Vazamento de óleo em Tramandaí (RS) pode ser o maior no Estado nos últimos 10 anos

Ibama ainda não sabe a quantidade de petróleo vazado da monoboia da Transpetro, mas já estuda multar a empresa

O vazamento de petróleo em uma monoboia da Transpetro, da Petrobras, em Tramandaí (RS) pode ser um dos maiores registrados no Estado nos últimos 10 anos, conforme o superintendente regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), João Pessoa Riograndense Moreira Junior. O derramamento levou a Brigada Militar a evacuar a orla devido ao risco para os banhistas.

Foto: Lauro Alves/clicRBS

Foto: Lauro Alves/clicRBS

“A praia de Tramandaí está bem impactada. Vai levar dias para limpar. O ideal é que não se use essa faixa de praia”, alertou o técnico da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Diego Hoffmeister.

O Núcleo Sea Shepherd RS já está em deslocamento para Tramandaí, com o objetivo de ajudar os órgãos competentes a limpar e minimizar os impactos causados no ambiente marinho local. Estão sendo enviados biólogos e voluntários treinados em salvamento de animais e derrame de petróleo.

Foto: Lauro Alves/clicRBS

Foto: Lauro Alves/clicRBS

Crime Ambiental

Um inquérito foi instaurado nesta sexta-feira para apurar as causas do vazamento de petróleo no mar de Tramandaí. O acidente ambiental aconteceu às 11h40min de quinta-feira, quando o navio grego Elka Aristotle acoplou na monoboia 602 da Transpetro, a seis quilômetros da costa, e, no momento de transferir o óleo para o duto, houve o derramamento no mar.

tramandai óleo

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no início da madrugada desta sexta-feira por um engenheiro mecânico da Transpetro, a falha ocorreu na válvula de segurança que fica entre o mangote da monoboia e a mangueira da embarcação, que transporta o produto.

O delegado Peterson da Silva Benitez, da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Tramandaí, diz que pode haver responsabilização. “Crime ambiental, em si, já é notório”, afirmou.

Com informações do clicRBS

Inicia-se em Taiji, no Japão, o julgamento de Erwin Vermeulen, um Guardião da Enseada holandês

A acusação apresenta seu caso

Erwin com Otis, que foi resgatado de uma situação de crueldade

Erwin com Otis, que foi resgatado de uma situação de crueldade

Quinta-feira, 26 de janeiro, foi um dia marcado pelo início do julgamento do holandês Erwin Vermeulen, um Guardião da Enseada que estava detido havia mais de 40 dias sob falsas acusações de agressão. Erwin estava em Taiji documentando o massacre de golfinhos que lá ocorre todos os anos, de setembro a março, em um esforço de conscientizar o mundo a respeito desta horrorosa matança, quando foi acusado falsamente de empurrar um dos funcionários do hotel Dolphin Resort.

A Sea Shepherd Conservation Society teve presença marcante no tribunal. Seu Diretor do Conselho, Dr. Bonny Shumaker, e o Diretor da Sea Shepherd na Holanda, Geert Vons, viajaram para o Japão para oferecer apoio a Erwin. Estavam também presentes o líder da campanha Guardiões da Enseada, Scott West, assim como cinco outros voluntários. Não foi permitido a nenhum deles ter contato com Erwin.

Até a semana passada, Erwin estava detido na prisão de Shingu, próxima a Taiji, mas foi transferido para Wakayama, onde seria realizado o julgamento. Ele é mantido em prisão solitária e, até a transferência da semana passada, não havia sido informado a respeito de que acusações pesavam contra ele. Foi proibido seu contato com qualquer pessoa de fora da prisão, incluindo seus entes queridos e companheiros de trabalho voluntário na Sea Shepherd. Foi-lhe recusado acesso a qualquer material de leitura e ele tem sido objeto de frequentes interrogatórios.

Ainda mais chocante é o fato de que, em Shingu, Erwin recebeu uma alimentação composta majoritária, senão totalmente, de arroz branco, e seus pedidos por suplementos alimentares foram negados.

O treinador do Dolphin Resort que acusou Erwin de empurrá-lo prestou seu depoimento perante o juiz. Ele alega ter sido empurrado por Erwin na região do tórax. Seu relato do incidente pareceu incoerente com seu depoimento escrito, entregue à polícia poucos dias depois do suposto incidente. A promotoria chegou a ponto de procurar obter indícios de DNA para provar que Erwin havia tocado o tal homem. A polícia coletou amostras de “corpos estranhos” no tórax do treinador, mas o exame de DNA deu negativo. Este resultado foi apresentado em juízo e comprovou, até mesmo cientificamente, que não houve contato algum entre os dois homens.

Depois do depoimento da parte acusadora, Erwin subiu ao banco, visivelmente mais magro e exausto. Durante o período de detenção, ele nem sequer pôde cortar o cabelo ou fazer a barba.

A promotoria iniciou sua interpelação com uma tentativa de incitar Erwin a fazer comentários prejudiciais à Sea Shepherd, mas a estratégia falhou. Ele manteve sua versão de que não teve contato algum com o treinador e que, como estava carregando tripé, câmera e rádio de comunicações, suas mãos estavam totalmente ocupadas e teria sido impossível que ele tivesse empurrado alguém. Em seu relato dos eventos, Erwin disse que passou por um assim chamado bloqueio da via, e que o treinador estava conversando ao celular e só percebeu sua presença depois que já estava a 20 metros da barricada. Pouco tempo depois, a polícia de Taiji chegou ao local. De acordo com Erwin, naquele momento ninguém falou nada sobre a suposta agressão. Foi-lhe dito apenas que ele havia cruzado uma placa de “Entrada Proibida”. Foi só depois de algum tempo, quando a polícia de Wakayama e o treinador já tinham conversado mais longamente e Erwin preparava-se para ir embora juntamente com os demais Guardiões da Enseada, que a polícia informou a Erwin que o treinador alegava ter sido empurrado por ele.

A promotoria então levantou uma irrelevante acusação de invasão de propriedade e comentou que tirar fotos de pessoas que não desejam ser fotografadas é ofensivo. Erwin respondeu dizendo, “Sim, bem, eu também me sinto ofendido pela matança dos golfinhos. Ofender não é crime. Contudo, não estou aqui por causa de fotos ou invasão, estou aqui por agressão”. Ele também explicou ao tribunal que os Guardiões da Enseada mantêm um acordo tácito com a polícia, segundo o qual “quando vemos uma placa, entramos uma primeira vez e policiais que falam inglês nos dizem se é lícito ou não. A população nativa sempre ignora as placas, a diferença é que ninguém nunca é repreendido”.

Durante o procedimento no tribunal, Erwin comentou a respeito das condições em que ficou detido em sua cela. Pediram-lhe que vestisse a jaqueta que usava na ocasião do suposto crime, para uma reconstituição em juízo. Erwin disse, “Quisera eu ter um agasalho destes na minha cela, porque ela é gelada”.

Quando o tribunal considerava fazer um recesso para refeição, Erwin se opôs, “Não preciso comer. Está agradável e quente aqui. Nas últimas duas semanas, esta é a primeira vez que me sinto quente”.

É importante lembrar que Erwin Vermeulen está detido sob acusação de agressão simples, em função nada mais do que ter supostamente empurrado alguém, e está sendo sujeitado a condições altamente desumanas. Nos tribunais japoneses, 99% dos réus são considerados culpados e a maioria dos detentos confessa muito rapidamente. Não é difícil de entender porquê, quando vemos as condições precárias de encarceramento de Erwin no sistema prisional japonês. Ao longo de todo seu período de detenção, e apesar dos duros tratamentos, ele sempre manteve sua inocência e a Sea Shepherd não poupará esforços para que ele seja libertado e justiça seja feita.

O julgamento continua no dia 1º de fevereiro, quando então a defesa arguirá seu caso e as testemunhas da Sea Shepherd terão oportunidade de prestar seu depoimento. Os argumentos finais foram agendados para 16 de fevereiro, e o veredito é esperado no dia 22 de fevereiro, o que significa que Erwin passará ainda mais um mês na cadeia, em função de uma acusação ridícula. Se condenado, ele pode ser sentenciado a até dois anos de prisão e a uma pesada multa.

Depois desta sessão no tribunal, o Diretor da Sea Shepherd na Holanda, Geert Vons, fez a seguinte declaração:

“Erwin Vermeulen tornou-se um trunfo no conflito entre Japão e Holanda na questão da caça às baleias. Os navios da Sea Shepherd são registrados na Holanda e, todo ano, ao início da estação de caça, o Japão se queixa à Holanda a respeito dos ambientalistas que atrapalham seus baleeiros.

Foi somente no sábado que as acusações contra Erwin foram divulgadas. Ele está sendo tratado como um criminoso perigoso. Não lhe é permitido nenhum contato com o mundo externo, nem sequer por cartas. Está é uma história extremamente triste. Eu esperava que o governo holandês tivesse prestado mais assistência a um cidadão holandês”.

De acordo com o Partido dos Direitos Animais holandês, o Ministro das Relações Exteriores, Uri Rosenthal, “não está fazendo o suficiente” e eles querem um debate sobre a questão no Parlamento daquele país. Esther Ouwehand, uma dentre os dois representantes eleitos do partido, diz que o Japão tem uma reputação de prender ativistas que considera estejam “atrapalhando” a caça às baleias por motivos políticos. Ouwehand quer que Rosenthal convoque o embaixador japonês.

Traduzido por Luciana F. Piva, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd persegue os baleeiros japoneses ontem

Yushin Maru 2

Yushin Maru 2

A frota baleeira japonesa não está onde deveria estar nesta época do ano.

No ano passado, a frota estava operando no Mar de Ross. Este ano, a sua “pesquisa científica” deveria ter lugar nas águas ao sul e oeste da Tasmânia, a leste e sul da África do Sul.

Todo ano eles alternam. Mas não este ano! Embora os baleeiros tenham tentado começar suas operações matando no sudoeste águas da Austrália, os navios da Sea Shepherd têm perseguido a frota baleeira para o leste. Às 17:00 horas (horário da Austrália), o Bob Barker encontrou o Yushin Maru nº 3 em 66 graus, 22 minutos ao Sul, e 179 graus, 05 minutos a Oeste.

Interceptados a 500 milhas a oeste de Fremantle, na Austrália, a frota japonesa percorreu mais de 4.500 milhas náuticas pelos últimos 30 dias, todo o caminho para o Mar de Ross, muito ao leste da Austrália. Esta é uma média de 150 quilômetros por dia, deixando muito pouco tempo para matar baleias com apenas um navio arpoador. Os outros dois navios arpoadores ou estão perseguindo, ou procurando os navios da Sea Shepherd.

“Você pode dizer que perseguimos os assassinos de baleias ontem, uma vez que cruzaram a Linha Internacional de Data”, disse o Capitão Paul Watson, do navio da da Sea Shepherd, Steve Irwin. “Isso mostra que eles realmente não têm um cronograma científico no que eles chamam de pesquisa, porque isso os obrigaria a colher “amostras” de baleias das duas áreas diferentes, alternadamente a cada ano. Isto não é por causa da ciência e nunca foi. Não é nem pelo lucro, ainda mais porque temos reduzido os seus lucros. É simplesmente pelo orgulho. A caça à baleia no Oceano Antártico tornou-se um projeto de bem-estar fortemente subsidiado para uma indústria arcaica que não tem lugar no século XXI”.

A campanha da Sea Shepherd, Operação Vento Divino, tem sido um desafio este ano devido aos 30 milhões de dólares alocados para a frota baleeira para maior segurança. Esse dinheiro foi retirado do fundo de ajuda do tsunami e terremoto.

“Eles têm 10 milhões de dólares para cada um milhão de dólares que temos para financiar nossos três navios”, disse o capitão Alex Cornelissen, do Bob Barker. “Eles têm o total apoio de seu governo e, literalmente, têm uma licença para matar, porque se qualquer um de nós formos feridos ou mortos, o governo irá apoiá-los e justificar suas ações. Nossos governos nos condena por apenas jogar manteiga podre em suas plataformas”.

A perseguição na parte inferior do mundo envolve cinco navios da frota baleeira japonesa e dois navios da Sea Shepherd. O terceiro navio da Sea Shepherd, o Brigitte Bardot, foi danificado pelos mares bravios e teve que retornar a Fremantle, na Austrália, para reparos.

Nunca antes a frota baleeira japonesa abandonou uma “pesquisa” baleeira em uma área designada por outra. A Sea Shepherd aparentemente interrompeu gravemente o plano baleeiro japonês para esta temporada, e custou-lhes uma enorme quantidade em combustível. Além disso, dois dos três navios arpoadores foram desviados do objetivo de matar baleias para ficar na cola do Steve Irwin e do Bob Barker. O Yushin Maru nº 2 está seguindo o Steve Irwin e o Yushin Maru nº 3 está seguindo o Bob Barker. Isso deixa somente o Yushin Maru livre para caçar baleias.

A Sea Shepherd tem sido capaz de manter a frota baleeira em movimento, e continua a acompanhar seus movimentos, baseando-se nas operações do drone e de 10 anos de experiência, após acompanhar os movimentos previsíveis dos baleeiros.

Na temporada passada, o Bob Barker foi capaz de perseguir o Nisshin Maru todo o percurso até a ponta da América do Sul, antes de sair e voltar ao Japão humilhado, após alcançar apenas dezessete por cento de sua cota de matança.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Leilão para libertar Erwin, detido no Japão

Participe do leilão de duas pinturas originais e faça a sua parte para ajudar a garantir a libertação de Erwin Vermeulen, voluntário da Sea Shepherd que está detido no Japão.

O artista e Diretor da Sea Shepherd Holanda, Geert Vons, está oferecendo dois de seus quadros para ajudar a levantar fundos para as despesas judiciais do voluntário da Sea Shepherd, Erwin Vermeulen. Geert é responsável por muito do trabalho de arte da Sea Shepherd Conservation Society e logos.

Erwin ainda está sendo inocentemente detido no Japão. Ele está preso desde 16 de dezembro, e está sendo negado o seu contato com qualquer pessoa além de seus advogados. Erwin estava em Taiji documentando o massacre de golfinhos, em um esforço para conscientizar sobre esta matança horrível, quando foi falsamente acusado de empurrar um dos funcionários do Resort Dolphin. O processo judicial acontecerá no final de janeiro. Erwin pode pegar até dois anos de prisão, juntamente com uma multa pesada.

Estas pinturas não são apenas belas e únicas; elas apoiam uma causa digna: a liberdade de um homem inocente. As pinturas serão leiloadas online. Vamos acompanhar os lances em nosso site. Participe do leilão e faça uma oferta para a liberdade de Erwin!

A oferta pode ser enviada pelo e-mail info@seashepherd.nl

Por favor, especifique qual a pintura que você deseja e inclua o seu número de telefone e endereço.

Bio do artista Geert Vons

Salto para a Liberdade

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Artista: Geert Vons

Tamanho: 100x150cms
Material: Acrílico sobre tela

Visite a página da Holanda para ver o atual
valor do lance em Euros e Dólares

Por meio do lance na pintura apropriadamente chamada
‘Salto para a Liberdade’, você ajuda Erwin a
dar o seu próprio “salto para a liberdade”.

Barreira do Aquário

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Artista: Geert Vons

Tamanho: 100x150cms
Material: Acrílico sobre tela

Visite a página da Holanda para ver o atual
valor do lance em Euros e Dólares

Esta pintura ilustra o lado escuro dos aquários:
os massacres de golfinhos em Taji. No momento da
sua prisão, Erwin Vermeulen estava tirando fotos
para documentar este massacre.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Juiz do caso Fer Mary é suspenso em Galápagos

Tubarões mortos. Foto: Tim Watters

Tubarões mortos. Foto: Tim Watters

Na semana passada, a mídia local e nacional divulgou amplamente sobre a suspensão do juiz de Galápagos que lidou com o caso conhecido como Fer Mary, um navio de pesca industrial interceptado dentro da Reserva Marinha de Galápagos pelo Serviço Nacional de Parques Galápagos, em julho passado, com mais de 350 tubarões mortos. O caso ganhou as manchetes no ano passado, não só pela captura ilegal de espécies protegidas em uma reserva marinha, mas também por causa do descaso judicial que recebeu do judiciário local.

Segundo a imprensa, a suspensão do juiz está relacionada com as decisões tomadas no caso Fer Mary. Este é um passo importante no sentido da aplicação da legislação ambiental, uma vez que reflete a crescente preocupação das autoridades judiciais nacionais sobre como o sistema de justiça responde às causas ambientais em Galápagos, particularmente em termos de acesso à justiça e devido processo legal.

Tubarões-martelo na Reserva Marinha de Galápagos. Foto: Nicholas Vera

Tubarões-martelo na Reserva Marinha de Galápagos. Foto: Nicholas Vera

De acordo com a lei equatoriana, a suspensão de um juiz aplica-se em situações consideradas graves e urgentes. A suspensão é de 90 dias, momento em que os juízes deixam seus escritórios, enquanto um processo disciplinar é instalado. O juiz de Galápagos que está sob investigação da autoridade judicial nacional é aquele que, em 23 de dezembro, anulou todos os procedimentos no caso Fer Mary. Leia a história aqui: Juiz de Galápagos anula o caso Fer Mary.

Sob a lei equatoriana, os tubarões são uma espécie protegida. Sua captura na Reserva Marinha de Galápagos é considerada crime ambiental, definido e sancionado pela Lei de Galápagos e o Código Penal do Equador.

A Sea Shepherd tem acompanhado o caso desde a detecção do barco Fer Mary. Em agosto de 2011, a Sea Shepherd promoveu uma iniciativa para representar os tubarões no tribunal local. Em um esforço conjunto de várias organizações, um documento judicial (Amicus Curiae) foi apresentado em setembro de 2011, em defesa dos tubarões capturados na Reserva Marinha de Galápagos. O Amicus Curiae prevalecerá como testemunha pela defesa dos tubarões, espécies magnífica dos oceanos.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil