Atualização sobre a prisão do Capitão Watson: segundo dia sob custódia

Capitão Paul Watson defende as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, enquanto o navio-fábrica japonês, Nisshin Maru, esconde-se nas proximidades. Foto: Barbara Veiga

O Capitão Watson permanece sob custódia das autoridades alemães nesta segunda, 14 de maio. Um juíz alemão da corte de Frankfurt se recusa a libertá-lo, ao invés disto alega que a corte alemã gostaria de confirmar que a Costa Rica quer a extradição para seu país. Os conselheiros legais alemães representando Paul Watson são: Oliver Wallasch e Alexander Gruner. Colaboradores da Sea Shepherd continuam correndo contra o tempo na Europa e América Latina para determinar as verdadeiras razões por trás do mandado.

O mandado para a prisão do Capitão Paul Watson foi emitido na Costa Rica em outubro de 2011, curiosamente, quando o Instituto de Pesquisa de Cetáceos arquivou seu processo civil contra a Sea Shepherd Conservation Society nos Estados Unidos. A pergunta permanece: o que fez a Costa Rica emitir um mandado de prisão para o Capitão Paul Watson em outubro de 2011?

A INTERPOL publicou uma nota em seu website dizendo que não emitirão um alerta vermelho de busca e apreensão ao Capitão Watson, porque seu escritório de processos jurídicos não está satisfeito com o pedido da Costa Rica, e que o mesmo não está em conformidade com as constituições e regras da INTERPOL. Esperançosamente, as cortes alemãs chegarão a mesma conclusão e libertarão o Capitão Watson.

Enquanto a Sea Shepherd se torna cada vez mais eficaz em proteger globalmente animais selvagens marinhos, os inimigos dos oceanos estão usando todos seus recursos para parar-nos. Atualmente, a Sea Shepherd está sob o ataque legal de todas as partes do globo, e cada caso representa a biodiversidade que nós nos esforçamos para proteger. No Reino Unido, a Sea Shepherd está atualmente respondendo um processo proposto pelos agentes de pescado Fish & Fish, a respeito do atum-azul. Nos Estados Unidos, nós respondemos um processo civil proposto pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos a respeito das atividades anti-baleeiras no Oceano Antártico, e agora, com a detenção do Capitão Watson na Alemanha (através da autorização de apreensão da Costa Rica), nós acreditamos na vitória para a Sea Shepherd contra o finning nos mares.

Não importa o país nem o sistema jurídico, o Capitão Paul Watson não se intimidará e não irá parar até que a vida marinha e os ecossistemas tenham a proteção que merecem.

Traduzido por Aline Louali, Diretora de Vídeos e Tradutora Voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Capitão Paul Watson é preso na Alemanha, em mandado emitido pela Costa Rica

Foto: Tim Watters

O Capitão Paul Watson foi preso ontem na Alemanha para extradição para a Costa Rica. A polícia alemã disse que o mandado de prisão contra o Capitão Watson é em resposta a uma suposta violação do tráfego de navios na Costa Rica, que ocorreu durante as filmagens de Sharkwater, em 2002.

O específico incidente “violação de navios em trânsito” ocorreu em alto-mar, em águas da Guatemala, quando a Sea Shepherd encontrou uma operação de remoção das barbatanas de tubarão ilegal, dirigida por um navio da Costa Rica chamado de Varadero.

Na ordem das autoridades da Guatemala, a Sea Shepherd instruiu a tripulação do Varadero para cessar as suas atividades de remoção das barbatanas de tubarão e voltar ao porto para serem processados.

Enquanto acompanhava a volta de Varadero ao porto, a situação se inverteu e uma canhoneira da Guatemala foi enviada para interceptar a tripulação da Sea Shepherd. A tripulação do Varadero acusou os Sea Shepherds de tentar matá-los, enquanto as imagens de vídeo provam que isso é uma falácia.

Para evitar a canhoneira da Guatemala, a Sea Shepherd, em seguida, partiu para a Costa Rica, onde descobriu atividades de remoção das barbatanas de tubarão ainda mais ilegais, na forma de barbatanas de tubarão secas, aos milhares nos telhados de edifícios industriais.

Capitão Paul Watson

Conservacionistas em todo o mundo mantém a esperança de que os costa-riquenhos vão retirar as acusações contra o Capitão Watson. Há também uma chance de que as acusações já tenham sido retiradas, mas a Sea Shepherd não tem conseguido confirmar isto com os funcionários da Costa Rica. Com a rica biodiversidade da Costa Rica, seria absurdo se eles não se posicionarem pelos tubarões, que ficam nos níveis mais altos da cadeia alimentar, assegurando o equilíbrio entre as comunidades ecológicas no oceano.

Enquanto está na prisão, o Capitão Watson está sendo assistido pelo vice-presidente do Parlamento Europeu , Daniel Cohn Bendit, e pelo deputado do Parlamento Europeu, José Bové. Nossa esperança é que estes dois cavalheiros honrados possam definir a liberdade do Capitão Watson antes deste absurdo ir adiante. Os Sea Shepherds europeus também se mobilizaram para apoiar o Capitão Watson.

Como a situação dos tubarões torna-se mais complicada, a Sea Shepherd Conservation Society começou a desenhar uma nova campanha de proteção aos tubarões para 2012. Julie Andersen, fundadora do Shark Savers e Shark Angels, juntou-se à Sea Shepherd para liderar a nossa campanha global para salvar os tubarões da extinção.

A Sea Shepherd usará seus conhecimentos e experiência, bem como a mídia, para capacitar as pessoas ao redor do mundo para ter de volta seus tubarões – um animal fundamental para nós, bem como para o meio ambiente, e a economia mundiais.

A Sea Shepherd está oferecendo sua ajuda aos países ao redor do mundo para fazer cumprir as leis internacionais e locais, acabar com a caça impiedosa, proteger com patrulha marítima os santuário sob ataque, implementar defesas com altas tecnologias, e capacitar moradores locais através da formação e da disponibilização de recursos para enfrentar esta batalha. A Sea Shepherd também vai travar uma guerra de opinião pública, mudando tudo o que sabemos sobre este animal mais desprezado.

A primeira parada será no Pacífico Sul, onde a equipe se dirigirá em junho.

“Nós temos todas as leis que precisamos para proteger os tubarões. Agora vamos aproveitar os nossos recursos e conhecimentos para ajudar os países ao redor do globo a aplicá-las. Usando Galápagos como um modelo, vamos viajar para onde somos necessários – fazer cumprir as leis locais, enquanto desenvolvemos estratégias e locais de treinamento para defender seus tubarões, alimentando os esforços mundiais de execução”, disse Julie Andersen, diretora da campanha pelos tubarões.

Assine a petição pública pela libertação do Capitão Paul Watson (em inglês): http://www.thepetitionsite.com/663/009/291/release-paul-watson/

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Não permita que a extinção seja o destino do Golfinho Maui

Foto: Will Rayment

Proteger o Golfinho Maui da extinção na Nova Zelândia é uma preocupação permanente para muitos acadêmicos e ativistas há mais de uma década.

Nos últimos meses, quase 8.500 submissões foram feitas e 65.000 assinaturas recolhidas na petição da Nova Zelândia e em todo mundo, através dos websites NABU International e Avaaz. Estas petições e assinaturas foram apresentadas ao governo da Nova Zelândia em 2 de maio, cinco dias após a morte de um outro Golfinho Maui.

Departamentos intergovernamentais vão se reunir a portas fechadas para a criação de um Plano de Gerenciamento de Ameaça. Este plano decidirá o destino do Golfinho Maui, que está a beira da extinção. Mesmo que as 2007 medidas forem insuficientes, há esperança de que nesse sentido prevalecerá o foco para salvar as espécies envolvidas e aumentar a proibição de rede. Após essa reunião, haverá outra fase de apresentação pública, onde o Golfinho Maui contará com os esforços de todos os ativistas e amantes de animais para contribuir e lembrar ao governo da Nova Zelândia o dever de proteger uma parte da vida selvagem. Vamos avisá-los o mais rápido que pudermos das petições.

Nesta fase, as negociações continuarão até novembro de 2012, quando o governo da Nova Zelândia lançará seu Plano de Gestão, que irá decidir o destino do Golfinho Maui. Tome medidas hoje, enviando e-mail para os principais membros do governo central.

Primeiro Ministro John Key: j.key@ministers.govt.nz
Ministra da Conservação, Kate Wilkinson: kate.wilkinson@parliament.govt.nz
Primeiro Ministro das Indústrias, David Carter: david.carter@parliament.govt.nz

Ou talvez escreva para: Peter Bodeker, do Conselho Industrial de Pescados da Nova Zelândia, que pensa que a proibição é “flagelação ritual da indústria da pesca”: peter.bodeker@seafood.co.nz

Obrigado pela sua preocupação e esperamos sinceramente sua ação.

Saiba mais clicando aqui: http://seashepherd.org.br/sea-shepherd-pede-protecao-imediata-aos-golfinhos-ameacados-na-nova-zelandia/

Traduzido por Ana Dias, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd Brasil desenvolve conscientização ambiental com o Projeto Briza Surf

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

Na manhã do último sábado (05/05), o Núcleo Carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) participou de um dia de atividades do Projeto Briza Surf, desenvolvido pelo Coletivo Briza, uma ONG sem fins lucrativos, fundada por Charles Alexandre da Silva no ano de 2002, com sede no bairro do Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro.

O “Briza”, como é carinhosamente chamado por seus participantes, desenvolve um sensacional trabalho de troca de experiências e inclusão social através do esporte e da arte, por meio de quatro projetos; Briza Surf, Briza Skate, Briza Arte e Briza Corre, tendo recebido no ano de 2009/2010, o Prêmio Nike Esporte pela Mudança Social.

Segundo, Charles Silva, o “Briza” acolhe não somente os adeptos da prática do esporte, mas busca uma convivência entre os jovens, levando-os a serem formadores de opinião, assumirem responsabilidades, terem disciplina e perspectiva de vida.

E diante desta perspectiva, foi com grande satisfação que o Núcleo Carioca do ISSB recebeu o convite para levar ao conhecimento dos participantes e voluntários do Briza Surf, a conscientização ambiental pela preservação dos oceanos, sendo abordados temas como: a pesca predatória, a preservação dos tubarões e o combate à prática do finning, o consumo consciente de pescados e os problemas decorrentes do lixo marinho.

Foi uma interessante troca de experiências, onde conseguimos observar que pessoas que não tem o contato com o mar no seu dia-a-dia, tem tanta preocupação na conservação da vida marinha quanto os que dele vivem próximo.

Levar o conhecimento básico aos integrantes do projeto, como por exemplo de que “cação é tubarão” e de que a grande parte dos peixes consumidos em feiras no subúrbio está em risco de extinção, obtendo um retorno tão positivo, nos trouxe a certeza de estar plantando sementes no lugar certo.

O Briza Surf é um projeto que visa tornar o esporte acessível a todos, com turmas semestrais, realizando atividades todos às manhãs de sábado, na praia da Barra da Tijuca.

 

Outro passo para a Justiça Ambiental em Galápagos

Pelo Capitão Alex Cornelissen, Diretor da Sea Shepherd Galápagos

Foto: Eric Cheng

Na semana passada, a autoridade judicial nacional do Equador convidou o setor de conservação de Galápagos para participar de uma reunião para analisar a necessidade de se criar um sistema judicial especializado em Galápagos para questões ambientais. Como um dos seus membros e o iniciador da reforma judicial em Galápagos, o assessor jurídico da Sea Shepherd participou da reunião realizada em Quito, capital do Equador.

O tema principal desta reunião foi discutir a criação de um sistema judicial ambiental em Galápagos. Para a Sea Shepherd, era uma oportunidade importante para explicar a necessidade de ter a decisão de um juiz especializado sobre casos ambientais sendo processados nas Ilhas Galápagos.

Desde 2010, a Sea Shepherd Galápagos tem vindo a defender a criação do primeiro poder judiciário do mundo especializado nos direitos da natureza. Com o tempo, esta iniciativa recebeu o apoio de muitos ativistas de conservação. Essa idéia é fortemente apoiada pela Constituição do Equador (a primeira do mundo reconhecendo os direitos da natureza), e também por uma nova lei que prevê a criação de tais sistemas judiciários especializados “a qualquer momento e em conformidade com a Constituição mandato”.

Depois de anos de trabalho nas ilhas Galápagos, a Sea Shepherd tem testemunhado apenas como a aplicação da lei pode ser desafiadora em áreas como a Reserva Marinha de Galápagos. Acreditamos que um judiciário especializado será uma grande melhoria quando se trata de enfrentar tais desafios. Acreditamos que o sistema judiciário local, não só poderia ser, mas também deve ser, uma entidade que pode realmente fazer a diferença na aplicação efetiva da legislação ambiental marinha.

Por esta razão, a Sea Shepherd parabeniza a Autoridade Nacional de Justiça, por ter dado um passo tão importante para a resolução de questões ambientais, não só em Galápagos, mas também em outras regiões do país.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil