Diretor do ISSB participa de programa de rádio, em Garopaba (SC), para debater a proibição do avistamento de baleias no litoral sul catarinense

O Diretor do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), Wendell Estol, participa de programa de rádio hoje, 20/05, às 21h30min, na Rádio Frequência de Garopaba (SC), Programa Repórter 1.380. O tema será a proibição do avistamento de baleias no litoral sul catarinense.

Link para ouvir o programa via web: http://www.radiofrequencia.net/player.php

Wendell Estol, Diretor do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) busca preservar a integridade das baleias no litoral catarinense durante o turismo de avistamento

O único objetivo do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em mover uma ação de proibição do avistamento de baleias no litoral sul catarinense é manter e preservar a saúde das baleias e seus filhotes. Em nenhum momento o ISSB se posicionou contra a atividade turística. Temos total consciência da importância econômica desta atividade para as comunidades locais, da importância de aproximar a população destes animais (sem perturbá-los) e da importância acadêmica para estudos que visem a conservação desta espécie. Porém, o que foi constatado pelo ISSB é que não existe regulamentação nacional para o licenciamento deste tipo de passeio de avistamento, e, portanto,  este formato de turismo é ilegal e irregular.

No caso da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, que abrange os municípios do litoral sul catarinenses (Garopaba, Laguna e Imbituba), tal regulamentação estaria disposta no plano de manejo desta unidade de conservação. Desde a sua criação, em setembro de 2000, este plano de manejo inexiste. No entendimento do ISSB, a falta de um plano de manejo e de uma regulamentação específica para esta atividade turística, nos obriga a fazer ser cumprida as legislações brasileiras vigentes para cetáceos, que são as seguintes:

Lei n° 7643/87 (Clique para ver a lei na íntegra)

Art. 1° Fica proibida a pesca, ou qualquer forma de molestamento intencional, de toda espécie de cetáceo nas águas jurisdicionais brasileiras.

Portaria 117/1996 IBAMA (Clique para ver a portaria na íntegra)

Art. 2° É vedado a embarcações que operem em águas jurisdicionais brasileiras:
a) aproximar-se de qualquer espécie de baleia com motor ligado a menos de cem metros de distância do animal mais próximo;
b) religar o motor antes de avistar claramente a(s) baleia(s) na superfície ou a uma distância de, no mínimo, cinqüenta metros da embarcação;
c) perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de trinta minutos, ainda que respeitadas as distâncias supra estipuladas;
d) interromper o curso de deslocamento de cetáceo(s) de qualquer espécie ou tentar alterar ou dirigir esse curso.

Instrução Normativa 102/2006 – Observação (Clique para ver a instrução normativa na íntegra)

Art. 1° Estabelecer restrições às atividades náuticas específicas em setores da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca durante os meses de junho a novembro nos termos desta instrução normativa.

Art. 2° Nestes setores ficam vedadas as seguintes atividades náuticas por embarcações motorizadas:
I – o transporte de passageiros com finalidade turística, mediante pagamento ou não;
II – a prática e apoio a qualquer forma de esporte náutico; e,
III – Atividades recreativas em geral

Para Luiz André Albuquerque, diretor jurídico do ISSB, “o Instituto Sea Shepherd Brasil é favorável ao turismo de observação de baleias no litoral brasileiro, desde que ocorra a definição de critérios de segurança para a atividade turística e que haja a correta fiscalização, em atenção à lei de proteção aos cetáceos. A inexistência de qualquer estudo de impacto ambiental da atividade turística, nos limites e zona de amortecimento da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, foi outro fator determinante para a concessão da decisão liminar”.

Caso ainda haja dúvidas sobre as atividades ilegais de avistamento de baleias, confira as fotos e vídeos abaixo:

Distância de 100m não respeitada


Distância de 100 m não respeitada. A baleia estaria embaixo da embarcação?


Irregularidade. Animais sendo tocados.


Distância de 100 m não respeitada.


Distância de 100 m não respeitada. Tentativa do turista de tocar a baleia.


Distância de 100 m não respeitada. Link da matéria: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2011/07/projeto-baleia-franca-faz-primeiro-voo-de-observacao-do-ano-nesta-sexta-feira-em-sc-3406934.html


Distância de 100m não respeitada. Link da matéria: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2011/07/projeto-baleia-franca-faz-primeiro-voo-de-observacao-do-ano-nesta-sexta-feira-em-sc-3406934.html

Vídeo gravado no dia 06/09/10, na praia de Garopaba (SC)(aproximação)

Legendas induzindo a aproximação – base cangulo

legendas induzindo turistas à aproximação

Sea Shepherd lança campanha em defesa dos recifes no Havaí

Sea Shepherd Vice-Presidente da Sea Shepherd, Robert Wintner, é um militante veterano contra o comércio de aquário e seu impacto devastador sobre os recifes do Havaí. Foto: Deb Bassett / Sea Shepherd

A Sea Shepherd Conservation Society tem o orgulho de anunciar o lançamento da Operação em Defesa dos Recifes, uma campanha global para acabar com a destruição dos recifes de coral e as muitas ameaças que eles enfrentam em todo o mundo. Os recifes de coral representam alguns dos mais biologicamente diversos ecossistemas do planeta, proporcionando habitat crítico para cerca de 25% de todas as espécies marinhas, mas eles estão desaparecendo em um ritmo alarmante, devido às atividades induzidas pelo homem, como a poluição, a pesca predatória, o tráfico de animais selvagens dos recifes, o desenvolvimento costeiro e o aquecimento global. Trinta por cento dos recifes de coral do mundo já morreram nos últimos 50 anos, e outros 30% sofreram danos graves. Dos recifes remanescentes, estima-se que 60% poderia enfrentar a extinção em menos de 25 anos.

De acordo com a Diretora da Sea Shepherd Havaí e Líder da campanha em defesa dos recifes, Deborah Bassett, “com os oceanos do mundo sob ataque desde a extração comercial e a poluição, a nossa missão continua firme para defender o habitat marinho e a vida selvagem em toda a extensão – desde as menores espécies de recife até os maiores mamíferos marinhos e predadores. O tempo está se esgotando para estas grandes florestas tropicais sob o mar, por isso temos de agir agora”.

Embora a Sea Shepherd seja mais conhecida por seus esforços de ação direta sobre o alto mar, a Sea Shepherd continua empenhada em proteger a vida marinha em todos os habitats, incluindo a campanha de conscientização costeira orquestrada para a Operação Defesa dos Recifes. A Sea Shepherd pretende colaborar com lojas de mergulho havaianas e com a comunidade de surf para trazer luz para a destruição acontecendo sob as ondas. Com a campanha em andamento no Havaí, núcleos mundiais da Sea Shepherd em breve terão programas similares em suas águas locais.

A degradação dos recifes é uma crise global. Dos 100 países com recifes de corais, a degradação dos recifes é maior no Sudeste Asiático, onde quase 95% dos recifes da região estão ameaçados, principalmente devido à sobrepesca e às práticas de pesca destrutivas. A perda de vida marinha e de habitat também estão sempre presentes em nosso próprio quintal do Havaí, onde as dez espécies de peixes procuradas para aquários diminuíram 59% nos últimos 20 anos, enquanto o peixe de aquário mais popular diminuiu em abundância cerca de 38-57%. Na Jamaica, estima-se que quase todos os recifes estão mortos ou severamente degradados pela sobrepesca e pela poluição costeira.

O Vice-Presidente da Sea Shepherd, Robert Wintner, um veterano ativista contra o comércio do aquário e seu impacto devastador para os recifes havaianos declarou, “a Sea Shepherd irá defender o habitat marinho e a fauna das devastações de águas residuais urbanas e empresariais e da destruição causada pelo comércio do aquário. A fauna maciça dos recifes morre a cada ano, como ornamentação descartável no ciclo vicioso de tráfico de animais selvagens para o comércio de animais. Sua morte gera demanda contínua, conduzindo o comércio do aquário para retirar recifes desprotegidos. Mais de 25 milhões de criaturas do mar estão na mira do aquário comercial a qualquer momento – e quase todos vão morrer dentro de um ano, a partir do momento da captura”.

“A Sea Shepherd está muito preocupada com esta vida selvagem e precisa de apoio da população para transformar essas preocupações em ação. Podemos perder o apoio de pessoas que mantêm animais selvagens marinhos em cativeiro por um hobby, mas como o Capitão Paul Watson afirmou, nossos clientes são as criaturas do mar. Esperamos que todas as pessoas que se preocupam com os oceanos reconheçam a importância de proteger os ecossistemas de recife em todo o mundo, e que, se qualquer um dos nossos apoiadores mantém animais selvagens marinhos em um aquário, eles vão cuidar da vida selvagem que têm e abster-se de comprar mais”, acrescentou Wintner.

Os recifes de coral simplesmente não podem suportar o uso de recursos ilimitados continuado ou comércio global não gerenciado. Tal declínio contínuo drástico dos recifes saudáveis ​​irá representar graves consequências para os animais, tanto em terra como na água, e para as pessoas em todo o mundo.

A especialista em recifes de Maui, Rene Umberger, com o Vice-Presidente da Sea Shepherd, Robert Winter, e a Diretora da Sea Shepherd Hawaí e líder da campanha Operação em Defesa dos Recifes, Deborah Bassett. Foto: Deb Bassett / Sea Shepherd

O lançamento da Operação em Defesa dos Recifes incluiu uma apresentação sobre o tráfico de animais selvagens dos recifes para o comércio do aquário no Deep Ecology Dive Center, em Haleiwa, Oahu. Foto: Deb Bassett / Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

ISSB presente no I Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo

Por Maria Cristina Valdetaro, voluntária do Grupo de Apoio do ES ao Instituto Sea Shepherd Brasil

O Grupo de Apoio ao Instituto Sea Shepherd Brasil do Espírito Santo participou no dia 10 de maio do I Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo, realizado em Vitória, na FAESA (Faculdades Integradas Espírito Santenses).  O evento contou com a participação de mais de 100 inscritos, entre alunos, professores e  profissionais da área.

Maria Valdetaro abordando sobre conservação e a importância dos oceanos na vida de todos os seres. Foto: Grupo de Apoio ES

O Espírito Santo possui uma imensa riqueza paisagística, representada por uma variedade de ecossistemas, como as formações marinhas, os manguezais, as restingas das planícies costeiras, as matas de tabuleiros, as matas da encosta atlântica, as matas de altitude, a vegetação rupestre dos “pães de açúcar” e os campos de altitude acima dos 2.000 metros na Serra do Caparaó, além da maior diversidade marinha, situada em Guarapari.

Estudantes e professores de Biologia e áreas afins marcando presença. Foto: Grupo de Apoio ES

A realização de um evento para tratar de um assunto tão precioso, que é a riqueza dos ecossistemas capixabas, representa não só uma oportunidade de estreitar laços entre pesquisadores atuantes na região com os principais grupos de pesquisa do Estado, mas também trazer à comunidade científica informações sobre o status de conservação do Espírito Santo, além de estimular a valorização da nossa diversidade de fisionomias, onde a riqueza da fauna, flora e da paisagem é notável.

Thiago Barrack falando sobre as principais campanhas da Sea Shepherd no Brasil e no mundo. Foto: Grupo de Apoio ES

Sabendo que dentro destes ecossistemas inclui os marinhos, o Grupo de Apoio do ES ao Instituto Sea Shepherd Brasil esteve presente para dar ênfase à preservação e conservação marinha, e divulgar a instituição, abordando temas como conservação marinha, principais problemas enfrentados, o que é a Sea Shepherd, onde e como atua, com o objetivo de despertar nos participantes a vontade de ajudar a preservar e cuidar dos nossos oceanos, além de agregar mais capixabas ao grupo.

O evento foi um sucesso, e é gratificante para os membros do Grupo de Apoio do ES poder disseminar informações. Agradecemos aos organizadores pelo convite, e aos participantes pela interação e novos conhecimentos!

13 de maio, um ano desde a prisão do Capitão Watson

Difícil de acreditar que hoje completa um ano que o nosso Fundador estimado, o Capitão Paul Watson, foi preso em Frankfurt, na Alemanha, por acusações politicamente motivadas, de 10 anos de idade, provenientes de um incidente no qual ele tentou intervir, a pedido do governo da Guatemala, para deter caçadores de tubarão na Costa Rica. Ninguém ficou ferido, nenhum bem foi danificado, e o caso foi encerrado pelas autoridades locais. Na verdade, todo o calvário foi documentado no filme de 2007, “Sharkwater”.

No entanto, o Japão, que tem usado os 30 milhões de dólares dos contribuintes do fundo de ajuda do tsunami para parar a Sea Shepherd a todo custo, mais tarde convenceu a Costa Rica a reabrir as acusações, o que levou à prisão do Capitão Paul Watson.

Desde aquela época, o Capitão Watson foi incluído na Lista Vermelha da Interpol pela Costa Rica e, posteriormente, pelo Japão. Ele está listado ao lado de assassinos em série, abdutores de criança e traficantes de drogas, e ainda não pode retornar à terra firme, ou então ele vai enfrentar uma extradição injusta e uma série de julgamentos na Costa Rica e no Japão, a partir do qual ele provavelmente nunca vai ser liberado, ou algo pior. Tudo isso pelo “crime” de intervir contra atividades ilegais de remoção das barbatanas de tubarões, por ordem das autoridades guatemaltecas, que estavam sendo realizadas por caçadores de tubarões em um navio da Costa Rica, em águas da Guatemala, e por salvar milhares de baleias em um santuário de baleias.

Muitas pessoas têm escrito, ligado, e pedido a estes e outros governos – mais de 158 mil cartas pedindo a liberdade do capitão Watson foram recebidas somente pelo Ministério das Relações Exteriores alemão  – para perdoar o Capitão Watson e fornecer-lhe um abrigo seguro. Continuamos a lutar por sua liberdade dentro do sistema judicial. No entanto, não importa o que aconteça, seu legado – a Sea Shepherd Conservation Society – permanece como a organização de conservação marinha de ação direta mais eficaz do mundo, e isso é o que mais importa para o Capitão Watson.

Por favor, dedique alguns momentos hoje para continuar lutando pelo Paul Watson, que motiva todos nós, individualmente, para continuar a lutar pelo futuro dos nossos oceanos.

Por favor, continuem a apoiar a Sea Shepherd e considere fazer uma doação hoje, em homenagem ao trabalho pioneiro do Capitão Watson. O seu apoio é necessário agora mais do que nunca. Mostre ao Capitão Watson, bem como aos caçadores, que os cidadãos do mundo não vão se render à corrupção e à ganância, e que vamos continuar a lutar para que os nossos netos também vejam e experimentem os oceanos vivos.

Em nome de todos da Sea Shepherd, agradecemos pelo seu apoio!

http://www.seashepherd.org/support-us/

Apoiadores na Alemanha reunidos para pedir a libertação do Capitão Paul Watson. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil