Resgate de Fauna e Sensibilização Sobre os Impactos do Lixo Marinho São Foco do Trabalho do Sea Shepherd Brasil Projeto BG500, na Praia da Urca/RJ.

No dia 16 de julho, a praia da Urca foi mais uma vez, palco dos trabalhos de sensibilização sobre os impactos do lixo marinho e de resgate de fauna marinha realizados pelas equipes do Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro e do Projeto BG500.

As duas instituições já trabalham juntas há 04 (quatro) anos, desempenhando um papel de conscientização dos banhistas que frequentam a praia da Urca, na zona sul carioca, orientando-os para um correto descarte dos resíduos – pedaços plásticos, garrafas, latas, canudos, tampinhas, etc. – materiais que são encontrados em grandes quantidades na areia da praia ou no mar.

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Foro: Guiga Pirá

Os voluntários se distribuíram em 03 (três) grupos de trabalho: um primeiro grupo ficou responsável pela educação ambiental, um segundo grupo realizou a atividade subaquática com a coleta dos resíduos sólidos e um terceiro grupo realizou a triagem de todo o material coletado, trabalhando no resgate de fauna marinha.

 A atividade de educação ambiental foi desenvolvida através de pinturas, desenhos, jogos e apresentação de fotos do impacto do lixo nas aves e tartarugas marinhas, por exemplo.

Foro: Guiga Pirá

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O grupo que realizou a coleta subaquática conseguiu recolher uma significativa quantidade de latas de cerveja e refrigerantes, além de sacos plásticos e garrafas Pet.

E todo este lixo marinho retirado passou por uma avaliação e separação (triagem), com o material sendo separado para reciclagem e os seres marinhos colocados em um local específico para posterior reintrodução no mar.

Foro: Guiga Pirá

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Ed Bastos realizou o trabalho de sensibilização com as crianças presentes, que ficavam surpresas ao verem que um peixe, um siri ou camarão poderiam ficar presos dentro de uma lata de refrigerante por toda a sua vida, e compreendiam a importância e a necessidade de se jogar o lixo no lugar correto – a lixeira.

Uma técnica testada pelo Projeto BG500 durante as aulas com escolas públicas e privadas, se mostrou muito eficiente para a reintrodução de centenas de pequenos organismos ao mesmo tempo. Pedras ou tijolos (bastante incrustados) atraíram a maioria dos animais resgatados em segundos, o que deixava as crianças maravilhadas.

Foro: Guiga Pirá

Foro: Guiga Pirá

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Ao final da atividade, centenas de animais, entre crustáceos e moluscos – siris, camarões, peixes, aplysias, poliquetas, planárias, etc., – foram devolvidos a salvo para o ambiente marinho, livres dos resíduos no qual estavam aprisionados ou sofrendo impacto direto por contaminantes.

O descarte de lixo na praia é uma questão ambiental de extrema importância, visto que, além de poluir a areia e a água do mar, matando animais marinhos, pode causar doenças aos banhistas. Quando for a praia, faça sua parte: Lugar de lixo é na lixeira !!!

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Agradecemos aos voluntários do Sea Shepherd Brasil – Núcleo RJ, aos integrantes do Projeto BG500, aos parceiros da Tenda do Bigode, que iriam fazer a destinação final do material a ser reciclado e a empresa Embrapec, que doou o material compostável – copos e sacos plásticos – ajudando-nos a diminuir os impactos ambientais do evento.

Curso de Ecologia e Conservação de Pequenos Cetáceos é ministrado no Rio de Janeiro

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) realizou, nos dias 9 e 10 de julho no Rio de Janeiro, o curso “Ecologia e Conservação de Pequenos Cetáceos”, e contou com o apoio da nova Embaixada do Mar, a XDivers Scuba School, localizada no bairro do Jardim Botânico, zona sul carioca.

Foto: Guiga Pirá

Foto: Guiga Pirá

Foto: Guiga Pirá

Foto: Guiga Pirá

O curso, ministrado pela bióloga e Diretora Regional do Núcleo Paraná (ISSB) Clarissa Ribeiro Teixeira, abordou inicialmente alguns aspectos gerais sobre a biologia, ecologia e evolução de cetáceos, ameaças antrópicas que ameaçam populações costeiras e, por fim, como o cativeiro influencia o comportamento destes animais.

Ao fim do curso, os participantes puderam assistir o filme BlackFish e debateram o assunto, principalmente sobre a “tradicional” matança de baleias-piloto nas Ilhas Faroé e de golfinhos na cidade de Taiji. O voluntário Guilherme “Guiga” Pirá, que participou de campanhas internacionais pela Sea Shepherd nestes locais, esteve presente e contribuiu para enriquecer o debate.

Foto: Guiga Pirá

Foto: Guiga Pirá

Foto: Guiga Pirá

Foto: Guiga Pirá

A turma contou com a presença de participantes de diferentes áreas, do ensino médio a graduação em Ciências Biológicas, Pedagogia e até mesmo Educação Física. O próximo curso de Ecologia e Conservação de Pequenos Cetáceos será realizado em Curitiba/PR nos dias 20 e 21 de agosto e as inscrições já começaram no nosso site! Garanta a sua vaga!

O Núcleo Rio de Janeiro está em busca de novos voluntários. Caso você tenha interesse de juntar-se à nós, escreva um e-mail para nucleorj@seashepherd.org.br.

Foto: Guiga Pirá

Foto: Guiga Pirá

Sea Shepherd Brasil participa do VegFest SulBrasileiro em Curitiba/PR

Nos dias 09 e 10 de Julho, Curitiba foi sede do Congresso Regional do maior evento de veganismo da America Latina, o VegFest SulBrasileiro. Durante o evento, ocorreram palestras, cursos, aulas de culinária, além da participação de produtores veganos e ONG’s, como o Instituto Sea Shepherd Brasil.

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O ISSB – Núcleo Paraná esteve presente para informar aos participantes sobre as ações realizadas no Brasil e no mundo, consumo do cação e sobre explotação no Brasil, entre outros assuntos que envolvem a proteção dos oceanos e sua fauna.

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As crianças também tiveram atividades exclusivas, onde puderam aprender mais sobre as diferentes espécies de tubarões.

Instituto Sea Shepherd Brasil pede explicações na Justiça sobre o Plano de Fiscalização para a liberação do TOBE; ICMBio tem 5 dias para responder

Mesmo sem estudos de viabilidade da atividade, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio corre para tentar aprovar na Justiça um Plano de fiscalização e, assim,colocar os barcos de turismo novamente nas enseadas do Berçário em Santa Catarina para a prática do Turismo de Observação de Baleias Embarcado, o polêmico TOBE como ficou conhecido na região.

“Ainda estamos perplexos com a liberação desta atividade apenas condicionada a apresentação de um Plano de Fiscalização. A sensação é que a Justiça Federal de Laguna “cortou” o processo deixando de lado todas as provas que foram produzidas, e que comprovam o molestamento das baleias pelos barcos e o altíssimo risco deste turismo para os turistas.”, comenta Luiz Tamburo, Coordenador Regional do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB, em Santa Catarina.

Baleia Franca sendo tocada. Molestamento intencional conforme lei brasileira - Foto: Turismo Vida Sol & Mar

Baleia Franca sendo tocada. Molestamento intencional conforme lei brasileira – Foto: Turismo Vida Sol & Mar

Por que este turismo (TOBE) causa molestamento nas baleias em Santa Catarina? 

A prática do TOBE é mundial e o seu crescimento já criou opositores por interferir em locais utilizados pelos cetáceos como berçários. Para o Instituto Sea Shepherd Brasil há provas suficientes nos autos para a proibição definitiva do TOBE na região do Berçário – Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca/APABF, diante do documento da operadora Base Cangulo que admite a impossibilidade de desligar os motores dos barcos durante o avistamento das baleias, mesmo que o cetáceo e o seu filhote estejam a menos de 100 metros (violação da Portaria 117/96 IBAMA). Segundo o documento, isso acontece porque os barcos são obrigados a ficar na zona de arrebentação, já que as Francas ficam a menos de 20 metros dos costões e da faixa de praia.

“Tivemos a preocupação de verificar a veracidade destas informações através de uma consulta técnica ao subtenente Santos, da Polícia Militar e especialista em salvaguarda da vida humana, que confirmou e, inclusive, alertou sobre o altíssimo risco desta atividade para os turistas dadas as condições ambientais da região do berçário. Mas, todas estas graves informações parece que só foram consideradas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que manteve a atividade suspensa quando ganhamos a liminar até que estudos conclusivos sejam feitos. Esperamos que este entendimento seja mantido pelos Desembargadores do TRF-4, seguindo o parecer da Procuradoria da República em Porto Alegre, pelo bem das baleias e segurança dos turistas.”, comenta Renata Fortes, advogada do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB

Distância de 100 metros não respeitada, descumprimento da lei. Foto: Turismo Vida Sol & Mar

Distância de 100 metros não respeitada, descumprimento da lei. Foto: Turismo Vida Sol & Mar

O Plano de Fiscalização 

O Instituto Sea Shepherd Brasil apresentou quatro questões na Justiça para serem esclarecidas pelo ICMBio sobre o Plano de Fiscalização. A organização entende que o Plano de Fiscalização não possui qualquer eficácia, uma vez que as regras que ele visa fiscalizar não podem ser cumpridas nas enseadas do berçário por uma questão de segurança de navegação, mas, cumprindo determinação judicial, o ISSB apontou que um dos pontos mais importantes a serem esclarecidos é a questão da verba para por este plano em prática.

“O ICMBio, ano passado, informou que não possuía recursos financeiro e humano para apresentar um Plano de Ação Emergencial visando a proteção do Berçário, diante das 12 (doze) mortes de baleias francas, por redes e colisões. A APA da Baleia Franca está com o Plano de Manejo atrasado por falta de verbas – com prazo estimado de conclusão de 04 (quatro) anos, e agora se propõe a bancar um Plano de Fiscalização que prevê a presença de monitores do ICMBio contratados em todos os passeios, com que verba? Esse foi uma das questões que apresentamos.”, informa Luiz André Albuquerque, Diretor Jurídico do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB.

Distância de 100 metros não respeitada, descumprimento da lei. Foto: Turismo Vida Sol & Mar

Distância de 100 metros não respeitada, descumprimento da lei. Foto: Turismo Vida Sol & Mar

Outras entidades no movimento de defesa dos Berçário

No dia 28 de junho, o Instituto Sea Shepherd Brasil, juntamente com diversas entidades de proteção aos animais e ambientalistas se reuniram na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para conhecer os fatores que estão impactando o Berçário, no I Ciclo de Debates sobre a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, promovido pelo Observatório de Justiça Ecológica (Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina) e a Associação Catarinense de Proteção aos Animais – ACAPRA. Na oportunidade foi lançada pela ACAPRA a campanha “Berçário Livre!”, e o portal sobre o Berçário da Baleia Franca Austral em Santa Catarina.

Debate na UFSC sobre o TOBE. Foto: Observatório de Justiça Ecológico

Debate na UFSC sobre o TOBE. Foto: Observatório de Justiça Ecológico

Participantes do 1º Ciclo de Debates sobre APABF . Foto: Observatório de Justiça Ecológico

Participantes do 1º Ciclo de Debates sobre APABF .
Foto: Observatório de Justiça Ecológico

Sea Shepherd Global lança Operação Bloody Fjords

Na sequência do sucesso da Campanha em Defesa da Baleia-piloto 2015, a Sea Shepherd Global anuncia a Operação Bloody Fjords , uma nova campanha direcionada à sangrenta matança de baleias-piloto nas Ilhas Faroe.

Todo ano, mais de 1.000 baleias-piloto migrantes e outros golfinhos são caçados e brutalmente mortos no protetorado Dinamarquês das Ilhas Faroe numa pratica conhecida como o ‘grindadráp’ ou ‘grind’. A prática cruel e sangrenta continua com o apoio do governo Dinamarquês, contrapondo com as obrigações legais internacionais da Dinamarca.

A Operação Bloody Fjords  anuncia uma nova direção para a Sea Shepherd assim que a organização leva sua batalha contra o grindadráp para o coração das Instituições  Dinamarquesas e Faroeses que continua a promover esta prática ultrapassada.

“Obrigado pelo trabalho cansativo de nossos tripulantes voluntários que estiveram em terra nas Ilhas Faroe durante nossas campanhas passadas, nós tivemos todas as evidências em fotos e vídeos e nós precisamos levar esta batalha além das costas sangrentas das Ilhas Faroe”, disse o líder de Campanha da Operação Bloody Fjords , Geert Vons. “Iremos atacar o grind nas arenas judicial e política, no comércio, na indústria e como sempre na mídia,” ele continuou.

A nova estratégia vem em resposta ao aumento às restrições que foram colocadas na entrada dos voluntários da Sea Shepherd nas Ilhas Faroe.

“As autoridades Faroesas recusaram nossa entrada ao país deles numa tentativa de acobertar os horrores do grindadráp.”, disse o Capitão Alex Cornelissen, CEO da Sea Shepherd Global.

“Mas como o campo de batalha muda, nós também mudamos nossas táticas. A Sea Shepherd está mais barulhenta agora, mais forte e mais determinada do que nunca para acabar  com a matança sangrenta,” ele concluiu.

Um total de 28 voluntários da Sea Shepherd foi preso por interferir contra o grindadráp, muitos deles foram subsequentemente deportados pelo “crime” de defesa das baleias-piloto.

Em 2014, a Capitã da Sea Shepherd Treverton foi presa depois que ela defendeu com sucesso um grupo grande de golfinhos da matança, prevenindo-os de chegar nas praias assassinas das Ilhas Faroe. Ela ainda aguarda o seu julgamento.

A Sea Shepherd liderou a oposição ao grindadráp desde os anos 80, salvando as vidas de centenas de baleias-piloto e trazendo a atenção mundial para a matança contínua.