Operação de Olho no Mar tem seguimento em Cidreira (RS)

Por Guilherme Ferreira, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

As ações de controle e fiscalização da pesca predatória no litoral norte gaúcho tiveram prosseguimento neste último sábado, dia 14 de janeiro. Mesmo com um tempo adverso, chuva e ventos fortes, a equipe de voluntários do núcleo gaúcho do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) não desanimou e cumpriu sua missão.

Lixo recolhido por voluntários, em Cidreira (RS). Foto: Núcleo Gaúcho/ISSB

Lixo recolhido por voluntários, em Cidreira (RS). Foto: Núcleo Gaúcho/ISSB

A patrulha e coleta de lixo na praia fez o dia ser bastante produtivo. “Mais de 12 voluntários do ISSB e cerca de dez simpatizantes, entre moradores e surfistas, ajudaram a limpar a orla. Foram recolhidos mais de dez sacos de lixos. Nem a chuva e o vento impediram que estivéssemos no litoral monitorando”, afirma o coordenador do núcleo gaúcho, Pedro Loss.

Equipe buscando possíveis atividades predatórias. Foto: Núcleo Gaúcho/ISSB

Equipe buscando possíveis atividades predatórias. Foto: Núcleo Gaúcho/ISSB

Voluntários fiscalizaram a orla marítima do município na busca por embarcações que pudessem estar praticando a pesca predatória. Nenhuma atividade ilícita foi detectada.

Para o Diretor Geral do ISSB, Wendell Estol, a continuidade destas ações é importante para alertar a população e as autoridades.

Operação de Olho no Mar: contra a pesca predatória no RS

Por Guilherme Ferreira, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo gaúcho do ISSB. Foto: André Carvalho/ Sul 21

Núcleo gaúcho do ISSB. Foto: André Carvalho/ Sul 21

No último sábado, dia 7 de janeiro, em Tramandaí e Imbé, litoral norte gaúcho, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), realizou ações de controle e fiscalização da pesca predatória no litoral norte gaúcho.

Cerca de 15 voluntários passaram o dia acampados em frente à plataforma marítima de Tramandaí, onde realizaram ações de conscientização e fiscalização. Enquanto alguns distribuíram panfletos e conversavam com veranistas na beira da praia, outros embarcavam em um bote para patrulhar o oceano, a procura de possíveis embarcações pesqueiras que realizassem a pesca de arrasto.

Juntamente estava a postos uma equipe de terra, equipada com um GPS, que informaria se alguma embarcação estivesse realizando a pesca ilegal fora do limite permitido. “Infelizmente a pesca de arrastão ainda é legalizada na nossa costa. Porém, é preciso respeitar o limite estabelecido de 5,5 km entre a faixa de areia e o mar aberto”, explica Pedro Loss, coordenador do núcleo gaúcho do ISSB.

Equipe utiliza bote para realizar fiscalização. Foto: André Carvalho/ Sul 21

Equipe utiliza bote para realizar fiscalização. Foto: André Carvalho/ Sul 21

A patrulha da Sea Shepherd não flagrou nenhuma atividade de pesca predatória, porém, as atividades de monitoramento continuarão. Segundo Wendell Estol, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, a ação foi positiva e terá desdobramentos. “Ações simples como esta ocorrida em Tramandaí são de extrema importância para a mobilização da sociedade civil em defesa da conservação da vida marinha, pois nenhum órgão governamental ou outra instituição sozinha, tem condições de agir efetivamente no combate dos crimes ambientais que ocorrem corriqueiramente no litoral brasileiro. Cidadãos conscientes serão sempre os fiscais mais efetivos, por isso o Instituto Sea Shepherd Brasil pretende, em 2012, intensificar este tipo de ação”.

Saiba mais sobre a pesca de arrasto

A pesca de arrasto não leva esse nome por acaso, uma vez que promove um verdadeiro arrastão no fundo do mar. Uma embarcação de pequeno porte, com estruturas metálicas acopladas, devassa toda a vida marinha que encontra pela frente ao arrastar uma rede por quilômetros de distância.

Voluntários do núcleo gaúcho do ISSB. Foto: André Carvalho/ Sul 21

Voluntários do núcleo gaúcho do ISSB. Foto: André Carvalho/ Sul 21

Quando é içada, a rede traz consigo não apenas a espécie de peixe que as empresas buscam para comercializar, mas também diversos outros animais, como tartarugas, arraias, ovas e espécies em estágio reprodutivo. Os animais que não servem aos propósitos mercantis das empresas são devolvidos ao mar, na maioria das vezes já mortos, sufocados pela compressão da rede ou estrangulados em sua malha de fios.

Esse tipo de prática ainda é permitido no país. Portarias do governo federal – através do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Pesca e da Aquicultura – normatizam a atividade, com especificações para todo o território nacional.

No caso do Rio Grande do Sul, a portaria nº 26 da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), hoje incorporada ao Ibama, estipula que esse tipo de pesca só poderá ocorrer a partir de 3 milhas náuticas da beira da praia, ou seja, 5,5 km. Ainda assim o arrastão continua ocorrendo perto da costa gaúcha.

Humane Society International lembra a Austrália que os baleeiros japoneses estão ilegalmente nas águas territoriais da Austrália

Declaração da Humane Society International, a organização que levou com sucesso os baleeiros japoneses a julgamento e recebeu uma ordem judicial proibindo os baleeiros japoneses nas águas territoriais australianas:

Sob o Ato de Proteção Ambiental e Conservação da Biodiversidade de 1999, é uma ofensa que um navio baleeiro opere em qualquer lugar dentro das 200 milhas náuticas da zona econômica exclusiva da Austrália, não apenas dentro de nossas 12 milhas náuticas de águas territoriais. A Humane Society International, portanto, sustenta que o Shonan Maru nº 2 estava violando a Lei enquanto estava dentro da zona econômica exclusiva da Austrália e, portanto, deveria ter sido apreendido nesta situação. Da mesma forma, a incursão do Yushin Maru nº 3 em nossas águas da Ilha Macquarie é também uma violação da lei, e de grande preocupação, dada a lista de Patrimônio Mundial desta área sub-antártica. A Humane Society International fica muito feliz em saber que os três ativistas detidos a bordo do navio baleeiro vão agora ser libertados.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd dança perigosamente com a frota baleeira fora da lei no Santuário Antártico das Baleias

As peças de xadrez náuticas continuam a se mover e continuam a mudar o tabuleiro no Santuário de Baleias da Antártica.

O Shonan Maru # 2 já não persegue o Steve Irwin. A embarcação de segurança foi substituída pelo navio arpoador Yushin Maru #2. Supõe-se que o Shonan Maru #2 irá agora seguir para oeste, em direção ao navio australiano Ocean Protector para entregar os três prisioneiros australianos a bordo. Com o Yushin Maru #2, agora seguindo o Steve Irwin, e o Yushin Maru #3 ainda na Ilha Macquarie, o Nisshin Maru tem agora apenas um navio arpoador restante – o Yushin Maru.

A Sea Shepherd perdeu temporariamente o contato do drone com o Nisshin Maru e não pode garantir que a caça às baleias não tenha começado. Se assim for, ela vai continuar com dois dos três navios arpoadores não envolvidos nas operações de morte. “Se tivéssemos mais um navio, não haveria qualquer possibilidade das baleias serem mortas”, disse o Capitão Paul Watson. “Em julho eu me encontrei com representantes do Greenpeace na Comissão Internacional da Baleia e solicitei que eles enviassem um navio para nos apoiar. Eu disse a eles que mais um navio iria encerrar esta frota inteira. Eles se recusaram, o que é profundamente decepcionante, e como resultado, as baleias podem morrer”.

A Sea Shepherd está trabalhando para garantir um terceiro navio de gelo, grande e rápido, para retornar com reforçada na próxima temporada. O rápido navio de patrulha da Sea Shepherd, o Brigitte Bardot, permanece em Fremantle, na reparação dos danos causados ​​pelas condições climáticas extremas do Oceano Antártico.

“Nós demonstramos que podemos obstruir estes caçadores furtivos, e a cada ano nos tornamos mais eficazes do que no ano anterior. Mais um navio nos dará a capacidade de jogar uma manta de intervenção sobre eles, o que vai extinguir completamente suas operações ilegais”, disse o Capitão Paul Watson.

O afastamento do Shonan Maru #2 elimina a possibilidade da transferência dos três homens da Forest Rescue para o Steve Irwin. A transferência dos homens para o Steve Irwin teria poupado centenas de milhares de dólares do governo australiano. Enquanto isso, apesar de ser expulso das águas territoriais da Austrália da Ilha MacQuarie, o Yushin Maru #3 continua a permanecer ilegalmente dentro do limite territorial australiano de 12 milhas.

“Os baleeiros japoneses agem como se eles fossem donos de todo o Oceano Austral”, disse o Capitão do Bob Barker, Alex Cornelissen, da Holanda. “Eles vão para onde querem, quando querem, e fazem o que querem, com total desprezo pela soberania australiana”.

O Yushin Maru # 3 com a ilha MacQuarie ao fundo, tirada a partir da ponte do Bob Barker. Foto: Carolina A Castro

O Yushin Maru # 3 com a ilha MacQuarie ao fundo, tirada a partir da ponte do Bob Barker. Foto: Carolina A Castro

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

O episódio do embarque no Shonan Maru

Cronograma de acontecimentos

Sexta-feira, 6 janeiro, 2012:

Três membros da Forest Rescue visitam o Steve Irwin no porto de Fremantle, com um pedido para que a Sea Shepherd lhes dê assistência no embarque do Shonan Maru #2. Seu objetivo é mostrar a falta de ação do governo para acabar com a caça às baleias no Oceano Antártico e tentar reduzir a velocidade do Shonan Maru #2, para permitir que o Steve Irwin fuja de sua perseguição. O Capitão Paul Watson concorda com esta solicitação.

Sábado, 7 de janeiro:

O Steve Irwin espera ao largo da ilha Rottnest para observar os movimentos do Shonan Maru #2 e aguardar a equipe da Forest Rescue para fazer os preparativos e garantir um barco para levá-los ao largo da costa. Às 14:42 horas, o Steve Irwin parte para o sul, ao longo da costa da Austrália Ocidental. Às 19:00, a Sea Shepherd divulga na internet que o Steve Irwin está tendo problemas de motor e vai precisar parar para reparos. A Sea Shepherd está ciente de que os baleeiros monitoraram o site da Sea Shepherd. Às 23:05 o Steve Irwin para e flutua cerca de onze quilômetros da costa de Bunbury. O Shonan Maru #2 para a 11 milhas à popa do Steve Irwin.

Os três membros da equipe de embarque da Forest Rescue são Geoffrey Tuxworth, Simon Peterffy, e Glen Pendlebury, todos são da Austrália Ocidental.

Objetivos:

1. Subir a bordo do Shonan Maru #2

2. Retardar o Shonan Maru #2 para permitir que o Steve Irwin escape.

3. Chamar a atenção pública internacional sobre a continuidade das operações ilegais baleeiras do Japão e a falta de ação por parte do governo Gillard.

4. Envergonhar o navio japonês de segurança por violar a sua segurança.

Domingo, 8 de janeiro:

Meia-noite: a Sea Shepherd despacha dois barcos, o Delta e o Bindi, para encontrar a equipe da Forest Rescue. Os três homens são apanhados de seu barco. Os barcos, em seguida, avançam para o Shonan Maru #2 ao abrigo da escuridão da noite.

03:01: O Bindi quebra. O Capitão Watson comunica que o Delta continue com a missão.

04:30: O Delta se move entre dois pontos e contra o casco do Shonan Maru #2 e os três homens negociam seu caminho ao longo das grades e por meio do arame farpado para chegar ao convés. Com os homens no convés, o Delta e o Bindi retornam ao Steve Irwin, às 06:30 horas.

Posição do Shonan Maru #2 no momento do embarque: 32° 57″ 48″ ao sul e 115° 20′ 24″ a leste (16,2 milhas náuticas da costa da Austrália Ocidental).

Segunda-feira, 9 de janeiro:

O Shonan Maru #2 continua a perseguir o Steve Irwin. A posição ao meio-dia é: 37° 41″ ao sul e 115° 14″ a leste (173 milhas náuticas ao sul da Austrália).

Terça-feira, 10 de janeiro:

O Shonan Maru #2 continua a perseguir o Steve Irwin. A posição ao meio-dia é: 41° 19″ ao sul e 115° 58″ a leste (380 milhas náuticas da Austrália).

O Yushin Maru #3 está a 4 milhas ao largo da praia de Ilha Macquarie, como documentado pelo navio da Sea Shepherd, o Bob Barker. A Sea Shepherd se oferece para resgatar os três ativistas da Forest Rescue do Shonan Maru #2, a fim de ajudar o governo a evitar o custo de enviar o Oceano Protector para resgatar os homens. O governo não responde.

Quarta-feira, 11 de janeiro:

O Shonan Maru #2 continua a perseguir o Steve Irwin. A posição às 11:00 horas é: 44° 13 ao sul e 119° 51 a leste (560 milhas náuticas da Austrália). Às 17:00 horas, horário da Austrália, o Yushin Maru #3 permanece dentro do limite de 12 milhas territorial da Ilha Macquarie.

A posição do Ocean Protector é desconhecida. Nenhuma área do governo australiano entrou em contato com o Steve Irwin durante este cronograma. Os únicos contatos foram do gabinete do senador Bob Brown e do Membro Liberal do Parlamento, Greg Hunt.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil