“Confissões de um Eco-Terrorista” participa do Festival FilmAmbiente 2012, no Rio de Janeiro

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

No dia 05 de setembro de 2012, o público carioca teve a oportunidade de assistir o surpreendente “Confissões de um Eco-Terrorista”, de Peter Jay Brown, diretor de TV, ativista e um dos mais antigos membros da Sea Shepherd Conservation Society.


O premiado filme fez parte da 2º edição do Festival Internacional do Audiovisual Ambiental – FilmAmbiente 2012, que foi realizada no período de 01 a 07 de setembro de 2012, na cidade do Rio de Janeiro,

A grade de programação do festival estava recheada de ótimos filmes e documentários, que foram selecionados entre os melhores e mais premiados produzidos recentemente, abordando temas como o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

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Trailer do filme 

Através da ótica do diretor, o espectador embarca em uma viagem pelo mundo, junto com um dos mais perseguidos heróis ambientais, o Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd e sua tripulação, mostrando filmagens exclusivas de mais de 30 anos de ação em campanhas pela defesa da vida marinha ao redor do mundo.

Peter Jay Brown, que estava presente na sessão audiovisual, participou de um interessante debate com a plateia, ao final da exibição.


A sessão teve “casa cheia” e contou com a presença dos voluntários do Núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil, além de vários simpatizantes da organização não governamental.

Foto: Gabriel Brettas


Na noite seguinte, em uma casa noturna situada na zona sul, foi realizada a festa de encerramento do festival, para o qual os Shepherds cariocas foram convidados e tiveram o prazer de curtir uma agradável noite ao lado do carismático diretor.


Agradecemos à Suzana Amado, diretora do Festival, e Gabriela Machado, assessora de comunicação, pela ótima recepção e parabenizamos pelo sucesso do festival.

PG&E busca aprovação para testes sísmicos na Costa Central da Califórnia, EUA

Com ação ensurdecedora, é provável que milhares de animais sejam aniquilados, incluindo praticamente cada ser vivo em Point Buchon, na Reserva Marinha do Estado

Vista aérea do Diablo Canyon. Foto: Wikipedia

Em um esforço para continuar a operar uma usina nuclear situada em local de terremotos ativos, a Pacific Gas & Electric (PG&E) está buscando autorização para realizar testes sísmicos ao largo da costa central da Califórnia. De acordo com um representante da PG&E em uma reunião informativa, a proposta prevê um navio de 240 pés para rebocar uma matriz de um quarto de milha de largura de 20.250 decibéis de “canhões de ar” ao longo de um trecho de 90 milhas da costa central da Califórnia. Os canhões irão disparar ensurdecedoras explosões submarinas uma vez a cada vinte segundos, dia e noite, durante 42 dias e noites. A região onde este ataque devastador sobre a fauna está previsto para acontecer inclui o “protegido” Point Buchon da Reserva Marinha do Estado.

A decisão ocorre em um momento em que as baleias jubarte e azul apareceram em números surpreendentemente grandes na costa da Califórnia para se alimentar de krill. O teste sísmico vai matar grandes baleias azuis, baleias cinzentas, golfinhos, toninhas, focas, leões marinhos, lontras e peixes. A PG&E se ofereceu para comprar pescas comerciais na área, para compensar perdas antecipadas se o plano for autorizado a ir adiante.

A PG&E tem planos de produzir um mapa 3-D de regiões mais profundas do litoral. Hidrofones na água e geofones no fundo do mar coletariam dados sobre o som, como ele ressoa através do mar e da terra, e os dados resultantes são esperados para ajudar geólogos a mapear terremotos. Nada disso foi feito em águas da Califórnia antes, e de acordo com o Relatório de Impacto Ambiental, o custo sobre a vida marinha a partir deste tipo de teste é impressionante. Em regiões onde este tipo de teste foi feito, inúmeros animais marinhos mortos são depositados em terra durante semanas, durante e depois do teste, com sangue escorrendo em áreas como os olhos, os ouvidos, o nariz ou a boca – um sinal que sofreram hemorragia interna catastrófica.

Este testes sísmicos são esperados para produzir resultados moderados de mapeamento, e de acordo com o Comissário da Pesca e dos Jogos, Richard Rogers, poderia “limpar o Point Buchon na Reserva Marinha do Estado de todos os organismos marinhos vivos”, incluindo cachalotes, cachalores-pigmeu, baleia jubarte, baleia cinzenta e grandes baleias azul, e muitas outras espécies de mamíferos marinhos, de peixes e até de plânctons.

De acordo com o jornalista independente, Dave Gurney, em noyonews.net:

“Cada uma dessas explosões submarinas serão do nível de volume de uma onda de choque, que instantaneamente ensurdece, mutila e possivelmente mata tudo o que estiver no seu caminho. Uma explosão dB 240 é declaradamente como estar um pé de distância da boca de um grande canhão. Para um humano, suas orelhas, ou o que sobrou de suas orelhas, provavelmente nunca pararão de zumbir.  A conseqüências de experimentar este nível de som só pode ser presumido como surdez imediata e permanente – se não pior para a vida marinha. Além de apenas furar os tímpanos, a transferência de ondas de baixa frequência do choque da água-ar-água causa hemorragia dos pulmões, e resultará na morte de mamíferos marinhos – baleias, golfinhos, focas, leões marinhos e lontras – e os peixes.”

O Conselho de Defesa de Recursos Naturais também colocou um aviso informando que as explosões poderiam ensurdecer botos e outros animais marinhos, que dependem do sentido da audição para a sobrevivência.

A usina nuclear de Diablo Canyon foi construída em 1968, na foz costeira de um cânion, acima do Hosgri Fault, então desconhecido. Em 2008, outro buraco previamente desconhecido foi descoberto ao longo da costa. “Nossa posição é que o teste sísmico é uma ameaça não só para as baleias, mas para todos nós, porque permite que a PG&E adie o afastamento da usina nuclear a partir da falha do terremoto”, segundo Stop the Diablo Canyon Seismic Testing.

O testes sísmicos estão previstos para ocorrer a partir início de novembro e início de dezembro deste ano. Agora é o momento de contatar os representantes do Estado da Califórnia para garantir que a aprovação seja negada por este plano mal concebido.

Envie e-mail ou fax para:

Central Coast District Office
Dan Carl, Deputy Director
725 Front Street, Suite 300
Santa Cruz, CA 95060-4508
(831) 427-4863
FAX (831) 427-4877

Envie um e-mail para a Comissão de Pesca e Jogos, aos cuidados de Sonke Mastrup: fgc@fgc.ca.gov

Fale com o Senador Sam Blakeslee e peça para reconsiderar porque testes sísmicos são muito destrutivos em: senator.blakeslee@senate.ca.gov

Senador Sam Blakeslee
4066 State Capitol
Califórnia 95814
Telefone: (916) 651-4015 Fax: (916) 445-8081

Fale com o congressista Lois Capps em:

The Honorable Lois Capps
United States House of Representatives
2231 Rayburn House Office Building
Washington, DC 20515-0523
DC Phone: (202) 225-3601
FAX: (202) 225-5632

Localização da Usina Diablo Canyon e arredores da Reserva Marinha

Animais marinhos na área serão feridos ou mortos pelo teste sísmico. Foto: Simon Ager

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Santuário de Baleias e Golfinhos é discutido em Congresso Internacional Interdisciplinar, em Niterói (RJ)

A Universidade Federal Fluminense (UFF) recebeu, de 03 a 06 de setembro, em Niterói (RJ), o I Congresso Internacional Interdisciplinar (CONINTER), promovido pela ANINTER-SH. Pesquisadores de todo o país participaram de mesas redondas e grupos de trabalho que discutiram importantes questões interdisciplinares, nas áreas de sociais e humanidades.

Raquel Rivera Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil e mestranda em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC), apresentou seu artigo intitulado “Santuário de Baleias e Golfinhos no Brasil: Formação da Agenda”, com o objetivo de analisar a publicação do Decreto 6.698/08, que declara as águas jurisdicionais marinhas brasileiras Santuário de Baleias e Golfinhos do Brasil.

Raquel Soldera durante apresentação. Foto: Rafael Fernandez

Após traçar um breve histórico da caça predatória de baleia, que quase levou esses magníficos seres à extinção, e as ações de proteção e conservação desenvolvidas internacionalmente e no Brasil, Raquel enfatizou os desafios do país na efetivação do Santuário e a necessidade de manutenção do posicionamento do Brasil contra a caça de baleia: “Países com interesse na retomada da caça de baleia ameaçam regiões que se dedicam à conservação e proteção dos seus recursos marinhos nacionais. Por isso, é necessária uma articulação em âmbito internacional para que seja estabelecido um santuário de baleias no oceano Atlântico Sul”.

Participantes do GT de Políticas Públicas. Foto: Raquel Soldera

Os participantes do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas demonstraram grande interesse no tema, uma oportunidade discussão no meio acadêmico sobre a importância do estabelecimento de um Santuário de Baleias no Atlântico Sul e da conservação e proteção dos cetáceos em território brasileiro. “É importante que esta temática seja discutida na academia além das áreas biológicas, de maneira interdisciplinar, diante da importância cada vez mais latente da proteção do meio ambiente”, disse Raquel Soldera.

Avião não tripulado da Força O.R.C.A. registra primeiras imagens de caçadores de foca

Membro da equipe Força O.R.C.A. durante lançamento do avião não tripulado

No início da madrugada, a Força O.R.C.A. lançou com sucesso sua aeronave não tripulada para capturar imagens dos caçadores de foca em Cape Cross, na Namíbia. As imagens capturadas mostram a área da reserva de focas, os caçadores saindo de seus veículos e o caminhão cheio deixando a área de Cape Cross em direção à fábrica de processamento de pele de foca.

“Foi um vôo incrivelmente desafiador”, explica o especialista em aeronave não tripulada, Jake Weber. “O vento estava levando nossas aeronaves longe da terra e em direção ao oceano. Você não quer estar sobre a água quando a bateria se esgotar, e você ainda tem que cobrir outras 7 milhas para trazê-lo de volta para casa. Em um momento, estávamos mais preocupados em recuperar o avião não tripulado do que obter o material”.

Pouco antes de a aeronave atingir o acampamento base, a equipe seguiu um procedimento de pouso de emergência em que se tornou claro que o avião aéreo não tripulado não faria isso de volta com a energia da bateria que foi deixada. “O avião não tripulado caiu nas colinas, entre nós e os caçadores”, disse Rosie Kunneke, membro da equipe. “Nós tivemos que correr, nos agachar, nos esconder e correr até chegarmos de volta. Nós fizemos isso, e nem os caçadores nem os seus seguranças nos viram. Embora, eu tenho que dizer, os guardas de segurança estão agindo de maneira mais nervosa ao redor da colônia de focas desde antes dos últimos dois dias”.

Os caçadores continuam com a maior e mais cruel matança de mamíferos marinhos do mundo. Eles não vão parar até que tenham atingido a sua quota de mais de 90.000 focas. A Sea Shepherd continuará a expor este crime bárbaro contra a natureza até que os oficiais corruptos do governo da Namíbia encerrem seus esforços de exterminar focas ameaçadas.

As imagens abaixo foram retirados de um vídeo que a Sea Shepherd vai lançar ainda este ano, em Seal Wars II. “As imagens extraídas não são de grande qualidade ainda,” disse Laurens de Groot. “Mas isso mostra o que a equipe é capaz de conseguir com equipamento básico de vôo. Nós vamos ficar por aqui até obter imagens ainda melhores dos caçadores bárbaros e da equipe de segurança corrupta em ação. Nossos técnicos continuarão a trabalhar na resistência do avião não tripulado e na qualidade das imagens. Nós fizemos isso uma vez, eu tenho certeza que podemos fazer isso de novo!”

Membros da equipe Força O.R.C.A. encontrando sinal

Imagem aérea da Reserva de Cape Cross

Imagem aérea de caçadores chegando para começar a abater focas

Imagem aérea do caminhão que transportava focas abatidas deixando a Reserva de Cape Cross

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

TV Gazeta entrevista o Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil

TV Gazeta, de São Paulo (SP), entrevista Wendell Estol, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil

O Jornal da Gazeta irá ao ar nesta quarta-feira, no canal 21 da NET, das 19h às 20h e aos sábados das 19h às 19h30, com entrevista realizada com o Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, Wendell Estol. Após a matéria ir ao ar, a reportagem estará à disposição no canal do YouTube: http://www.youtube.com/jornaldagazeta

A entrevista com Wendell Estol será sobre a participação da Sea Shepherd na proteção dos tubarões, como funciona o mercado negro de venda de barbatanas (finning) e a gravidade dessa atividade para o meio ambiente.

A ideia da matéria, segundo Jéssica dos Santos Cruz, jornalista da TV Gazeta, surgiu de “um vídeo, filmado por um pescador de Peruíbe, que encontrou um tubarão Mangona, vivo, sem as barbatanas enquanto estava pescando. A partir disso fizemos uma pesquisa sobre a lei junto à Anvisa e depois fomos em busca de ONGs que ajudam a fiscalização desta atividade ilegal”.

Wendell Estol

Durante a entrevista serão abordados temas relacionados a preservação dos tubarões, finning e pesca ilegal.