Instituto Sea Shepherd e GMES participam de evento da CMAS Brasil

Por Gisele Pontes, voluntária de Comunicação e Marketing do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Rio de Janeiro

Dia 26 de agosto de 2012, uma ação de limpeza na orla da Praia da Urca foi organizada pela CMAS (Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas). Através de um convite do nosso parceiro Claudio Ferreira, do GMES – Grupo de Mergulho Estácio de Sá, o Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil esteve presente.

Foto: Eduardo Bracony Piu

Parte de nosso grupo de voluntários realizou limpeza subaquática, com cada mergulhador tendo um dupla em terra para suporte no recolhimento do lixo encontrado, além de limpar toda área das pedras que formam o costão.

Foto: Flávio Mark Longaray Ramires

A Praia da Urca é uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro, mas infelizmente não existe estrutura para receber o grande número de banhistas que a frequenta, e quem sofre com isto é o ecossistema marinho, pois no local existe uma parede de pedras que as pessoas usam como banco para apreciar a vista e mesa para descansar pratos e copos.

O mar está situado um nível abaixo e grande parte dos frequentadores acaba por utilizá-lo para descartar guardanapos, pratos de papelão, canudos etc.

Enquanto os mergulhadores faziam a limpeza no mar, outros voluntários fizeram trabalho de Educação Ambiental na tenda da Sea Shepherd. As crianças conheceram os animais e aprenderam sobre preservação da vida marinha.

Foto: Flávio Mark Longaray Ramires

Foto: Flávio Mark Longaray Ramires

Foi realizada uma exposição de quadros pintados por atletas-deficientes. A Escola de Mergulhadores (Off Shore) do SESI/SENAI expôs seus equipamentos profissionais e realizou palestras no local e a Seleção Brasileira de FotoSub também fez uma exposição de fotos campeãs.

Foto: Eduardo Bracony Piu

A atividade no mar nos rendeu uma quantidade impressionante de lixo. Em apenas 01:30h de mergulho, retiramos mais de 150kg de lixo.

Foto: ISSB/Núcleo RJ

A recompensa veio em seguida, quando uma tartaruga nos surpreendeu, nadando calmamente nestas águas tão castigadas, como se estivesse agradecendo pelo trabalho.

O Grupo de Mergulho Estácio de Sá, com 17 voluntários no evento, comandados pelo Instrutor Cláudio Ferreira cumpriu seu papel, e o Núcleo RJ da Sea Shepherd espera poder colaborar sempre na luta pela conservação e preservação dos oceanos e da vida marinha.

Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Avião não tripulados da Força O.R.C.A. faz teste bem sucedido sobre a colônia de focas de Cape Cross

Lançamento do avião não tripulado

Durante as primeiras horas da manhã da Namíbia, o avião não tripulado da Sea Shepherd fez um primeiro vôo sobre a colônia de focas, onde cada manhã centenas de bebês foca são brutalmente espancados até a morte. Um vôo sobre a colônia do Cabo Cruz durante a matança de focas nunca foi feito antes.

A equipe Força O.R.C.A. conta com dois veteranos de campanha e dois especialistas em aviões não tripulados. “É um privilégio absoluto trabalhar com uma equipe tão grande”, disse o Diretor da Força O.R.C.A., Laurens de Groot. “Os aviadores fornecem habilidades excepcionais. Eles olham para qualquer coisa e imediatamente começam a se perguntar como eles podem fazê-la voar. É como se tivessem jogado Charles Lindbergh, os irmãos Wright, e MacGyver em um chapéu de mágico e tirassem esses dois especialistas de classe mundial”. A equipe opera a partir de um local não revelado, em algum lugar do deserto da Namíbia.

A equipe da Força O.R.C.A. tem que lutar contra fortes ventos de até 40 Km/h, que enchem de areia o equipamento frágil. Além de lutar com os elementos agressivos, devem cobrir mais de 7 quilômetros com um avião não tripulado que foi feito de maneira caseira, devido ao orçamento apertado. O piloto do avião não tripulado, “Sr. Biggles”, disse: “Estamos fazendo o possível e o impossível neste lugar remoto, longe de eletricidade ou outros recursos que geralmente precisam fazer algo voar. Mas eu estou convencido de que podemos fazê-lo novamente, desta vez com câmeras”.

Agora que o vôo de teste foi bem sucedido, a equipe secreta continuará a perseguir seu objetivo de filmagem dos matadores de focas. Os caçadores e o Governo da Namíbia estão usando tudo em seu poder para encobrir seu crime contra a natureza. Navios da Marinha, comboios armados e policiais cercam o perímetro da colônia. Apesar de todas as medidas de segurança, parece que eles têm negligenciado o seu espaço aéreo.

A Força O.R.C.A. continua a operar a partir do deserto, em busca de abrigo do sol escaldante durante o dia e em movimento durante as horas escuras do inverno Africano. “Eles nunca vão nos encontrar. Nós vamos flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha até a matança de focas parar para sempre”, disse Diniell Stockigt, membro da equipe sul-africana.

Equipe Força O.R.C.A. monitora os sistemas do avião não tripulado durante vôo de teste

Rosie Kunneke de vigia durante vôo de teste

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Juiz nega fiança no processo de contrabando de iguanas em Galápagos

A audiência de segunda-feira, 27, no tribunal na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos, foi uma grande vitória para proteção, conservação e vida selvagem. Ela também foi uma mensagem clara para as pessoas que pretendem cometer crimes ambientais, de que suas ações não serão toleradas.

O objetivo da audiência foi analisar um pedido de fiança do alemão Dirk Bender.

Havia duas opções para o juiz para se pronunciar sobre este pedido:

a) Conceder fiança e definir o seu valor com a devida consideração dos danos ambientais

b) Negar fiança por razões de interesse público, gravidade do caso, ou risco de fuga.

Em aplicação do artigo 176 do Código de Processo Penal do Equador, o juiz negou o pedido do réu de fiança. Esta é a primeira vez que um réu será mantido preso em Galápagos por um caso ambiental, e este será um precedente importante.

Desde que começamos o projeto jurídico em Galápagos, tivemos apenas negativas decisões judiciais em casos ambientais. Nos 14 anos da Lei Especial de Galápagos, nunca tivemos uma única pessoa condenada por um crime ambiental, independentemente da gravidade de alguns destes crimes. A decisão judicial de segunda-feira, ao contrário, envia a mensagem correta para a sociedade: a mensagem de que o tribunal vai cumprir a lei para proteger as espécies endêmicas em Galápagos.

Ao contrário de todos os outros casos que temos visto no passado, este não vai ser colocado em stand-by pela ausência do réu. O réu terá que ficar em Galápagos para responder às acusações contra ele. Eventualmente, o caso vai ter uma decisão final, que será a primeira do tipo emitida em Galápagos.

Celebramos esta decisão e felicitamos todos os envolvidos, que estão incansavelmente trabalhando para que este caso esteja onde está agora: o Escritório do Procurador Provincial, o Parque Nacional de Galápagos, e o Setor de Ciência e Conservação, que a Sea Shepherd faz parte.

Temos acompanhado e fornecido argumentos jurídicos para este caso, e estamos muito satisfeitos de que o sistema judicial enviou uma mensagem clara, de que a partir de agora, Galápagos vai agir fortemente contra crimes ambientais.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd lança Operação Focas do Deserto II

Foca mãe e filhote

A Sea Shepherd enviou sua unidade Força O.R.C.A. para a Namíbia, para expor um dos maiores crimes da fauna marinha conhecido, a matança de 90.000 filhotes de foca.

Uma equipe de cinco ativistas comprometidos e apaixonados foi cuidadosamente selecionada para executar essa missão perigosa.

A matança de focas da Namíbia inicia a cada ano no início de julho, e continua até que os titulares da licença atinjam sua cota de 90.000 filhotes de foca. O comerciante de peles turco/australiano, Hatem Yavuv, compra todas as peles e as processa em sua fábrica para fornecer alta-costura para sua clientela sem consciência. “No ano passado, um funcionário do governo nos chamou de ‘inimigos do Estado’ por interferir em sua operação de comércio de pele. Essa declaração nos deixou ainda mais determinados a voltar e colocar um fim à matança de focas em extinção”, disse Laurens de Groot, diretor da Força O.R.C.A.

A unidade, com sucesso, cruzou a fronteira da Namíbia, carregando equipamentos de alta tecnologia, e atualmente está operando a partir de um local não revelado, no vasto deserto da Namíbia. “Sabíamos que tínhamos de ser cuidadosos na fronteira, pois sabíamos que outra ONG foi impedida de entrar, quando ficou claro que eles estavam entrando na Namíbia para parar a matança de focas, mas nossa equipe cruzou a fronteira clandestinamente, em um local onde nunca seríamos esperados”, explica a Coordenadora da Sea Shepherd África do Sul, Rosie Kunneke.

Depois de atingir a área da matança de focas, a equipe imediatamente realizou uma operação de reconhecimento para ver como o massacre foi organizado este ano. O veterano do Exército dos EUA, Jake Weber explica: “Os caçadores e o governo gastaram mais dinheiro na segurança do que nunca, com patrulhas armadas em torno da colônia de focas, um comboio de carros de patrulha em torno do caminhão que transportava os filhotes de foca abatidos, e guardas com cães patrulhando o perímetro da fábrica de pele. Eles ainda enviaram seu novo navio da marinha, ‘O Elefante’, para patrulhar ao longo da costa do Cabo Cruz. É o seu pequeno segredo sujo, que eles não querem que ninguém saiba”.

Colônia de focas em Cape Cross

O maior massacre ocorre em Cape Cross, que é uma reserva de focas designada, e também a segunda maior atração turística do país sul africano. O governo da Namíbia pode ter um lucro ainda maior, e sustentável, de observação de focas, em comparação com o lucro com a matança de focas, mas ainda assim continua a dizimar a população desta colônia vulnerável. Esta controvérsia é simplesmente insana, em relação à conservação e à questão econômica.

A Sea Shepherd continuará a intervir e expor essa atrocidade até que o mundo inteiro saiba sobre isso. Esta publicidade negativa vai custar milhões de dólares à indústria do turismo namibiano. Juntamente com o aumento do custo da segurança, em algum momento o governo será obrigado a cancelar essa prática atroz.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Atualização sobre a Operação Kimberley Miinimbi: Chevron pula do barco com a pressão para salvar o essencial berçário Jubarte das fábricas de gás

Por Capitão Mal Holland

Steve Irwin

Poucos dias depois de o Steve Irwin deixar a costa de Kimberley e retomar o trajeto para Sydney, o principal parceiro da Woodside na proposta da fábrica de gás James Price Point, a Chevron Corporation, pulou do barco sobre o empreendimento.

O carro-chefe da Sea Shepherd suspendeu temporariamente os preparativos para a próxima campanha de defesa das baleias da Antártida, a Operação Tolerância Zero, e fez um trajeto para as águas do norte da Austrália. Esta viagem foi feita em um esforço para destacar a situação crítica enfrentada agora pelas baleias jubartes da Antártida, na extremidade oposta da sua migração anual.

A desistência da Chevron coincide com uma corrida de uma semana de ações em terra, tomadas por cidadãos comprometidos, para impedir os equipamentos de perfuração de alcançar o complexo de Woodside, em outras palavras, as idílicas terras costeiras atrás de James Price Point.

O equipamento se destina a ser usado para tocar as águas subterrâneas de Broome. O prelúdio de oito bilhões de litros de água para o eventual empreendimento ameaça ser utilizado todos os anos na contrução da fábrica de gás. Uma vez utilizado, grande parte dessa água vai se tornar parte de 30 bilhões de litros de “descarga marinha de rotina” despejada no oceano adjacente onde 52 quilômetro quadrado da “zona morta marinha” vai destruir um dos últimos ambientes marinhos intactos remanescentes no planeta.

O estado não-contaminado do oceano aqui até agora tem permitido uma abundância rara de verde, tartarugas marítimas, e as tartarugas-de-pente, numerosas espécies de baleias e golfinhos, pássaros migratórios, peixes, incluindo arraias-manta e tubarões, dugongos, plâncton, alga marinha e corais .

Quinze ativistas foram presos nas ações para segurar o comboio de perfuração e parar a destruição do habitat selvagem. Neste momento, as pessoas de todos os lugares estão bloqueando as máquinas com seus corpos, enfrentando a polícia armada e os tribunais, para diminuir esta maré irracional pelo tempo necessário para o resto de nós possamos ver as coisas como elas realmente são na Península de Dampier. Desobediência civil não-violenta nesta crise é um show de contenção disciplinada – mais graxa para seus cotovelos. Nós confiamos que mais pessoas irão se juntar a eles.

Mar intocado das idílicas terras costeiras. Foto: Ingetje Tadros

Polícia bloqueando as estradas. Foto: Ingetje Tadros

Traduzido por Dani Vasques, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil