O poder do ecoturismo como instrumento de consciência ambiental – Ilhabela/SP

Por Noelle Falchi

03/09/2016

A preocupação acerca da preservação do meio ambiente é recente na história da humanidade. Mas seu caráter contemporâneo não à torna menos importante. A consciência do que é o mundo e como nos relacionamos como ele é, provavelmente, o caminho mais seguro para se alcançar um modelo de educação ambiental efetiva na qual todos os elementos envolvidos sejam beneficiados.

A qualidade de vida em um ambiente cujo ecossistema está em equilíbrio amplia possibilidades de crescimento em diversos aspectos da vida do ser humano: o bem-estar físico e psicológico, a saúde mental e emocional e, principalmente, a educação geradora de consciência. Além disso, incutir nas pessoas o sentimento de que é dever individual a preservação do meio ambiente, considerando que ações de cuidados estendem-se desde as mais miúdas atitudes e que, em ampla escala, é dever da esfera pública orquestrar mecanismos que garantam isso, cria-se uma tríplice de sucesso bastante sólida – ao menos na teoria.

O INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL, trabalha, incansavelmente desde 1999, pela preservação da biodiversidade marinha brasileira. Partidário da proteção e a favor do benefício da vida, o instituto vem se dedicando ao município-arquipélago de Ilhabela, no litoral norte do Estado de São Paulo.

Considerado como estância balneária para o Estado, o município composto por mais de 80% de Mata Atlântica protegida pelo Parque Estadual de Ilhabela, é conceituado destino turístico do Brasil. As belezas naturais atraem milhares de turistas todos os anos e, enfaticamente, Ilhabela é conhecida pela força do Ecoturismo, prática de atividades baseadas na relação sustentável com a natureza.

Santuário Ecológico Marinho de Ilhabela/SP – imagem da internet

Santuário Ecológico Marinho de Ilhabela/SP – imagem da internet

Cardume de Salemas na Ilha das Cabras Ilhabela – foto Thiago Guirado

Cardume de Salemas na Ilha das Cabras Ilhabela – foto Thiago Guirado

Tartaruga de Pente na Ilha das Cabras em Ilhabela – foto Thiago Guirado

Tartaruga de Pente na Ilha das Cabras em Ilhabela – foto Thiago Guirado

Em contrapartida, o município ainda carece de iniciativas políticas que tenham como objetivo a regulamentação do turismo de forma assertiva, como por exemplo, o monitoramento treinado para os visitantes e o controle da pesca ilegal e predatória.
Impactos de grande importância para a situação ambiental privilegiada de Ilhabela também necessitam de monitoramento, além do incentivo de políticas públicas que possam tutelar o rico berçário marinho existente ali. Com condições ideais para uma diversidade extensa de animais vertebrados e invertebrados, o local torna-se ambiente natural para reprodução e alimentação destas espécies.
Assista ao vídeo Sea Shepherd Brasil – Rico berçário marinho em Ilhabela/SP precisa de proteção em nosso canal do youtube

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Act9zNnEK4g[/youtube]

Neste sentido, a SEA SHEPHERD BRASIL está organizada através de ofícios e de seus voluntários, chamando a atenção para a proteção, defesa e conservação do local, juntamente com mergulhadores e turistas. A luta pela preservação dos ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica que Ilhabela oferece a seus visitantes é, essencialmente, uma briga por reconhecimento. Pois só através da legitimação da importância ecológica que o local representa, da problematização sobre como sua destruição ou abandono causariam efeitos de ordem mais ampla, e da educação desde o âmbito familiar sobre os cuidados necessários com o mundo em que vivemos, então, ocorrerá o despertar de consciência no sentido de proteger a natureza como parte integrante de seu próprio ser, e não como mero elemento externo. Porque o cuidado com a natureza é, antes de tudo, o cuidado com a própria vida, nossa geração e nossos valores.

Curso de Ecologia e Conservação de Pequenos Cetáceos é ministrado pela segunda vez em Curitiba – Paraná

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) realizou, nos dias 20 e e 21 de agosto em Curitiba,  o curso “Ecologia e Conservação de Pequenos Cetáceos”, e contou novamente com o apoio da Embaixada SCUBASUL cursos de Mergulho, localizada no bairro São Francisco.

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O curso, ministrado pela bióloga e Diretora Regional do Núcleo Paraná (ISSB) Clarissa Ribeiro Teixeira, abordou inicialmente alguns aspectos gerais sobre a biologia, ecologia e evolução de cetáceos, principais ameaças antrópicas a populações costeiras e, por fim, como o cativeiro influencia o comportamento destes animais.

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Ao fim do curso, os participantes puderam assistir o filme Blackfish e debateram o assunto, principalmente sobre a “tradicional” matança de baleias-piloto nas Ilhas Faroé e de golfinhos na cidade de Taiji.

Entre os participantes destacam-se alunos de Oceanografia, Ciências Biológicas e Medicina Veterinária que possuem interesse em conhecer e realizar diferentes linhas de pesquisa com cetáceos. O instituto Sea Shepherd Brasil agradece a presença dos participantes, a parceria com o Roberto e a Karine da Embaixada SCUBASUL e aos voluntários que auxiliaram durante o curso.

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 Lembrando que o Núcleo PR possui um grupo de voluntários que se reúnem mensalmente para discutir e programar eventos futuros. Se você é do Paraná e tem interesse em juntar-se a nós, mande email para nucleopr@seashepherd.

 

Sea Shepherd em busca das Baleias Francas – Ong fará sobrevoo no berçário em Santa Catarina no início de setembro

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As poucas baleias avistadas no Berçário, localizado na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, tem sido motivo de preocupação para ambientalistas da região. As enseadas são monitoras diariamente por voluntários de ongs locais que se uniram para registrar a presença dos cetáceos e coletar dados sobre a temporada de 2016. Para o grupo, as baleias podem estar abandonando o berçário diante do aumento acelerado dos fatores de molestamento, que em enseadas pequenas e fechadas, como as do Berçário, são potencializados. Citam, como exemplo, o ruído subaquático dos barcos de pesca, lazer, jet skis. helicópteros e navios.

Esta semana, integrantes do Instituto Sea Shepherd Brasil se reuniram para organizar um sobrevoo na região do Berçário até a cidade de Torres, no Rio Grande do Sul. “Vamos em busca das baleias para saber o que está acontecendo. Tivemos uma grande incidência de Baleias Jubartes mortas este ano nas regiões sul e sudeste, o que é incomum. E as Francas não estão chegando, todos estão preocupados com a possibilidade delas estarem abandonando o Berçário, por causa do molestamento. Vamos ver se conseguimos uma resposta.”, comenta Luiz Antônio Tamburo Faraoni, coordenador do Núcleo/SC do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Sea Shepherd Brasil participa do 3º Ilha do Mel Jazz Festival

No último fim de semana, durante os dias 6 e 7 de agosto, o núcleo PR do Instituto Sea Shepherd Brasil marcou presença no 3º Ilha do Mel Jazz Festival.

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

            Os voluntários participaram de diferentes ações envolvendo conservação e conscientização dos moradores locais e turistas. Na manhã do dia 6, os voluntários efetuaram a limpeza da Praia Grande, recolhendo 6 sacos (100L) de lixo. Após a limpeza, os voluntários montaram um stand ao lado do palco dos shows para divulgar a ONG e trabalhar com conscientização do público, além da venda de materiais. Já no dia 7, os voluntários realizaram mais uma limpeza, desta vez na Praia de Fora, recolhendo mais 3 sacos (100L) de lixo.

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

            Foram observadas grandes quantidades de lixo nas praias, principalmente nas regiões de pedras, sendo os itens mais comuns: pés de chinelos e outros sapatos, garrafas, tampinhas e bitucas de cigarro. Todo o lixo coletado nas praias foi recolhido pela organização do festival e devidamente encaminhado para tratamento.

Fotógrafa: Aline Cardoso Rocha

Fotógrafa: Aline Cardoso Rocha

Fotógrafa: Aline Cardoso Rocha

Fotógrafa: Aline Cardoso Rocha

            O festival acontece até o final do mês de agosto. A programação ocorre aos finais de semana, de sexta à domingo. Além do enriquecimento cultural, um dos objetivos do festival é lembrar da importância que a Ilha do Mel possui e porque é importante preservá-la. Não à toa, uma das campanhas do festival é “Faça a diferença: retorne com seu lixo para o continente”.

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

Fotógrafo: Vinicius Brandeli

Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo PR participa do evento “30 anos do Tombamento da Serra do Mar – Desafios”

No dia 28 de julho, ocorreu na Unilivre o evento “30 anos do Tombamento da Serra do Mar – Desafios”. Organizado pela Associação MarBrasil, Mater Natura, Observatório de Conservação Costeira (OC2), ONG Parceiros do Mar, Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Paraná e SPVS, o evento contou com homenagens aos idealizadores e mobilizadores da iniciativa do Tombamento, e também trouxe um diálogo sobre o modelo de desenvolvimento em curso no litoral do Paraná.

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Fazendo parte da Semana do Tombamento, que relembra e comemora o dia 25 de julho de 1986, data do Tombamento da Serra do Mar, o diálogo deu-se entre professores universitários, membros do Ministério Público e do Poder Judiciário, estudantes, empresários, donas de casa, conservacionistas, políticos e militantes do movimento ambiental.

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“O tombamento da Serra do Mar do Paraná, ocorrido no ano de 1986, encerra uma das maiores demonstrações de reconhecimento do bem comum que os paranaenses já realizaram. Foi um ato histórico em respeito à importância maior de um patrimônio de todos, motivo de orgulho e de grandeza.”, diz Clovis Borges, da SPVS, lembrando que a Serra do Mar foi oficialmente tombada pelo Governo do Paraná de1986, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e do Esporte, Coordenadoria do Patrimônio Cultural/Curadoria do Patrimônio Histórico e Artístico.

A merecida homenagem aos que participaram do tombamento da Serra do Mar, nos 30 anos comemorados em 2016, permite uma comparação que demonstra que os gestores públicos que referendaram esse posicionamento deixaram um exemplo que não foi adotado pelos seus sucessores. Para Juliano Dobis, da Associação Mar Brasil, “Estamos diante da iminência de instalação de grandes empreendimentos portuários, industriais e viários, em sua maioria na contramão da conservação do remanescente da Mata Atlântica e dos ecossistemas marinhos, com impactos sinérgicos que poderão afetar definitivamente a vida de comunidades locais, sua cultura e suas atividades econômicas tradicionais.”

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Como resultado do evento, uma Carta. A Carta de Curitiba, documento assinado por todos os participantes e que será encaminhada às autoridades responsáveis atualmente, na qual os participantes da comemoração dos 30 anos do tombamento da Serra do Mar e também participantes responsáveis na época pelo ato de tombamento, exigem que o Poder Público, em todos os níveis, e a iniciativa privada, reconheçam a importância da conservação da Serra do Mar e do litoral do Paraná como um todo; que a legislação ambiental seja respeitada em sua plenitude, permitindo uma delimitação coerente e responsável para o desenvolvimento regional; que hajam investimentos concretos e robustos na proteção destes ecossistemas que compõem o bioma Mata Atlântica e, por fim, que a Serra do Mar continue sendo Patrimônio Natural de todos os paranaenses.