Sensibilização sobre nossos oceanos em turnê contra o aquecimento global do Aerosmith

Aerosmith: Brad Whitford, Tom Hamilton, Steven Tyler, Joe Perry e Joey Kramer. Foto cedida pelo Aerosmith

A Sea Shepherd está orgulhosa em anunciar que nos uniremos à lendária banda de rock e ícone americano, Aerosmith, em algumas datas de sua turnê recém-lançada e muito aguardada contra o aquecimento global. Nós já nos apresentamos em shows em Toronto, Boston, Filadélfia, East Rutherford, New Jersey, e Dallas. Se você for assistir um show do Aerosmith, pare no stand da Sea Shepherd e fale com os membros da tripulação em terra, no restante da turnê do Aerosmith em todo o país, para saber como você pode ajudar a defender, conservar e proteger os nossos oceanos.

Próximas datas:

01 de agosto – Pepsi Center – Denver, CO
04 de agosto – Oracle Arena – Oakland, CA
06 de agosto – Hollywood Bowl – Los Angeles, CA
08 de agosto – Tacoma Dome – Tacoma, WA

Vemos vocês na estrada!

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Capitão Paul Watson envia a primeira mensagem para apoiadores da Sea Shepherd desde que partiu da Alemanha

Pela primeira vez desde que o mundo começou a especular por que o Capitão Paul Watson tomou a decisão de perder a sua fiança e sair da Alemanha, depois de ter ficado sob prisão domiciliar por 70 dias, o Capitão fala por si mesmo. Ele transmitiu uma mensagem para a Sea Shepherd no fim de semana, pedindo que seja apresentada aos seus apoiadores. A mensagem completa segue:

Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd Conservation Society. Foto: Mike Mulle

Para meus amigos e simpatizantes,

Estou atualmente em um lugar neste planeta onde me sinto confortável, um lugar seguro, longe das intrigas das nações que se voltaram seus olhos para a exploração dos nossos oceanos.

O governo alemão disse que traí a sua confiança por deixar a Alemanha, ainda que já tenha traído a minha confiança. Os políticos alemães tinham feito as suas mentes politicamente antes que o tribunal alemão tivesse tomado uma decisão, e durante o tempo que fiquei detido na Alemanha, os japoneses negociaram com a Alemanha para requerer uma ordem de extradição para o Japão, com provas forjadas pelo ex-tripulante da Sea Shepherd, Peter Bethune.

Em 2010, o navio japonês Shonan Maru 2 deliberadamente abalroou e destruiu o Ady Gil, quase matando 6 pessoas. O capitão japonês não foi sequer questionado, os danos nunca foram pagos, nenhuma acusação foi feita, e eles levaram para o Japão o capitão do Ady Gil, Peter Bethune, onde ele colaborou para fornecer provas falsas para a Guarda Costeira japonesa para me culpar pelas ações de embarque, apesar de estar documentado no próprio vídeo que eu especificamente me posicionei contra o embarque de Bethune.

Temos custado dezenas de milhões de dólares à indústria baleeira japonesa, e em outubro de 2011, eles alocaram cerca de trinta milhões de dólares em fundos de ajuda desviados do Tsunami para combater a Sea Shepherd. Com esse dinheiro, eles aumentaram a segurança no mar, entraram com ações civis na Justiça dos EUA contra nós, e têm pesquisado onde podemos estar vulneráveis.

E a possibilidade que eles encontraram foi um incidente que aconteceu há dez anos, em águas da Guatemala, em 2002. Essa acusação envolve simplesmente a obstrução de um navio da Costa Rica com mangueiras de água. Foi uma ação que ocorreu com a permissão do governo da Guatemala, e era contra uma operação de retirada de barbatana de tubarão totalmente documentada, que também foi filmada para o premiado documentário “Sharkwater”. Foi contra um navio que apenas um ano antes havia sido condenado por finning nas águas da Reversa Marinha do Parque Nacional de Galápagos, onde a nossa embarcação, o Sirenian, tinha ajudado a apreendê-lo.

O Japão já tinha tentado me prender pela Interpol, pelo incidente de Bethune, mas a Interpol se recusou ao pedido de alerta ‘vermelho’, permitindo-lhes apenas um aviso ‘azul’, o que significa que os países poderiam relatar os meus movimentos para o Japão, mas não conseguiria me prender.

Em dezembro, a presidente da Costa Rica se reuniu com o primeiro-ministro do Japão. Eu tinha assistido ao Hamburg Film Festival em novembro de 2011, sem ser preso, na Alemanha. Em março, viajei para a Espanha e França, sem incidentes. No entanto, em maio de 2012, fui preso na Alemanha, em um mandado de extradição da Costa Rica. E o que eu encontrei foi que a Costa Rica, como o Japão, tinham emitido um pedido de aviso da Interpol, e a Interpol no final rejeitou o pedido.

A Alemanha, no entanto, um país sem um tratado de extradição com a Costa Rica ou com o Japão, decidiu prender-me sob o que eles descreveram como um acordo bilateral com a Costa Rica. Isso, claro, chamou a atenção do Japão, e começaram as negociações para enviar um pedido da minha extradição diretamente para a Alemanha. Este pedido do Japão foi aprovado pela Alemanha em 23 de julho de 2012. Fui alertado para isso, por fontes confiáveis, ​​em 22 de julho.

Com a Costa Rica, eu tinha a prova em filme e duas dezenas de testemunhas, e eu estava confiante que poderia vencer o caso contra as alegações dos caçadores de tubarão. Minha única preocupação era que a Costa Rica, então, me entregasse ao Japão. Para o Japão, há a certeza absoluta de que, uma vez sob custódia japonesa, eu nunca vou ser liberado.

Esta certeza fez com que só pudesse haver uma opção: eu tomei a decisão de me afastar da Alemanha imediatamente.

Acho um absurdo que, em todos esses anos que tenho feito campanhas para a proteção e conservação da vida marinha, onde eu não causei um único ferimento a uma única pessoa, e que só interferi com as operações ilegais, conforme definido pela lei de conservação internacional, o Japão possa fazer acusações contra mim depois de destruir um navio de dois milhões de dólares, ferindo um tripulante e quase matando outros cinco.

Estou muito decepcionado com o governo alemão. Para mim, é óbvio que o governo alemão conspirou com o Japão e a Costa Rica para me deter, para que eu pudesse ser entregue aos japoneses. Para mim, está claro que eles tomaram uma decisão política de me entregar para os japoneses antes mesmo de uma decisão judicial ser tomada. Todos os alemães que conheci eram favoráveis ​​ao trabalho que faço. Eu não encontrei um único crítico nas ruas, nos tribunais, na mídia, ou em qualquer um dos eventos e apresentações que assisti. Mesmo a polícia e os membros do tribunal eram favoráveis.

Estou muito grato pelo apoio que recebi na Alemanha e, especialmente, pelas fontes simpáticas que me forneceram as informações sobre as decisões tomadas, e da decisão política iminente para aceitar o pedido japonês de me extraditar para o Japão, uma vez que uma decisão judicial poderia estar em sua mesa.

Isso nunca foi realmente sobre a Costa Rica. Foi sobre o Japão o tempo todo.

Enfrentamos os baleeiros japoneses por oito temporadas, e já os humilhamos no mar e, mais importante, frustramos sua especulação ilegal de matança de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

Não se trata de justiça, trata-se de vingança. Trata-se de um pequeno grupo de voluntários dedicados a se opor a um poder econômico formidável e uma multi-milionária operação de caça de baleias em um santuário de baleias. Trata-se de dizer a verdade ao poder econômico e político.

A Costa Rica e a Alemanha foram simplesmente peões na busca japonesa para silenciar a Sea Shepherd, em uma tentativa de deter a nossa oposição anual de suas atividades baleeiras ilegais.

Eu sei que os caçadores de baleia do Japão vão continuar a explorar todas as pistas para encontrar uma maneira de me deter. No entanto, me esquivei mais uma vez, e vou continuar tentando manter um passo à frente deles, não importa quais os riscos e os custos para que isso seja feito.

Eu posso servir melhor meus clientes no mar do que em uma cela de prisão japonesa, e eu pretendo fazer exatamente isso. Em dezembro, os nossos navios navegarão para a nona campanha em oposição aos baleeiros japoneses piratas no Santuário Antártico das Baleias. A campanha chamará Operação Tolerância Zero, e vamos arriscar nossos navios e os nós mesmos mais uma vez, num esforço necessário para acabar com estes bandidos em sua matança sem remorsos dos gigantes gentis dos mares.

Obrigado por seu apoio contínuo,

Capitão Paul Watson

Continue acessando nosso site para mais atualizações.

Entenda o caso: O Capitão Watson estava detido na Alemanha por 70 dias, apesar de milhares de cartas de apoio enviadas ao Ministério da Justiça alemão do público, celebridades, políticos e outros luminares que defendem a sua liberação. Ele foi preso em Frankfurt, no dia 13 de maio, em um mandado de 10 anos da Costa Rica, enquanto estava a caminho de Cannes, na França. Ele foi detido na Alemanha para ser extraditado para a Costa Rica por uma alegada “violação de tráfego de navios”, que teria ocorrido durante as filmagens do premiado documentário “Sharkwater”, de 2002. O incidente específico ocorreu em alto mar nas águas da Guatemala, quando a Sea Shepherd encontrou uma operação ilegal de remoção de barbatanas de tubarão, gerida pelo navio Varadero, da Costa Rica. Sob a ordem de autoridades guatemaltecas, a Sea Shepherd instruiu a tripulação do Varadero a cessar as suas atividades de remoção de barbatanas de tubarão e voltar ao porto para ser processada. Enquanto acompanhava a volta do Varadero ao porto, a situação se inverteu, e uma canhoneira da Guatemala foi enviada para interceptar a tripulação da Sea Shepherd. Para evitar a canhoneira da Guatemala, a Sea Shepherd, em seguida, partiu para a Costa Rica, onde a tripulação descobriu ainda mais atividades ilegais de remoção de barbatanas de tubarão, na forma de barbatanas de tubarão secas aos milhares nos telhados de edifícios industriais.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd Brasil realiza ação ambiental com o Moita’s Adventures em Saquarema (RJ)

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

No último sábado (28/07), o Núcleo Carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), em conjunto com os ambientalistas do Moita’s Adventures, agência de ecoturismo e esportes de aventura, realizou um evento denominado “Abraço a Saquarema”, onde foram realizadas atividades educativas e esportivas, como a limpeza na Ilha do Gato e uma limpeza subaquática em pequena parte da Lagoa de Saquarema, além de passeios de barco e slackline.

Foto: Claudio Paschoa

Saquarema é uma cidade situada na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, sediando costumeiramente diversos campeonatos de surf na Praia de Itaúna, que é conhecida como o “Maracanã do Surf”.

Foto: Claudio Paschoa

As atividades iniciaram-se às 09:00 horas da manhã. Os voluntários dividiram-se em dois barcos, guiados pelos pescadores da Colônia Z-24, e, munidos de sacos biodegradáveis e luvas, foram até a Ilha do Gato, preparados para o trabalho de limpeza.

Foto: Luiz André Albuquerque

Comumente, a Ilha do Gato retém parte do lixo urbano, que é lançado pelos frequentadores de festas que são realizadas em casas comerciais e particulares situadas à beira da lagoa, além dos resíduos deixados pelos visitantes do local.

Foram encontradas muitas linhas de pesca enroladas na vegetação, misturadas a sacos plásticos, garrafas Pet, e grandes pedaços de vidro, que poderiam causar sérios acidentes e danos ao ecossistema.

Foto: Luiz André Albuquerque

O evento teve a participação de moradores da cidade e de Heike, turista alemã em férias no Brasil, que passando pelo local, elogiaram a iniciativa e juntaram-se à ação de conscientização ambiental.

Foto: Claudio Paschoa

Em seguida, os participantes do evento realizaram uma limpeza subaquática sob a ponte de entrada da cidade em uma pequena parte da margem da lagoa.

No período aproximado de duas horas e meia de ação, foram pesados 78 kg de lixo dos mais variados tipos, sendo encontrados também materiais sem condições de pesagem no local, tais como: caixote de madeira, hastes de ferro, armação de barraca, cordas e tiras de alumínio e ferro, estimando-se o total de 100 kg de detritos retirados da lagoa.

Foto: Claudio Paschoa

O evento foi considerado muito produtivo, sendo o primeiro de uma série de ações ambientais que realizaremos nesta cidade. Esperamos contar com a presença de mais moradores na próxima ocasião.

Reflexões sobre a temporada de matança de leões-marinhos na represa de Bonneville

Por Sandy McElhaney

Um leão-marinho ao lado da máquina de matar no rio Columbia. Foto: Ninette Jones, Sea Lion Defense Brigade

A máquina de matar leões-marinhos no rio Columbia, no Oregon, Estados Unidos, parece ter encerrado sua temporada. Os últimos assassinatos relatados pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon foram em 16 de maio de 2012. Nessa data, o barulho alegre dos leões-marinhos número U61 e U159 foi silenciado para sempre nas mãos de funcionários do Estado. Estes animais foram os últimos de uma longa lista de vítimas de uma parceria moralmente corrupta entre as agências estaduais e federais e gananciosos da pesca comercial.

A matança começou este ano em 3 de abril. Ao longo de um mês e meio, os funcionários do Departamento de Pesca e da Vida Selvagem de Oregon metodicamente marcam, maltrataram, e mataram leões-marinhos da Califórnia pelo crime de comer salmão em extinção no Rio Columbia, perto da represa de Bonneville. Um relatório publicado recentemente pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA afirma que leões-marinhos da Califórnia consumiram 0,6 por cento do salmão em extinção na represa Bonneville de janeiro a maio de 2012. Pescadores foram autorizados a pescar até 13 por cento dos salmões, mesmo em extinção, e a barragem em si é responsável por matar 17 por cento de salmão adulto.

Se o salmão está em extinção, por que os pescadores foram autorizados a tirá-los do rio? Por quê? Basta seguir o dinheiro. Em 2011, a Seafood Oregon ostentava um valor global superior a 145 milhões de dólares para todas as pescarias. O diretor do grupo, Nick Furman, comentou: “Lembramos os pescadores que não são os quilos de peixe que você pesca para o banco, são os dólares que você pesca para o banco”. Um rápido exame do Porto de Astoria leva esta mensagem para casa. O porto está cheio de redes de emalhar. De acordo com a Sea Lion Defense Brigade, Oregon permite que grupos de salmão sejam pegos pelas redes de pesca no rio Columbia. O argumento de que os leões-marinhos são mortos para proteger o salmão em extinção simplesmente se desfaz em pedaços quando se observa como os pescadores comerciais, recreativos e tribais na Columbia são a sobrepesca do mesmo salmão em extinção. Com isto em mente, a Humane Society dos Estados Unidos está lutando Leões-Marinhos da Califórnia em tribunal federal. A Sea Shepherd apoia a luta para salvar estes animais de uma morte desnecessária e ilegal.

Em oposição a esse abate insensato de leões-marinhos por comer peixe e em oposição à sobrepesca e represamento das águas dos rios, que são problemas muito maiores no rio Columbia, a Sea Shepherd Conservation Society mobilizou uma campanha Guardião da Represa nesta primavera. O Coordenador da campanha, Scott West, faz uma reflexão:

“A campanha foi iniciada de imediato. Voluntários responderam, e alguns viajaram grandes distâncias, por conta própria, para ajudar. Tornou-se uma campanha auto dirigida, e os participantes mostraram-se à altura da tarefa. Essa resposta me deu esperança para a nossa espécie. Claro que houve problemas também. Pessoas com a intenção de lucrar com a morte de salmão se recusaram a reconhecer suas próprias contribuições para o declínio do salmão, e os leões-marinhos facilmente tornaram-se bodes expiatórios. A Sea Shepherd continua empenhada em um ambiente marinho natural, onde salmão e leões-marinhos são saudáveis e abundantes”.

Uma série de Guardiões da Represa observaram leões-marinhos sendo dolorosamente marcados com ferro quente e maltratados por funcionários do Estado, que disparavam balas de borracha e fogos de artifício neles. A fumaça do ferro em brasa flutuava no ar enquanto os animais indefesos ganiam de dor e angústia. Em um momento, um animal foi chutado. Vários desapareceram em uma garagem de barcos, e nunca mais foram vistos vivos novamente. Durante a temporada de matança de 2012, 11 leões-marinhos foram silenciados para sempre, e 1 foi roubado de sua casa no rio para viver uma vida patética em cativeiro. Todos totalizam, desde 2008, 39 leões-marinhos mortos por funcionários do Estado, e 11 foram levados para cativeiro.

Os fundamentos para autoridades federais e estaduais para parar a matança parecem cair por terra. Em maio, Scott West, acompanhado da professora de 3ª série, Angela Casey, visitou o governador de Oregon, John Kitzhaber. O objetivo da visita foi apresentar centenas de desenhos e cartas de crianças de escolas da Califórnia pedindo ao governador Kitzhaber para defender os leões-marinhos. O governador não estava disponível para atendê-los. Desde então, ele não conseguiu nem sequer acusar o recebimento dos desenhos das crianças. Que tipo governador eleito rudemente ignora as mensagens de centenas de crianças em idade escolar? No início de 2012, o governador aproveitou uma oportunidade de foto e leu o clássico de Dr. Seuss, “Lorax”,  a um grupo de alunos do 2ª série. Aparentemente, o governador não estava prestando atenção às palavras esclarecedoras de “Lorax”:

“A menos que alguém como você se importe muito com algo horrível,
Nada ficará melhor. Não é.” – The Lomax

A Sea Shepherd está prestando atenção! Enquanto os leões-marinhos estão sendo injustamente mortos por comer na represa de Bonneville, enquanto os verdadeiros culpados, a sobrepesca de salmão em extinção e as operações de barragens destrutivas são permitidas, enquanto os leões-marinhos são acusados ​​pela redução das populações de salmão, nós estaremos lá para acender uma luz e para falar sobre essa injustiça horrível.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Advogado confirma: o Japão pretende extraditar Paul Watson

Um pedido de extradição da Embaixada do Japão foi apresentado dia 19 de julho para o Ministério das Relações Exteriores alemão

O Governo japonês está novamente levando a nada sua busca para pôr fim aos esforços do Capitão Paul Watson de cessar suas atividades baleeiras ilegais. Os advogados alemães de Paul Watson – o conservacionista marinho icônico, fundador da Sea Shepherd Conservation Society, e foco da série de  TV “Whale Wars – Defensores de Baleias”, que partiu da Alemanha depois de ser mantido detido por 70 dias para extradição para a Costa Rica – confirmou que a Embaixada japonesa apresentou um pedido ao Ministério das Relações Exteriores alemão para extraditar Watson para o Japão.

A Alemanha estava prosseguindo com a extradição de Watson para a Costa Rica. A Sea Shepherd Conservation Society estava receosa de que a vida de Watson estivesse em perigo, ou que ele fosse extraditado para o Japão. Hoje, essas suspeitas foram confirmadas pelo advogado de Watson.

“Recebi a confirmação hoje do Procurador-Geral da Alemanha de que o Japão apresentou um pedido de extradição contra Paul Watson em 19 de julho”, disse Oliver Wallasch, chefe dos advogados alemães para o capitão Paul Watson. “A Alemanha estava prosseguindo com a extradição do Capitão Watson para Costa Rica e, uma vez lá, não há dúvidas de que ele teria sido entregue em custódia japonesa”, disse Susan Hartland, Diretora Administrativa para a Sea Shepherd. “Ao ser extraditado para o Japão, ele não teria um julgamento justo, e nunca mais o veríamos fora de uma prisão de novo”, acrescentou.

Mesmo com rumores de uma recompensa de pelo menos 25 mil dólares pela sua cabeça por caçadores de tubarão na Costa Rica, Watson estava preparado para ir para a Costa Rica por sua própria vontade (e não através de extradição), e responder às acusações de violação de tráfego de navios, envolvendo o uso de canhão d’água em 2002. No entanto, ele então soube que sua prisão havia chamado a atenção do Japão, que entrou em contato com o Ministério da Justiça alemão para chegar a um acordo com eles. Este acordo envolveria a Alemanha não fazer qualquer objeção a um pedido feito pelo Japão à Costa Rica para levar Watson para o Japão.

O Japão, no passado, tentou ter o Capitão Watson preso através de um “alerta vermelho” da Interpol, mas esse “alerta vermelho” não foi concedido, porque a Interpol não viu qualquer validade no pedido. Na verdade, a Interpol manteve a mesma posição no mandado da Costa Rica, que foi rejeitado. No entanto, a Alemanha prendeu o Capitão Watson em 13 de maio, apesar do mandado ser politicamente motivado, e decidiu acolher o pedido da Costa Rica, numa base bilateral – em nome da Costa Rica e Japão.

“As tentativas do Japão de fazer intermediações nos bastidores com a Alemanha e a Costa Rica, ao mesmo tempo que abria processos judiciais contra a Sea Shepherd nos EUA, são tentativas desesperadas de deter o Capitão Paul Watson, e nunca impedirá o trabalho contínuo da Sea Shepherd de proteger os nossos oceanos”, disse Hartland. “Nós operamos sob a Carta Mundial das Nações Unidas para a Natureza, para fazer valer as leis internacionais de conservação e intervir diretamente contra as atividades ilegais em alto-mar. O Japão está sob a falsa impressão de que se o Capitão Paul Watson for preso, eles vão parar nossas campanhas para proteger a fauna do oceano. Está na hora do Japão perceber que nada que eles façam vai nos impedir de proteger as baleias, os animais selvagens e outras espécies marinhas para as gerações futuras em todos os lugares”, acrescentou.

O Capitão Watson estava detido na Alemanha por 70 dias, apesar de milhares de cartas de apoio enviadas ao Ministério da Justiça alemão do público, celebridades, políticos e outros luminares que defendem a sua liberação. Ele foi preso em Frankfurt, no dia 13 de maio, em um mandado de 10 anos da Costa Rica, enquanto estava a caminho de Cannes, na França. Ele foi detido na Alemanha para ser extraditado para a Costa Rica por uma alegada “violação de tráfego de navios”, que teria ocorrido durante as filmagens do premiado documentário “Sharkwater”, de 2002. O incidente específico ocorreu em alto mar nas águas da Guatemala, quando a Sea Shepherd encontrou uma operação ilegal de remoção de barbatanas de tubarão, gerida pelo navio Varadero, da Costa Rica. Sob a ordem de autoridades guatemaltecas, a Sea Shepherd instruiu a tripulação do Varadero a cessar as suas atividades de remoção de barbatanas de tubarão e voltar ao porto para ser processada. Enquanto acompanhava a volta do Varadero ao porto, a situação se inverteu, e uma canhoneira da Guatemala foi enviada para interceptar a tripulação da Sea Shepherd. Para evitar a canhoneira da Guatemala, a Sea Shepherd, em seguida, partiu para a Costa Rica, onde a tripulação descobriu ainda mais atividades ilegais de remoção de barbatanas de tubarão, na forma de barbatanas de tubarão secas aos milhares nos telhados de edifícios industriais.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil