Sea Shepherd e australianos se unem pelos tubarões

Foto: Klaus Jost - www.jostimages.com

Foto: Klaus Jost - www.jostimages.com

Em resposta a um recente editorial da Sea Shepherd publicado no Sydney Morning Herald, juntamente com uma petição online para evitar o abate de tubarões, organizada por Ryan Kempster e o clube de mergulho NARC, os tubarões da Austrália Ocidental conseguiram ganhar mais um tempo.

Mais de 19.000 pessoas assinaram a petição para impedir o abate de tubarões na Austrália Ocidental, em favor da adoção de medidas não-letais de monitoramento de tubarões. Como resultado, um anúncio foi feito pelo Ministro das Pescas da Austrália Ocidental, Norman Moore, afirmando que o governo do Estado vai investir mais de 13,65 milhões de dólares durante os próximos cinco anos para ajudar a reduzir o risco potencial de ataques de tubarão, com a introdução de estratégias não-letais de mitigação de tubarões. Estas medidas incluem o aumento da área de vigilância, um sistema de alerta de SMS público, uma unidade dedicada a marcar e acompanhar tubarões, e um impulso para o financiamento da pesquisa de tubarões na Austrália Ocidental.

Como o Governo da Austália Ocidental não apoiou o uso de redes de tubarão neste momento, o Departamento de Pesca vai realizar uma avaliação da eficácia das redes de tubarão que são utilizadas nos Estados do leste.

A Sea Shepherd se opõe fortemente ao uso de redes de tubarão, que são assassinos indiscriminados, matando a vida marinha, como as focas, tartarugas, arraias, golfinhos, baleias, além de tubarões. A maioria dos tubarões que são capturados nestas redes estão na praia, no caminho de volta para o mar. Simplificando – elas não funcionam. Elas deveriam ser proibidas e removidas imediatamente de todas as praias costeiras em todo o mundo.

O departamento também irá implementar uma estratégia de envolvimento da comunidade e campanha de mídia para fornecer informações sobre como evitar riscos de tubarão. O Sr. Moore disse que o gabinete considerar outras estratégias descarta um grande abate de tubarões brancos para controlar o número de tubarões brancos.

Enquanto este anúncio do Ministro Moore é definitivamente um passo na direção certa para a preservação de tubarões para o benefício das gerações futuras, ainda há uma grande quantidade de trabalho que precisa ser feito para mudar a percepção da população sobre tubarões. Precisamos de mais pessoas que tomem uma posição para a proteção dos tubarões e espalhem que eles são uma espécie chave que dependemos todos os dias da nossa existência.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Posição do Instituto Sea Shepherd Brasil e o acidente na Bacia de Campos (RJ)

Para conhecimento de todos.

Temos recebido diversas críticas a respeito de nossas ações, ou melhor, do que supostamente não estamos fazendo, em relação ao derrame da Chevron.

Saibam que já estamos envolvidos nesta questão a cerca de dez dias, muito antes de nossos “críticos” saberem através da mídia. Neste período fizemos um levantamento dos custos de uma operação com embarcação e aeronave (pois o derrame ocorreu a 120 km da costa), que giram em torno de R$100.000 reais para 3 míseros dias de operação.

O Instituto Sea Shepherd Brasil não dispõe destes recursos, e nossa opção é aguardar o deslocamento da mancha, para, caso ocorra a contaminação de fauna e a mesma chegue ao litoral, possamos agir em uma operação de resgate.

Nossos voluntários, que receberam ou não o treinamento, já foram comunicados, e agora aguardamos para saber o número de pessoas que está disposta a se envolver de fato.

Quanto aos críticos de nossa dita “inoperância”, eu pergunto: o que vocês vão fazer a respeito deste derrame? Sim, pois como cidadãos brasileiros, vocês têm o dever de fazer algo pelo nosso patrimônio ambiental. Ficar sentado em frente a um computador criticando organizações sem nem ter o conhecimento sobre o que está acontecendo não ajuda em nada, é um ato similar ao do policial que atira antes de perguntar.

Quem sabe se tais pessoas estivessem dispostas a assumir alguma responsabilidade poderíamos ter hoje os recursos necessários para operar em alto mar.

Aos que acreditam em nosso trabalho, tenham certeza que estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance, e, caso seja necessário, e nós todos torcemos para que não seja, estaremos prontos para atender animais que estejam contaminados.

A vida marinha agradece.

Wendell Estol
Diretor Nacional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Barcos trabalham para a contenção de óleo junto a plataforma da Chevron. Foto: Reprodução/O Dia

Barcos trabalham para a contenção de óleo junto a plataforma da Chevron. Foto: Reprodução/O Dia

Instituto Sea Shepherd Brasil apresenta novo parceiro

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O Instituto Sea Shepherd Brasil apresenta seu novo parceiro, a Geomarinne Ambiental, empresa que tem como principais focos de atuação a educação ambiental e ecoturismo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Entre as principais atividades desenvolvidas pela Geomarinne estão o turismo de observação de aves (bird watching) e de baleias (whale watching), além de cursos na área de educação ambiental para escolas e universidades.

O Instituto Sea Shepherd Brasil e a Geomarinne serão parceiro no desenvolvimento de cursos voltados à educação ambiental nos ecossistemas marinhos e costeiros, bem como no apoio técnico-científico às atividades de observação de aves e de baleias.

Segundo José Lindenmeyer, Diretor Técnico da Geomarinne, “ter o Instituto Sea Shepherd Brasil como parceiro representa para a Geomarinne a consolidação e o reconhecimento de sempre ter realizado seus trabalhos de forma ambientalmente responsável”.

Para o Instituto Sea Shepherd Brasil, esta é uma parceria estratégica para a conservação da vida marinha brasileira, pois demonstra que é possível aliar desenvolvimento econômico através do turismo ecológico, com a preservação ambiental.

Para saber mais sobre a Geomarinne Ambiental acesse o site, www.geomarinne.com.br.

SEA SHEPHERD é alvo de aproveitadores

Nos últimos meses a SEA SHEPHERD tem sido alvo de aproveitadores que vem se utilizando da exposição e do sucesso que a ONG tem feito entre as massas através de programas de televisão e de suas atividades desenvolvidas no Brasil e no mundo. Estes mesmos aproveitadores tem utilizado a imagem da Sea Shepherd em benefício das instituições em que atuam ou mesmo para autopromoção.

Saibam que estas pessoas estão agindo de má fé, não só com a Sea Shepherd, mas também com vocês apoiadores de nossas ações que estão sendo enganados, pois, cada vez que apóiam ou participam de iniciativas promovidas por uma destas pessoas pensam estar apoiando uma ação da Sea Shepherd, o que não é verdadeiro.

Comunicamos que só quem tem autorização a se pronunciar, propor participação em eventos ou fazer contatos com qualquer tipo de veículo de comunicação em nome da SEA SHEPHERD no Brasil são:

Wendell Estol – Diretor Geral

Adriano Echeverria – Diretor de comunicação

Hugo Malagoli – Diretor Estadual SC

Luiz Albuquerque – Diretor Estadual RJ

Carlos Alberto – Diretor Estadual SP

Gunter Filho – Membro do conselho

Nos casos do uso de nossos logotipos, somente estão autorizados os parceiros citados em nossos sites e a utilização em blogs é de uso exclusivo em nosso blog oficial. Caso você receba um contato de algum destes aproveitadores, que se identifique falsamente como sendo da SEA SHEPHERD, por favor contate-nos através do e-mail  seashepherd@seashepherd.org.br.

A Vida Marinha Agradece

Nós não falamos em fazer, NÓS FAZEMOS

Nós não falamos em salvar os oceanos, NÓS O FAZEMOS!

Frustrações aumentam em Taiji: uma tentativa de sequestro frustrada contra um Guardião da Sea Shepherd

Relatório de Rosie Kunneke, líder da campanha Guardiões da Enseada

Rosie Kunneke na enseada. Foto: Sea Shepherd

Rosie Kunneke na enseada. Foto: Sea Shepherd

No dia 9 de novembro de 2011, eu estava na base de refúgio dos golfinhos monitorando “Jiyu”, o golfinho deprimido e neurótico que os Guardiões da Enseada têm acompanhado em cativeiro. Estávamos preocupados com a preparação de uma chamada à ação para envolver as pessoas para tentar ajudar este golfinho em específico.

No final da tarde, um dos assassinos de golfinhos chegou, vestido com uma roupa de mergulho que só poderia significar que o plano era matar este golfinho. Depois de perceber que eu estava sentada no cais, o assassino de golfinhos fez um telefonema e saiu. Cerca de meia hora mais tarde, depois de todos os treinadores irem embora, eu vi dois homens a pé, vindo em minha direção, e pararam atrás de mim. Eu os cumprimentei, mas eles me ignoraram.

Ao ver três pescadores pescando na parte inferior do cais, eles foram embora. Algo naquele comportamento agressivo me fez sentir mal. Cerca de dez minutos mais tarde, eu decidi deixar o local, vendo que estava ficando escuro. Desde que eu não tenho permissão para estacionar na área de estacionamento do hotel, eu costumo parar na estrada, a alguma distância. Quando eu virei a esquina do hotel, a caminho do meu carro, notei que os mesmos dois indivíduos estavam em um veículo SUV preto. Quando me viram, os dois vieram correndo em minha direção. Virei-me para eles, e eles pararam. Eles estavam bloqueando minha passagem de ambos os lados. Perguntei-lhes qual era o problema, mas eles só disseram algo para o outro em japonês, e me ignoraram. Eu levantei o meu tripé da câmera para deixá-los cientes de que ia me defender. Eu também disse que estava telefonando para a polícia. Tentei novamente andar mais e eles continuaram se aproximando, de forma agressiva e bloqueando meu caminho em direção ao carro.

Nesta hora, decidi voltar e virar a esquina para a entrada do hotel. Eu vi um deles pegar o telefone e começar a digitar um número. Ele também estava procurando algo no chão, eu achei que para talvez jogar em mim. Entrei na área de recepção do hotel e pedi que a pessoa na recepção para por favor telefonar para a polícia, e informar que dois homens apresentavam sinais de agressão em relação a mim. Dois policiais da prefeitura de Wakayama apareceram em cerca de cinco minutos.

Levei-os até a esquina para mostrar-lhes onde tudo aconteceu, mas até então, os dois homens desapareceram em seu veículo. Foi neste momento que eu observei as duas meninas do Save Japan Dolphins caminhar até a estrada. Elas viram na minha mensagem no Facebook para elas que eu estava planejando ficar no resort até o escurecer, e decidiram vir e verificar onde estava. Poucos minutos depois, a polícia de segurança uniformizada também chegou. Esses policiais sabiam falar inglês e me questionaram sobre o incidente. Eles pareciam genuinamente preocupados com o que tinha acontecido, e pediram que eu fosse para a delegacia para que eles pudessem averiguar detalhes dos dois homens envolvidos no incidente.

O oficial de polícia instruiu um dos policiais uniformizados para me acompanhar em meu veículo. No caminho até lá, o policial que me acompanhava pediu uma descrição detalhada das roupas, cabelo, características faciais dos dois homens, e do veículo. Uma vez na delegacia, fui levada para uma sala pequena e os três policiais de segurança uniformizados me questionaram sobre o que aconteceu. Disseram que devido a um programa na televisão japonesa, havia muita atenção sobre a questão de Taiji, incluindo os nacionalistas e os yakuza.

Os policiais disseram que se tivessem que adivinhar quanto à intenção destes homens, seria que eles estavam planejando me seqüestrar. Eles avisaram que esta área não é tão segura como nós pensamos e que alguns destes grupos são capazes de assassinato. Esses policiais estavam preocupados com nossa segurança, e nos alertaram para não ficarmos sozinhos quando ficar escuro lá fora. Depois de registrar os detalhes do incidente, eles também deram o mesmo aviso para as meninas do Save Japan Dolphins, que esperavam por mim na área de recepção da delegacia.

Embora este incidente tenha sido uma experiência assustadora e incomum até mesmo para Taiji, a campanha Guardiões da Enseada vai continuar, pois estamos fazendo a diferença no número de vidas dos golfinhos salvas e é por isso que a Sea Shepherd está aqui em primeiro lugar.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil