Decisão do Tribunal dos Estados Unidos é favorável aos caçadores de baleias

Sea Shepherd EUA define como uma “decisão ruim”, e diz que o Instituto de Pesquisa de Cetáceos são piratas gananciosos escapando com assassinatos

O Nisshin Maru puxa uma baleia morta na sua rampa de lançamento. Foto: Alfândega australiana

Em resposta decisão da Nona Corte de Apelações dos Estados Unidos, de uma audiência liminar contra a Sea Shepherd Conservation Society dos EUA trazida pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR) japonês – uma frente subsidiada pelo governo para a caça comercial – a organização de conservação marinha global sem fins lucrativos chama a decisão de uma “decisão ruim”, mas diz que o martelo ainda não foi batido. Uma decisão de um julgamento pendente e outras ações legais ainda estão por vir. Enquanto isso, o grupo diz que os caçadores de baleias do Japão são piratas gananciosos que estão literalmente escapando com assassinatos – o assassinato de baleias.

Além disso, a Sea Shepherd entrou com um pedido para o caso ser revisto novamente antes de um juiz do décimo primeiro painel do Tribunal do Nono Circuito. A Corte do Nono Circuito emitiu uma liminar em dezembro, em favor da frota baleeira de caça japonesa e contra as atividades da Sea Shepherd EUA no Oceano Antártico, que suspendeu a decisão do honorável juiz distrital Richard A. Jones, dada em março do ano passado. Na época, a liminar foi emitida sem qualquer opinião. O parecer foi finalmente emitido nesta segunda-feira, e ignoraram a decisão bem fundamentada a favor da Sea Shepherd pelo juiz Jones.

Nesta decisão mais recente, o Nono Circuito chamou a Sea Shepherd de “piratas”, mas o fato é que os caçadores de baleias que são os verdadeiros piratas neste cenário – piratas da ganância e assassinato. Em uma conferência de imprensa no National Press Club no início deste mês, o icônico Procurador Ambiental, Robert F. Kennedy Jr., ecoou esse sentimento sobre o Instituto de Pesquisa de Cetáceos:

“… O Instituto de Pesquisa de Cetáceos, que é um braço do governo japonês, é uma organização pirata mascarada como um grupo de pesquisa científica… Se você está violando o direito internacional em alto mar, você é um pirata”, acrescentou.

“E nós temos em nosso país uma longa e orgulhosa história de luta contra a pirataria em alto mar, a partir de 1805, quando Thomas Jefferson enviou os fuzileiros navais a Trípoli para subjugar os piratas bárbaros. E nós não devemos tentar impedir o Paul Watson e a Sea Shepherd, mas devemos ser-lhe emitir cartas de corso, a fim de apoiar e reconhecer o valor importante de suas atividades para o nosso país e para a comunidade mundial na luta contra uma organização pirata que está em violação das leis internacionais. Ele está prestando um serviço público profundo para todos nós e, em vez de reconhecê-lo, o governo dos EUA e várias agências do governo dos EUA, tentaram impedi-lo”, disse Kennedy Jr.

Cartas de corso foram historicamente utilizadas pelos governos há muitos anos para aproveitar navios piratas genuínos. Elas eram uma licença do governo que autorizava uma pessoa (conhecida como um corsário) a atacar e capturar navios inimigos e levá-los perante os tribunais almirantados para condenação e venda.

Além disso, em um movimento altamente questionável e não profissional, os membros do terceiro painel do Tribunal do Nono Circuito posta em questão a decisão do juiz Jones, bem articulada, em que ele disse que a Sea Shepherd estava agindo no interesse público, para a proteção da fauna e da Terra. Ele também fundamentou, ainda, que as atividades do grupo equivalem a nada mais do que de baixo nível de perturbação. Ainda assim, claramente despreocupados com a situação do planeta, o Nono Circuito tomou uma decisão rara e injustificada de que Jones deve ser removido do caso, com um dos três juízes dissidentes sobre essa decisão.

“Claramente, esta é uma má decisão do Tribunal do Nono Circuito, mas não inesperada”, disse Scott West, Diretor de Inteligência e Investigações para a Sea Shepherd EUA. “Mas é uma opinião, todo mundo tem uma. Nós concordamos com a decisão do juiz Jones, uma opinião muito bem articulada e fundamentada sobre o assunto”, afirmou.

“Além disso, a forma sarcástica e arrogante em que o Nono Circuito emitiu o seu parecer nos faz duvidar seriamente das suas qualificações para tomar uma decisão justa. Este Tribunal é parte do problema, não a solução. Não só não há espaço para um parecer jurídico não-profissional e tendencioso, eles de alguma forma têm a audácia em lançar um juiz altamente respeitado e honrado – um deles mesmos – na sarjeta, a fim de ficar ao lado de interesses estrangeiros. Isso é uma decisão de um tribunal norte-americano ou nós equivocadamente desembarcamos no Japão?”, West acrescentou.

A Sea Shepherd EUA continuará a procurar justiça em relação à liminar, voltando ao Tribunal do Nono Circuito (En Banc) e um juiz escolhido a dedo do Supremo Tribunal dos EUA. A primeira incursão ao Supremo Tribunal de Justiça foi negada.

“Vamos continuar a usar os tribunais e a lei para derrubar essas decisões”, disse Charles Moure, advogado principal da Harris & Moure, de Seattle, Washington. “Temos uma luta longa e difícil pela frente, mas o juiz Jones estava correto quando disse que a Sea Shepherd está trabalhando no interesse público, para um bem maior. A Sea Shepherd tem a opinião pública do seu lado, apoiada por milhares de torcedores em todo o mundo, algo que os caçadores de baleias japoneses nunca terão. A organização está preparada para enfrentar estes desafios, acreditando que, no final, a justiça vai prevalecer e a opinião corajosa do juiz Jones será a lei da terra”, concluiu.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Arrastão de limpeza em Florianópolis (SC)

Por Hugo Malagoli, Coordenador do Núcleo SC do Instituto Sea Shepherd Brasil

No último dia 23 de fevereiro foi realizado, pelo terceiro ano consecutivo, o arrastão de limpeza na praia da Daniela, em Florianópolis (SC).

Equipe de limpeza reunida na praia da Daniela, em Florianópolis. Foto: ISSB/ Núcleo SC

Este ano o evento contou também com a limpeza subaquática, feita pela equipe de mergulhadores do Instituto Sea Shepherd Brasil, parceiros da Mako Sports e com apoio da Hy Brazil Mergulho.

Limpeza subaquática. Foto: ISSB/ Núcleo SC

O trabalho também ocorreu na orla. Voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil, do Centro Comunitário Pontal da Daniela (CCPontal) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que também forneceu o transporte do lixo, fizeram a limpeza do local. Foi um grande evento que mobilizou várias pessoas em defesa do meio ambiente.

Lixo recolhido durante a operação. Foto: ISSB / Núcleo SC

Segundo Hugo Malagoli, Coordenador do Núcleo SC do Instituto Sea Shepherd Brasil, “o lixo se esconde principalmente na vegetação de restinga, o que dificultou a limpeza e provocou arranhões em vários voluntários devido aos galhos e a entrada no mato. A ótima notícia é que no mar não foi encontrado lixo. Isso também se deve ao fato de que a Praia da Daniela, ao contrário de outras praias da região da grande Florianópolis e do Brasil, não é paradouro de lanchas e outras embarcações esportivas”.

Já é notório que onde há a prática de paradouro, é encontrado muito lixo devido aos descartes que muitas pessoas, de alto poder aquisitivo, mas sem consciência ambiental, fazem em alto mar. Há locais onde garrafas de uísque importado, taças, latas de cerveja, e vários outros tipos de lixo são encontrados em grandes quantidades.

 

Sea Shepherd procura voluntários para a próxima campanha Guardiões da Represa

Leão-marinho no meio de dispositivos de captura na represa de Bonneville. Foto: Sea Lion Defense Brigade

A Sea Shepherd Conservation Society precisa de voluntários para estar presente na represa de Bonneville e no local da armadilha em Astoria, Oregon, nos Estados Unidos, para ajudar a parar o abate por parte dos trabalhadores do Estado, de até 92 leões-marinhos protegidos pelo governo federal da Califórnia, no rio Columbia. A corrida do salmão já começou, e leões-marinhos já estão sendo direcionados para serem marcados e mortos pelo crime de comer salmão.

Como o Capitão Paul Watson disse:

“A Sea Shepherd entende perfeitamente que o salmão está em perigo e também entendemos que eles não estão em perigo por causa dos leões-marinhos. Mais salmões são mortos nas turbinas da barragem do que por leões-marinhos. Os pescadores nativos tiram muito mais salmão do rio Columbia do que os leões marinhos. A poluição mata mais salmão do que os leões marinhos. O leão-marinho está sendo bode expiatório, porque (1) isso é conveniente, (2) eles não votam, (3) matá-los dá uma aparência de que o salmão está sendo protegido e (4) os burocratas do governo são simplesmente demasiadamente preguiçosos para lidar com o problema de uma maneira positiva e ecologicamente eficiente.”

A Sea Shepherd não é uma organização de protesto. Nós somos uma organização de ação direta. Nós acreditamos que a nossa vigilância constante sobre o rio pode afetar a mudança e salvar a vida dos leões-marinhos. Leões-marinhos foram documentados no rio Columbia desde o tempo de Lewis e Clark. Os leões-marinhos consumem salmão como uma forma de sustento. Soluções eficazes e com visão de futuro para proteger o salmão ameaçado não envolvem o uso de tortura medieval, como a armadilha de metal bárbara utilizada para limitar os leões-marinhos, como os trabalhadores do Estado marcarem permanentemente a sua carne com ferros quentes, e marcá-los para a eventual morte. É hora de nós, como uma espécie, encontrar maneiras de compartilhar o rio com leões-marinhos, em vez de matá-los.

Nós não estamos sozinhos nessa empreitada. Monitores do Sea Lion Defense Brigade e outros grupos estão trabalhando pelos mesmos objetivos. A Sea Shepherd está agora a procura de voluntários Guardiões da Represa para atuar voluntariamente entre 15 de março e 31 de maio de 2013. Precisamos de pessoas que possam trabalhar de forma independente e profissional, que mantenham a calma, sejam corajosas e apaixonadas. A veterana Guardiã da Enseada e Guardiã da Represa, Ashley Lenton, vai liderar a campanha.

Quer participar? Por favor, envie um e-mail para damguardian@seashepherd.org

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

As tensões aumentam em confronto com os baleeiros japoneses

Japão envia apoio militar para proteger frota baleeira ilegal

Nisshin Maru empurra Bob Barker no Sun Laurel. Foto: Tim Watters

A Sea Shepherd Austrália, com sucesso, bloqueou uma terceira tentativa de reabastecimento da frota baleeira japonesa, que está operando ilegalmente, em violação de uma decisão do Tribunal Federal da Austrália que proíbe caça à baleia no território antártico australiano. Durante o processo, o capitão Tomoyuki Ogawa do navio-açougue de baleia, Nisshin Maru, abalroou os navios da Sea Shepherd, Bob Barker e Sam Simon.

Durante a noite anterior, o navio de propriedade coreana e bandeira panamenha, o petroleiro Sun Laurel e o Nisshin Maru seguiram em direção ao sul, devido às águas salpicadas com blocos de gelo grandes e icebergs, a 12 nós na escuridão, sem holofotes. O Sun Laurel não é um navio preparado para navegar sobre o gelo, e está agora 420 milhas ao sul de sessenta graus, com sua carga ilegal de óleo combustível pesado, HFO.

Acompanhando o Sun Laurel estava o Sam Simon, seguido pelo navio de segurança armada, Shonan Maru 2, e o Yushin Maru 3. O Nisshin Maru estava sendo seguido pelo Steve Irwin e pelo Bob Barker, com os dois navios arpoadores restantes da frota japonesa de caça ilegal de baleias no reboque. Haviam seis navios dos baleeiros, e três da Sea Shepherd.

Às 2:00 (horário da Austrália), as duas partes reuniram-se e os três ágeis navios arpoadores Yushin Maru começaram a arrastar linhas incrustantes nas hélices ao atravessar as proas dos navios da Sea Shepherd. O Bob Barker tomou posição e se manteve a bombordo do Sun Laurel para bloquear o reabastecimento do Nisshin Maru, e manteve esta posição enquanto o Nisshin Maru por duas vezes provocou uma colisão entre ele mesmo, o Bob Barker e o Sun Laurel.

O Nisshin Maru imprensou o Bob Barker entre os dois navios grandes, e na turbulência da do rasto de navio combinado, o Bob Barker foi jogado para trás entre o Nisshin Maru e o petroleiro Sun Laurel às 14:48 e 15:16 (horário da Austrália).

O Nisshin Maru disparou seus canhões de água de alta potência para as saídas de ar do Steve Irwin, Bob Barker, e Sam Simon, na tentativa de inundar seus motores. Todas as salas do motor sofreram fortes inundações, mas não há falhas mecânicas.

O Nisshin Maru lançou granadas flashbang para o Bob Barker, uma das quais atingiu e explodiu no Sun Laurel, deixando uma marca escura.

Canhões de água do Steve Irwin foram lançados e a tripulação da Sea Shepherd foi instruída a não apontá-los em qualquer pessoa sobre os navios de caça furtiva.

Em sua última fraca tentativa para chegar ao Sun Laurel, o Nisshin Maru virou o Sam Simon, causando danos ao longo do casco a bombordo do navio e quebrando sua cúpula de comunicações por satélite. Depois de abalroar o Sam Simon, o Nisshin Maru se afastou do Sun Laurel às 17:20 (horário da Austrália), e o Sun Laurel guardou seus guindaste e pára-lamas.

Em uma virada dramática dos acontecimentos, um enorme navio naval japonês se aproxima dos seis navios japoneses. O navio japonês da Força Marítima de Auto-Defesa, Shirase (MMSI #: 431999533) é um quebra-gelo, do tipo “Operações Militares”. Ele transporta cerca de 250 tripulantes e três helicópteros. Ele pesa 12.500 toneladas, tem 138 metros e pode fazer 15 nós. Seu último porto conhecido foi Fremantle.

Quanto ao Shirase, o ex-ministro do Meio Ambiente da Austrália, Ian Campbell, disse: “Este verão este navio estava em Freemantle, a Oeste da Austrália. Agora ele está ajudando a frota baleeira japonesa em suas operações ilegais. Ele deve ser banido de todos os portos australianos a partir de agora”.

Apesar de inúmeras solicitações da Sea Shepherd, bem como as forças políticas, a Austrália não enviou um navio para monitorar as atividades aqui no Território Antártico Australiano, mas um navio de guerra japonês armado está chegando em breve para defender uma operação de caça de baleias que está desprezando o Tribunal Federal australiano, e um navio-tanque, que é ilegal nestas águas com óleo combustível pesado e operando de forma perigosa.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, afirma: “Em dezembro de 2007, como o Shirase, ao Shonan Maru 2 foi concedida a permissão para atracar em Fremantle pelo governo australiano, que afirmou que não era parte da caça à baleia frota. Então, em janeiro de 2010, o mesmo navio, o Shonan Maru 2, passou a bater e destruir o navio registrado da Nova Zelândia, o Ady Gil. Diplomatas australianos foram rápidos para absolver os baleeiros japoneses da culpa, dizendo à Embaixada dos EUA em Canberra que os japoneses saíram “limpos” de qualquer investigação. Efetivamente, esperamos que, mais uma vez, o Japão saia limpo de qualquer investigação australiana por estes últimos flagrantes, tentativas de colisão pelo enorme navio-fábrica baleeiro, o Nisshin Maru. O que efetivamente está acontecendo é que o governo australiano está dando ao Japão o sinal verde para fazer o que sempre quiserem, colocando em perigo a vida da tripulação internacional da Sea Shepherd no Território Antártico da Austrália.”

Nisshin Maru colide o Bob Barker no Sun Laurel. Foto: Glenn Lockitch

Fumaça de vapor do Steve Irwin depois do ataque do canhão d'água. Foto: Eliza Muirhead

Danos no Sam Simon depois de ter sido abalroado pelo Nisshin Maru. Foto: Tim Watters

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Novo vídeo: navio-fábrica da frota baleeira japonesa empurra navio da Sea Shepherd

Sea Shepherd Austrália lança declaração sobre a colisão

Imagens inéditas de alta qualidade do momento exato em que o Nisshin Maru empurrou o navio da Sea Shepherd, Bob Barker, para o navio de combustível da Coréia do Sul, o Sun Laurel, acaba de ser recebido e liberado pela Sea Shepherd Austrália.

O som aterrorizante do impacto pode ser ouvido a partir de 2 minutos e 24 segundos do clipe, como o filme mostra o navio-fábrica de 8.000 toneladas da frota baleeira japonesa desabar no convés do Bob Barker, em seguida, empurrar o navio da Sea Shepherd no navio de combustível da frota baleeira (embarcação laranja), e destruir equipamentos no Bob Barker, incluindo os mastros de radar e luzes de navegação, causando danos estruturais em seus decks. A destruição destes dispositivos elétricos de alta tensão ao lado de um tanque de combustível tinha o potencial de causar uma grande explosão, mas felizmente isso não aconteceu.

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A Sea Shepherd Austrália lançou uma resposta oficial ao incidente de colisão, que detalha o horrível abalroamento de três navios da Sea Shepherd, o Bob Barker, o Steve Irwin e o Sam Simon, bem como o navio de combustível da frota baleeira japonesa, o Sun Laurel. Sobre isso, a Sea Shepherd Austrália afirma:

“Colisões não podem ser provocadas e não há como um capitão de navio se desculpar batendo quatro navios com pretensões de provocação. O Capitão do Nisshin Maru, Tomoyuki Ogawa, sabia exatamente o que estava fazendo quando ele atingiu os navios da Sea Shepherd e Sun Laurel. Ele só considerou que sua própria operação de reabastecimento valeria a pena arriscar a segurança e a vida de mais de uma centena de pessoas de nossa equipe, uma dúzia de tripulantes do Sun Laurel, bem como sua própria tripulação no Nisshin Maru“.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil