Alemão é preso em Taiji

Expectativa é que seja mantido preso por 48 horas

Nils Greskewitz. Foto de arquivo

08 de outubro de 2012 – Taiji, Japão – A polícia de Taiji, no Japão, prendeu um alemão de 26 anos, Nils Greskewitz, nesta segunda-feira, 8 de outubro de 2012. Nils estava subindo em uma estátua de um arpoador, no Parque do Museu da Baleia, em Taiji. Ele não tinha intenção de causar qualquer dano, mas a estátua foi danificada por sua ação.

A polícia afirmou que Nils Greskewitz ficará detido por pelo menos mais 48 horas, enquanto eles continuam investigando o assunto e os procuradores decidem os custos a serem pagos, se houver. Sob a lei japonesa, um indivíduo pode ser mantido por até 23 dias sem fiança.

Nils Greskewitz foi para Taiji participar da campanha Guardiões da Enseada, da Sea Shepherd Conservation Society, contra a matança de golfinhos na enseada. A Sea Shepherd está empenhada em ver o fim da matança, mas prometeu às autoridades locais que seus voluntários não violariam propositadamente as leis japonesas.

“A Sea Shepherd Conservation Society não tolera danos materiais em Taiji, no Japão ou em qualquer lugar”, disse o fundador da organização e presidente, o Capitão Paul Watson. “As orientações para os Guardiões da Enseada são claras. Todas as atividades devem estar dentro dos limites da lei japonesa. Este foi o acordo que fizemos com o Japão em 2003, e nós estamos por este acordo”, disse ele.

Nils Greskewitz estava agindo por sua conta ao escalar esta estátua, e não estava realizando quaisquer atividades de campanha relacionadas a isso. Porque Nils Greskewitz agiu por conta própria e causou esse dano não intencional, a Sea Shepherd retirou-o da campanha, e não vai cobrir qualquer restituição ou despesas legais de Nils Greskewitz que possam incorrer.

A Sea Shepherd Conservation Society lamenta que a estátua foi quebrada por um voluntário dos Guardiões da Enseada, e tem tomado medidas para demitir o responsável do programa Guardiões da Enseada.

A Sea Shepherd vai prestar assistência jurídica a qualquer Guardião que for preso sem motivo, como fizemos com Erwin Vermeulen no ano passado, quando a polícia tentou enquadrá-lo sob a acusação de assalto. Ele foi absolvido dessa acusação pelos tribunais japoneses.

Embora sejamos simpáticos à situação que Nils Greskewitz se colocou, a Sea Shepherd tornou muito claro para todos os voluntários que a sociedade não pode e não vai apoiar atividades ilegais no Japão, mesmo quando acidental.

“Os Guardiões da Enseada da Sea Shepherd continuam chamando uma atenção internacional para as atrocidades que ocorrem em Taiji”, disse Melissa Sehgal, Líder dos Guardiões da Enseada. “Nós somos voluntários em terra para documentar e expor a horrível matança de golfinhos, mas vamos continuar respeitando a lei japonesa. A barbárie em Taiji traz desonra para a nação do Japão”, acrescentou Melissa Sehgal.

O consulado alemão foi notificado da prisão. A Sea Shepherd não espera ter atualizações sobre este assunto por pelo menos mais 48 horas, e é incapaz de comentar mais neste momento.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Hélices de embarcações deixam cicatrizes em baleias no litoral catarinense

Por Rodrigo Marques, Coordenador Técnico Operacional, Núcleo Sea Shepherd RS

No último final de semana de setembro, o núcleo gaúcho do Instituto Sea Shepherd Brasil embarcou em uma aventura ao lado das baleias francas no litoral catarinense. O que era pra ser uma tarde agradável, em total sintonia com estes animais majestosos, acabou se transformando em uma ação de fiscalização.

Durante o avistamento, contemplamos cinco famílias de baleias franca nadando livremente no oceano, porém uma delas apresentava cicatrizes enormes ao longo do corpo, as mais evidentes próximas à cauda, que possivelmente foram marcas deixadas por hélices de embarcações ou redes de emalhe.

Fomos informados por moradores locais que algumas embarcações se aproximavam de forma irresponsável dos animais, colocando em risco a integridade dos mesmos. A partir desta denúncia, ficamos em alerta e procuramos, além de baleias, barcos irregulares.

Neste dia, somente nossa embarcação estava na água e não vimos nenhum outro barco próximo das baleias.

É triste pensar que estes animais ainda sofram com a interferência humana. As baleias não são mais caçadas no litoral do Brasil, mas ainda temos muito que aprender para que um dia estes gigantes dos oceanos não sofram quaisquer influência externa.

Baleia com uma cicatriz evidente no corpo. Foto: Rodrigo Marques

Whale Watching em Garopaba (SC)

Por Rodrigo Marques, Coordenador Técnico Operacional, Núcleo Sea Shepherd RS

O Núcleo RS do Instituto Sea Shepherd Brasil esteve no último final de semana de setembro em Garopaba (SC), a convite do Diretor Regional Voluntário do Núcleo SC, Hugo Malagoli, para uma tarde de avistamentos de baleias.

Núcleo RS e Núcleo SC na Base Cângulo, em Garopaba (SC). Foto: Núcleo RS

O tempo, infelizmente, não favoreceu, reduzindo o número de pessoas no barco. Alguns voluntários de Santa Catarina cederam, gentilmente, seus lugares para as pessoas que vieram do Rio Grande do Sul.

Sem dúvida foi uma tarde inesquecível para todos que estiveram presentes. As baleias francas não decepcionaram e proporcionaram um belo espetáculo!

Filhote de baleia franca. Foto: Léo Peters

Ver as baleias nadando livremente foi um misto de alegria e tristeza. Era inevitável pensar no que ocorre na temporada de caça, na Antártida, onde estes animais, mesmo estando no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, protegidos por lei, são abatidos de forma cruel, por puro interesse comercial.

Com uma sensação de renovação, seguimos nesta frente de batalha, com a esperança de que possamos ver estes belos animais, extremamente inteligentes e sociáveis, nadando livres pelos mares do planeta sem a interferência dos humanos.

Baleeiros japoneses confirmam eficácia da Sea Shepherd

Nisshin Maru sendo reparado no porto. Foto: Sea Shepherd

O New York Times informou em 02 de outubro que o Instituto de Pesquisa de Cetáceos, a operação estatal que gerencia a frota baleeira japonesa, confirmou que a Sea Shepherd Conservation Society custou aos baleeiros US$ 20,5 milhões em perdas na temporada de caça às baleias 2010-2011, no Santuário de Baleias do Oceano Austral.

Na última temporada, vimos os baleeiros alcançando apenas 26% de sua cota de matança. Na temporada anterior, os baleeiros conseguiram apenas 17%, devido à interferência da Sea Shepherd. A Sea Shepherd sofreu uma desvantagem de ter que reparar o navio Brigitte Bardot, danificado no início da campanha por uma onda gigantesca.

Em resposta ao artigo do New York Times, o Capitão Paul Watson declarou: “Eu acredito que isso confirma a nossa eficácia em interromper as operações baleeiras e realmente salvar as baleias. Os números falam por si”. O Capitão Watson continuou: ” Temos sido muito bem sucedidos na busca de nossos dois objetivos principais: primeiro, salvar as vidas de quantas baleias for possível, e segundo, afundar a frota baleeira japonesa economicamente”.

Na última temporada, vimos os baleeiros afundar ainda mais em dívidas, pois continuam a operar exclusivamente com subsídios governamentais maciços, incluindo cerca de 30 milhões de dólares do fundo japonês de socorro ao tsunami.

A realidade é que a frota baleeira japonesa está em um estado difícil de operações. O navio-fábrica Nisshin Maru necessita de reparos caros. Para retornar ao Oceano Antártico, os baleeiros vão precisar de outro enorme subsídio do governo.

É por esta razão que o Japão tomou medidas extremas para impedir o trabalho eficaz do Capitão Paul Watson e da Sea Shepherd, através de alegações fabricadas. A posição dos baleeiros é que se puderem remover o Capitão Watson, eles serão capazes de encerrar as operações da Sea Shepherd.

No entanto, a frota da Sea Shepherd é agora mais forte do que nunca, com quatro navios anti-baleeiros prontos para intervir nas operações baleeiras ilegais dos japoneses em dezembro, com a Operação Tolerância Zero.

O capitão Peter Hammarstedt falou sobre a Operação Tolerância Zero: “Nosso objetivo é levar a zero a cota de caça à baleia nesta temporada, e estamos agora em posição de fazer isso. Acreditamos que, se conseguirmos atingir zero mortes, podemos expulsar os baleeiros do Santuário de Baleias do Oceano Austral”.

Link para o artigo do The New York Times (em inglês).

O Bob Barker se move para a posição atrás do navio-fábrica baleeiro fábrica, Nisshin Maru, para bloquear a transferência de baleias a partir do navio arpoador. Foto: Sam Sielen / Sea Shepherd

As tripulações dos botes da Sea Shepherd distraem o navio arpoador, Yushin Maru 3, de caçar baleias. Foto: Billy Danger / Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil firma parceria com a empresa Mako Sports

O Instituo Sea Shepherd Brasil (ISSB) firma mais uma parceria, desta vez com a Mako Sports.

O principal objetivo desta aliança é incentivar campanhas voltadas para a proteção dos oceanos e da vida marinha, sem esquecer o trabalho de educação e conscientização da população em geral.

Para Wendell Estol, diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, é de grande importância este tipo de parceria, pois demonstra que não é necessário que seja uma grande empresa para contribuir com a conservação da vida marinha. Pequenas iniciativas, se multiplicadas, podem trazer grandes resultados.

A parceria consiste na produção de utensílios de Neoprene com a marca Sea Shepherd Brasil. São eles: Strap para Máscara de mergulho e dois modelos de chaveiros (fotos abaixo).

http://makosports.com.br/categoria.php?cod_categoria=418002
http://makosports.com.br/categoria.php?cod_categoria=425095

Sobre a Mako Sports

Um grupo de amigos apaixonados pelo mar e com muita vontade de colaborar com o meio ambiente criou um site para que parte do lucro seja revertido para instituições que lutam pela preservação do ecossistema.

A loja conta com uma completa linha de materiais para mergulho, montanhismo, camping, escalada, rappel, trekking enatação. Breve se tornará uma das mais completas lojas de materiais para esportes de aventura do país.

Para conhecer mais sobre o trabalho e adquirir os produtos da parceria Mako Sports – e a Shepherd Brasil, acesse o link: www.makosports.com.br