (história oral e conexão permanente com o país), mas também está repleta de sítios aborígenes, tais como sambaquis, locais de produção de ferramentas e cemitérios. Alguns serão afetados pelas obras exploratórias propostas e eliminados se a fábrica e seu porto com quebra-mar forem construídos”.
Em 2011, a Woodside escreveu para o governo da Austrália Ocidental pedindo para que esse retirasse os pareceres sobre a possível existência de importantes sítios aborígenes em áreas afetadas pela sua proposta. Qualquer dano aos locais que integram um importante ciclo aborígene de canções poderia responsabilizar seus diretores num processo criminal nos termos da lei estatal que protege a herança aborígene. Um porta-voz do governo confirmou que Barnett sucumbiu aos desejos da Woodside e retirou os pareceres.

O Supremo Tribunal anulou a segunda tentativa do governo de conseguir uma aquisição compulsória do local e há um desafio para o acordo de compensação de 1,5 bilhão de dólares negociado com o Conselho de Terras de Kimberley.

A ação alega que o governo facilitou um abuso processual do tribunal federal em suas negociações sobre James Price Point em que ele não notificou o tribunal nativo. Obras vêm acontecendo no local sem as devidas aprovações! Se você entrar no seu carro sem licença para dirigir e for parado, você será multado: você não pode obter uma licença após o fato. Então, por que a Woodside está prestes a continuar seu trabalho destrutivo quando há dúvidas sobre o futuro do projeto?

“As mesmas baleias jubartes que eram alvo da frota baleeira japonesa, neste ano, enfrentam uma nova ameaça na forma de uma enorme fábrica de gás na costa de um lugar chamado James Price Point ao norte de Broome, na Austrália Ocidental. A Woodside Petroleum e o governo de Barnett estão liderando o esforço para construir a maior fábrica de gás do mundo bem no meio do maior berçário mundial de baleias jubartes. Se não protegermos o berçário, as baleias não terão lugar para retornar, para dar à luz, para cuidar de seus filhotes”, disse Jeff Hansen, diretor australiano da Sea Shepherd.

Ao lado da população de jubartes da Austrália Ocidental que remonta a milhões de anos está uma cultura viva indígena que remonta a mais de 40 mil anos.

“Se alguém quisesse chegar e arrasar o túmulo dos seus pais, dos seus avós, você faria tudo em seu poder para detê-lo! Isso mostra claramente que Woodside não respeita lugares sagrados e irá justificar qualquer destruição da cultura para manter os titulares de suas ações felizes”, disse o músico John Butler.

A “banal” costa de Kimberly

Há uma saída para as baleias, para os Goolarabooloo e para os acionistas, mas para que isso aconteça, o governo precisa parar de bloquear a alternativa de instalação da fábrica fora da costa.

A Shell tem a tecnologia de gás natural liquefeito flutuante, e é a Shell que pode ser a heroína em tudo isso. O único que está no caminho de uma vitória para todos é o premiê Colin Barnett.

É hora de o premiê fazer o que é certo para o povo de Kimberley, para o povo de Broome, para o povo da Austrália, para as grandes baleias e para os nossos filhos, e permitir que a solução mais sensata, sustentável e economicamente viável possa ser colocada em prática.

O estimado empresário Geoffrey Cousins afirmou, a bordo do Steve Irwin no ano passado: “Bem, eu amo áreas selvagens, eu acho que há muito poucas restantes no mundo e esses são os recursos que estão desaparecendo. O petróleo, o gás, eles podem durar 40 ou 50 anos e o valor deles fica por aí. Já as áreas selvagens se tornam cada vez mais valiosas, pois há menos delas, e os governos não verem isso demonstra uma incrível visão curta”.

“Eu diria para Michael Chaney e para o conselho da Woodside: saiam desse buraco antes que seja tarde demais. Esse projeto está conseguindo mais e mais oposição. A intervenção da Sea Shepherd é apenas mais um exemplo poderoso disso. Saia do bunker, tire as vendas, abra os olhos e encare as alternativas, você pode tomar a iniciativa, você não tem que esperar o governo, é de sua responsabilidade não destruir este lugar maravilhoso”.

A bordo do Steve Irwin, o Capitão Paul Watson declarou: “Há milhares de anos atrás, quando os primeiros povos da Austrália se estabeleceram na praia, eles ouviram a melodia das baleias jubartes. Eles ouviram esse canto e entenderam as leis ecológicas naturais da diversidade e da interdependência. Colin Barnett precisa entender que os verdadeiros tesouros do país se encontram em suas pessoas, suas baleias, sua fauna, seus rios, suas florestas e seus desertos”.

“Como os católicos reagiriam se um trator parasse diante das portas da Basílica de São Pedro? Como os muçulmanos reagiriam se a Pedra Negra estivesse prestes a ser lançada num triturador? Como os judeus reagiriam se o Muro das Lamentações fosse programado para ser demolido? Eles reagiriam da mesma forma que os primeiros australianos estão reagindo agora, com raiva e indignação. Este é um local sagrado e não deve ser tocado por qualquer motivo, assim como nós não exploramos petróleo em Meca, despejamos resíduos nucleares no Vaticano ou despedaçamos o Muro das Lamentações para termos cascalho. Eu tenho apenas uma mensagem simples para Colin Burnett: “Tenha um pouco de respeito pelos mais velhos, cara! Tenha um pouco de respeito pelo país!”, disse o Capitão Watson.

Phillip Roe apontou os túmulos de seus antepassados e disse que ele morreria antes de desistir da luta por sua terra e sua flora e fauna.

A Sea Shepherd está convocando todos os australianos, que acreditam na sacralidade de todos os locais de sepultura e na importância da cultura e que querem baleias em nossos oceanos para as futuras gerações, para unirem-se e permanecerem juntos em solidariedade aos Goolarabooloo enquanto eles defendem aquilo que todos nós consideramos sagrado e que a Woodside e o governo planejam destruir.

Como você pode ajudar:

1. Por favor, assine e compartilhe esta petição poderosa da Goolarabooloo Theresa Roe: “Nossos ancestrais estão enterrados nessas dunas. Ninguém permitiria que um cemitério de pessoas brancas fosse escavado, então por que aqui isso pode ser feito?”. Assine aqui: http://www.change.org/en-AU/petitions/tony-burke-protect-sacred-aboriginal-burial-grounds-in-the-kimberley-4

2. Se você quer saber que está ajudando diretamente os esforços populares e quer ajudar a patrocinar comida, combustível ou outros itens básicos para o acampamento em Walmadan / James Price Point, você pode comprar cartões de vale-presente e enviá-los por correio diretamente para o Acampamento Walmadan, c / – PO BOX 7308, Broome, WA, 6725.

3. Tweets sugeridos:
· Diga a @Tony_Burke para desenhar uma #lineinthesand e impedir que a #Woodside destrua os #aboriginalburialgrounds em #Kimberley chn.ge/UJeO2U
· Ninguém permitiria que um cemitério de pessoas brancas fosse escavado, então por que aqui isso pode ser feito? Assine a petição para impedir a destruição da #aboriginalculture chn.ge/UJeO2U

4. Tony Burke, ministro do Meio Ambiente da Austrália, tem o poder de parar esse processo. Diga-lhe que você se opõe à destruição dos locais de sepultamento, de cultura e de viveiros de baleias. Contate-o em:
Endereço: Parliament Office, PO Box 6022, 
House of Representatives, 
Parliament House, 
Canberra ACT 2600
Email: Tony.Burke.MP@aph.gov.au

Artigo do Times, "’Exército’ de Broome pronto para a guerra contra o gás", 20 de janeiro de 2013

Traduzido por Maiza Garcia, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil participa de evento de educação ambiental e limpeza subaquática na Praia Vermelha – Urca (RJ)

Por Gisele Pontes, voluntária de Comunicação e Marketing do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio de Janeiro

Sábado, dia 02 de fevereiro de 2013, o Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo RJ que integra a REAMAR – Rede de Educação Ambiental Marinha, realizou mais um mutirão de limpeza na Praia Vermelha – Bairro da Urca, um dos cartões postais da cidade do Rio de Janeiro, onde a areia da praia está em péssimas condições.

Foto: Suzy Ferro

Cerca de quinze voluntários realizaram atividades de educação ambiental, limpeza de praia, limpeza de lixo flutuante com caiaques e stand up paddles (SUP) e limpeza do fundo do mar através de snorkeling no costão esquerdo da Praia Vermelha, retirando uma quantidade considerável de resíduos sólidos.

Não nos basta coletar o lixo deixado pelos banhistas, mas conscientizar adultos e educar crianças.

Foto: Suzy Ferro

Ensinar as crianças que o lixo acarreta a morte de animais marinhos e que elas podem mudar este fato, é a tarefa mais importante, que buscamos realizar de maneira alegre e efetiva. Apresentamos uma exposição de fotos que retratam os danos que o lixo marinho causa aos animais, mostrando a realidade. Por outro lado, utilizamos as técnicas de pintura e desenho para mostrar como pode ser bonita a vida marinha.

Foto: Suzy Ferro

Foto: Suzy Ferro

Usando 03 caiaques e 02 SUP´s, os voluntários do Núcleo RJ percorreram a enseada da Praia Vermelha, recolhendo com peneiras o lixo flutuante. Para alegria dos voluntários, foi avistada uma tartaruga marinha que nadava em meio aos sacos plásticos que retirávamos da superfície.

Resultado da coleta de lixo flutuante. Foto: Suzy Ferro

Enquanto o Rio de Janeiro se prepara para uma semana de folia, nossos voluntários se preocupam com a necessidade de mais pessoas participarem de ações em defesa da vida marinha.

Recolhemos com nossos engajados voluntários cerca de 80 kg de lixo em três horas de ação. Junte-se a nós e faça a diferença!

Foto: Suzy Ferro