Sea Shepherd Conservation Society se une a milhares de cidadãos franceses para opor-se à perfuração de petróleo no sul da França

Lamya Essemlali e o grupo da Sea Shepherd França (Guyve, Christelle, Samy, Melodie, Thomas, Brian). Foto: Sea Shepherd

Ecologistas venceram uma batalha contra as companhias de petróleo no sul da França, mas a guerra ainda não acabou.

Em 08 de abril de 2012, a Sea Shepherd Conservation Society participou de um evento de grande oposição na praia de Bregançon, no sul da França, opondo-se à perfuração de petróleo no Mar Mediterrâneo. O projeto iria ocorrer na costa da França, perto de Marselha, e estava sendo realizado pela Companhia de Petróleo Melrose.

A oposição foi iniciada por José Bové, que agora orgulhosamente carrega a bandeira Jolly Roger da Sea Shepherd em seu navio. Sr. Bové havia se encontrado na semana anterior com o Capitão Paul Watson e Lamya Essemlali, presidente da Sea Shepherd França, para convidar a Sea Shepherd para participar do evento.

Capitão Paul Watson e José Bové, em Paris

Graças à forte oposição dos cidadãos, o governo francês, finalmente, se recusou a permitir que a Companhia Melrose perfurasse na costa, mas muitos projetos de perfuração ainda estão pendentes. Ativistas da Sea Shepherd estavam entre milhares de ativistas naquele dia, junto com um navio orgulhosamente carregando a Jolly Roger. Como um repórter francês declarou, a chegada dos piratas não passou despercebida.

“Não quero nunca mais ver o que aconteceu no golfo do México, aconteça aqui no Mediterrâneo”, disse Lamya Essemlali. “Toda vez que o governo for tentado a vender a biodiversidade marinha para as companhias petrolíferas, eles devem saber que nós, cidadãos e ONGs, estaremos lá para nos opor. Este é apenas o começo de uma resistência em curso para as empresas petrolíferas”.

Cartaz para a oposição da perfuração de petróleo, "Sem hidrocarbonetos no mar"

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

O navio Brigitte Bardot da Sea Shepherd foi consertado e está pronto para ação

Pelo Capitão Locky MacLean

O Capitão Luis Manuel Pinho acompanha como o Brigitte Bardot é levantado por guindastes. Foto: Simon Ager

Em 16 de abril de 2012, o navio escoteiro da Sea Shepherd, Brigitte Bardot, foi relançado em Fremantle após 3 meses de reparos necessários pelos danos causados por uma onda gigantesca no Oceano Antártico. O gerente do navio, Simon Ager, estava eufórico, afirmando que “os últimos três meses e meio de reparos por parte dos profissionais e voluntários apaixonados  nos trouxeram até hoje, o Brigitte Bardot baixou graciosamente de volta para a água, completamente reparado e mais forte do que nunca, e pronto para continuar na luta, não só, talvez, em situação um pouco pior pelo desgaste durante este episódio, mas com uma determinação renovada.”

Os críticos sistemas de organização do navio ainda estavam sendo reconsiderados durante o lançamento. O capitão do Brigitte Bardot, Luis Manuel Pinho, explicou: “Tivemos de manipular manualmente o navio do guindaste, suspendendo-o, para uma doca, pois alguns sistemas ainda não estavam operacionais e não conseguimos testá-los fora da água, de modo que este foi o primeiro desafio que tivemos que enfrentar.”

O diretor da Sea Shepherd na Austrália, Jeff Hansen, que mora em Fremantle, e estava presente durante o lançamento, comentou: “Muitos corações australianos afundaram quando eles viram o Bardot voltando para o porto tão cedo durante a operação Vento Divino, pois ele desempenha um papel fundamental, como um navio de perseguição na busca pelo navio-fábrica baleeiro. Australianos são alguns dos defensores mais fervorosos de baleias no mundo e tem sido fantástico ver as empresas locais e voluntários se reunirem e se mobilizarem pelas grandes baleias “.

O Brigitte Bardot sendo baixado para a água por guindastes para iniciar os testes pós-reparo do mar. Foto: Simon Ager

O Capitão Pinho, que assumiu o comando do navio temporariamente, descreveu a viagem: “o percurso entre Fremantle e Melbourne equivale a algo em torno de 1.750 milhas náuticas, a distância que podemos cobrir entre 5 e 7 dias, dependendo das condições climáticas. O Brigitte Bardot tem que ser tratado mais como um pequeno barco do que um navio. A sua velocidade e percursos têm de ser ajustados para as condições. É uma travessia difícil em condições perfeitas de tempo, como nós temos que evitar o encontro com condições difíceis ao circundar o Cabo Leeuwin e ainda mais quando chegar em Bass Strait, que pode ser complicado. Isto quer dizer que, este navio é um exercício incrível de arquitetura naval, e ainda depois de 16 anos não há quase nada que se compare a ele sobre a água em termos de eficiência, e guiar o Brigitte Bardot no oceano é uma grande experiência”, afirmou o capitão Pinho, um arquiteto naval em seu próprio direito.

“Ao chegar em Melbourne, nós iremos atracar perto do Steve Irwin e continuar a melhorar o Bardot e deixá-lo pronto para as próximas campanhas”, afirmou o gerente de navio Simon Ager, que faz parte da tripulação do Brigitte Bardot desde o dia em que o navio foi adicionado a frota da Sea Shepherd.

“Simon é, sem dúvida, um dos nossos mais dedicados tripulantes, e eu sei que depois de seus esforços para reparar o navio, ele está ansioso para ver Bardot em ação novamente”, disse o capitão Locky MacLean, que supervisionou o reequipamento uma vez que o navio voltou danificado do Oceano Antártico.

O diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, vai sentir falta de ter o Brigitte Bardot em sua cidade natal, mas ressaltou que o navio e sua tripulação tinha um trabalho importante a fazer. O Brigitte Bardot está programado para chegar em Williamstown na última semana de abril, e estará aberto para excursões nos finais de semana nas docas da Fundação Seaworks, ao lado do Steve Irwin.

Traduzido por Dani Vasques, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd Brasil presente no PADI Festival 2012

Por Guilherme Ferreira, Comunicação Instituto Sea Shepherd Brasil

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) esteve presente em um dos eventos mais conceituados de mergulho da América Latina.

Durante os dias 13, 14 e 15 de abril, na capital paulista, personalidades e representantes de empresas, instituições e escolas de mergulho discutiram e interagiram a respeito do dive nacional. O Instituto Sea Shepherd Brasil fincou sua bandeira no evento, levando diversos voluntários de diferentes regiões do país.

Voluntários, no estande do Instituto Sea Shepherd Brasil. Crédito: Núcleo RJ

O estande da Sea Shepherd foi um dos mais movimentados da feira, atraindo a atenção de visitantes e expositores. Ficou claro, para quem esteve presente, a representatividade da instituição no país.

Daniel Botelho, Embaixador do Mar da Sea Shepherd Brasil. Premiado fotojornalista, especialista em fotografia subaquática. Crédito: Michelle Mastronello

“Para nós não é mais surpresa a consideração e o respeito que as pessoas demonstram ao se referir ao trabalho do Instituto Sea Shepherd Brasil. Eventos como esse são fundamentais para alinharmos parcerias e fortalecermos nosso nome entre pessoas, empresas e instituições compromissadas com a preservação do meio ambiente marinho”, destaca Wendell Estol, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Jacques Dequeker, Embaixador do Mar - Sea Shepherd Brasil. Crédito: Raquel Rossa

Breve, fotos e vídeos do evento. Aguarde e confira!

 

Instituto Sea Shepherd Brasil participa do evento Keep Oceans Clean!

Por Hugo Malagoli, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Santa Catarina

Dia 14/04, o Instituto Sea Shepherd Brasil participou do evento Keep Oceans Clean! (Mantenha os Oceanos Limpos!).

Equipe Sea Shepherd, Schooner e Mako Sports reunidas pra conferência do resultado

Uma ação de limpeza de praias e mares no município de Itajaí, SC, promovido por organizadores da Stopover – Volvo Ocean Racer, evento que o Instituto Sea Shepherd Brasil está participando desde o dia 04/04 com um stand de divulgação.

Camila e Flávia no stand do Instituto Sea Shepherd Brasil

A ameaça de chuva a qualquer momento não foi suficiente para deter o entusiasmo dos voluntários que, munidos de luvas e sacos de lixo, percorreram a praia e o mar, recolhendo desde latas e plásticos até pontas de cigarro, cacos de vidro redes e pneus.

Voluntário Arnôn Côrte Real monitorando o local

Durante a manhã equipes de voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil de Florianópolis e Itajaí por terra, e mergulhadores voluntários de Joinville, juntamente com outras entidades, fizeram arrasto de limpeza em seus respectivos locais pré-determinados.

Equipe de mergulhadores voluntários Sea Shepherd Joinville e Mako Sports: Caio, Cláudia, Tatiany, Hermes, Jackson e Portuga.

Nosso local foi a bela praia de Cabeçudas, junto à tenda da Puma.

Base na tenda da Puma.

No total, o evento recolheu mais de uma tonelada e meia de resíduos, que foram enviados para o Centro de Reciclagem instalado na Vila da Regata.

Em entrevista à imprensa da prefeitura de Itajaí, o Diretor Voluntário do Núcleo Santa Catarina, Hugo Malagoli, falou da importância de ações como esta e da sua continuidade além do referido evento.

A voluntária Camila Argenta esclareceu à mídia internacional que cobria ao evento a respeito da Sea Shepherd e suas ações no Brasil.

Voluntária Camila Argenta dando entrevista pra mídia internacional

A Schooner, empresa parceira da Sea Shepherd, deu apoio no mar, enviando sua embarcação, e também a Mako Sports, com seus mergulhadores.

Embarcação da Schooner dando apoio marítimo

Voluntário Rodrigo e Bernardo

Voluntários Rodrigo e Bernardo

Voluntários embarcando na aventura

À tarde, no local onde está acontecendo a Volvo Racer, houve uma palestra sobre a Sea Shepherd, que mostrou ao público nossas ações no Brasil e no mundo.

Palestra com Hugo Malagoli

Parabéns a todos que participaram da limpeza e seguimos no stand até o dia 22/04, quando se encerra o evento com a largada dos veleiros.

Memorial para uma corajosa e inspiradora anciã Makah

Alberta Nora Thompson
3 de dezembro de 1923 – 11 de abril de 2012

Alberta Nora Thompson

Em 1995, a Sea Shepherd Conservation Society tinha um dilema. Nossa lealdade às baleias estava para ser testada quando tomamos uma posição em defesa da baleia cinza da Califórnia, e nos opusemos à proposta do Conselho Tribal Makah do Estado de Washington de matar cinco baleias a cada ano para reavivar a tradicional cultura baleeira Makah. Os Makah não haviam matado uma baleia por quase um século, e não cumpriram as regras da Comissão Internacional da Baleia, que controla a caça a baleias aborígene, especificamente o critério de necessidade nutricional e tradição ininterrupta.

Nós nos recusamos a diferenciá-los e dar passe livre para os Makah matarem baleias. Sentimos que seríamos racistas ao fazer vista grossa aos Makah, se lutamos contra a caça às baleias por parte dos japoneses, faroeses, islandeses e noruegueses. Nós também sabíamos que tomar uma posição de não diferenciá-los nos faria ser acusados de racistas, por nos atrevermos a confrontar uma tribo norte-americana pela caça às baleias.

Foi uma decisão dura, porém, como uma organização dedicada à proteção e conservação das baleias, não tínhamos escolha. Nós tínhamos que defender as baleias. Esta tarefa se tornou mais fácil para nós quando ganhamos o apoio de alguns dos Anciãos dos Makah, que viram esse movimento de reavivar a caça às baleias como algo dissimulado. O mais franco e corajoso desses Anciãos era Alberta “Binki” Thompson.

Eu me lembro dela me dizendo que aquilo não era sobre a cultura Makah, era simplesmente sobre um pequeno grupo de jovens querendo matar baleias, e que aquilo foi instigado pela indústria baleeira. O plano inicial era montar uma operação comercial para prover carne de baleia ao Japão. Os planos comerciais foram rapidamente derrubados, mas o Conselho Tribal Makah decidiu seguir em frente com o reavivamento da caça a baleias. O Governo Federal forneceu dinheiro para treinar e apoiar os Makah, incluindo representantes de financiamento da Comissão Internacional da Baleia para apresentar o caso para a caça. Também estavam participando das reuniões da Comissão em 1997, em Mônaco, os Anciãos Makah Jesse Ides, Dottie Chamblin e Alberta Thompson. Eles estavam lá para defender as baleias, não a caça.

Quando alguns dos tripulantes da Sea Shepherd foram presos, Alberta protestou ferozmente em nome deles.

Binki, como nós carinhosamente chamávamos Alberta, foi difamada e desprezada por sua própria gente, por se opor aos baleeiros, mas ela manteve sua posição. Ela foi o alicerce sobre o qual estavam todos os esforços dos conservacionistas e ativistas dos direitos animais, enquanto patrulhávamos as águas da Baía de Neah por meses a fio, e ela permaneceu sólida. Ela nunca hesitou em seu apoio às baleias e àqueles que defendem as baleias. “Sim, meu povo um dia matou baleias e sim, a baleia é importantes para nós”, disse-me ela uma vez. “Mas agora é hora de retribuir às baleias pelo que elas nos deram no passado, agora é hora de as protegermos, não de matá-las. As baleias foram uma vez a salvação dos Makah. Nós agora precisamos ser a salvação das baleias”.

Por fim, uma baleia morreu, uma bebê baleia cinza que morreu pelo rifle calibre 50 de Wayne Johnson. O mesmo homem matou ilegalmente outra baleia uma década mais tarde, crime pelo qual foi preso e condenado. O resultado final da corajosa postura de Alberta Thompson foi que a tradição de matar baleias não foi reavivada, e hoje as baleias não têm medo de se aproximarem da comunidade Makah da Baía de Neah.

Binki salvou as baleias!

Todos nós, que tivemos o prazer e o privilégio de conhecê-la e trabalhar com ela, a amávamos profundamente, e assim, ficamos tristes de saber que ela faleceu dia 11 de abril de 2012, aos 88 anos.

Foi realizado um funeral, segunda-feira, dia 16 de abril, na Igreja Assembléia de Deus na Baía de Neah, seguido pelo enterro no Cemitério da Baía de Neah.

A Baía de Neah não é o lugar mais fácil do mundo de se chegar, então para aqueles que quiserem postar uma mensagem de condolência, por favor, assinem o livro de visitas. A família de Alberta precisa saber o quanto Alberta fez pelas baleias e que ela é reconhecida internacionalmente por sua corajosa contribuição ao bem-sucedido esforço em impedir o reavivamento da caça às baleias no continental Estados Unidos.

Por favor, assine o livro de visitas online da família: http://www.drennanford.com/fh/obituaries/obituary.cfm?o_id=1452104&fh_id=13080

Traduzido por Drica de Castro, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil