Japão libera um tsunami de energia contra a Sea Shepherd

Foto: pessoal da Guarda Costeira japonesa arremessa granadas durante a Operação Migaloo, em 2008

Foto: pessoal da Guarda Costeira japonesa arremessa granadas durante a Operação Migaloo, em 2008

Navios de segurança armada, bandidos mercenários, oficiais da Guarda Costeira, empresas de relações públicas fortes, e advogados!

Trinta milhões de dólares compram uma grande influência e podem exercer uma enorme pressão ao defender uma atividade ilegal.

Num ato de desespero, os baleeiros japoneses, armados com um arsenal de cerca de 30 milhões de dólares, alocados pelo governo japonês do fundo de ajuda ao tsunami e terremoto, estão fornecendo uma grande quantidade de energia em seus esforços para deter os navios da Sea Shepherd de salvar este baleias estação.

No movimento mais recente, os baleeiros japoneses abriram uma ação judicial em um tribunal dos EUA para proibir a Sea Shepherd de intervir contra as operações ilegais dos japoneses. A Sea Shepherd rejeita este fato como insignificante e nada mais do que uma tentativa dos baleeiros em recorrer à justiça como uma arma contra a Sea Shepherd.

“Ganhamos esta rodada já”, disse o Capitão Paul Watson. “Na última temporada derrotamos os baleeiros e os mandamos para casa, humilhados, depois que eles só conseguiram matar 17% da sua quota. Este ano será mais desafiador. Trinta milhões de dólares compram uma grande influência e estamos esperando um ataque cheio de perseguições e obstáculos burocráticos do Japão e dos governos, dos tribunais e da imprensa, que eles são capazes de influenciar.”

“Vai ser uma temporada difícil e a campanha mais perigosa até o momento, no nosso oitavo ano de intervenções contra os caçadores de baleias do Santuário de Baleias da Antártica.”

A Sea Shepherd não se abala com essa última tentativa de nos deter nos tribunais dos EUA.

“Isto é insignificante para mim”, disse o Capitão Watson. “Temos as imagens dos baleeiros japoneses destruindo um de nossos navios, empurrando nossos navios, atropelando nossa equipe, disparando sobre nós, lançando granadas, utilizando armas acústicas, nos atingindo com canhões de água e lanças de bambu, e eles estão nos processando porque nos acusam de violência contra eles. Nós não abalroamos seu navio e não causamos uma única lesão, nem fomos acusados de um crime, ou mesmo repreendidos por ninguém por nossas ações. Nós temos cooperado com todas os inquéritos. Eles não têm. Isto é simplesmente o caso de usar os tribunais para nos perseguir. Eu não acredito que eles tenham provas, e eu duvido que um tribunal dos EUA leve isso a sério. Ao contrário do Japão, os tribunais nos Estados Unidos não fazem de maneira automática o que o governo exige que eles façam.”

A Sea Shepherd tem questões mais importantes para resolver do que se distrair com ações judiciais. “Nosso foco para os próximos três meses está em impedir o massacre cruel e ilegal de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico”, disse o Capitão Watson. “Nós não seremos dissuadidos pela força, por ações judiciais, por burocratas, pela crítica ou por qualquer governo. Agimos de forma não violenta dentro dos limites da lei e vamos salvar as baleias de uma operação criminosa em um santuário de baleias.”

“Tudo isso é simplesmente o último suspiro de uma indústria moribunda, ecologicamente destrutiva e cruel. A Sea Shepherd nunca vai abandonar as baleias do Oceano Antártico, não importa o quão fortes os baleeiros japoneses se tornem. A única maneira deles nos pararem é nos matando, e eles podem estar desesperados o suficiente para fazerem exatamente isso.”

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd e 13 Sul Dive Resort realizam evento em Barra Grande (BA)

Em comemoração ao primeiro aniversário da 13 Sul Dive Resort , será realizado o primeiro evento como embaixada da Sea Shepherd no Brasil, nos dias 16 a 18 de dezembro, em Barra Grande-BA.

No dia 16 de dezembro, o evento será realizado na Escola Municipal Ruy Barbosa, e terá uma palestra e uma oficina de arte com o título: “A arte na preservação da vida marinha”, com o artista plástico e embaixador da Sea Shepherd, Eric Wilson, esperando propiciar gratuitamente uma agradável tarde de ensino e diversão a aproximadamente 30 crianças e educadores.

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Nos dias 17 e 18, na própria 13 Sul Dive Resort, haverá um curso com o título: “Ações para salvar animais marinhos em derrames de petróleo”, ministrado pelo biólogo e Diretor Nacional do Instituto Sea Shepherd Brasil, Wendell Estol. O curso estará aberto ao público, com a capacidade máxima de 15 pessoas. O investimento para tal atividade é de R$ 200,00, que podem ser divididos em até 18 pagamentos.

13 Sul Dive Resort | Operadora de Mergulho e Serviços Náuticos
Av. Des. Olny Silva, N° 10, Barra Grande, Maraú – BA
contato@13sul.com / www.13sul.com
(73) 3258 6122 / Skype: dive.13sul

Amor ao mar: jovens demonstram uma lição de cidadania em Santa Catarina

Por Hugo Malagoli, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual de Santa Catarina

No último sábado, 03 de dezembro, foi realizado o “I Encontro Solidário – Mutirão de Limpeza na Praia”, organizado pelo Grupo de Crisma da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Enseada do Brito e pelos voluntários do Núcleo de Santa Catarina do Instituto Sea Sherpherd Brasil.

Foto: ISSB

Foto: ISSB

Inspirados pela Campanha da Fraternidade, com o lema “A criação geme em dores de parto”, e pelo amor ao mar, os jovens participaram de um mutirão de limpeza que, em pouco mais de uma hora, recolheu cerca de 100 kg de lixo.

Foto: ISSB

Foto: ISSB

A tarde começou com o Padre Mauri Costa de Jesus, pároco da comunidade, lembrando a importância do encontro para o futuro.

Hugo Malagoli, Direitor Regional do Núcleo de Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil, realizou uma palestra, onde destacou a importância das ações da ONG aqui no Brasil e em todo mundo.

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Foto: ISSB

Em seguida, os participantes saíram para o mutirão de limpeza.

Foto: ISSB

Foto: ISSB

Concluindo a tarde, o Prof. Jaci Rocha Gonçalves, da UNISUL, mostrou a ligação entre Ecologia e Espiritualidade em sua palestra “Ecoespiritualidade”.

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Foto: ISSB

Governo Australiano tenta sabotar campanha de defesa de baleias da Sea Shepherd

Foto: Barbara Veiga

Foto: Barbara Veiga

No dia de partida dos três navios da Sea Shepherd para defender as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Austral, o governo da Austrália jogou uma obstrução em nosso caminho para atrasar nossos planos de confrontar a frota baleeira japonesa.

Chris Aultman, que tem sido nosso piloto de helicóptero todos os anos desde 2005, teve seu visto para a Austrália negado hoje. Não foram dados motivos para esta decisão.

Chris Aultman, cidadão americano, veterano dos fuzileiros navais dos EUA, piloto profissional de helicópteros, estrela da série do Animal Planet, Whale Wars – Defensores de Baleias, e pessoa sem qualquer ficha criminal, teve seu visto de entrada na Austrália negado. A Embaixada australiana em Washington DC não deu os motivos para isso.

Parece que o embaixador japonês na Austrália tem feito alguns telefonemas. Dois anos atrás, o capitão Paul Watson e o imediato Peter Hammarstedt tiveram seus vistos australianos negados. Depois de um atraso de dois meses, 25.000 assinaturas australianas em uma petição e a assistência do ex-Ministro do Meio Ambiente australiano, Ian Campbell, e do senador tasmaniano, Bob Brown, Peter e Paul receberam, finalmente, seus vistos. Não foram dados os motivos pelo visto negado ou pelo atraso.

Agora, parece que a Austrália está tentando manter o helicóptero da Sea Shepherd no chão, ao negar o visto para nosso piloto veterano. A Austrália também negou-se a enviar um navio do governo para o Oceano Austral para manter a paz nas águas territoriais da Antártica australiana e do Santuário de Baleias do Oceano Austral.

O capitão Paul Watson falou pessoalmente com o Ministro do Meio Ambiente australiano, Tony Buske, enquanto assistiam ao jantar do 100º aniversário da Expedição Australiana na Antártida, em Hobart, dia 1º de dezembro.

Capitão Paul Watson: Sr. Burke você vai enviar um navio para manter a paz este ano?
Tony Burke: Isso não vai acontecer.
Capitão Paul Watson: Acho que seria uma atitude responsável da Austrália, considerando a ameaça potencial de baleeiros, que indicaram sua intenção de serem mais agressivos nesta temporada.
Tony Burke: Olha, o Japão pediu que enviássemos um navio para proteger os navios deles dos seus. Se negamos isso a eles, então é correto negar o seu pedido também.
Capitão Paul Watson: Exceto por uma coisa. Nossos navios têm cidadãos australianos na tripulação e estaremos em águas territoriais da Antártida australiana, é seu dever proteger as águas e os cidadãos australianos.
Tony Burke (apertando a mão do Capitão Watson): Foi bom ver você. Fique longe do perigo lá embaixo.

O capitão Watson disse, depois da conversa, “O que será que o ministro dirá, se os japoneses machucarem algum cidadão australiano em águas australianas? Acho que é muito irresponsável o governo deixar de manter o compromisso com a paz. A Austrália afirmou que a caça à baleia por parte dos japoneses é ilegal e reconheceu que ela está sendo feita em águas australianas. Eles sabem que vidas de australianos estarão em risco e, mesmo assim, se recusam a envolver-se”.

Negar o visto para Chris Aultman é outra indicação de que o governo australiano é hostil em relação à oposição da Sea Shepherd à caça ilegal às baleias.

A Sea Shepherd Conservation Society recebeu apoio do povo da Austrália. Infelizmente, o governo da Austrália não reflete esse apoio. É o mesmo governo que prometeu, antes das eleições, que iriam ter uma posição dura contra os baleeiros japoneses.

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Curso de salvamento de animais marinhos é realizado no Rio de Janeiro

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio de Janeiro

Nos dias 26 e 27 de novembro de 2011, o Instituto Sea Shepherd Brasil, através do Diretor Geral, Wendell Estol, ministrou pela segunda vez no ano o curso de Salvamento de Animais Marinhos em Derrames de Petróleo, na cidade do Rio de Janeiro.

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Desta vez, através de uma parceria formada com o Grupo de Mergulho Estácio de Sá – GMES, localizado dentro da Fortaleza de São João, no bairro da Urca, e que tem o comando do Major Luiz Cláudio Ferreira, 28 alunos, dentre os quais servidores públicos de municípios que encontram-se em zona de risco de derrame e colaboradores de empresas que realizam a limpeza e retirada de petróleo de zona afetadas por derrames,  puderam se capacitar a atender animais petrolizados.

O curso foi realizado com grande participação dos alunos que, demonstrando bastante interesse, debateram os mais diversos assuntos relacionados ao tema, possivelmente pelo curso ter sido realizado em período próximo ao vazamento de óleo ocasionado pela empresa americana Chevron, no Campo de Frade, na Bacia de Campos.

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Todos puderam aprender as técnicas de como realizar um salvamento com qualidade, primeiramente em sala de aula e depois, ao final do curso, foi realizada uma simulação de um resgate de um golfinho na praia.

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

È importante ressaltar que comumente são encontradas diversas espécies de animais marinhos cobertos de petróleo no litoral brasileiro, sendo as aves, pingüins, baleias e peixes, os primeiros a sofrerem as conseqüências do derramamento de petróleo.

Foto: ISSB

Foto: ISSB

O Instituto Sea Shepherd Brasil pretende oferecer o curso junto aos órgãos públicos no Estado, por estar localizada no litoral do Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, a maior província petrolífera do Brasil, responsável por mais de 80% da produção nacional de petróleo, além de possuir as maiores reservas provadas já identificadas.

Foto: Henrique Ávila/ ISSB

Foto: Henrique Ávila/ ISSB

Tendo o Brasil uma grande extensão litorânea, há a necessidade de cada vez mais pessoas estarem capacitadas para desenvolver e auxiliar nos resgates de animais vítimas de derrames de petróleo.

Ainda são poucos os órgãos públicos e as organizações que podem atender com eficiência em caso de uma grande vazamento, face a extensão que o dano fatalmente acarretará, especialmente pela falta de preparo humano e de equipamentos adequados.