Reflexões sobre a temporada de matança de leões-marinhos na represa de Bonneville

Por Sandy McElhaney

Um leão-marinho ao lado da máquina de matar no rio Columbia. Foto: Ninette Jones, Sea Lion Defense Brigade

A máquina de matar leões-marinhos no rio Columbia, no Oregon, Estados Unidos, parece ter encerrado sua temporada. Os últimos assassinatos relatados pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon foram em 16 de maio de 2012. Nessa data, o barulho alegre dos leões-marinhos número U61 e U159 foi silenciado para sempre nas mãos de funcionários do Estado. Estes animais foram os últimos de uma longa lista de vítimas de uma parceria moralmente corrupta entre as agências estaduais e federais e gananciosos da pesca comercial.

A matança começou este ano em 3 de abril. Ao longo de um mês e meio, os funcionários do Departamento de Pesca e da Vida Selvagem de Oregon metodicamente marcam, maltrataram, e mataram leões-marinhos da Califórnia pelo crime de comer salmão em extinção no Rio Columbia, perto da represa de Bonneville. Um relatório publicado recentemente pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA afirma que leões-marinhos da Califórnia consumiram 0,6 por cento do salmão em extinção na represa Bonneville de janeiro a maio de 2012. Pescadores foram autorizados a pescar até 13 por cento dos salmões, mesmo em extinção, e a barragem em si é responsável por matar 17 por cento de salmão adulto.

Se o salmão está em extinção, por que os pescadores foram autorizados a tirá-los do rio? Por quê? Basta seguir o dinheiro. Em 2011, a Seafood Oregon ostentava um valor global superior a 145 milhões de dólares para todas as pescarias. O diretor do grupo, Nick Furman, comentou: “Lembramos os pescadores que não são os quilos de peixe que você pesca para o banco, são os dólares que você pesca para o banco”. Um rápido exame do Porto de Astoria leva esta mensagem para casa. O porto está cheio de redes de emalhar. De acordo com a Sea Lion Defense Brigade, Oregon permite que grupos de salmão sejam pegos pelas redes de pesca no rio Columbia. O argumento de que os leões-marinhos são mortos para proteger o salmão em extinção simplesmente se desfaz em pedaços quando se observa como os pescadores comerciais, recreativos e tribais na Columbia são a sobrepesca do mesmo salmão em extinção. Com isto em mente, a Humane Society dos Estados Unidos está lutando Leões-Marinhos da Califórnia em tribunal federal. A Sea Shepherd apoia a luta para salvar estes animais de uma morte desnecessária e ilegal.

Em oposição a esse abate insensato de leões-marinhos por comer peixe e em oposição à sobrepesca e represamento das águas dos rios, que são problemas muito maiores no rio Columbia, a Sea Shepherd Conservation Society mobilizou uma campanha Guardião da Represa nesta primavera. O Coordenador da campanha, Scott West, faz uma reflexão:

“A campanha foi iniciada de imediato. Voluntários responderam, e alguns viajaram grandes distâncias, por conta própria, para ajudar. Tornou-se uma campanha auto dirigida, e os participantes mostraram-se à altura da tarefa. Essa resposta me deu esperança para a nossa espécie. Claro que houve problemas também. Pessoas com a intenção de lucrar com a morte de salmão se recusaram a reconhecer suas próprias contribuições para o declínio do salmão, e os leões-marinhos facilmente tornaram-se bodes expiatórios. A Sea Shepherd continua empenhada em um ambiente marinho natural, onde salmão e leões-marinhos são saudáveis e abundantes”.

Uma série de Guardiões da Represa observaram leões-marinhos sendo dolorosamente marcados com ferro quente e maltratados por funcionários do Estado, que disparavam balas de borracha e fogos de artifício neles. A fumaça do ferro em brasa flutuava no ar enquanto os animais indefesos ganiam de dor e angústia. Em um momento, um animal foi chutado. Vários desapareceram em uma garagem de barcos, e nunca mais foram vistos vivos novamente. Durante a temporada de matança de 2012, 11 leões-marinhos foram silenciados para sempre, e 1 foi roubado de sua casa no rio para viver uma vida patética em cativeiro. Todos totalizam, desde 2008, 39 leões-marinhos mortos por funcionários do Estado, e 11 foram levados para cativeiro.

Os fundamentos para autoridades federais e estaduais para parar a matança parecem cair por terra. Em maio, Scott West, acompanhado da professora de 3ª série, Angela Casey, visitou o governador de Oregon, John Kitzhaber. O objetivo da visita foi apresentar centenas de desenhos e cartas de crianças de escolas da Califórnia pedindo ao governador Kitzhaber para defender os leões-marinhos. O governador não estava disponível para atendê-los. Desde então, ele não conseguiu nem sequer acusar o recebimento dos desenhos das crianças. Que tipo governador eleito rudemente ignora as mensagens de centenas de crianças em idade escolar? No início de 2012, o governador aproveitou uma oportunidade de foto e leu o clássico de Dr. Seuss, “Lorax”,  a um grupo de alunos do 2ª série. Aparentemente, o governador não estava prestando atenção às palavras esclarecedoras de “Lorax”:

“A menos que alguém como você se importe muito com algo horrível,
Nada ficará melhor. Não é.” – The Lomax

A Sea Shepherd está prestando atenção! Enquanto os leões-marinhos estão sendo injustamente mortos por comer na represa de Bonneville, enquanto os verdadeiros culpados, a sobrepesca de salmão em extinção e as operações de barragens destrutivas são permitidas, enquanto os leões-marinhos são acusados ​​pela redução das populações de salmão, nós estaremos lá para acender uma luz e para falar sobre essa injustiça horrível.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Advogado confirma: o Japão pretende extraditar Paul Watson

Um pedido de extradição da Embaixada do Japão foi apresentado dia 19 de julho para o Ministério das Relações Exteriores alemão

O Governo japonês está novamente levando a nada sua busca para pôr fim aos esforços do Capitão Paul Watson de cessar suas atividades baleeiras ilegais. Os advogados alemães de Paul Watson – o conservacionista marinho icônico, fundador da Sea Shepherd Conservation Society, e foco da série de  TV “Whale Wars – Defensores de Baleias”, que partiu da Alemanha depois de ser mantido detido por 70 dias para extradição para a Costa Rica – confirmou que a Embaixada japonesa apresentou um pedido ao Ministério das Relações Exteriores alemão para extraditar Watson para o Japão.

A Alemanha estava prosseguindo com a extradição de Watson para a Costa Rica. A Sea Shepherd Conservation Society estava receosa de que a vida de Watson estivesse em perigo, ou que ele fosse extraditado para o Japão. Hoje, essas suspeitas foram confirmadas pelo advogado de Watson.

“Recebi a confirmação hoje do Procurador-Geral da Alemanha de que o Japão apresentou um pedido de extradição contra Paul Watson em 19 de julho”, disse Oliver Wallasch, chefe dos advogados alemães para o capitão Paul Watson. “A Alemanha estava prosseguindo com a extradição do Capitão Watson para Costa Rica e, uma vez lá, não há dúvidas de que ele teria sido entregue em custódia japonesa”, disse Susan Hartland, Diretora Administrativa para a Sea Shepherd. “Ao ser extraditado para o Japão, ele não teria um julgamento justo, e nunca mais o veríamos fora de uma prisão de novo”, acrescentou.

Mesmo com rumores de uma recompensa de pelo menos 25 mil dólares pela sua cabeça por caçadores de tubarão na Costa Rica, Watson estava preparado para ir para a Costa Rica por sua própria vontade (e não através de extradição), e responder às acusações de violação de tráfego de navios, envolvendo o uso de canhão d’água em 2002. No entanto, ele então soube que sua prisão havia chamado a atenção do Japão, que entrou em contato com o Ministério da Justiça alemão para chegar a um acordo com eles. Este acordo envolveria a Alemanha não fazer qualquer objeção a um pedido feito pelo Japão à Costa Rica para levar Watson para o Japão.

O Japão, no passado, tentou ter o Capitão Watson preso através de um “alerta vermelho” da Interpol, mas esse “alerta vermelho” não foi concedido, porque a Interpol não viu qualquer validade no pedido. Na verdade, a Interpol manteve a mesma posição no mandado da Costa Rica, que foi rejeitado. No entanto, a Alemanha prendeu o Capitão Watson em 13 de maio, apesar do mandado ser politicamente motivado, e decidiu acolher o pedido da Costa Rica, numa base bilateral – em nome da Costa Rica e Japão.

“As tentativas do Japão de fazer intermediações nos bastidores com a Alemanha e a Costa Rica, ao mesmo tempo que abria processos judiciais contra a Sea Shepherd nos EUA, são tentativas desesperadas de deter o Capitão Paul Watson, e nunca impedirá o trabalho contínuo da Sea Shepherd de proteger os nossos oceanos”, disse Hartland. “Nós operamos sob a Carta Mundial das Nações Unidas para a Natureza, para fazer valer as leis internacionais de conservação e intervir diretamente contra as atividades ilegais em alto-mar. O Japão está sob a falsa impressão de que se o Capitão Paul Watson for preso, eles vão parar nossas campanhas para proteger a fauna do oceano. Está na hora do Japão perceber que nada que eles façam vai nos impedir de proteger as baleias, os animais selvagens e outras espécies marinhas para as gerações futuras em todos os lugares”, acrescentou.

O Capitão Watson estava detido na Alemanha por 70 dias, apesar de milhares de cartas de apoio enviadas ao Ministério da Justiça alemão do público, celebridades, políticos e outros luminares que defendem a sua liberação. Ele foi preso em Frankfurt, no dia 13 de maio, em um mandado de 10 anos da Costa Rica, enquanto estava a caminho de Cannes, na França. Ele foi detido na Alemanha para ser extraditado para a Costa Rica por uma alegada “violação de tráfego de navios”, que teria ocorrido durante as filmagens do premiado documentário “Sharkwater”, de 2002. O incidente específico ocorreu em alto mar nas águas da Guatemala, quando a Sea Shepherd encontrou uma operação ilegal de remoção de barbatanas de tubarão, gerida pelo navio Varadero, da Costa Rica. Sob a ordem de autoridades guatemaltecas, a Sea Shepherd instruiu a tripulação do Varadero a cessar as suas atividades de remoção de barbatanas de tubarão e voltar ao porto para ser processada. Enquanto acompanhava a volta do Varadero ao porto, a situação se inverteu, e uma canhoneira da Guatemala foi enviada para interceptar a tripulação da Sea Shepherd. Para evitar a canhoneira da Guatemala, a Sea Shepherd, em seguida, partiu para a Costa Rica, onde a tripulação descobriu ainda mais atividades ilegais de remoção de barbatanas de tubarão, na forma de barbatanas de tubarão secas aos milhares nos telhados de edifícios industriais.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Advogado do Capitão Paul Watson confirma que o ativista partiu da Alemanha

Sea Shepherd foi informada que o Japão também está querendo extraditar Watson

Após três dias de especulações em torno de seu paradeiro, o advogado alemão do capitão Paul Watson confirmou que o conservacionista marinho partiu da Alemanha e está em um local não revelado.

“O advogado do Capitão Watson relatou que ele deixou a Alemanha”, disse Susan Hartland, Diretora Administrativa da Sea Shepherd. “Temos razões para acreditar na informação de uma fonte confiável que, uma vez na Costa Rica, o governo japonês teria pedido a extradição do Capitão Watson para o Japão, para responder por acusações relacionadas a obstruir suas atividades baleeiras ilegais no Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Não temos mais informações e não estão em contato com ele. Faremos o nosso melhor para fornecer mais detalhes à medida que soubermos mais. Vamos postar qualquer nova informação que chegar, e somos capazes de confirmar a sua validade.”

O Capitão Watson estava detido na Alemanha por 70 dias, apesar de milhares de cartas de apoio enviadas ao Ministério da Justiça alemão do público, celebridades, políticos e outros luminares que defendem a sua liberação. Ele foi preso em Frankfurt, no dia 13 de maio, em um mandado de 10 anos da Costa Rica, enquanto estava a caminho de Cannes, na França. Ele foi detido na Alemanha para ser extraditado para a Costa Rica por uma alegada “violação de tráfego de navios”, que teria ocorrido durante as filmagens do premiado documentário “Sharkwater”, de 2002. O incidente específico ocorreu em alto mar nas águas da Guatemala, quando a Sea Shepherd encontrou uma operação ilegal de remoção de barbatanas de tubarão, gerida pelo navio Varadero, da Costa Rica. Sob a ordem de autoridades guatemaltecas, a Sea Shepherd instruiu a tripulação do Varadero a cessar as suas atividades de remoção de barbatanas de tubarão e voltar ao porto para ser processada. Enquanto acompanhava a volta do Varadero ao porto, a situação se inverteu, e uma canhoneira da Guatemala foi enviada para interceptar a tripulação da Sea Shepherd. Para evitar a canhoneira da Guatemala, a Sea Shepherd, em seguida, partiu para a Costa Rica, onde a tripulação descobriu ainda mais atividades ilegais de remoção de barbatanas de tubarão, na forma de barbatanas de tubarão secas aos milhares nos telhados de edifícios industriais.

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Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Piloto campeão, Zack Jarrell, corre para salvar nossos oceanos

Por Robin Winters, voluntário da Central Florida Onshore

O piloto Zack Jarrell e seu Chevrolet Impala 18, que levou o logotipo da Sea Shepherd na corrida Fascar Pro Late Models 100, na Flórida

Eu e meus companheiros da Sea Shepherd, Barry e Vaught Barbara, nos encontramos com o piloto campeão Zack Jarrell, de 19 anos, no New Smyrna Speedway, na Flórida. Tivemos nosso primeiro vislumbre deste guerreiro dos oceanos, que é um ávido surfista e está prestes a ser um piloto totalmente licenciado, quando ele estava com os companheiros pilotos posando para fotos, antes da corrida começar. Nós sabíamos que ele havia nos visto, já que abriu um sorriso e ficou corado. Estávamos também empolgados por cumprimentá-lo. Quando o grupo se dispersou depois das fotos, nos apresentamos rapidamente e fomos ver o carro de Zack. Ele é piloto no circuito Fascar (Florida Association of Stock Car Auto Racing), e está abrindo seu caminho, aos poucos, em direção ao Nascar. Com apenas três anos de experiência, ele já foi campeão sete vezes e venceu 221 corridas!

Enquanto nosso grupo se aproximava do Chevrolet, foi possível sentir o orgulho imenso que Zack e sua equipe – que incluía sua irmã Jasmine, os pais Jeff e Nancy e os amigos Brian, Dawn e Darrell – exalavam ao nos mostrar o logotipo Jolly Roger. A equipe também vestia a camiseta da Sea Shepherd, em apoio à decisão de Zack de usar o logotipo sobre o capô de seu carro e defender nossos oceanos. Nós rapidamente nos reunimos em torno do veículo para tirarmos fotografias antes da corrida e das apresentações, enquanto Zack e os outros se preparavam para a largada.

Fomos escoltados até as arquibancadas pelo melhor amigo de Zack, Michael Murphy, que também apoia a Sea Shepherd. Fomos saudados por aplausos e um “mar” de camisetas da Sea Shepherd de diferentes campanhas. Os amigos de Zack Jarrell tinham vindo de Tampa, na Flórida, para mostrar seu apoio a ele e à Sea Shepherd. Que momento inspirador! Apresentações foram feitas, cumprimentos foram trocados e assentos foram reivindicados enquanto nos preparávamos para o começo do evento. Não teríamos tempo para esperar.

“Senhores, liguem seus motores!”, exclamou o locutor. O carro de Zack rugiu. A corrida Pro Late Models 100 consiste em 100 voltas. Ela foi emocionante! Alguns carros quase colidiram e vários rodaram na pista. Um deles tinha faíscas saindo da parte de baixo. Barry Vaught, membro da Sea Shepherd e fotógrafo profissional, registrou muito do drama em sua câmera. Barbara Vaught e eu pulamos nas arquibancadas como adolescentes torcendo por nosso piloto! Zack Jarrell mostrou suas incríveis habilidades no volante ao largar em oitavo lugar e terminar a corrida em terceiro!

Zack Jarrell, equipe, simpatizantes e membros da Sea Shepherd Onshore no evento

Barry, Barbara e eu nos encontramos com Zack após a corrida para termos um pouco de tempo a sós com esse apoiador da Sea Shepherd:

Pergunta: Como você ficou sabendo sobre a Sea Shepherd?

Zack: Eu vi documentários sobre Paul Watson na minha escola e na minha faculdade – Spruce Creek High School e Daytona State College.

Pergunta: O que fez você querer carregar o logotipo Jolly Roger da Sea Shepherd sobre o capô do seu Chevrolet?

Zack: Eu quis conscientizar algumas milhares de pessoas sobre a Sea Shepherd e sobre seus esforços de conservação dos mares na semana passada usando o logotipo no capô do meu carro, no meu site e na minha página do Facebook. Esperemos ter sido capazes de fazer isso acontecer.

Pergunta: Você realmente tem muita paixão pelos oceanos. Que tipo de instrução você buscou para aprender sobre a vida marinha e o meio ambiente?

Zack: Cursei Biologia Marinha e Ciência Ambiental na escola, e Oceanografia na faculdade.

Pergunta: Quais são seus planos de estudo para o futuro?

Zack: Eu tenho mais um ano na minha graduação, mas eu estou pensando em focar em Negócios e Marketing. Cursei meu primeiro ano de faculdade na Daytona State College e recentemente me transferi para a Valencia Community College, em Orlando, para terminar a minha licenciatura. Estou planejando uma transferência para a Universidade da Flórida Central para obter meu bacharelado.

Pergunta: Você fez um trabalho fantástico esta noite. Você está procurando algum “patrocinador” para ajudá-lo a alcançar seu objetivo de entrar para o Arca Racing Circuit?

Zack pilota seu carro de corridas que levou o logotipo da Sea Shepherd

Zack: Sim, eu estou procurando um patrocinador para me ajudar a impulsionar minha carreira, quer na Arca ou na K&N Pro Series da Nascar. Somos uma família comum com empregos comuns. Eu tenho patrocinadores que fazem o melhor por mim, e cada pequena ajuda faz a diferença. Para passar para o próximo nível de corrida, vou precisar de uma grande empresa para me patrocinar. Espero ter mostrado a todos que eu tenho talento para pilotar e ganhar corridas e campeonatos. Tudo que eu preciso é de um pouco de ajuda, agora.

Pergunta: Por quanto tempo você vai deixar o logotipo Jolly Roger sobre o capô do seu Chevrolet?

Zack: A partir dessa semana a nossa equipe irá escolher onde iremos correr nas semanas seguintes. O capô é prioridade do patrocinador, e somente com ele eu posso me dar o luxo de correr. Eu gostaria de deixar o logotipo pelo maior tempo possível.

Pergunta: Nós vamos escrever um comentário sobre esse evento na internet. Há algo que você gostaria que fosse publicado em seu nome?

Zack: Os esforços de conservação da Sea Shepherd lembram-me da minha equipe, a Zack Jarrell Racing, e dos nossos esforços para vencer corridas. Ambos são pequenos grupos de pessoas que dão o seu melhor a cada dia. Eu estou muito empolgado em poder ter sido capaz de trazer conscientização para alguns milhares de pessoas sobre a Sea Shepherd e seus esforços para a conservação dos oceanos! Ter sido capaz de terminar em terceiro lugar nessa corrida especial aumentou ainda mais a minha animação. Foi realmente um esforço de equipe! – Zack Jarrell

Traduzido por Maiza Garcia, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Steve Irwin parte de Broome para dar início à Operação Kimberley Miinimbi

Rodney Augustine apresenta símbolos de significado cultural ao capitão Malcom Holland durante a cerimônia da fumaça. Foto: Tim Watters

Domingo, dia 22 de julho, o Steve Irwin, sob o comando do capitão Malcolm Holland, deixou Seaworks Williamstown, em Melbourne, na Austrália, a caminho de Broome, num esforço derradeiro para salvar o maior berçário de baleias jubarte do mundo.

O Steve Irwin teve uma emocionante cerimônia da fumaça como despedida, feita por Rodney Augustine, que é Nyul Nyul e Jabir Jabir, e cujo país de mar e terra está em risco devido à plataforma de gás proposto para Woodside.

A cerimônia foi feita para guiar o navio e a tripulação em segurança até Walmadan (o nome indígena para a James Price Point). Rodney também entregou ao capitão Holland diversos itens para sua jornada até Walmadan, que incluíram uma concha simbolizando a força de Rodney que foi lhe dada por seus anciãos e recipientes contendo cinzas de todas as cerimônias realizadas por Rodney para educar as pessoas em Melbourne sobre Walmadan, bem como cinzas do fogo sagrado da tenda-embaixada em Camberra. Os tripulantes do Steve Irwin emocionaram-se com a experiência e, após, Rodney falou sobre a importância da operação Kimberly Miinimbi.

O líder de campanha da Operação Miinimbi, Bob Brown, afirmou que “a resposta do público ao nosso anúncio de que o navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, está a caminho do berçário de baleias de Kimberley foi acalorada. O público australiano está apoiando esta empreitada para salvar o berçário de baleias jubarte das ameaças da proposta de fábrica de gás de Woodside em Kimberley pela JPP. Convidamos todos os deputados federais a juntarem-se a nós para ver as baleias no seu esplendor natural.”

O gerente de embarcação do Steve Irwin, Beck Straussner, afirmou que “por muitos anos tenho estudado as jubarte usando uma licença para espécies ameaçadas e passei milhares de horas realizando pesquisa no santuário de reprodução delas. Do ponto de vista de um pesquisador, é fácil ver que o impacto devastador que o projeto de plataforma de gás proposto causará. Com a colaboração de Bob Brown, penso que vamos expor os fatos e permitir que as pessoas tomem uma decisão baseada em informações. Nossos apoiadores querem que seus filhos vejam baleias não só num livro, mas bem ali em águas australianas. Existem somente alguns poucos locais de reprodução restantes no planeta. A ponta James Price é tão rara e única, ela precisa ser protegida.”

Rodney Augustine com a tripulação Sea Shepherd. Foto: Tim Watters

O diretor australiano Jeff Hansen disse que “o berçário de baleias jubarte de Kimberley é de importância e preocupação globais. Se nossos deputados federais permitirem que essa plataforma de gás seja instalada, será bastante hipócrita a condenação do governo australiano aos baleeiros japoneses, simplesmente pelo fato de que a realidade é a de que, se o governo federal permitir o projeto da plataforma de gás, haverá morte de baleias no maior berçário de jubartes do mundo. Até a Autoridade de Proteção ao Ambiente da Austrália Ocidental afirmou que golpes de embarcações têm o potencial de afetar as baleias de modo adverso.”

Qualquer um que tenha amor pelas baleias deve ir até a James Price Point, pois se essa plataforma de gás for, de fato, instalada, será a última chance que os australianos e o mundo terão de ver o maior berçário de baleias jubarte do mundo antes que a Woodside coloque uma enorme e feia plataforma de gás bem no meio dele.

O Steve Irwin chegará a Broome no sábado, dia 4 de agosto, quando diversas viagens de propaganda começarão a ser feitas até James Price Point, numa vigília para chamar atenção para os inúmeros partos que ocorrem na região da proposta instalação.

Pedimos que escrevam para sua excelência Tony Burke, ministro federal do ambiente, anunciando que você é contra a plataforma de gás na ponta James Price.

The Honorable Tony Burke MP
Minister for Sustainability, Environment, Water, Population and Communities
PO Box 6022
House of Representatives, Parliament House
Canberra ACT 2600
Tony.Burke.MP@aph.gov.au

Rodney Augustine, Nyul Nyul e Jabir Jabir, realiza uma cerimônia da fumaça para a tripulação da Sea Shepherd. Foto: Tim Watters

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil