Avião não tripulado da Força O.R.C.A. registra primeiras imagens de caçadores de foca

Membro da equipe Força O.R.C.A. durante lançamento do avião não tripulado

No início da madrugada, a Força O.R.C.A. lançou com sucesso sua aeronave não tripulada para capturar imagens dos caçadores de foca em Cape Cross, na Namíbia. As imagens capturadas mostram a área da reserva de focas, os caçadores saindo de seus veículos e o caminhão cheio deixando a área de Cape Cross em direção à fábrica de processamento de pele de foca.

“Foi um vôo incrivelmente desafiador”, explica o especialista em aeronave não tripulada, Jake Weber. “O vento estava levando nossas aeronaves longe da terra e em direção ao oceano. Você não quer estar sobre a água quando a bateria se esgotar, e você ainda tem que cobrir outras 7 milhas para trazê-lo de volta para casa. Em um momento, estávamos mais preocupados em recuperar o avião não tripulado do que obter o material”.

Pouco antes de a aeronave atingir o acampamento base, a equipe seguiu um procedimento de pouso de emergência em que se tornou claro que o avião aéreo não tripulado não faria isso de volta com a energia da bateria que foi deixada. “O avião não tripulado caiu nas colinas, entre nós e os caçadores”, disse Rosie Kunneke, membro da equipe. “Nós tivemos que correr, nos agachar, nos esconder e correr até chegarmos de volta. Nós fizemos isso, e nem os caçadores nem os seus seguranças nos viram. Embora, eu tenho que dizer, os guardas de segurança estão agindo de maneira mais nervosa ao redor da colônia de focas desde antes dos últimos dois dias”.

Os caçadores continuam com a maior e mais cruel matança de mamíferos marinhos do mundo. Eles não vão parar até que tenham atingido a sua quota de mais de 90.000 focas. A Sea Shepherd continuará a expor este crime bárbaro contra a natureza até que os oficiais corruptos do governo da Namíbia encerrem seus esforços de exterminar focas ameaçadas.

As imagens abaixo foram retirados de um vídeo que a Sea Shepherd vai lançar ainda este ano, em Seal Wars II. “As imagens extraídas não são de grande qualidade ainda,” disse Laurens de Groot. “Mas isso mostra o que a equipe é capaz de conseguir com equipamento básico de vôo. Nós vamos ficar por aqui até obter imagens ainda melhores dos caçadores bárbaros e da equipe de segurança corrupta em ação. Nossos técnicos continuarão a trabalhar na resistência do avião não tripulado e na qualidade das imagens. Nós fizemos isso uma vez, eu tenho certeza que podemos fazer isso de novo!”

Membros da equipe Força O.R.C.A. encontrando sinal

Imagem aérea da Reserva de Cape Cross

Imagem aérea de caçadores chegando para começar a abater focas

Imagem aérea do caminhão que transportava focas abatidas deixando a Reserva de Cape Cross

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

TV Gazeta entrevista o Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil

TV Gazeta, de São Paulo (SP), entrevista Wendell Estol, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil

O Jornal da Gazeta irá ao ar nesta quarta-feira, no canal 21 da NET, das 19h às 20h e aos sábados das 19h às 19h30, com entrevista realizada com o Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, Wendell Estol. Após a matéria ir ao ar, a reportagem estará à disposição no canal do YouTube: http://www.youtube.com/jornaldagazeta

A entrevista com Wendell Estol será sobre a participação da Sea Shepherd na proteção dos tubarões, como funciona o mercado negro de venda de barbatanas (finning) e a gravidade dessa atividade para o meio ambiente.

A ideia da matéria, segundo Jéssica dos Santos Cruz, jornalista da TV Gazeta, surgiu de “um vídeo, filmado por um pescador de Peruíbe, que encontrou um tubarão Mangona, vivo, sem as barbatanas enquanto estava pescando. A partir disso fizemos uma pesquisa sobre a lei junto à Anvisa e depois fomos em busca de ONGs que ajudam a fiscalização desta atividade ilegal”.

Wendell Estol

Durante a entrevista serão abordados temas relacionados a preservação dos tubarões, finning e pesca ilegal.

Centenas se reúnem em Sidney pelas baleias de Kimberley

Protesto contra a indústria de Woodside em James Price Point

Australianos comparecem a protesto no MV Steve Irwin na baía de Sidney. Foto: Glenn Lockitch

Mais de 700 pessoas se reuniram no dia 04 de setembro em Circular Quay, Sidney, Austrália, para protestar pelas baleias de Kimberley e expressar sua oposição ao empreendimento de Woodside, um dos maiores complexos industriais do mundo, na notável e intocada costa de Kimberley, no noroeste da Austrália.

Representantes, incluindo o líder da Operação Kimberley Miinimbi, Bob Brown, e o Diretor Australiano, Jeff Hansen, se dirigiram à multidão a partir do principal navio da Sea Shepherd, MV Steve Irwin, que acaba de retornar da costa de Kimberley, onde mais de 10 mil baleias jubarte se reúnem e centenas de filhotes nasceram neste inverno no maior berçário de jubartes do mundo.

A multidão caminhou de Circular Quay, através da ponte da baía de Sydney, para a Kirribilli House, para entregar uma mensagem para a primeira-ministra Julia Gillard: proteger baleias jubarte de Kimberley do projeto da companhia de gás em James Price Point.

Woodside – juntamente com parceiros de joint-venture da Shell, BHP Billiton, BP, Mitsubishi e Mitsui – está planejando construir a fábrica gigante de gás James Price Point (ou Walmadany, como o povo aborígene Goolarabooloo o chama), com um enorme quebra-mar e um canal dragado bem na região de berçário da baleia.

Cerca de 34 milhões de toneladas de resíduos de dragagem serão jogados de volta a este ecossistema marinho intocado, o que afetará de maneira desastrosa raros golfinhos, tartarugas locais e a população de dugongos. O projeto também ameaça pegadas fossilizadas de dinossauros, locais tradicionais da cultura aborígine e animais em extinção, como o bilby.

A multidão também ouviu adversários do desenvolvimento, incluindo o proprietário tradicional Goolarabooloo, Phillip Roe, o empresário Geoffrey Cousins, a parlamentar Cate Faehrmann da Greens de New South Whale, e o gerente de campanha da Wilderness Society de Kimberley, Glen Klatovsky.

O proprietário tradicional Philip Roe disse: “Essas companhias de gás destruiriam nosso modo de vida, nossa lei e cultura, que é a mais antiga do mundo. É nossa responsabilidade cuidar do maior berçário de baleias do mundo.”

Diretor da Sea Shepher australiana Jeff Hansen fala com a múltidão em protesto pelas baleias de Kimberley

O Guardião do Mar, Jeff Hansen disse: “o berçário de baleias jubarte de Kimberley é de significância e preocupação global. Se os ministros federais australianos permitirem que esta refinaria de gás continue com o projeto, será muito hipócrita para o governo australiano condenar os baleeiros japoneses. Se o governo australiano permitir este projeto, haverá morte de baleias dentro do maior berçário de baleias jubarte do mundo”.

“Se alguém quisesse destruir a ponte da Baía de Sydney ou a Opera House os australianos não permitiriam, assim como não devemos permitir que Woodside e as demais empresas parceiras destruam pegadas de dinossauros de 130 milhões de anos, a bela cultura aborígene de mais de 40 mil anos e o maior berçário de baleias jubarte do mundo. Não se pode colocar um preço em Kimberley, porque têm valor inestimável, é uma das últimas regiões selvagens no planeta.”

O dr. Brown disse: “O impacto o projeto de $45 bilhões de Woodside inclui um quebra-mar de 1,5 km e 6 km de um canal dragado com 300 metros de largura rumo ao mar passando pelo berçário de baleias, com uma indústria de gás do tamanho de um subúrbio a beira mar no território da população tradicional. Seria mais barato mover a fábrica mais para o sul, mas o berçário de baleias não tem para onde ir.”

Glen Klatovsky, da Wilderness Society disse: “A luta contra a companhia de gás proposta em James Price Point é lenta, mas vem sendo firmemente estabelecida em todo o país, começando com a brava comunidade Broome que lutou contra esse projeto por vários anos. Agora é responsabilidade de todos os australianos preocupados, que unamos os nossos esforços com a comunidade local para garantir que esse lugar extraordinário mantenha seus valores culturais e ambientais”.

Martin Pritchard, diretor do grupo local Environs Kimberley, disse: “se esta companhia de gás seguir com este projeto haverá destruição completa de 50 quilômetros quadrados de uma das áreas marinhas mais preservadas no planeta. Também permitiria que o resto da espetacular natureza de Kimberley fosse disponibilizada para a industrialização.”

Mais de cinco mil cidadãos de Sydney puderam ver o novo vídeo de Kimberley Miinimbi da Sea Shepherd enquanto realizavam uma visita gratuita ao Steve Irwin. O vídeo mostra uma das ultimas áreas selvagens na Terra e tudo que os australianos e o mundo têm a perder se a indústria de Woodside prosseguir em Kimberley.

Por favor escreva para Tony Burke, Ministro Federal do Meio Ambiente, deixando-o saber que você é contra a instalação da estação de gás em James Price Point.

The Honorable Tony Burke MP
Minister for Sustainability, Environment, Water, Population and Communities
PO Box 6022
House of Representatives, Parliament House
Canberra ACT 2600
Tony.Burke.MP@aph.gov.au

Centenas de manifestantes comparecem ao protesto pelas baleias de Kimberley em Sydney

Traduzido por Flávia Milão, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo Rio de Janeiro realiza limpeza subaquática na Praia da Urca com a REAMAR

Por Gisele Pontes, voluntária de Comunicação e Marketing do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Rio de Janeiro

Dia 01 de setembro de 2012, a REAMAR – Rede de Educação Ambiental Marinha – realizou o segundo evento proposto para o bairro da Urca, com a participação do Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil.

No início do evento, os voluntários peneiraram toda a areia sob a tenda, retirando o microlixo ali acumulado.

A Urca oferece muito trabalho aos voluntários dispostos. É uma praia movimentada de águas calmas e pequeno pedaço de areia, atraindo assim grande quantidade de famílias, que infelizmente deixam na areia todo tipo de resíduo, e tudo isto acaba no mar.

Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Depois da limpeza sob a tenda e separar o lixo da folhagem, foi montada a parte da Educação Ambiental. As crianças ficaram surpresas com as imagens dos animais marinhos que foram mortos pelo microlixo, igual ao que recolhemos naquelas areias.

Através do Clube Carioca de Canoagem, as crianças foram incentivadas à coleta do lixo flutuante, além ter a oportunidade de conhecer o esporte.

Foto: Clube Carioca de Canoagem

O evento contou ainda com uma oficina de Nós Náuticos do Projeto Grael, exposição de fotos do lixo encontrado na Baía de Guanabara, coleta seletiva de material eletrônico e outras atividades.

Hora de ir para debaixo d’água, e a turma de mergulhadores já estava a postos. Foram 13 mergulhadores para trabalhar no costão da Praia, com o equipamento cedido pela Operadora Mar do Mundo, que contaram com o suporte do barco do Iate Clube do Rio de Janeiro, além de um Ecoboat, que também trabalhava recolhendo o lixo flutuante.

Algum tempo depois, e apesar das péssimas condições, muito lixo foi recolhido.

Foto: Josiane Balland

Foto: Josiane Balland

Os voluntários fotografaram as belezas do fundo do mar, apesar da quantidade de lixo encontrado, que é descartado sem nenhum pudor na Praia da Urca.

No vídeo abaixo, observamos a beleza de um cavalo marinho filmado pelo voluntário Rodolfo Giordano durante a limpeza

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bpAIzkS8SJI&feature=youtu.be[/youtube]

O projeto REAMAR fará ainda este ano, mais três mutirões de limpezas subaquáticas e de areia no Bairro da Urca.

Instituto Sea Shepherd Brasil mantém posicionamento sobre a caça de baleias: COTA ZERO

Por José Truda Palazzo Jr., Diretor do Centro de Conservação Cetácea e Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

Em reunião realizada nesta terça-feira, dia 28/08, em Brasília, os Ministérios de Relações Exteriores e do Meio Ambiente discutiram com representantes da sociedade civil os rumos da atuação do Brasil na Comissão Internacional da Baleia e as ações necessárias para assegurar a conservação de baleias e golfinhos no País.

Participaram da reunião, entre outros funcionários do governo, o Comissário do Brasil na Comissão Internacional da Baleia, Embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama; o Chefe da Divisão do Mar, Antártida e Espaço do Ministério das Relações Exteriores, Ministro Fábio Vaz Pitalugfa; o Secretário Nacional de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Cavalcanti; e a Gerente de Biodioversidade Aquática do Ministério do Meio Ambiente, Monica Brick Peres, além do Diretor de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino de Oliveira.

Estiveram presentes, como representantes da sociedade civil, a convite do Ministério das Relações Exteriores, o Conselheiro do Instituto Sea Shepherd Brasil, Luiz André Albuquerque, e o Diretor do Centro de Conservação Cetácea, José Truda Palazzo Jr.

Ressaltando a importância de manter a coordenação com os países da América Latina, o Embaixador Pinta Gama propôs ações para que o Brasil, nos próximos dois anos, angarie o apoio necessário à aprovação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, que já conta com 65% dos votos na Comissão Internacional da Baleia, mas depende de 75% dos votos para sua efetivação.

Já o Secretário Cavalcanti enfatizou a necessidade de ações para combater a dita caça “científica” do Japão, tanto no plano diplomático como de convencimento dentro daquele país através da sociedade civil.

Os representantes das ONGs, apoiando as propostas de ação apresentadas, ressaltaram que, no entanto, o Brasil precisa fazer seu dever de casa em relação à conservação dos golfinhos e baleias. A não efetivação das novas áreas protegidas no Banco dos Abrolhos, e a continuidade das matanças de golfinhos – como do boto vermelho na Amazônia para a pesca da piracatinga, dos tucuxis na costa Norte para isca de tubarão e das toninhas no Sul e Sudeste pela pesca predatória com redes – são verdadeiros “calcanhares de Aquiles” da política brasileira no tema, que precisam ser urgentemente resolvidos.

De forma uníssona, também mantiveram firme o posicionamento pela “COTA ZERO” da caça de baleias, destacando que o Brasil possui a Lei Federal nº 7.643/87, chamada de Lei dos Cetáceos, que criminaliza o simples molestamento deste animais, fato este que deveria servir de impulso para que o País assumisse uma posição de liderança na Comissão Internacional da Baleia.

Palácio do Itamaraty

O Conselheiro do Instituto Sea Shepherd Brasil, Luiz Albuquerque, ressaltou a contribuição do Instituto através das ações judiciais e apoio à fiscalização, mas enfatizou que o governo precisa fazer minimamente a sua parte para evitar um vexame internacional.

Por sua vez, o Ministro Pitaluga reforçou a necessidade do Brasil ser mais atuante no Comitê de Conservação da Comissão Internacional da Baleia, em cuja criação tivemos papel fundamental. Na reunião anual recentemente realizada pela Comissão Internacional da Baleia no Panamá, a área ambiental federal não enviu nenhum representante a este Comitê ou às atividades técnico-científicas da Comissão, causando dificuldade para a atuação da delegação diplomática brasileira.

Ficou acertado que outras reuniões de coordenação serão realizadas para manter a sociedaede civil informada e participante das ações do Brasil na Comissão Internacional da Baleia. Por parte dos representantes desta, foi reiterada nossa intenção de contribuir susbtantivamente, mas também de seguir denunciando e criticando a falta de ações nacionais para a efetiva conservação das baleias e golfinhos.