Juiz nega fiança no processo de contrabando de iguanas em Galápagos

A audiência de segunda-feira, 27, no tribunal na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos, foi uma grande vitória para proteção, conservação e vida selvagem. Ela também foi uma mensagem clara para as pessoas que pretendem cometer crimes ambientais, de que suas ações não serão toleradas.

O objetivo da audiência foi analisar um pedido de fiança do alemão Dirk Bender.

Havia duas opções para o juiz para se pronunciar sobre este pedido:

a) Conceder fiança e definir o seu valor com a devida consideração dos danos ambientais

b) Negar fiança por razões de interesse público, gravidade do caso, ou risco de fuga.

Em aplicação do artigo 176 do Código de Processo Penal do Equador, o juiz negou o pedido do réu de fiança. Esta é a primeira vez que um réu será mantido preso em Galápagos por um caso ambiental, e este será um precedente importante.

Desde que começamos o projeto jurídico em Galápagos, tivemos apenas negativas decisões judiciais em casos ambientais. Nos 14 anos da Lei Especial de Galápagos, nunca tivemos uma única pessoa condenada por um crime ambiental, independentemente da gravidade de alguns destes crimes. A decisão judicial de segunda-feira, ao contrário, envia a mensagem correta para a sociedade: a mensagem de que o tribunal vai cumprir a lei para proteger as espécies endêmicas em Galápagos.

Ao contrário de todos os outros casos que temos visto no passado, este não vai ser colocado em stand-by pela ausência do réu. O réu terá que ficar em Galápagos para responder às acusações contra ele. Eventualmente, o caso vai ter uma decisão final, que será a primeira do tipo emitida em Galápagos.

Celebramos esta decisão e felicitamos todos os envolvidos, que estão incansavelmente trabalhando para que este caso esteja onde está agora: o Escritório do Procurador Provincial, o Parque Nacional de Galápagos, e o Setor de Ciência e Conservação, que a Sea Shepherd faz parte.

Temos acompanhado e fornecido argumentos jurídicos para este caso, e estamos muito satisfeitos de que o sistema judicial enviou uma mensagem clara, de que a partir de agora, Galápagos vai agir fortemente contra crimes ambientais.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd lança Operação Focas do Deserto II

Foca mãe e filhote

A Sea Shepherd enviou sua unidade Força O.R.C.A. para a Namíbia, para expor um dos maiores crimes da fauna marinha conhecido, a matança de 90.000 filhotes de foca.

Uma equipe de cinco ativistas comprometidos e apaixonados foi cuidadosamente selecionada para executar essa missão perigosa.

A matança de focas da Namíbia inicia a cada ano no início de julho, e continua até que os titulares da licença atinjam sua cota de 90.000 filhotes de foca. O comerciante de peles turco/australiano, Hatem Yavuv, compra todas as peles e as processa em sua fábrica para fornecer alta-costura para sua clientela sem consciência. “No ano passado, um funcionário do governo nos chamou de ‘inimigos do Estado’ por interferir em sua operação de comércio de pele. Essa declaração nos deixou ainda mais determinados a voltar e colocar um fim à matança de focas em extinção”, disse Laurens de Groot, diretor da Força O.R.C.A.

A unidade, com sucesso, cruzou a fronteira da Namíbia, carregando equipamentos de alta tecnologia, e atualmente está operando a partir de um local não revelado, no vasto deserto da Namíbia. “Sabíamos que tínhamos de ser cuidadosos na fronteira, pois sabíamos que outra ONG foi impedida de entrar, quando ficou claro que eles estavam entrando na Namíbia para parar a matança de focas, mas nossa equipe cruzou a fronteira clandestinamente, em um local onde nunca seríamos esperados”, explica a Coordenadora da Sea Shepherd África do Sul, Rosie Kunneke.

Depois de atingir a área da matança de focas, a equipe imediatamente realizou uma operação de reconhecimento para ver como o massacre foi organizado este ano. O veterano do Exército dos EUA, Jake Weber explica: “Os caçadores e o governo gastaram mais dinheiro na segurança do que nunca, com patrulhas armadas em torno da colônia de focas, um comboio de carros de patrulha em torno do caminhão que transportava os filhotes de foca abatidos, e guardas com cães patrulhando o perímetro da fábrica de pele. Eles ainda enviaram seu novo navio da marinha, ‘O Elefante’, para patrulhar ao longo da costa do Cabo Cruz. É o seu pequeno segredo sujo, que eles não querem que ninguém saiba”.

Colônia de focas em Cape Cross

O maior massacre ocorre em Cape Cross, que é uma reserva de focas designada, e também a segunda maior atração turística do país sul africano. O governo da Namíbia pode ter um lucro ainda maior, e sustentável, de observação de focas, em comparação com o lucro com a matança de focas, mas ainda assim continua a dizimar a população desta colônia vulnerável. Esta controvérsia é simplesmente insana, em relação à conservação e à questão econômica.

A Sea Shepherd continuará a intervir e expor essa atrocidade até que o mundo inteiro saiba sobre isso. Esta publicidade negativa vai custar milhões de dólares à indústria do turismo namibiano. Juntamente com o aumento do custo da segurança, em algum momento o governo será obrigado a cancelar essa prática atroz.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Atualização sobre a Operação Kimberley Miinimbi: Chevron pula do barco com a pressão para salvar o essencial berçário Jubarte das fábricas de gás

Por Capitão Mal Holland

Steve Irwin

Poucos dias depois de o Steve Irwin deixar a costa de Kimberley e retomar o trajeto para Sydney, o principal parceiro da Woodside na proposta da fábrica de gás James Price Point, a Chevron Corporation, pulou do barco sobre o empreendimento.

O carro-chefe da Sea Shepherd suspendeu temporariamente os preparativos para a próxima campanha de defesa das baleias da Antártida, a Operação Tolerância Zero, e fez um trajeto para as águas do norte da Austrália. Esta viagem foi feita em um esforço para destacar a situação crítica enfrentada agora pelas baleias jubartes da Antártida, na extremidade oposta da sua migração anual.

A desistência da Chevron coincide com uma corrida de uma semana de ações em terra, tomadas por cidadãos comprometidos, para impedir os equipamentos de perfuração de alcançar o complexo de Woodside, em outras palavras, as idílicas terras costeiras atrás de James Price Point.

O equipamento se destina a ser usado para tocar as águas subterrâneas de Broome. O prelúdio de oito bilhões de litros de água para o eventual empreendimento ameaça ser utilizado todos os anos na contrução da fábrica de gás. Uma vez utilizado, grande parte dessa água vai se tornar parte de 30 bilhões de litros de “descarga marinha de rotina” despejada no oceano adjacente onde 52 quilômetro quadrado da “zona morta marinha” vai destruir um dos últimos ambientes marinhos intactos remanescentes no planeta.

O estado não-contaminado do oceano aqui até agora tem permitido uma abundância rara de verde, tartarugas marítimas, e as tartarugas-de-pente, numerosas espécies de baleias e golfinhos, pássaros migratórios, peixes, incluindo arraias-manta e tubarões, dugongos, plâncton, alga marinha e corais .

Quinze ativistas foram presos nas ações para segurar o comboio de perfuração e parar a destruição do habitat selvagem. Neste momento, as pessoas de todos os lugares estão bloqueando as máquinas com seus corpos, enfrentando a polícia armada e os tribunais, para diminuir esta maré irracional pelo tempo necessário para o resto de nós possamos ver as coisas como elas realmente são na Península de Dampier. Desobediência civil não-violenta nesta crise é um show de contenção disciplinada – mais graxa para seus cotovelos. Nós confiamos que mais pessoas irão se juntar a eles.

Mar intocado das idílicas terras costeiras. Foto: Ingetje Tadros

Polícia bloqueando as estradas. Foto: Ingetje Tadros

Traduzido por Dani Vasques, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Toronto não deve permitir a captura de tubarões selvagens ameaçados para o aquário de Ripley

Por Bob Timmons, Coordenador da Sea Shepherd Toronto

Foto: Bob Timmons

Iniciaram as obras em Toronto para a construção de um aquário de 2,8 milhões de litros, conhecido como Ripley’s Aquarium of Canada. Esse aquário será o lar artificial de mais de 13.000 peixes de água doce e salgada, incluindo 10 tubarões.

Os tubarões selvagens que serão exibidos são tubarões cinza, ou cação mangona, raros, relacionados como espécies ameaçadas na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Eles são protegidos nos Estados Unidos, na Austrália e na Nova Guiné.

Essas espécies de tubarões migram pela ilhota Murrells, Carolina do Sul, a caminho do seu local de reprodução. O cação mangona só produz dois alevinos por ninhada, e tem sido vítima de pesca comercial, caça submarina e de redes de proteção de praias. A remoção adicional deste animal pela equipe Ripley fará, definitivamente, uma marca no crescimento populacional dessa espécie protegida.

A equipe Ripley tem capturado, e continuará capturando, o cação mangona ao largo da ilhota Murrells, Carolina do Sul. A equipe diz que recebeu autorização especial do governo ao afirmarem que os tubarões são para propósitos educacionais.

“O benefício educacional que se ganha ao estudar [animais] em cativeiro é tanto quanto aquele que se teria estudando a humanidade somente observando prisioneiros em solitária.” Jacques Cousteau

A jornada do tubarão no ambiente selvagem e livre para uma jaula é algo assim:

1) Utiliza-se uma linha de pesca similar a um palangre (linha longa). Os palangres matam mais de 70 milhões de tubarões por ano. Outros animais que foram capturados nessas linhas são raias, tubarões galha preta, tubarões martelo e o cação mangona mencionado aqui. Isso mostra, claramente, a característica destrutiva e invasiva da caçada inicial.

2) A cauda do tubarão é amarrada e sua mandíbula presa por um gancho à borda do navio, arrastado de modo não natural até ser colocado numa tipoia e, mais tarde, numa área pequena até a remoção e colocação num tanque no interior do barco.

3) Levado à praia, o tubarão é removido mais uma vez para outro tanque e despachado para o Ripley’s Aquarium da Carolina do Sul.

4) Esses tubarões sofrem ainda mais estresse durante a longa e árdua jornada da Carolina do Sul para Nova Iorque e, então, para Toronto.

Do início ao fim, esse animal ficará num espaço confinado e não natural, o que traz muito estresse e sofrimento, antes de ser aprisionado numa jaula aquática no destino final, quando será explorado para fins lucrativos, não educacionais.

Toronto tem uma proibição de caça de barbatana de tubarão, e eles devem manter a proteção de tubarões ao não permitir que esses animais raros e ameaçados sejam levados do seu ambiente selvagem para Toronto.

Você pode ajudar se envolvendo de uma das seguintes maneiras:

• Assine esta petição: http://www.thepetitionsite.com/525/111/437/stop-delivery-of-sand-sharks-to-torontos-ripley-aquarium-2013/
Queremos mostrar apoio online aos canadenses e americanos que não querem que os tubarões sejam removidos do seu habitat e relocados para um tanque artificial em Toronto, Canadá.

• Escreva no Twitter: #Toronto @TOMayorFord should not permit the import of #sharks from the wild for Ripley’s Aquarium @SSCSToronto Petition 

• Cidadãos locais de Toronto devem entrar em contato com os seus Councilors e comunicar a eles que eles não devem permitir a importação de tubarões selvagens para o Ripley’s Aquarium do Canadá.

• Entre em contato com o responsável na Ripley
TIM O’BRIEN – VP Communications
Escritório: +1 (615) 646-7465
Obrien@ripleys.com

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil realiza curso de salvamento de animais petrolizados, em São Paulo

O último curso de Ações para Salvar Animais Marinhos em Derrames de Petróleo, realizado em São Paulo (SP), na Scuba Point, Rua Pio XI, 641, Lapa, contou com 20 participantes, entre acadêmicos, mergulhadores e outros profissionais.

A Scuba Point é uma grande parceira e divulgadora do trabalho da Sea Shepherd Brasil, além de ceder o espaço para o curso, ofereceram toda a estrutura necessária para que os alunos pudessem desfrutar desta oportunidade de capacitação. “Ações como esta do Instituto Sea Shepherd Brasil são muito importantes para contribuir na conservação do meio ambiente marinho”, comentou Ricardo “Lalo” Meurer, proprietário da Scuba Point.

Wendell Estol, diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, e ministrante do curso, ressaltou a importante colaboração da Scuba Point. “Atitudes como esta da Scuba Point devem ser amplamente divulgadas e enaltecidas, pois empresas com esta postura de envolvimento com a sociedade civil organizada é rara em um país como o Brasil, ainda mais quando o assunto é conservação ambiental”.

Conheça o trabalho e os cursos de mergulho da Scuba Point, São Paulo (SP), acessando o link: scubapoint.com.br