Força O.R.C.A. guia rinocerontes com segurança através do horror do “Ciclo da Lua Cheia”

Rinoceronte mãe e seu filhote. Foto: Peter Milton

A Força O.R.C.A. da Sea Shepherd, em colaboração com especialistas anti-caça furtiva da África do Sul, SPOTS (Proteção Estratégica de Espécies Ameaçadas), está usando equipamentos de alta tecnologia, trabalhando dia e noite para cumprir a lei anti-caça furtiva, guiando os rinocerontes através do ciclo de lua cheia.

O período de lua cheia de cada mês é o momento mais perigoso para os rinocerontes, ameaçados de extinção. Enquanto a esfera prateada, flutuando sobre o deserto Africano, cria um panorama impressionante para os turistas, também ilumina a selva, o que torna os rinocerontes um alvo muito fácil para caçadores ilegais, que os perseguem e os matam por seus chifres imensamente valiosos.

“Ao longo dos últimos dias, três rinocerontes foram mortos nas reservas vizinhas”, disse Dinielle Stöckigt, membro da equipe sul-Africana. “Estamos aqui para fazer o que for necessário para proteger os tesouros naturais da África nesta área”.

Durante o dia, a equipe da Força O.R.C.A. auxilia em patrulhas armadas, protegendo as áreas de invasores ilegais. À noite, usa a visão noturna de alta tecnologia, a imagem térmica e sistemas aéreos não tripulados para procurar os suspeitos de pilhagem dos recursos naturais da África do Sul.

Na última noite, a equipe respondeu a três tiros ouvidos em estreita proximidade com o seu acampamento. Imediatamente a equipe da SPOTS e da Sea Shepherd lançaram o sistema aéreo não tripulado, equipado com imagens térmicas, para procurar movimentos na área.

“Essa é a melhor experiência de voluntariado que posso imaginar”, disse o especialista em sistema aéreo não tripulado, Jake Weber, ex-Black Hawk e piloto de drones (pequenos aviões operados por controle remoto) para o Exército dos EUA. “Ter um rifle FN 7.62 em uma mão, um par de óculos de visão noturna na outra, dirigindo às 2 da manhã em pistas irregulares que mal podem suportar um veículo, e pilotando sistemas aéreos não tripulados para proteger animais ameaçados de extinção não é a típica experiência de safari – isto é o verdadeiro sal-da-terra”.

A Força O.R.C.A. vai continuar apoiando os esforços anti-caça pelos próximos dois ciclos de lua cheia. Com a nossa experiência de campanha, conhecimento legislativo e tecnologia de ponta, nossa equipe pode fazer uma verdadeira diferença no reforço das ações anti-caça.

“O apoio da Sea Shepherd tem sido essencial durante este período. Com caçadores caçando tão perto, precisamos de todas as ferramentas e recursos humanos que podemos obter para proteger os rinocerontes”, disse o diretor da SPOTS, Peter Milton.

Na nossa área, nenhum animal foi caçado durante este ciclo de lua cheia.

Rinoceronte morto morto por caçadores furtivos. Foto: Peter Milton

Imagens térmicas noturnas pelo sistema aéreo não tripulado

Membro da equipe Força O.R.C.A., Rosie Kunneke, inspeciona um buraco suspeito

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil participa de mutirão de Educação Ambiental e Limpeza Subaquática na Praia Vermelha – Urca (RJ)

Sábado, dia 11 de agosto de 2012, o Instituto Sea Shepherd Brasil integrou a REAMAR – Rede de Educação Ambiental Marinha, em evento realizado na Praia Vermelha, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro.

A REAMAR é um projeto que reúne diversas ONG’s, associações e instituições interessadas em um bem comum: A Preservação dos Mares e Oceanos.

Foto: Flávio Mark Longaray Ramires

A ideia é realizar mutirões de educação ambiental e limpeza do fundo do mar em eventos mensais, alternando-se a Praia Vermelha com a Praia da Urca, situadas no mesmo bairro.

Com 10 (dez) mergulhadores do Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil equipados pela operadora de mergulho Mar do Mundo, realizamos uma coleta de lixo subaquática no costão direito da Praia Vermelha, retirando uma quantidade considerável de lixo. Foram encontradas pilhas, velas de motor automotivo, latas de refrigerante, anzóis e linhas, pedaços de rede abandonadas, um pneu de carro, etc.

Foto: James Donohue

Em nossa tenda, recebemos crianças para uma lúdica brincadeira de colorir desenhos de animais marinhos com pequenas mensagens voltadas para a educação ambiental, afinal, elas representam o futuro e devem começar a criar uma consciência ecológica desde cedo.

O Projeto Águas Limpas do Instituto Rumo Náutico – Projeto Grael realizou uma exposição de imagens do lixo encontrado na Baia de Guanabara e contribuímos com fotos que demonstravam o dano que o microlixo causa aos animais marinhos.

Foi realizada uma pesquisa com os frequentadores da praia, em que os participantes receberam instruções sobre como descartar adequadamente resíduos, objetivando conduzir a população para o descarte seletivo.

O evento teve cobertura da mídia, o que é importante para sensibilizar a população, além de valorizar e preservar um dos mais importantes cartões postais da cidade do Rio de Janeiro.

Foto: Flávio Mark Longaray Ramires

No curto espaço da Praia Vermelha encontramos 02 redes de espera colocadas a 50 metros da arrebentação. Esperamos no próximo evento da REAMAR, a se realizar no dia 01 de setembro na Praia da Urca, poder contar com maior apoio das autoridades de fiscalização para coibir as ilegalidades que estiverem ocorrendo no local.

O Núcleo RJ tem promovido ações de coleta de lixo subaquático em algumas localidades do Estado do Rio de Janeiro. Sempre que temos oportunidade, buscamos levar conscientização através da ação direta.

Definindo o status legal do Capitão Paul Watson

A Sea Shepherd aborda o impacto do “alerta vermelho” da Interpol sobre o Capitão Watson e as operações da organização

Paul Watson com seu advogado na Alemanha

Depois de muita especulação e desinformação sobre o impacto do recentemente anunciado “alerta vermelho” emitido pela Interpol para o capitão Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd Conservation Society, que foi preso no aeroporto de Frankfurt em 13 de maio e detido na Alemanha durante 70 dias até a sua partida, em torno de 22 de julho, a Sea Shepherd está ajustando o seu atual status. Usando a informação enviada para o seu website, tal como previsto em uma carta do advogado principal do Capitão Watson na Alemanha, Oliver Wallasch, a Sea Shepherd aborda a especulação com os fatos jurídicos deste caso.

Perguntas e Respostas ao advogado Oliver Wallasch

Qual é o impacto da fiança do Capitão Watson por deixar a Alemanha?

Ignorar a fiança na Alemanha não é um crime! Lá é totalmente diferente da jurisdição dos EUA e de outros países do mundo. O artigo 2º da Constituição alemã afirma que a Alemanha concede liberdade pessoal. Portanto, não é nem crime na Alemanha escapar da prisão. A decisão de deixar o país leva apenas a consequência de que o mandado de prisão local (não internacional!) da Corte Superior Regional fica em vigor, e que a fiança é apreendida (perdida) na decisão do tribunal. Devido ao fato de que o Capitão Paul Watson foi preso em um processo de extradição, a Alemanha não está ativamente à procura dele, localmente ou internacionalmente.

Qual é o procedimento de extradição da Alemanha no que se refere a este caso?

No caso do Sr. Watson, sabíamos que, além do pedido da Costa Rica, houve também um alerta ‘azul’ emitido pela Interpol sob a acusação do Japão contra Paul Watson. Este alerta ‘azul’, relativo ao mandado do Japão, está ativo desde 2010, e não foi convertido em um alerta ‘vermelho’ pela Interpol durante todo o processo de extradição com a Costa Rica. Mas nós descobrimos que o Japão estava muito interessado no procedimento com a Costa Rica, porque eles enviaram pedidos através da Interpol de Tóquio para a Corte Superior Regional, para reunir mais informações sobre o procedimento em si. Isso é absolutamente incomum. As autoridades alemãs estão autorizados a realizar a extradição, mesmo sem um tratado especial com o país requerente. Por isso, era muito provável que o Japão iria pedir a extradição numa base bilateral. Depois que o Sr. Watson deixou o país, nós descobrimos que esse pedido de extradição foi enviado pela Embaixada do Japão através do Ministério das Relações Exteriores ao Ministério Público em Frankfurt. O cenário seria que o Sr. Watson teria sido extraditado para a Costa Rica, e depois extraditado para o Japão.

Esses fatos mostram que havia uma ligação entre o pedido de extradição da Costa Rica e o pedido de extradição do Japão. Tendo em vista que a presidente da Costa Rica visitou o Japão no final de 2011, tendo em vista que o Japão concedeu uma enorme quantidade de dinheiro para a “proteção ambiental” na Costa Rica, é óbvio que estes dois países têm uma relação muito estreita.

O “alerta vermelho” da Interpol é um mandado, e qual é o seu impacto?

Os alertas da Interpol são alertas internacionais, permitindo que a polícia dos países-membros compartilhem informações. A Interpol não está ativamente emitindo mandados de prisão, a Interpol não está ativamente à procura de o réu, e a Interpol não está envolvida no processo de extradição. A Interpol apenas faz o intercâmbio de informações entre a polícia nos países-membros.

A informação de que a Interpol emitiu um alerta ‘vermelho’ contra o Sr. Watson sobre as acusações da Costa Rica significa apenas que a polícia dos países-membros devem estar cientes de que o Sr. Watson é procurado pela Costa Rica. Cabe à polícia e as autoridades judiciais dentro dos países-membros da Interpol agirem ou não de acordo com este mandado de captura local pela Costa Rica.

Qual é o impacto do “alerta vermelho” sobre a Sea Shepherd Conservation Society?

Devido ao fato de que estes são casos individuais de acusações contra o Sr. Watson (na Costa Rica e no Japão), que são como afirmamos, provavelmente motivada politicamente, não há impacto sobre o trabalho da Sea Shepherd Conservation Society como uma ONG em si. É um princípio geral de que as acusações criminais são contra os indivíduos, e não contra entidades jurídicas.

O Capitão Watson poderá viajar para a Antártida na próxima e em outras campanhas?

Estou convencido de que o Capitão Paul Watson é capaz de continuar seu trabalho, mesmo com essas acusações falsas contra ele..

Declaração da Diretora Administrativa da Sea Shepherd

Ao falar sobre as tentativas transparentes do Japão de frustrar as campanhas da Sea Shepherd, Susan Hartland, Diretora Administrativa da Sea Shepherd, disse: “O mandado o alerta “azul” gerado é apenas outra tentativa débil do Japão para tentar impedir-nos de realizar nossa missão de proteger, conservar e defender nossos oceanos. Atuamos dentro dos limites legais da Carta Mundial das Nações Unidas para a Natureza. Somos uma entidade de execução, agindo legalmente contra as implacáveis ​​e arcaicas operações baleeiras ilegais em um santuário designado e, como tal, continuaremos a nossa ação direta para proteger os oceanos e a vida selvagem. Nossos apoiadores não esperam menos que isto, e é isso que continuaremos fazendo. Os nossos adeptos estão conosco, e nós estamos com o Capitão Watson, todos os outros capitães de nossos navios, e toda a nossa tripulação corajosa”, disse ela.

Hartland acrescentou: “Claro, nós sabemos que o Japão iria adorar ter o seu próprio alerta ‘vermelho’ emitido para o Capitão Watson. Eles tentaram o ‘vermelho’, mas suas tentativas são reconhecidas pela Interpol como politicamente motivadas, então eles foram obrigados a se contentar com um alerta ‘azul'”, disse ela. “Sendo conivente com a Alemanha e a Costa Rica, o Japão tentou extraditar o Capitão Paul Watson, entrou com uma ação nos EUA, perseguiram e prenderam membros da tripulação da Sea Shepherd, e nos acusou de falsos crimes quando tiveram chance”, disse ela.

“Nada que o Japão faça vai nos impedir de voltar para a Antártica nesta temporada, com quatro navios e quatro equipes de voluntários comprometidos e apaixonados, para pararmos a frota baleeira japonesa”, acrescentou.

Em 2010, quando o alerta “azul” para o Capitão Paul Watson foi emitido pela Interpol, o Capitão Watson sabia que era resultado do Japão empunhando seu poder político e financeiro, mais uma vez, assim como eles continuam comprando países membros da Comissão Internacional da Baleia. Na época, o Capitão Watson disse: “Coloquem o meu nome em um alerta azul, alerta vermelho, lista negra, ou lista de morte, pois é preferível à lista eu-não-dou-a-mínima”.

Histórico:

O incidente específico em questão ocorreu em águas da Guatemala, quando a Sea Shepherd encontrou uma operação ilegal de remoção de barbatanas de tubarão executada pelo navio da Costa Rica, o Varadero I. Sob a ordem de autoridades da Guatemala, a Sea Shepherd instruiu a tripulação do Varadero a cessar as atividades de remoção das barbatanas de tubarão e voltar para um porto da Guatemala, para serem processados. Enquanto acompanhava o Varadero eu de volta ao porto, a situação se invertesse e uma canhoneira da Guatemala foi enviada para interceptar a tripulação da Sea Shepherd. Para evitar a canhoneira da Guatemala, a Sea Shepherd, em seguida, partiu para a Costa Rica, onde a tripulação descobriu mais atividades de remoção das barbatanas de tubarão, com barbatanas de tubarão secas aos milhares nos telhados de edifícios industriais.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Atualização sobre a Operação Kimberley Miinimbi: Steve Irwin encontra o maior berçário de baleias jubartes no mundo

O líder de campanha da Operação Kimberley Miinimbi, Bob Brown, em coletiva de imprensa na proa do navio Steve Irwin

7 de agosto de 2012 – Hoje concluímos nossas primeiras viagens por mar para James Price Point. A bordo do Steve Irwin estavam Richard Hunter e Ronnie Roe, da etnia Goolarabooloo, vários representantes da mídia e membros influentes da comunidade, incluindo Richard Costin e Sandes Annabelle da Kimberley Whale Watching. Também estavam a bordo Murray Wilcox, ex-juiz da Corte Federal da Austrália, e Phillip Wollen, Australiano do Ano de 2007, juntamente com Martin Pritchard da Environs Kimberley.

A viagem de 50 quilômetros costa acima nos levou além da localização do Kimberley Community Whale Research Project, para o local proposto para fábrica de gás no James Price Point (Walmadan).

Baleias começaram a cumprimentar-nos desde o momento em que a jornada começou, com a maioria delas numa faixa de cinco quilômetros a partir da costa. Grande parte dos animais estava com suas crias, algumas delas com menos de duas semanas de idade. As mães estavam simplesmente descansando e cuidando de seus bebês e não se deslocando, ressaltando ainda mais o fato de que a área proposta para o Woodside Gas Hub é, de fato, um berçário de baleias jubartes.
Richard Costin, da Kimberley Whales, fez o trabalho fantástico de apontar o local exato do empreendimento e os impactos que o projeto terá sobre a vida marinha e o meio ambiente. Olhando o modo como as correntes marítimas sobem e descem a costa e levando em conta as algas marinhas e os corais, é fácil ver como a dragagem proposta para o cais quilométrico de navios de grande porte terá um efeito catastrófico sobre as populações locais de tartarugas e dugongos, os quais dependem das algas marinhas para sua alimentação.

Richard também apontou que, embora o governo do estado da Austrália Ocidental tenha anunciado um parque marinho em Camden Sound, que fica mais ao norte de James Price Point, essa área ainda está aberta à mineração e cobre apenas três por cento do berçário das jubartes. “A partir daqui e até as Ilhas Lacipede, o trabalho que temos feito nos últimos três ou quatro anos identificou esta área como sendo talvez a mais importante na costa de Kimberley para as baleias”, ele disse.

Murray Wilcox, aposentado do Queens Counsel, disse que estava interessado em ver o quão próximas estavam as baleias do local proposto para a extração do gás e afirmou que “é, obviamente, uma relação muito próxima. Eu acho que Kimberley é uma das áreas mais bonitas da Austrália – certamente uma das mais primitivas – e temos a oportunidade de preservar um lugar selvagem bastante intocado. Se não o fizermos, não sobrará nada para os nossos netos. É possível explorar as reservas de gás da bacia Browse sem construir uma usina de gás em Kimberley”. Ele também elogiou a tripulação da Sea Shepherd afirmando: “Eu acho que essas pessoas estão muito preocupadas com uma questão que deveria preocupar todos nós”.

Baleia jubarte e navio Steve Irwin na saída de James Price Point

O porta-voz da Environs Kimberley, Martin Pritchard, concorda com Wilcox. Ele disse que a pesquisa realizada por voluntários da comunidade contou 1.441 baleias jubartes desde o dia 1° de julho, sendo 1.200 delas dentro de uma faixa de oito quilômetros a partir da costa. No entanto, segundo ele, a Autoridade de Proteção Ambiental afirmou que em sua migração anual em direção ao norte, a passagem de cerca de 1.000 baleias seria esperada durante uma temporada inteira. “Em três semanas, olhando apenas quatro horas por dia, já tivemos 1.200 baleias contadas e cerca de 90 pares de mãe-filhote. É realmente uma prova de que a pesquisa de Woodside e do governo do estado está errada.”

Todos a bordo estavam completamente cativados pela vida marinha, que incluiu numerosas baleias, tartarugas verdes, cobras marinhas e golfinhos e estavam impressionados com a bela paisagem no James Price Point, em contraste com os comentários do Premier Barnetts sobre a área ser uma parte banal da costa de Kimberley.

8 de agosto de 2012 – Baleias fornecem a prova necessária contra Woodside. Em nossa segunda viagem para James Price Point (Walmadan) fomos acompanhados pelos homens da etnia Goolarabooloo Erro Roe, Roe Jason, Brian Councillor e Hunter Erik; uma mulher da etnia Yawuru, Jeb Clerk; uma mulher da etnia Nyul Nyul / Jabirr Jabirr, Lorna Cox; vários meios de comunicação locais e internacionais; e o coordenador estadual de sociedades tradicionais, Peter Robertson, quem tem um conhecimento profundo da área.

O dia foi repleto de avistamentos numerosos na faixa de oito quilômetros a partir da costa, num total de 120 baleias jubartes. No entanto, o destaque do dia foi a filmagem de um filhote sendo amamentado a menos de um quilômetro da costa de James Price Point. O filme mostra claramente as falésias do local em segundo plano. Isso mais uma vez fornece uma evidência adicional de que a fábrica de gás terá um efeito desastroso sobre a paz e a tranquilidade do maior viveiro de baleias jubartes do mundo.

O líder da campanha, Bob Brown, disse: “Deixe-me definir a cena: a baleia-mãe desliza sob a superfície enquanto ela vem em nossa direção, a baleia-bebê bate sua cauda na superfície, três pessoas de Walmadan em uma balsa atrás, o Steve Irwin – essas baleias estavam a apenas um quilômetro da costa. E então ela, a mãe, apareceu e soltou um suspiro longo e melodioso!”

Bob Brown e o diretor australiano Jeff Hansen também foram a bordo do helicóptero da Sea Shepherd – o Nancy Burnett – para ter uma vista aérea do local proposto para a fábrica de gás. O piloto do helicóptero, capitão Roger Danner, dos Estados Unidos, afirmou: “Estou realmente devastado, pelo mundo inteiro e não apenas pela Austrália. As baleias estarão sob imensa pressão se esse projeto for em frente. Eu tenho viajado pelo mundo todo e o que a Austrália tem aqui é muito raro, único e precioso”.

Jeff Hansen declarou: “Quando eu vi o layout do local, eu me senti mal sobre o tamanho do que a Woodside está propondo para um dos litorais mais marcantes de Kimberley. Se permitirmos que essas fábricas de gás avancem sobre o maior berçário de baleias jubartes do mundo, nossos filhos nunca irão nos perdoar. Temos que nos levantar e lutar por Kimberley”.

Bob Brown recordou: “No helicóptero, nós olhamos para as pegadas da fábrica de gás – quadrados e áreas internas desmatadas – e elas são do tamanho de uma periferia urbana. Uma barragem para sugar a água abaixo da planície, uma área separada para o despacho de containers, uma van de segurança no portão da estrada, e mais próximo da costa, o pequeno acampamento dos protetores deste país: membros da etnia Goolarabaloo, observadores de baleias, outros cientistas e pessoas comuns contra a maior fábrica de gás do mundo”. Brown também desembarcou para se reunir com sênior Goolarabooloo Phillip Roe para reconhecer sua paixão e sua dedicação em proteger o país.

O gestor do navio, o havaiano Beck Straussner, passou muitos anos estudando as jubartes em meio selvagem, mas nunca viu tantas juntas em um mesmo local e está muito preocupado com essas criaturas magníficas. “Os australianos realmente precisam vir ver isso aqui, eu garanto que se eles vissem o que está em jogo, fariam tudo o que pudessem para parar a insanidade desse projeto da Woodside”.

Jubarte e filhote perto da costa de James Price Point

A chamada parte "banal" da costa de Kimberley

O custo da proposta da enorme fábrica de gás

Traduzido por Maiza Garcia, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Operação Paciência Infinita: Guardiões da Enseada 2012-2013

Os golfinhos precisam de você. A Sea Shepherd está se preparando para a nossa campanha anual em defesa dos golfinhos, Operação Paciência Infinita, 2012-2013. Guardiões da Enseada voluntários são necessários. Precisamos de voluntários para viajar para Taiji, no Japão, e precisamos de voluntários ao redor do globo para envolver o governo japonês.

A matança de golfinhos continua em Taiji. Temos reduzido a sua velocidade nos últimos dois anos, mas os golfinhos continuam sendo levados para a Enseada, para a sua captura e abate. Até que esta matança termine, nós não vamos parar! Vamos mostrar a nossa paciência infinita.

A temporada de caça está prevista para começar em 1 de setembro de 2012, e continuar até fevereiro ou março de 2013. Aqui está sua chance de participar! Precisamos de voluntários para se juntar a nós em Taiji. Quer ser um Guardião da Enseada? Sabemos que a nossa presença tem um custo significativo ao governo japonês, e maior será a nossa presença, se tornando ainda mais caro para eles.

As autoridades japonesas estão ficando desesperadas. Na temporada passada, o Guardião da Enseada, Erwin Vermeulen, foi detido pelo Governo japonês por 64 dias, e forçados a enfrentar um julgamento por um crime que não cometeu. Isto custou ao governo japonês uma quantia significativa de dinheiro. O juiz considerou Vermeulen inocente, e o governo do Japão foi obrigado a pagar-lhe dez mil dólares pelo encarceramento ilegal. Absolvições são extremamente incomuns no Japão, o que demonstra como existiu poucas provas neste caso. Vermeulen doou todos os fundos para a Sea Shepherd.

Mesmo que você não possa se tornar um Guardião da Enseada em Taiji, sua participação ainda é muito importante. Precisamos de apoiadores dedicados e apaixonados em todo o mundo, nos acompanhando pela hashtag tweets4taiji no Twitter, e outras informações da campanha que são divulgadas. Seus esforços contínuos para contactar as embaixadas e consulados japoneses e informá-los sobre o quão ofensivo este massacre é, e como danifica a reputação do Japão, é muito importante, como sempre.

Sabemos que a nossa presença e as comunicações com as embaixadas e consulados japoneses reduziram o número de golfinhos mortos nos últimos dois anos.

Nem todo mundo que quer fazer parte da tripulação da Sea Shepherd pode ter o tempo necessário para uma campanha na Antártica, nem é possível para todos os voluntários serem chamados para compor a tripulação do navio. No entanto, com poucas exceções, os voluntários que se candidatam para ser um Guardião da Enseada são aceitos. Embora esta seja uma campanha relativamente fácil de participar, esteja ciente de que pode ser emocionalmente difícil e financeiramente caro. Não é algo para fazer por impulso. É um trabalho importante, e devemos nos manter fortes para enfrentar este terrível abate até o fim. Muitos voluntários Guardiões da Enseada retornaram a Taiji, e outros passaram a fazer parte da tripulação dos navios das outras campanhas.

Você quer praticar a paciência infinita em Taiji? Escreva para Scott West no coveguardian@seashepherd.org, e solicite os formulários do Guardião da Enseada.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

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Ajude um Sea Shepherd brasileiro a defender os golfinhos em Taiji

Dia 01 de setembro, recomeçará a anual matança de golfinhos na Enseada de Taiji, conhecida como “Baía da vergonha”.

A Sea Shepherd ao redor do mundo envia seus Guardiões da Enseada, para pressionar os japoneses.

O Brasil tem o voluntário Guilherme (Guiga) Pirá, que foi para Taiji com recursos próprios na última campanha.

Este ano, Guiga necessitará de nossa ajuda para ficar 3 meses no Japão.

É um trabalho de inteligência, sangue frio e paciência. Ao mesmo tempo, um trabalho de amor e dedicação, como todos os Shepherds de coração precisam ter.

Precisamos da ajuda de todos os brasileiros que se revoltam com a Baía da Vergonha. Aquele mar de sangue precisa acabar!!

Colabore com a quantia que você puder, toda ajuda é bem vinda.

http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=153450