Instituto Sea Shepherd Brasil marcou presença no II Festival Vegano do ABC

Por Claudia Heloisa Hallage, voluntária do Núcleo SP

No último domingo, 28/10, aconteceu o II Festival Vegano do ABC, em São Caetano do Sul (SP), com a participação de diversas ONG’S e expositores, todos dispostos a mostrar que é possível viver sem dependermos da produção animal.

Para veganos, vegetarianos, ambientalistas e simpatizantes foi uma ótima oportunidade de rever amigos e comprar produtos da linha vegana. Mesmo para quem não conhecia o estilo vegano, encontrou no evento uma boa fonte de informações e esclarecimentos sobre esta alternativa de vida.

Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil presente. Foto: Carlos Crow

O Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil levou seus voluntários para esclarecimentos sobre a defesa dos oceanos e divulgação das campanhas da ONG. Durante a oportunidade, também desenvolveram, com o público, atividades lúdicas e educativas.

Atividades promovidas pelo Instituto Sea Shepherd Brasil. Foto: Carlos Crow

Um fato que chamou a atenção, positivamente, foi a grande presença de crianças, interessadas nas questões oceânicas.

Grande presença de crianças no evento. Foto: Carlos Crow

Finning

Uma das campanhas internacionais da Sea Shepherd é contra o finning, prática de retirada das barbatanas do tubarão, ainda vivo. Mais uma vez o objetivo da participação do Instituto Sea Shepherd Brasil foi alcançado, pois muitas das pessoas que passaram pela nossa tenda ainda não conheciam esta prática chocante.

Voluntários do Núcleo SP. Foto: Carlos Crow

Alemão é libertado da prisão em Shingu, no Japão

Nils Greskewitz. Foto de arquivo

Depois que sua família pagou uma multa e os custos para reparar a estátua quebrada, Nils Greskewitz foi liberado dia 26 de outubro da prisão em Shingu, no Japão. Ele recolheu seus pertences pessoais e se dirigiu para o aeroporto, para voltar para casa.

Nils estava em Taiji, no Japão, como voluntário na campanha Guardião da Enseada, da Sea Shepherd Conservation Society. Durante uma pausa na matança de golfinhos, Nils subiu em uma estátua no Museu da Baleia e, inadvertidamente, danificou a estátua representando um homem com um arpão. O arpão dobrou. Todos nós reconhecemos, inclusive Nils, que esta não foi a coisa mais inteligente que ele poderia ter feito, e que suas ações estavam claramente fora do âmbito da campanha. O arpão dobrado não foi uma brincadeira, mas simplesmente o resultado de um lapso momentâneo de julgamento. Quem teria pensado que isso poderia ter resultado na prisão de Nils por 18 dias?

Mas claro que a polícia da Prefeitura de Wakayama reagiu além do normal. Não nos esqueçamos de que Erwin Vermuelen ficou preso por mais de 60 dias sob falsas acusações há menos de um ano. A polícia prendeu Nils e o levou para a prisão. Em pouco tempo, a polícia invadiu os veículos e quartos do hotel dos outros Guardiões da Enseada. Câmeras, telefones e computadores foram apreendidos. Aparentemente, eles estavam investigando para determinar se o arpão dobrado tinha sido uma conspiração. Vamos lá, se não afundamos barcos ou cortamos redes, por que dobraríamos uma estátua? Mesmo o mais novato iria ver o que era – um acidente. Não, a polícia optou por usar esta oportunidade para confiscar o nosso equipamento, na esperança de nos deter. Eles queriam intimidar os voluntários e assustá-los. Seu plano não funcionou, mas mostra que a polícia de Taiji está desesperada, e que é um lugar perigoso para nossos voluntários.

A polícia fracassou em suas tentativas de nos intimidar e nos deter. Sua última tentativa de fazê-lo foi danificar nosso equipamento. Eles prometeram que nosso equipamento seria devolvido em um algumas semanas. Mas graças à generosidade de apoiadores dos Guardiões da Enseada ao redor do mundo, dentro de 24 horas adquirimos equipamentos novos e melhores para substituir os itens apreendidos. Na verdade, substituir o nosso equipamento é, de fato, o melhor a fazer em casos como este, não só para evitar a interrupção dos relatórios sobre as capturas de golfinhos e de abate, mas também para garantir a segurança das nossas comunicações. Como exemplo, a líder dos Guardiões da Enseada, Melissa Sehgal, relatou que o seu laptop levado pela polícia tinha sido desmontado e quebrado. Desde então, foi substituído, graças a você! É o novo equipamento que está permitindo a transmissão ao vivo de Taiji. A polícia realmente odeia que agora temos essa capacidade. Talvez eles vão fazer outra coisa no seu modo de reagir exageradamente, que nos permitirá fazer ainda mais.

Scott West
Coordenador da Campanha Guardião da Enseada

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd anuncia base de operação sul

Brigitte Bardot e Steve Irwin no Seaworks Williamstown, no início deste ano. Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd Conservation Society firmou um contrato de arrendamento de cinco anos com a Fundação Seaworks. Esta colaboração tornou Williamstown a base de operações do sul para a Sea Shepherd, enquanto preparamos nossos navios e tripulantes para o trabalho de conservação vital marinho.

A Fundação Seaworks está localizada acima da ponte West Gate, de Melbourne, Austrália. A Sea Shepherd vai arrendar dois edifícios dentro do desenvolvimento da zona marítima de Seaworks, em Williamstown, e regularmente atracar navios no cais.

O presidente da Fundação Seaworks, Trevor Huggard, disse que ter a Sea Shepherd Conservation Society como um inquilino no local foi uma benção para a delegacia marítima. “Não há dúvida de que ter navios da Sea Shepherd Conservation Society ancorado no Seaworks tem atraído milhares de pessoas para o local”, afirmou o Sr. Huggard. “As pessoas são fascinadas pelo trabalho de conservação do grupo, e as histórias contadas pelas tripulações do Steve Irwin, do Brigitte Bardot, e do Bob Barker de suas campanhas anti-baleeiros. As ligações de Williamstown com atividades anti-caça datam de 1865, quando o atacante confederado, o CSS Shenandoah, chegou para reparos em rota para saquear a frota baleeira Yankee durante a Guerra Civil Americana”, disse Huggard.

O Capitão Locky MacLean afirmou: “vamos usar um dos galpões da Seaworks como uma oficina para as operações do navio, bem como para exposição, enquanto o outro edifício será transformado em um local para educação marítima e de apresentação e fornecer aos navios um espaço de escritório”. Em geral, um ou dois dos navios seriam atracados no local por até 20 semanas do ano, entre as campanhas. Os visitantes do local poderão experimentar em primeira mão a vida a bordo de um navio da Sea Shepherd.

Mesmo quando os navios não estiverem na Seaworks em Williamstown, a história da organização e as atividades serão apresentadas em uma galeria permanente de exposições.

O diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, declarou: “A história de Williamstown combina muito bem com os 35 anos de conservação marinha em alto-mar da Sea Shepherd. Em uma observação pessoal, é muito bom ver que, quando nossos navios chamarem Seaworks de lar, o HMAS Castlemaine está apenas a poucos passos de distância. O navio, um navio de guerra da Segunda Guerra Mundial, foi ums das corvetas da classe Bathurst, e o mesmo navio que estava com o HMAS Armidale no dia em que afundou, em 01 de dezembro de 1942. A bordo do Armidale era comum encontrar o marinheiro Teddy Sheean, meu tio”, afirmou Hansen orgulhosamente.

Trevor Huggard também disse: “Nós vemos este acordo com a Sea Shepherd complementando o aspecto educativo de nosso recinto marítimo, oferecendo passeios de barco, educação e conservação marinha, e exibindo uma oficina de navio real. A Sea Shepherd compreende e apoia a nossa visão de um recinto marítimo de trabalho e estamos ansiosos para trabalhar juntos para o benefício mútuo do Seaworks”. Esta nova base para a Sea Shepherd em Seaworks também traria um significativo impulso econômico para a área da baía de Hobsons. Isto pode incluir o uso de empresas locais para reparações e manutenção, fornecimento de combustível e provisões para longas campanhas no mar.

A Seaworks fica aberta ao público para fins educativos, turismo e atividades recreativas.

Therese Pritchard, Diretor Executivo da Fundação Seaworks, com o Capitão Locky MacLean, o diretor australiano Jeff Hansen, a tripulação do Steve Irwin, o coordenador de Sydney, Jools Farrell e a coordenadora do Sunshine Coast, Jemma Darlington. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo SP participará do II Festival Vegano do ABC

Por Claudia Heloisa Hallage, voluntária do Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil

Neste domingo (28/10), ocorrerá o II Festival Vegano do ABC, das 12h às 18h, na Estação Jovem, Rua Serafim Constatntino – S/N, em São Caetano (SP). O evento conta com diversas atividades, exposições e palestras voltadas para a conscientização do público sobre alternativas de consumo de menor impacto ambiental e maior respeito à vida.

O Instituto Sea Shepherd Brasil estará presente no evento com atividades lúdicas voltadas às crianças, exposição de filmes que abordam a questão das atividades predatórias contra a vida marinha e venda de produtos da marca Sea Shepherd.

Para mais informações acesse o site: festivalvegano.com

Instituto Sea Shepherd Brasil realiza curso de Ações para Salvamento de Animais Marinhos em Derrame de Petróleo no Rio de Janeiro

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio de Janeiro

Nos dias 20 e 21 de outubro de 2012, o Instituto Sea Shepherd Brasil realizou mais um Curso de Ações para Salvamento de Animais Marinhos em Derrames de Petróleo, na cidade do Rio de Janeiro, com o apoio do Grupo de Mergulho Estácio de Sá – GMES, importante parceiro da instituição, que é liderado pela Instrutor Ten-Cel Luiz Cláudio Ferreira.

As aulas foram ministradas pelo Diretor Geral, Wendell Estol e pelos biólogos Francine Maciel e Caio Faro, que transmitiram aos participantes valiosos conhecimentos para realização de resgates de aves e pequenos cetáceos petrolizados, abordando técnicas de diagnóstico, segurança, estabilização dos animais a serem socorridos em um eventual derramamento.

Simulação de salvamento de golfinho em sala de aula. Foto: ISSB

Após a parte teórica, utilizando as técnicas ensinadas, os alunos realizaram a simulação do salvamento de um golfinho, primeiro em sala de aula e, depois, na praia, onde montaram uma equipe de gerenciamento de crise, visando assemelhar-se a uma situação real.

É importante frisar que comumente são encontradas diversas espécies de animais marinhos cobertos de petróleo no litoral brasileiro, sendo as aves, peixes, golfinhos, pinguins e baleias, os primeiros a sofrerem as consequências do derramamento de petróleo.

Simulação de salvamento de golfinho na praia. Foto: ISSB

O Instituto Sea Shepherd Brasil pretende oferecer o curso junto aos órgãos públicos no Estado, por estar localizada no litoral do Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, a maior província petrolífera do Brasil, responsável por mais de 80% da produção nacional de petróleo, além de possuir as maiores reservas já identificadas.

Infelizmente, ainda são poucos os órgãos públicos e as organizações que podem atender com eficiência em caso de um grande vazamento, face a extensão que o dano fatalmente acarretará, especialmente pela falta de preparo humano e de equipamentos adequados.