Sea Shepherd pede proteção imediata aos golfinhos ameaçados na Nova Zelândia

Golfinhos mortos presos em redes de emalhar. Foto: DOC NZ

Os golfinhos de Maui e de Hector estão listados como criticamente em perigo.O golfinho de Maui (Cephalorhynchus hectori maui) é uma subespécie do golfinho de Hector (Cephalorhynchus hectori), e ambos são endêmicos na Nova Zelândia.

Uma pesquisa recente identificou a população de golfinhos de Maui entre 55 a 79 , sendo a próxima categoria em extinção. O Plano de Gestão de Ameaças, publicado pelo Ministro da Pesca e do Departamento de Conservação, após vários anos de consulta com a indústria de pesca e outras partes interessadas, identificou o uso de redes de emalhar com filamentos de nylon introduzido na década de 1970 como responsável número um pela morte dos golfinhos de Maui e de Hector.

A investigação científica, realizada ao longo de três décadas pelos doutores Liz Slooten e Steve Dawson, da Universidade de Otago, mostra que não há áreas bem protegidas em águas costeiras da Nova Zelândia que detenha o seu rápido declínio. Nos últimos quarenta anos, as populações de golfinhos de Maui caíram de 1.000 para 55, e em estimativas atuais, os golfinhos de Hector caíram de 30.000 para 7.000.

Mãe e filhote golfinho de Maui. Foto: Steve Dawson

O golfinho de Maui será diretamente o primeiro cetáceo marinho no mundo a ser extinto, devido o impacto humano, a menos que você o ajude!

Por favor, junte-se a uma iniciativa global, apoiada pela Doutora Barbara Maas da NABU International, para exigir a proibição das redes de emalhar no habitat dos golfinhos de Maui e de Hector.

Apoie esta proibição, assinando abaixo a petição para proibir as redes de emalhar nas águas costeiras da Nova Zelândia: http://www.change.org/petitions/stop-the-extinction-of-hector-s-maui-s-dolphins

Será necessária mais proteção de outras ameaças no habitat costeiro dos golfinhos de Maui: pesca de arrasto, poluição, mineração marinha. Nós trabalharemos para isto também, mas o mais importante é deixar o governo da Nova Zelândia saber que vocês não irão deixar que o golfinho de maui seja extinto.

Traduzido por Ana Dias, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo São Paulo realiza limpeza de praia e costeira em Mongaguá

Por Carlos Francisco, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo do Estado de São Paulo

No final de semana dos dias 31/03/2012 e 01/04/2012, a equipe de voluntários capacitados do Núcleo do Estado de São Paulo do Instituto Sea Shepherd Brasil realizou uma limpeza de costeira do Rio Mongaguá e areia de praia na cidade de Mongaguá, litoral sul do Estado de São Paulo.

Sábado, dia 31/03, a equipe tática se locomoveu de São Paulo, capital, à Mongaguá. Os objetivos eram visitar a cooperativa de catadores de lixo (COOPEMAR) para destinar o lixo coletado e selecionar a praia em que faríamos a coleta.

A prefeitura do município de Mongaguá cedeu um grande galpão a esta cooperativa, porém não cedeu uma linha de telefone para a mesma, portanto a equipe teve de ir pessoalmente até lá para verificar a possibilidade de ficarem com o lixo. Chegando na sede da COOPEMAR as portas estavam fechadas e não havia nenhum telefone na placa do galpão.

Da COOPEMAR visitamos a primeira praia junto à Plataforma de Pesca, onde a sujeira era grande e concentrada, principalmente em frente aos quiosques que formam um bolsão com a finalidade de atender aos turistas naquele ponto turístico. Tinha de tudo na areia, de garrafas à bitucas de cigarro.

Da Plataforma nos deslocamos para o centro da cidade, a fim de verificarmos a segunda praia onde poderíamos realizar a coleta, no lado direito do Rio Mongaguá (olhando para o mar), junto às rochas do rio que separam o rio da areia da praia. Tínhamos de garrafas pets de um e dois litros a canudos de refrigerantes.

Após verificar aquele lado do Rio, atravessamos para a outra margem, à esquerda, olhando o mar de cima da ponte, ao verificarmos o lixo ali existente pudemos constatar que aquele lado era o caos! De garrafas pet de todos os tamanhos, pedaços de isopor, restos de boias de redes de pesca, redes de pesca, linhas, sprays de carnaval com mais de três anos encalhados nas rochas. Era ali que faríamos o trabalho domingo. A areia junto ao rio era outro problema também, tratores de limpeza pública da praia passam o rastelo na areia e largam tudo ali junto do muro. Aquela sujeira fica lá sem que caminhão algum da prefeitura passe para coletar a sujeira no sábado ou domingo. Teríamos de limpar aquele pedaço de praia também.

O lado esquerdo do Rio Mongaguá era um problema.

Escolhido o local em Mongaguá, fomos para a cidade de Praia Grande, onde passaríamos a noite, pela avenida da praia, de carro, num total de 24,6 km. Durante o deslocamento ativamos o “Estamos de Olho no Mar”. Os dois voluntários a bordo do veículo realizaram fiscalização do mar em busca de embarcações pesqueiras em prática de arrasto ilegal dentro da APA SUL do Estado de São Paulo, nada fora avistado.

A área em Vermelho - Local da coleta

Domingo, 01/04/2012 – Dia da coleta

A equipe de sábado se deslocou para Mongaguá às 7:30 hs, enquanto a equipe principal saiu de São Paulo, às 6 da manhã.

A partir das 9:00 hs começou o trabalho de coleta de lixo nas rochas que dividem o Rio Mongaguá da areia da praia. Esta atividade foi realizada em duas etapas, das 09:00hs às 11:45hs e das 14:30hs às 17:00hs. Durante o intervalo a Equipe realizou uma reunião do Núcleo Estadual de São Paulo contando com voluntários da cidade de Santos também. Durante todo o dia os voluntários vigiaram o oceano em busca de embarcações de pesca de arrasto, uma foi visualizada e fotografa e a foto será encaminhada para os titulares da APA CENTRO para que providências sejam tomadas.

Embarcação de pesca fotografada dentro da APA CENTRO

Trabalhamos intensamente na área das rochas retirando tudo que pudesse sair de lá. O isopor é um grande problema, pois o mesmo se quebra e vai diminuindo em micropartículas que vão para o fundo dos buracos, prejudicando que pudéssemos alcançá-los e retirar parte dele.

Na parte da praia onde os tratores depositam o que chamam de limpeza fizemos uma peneiragem com a finalidade de separar o plástico pequeno e isopor das bitucas de cigarro para compor em uma garrafa o lixo de praia que não podemos ver (para fins didáticos futuros), afinal as pessoas fumam na praia e enterram as bitucas e o plástico que se quebra no mar é jogado na areia e o vento o enterra.

Foi um trabalho difícil onde os voluntários capacitados tiveram de descer às rochas do rio e entrar nos buracos para retirar os bolsões de garrafas pets que se acumulam com o tempo. Descer, subir, pular, andar sobre rochas soltas etc. Aprendizado: tenha sempre consigo o seguinte equipamento – luvas grossas, cotoveleiras, caneleiras, joelheiras e muita disposição.

O total de lixo retirado contabilizou mais de 30 sacos de 60 litros cada com latas de espuma de caranaval de diversos anos de fabricação, sacos de comida, latas de cerveja e refrigerantes, garrafas pet de todos os tamanhos e fabricantes, pratos plásticos, bandeijas de isopor, bitucas de cigarro, flaconetes de cocaína vazios entre outros itens que poluem nossas praias e oceanos.

Equipe técnica durante trabalho na costeira

Após a coleta o destino era o ECOPONTO do centro de Mongaguá, porém os responsáveis não abrem o ecoponto de domingo, mais um erro que pudemos observar. Percebemos que para os responsáveis pela coleta seletiva naquela cidade ninguém produz lixo nos finais de semana não é mesmo? O lixo foi colocado no ponto da coleta seletiva no centro conforme locais nos informaram.

As equipes retornaram a São Paulo, Santos e Praia Grande a partir das 18 hs. A equipe principal que saíra de São Paulo às 6 da manhã chegou em São Paulo por volta das 20 hs, enquanto a equipe tática que estava alojada em Praia Grande precisou se deslocar de volta àquela cidade chegando a SP por volta das 23 hs do domingo.

Durante as atividades, populares nos procuraram e denunciaram que a Prefeitura de Mongaguá não cuida das praias, morros e do meio ambiente que se encontra largado naquela cidade. Vamos investigar!

Parabéns aos voluntários presentes:
Fernando de Paula
Pedro Okawa
Sarah Daltri
Juliana Salgueiro
Pablo Campregher
Priscila Rodrigues
Juninho Costa
Carlos Francisco

A equipe com parte do lixo retirado no período final da tarde

Com a capacitação da equipe técnica nesta atividade poderemos no futuro receber voluntários gerais para eventos maiores de coleta.

Montagem da Tenda que seria nossa base na praia. Recebemos vários moradores de Mongaguá que vieram em busca de informações.

Voluntário de Santos nas rochas

Peneirando a areia em busca de bitucas e plástico.

 

Retirando garrafas das brechas sobre a calçada que segue mar adentro.

Separação do lixo na tenda.

Lata de spray de carnaval encontrada em avançado estado de decomposição.

Lata e garrafas encontradas nas rochas. Estavam lá a um bom tempo.

Garrafas encontradas nas Rochas com provável formação de algas em seu interior. Junto uma palmilha.

A equipe durante a separação do lixo

 

Núcleo carioca promove conscientização ambiental em show de rock

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

No dia 28 de março de 2012, o núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB esteve presente no show do ícone do rock e ex-líder dos Dead Kennedys, Jello Biafra, que cantou acompanhado da banda The Guantanamo School of Medicine, no Teatro Odisseia, no bairro da Lapa.

Luiz Albuquerque, Gisele Pontes e Pedro Aliperti. Foto: ISSB

Fomos convidados pelo produtor Cesar Carpanez, um grande colaborador da Sea Shepherd, para apresentar o trabalho realizado pela organização ao público rockeiro carioca e promover a conscientização ambiental em defesa da vida marinha.

Foto: ISSB

“Foi gratificante poder conversar sobre o trabalho da ONG, com simpatizantes de diversos países como Argentina, Venezuela, Chile e Inglaterra, que elogiaram a nossa presença no evento, fizeram doações, receberam camisas institucionais e se mostraram bastante interessados em conhecer o modo de atuação no Brasil”, informou a voluntária Gisele Pontes.

Foto: ISSB

Cerca de 300 pessoas prestigiaram a apresentação da banda, que fez um show contagiante, com Jello Biafra mostrando que ainda tem muita energia, apesar dos seus 53 anos de idade, cantando novos e antigos sucessos dos Dead Kennedys como California Über Alles, Holiday in Cambodia, Too Drunk to Fuck, com suas letras sempre muito irônicas e politizadas.

Núcleo Santa Catarina realiza primeiro almoço vegetariano de integração

Por Hugo Malagoli, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Santa Catarina

Neste domingo, 25/03/2012, aconteceu a experiência do primeiro almoço vegetariano de integração do Núcleo Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Núcleo Santa Catarina e novos participantes

Embalados pela destreza culinária do Chef Internacional Francês Hugô, vários voluntários do Núcleo de Santa Catarina e convidados selecionados puderam deliciaram-se com o supremo Strogonoff de Proteína de Soja.

Chef Hugô preparando sua especialidade culinária

Além do prato principal, foi exibido o filme SharkWater e vários vídeos a respeito das ações da ONG no Brasil e no mundo, além de conversas individuais e trocas de experiências na área.

Almoço de integração contou com voluntários e convidados

O intuito foi promover a integração de pessoas ligadas à proteção animal, mostrar os benefícios de uma dieta vegetariana à saúde e ao meio ambiente, e buscar possíveis voluntários para ajudar nas ações futuras no Núcleo Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Nossa meta foi atingida e esperamos que esse protótipo de evento seja realizado futuramente numa proporção maior. Muitas pessoas deixaram de lado o preconceito a respeito da proteína de soja, e ficaram maravilhadas com a combinação do sabor do prato.

Vitória para os golfinhos na Suíça!

A deputada Verde Liberal, Isabelle Chevalley, conseguiu proibir a importação de golfinhos para a Suíça com a ajuda da Sea Shepherd Suíça e da Sociedade Cetácea Suíça (SCS).

A Sea Shepherd Suíça e a Sociedade Cetácea Suíça apoiaram ativamente a deputada Isabelle Chevalley, em seu movimento no parlamento suíço pedindo a proibição da importação de golfinhos para a Suíça.

No dia 12 deste mês, a deputada Isabelle Chevalley ofereceu aos membros do parlamento um documento informativo elaborado em conjunto com a Sea Shepherd Suíça e a Sociedade Cetácea Suíça.

No dia 13 de março, seguindo o seu debate convincente, a deputada conseguiu a aprovação da proibição, com 112 votos a favor e 60 contra.

O Conselho dos Estados, em seguida, reforçou a proibição da importação de golfinhos para a Suíça, mas, no entanto, rejeitou a proibição de seu cativeiro. As duas associações estão preocupadas com o destino de três golfinhos, uma mãe e seus dois jovens filhos, que ainda estão sendo mantidos em cativeiro no único aquário de golfinhos da Suíça, o Connyland. Este parque organizou uma festa rave em novembro passado, onde dois golfinhos morreram em seguida, elevando o número de mortes de golfinhos na Suíça para oito em apenas três anos.

O Connyland vai reabrir no dia 31 de março, e as apresentações com os três golfinhos serão retomadas.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil