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Sea Shepherd impõe condições para a liberação do Farley Mowat

A Sea Shepherd Conservation Society determinou suas condições para liberar o navio Farley Mowat. A embarcação de 657 toneladas foi levada a força por agentes armados do Departamento Federal de Pescas e Oceanos enquanto encontrava-se fora do limite territorial do Canadá.

Em nenhum momento o Farley Mowat, registrado como um iate na Holanda, esteve dentro do limite de doze milhas territoriais do Canadá. Por este motivo, a Sea Shepherd considera esta ação um ato de pirataria em alto mar.

Além de deter o navio e aterrorizar a tripulação com armas de fogo e o uso de força excessiva, os agentes que agiram como piratas e prenderam propriedades pessoais da tripulação, nunca acusaram alguém de qualquer ofensa contra o governo do Canadá.

A Sea Shepherd define como ato de pirataria, homens armados subindo a bordo de um navio em alto-mar, em meio a águas internacionais e roubando propriedade pessoal sob a mira de armas de fogo.

A Sea Shepherd exige a liberação do Farley Mowat com as seguintes condições:

1. Não será pago nenhum resgate ou fiança para liberação do navio
2. O navio deverá ser retornado na mesmas condições em que se encontrava quando foi detido
3. Deverá ser paga compensação pelas perdas ocorridas enquanto a embarcação permanecer presa
4. As acusações contra o Capitão e o Primeiro Oficial do Farley Mowat deverão ser retiradas
5. O Ministro Federal de Pescas, Loyola Hearn, deverá se desculpar officialmente pelo ocorrido

A Sea Shepherd está preparada para esperar por um veredito no caso contra Capitão Alex Cornelissen, da Holanda, e o Primeiro Oficial Peter Hammarstedt, da Suécia. A Sea Shepherd acredita que as provas que possui os exoneram das acusações ridículas feitas contra eles pelo Departamento Canadense de Pescas e Oceanos.

Uma vez que a absolvição for concedida contra ambos os homens, a Sociedade entrará com uma ação civil pública contra o governo do Canadá pedindo reparos por danos feitos ao navio durante o tempo em detenção pelo Departamento de Pescas e Oceanos. Tais danos serão para dano físicos causados deliberadamente e por negligência por parte do governo e por perdas de uso durante o tempo da apreensão. A Sociedade também pedirá danos punitivos por pirataria em alto mar.

Se, na eventual e improvável situação de os acusados serem condenados, apelaremos da decisão, mas manteremos as condições para a liberação da embarcação. Não pagaremos por custos portuários ou de manutenção em hipótese alguma, uma vez eu o Farley Movat está ilegalmente detido pelas autoridades canadenses.

“As ações do governo canadense foram no mínimo, excessivas” – diz Capitão Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd. “Dois de nossos oficiais foram presos, nossa tripulação foi roubada sob a mira de armas de fogo, nosso navio foi preso e revistado em águas internacionais por autoridades que procuravam vídeos e imagens de focas sendo mortas. Quando é que uma máquina fotográfica se tornou um instrumento de terrorismo? Quando é que tirar fotos de uma atrocidade se tornou um crime? As provas não só demonstraram que o Farley Mowat sempre esteve fora das águas territoriais canadenses, mas que o tanto o navio, quanto sua tripulação nunca se aproximaram perigosamente de qualquer barco dos caçadores de focas. As provas mostrarão que os barcos dos caçadores se aproximaram do Farley Mowat. Estou advertindo o governo, neste momento, para não destruir qualquer uma das provas que foram apreendidas. Vocês estão em posse de nossa documentação de GPS e vocês têm nossos vídeos e fotos; exigimos que todas estas provas sejam produzidas no tribunal. Nós pretendemos vê-los no tribunal e pretendemos fazer a justiça prevalecer, além de expor este ato de pirataria em alto mar sancionado pelo governo canadense” – finaliza.

O Capitão Alex Cornelissen e o Primeiro Oficial Peter Hammarstedt foram deportados para seus respectivos países de origem e receberam uma ordem para não retornarem ao Canadá. A Sea Shepherd acredita que o governo canadense pretende dificultar o retorno dos dois para facilitar sua condenação por terem burlado o acordo de fiança.

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