Resumo da Operação Kimberley Miinimbi e lançamento da campanha do filme

Woodside, a maior operadora de produção de petróleo e gás na Austrália, se refere ao que eles dizem ser “o estudo de baleia jubarte mais significativo já realizado na Austrália Ocidental”. Este “estudo” afirma que, “fora de James Price Point, a maior parte da migração ocorre em águas a cerca de 30 km do continente, com menos de cinco por cento de baleias jubarte viajando a oito quilômetros da costa”.

A Operação Kimberley Miinimbi verificou que esta afirmação é completamente falsa.

Quando o Steve Irwin zarpou de Broome para James Price Point durante a Operação Kimberley Miinimbi, mais de 108 baleias foram contadas a cada dia na área de Walmadan, fora de James Price Point, bem dentro dos oito quilômetros da costa (veja o relatório de avistamento de baleias em inglês, em PDF). Uma média de 15 por cento dos avistamentos foram de pares de mãe e filhote. Em várias ocasiões (como visto no documentário Kimberley Miinimbi), a Sea Shepherd testemunhou mães amamentando e cuidando de seus filhotes a menos de um quilômetro do local proposto para a estação de gás. Note que a tripulação do Steve Irwin estava apenas fazendo observações durante sete horas por dia na área Walmadan, portanto seria muito mais ao longo de um período de 24 horas.

A Sea Shepherd tem visto com nossos próprios olhos que, sem dúvida, este é de fato o maior berçário de baleia do mundo, e os números apresentados pela Woodside estão incorretos. Isto é ainda mais realçado pelo Projeto de Pesquisa de Baleia da Comunidade Kimberley, onde os voluntários, coordenados pela bióloga marinha Maddie Goddard, contaram 1.423 baleias dentro de oito quilômetros do litoral do penhasco vermelho em 132 horas de observação, entre 01 de julho e 7 de agosto. A contagem incluiu 1.233 baleias e 95 pares de parto.

Em inúmeras ocasiões, a Sea Shepherd foi capaz de alcançar os holofotes da mídia nacional e internacional sobre o fato de que a área onde Woodside planeja colocar sua porta de fábrica de gás está bem no meio do maior viveiro de baleias jubarte do mundo. Este fato foi realçado para as milhares de pessoas que visitaram o Steve Irwin em Sydney, e assistiram o vídeo da nova campanha Operação Kimberley Miinimbi. Nós todos entendemos o que será perdido se a estação de gás de Woodside prosseguir.

Este é apenas o começo…

Em muitos níveis esta campanha já foi um sucesso. No entanto, este é apenas o início da Operação Kimberley Miinimbi, e a Sea Shepherd está empenhada em garantir que o maior berçário de baleia do mundo continue a ser um viveiro e não alguma estação de gás ambientalmente destrutiva. Apesar de o Steve Irwin ter deixado Kimberley para se juntar à frota da Sea Shepherd para ser preparado para a nona campanha em defesa das baleias da Antártida, para proteger as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, estamos empenhados em continuar a luta para proteger a casa das baleias, a sua creche. Pois sem a proteção de seu viveiro da estação de gás de Woodside, nossas majestosas e maravilhosas primas de sangue quente, as jubartes, não têm a menor chance.

Esperamos que vocês gostem do novo documentário (em inglês), feito em conjunto pela Fair Projects, que reuniu tudo pro bono:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=h624NX-jBFk&list=UURYjOhn_GeNtZjz4TY1OJEg&index=1&feature=plcp[/youtube]

Tim Watters – fundador da Fair Project – equipe de documentário pro bono:
“Estar envolvido com a Operação Kimberley foi uma experiência incrível. Através da produção do vídeo e das fotos que queríamos mostrar ao resto do mundo o olhar de Kimberley, na esperança de que nós pudéssemos fornecer aos apoiadores da Sea Shepherd uma melhor compreensão do que todos nós podemos perder se isto continuar. Esperamos que o curta faça justiça ao ambiente limpo e aos animais selvagens da região de Kimberley, que não é apenas um dos lugares mais bonito e intocado da Terra, mas um dos o mais importante para as baleias jubarte, que nós compartilhamos o planeta.”

A Sea Shepherd agradece a todos que ajudaram nesta campanha

A Sea Shepherd gostaria de agradecer às muitas pessoas que fizeram esta campanha até agora possível: a tripulação do Steve Irwin de voluntariado internacional, sob o comando do capitão Malcolm Holanda, nosso voluntário piloto de helicóptero, Roger Danner, nossa equipe, os voluntários em terra, e especialmente os nossos colaboradores de todo o mundo.

Para o povo de Broome, incluindo o Goolarabooloo e as pessoas Nyul Nyul / Jabirr Jabirr que fizeram com que a Sea Shepherd sinta-se bem-vinda, obrigado.

Nas palavras do Capitão Paul Watson “Obrigado pelo convite que aceitamos no espírito de amizade eterna, com a promessa de ficar na unidade com o Goolarabooloo para defender a beleza e a sacralidade deste ambiente maravilhoso.”

Nós também gostaríamos de homenagear a todos que  participaram da campanha incansável feita por Martin Pritchard e Kimberley Environs, Mark Jones e Save The Kimberley, a Wilderness Society, o incrível apoio que recebemos dos Verdes australianos e uma menção honrosa ao membro do Trabalho Federal de Fremantle e Melissa Parke MP, por emprestar sua voz para a campanha.

Por último, mas não menos importante, esta campanha não teria sido possível sem o apoio, dedicação, paixão incansável e desenvoltura do ex-líder dos Verdes australianos, Bob Brown, da Brown Bob Foundation. A Sea Shepherd está honrada por ter Bob Brown como líder da campanha para a Operação Kimberley Miinimbi.

“Vendo as baleias fora de James Price Point, as mães, os bebês, as baleias macho, vendo a contagem subindo para os milhares destas baleias, a garantia de que elas ficarão bem com um mega porto, mega-navios e uma enorme fábrica em terra, é agora claramente provado que está errado.” – Bob Brown

Foto: Tim Watters

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd em parceria com a nação de Kiribati para patrulhar as ilhas Phoenix

Protegendo os tubarões no Pacífico Sul

A tripulação do Brigitte Bardot com PIPA SPC Ieakana Tiban (primeira fila, à esquerda). Foto: Simon Ager

Depois de passar quase dois meses no Pacífico Sul, em sua mais recente campanha de proteção aos tubarões, a Operação Requiem, trabalhando em várias nações insulares na proteção do meio marinho, realizando a divulgação, educação e fazendo parcerias, a Sea Shepherd concluiu a etapa final da campanha fazendo o que a tornou mais conhecida: agindo.

Pela primeira ação de colaboração deste tipo no Pacífico Sul, a Sea Shepherd se sente honrada pela parceria com a nação de Kiribati para combater a pesca ilegal e reverter o declínio da população de tubarões em na Área Protegida das Ilhas Phoenix (PIPA). Trabalhando com o Ministério das Pescas, a Polícia Marítima e a Diretoria da Área Protegida das Ilhas Phoenix, a Sea Shepherd enviou seu navio, o MV Brigitte Bardot, e uma tripulação de 10 voluntários para ajudar na vigilância e execução da Área Protegida das Ilhas Phoenix, uma das maiores áreas marinhas protegidas do mundo, que abrangem mais de 107.000 milhas quadradas.

“Estamos trabalhando de forma colaborativa e com sucesso com o governo do Equador por anos em Galápagos protegendo os tubarões e detendo a pesca ilegal – queria fazer o mesmo no sul do Pacífico. A Área Protegida das Ilhas Phoenix, outro patrimônio mundial, foi o lugar perfeito e o governo de Kiribati, com visão de futuro, concordou”, disse Julie Andersen, líder da Operação Requiem e diretora da campanhas em proteção ao tubarão para a Sea Shepherd.

As ações naturalmente caem sobre os ombros dos governos, muitas vezes com poucos recursos e sobrealocados. Este é o ponto onde a Sea Shepherd pode e ajuda – tanto financeiramente e logisticamente – com os recentes esforços totalmente financiados pela Sea Shepherd.

“Nós realmente apreciamos o apoio generoso da Sea Shepherd no patrulhamento das águas da Área Protegida das Ilhas Phoenix. A presença de sua embarcação na área e fazendo verificações em diversos navios de pesca, sem dúvida, tem dissuadido pesca ilegal nas águas da área protegida”, disse Tukabu Teroroko, diretor da Área Protegida das Ilhas Phoenix.

Com o SPC Ieakana Tiban, um veterano de 10 anos de experiência da Unidade Marítima da Polícia de Kiribati a bordo do Brigitte Bardot, a equipe realizou a primeira patrulha na área ao longo dos últimas semanas. Graças ao sistema de localização dos navios por satélite (VMS), coordenadas fornecidas pela polícia de Kiribati e mais de 500 embarcações de todo o mundo legalmente permitidas para pescar dentro da área, a equipe teve seu trabalho facilitado. Abrangendo cerca de 2000 milhas, eles pararam, abordaram e inspecionaram  longos navios com potencial de levar a uma tonelagem bruta combinada de mais de 7.200. Ao fazer isso, a Sea Shepherd tem provado que tem os recursos e experiência, ao contrário de outras organizações de conservação que estão dispostas a se colocar à disposição das nações do Pacífico Sul.

John Mote, Comandante da Polícia Marítima de Kiribati, concordou: “Nós elogiamos a Sea Shepherd por apoiar os esforços de aplicação da Área Protegida das Ilhas Phoenix. A Sea Shepherd tem sido extremamente profissional e colaborativa, e estamos ansiosos para expandir este programa no futuro”.

Existem várias áreas em todo o mundo que necessitam de assistência, mas o Pacífico Sul tornou-se um foco importante para a Sea Shepherd devido às populações de tubarões restantes, liderança progressiva, significado cultural e a confiança dos oceanos para subsistência econômica. A Sea Shepherd está pronta para trabalhar com outros governos e agências locais para proteger suas águas, como temos feito em Kiribati e nas Ilhas Galápagos. Ofertas similares têm sido feitas para outros países do Pacífico Sul e da região, e a questão continuará a ser um foco de longo prazo para a Sea Shepherd.

Andersen acrescentou: “Não só temos realizado algumas ações críticas em nossas patrulhas, temos ilustrado que buscamos colaboração, e não confronto,  com as nações insulares do Pacífico Sul. A última coisa que queremos é sabotar esforços de conservação governamentais legítimos; o que for ilegal, não regulamentado e de desperdício é o nosso foco, dos quais as comunidades locais são atingidas. Nossas intenções são genuínas, e de suporte à liderança do Pacífico Sul, de cultura e de economia, junto com seus ecossistemas marinhos e, claro, um de seus moradores mais críticos – os tubarões”.

Jet Ski driver, Simon Ager, retorna para o MV Brigitte Bardot, enquanto a Sea Shepherd e representantes da Área Protegida das Ilhas Phoenix inspecionam o navio. Foto: Carolina A. Castro

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

“Confissões de um Eco-Terrorista” participa do Festival FilmAmbiente 2012, no Rio de Janeiro

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

No dia 05 de setembro de 2012, o público carioca teve a oportunidade de assistir o surpreendente “Confissões de um Eco-Terrorista”, de Peter Jay Brown, diretor de TV, ativista e um dos mais antigos membros da Sea Shepherd Conservation Society.


O premiado filme fez parte da 2º edição do Festival Internacional do Audiovisual Ambiental – FilmAmbiente 2012, que foi realizada no período de 01 a 07 de setembro de 2012, na cidade do Rio de Janeiro,

A grade de programação do festival estava recheada de ótimos filmes e documentários, que foram selecionados entre os melhores e mais premiados produzidos recentemente, abordando temas como o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ICXgJYce0l0[/youtube]
Trailer do filme 

Através da ótica do diretor, o espectador embarca em uma viagem pelo mundo, junto com um dos mais perseguidos heróis ambientais, o Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd e sua tripulação, mostrando filmagens exclusivas de mais de 30 anos de ação em campanhas pela defesa da vida marinha ao redor do mundo.

Peter Jay Brown, que estava presente na sessão audiovisual, participou de um interessante debate com a plateia, ao final da exibição.


A sessão teve “casa cheia” e contou com a presença dos voluntários do Núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil, além de vários simpatizantes da organização não governamental.

Foto: Gabriel Brettas


Na noite seguinte, em uma casa noturna situada na zona sul, foi realizada a festa de encerramento do festival, para o qual os Shepherds cariocas foram convidados e tiveram o prazer de curtir uma agradável noite ao lado do carismático diretor.


Agradecemos à Suzana Amado, diretora do Festival, e Gabriela Machado, assessora de comunicação, pela ótima recepção e parabenizamos pelo sucesso do festival.

PG&E busca aprovação para testes sísmicos na Costa Central da Califórnia, EUA

Com ação ensurdecedora, é provável que milhares de animais sejam aniquilados, incluindo praticamente cada ser vivo em Point Buchon, na Reserva Marinha do Estado

Vista aérea do Diablo Canyon. Foto: Wikipedia

Em um esforço para continuar a operar uma usina nuclear situada em local de terremotos ativos, a Pacific Gas & Electric (PG&E) está buscando autorização para realizar testes sísmicos ao largo da costa central da Califórnia. De acordo com um representante da PG&E em uma reunião informativa, a proposta prevê um navio de 240 pés para rebocar uma matriz de um quarto de milha de largura de 20.250 decibéis de “canhões de ar” ao longo de um trecho de 90 milhas da costa central da Califórnia. Os canhões irão disparar ensurdecedoras explosões submarinas uma vez a cada vinte segundos, dia e noite, durante 42 dias e noites. A região onde este ataque devastador sobre a fauna está previsto para acontecer inclui o “protegido” Point Buchon da Reserva Marinha do Estado.

A decisão ocorre em um momento em que as baleias jubarte e azul apareceram em números surpreendentemente grandes na costa da Califórnia para se alimentar de krill. O teste sísmico vai matar grandes baleias azuis, baleias cinzentas, golfinhos, toninhas, focas, leões marinhos, lontras e peixes. A PG&E se ofereceu para comprar pescas comerciais na área, para compensar perdas antecipadas se o plano for autorizado a ir adiante.

A PG&E tem planos de produzir um mapa 3-D de regiões mais profundas do litoral. Hidrofones na água e geofones no fundo do mar coletariam dados sobre o som, como ele ressoa através do mar e da terra, e os dados resultantes são esperados para ajudar geólogos a mapear terremotos. Nada disso foi feito em águas da Califórnia antes, e de acordo com o Relatório de Impacto Ambiental, o custo sobre a vida marinha a partir deste tipo de teste é impressionante. Em regiões onde este tipo de teste foi feito, inúmeros animais marinhos mortos são depositados em terra durante semanas, durante e depois do teste, com sangue escorrendo em áreas como os olhos, os ouvidos, o nariz ou a boca – um sinal que sofreram hemorragia interna catastrófica.

Este testes sísmicos são esperados para produzir resultados moderados de mapeamento, e de acordo com o Comissário da Pesca e dos Jogos, Richard Rogers, poderia “limpar o Point Buchon na Reserva Marinha do Estado de todos os organismos marinhos vivos”, incluindo cachalotes, cachalores-pigmeu, baleia jubarte, baleia cinzenta e grandes baleias azul, e muitas outras espécies de mamíferos marinhos, de peixes e até de plânctons.

De acordo com o jornalista independente, Dave Gurney, em noyonews.net:

“Cada uma dessas explosões submarinas serão do nível de volume de uma onda de choque, que instantaneamente ensurdece, mutila e possivelmente mata tudo o que estiver no seu caminho. Uma explosão dB 240 é declaradamente como estar um pé de distância da boca de um grande canhão. Para um humano, suas orelhas, ou o que sobrou de suas orelhas, provavelmente nunca pararão de zumbir.  A conseqüências de experimentar este nível de som só pode ser presumido como surdez imediata e permanente – se não pior para a vida marinha. Além de apenas furar os tímpanos, a transferência de ondas de baixa frequência do choque da água-ar-água causa hemorragia dos pulmões, e resultará na morte de mamíferos marinhos – baleias, golfinhos, focas, leões marinhos e lontras – e os peixes.”

O Conselho de Defesa de Recursos Naturais também colocou um aviso informando que as explosões poderiam ensurdecer botos e outros animais marinhos, que dependem do sentido da audição para a sobrevivência.

A usina nuclear de Diablo Canyon foi construída em 1968, na foz costeira de um cânion, acima do Hosgri Fault, então desconhecido. Em 2008, outro buraco previamente desconhecido foi descoberto ao longo da costa. “Nossa posição é que o teste sísmico é uma ameaça não só para as baleias, mas para todos nós, porque permite que a PG&E adie o afastamento da usina nuclear a partir da falha do terremoto”, segundo Stop the Diablo Canyon Seismic Testing.

O testes sísmicos estão previstos para ocorrer a partir início de novembro e início de dezembro deste ano. Agora é o momento de contatar os representantes do Estado da Califórnia para garantir que a aprovação seja negada por este plano mal concebido.

Envie e-mail ou fax para:

Central Coast District Office
Dan Carl, Deputy Director
725 Front Street, Suite 300
Santa Cruz, CA 95060-4508
(831) 427-4863
FAX (831) 427-4877

Envie um e-mail para a Comissão de Pesca e Jogos, aos cuidados de Sonke Mastrup: fgc@fgc.ca.gov

Fale com o Senador Sam Blakeslee e peça para reconsiderar porque testes sísmicos são muito destrutivos em: senator.blakeslee@senate.ca.gov

Senador Sam Blakeslee
4066 State Capitol
Califórnia 95814
Telefone: (916) 651-4015 Fax: (916) 445-8081

Fale com o congressista Lois Capps em:

The Honorable Lois Capps
United States House of Representatives
2231 Rayburn House Office Building
Washington, DC 20515-0523
DC Phone: (202) 225-3601
FAX: (202) 225-5632

Localização da Usina Diablo Canyon e arredores da Reserva Marinha

Animais marinhos na área serão feridos ou mortos pelo teste sísmico. Foto: Simon Ager

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Santuário de Baleias e Golfinhos é discutido em Congresso Internacional Interdisciplinar, em Niterói (RJ)

A Universidade Federal Fluminense (UFF) recebeu, de 03 a 06 de setembro, em Niterói (RJ), o I Congresso Internacional Interdisciplinar (CONINTER), promovido pela ANINTER-SH. Pesquisadores de todo o país participaram de mesas redondas e grupos de trabalho que discutiram importantes questões interdisciplinares, nas áreas de sociais e humanidades.

Raquel Rivera Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil e mestranda em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC), apresentou seu artigo intitulado “Santuário de Baleias e Golfinhos no Brasil: Formação da Agenda”, com o objetivo de analisar a publicação do Decreto 6.698/08, que declara as águas jurisdicionais marinhas brasileiras Santuário de Baleias e Golfinhos do Brasil.

Raquel Soldera durante apresentação. Foto: Rafael Fernandez

Após traçar um breve histórico da caça predatória de baleia, que quase levou esses magníficos seres à extinção, e as ações de proteção e conservação desenvolvidas internacionalmente e no Brasil, Raquel enfatizou os desafios do país na efetivação do Santuário e a necessidade de manutenção do posicionamento do Brasil contra a caça de baleia: “Países com interesse na retomada da caça de baleia ameaçam regiões que se dedicam à conservação e proteção dos seus recursos marinhos nacionais. Por isso, é necessária uma articulação em âmbito internacional para que seja estabelecido um santuário de baleias no oceano Atlântico Sul”.

Participantes do GT de Políticas Públicas. Foto: Raquel Soldera

Os participantes do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas demonstraram grande interesse no tema, uma oportunidade discussão no meio acadêmico sobre a importância do estabelecimento de um Santuário de Baleias no Atlântico Sul e da conservação e proteção dos cetáceos em território brasileiro. “É importante que esta temática seja discutida na academia além das áreas biológicas, de maneira interdisciplinar, diante da importância cada vez mais latente da proteção do meio ambiente”, disse Raquel Soldera.