Petrechos de pesca e resíduos sólidos são foco de limpeza subaquática realizada na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro

No dia 18 de março de 2017, um nublado dia de sábado, o Sea Shepherd Brasil – Núcleo RJ participou de uma ação ambiental idealizada pelos parceiros do Projeto Verde Mar e Mergulho Carioca, juntamente com a Coral de Fogo Diving Experience, em comemoração ao Dia Mundial da Água.

Foto: Luiz Albuquerque – Sea Shepherd Brasil

O objetivo desta ação foi coletar petrechos de pesca e resíduos sólidos no fundo do mar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

Onze mergulhadores participaram do evento que busca informar para um maior número de pessoas, a conscientização ambiental sobre a questão do lixo nos oceanos, além, é claro, de limpar um pouco do meio ambiente neste cartão postal da cidade.

Foto: Luiz Albuquerque – Sea Shepherd Brasil

Foto: Luiz Albuquerque – Sea Shepherd Brasil

 

Os esforços foram direcionados para o costão do lado sul da praia (lado direito), local onde vários pescadores costumam ficar, mas para a felicidade de todos, conseguimos encontrar um quantidade bem menor de resíduos, do que normalmente é coletado.

Infelizmente, também nos deparamos com uma tartaruga marinha, da espécie verde (Chelonia mydas), com resto de linhas e um pedaço de rede de pesca enroscada em uma das nadadeiras. Apesar da tentativa, não conseguimos liberá-la, pois estava muito arredia, o que era natural pela condição em que se encontrava.

Esperamos que ela seja residente e possamos retirar estas linhas e o pedaço de rede desta tartaruga, em um próximo mergulho.

Foto: Caio Salles – Projeto Verde Mar

 

Foto: Caio Salles – Projeto Verde Mar

Entre outros detritos sólidos, foram recolhidos:

05 (cinco) latas de alumínio; 01 (uma) garrafa de vidro; 01 (um) pé de bota; 13 (treze) fragmentos de sacolas plásticas; 04 (quatro) copos plásticos; 01 (uma) garrafa PET de 2 (dois) litros; 01 (uma) panela; 01 (uma) caneca de metal; 6 (seis) fragmentos de pano; 03 (três) fragmentos de papelão; 01 (uma) tesoura grande; 08 (oito) canudos plásticos; 06 (seis) velas de ignição de carro (usadas como peso para pesca); 03 (três) chumbos de pesca e 07 (sete) fragmentos de embalagens plásticas.

Este é um trabalho que precisa ser contínuo. Como exemplo, temos o trabalho realizado pelos nossos amigos do Projeto Verde Mar, que já recolheram cerca de 90 (noventa) kilos de detritos do fundo do mar da Praia Vermelha (local principal de suas atividades), em um ano de limpezas subaquáticas.

“Sempre procuramos catalogar o que é retirado do ambiente marinho, buscando identificar as principais origens dos problemas ambientais relacionados à poluição por resíduos sólidos nos oceanos, visando propor possíveis soluções.” – disse Caio Salles, fundador do Projeto Verde Mar.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=eVOa-p0cmMI[/youtube]

Vídeo Link https://www.youtube.com/watch?v=eVOa-p0cmMI

Crédito: Vídeo realizado pelos nossos parceiros do Projeto Verde Mar durante o evento.

O Núcleo Rio de Janeiro realiza este tipo de ação ambiental corriqueiramente e estamos agradecidos por sempre termos ótimos parceiros ao nosso lado.

O futuro do planeta depende da preservação da água.

Faça sua parte !!!

Se desejar entrar em contato com o Núcleo RJ do Sea Shepherd Brasil, escreva para nucleorj@seashepherd.org.br.

 

Atobá é resgatado na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

No início da noite do dia 15 de março de 2017, o Núcleo Rio de Janeiro do Sea Shepherd Brasil mobilizou-se para o resgate de um atobá-pardo (Sula Leucogaster) na Praia Vermelha, localizada no bairro da Urca, zona sul do Rio de Janeiro.

A ave marinha foi encontrada por banhistas, que informaram que a mesma já se encontrava há cerca de uma semana naquela praia. Disseram que tentaram contato com órgãos governamentais do Estado e do Município, entretanto, nenhum deles se disponibilizou a prestar qualquer tipo de socorro.

Foto: Sea Shepherd Brasil

Os voluntários cariocas prontamente constataram que o atobá encontrava-se muito debilitado e desnutrido, pois deveria estar sem alimentação adequada por vários dias.

Foram realizados os procedimentos de análise primária, onde se constatou que o animal estava com boa musculatura peitoral e não apresentava fraturas ou machucados visíveis. Entretanto, somente com uma análise mais profunda e a realização de exames laboratoriais, seria possível avaliar o real estado do animal.

Foto: Sea Shepherd Brasil

Devido ao horário noturno, não havia qualquer base de reabilitação aberta, para onde o atobá pudesse ser diretamente encaminhado. Deste modo, o IBAMA/RJ foi informado sobre o resgate, tendo sido autorizada a guarda provisória do animal, que foi aquecido e recebeu soro.

Na manhã do dia seguinte, uma equipe da empresa CTA Ambiental realizou a coleta do atobá e o encaminhou para a sua base de estabilização, localizada na Universidade Castelo Branco, na Penha.

Fica a nossa torcida pela sua recuperação.

Nossos agradecimentos aos voluntários Isabella Libardi, Luiz Felipe Mafra, Gisele Pontes e Luiz André Albuquerque, que atuaram neste resgate.

Caso você tenha interesse em tornar-se um voluntário do Núcleo Rio de Janeiro, escreva-nos um e-mail para nucleorj@seashepherd.org.br

Implantação de posto avançado nos Molhes é debatida

Laguna

Os frequentes casos de mortes de botos ocorridos nos últimos dias chama a atenção da população e das autoridades que se reuniram ontem para discutir o assunto e buscar soluções. O engenheiro, Patrick de Souza do departamento de Pesca e Agricultura do município se reuniu com representantes da Polícia Militar Ambiental, Marinha, Udesc, Instituto Sea Shepherd Brasil e Câmara de Vereadores.

De acordo com o engenheiro, as mortes têm ocorrido por três principais motivos: pesca ilegal com redes de bagre, navegação e a poluição. “Para cada item o intuito é discutir soluções. Mas, a ideia principal é a criação de um Posto Avançado nos Molhes, com o objetivo de fiscalizar, educar e orientar”, explica.

Ele revela que o poder executivo pretende encabeçar um plano estratégico envolvendo todos os órgãos fiscalizadores. “A colocação de câmeras para inibição, placas como meio educativo e outras ideias serão debatidas com cada órgão dentro de suas competências para que as ações comecem a dar resultado”, salienta. Nos próximos dias, reuniões pontuais serão realizadas para dar celeridade ao desenrolar deste tema.


Udesc pretende contribuir com dados técnicos

O representante da Udesc professor Pedro Castilho, relata que a instituição pode contribuir tecnicamente com a prestação de dados. “Hoje, com relação à mortalidade da espécie, nós temos uma linha de alerta e temos feito este acompanhamento. Se for constatado a morte de mais de 10% de botos por ano, em 50 anos, a espécie vai acabar. É necessário que se tenha atenção para a espécie”, explica o professor. Dentre as discussões, o comandante da Polícia Militar Ambiental, destaca a possiblidade de incluir os botos no Programa Protetor Ambiental. Este programa contempla adolescentes de todas as redes de ensino, que aprendem a conservar e multiplicar informações da área ambiental.

Fonte: www.notisul.com.br

Tartarugas marinhas são atendidas por voluntários, no Rio de Janeiro

No final da tarde do dia 05 de março, os voluntários do núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) foram acionados pelos bombeiros militares do 1º Grupamento Marítimo – GMar/Botafogo, para prestar atendimento a 03 tartarugas marinhas verdes  – Chelonia Mydas – resgatadas na Baía de Guanabara.

Ao chegarem ao local, constataram que a situação de duas tartarugas era muito ruim e ambas continham uma grande quantidade de fibropapilomatoses.

Tartaruga marinha sendo examinada pela voluntária Isabella Libardi. Foto: ISSB

A fibropapilomatose é uma doença caracterizada pela presença de múltiplos tumores de pele que podem também afetar órgãos internos. É uma doença que ocorre nas tartarugas de todos os oceanos, afetando principalmente as verdes – Chelonia mydas. Embora sejam tumores de natureza benigna, podem prejudicar o deslocamento e alimentação dos animais, causando debilidade e, consequentemente, a morte.

Grande quantidade de fibropapilomatoses. Foto: ISSB

Embora a natureza da doença não seja ainda totalmente conhecida, a presença de tumores tem sido  associada a um vírus (herpes-vírus), e sua ocorrência é mais frequente em locais com altos índices de poluição. São raros os casos registrados em áreas conservadas. Desta forma, mesmo que as ações humanas não sejam a causa primária, contribuem  efetivamente para a intensificação e proliferação da doença.

A maior das 03 tartarugas marinhas, que infelizmente, foi a óbito. Foto: ISSB

Infelizmente, a maior das tartarugas não resistiu e foi a óbito, ainda na base do 1º GMar. Diante o grave quadro da outra tartaruga, a mesma foi encaminhada para a base de estabilização da empresa CTA Ambiental, localizada na Universidade Castello Branco, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, onde passará por exames e retirada dos tumores de pele.

Já a terceira tartaruga marinha verde – apelidada de Nazaré – foi avaliada e não apresentava qualquer intercorrência que justificasse seu direcionamento para um centro de tratamento, tendo sido um equívoco seu resgate. Diante o ótimo quadro, os voluntários cariocas decidiram por realizar a sua soltura na Praia Vermelha, na Urca, zona sul da cidade.

O IBAMA/RJ foi devidamente comunicado da realização destes procedimentos.

Tartaruga marinha, apelidada de Nazaré, pelos voluntários. Foto: ISSB

 

Soltura da tartaruga marinha “Nazaré” pela voluntária Isabella, na Praia Vermelha, Urca/RJ. Foto: Luiz Felipe Mafra

Acompanharemos a reabilitação da tartaruga marinha levada para a base de estabilização e esperamos, em breve, poder noticiar sua soltura.

Nossos agradecimentos aos voluntários Isabella Libardi, Luiz Felipe Mafra, Gisele Pontes e Luiz André Albuquerque. Caso você tenha interesse em tornar-se um voluntário do Núcleo Rio de Janeiro, escreva-nos um e-mail para nucleorj@seashepherd.org.br

O FIM da Operação Nemesis

Comentário do Capt Alex Cornelissen

A chegada do MV Ocean Warrior em Henderson, Austrália Ocidental, marca o fim da campanha contra a caça de baleias deste ano, pelos caçadores ilegais de baleias no Oceano Antártico.

Nossos navios estiveram no mar por 93 dias (Ocean Warrior) e 90 dias (Steve Irwin). Durante todo este tempo eles procuraram o matadouro flutuante Nisshin Maru, mas lamentamos dizer que não conseguimos travar a popa da fábrica japonesa.

Nós não saberemos o quanto fomos bem sucedidos até que a frota baleeira retorne ao porto e anuncie o número de baleias que mataram, mas nós sabemos que os mantivemos em movimento durante o tempo nas águas de Antártica e isto custou à empresa japonesa, milhões de dólares.

Considerando o período de tempo em que a frota baleeira japonesa permaneceu no Oceano Antártico, está claro que nossa presença limitou severamente a eficácia de suas operações de caça ilegal. Sua cota muito reduzida de apenas 333 baleias (graças aos anos anteriores de campanha da Sea Shepherd) poderia ser facilmente alcançado dentro de poucas semanas de baleação ininterrupta. Mas desta vez, os baleeiros precisaram de mais de três meses, e ainda é duvidoso que tenham atingido este objetivo.

* Sabíamos que esta seria uma campanha muito difícil por várias razões:

O novo programa de caça à baleia da frota baleeira (NEWREP-A) duplicou o tamanho da área de caça de anos anteriores (no âmbito do programa JARPA II considerado “para fins não científicos” pela ICJ em 2014), tornando mais difícil para nós rastreá-los.

A cota reduzida de 333 baleias torna mais difícil para nós sermos tão bem sucedidos quanto antes, se medimos nosso sucesso pelo número de vidas que economizamos. Quando a sua cota auto-alocada era 1.035 baleias, nós fomos geralmente capazes de impedi-los de matar mais de um terço em cada temporada, mas não menos, apesar de nossos esforços.

SI Blue Hornet heli finds the Japanese whaling fleet including the Nisshin Maru, Yushin Maru and the Yushin Maru No. 2. After being spotted with a whale on board the Nishhin they covered it in a blue tarp to not be filmed.

A duração prolongada do período de caça, permite que os baleeiros permaneçam na parte baixa do Oceano Austral, contato que o tempo permita. Também torna mais difícil para a Sea Shepherd intervir toda a temporada de caça às baleias, já que nossa capacidade de combustível é limitada.

O navio de abastecimento de combustível da frota baleeira lhes permite permanecer no Oceano Austral e navegar em alta velocidade durante toda a temporada de caça.

Uma das outras mudanças no chamado programa de “investigação” é a cota transferível: qualquer baleia que conseguimos poupar este ano pode simplesmente ser adicionada ao contingente nos anos seguintes.

* No caso da Sea Shepherd:

Precisamos cobrir distâncias muito maiores do que antes, assim queimando muito mais combustível do que antes.

The Blue Hornet repeatedly returns to the whaling fleet to keep an eye on their position for the SI to catchup and get them on their radar. The whaling fleet including the factory ship the Nisshin Maru and the harpoon ship the Yushin Maru fled from Sea Shepherd.
SI Blue Hornet heli finds the Japanese whaling fleet including the Nisshin Maru, Yushin Maru and the Yushin Maru No. 2 in the Australian owned Antarctic Whale Sanctuary.

Sempre que chegávamos perto dos navios arpoadores ou achávamos a gordura de alguma baleia descartada no mar, que indicava que estávamos perto de onde ocorreram recentes matanças (e portanto perto da frota), o navio-fábrica simplesmente navegou na direção oposta (como visto pelo nosso helicóptero).

O Steve Irwin foi sombreado pelo Yushin Maru 3, tirando assim um dos navios arpoadores de ação por 36 dias.
O Ocean Warrior foi detectado em várias ocasiões por outros navios arpoadores, um sinal claro de que esses navios estavam ativamente tentando rastrear nosso novo navio interceptor para retransmitir nossa posição para o Nisshin Maru. Obviamente, isso os tira de ação também, e a velocidade superior do MV Ocean Warrior dificultou o trabalho do navio-fábrica, sem dúvida, tornando a frota baleeira muito nervosa.

* Fatores adicionais:

O tempo foi muito ruim este ano; limitando o número de dias em que a caça era possível.
Os baleeiros indicaram que não querem nenhum confronto com o Sea Shepherd. Esta é, obviamente, uma estratégia muito diferente das campanhas anteriores, quando nossos navios foram invadidos, quase desativados e até mesmo perdidos em um caso, por causa dos baleeiros japoneses.
A razão para esta mudança na estratégia é óbvia: os baleeiros japoneses querem mostrar que nossa intervenção é inútil, que eles alcançarão sua cota apesar de nossa presença. Eles esperam que vão diminuir a nossa moral até que simplesmente desistamos.

A questão é: eles conseguiram quebrar nossa resistência?

Mesmo não sabendo se eles atingiram sua cota, eu ainda posso confirmar que não. Mesmo não sendo capaz de obter um de nossos navios por trás da rampa do navio de fábrica (nosso objetivo final), ainda causamos dificuldades para o seu programa de caça às baleias.

SI trailed by the out of action Yushin No. 3 passes humpback whales swimming freely.

Qualquer baleia que foi salva, das 333 baleias condenadas à morte, valia a pena irmos para o Oceano Antártico novamente, nesta temporada. Mas mesmo se a cota for cumprida na íntegra, mais uma vez a Sea Shepherd foi a ÚNICA organização que se colocou no caminho desta operação de caça ilegal patrocinada pelo governo japonês.

Capturamos imagens de uma baleia morta deitada no convés do navio-fábrica Nisshin Maru, enquanto a comunidade internacional não fazia nada e enquanto o governo australiano, em particular, saudava a visita oficial do primeiro-ministro japonês com os braços abertos.

Por quê? Por causa do comércio, bem como acordos políticos com o Japão. Ganho financeiro sobre a preservação de espécies sociais e inteligentes. Orgulho obstinado sobre a sanidade ecológica. Uma nação contra a opinião do mundo.

The OW approaches the SI for bunkering at sunrise.

Este ano nos ensinou que precisamos fazer mais, se vamos parar os caçadores de baleias na próxima temporada. Somos uma ONG que combate uma guerra contra a frota baleeira financiada pelo governo japonês. Nós confiamos nas doações e em voluntários, enquanto eles gastam milhões para sustentar esse abate para a inexistente demanda de carne de baleia, e uma indústria que não gerou renda em mais de uma década.

Precisamos de seu apoio mais do que nunca se quisermos ter sucesso. Se tivéssemos o dinheiro, estaríamos enviando dez navios lá embaixo, apoiados pelo nosso próprio navio de abastecimento de combustível.

Não sinto nada além de orgulho pelos capitães e tripulantes do MV Ocean Warrior e do MY Steve Irwin. Eles foram os únicos a estarem no Oceano Austral, tentando parar os caçadores ilegais de baleias. Tendo Eu estado nestas águas em cinco ocasiões, sei do sacrifício que eles fizeram durante tempestades duradouras e dificuldades, lutando contra o enjoo e estarem longe de seus entes queridos quando todo o mundo celebra as férias e as festas de final de ano. Por isso, tenho grande respeito por cada membro da nossa tripulação.

Pelos Oceanos !!!

#SeaShepherd #OpNemesis #SalvandoBaleias