Austrália aprova o uso de drones pela Sea Shepherd

Antártida não é mais uma zona proibida para drones

A Sea Shepherd recebeu a aprovação da Austrália para implantar drones no Oceano Antártico

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De: Grupo de Coordenação Política. Divisão da Antártida Australiana. Seção de Territórios, Meio Ambiente e Tratados da Divisão da Antártida Australiana. Departamento de Sustentabilidade, Meio Ambiente, Água, População e Comunidades

Tratado da Antártida (Proteção Ambiental) Lei 1980 (“a Lei”)

Nota de Variação de determinação nos termos do parágrafo 12N (2)

Refiro-me à avaliação adicional preliminar de impactos ambientais apresentada em relação à atividade proposta a ser realizada, ou seja, a condução da Operação Vento Divino pela Sea Shepherd Australia Pty Ltda, incluindo o uso de veículos aéreos não tripulados.

De acordo com a seção 12N (2) da lei, o delegado considerou a informação adicional e determinou que a atividade não tem mais do que um impacto insignificante sobre o meio ambiente. Assim, a autorização concedida ao abrigo 12F seção da lei, sujeito a sua conformidade com as condições estabelecidas no anexo e determinação de autorização, foi variada para incluir o uso de veículos aéreos não tripulados, como proposto.

Se é proposto alterar ainda mais a atividade, ou mudar a atividade, a sub-seção 12D (2) do Tratado da Antártida (Proteção Ambiental) de 1980 exige que a atividade volte a ser reavaliada. Note-se que uma mudança refere-se a quaisquer variações de duração do programa, localização, freqüência, equipamento usado, conseqüências físicas, ambientais e de risco, ou a capacidade de corrigir ou monitorar os impactos, etc.

Segundo a Lei do Tribunal de Apelos Administrativos, de 1975, uma pessoa ou pessoas cujos interesses são afetados por esta decisão podem, no prazo de 28 dias, fazerem um pedido por escrito à Divisão Antártica do Departamento de Sustentabilidade, Meio Ambiente, Água, População e Comunidades, para o motivos da decisão. Um pedido de revisão independente da decisão pode ser levado ao Tribunal de Apelos Administrativos, mediante o pagamento da taxa respectiva, por ou em nome da pessoa ou pessoas cujos interesses sejam afetados, ou no prazo de 28 dias do recebimento das razões para a decisão, ou dentro de 28 dias da presente declaração, se razões para a decisão não são procurados.

Traduzido por Raquel Soldera e Marcelo C. R. Melo, voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil

Bob Barker segue a frota baleeira japonesa em águas francesas na Antártida

A tripulação da Sea Shepherd no pequeno barco encontra o navio arpoador Yushin Maru #3 em águas francesas na Antártida. Foto: Carolina A. Castro

A tripulação da Sea Shepherd no pequeno barco encontra o navio arpoador Yushin Maru #3 em águas francesas na Antártida. Foto: Carolina A. Castro

Às 04:00 (horário da Austrália) da quarta-feira, 04 de janeiro, o Bob Barker seguia a frota baleeira japonesa, 190 milhas ao norte da base francesa de Dumont D’Urville, na Antártida.

Enquanto estava de olho no navio-fábrica japonês Nisshin Maru, o Bob Barker correu em direção a um dos três navios arpoadores, o Yushin Maru #3. Parece que o Yushin Maru #3 ainda não começou as atividades baleeiras, já que seu arpão continua coberto.

A frota baleeira estava desesperadamente tentando evitar ser detectada pela Sea Shepherd, e fugiu mais de 1500 milhas a sudeste, de onde eles foram inicialmente detectados por um drone de reconhecimento implementado pelo Steve Irwin.

O Bob Barker continua a viajar a leste em busca do navio-fábrica japonês, agora seguido de perto pelo Yushin Maru 3. A frota baleeira deixou a zona econômica exclusiva francesa e agora está em águas australianas na Antártida. A Sea Shepherd pode confirmar que a frota baleeira japonesa está agora em águas de território australiano na Antártica.

O Brigitte Bardot danificado, seguido pelo Shonan Maru #2. Foto: Sea Shepherd

O Brigitte Bardot danificado, seguido pelo Shonan Maru #2. Foto: Sea Shepherd

O Steve Irwin e o Brigitte Bardot continuam fazendo progressos rumo a Fremantle, com o Shonan Maru #2 seguindo ambos os navios. O Shonan Maru #2 está agora dentro de 65 milhas da zona econômica exclusiva da Austrália continental.

Como o Nisshin Maru e os navios arpoadores estão se movendo continuamente desde que foram localizados pela primeira vez pela Sea Shepherd, eles não parecem ter tido tempo para matar baleias. Eles sabem que se eles diminuírem a velocidade ou pararem, o Bob Barker vai ficar atrás deles.

O Steve Irwin vai rapidamente reabastecer em Fremantle, e retornará ao Oceano Antártico para ajudar o Bob Barker na intervenção contra as atividades ilegais da frota baleeira japonesa no Santuário Antártico das Baleias da Antártida, em águas de território australiano.

O Yushin Maru #3 atinge a tripulação do barco pequeno da Sea Shepherd, com seus canhões de água, à medida que viajam através de águas francesas da Antártida. Foto: Carolina A. Castro

O Yushin Maru #3 atinge a tripulação do barco pequeno da Sea Shepherd, com seus canhões de água, à medida que viajam através de águas francesas da Antártida. Foto: Carolina A. Castro

A tripulação do pequeno barco da Sea Shepherd segue o Yushin Maru #3 em águas francesas na Antártida. Foto: Carolina A. Castro

A tripulação do pequeno barco da Sea Shepherd segue o Yushin Maru #3 em águas francesas na Antártida. Foto: Carolina A. Castro

A tripulação do pequeno barco da Sea Shepherd se aproxima do Shonan Maru #2. Foto: Sea Shepherd

A tripulação do pequeno barco da Sea Shepherd se aproxima do Shonan Maru #2. Foto: Sea Shepherd

O Yushin Maru #3 visto da tripulação do pequeno barco da Sea Shepherd. Foto: Carolina A. Castro

O Yushin Maru #3 visto da tripulação do pequeno barco da Sea Shepherd. Foto: Carolina A. Castro

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Força de Ação de Pesquisa e Conservação Oceânica

Laurens de Groot. Foto: Eric Cheng

Laurens de Groot. Foto: Eric Cheng

A Sea Shepherd Conservation Society restabeleceu a O.R.C.A. FORCE (Força de Ação de Pesquisa e Conservação Oceânica, em inglês), e nomeou Laurens De Groot, dos Países Baixos, a ser o líder encarregado dessa unidade internacional da Sea Shepherd, com base em terra, encarregada de realizar investigações e intervenções contra atividades ilegais que explorem a vida marinha e seus habitats.

A O.R.C.A. FORCE poderá agir onde os navios da Sea Shepherd não podem, e isso com menos despesas. No último ano, Laurens e Steve Roest lideraram uma campanha da Sea Shepherd na Namíbia para investigar o massacre de focas. Foi uma campanha perigosa e controversa, mas o resultado final foi o de que ambos foram convidados para voltar à Namíbia para um encontro com funcionários do governo, para discutir maneiras de terminar com a matança ilegal de focas na Namíbia.

Laurens é veterano de numerosas campanhas da Sea Shepherd no Oceano Austral e na Namíbia. Ele é ex-agente da polícia de Roterdam, e um estudioso de artes marciais.

A tripulação da O.R.C.A.FORCE será composta de investigadores treinados e habilidosos na infiltração, documentação, reunião de evidências e outras habilidades similares. Eles também utilizarão as mais novas tecnologias de imagens de satélite, drones (pequenos aviões de controle remoto) e investigações na internet.

A O.R.C.A.FORCE se reportará diretamente ao capitão Paul Watson, e Laurens De Groot terá a liberdade de dirigir sua unidade segundo seu próprio direcionamento. A conduta da O.R.C.A. FORCE será consistente com as regras básicas de ação da Sea Shepherd: de não infligir danos físicos e de trabalhar dentro dos limites da lei e de acordo com a Carta das Nações Unidas para a Natureza.

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Tripulação retirada do Brigitte Bardot

Atingido com a deterioração das condições meteorológicas, o Capitão Paul Watson ordenou a evacuação da maioria da tripulação do Brigitte Bardot para o Steve Irwin.

Às 12:00 horas (horário de Perth), o Steve Irwin e o Brigitte Bardot estavam a 34 graus e 38 minutos ao Sul e 112 graus e 21 minutos a Leste, uma posição de 200 milhas náuticas de Fremantle, na Austrália Ocidental, e 120 milhas ao largo da costa da Austrália Ocidental.

O navio segurança da frota baleeira japonesa, Shonan Maru #2, continua a trilha de cinco milhas atrás do Steve Irwin e do Brigitte Bardot.

“O bombordo do Brigitte Bardot ficou separado depois de 1000 quilômetros de navegação por mares difíceis”, disse o Capitão Paul Watson. “Estamos tomando as precauções e da tripulação apenas permanecerá a bordo do Brigitte Bardot o capitão Jonathan Renecle, da África do Sul, o gerente Simon Ager, do Canadá, o imediato Beck Straussner, dos Estados Unidos, e o engenheiro-chefe Vincent Vandendridssche, da Bélgica. Os outros quatro tripulantes foram transferidos para o Steve Irwin”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Atualização da Operação Vento Divino

31 de dezembro de 2011 (horário da Austrália Ocidental)

Brigitte Bardot parte de Fremantle, Austrália, em 21 de dezembro de 2011. Foto: Jeff Hansen

Brigitte Bardot parte de Fremantle, Austrália, em 21 de dezembro de 2011. Foto: Jeff Hansen

O Steve Irwin e o Brigitte Bardot estão lentamente rumo ao norte, em meio a uma outra tempestade.

“Estamos acompanhando o Brigitte Bardot bem de perto”, disse o Capitão Paul Watson. “Os mares estão ficando mais áspero e os ventos estão aumentando, e há uma grande quantidade de pressão exercida sobre o pontão danificado do Brigitte Bardot. Parece que teremos que lutar com essas condições por mais 24 horas”.

A tripulação do Brigitte Bardot está vestindo suas roupas de sobrevivência o tempo todo. Uma história na Austrália Ocidental, alegando que a Sea Shepherd abandonou a tripulação do Brigitte Bardot é falsa e enganosa. O navio de segurança do governo japonês, Shonan Maru #2, continua seguindo o Steve Irwin e o Brigitte Bardot.

O navio da Sea Shepherd, Bob Barker, continua perseguindo a frota baleeira japonesa. Pode demorar duas semanas para que o Steve Irwin se junte à perseguição, mas na última temporada o Bob Barker foi bem sucedido em colocar um fim às operações de caça à baleia por conta própria.

“Esse não vai ser um ano de sucesso para os baleeiros”, disse o primeiro oficial do Bob Barker, Peter Hammarstedt, da Suécia. “Eles nunca chegaram tão tarde antes, e eles gastaram mais dinheiro com o navio de segurança, para proteger os baleeiros da Sea Shepherd do que conseguiriam lucrar com a caça às baleias este ano. Nós continuamos a persegui-los, enquanto eles continuam correndo para o leste para nos evitar. Nós não vamos deixá-los, até que saiam do Santuário de Baleias do Oceano Austral”.

Este é o oitavo ano em que a Sea Shepherd chega ao Oceano Antártico para intervir contra a caça de baleias ilegal japonesa. “Nosso objetivo desde o início é afundar a frota baleeira japonesa economicamente, arruiná-los. Temos tido sucesso nisso”, disse o Capitão Paul Watson. “Agora a tarefa é derrotá-los politicamente. Não temos a ilusão de que isso vai ser fácil. Os baleeiros sobrevivem por causa dos maciços subsídios do governo japonês, e grande parte deste subsídio foi alocado do fundo de defesa do tsunami e do terremoto. Esta caça de baleias é agora glorificada, patrocinada pelo Estado, um projeto de bem-estar existente apenas para apaziguar elementos da extrema direita nacionalista no Japão. Estamos agora lidando com fanáticos, que querem matar baleias por nenhuma outra razão do que o orgulho nacionalista”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil