Sea Shepherd transfere a operação de reabastecimento para a Ilha Auckland

O Yushin Maru 3 próximo ao Bob Barker, perto da Ilha Macquarie. Foto: Carolina A. Castro

O Yushin Maru 3 próximo ao Bob Barker, perto da Ilha Macquarie. Foto: Carolina A. Castro

O Yushin Maru Nº3 encontra-se ao lado leste da Ilha Macquarie e o Shonan Maru 2 encontra-se ao lado oeste da Ilha Macquarie. Isto criará dificuldades para o Steve Irwin e o Bob Barker realizarem uma transferência de combustível enquanto tentam despistar os navios japoneses, que perseguem o navio da Sea Shepherd impedindo que se aproximem do Nisshin Maru.

Apesar de terem sido condenados a ficar fora das águas territoriais da Austrália, os dois navios japoneses entraram, não apenas nas 200 milhas náuticas da zona econômica exclusiva da Austrália, onde foram proibidos de entrar, mas também entraram nas 12 milhas náuticas da Ilha Macquarie para não perder de vista o Steve Irwin e tentar pegar o Bob Barker.

O capitão Paul Watson decidiu redirecionar os dois navios da Sea Shepherd para a Ilha Auckland, onde  será mais difícil para os navios japoneses se aproximarem, pois não serão autorizados a entrarem no limite de 12 milhas, e a Sea Shepherd poderá usar as baías da Ilha Auckland para sair do alcance do radar dos navios japoneses.

As autoridades da Nova Zelândia nos asseguraram que os navios baleeiros japoneses não serão autorizados a entrarem na zona econômica exclusiva da Nova Zelândia. A Ilha Auckland, portanto, é um local mais seguro para uma transferência de combustível.

Após o reabastecimento, os dois navios da Sea Shepherd irão retornar para o sul para perseguir o abatedouro flutuante, Nisshin Maru, fora da costa da Antática. Devido ao nevoeiro e à distância, não temos fotos dos navios japoneses com a ilha ao fundo. O Yushin Maru Nº3 estava a 11 milhas e o Shonan Maru 2 a 14 milhas de Macquarie. Estas fotos foram tiradas um mês atrás, quando o Yushin Maru Nº3 estava em Macquarie com o Bob Barker.

O Yushin Maru 3 segue a Sea Shehperd para a Ilha Macquarie. Foto: Carolina A. Castro

O Yushin Maru 3 segue a Sea Shehperd para a Ilha Macquarie. Foto: Carolina A. Castro

O Yushin Maru 3 aguarda próximo à Ilha Macquarie esperando encontrar o Bob Barker. Foto: Carolina A. Castro

O Yushin Maru 3 aguarda próximo à Ilha Macquarie esperando encontrar o Bob Barker. Foto: Carolina A. Castro

Traduzido por Danielle Vasques, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

O Guardião da Enseada da Sea Shepherd, Erwin Vermeulen, se encontra com a imprensa em Tóquio

Fotógrafos ao redor de Erwin e Scott na conferência em Tóquio. Foto: Rex Ray

Fotógrafos ao redor de Erwin e Scott na conferência em Tóquio. Foto: Rex Ray

Na esteira de sua impressionante absolvição no dia 22 de fevereiro, no Tribunal da Prefeitura de Wakayama, perto de Taiji, o holandês voluntário da Sea Shepherd, o Guardião da Enseada Erwin Vermeulen, acompanhado pelo Diretor de Inteligência e Investigações da Sea Shepherd e líder dos Guardiões da Enseada, Scott West, realizou uma conferência de imprensa no dia 24 no Clube dos Correspondentes Estrangeiros, em Tóquio, no Japão. Os dois foram acompanhados pelo Sr. Takayama Iwao, o principal advogado da bem sucedida defesa de Vermeulen.

Erwin foi preso em 16 de dezembro, após ter sido falsamente acusado de empurrar um treinador local de golfinhos. Pela alegação deste crime ele foi detido, surpreendentemente, por 63 dias, sob condições muito pobres. Durante a primeira metade de seu encarceramento, lhe foram negados alimentação adequada, roupas quentes, contato com o mundo exterior, inclusive material de leitura, e até mesmo banho apropriado. Nas últimas semanas, vigílias à luz de velas foram realizadas em cidades-chave ao redor do mundo para chamar a atenção para a situação de Erwin e para a situação dos golfinhos, abatidos às centenas a cada ano em Taiji. Ele foi finalmente solto em 16 de fevereiro, aguardando seu veredito, e foi absolvido dia 22 de fevereiro.

A sala estava lotada pela imprensa nacional e internacional. Scott iniciou a conferência apresentando todos os participantes do painel de entrevistas. Ele então disse à imprensa que todos estavam lá reunidos porque “crimes têm sido cometidos”.

Disse: “A matança de golfinhos é considerada um crime no mundo moderno e civilizado. No entanto, a matança de golfinhos e baleias é permitida pela atual lei japonesa. O que isso diz sobre o Japão? É uma mancha feia no nome do Japão. Um dia, o Japão vai se juntar ao mundo moderno e civilizado e vai proibir a matança de baleias e golfinhos”.

Scott passou a chamar atenção para o crime cometido por Kitigawa, o homem que cometeu perjúrio no banco de testemunhas, acusando falsamente Erwin de empurrá-lo simplesmente porque Erwin testemunhou que ele não estava fazendo seu trabalho, para a incompetência da Polícia da Prefeitura de Wakayama, que cometeu sérios erros em sua investigação, e para o Gabinete da Promotoria da Prefeitura, que foi inepto no cumprimento de suas funções ou politicamente motivado em sua perseguição feroz a Erwin.

Scott também colocou em questão os princípios falhos sob os quais todo o sistema judicial japonês opera. Ele disse: “Termos como ‘presunção de inocência’, ‘dúvida razoável’, e ‘direito de permanecer em silêncio’ são apenas palavras no papel no Japão. Eu passei a maior parte da minha vida profissional investigando crimes e construindo bons casos sólidos. Casos que tiveram de suportar ao duro escrutínio por um sistema dedicado a proteger os direitos humanos básicos de pessoas acusadas. A prisão, detenção e investigação de Erwin não foram aberrações. Sua experiência é a norma no Japão. Erwin foi perseguido por permanecer em silêncio. Erwin foi considerado culpado desde o início. Erwin teve que provar sua inocência ao invés de o promotor ter de provar a culpa”.

Porém Scott foi também generoso em oferecer louvor onde o louvor era devido. Ele elogiou o advogado de defesa e sua equipe pela defesa excepcional. Ele também elogiou o corajoso juiz que presidiu o caso.

“Estamos aqui hoje por causa da integridade de um homem. Um homem que teve a coragem de desafiar as expectativas e encarar as consequências de fazer a coisa certa e justa. O juiz do caso de Erwin é este homem. Eu não tenho dúvida de que o juiz será condenado pelo sistema daqui. Eu sei que meu louvor não servirá para ajudá-lo e isto é lamentável. Minha fala sobre sua honra hoje não é porque eu sou Sea Shepherd. Minha fala sobre seu louvor hoje vem do meu conhecimento profissional no campo da justiça criminal”.

Scott disse também: “E nós também estamos aqui hoje por causa da bravura e coragem de Erwin Vermeulen. Homens mais fracos teriam sucumbido. Homens mais fracos sucumbiram”.

Antes de passar a palavra a Erwin, Scott completou: “A prisão e a intimidação saíram pela culatra nas autoridades de Wakayama. Erwin pagou [um] preço alto por toda esta atenção, mas foi significantemente útil para a causa”.

Imprensa local e estrangeira durante a conferência em Tóquio. Foto: Rex Ray

Imprensa local e estrangeira durante a conferência em Tóquio. Foto: Rex Ray

Tomando sua vez ao microfone, Erwin contou novamente seu calvário em detalhes, enquanto os flashes disparavam diante dele. Mesmo após essa experiência ele não perdeu de vista a razão pela qual foi a Taiji, em primeiro lugar. Disse: “Minha prisão [e] detenção de dois meses e o julgamento geraram uma atenção mundial para o bem dos golfinhos em Taiji e para a Sea Shepherd em geral. Ele completou: “Esta exposição foi financiada pelos contribuintes japoneses”.

Após a sessão de perguntas, a conferência foi encerrada. Erwin está retornando para Amsterdã para um duramente merecido descanso com sua família. Ele deve receber boas vindas de herói no aeroporto, onde a imprensa e apoiadores da Sea Shepherd Holanda irão cumprimentá-lo amanhã.

Traduzido por Drica de Castro, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Navios da Sea Shepherd reabastecidos para retornar à perseguição

O Bob Barker com o Steve Irwin à distância. Foto: Sam Sielen

O Bob Barker com o Steve Irwin à distância. Foto: Sam Sielen

O navio da Sea Shepherd, Bob Barker, partiu dia 22 de Wellington, Nova Zelândia, para retornar ao Oceano Antártico.

O Bob Barker vai de encontro com o navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, na Ilha Macquarie, para reabastecer o Steve Irwin. Ambos os navios irão retornar ao Sul para continuar a perseguição da frota baleeira japonesa.

“Os baleeiros japoneses não podem entrar legalmente nas águas a doze quilômetros de Ilha Macquarie”, disse o Capitão Paul Watson. “Esta é uma oportunidade para nos fazer perder o navio arpoador que está atualmente nos seguindo”.

O Yushin Maru Nº 3 está perseguindo o Steve Irwin há semanas, transmitindo a sua posição para o Nisshin Maru. Por isso, o Steve Irwin não tem conseguido chegar perto do Nisshin Maru. Mas os navios da Sea Shepherd têm sido capazes de manter os baleeiros japoneses em constante movimento. Até o momento, os navios da Sea Shepherd têm perseguido a frota baleeira japonesa por mais de 15.000 milhas náuticas ao longo dos últimos 70 dias.

Os navios da Sea Shepherd vão continuar a perseguir a frota baleeira japonesa, intervindo contra suas atividades baleeiras ilegais, até o final de março de 2012.

O Capitão Alex Cornelissen teve que retornar às suas funções como Diretor da Sea Shepherd Galápagos. O Primeiro Oficial, Peter Hammarstedt, da Suécia, foi promovido a Capitão do Bob Barker.

Os barcos pequenos do Steve Irwin, o Delta e o Terri, evitam os canhões d'água do Yushin Maru Nº 3. Foto: Billy Danger

Os barcos pequenos do Steve Irwin, o Delta e o Terri, evitam os canhões d'água do Yushin Maru Nº 3. Foto: Billy Danger

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Sea Shepherd recebe 900.000 euros da National Postcode Lottery holandesa

Geert Vons e Laurens de Groot recebendo o cheque. Foto: Roy Beusker

Geert Vons e Laurens de Groot recebendo o cheque. Foto: Roy Beusker

Enquanto os navios da Sea Shepherd estavam envolvidos em um jogo de gato e rato com os caçadores de baleia, no Oceano Antártico, o Goed Geld Gala da National Postcode Lottery holandesa foi realizado de novo na quinta-feira, 16, no Rijksmuseum, em Amsterdã. Geert Vans e Laurens de Groot foram lá em nome da Sea Shepherd e receberam um cheque de 900.000 euros (quase 1,2 milhões de dólares).

A National Postcode Lottery, que foi fundada em 1989 para apoiar instituições de caridade, doou um recorde equivalente a 284 milhões de euros (373 milhões de dólares) para 85 instituições de caridade.  Metade do dinheiro pago por um bilhete de loteria vai diretamente para essas caridades, e a National Postcode Lottery já doou mais de 4,6 bilhões de dólares para instituições de caridade ambientais e humanitárias. A National Postcode Lottery é a terceira maior doadora mundial de caridade.

Geert Vons: “Principalmente porque o apoio financeiro da National Postcode Lottery atrai atenção das pessoas, eu acredito que isto vale a pena considerar um outro aspecto; o pensamento atrás disso. Isso faz o dinheiro correr numa organização e nos possibilita continuar uma ação a favor da Sea Shepherd. Eu gostaria de agradecer a National Postcode Lottery por esta contribuição, mas eu também gostaria de agradecê-los pela confiança da National Postcode Lottery na Sea Shepherd, por apoiar as ações e campanhas, não somente financeiramente, mas também as comunicações publicitárias”.

Todos os beneficiados pela National Postcode Lottery. Foto: Roy Beusker

Todos os beneficiados pela National Postcode Lottery. Foto: Roy Beusker

Traduzido por Ana Dias, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Erwin Vermeulen, Guardião da Enseada da Sea Shepherd, é inocentado no julgamento japonês

news_120221_1_1_IMG_120822 de fevereiro de 2012, Wakayama, Japão – Em um exemplo muito raro de coragem extrema, o juiz de Wakayama que preside o caso do voluntário da Sea Shepherd, o Guardião da Enseada Erwin Vermeulen, declarou o ativista holandês inocente. Esse resultado foi totalmente inesperado de um sistema de justiça que possui uma taxa de condenação de 99%. No sistema de julgamento japonês há uma presunção de culpa, não de inocência. Não há ônus da prova para o promotor suportar, o réu deverá provar sua inocência. A maioria dos réus evita esta injustiça ao se declarar culpado e pedir perdão. Nos poucos casos em que uma pessoa se atreve a declarar a sua inocência, o juiz normalmente decide o caso a favor do Ministério Público. O juiz não considera os fatos ou as provas, mas sim como uma perda pode ser constrangedora para o Ministério Público, e como a sua própria reputação pessoal pode ser prejudicada por uma absolvição.

Erwin Vermeulen é vítima de um ataque de motivação política. O próprio juiz disse que não havia nenhuma evidência para apoiar a alegação contra Erwin. Ele ficou detido em uma prisão japonesa durante 60 dias, em condição solitária, e alimentados com uma dieta pobre. Erwin foi processado por ser holandês, porque os navios da Sea Shepherd carregam a bandeira holandesa, e simplesmente por ser associado à Sea Shepherd Conservation Society. As acusações de “agressão menor” foram baseadas nas palavras mentirosas de um jovem que foi pego por deixar de cumprir sua simples tarefa de monitoramento de um portão no Hotel Dolphin Resort.

A polícia da prefeitura de Wakayama exibiu sua incompetência pela forma como lidaram com a prisão de Erwin e a investigação que se seguiu. A Procuradoria da prefeitura de Wakayama provou ser um fantoche e sustentou um caso falho, simplesmente porque alguém no poder lhes disse para fazê-lo. As ações desses policiais e promotores é um embaraço para os reais aplicadores oficiais da lei em todo o mundo. Em um país com uma taxa de condenação impressionante e um governo que é hostil com a Sea Shepherd Conservation Society, este veredicto é uma grande vitória tanto para o indivíduo quanto para a organização.

Erwin disse que o juiz “demonstrou grande coragem ao ir contra a opinião pública e decidir de forma justa. Minha prisão e 2 meses de detenção gerou publicidade mundial para os golfinhos em Taiji, e eu gostaria de agradecer a polícia da prefeitura de Wakayama e o Ministério Público por generosamente doar dinheiro dos contribuintes japoneses para chamar a atenção para a matança de golfinhos”.

Erwin e o líder da campanha Guardião da Enseada, Scott West, vão realizar uma conferência de imprensa no Clube de Correspondentes Estrangeiros, em Tóquio, em 24 de fevereiro, às 15:00.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Erwin Vermeulen, Guardião da Enseada da Sea Shepherd, é inocentado no julgamento japonês
22 de fevereiro de 2012, Wakayama, Japão – Em um exemplo muito raro de coragem extrema, o juiz de Wakayama que preside o caso do voluntário da Sea Shepherd, o Guardião da Enseada Erwin Vermeulen, declarou o ativista holandês inocente. Esse resultado foi totalmente inesperado de um sistema de justiça que possui uma taxa de condenação de 99%. No sistema de julgamento japonês há uma presunção de culpa, não de inocência. Não há ônus da prova para o promotor suportar, o réu deverá provar sua inocência. A maioria dos réus evita esta injustiça ao se declarar culpado e pedir perdão. Nos poucos casos em que uma pessoa se atreve a declarar a sua inocência, o juiz normalmente decide o caso a favor do Ministério Público. O juiz não considera os fatos ou as provas, mas sim como uma perda pode ser constrangedora para o Ministério Público, e como a sua própria reputação pessoal pode ser prejudicada por uma absolvição.
Erwin Vermeulen é vítima de um ataque de motivação política. O próprio juiz disse que não havia nenhuma evidência para apoiar a alegação contra Erwin. Ele ficou detido em uma prisão japonesa durante 60 dias, em condição solitária, e alimentados com uma dieta pobre. Erwin foi processado por ser holandês, porque os navios da Sea Shepherd carregam a bandeira holandesa, e simplesmente por ser associado à Sea Shepherd Conservation Society. As acusações de “agressão menor” foram baseadas nas palavras mentirosas de um jovem que foi pego por deixar de cumprir sua simples tarefa de monitoramento de um portão no Hotel Dolphin Resort.
A polícia da prefeitura de Wakayama exibiu sua incompetência pela forma como lidaram com a prisão de Erwin e a investigação que se seguiu. A Procuradoria da prefeitura de Wakayama provou ser um fantoche e sustentou um caso falho, simplesmente porque alguém no poder lhes disse para fazê-lo. As ações desses policiais e promotores é um embaraço para os reais aplicadores oficiais da lei em todo o mundo. Em um país com uma taxa de condenação impressionante e um governo que é hostil com a Sea Shepherd Conservation Society, este veredicto é uma grande vitória tanto para o indivíduo quanto para a organização.
Erwin diz que o juiz “demonstrou grande coragem ao ir contra a opinião pública e decidir de forma justa. Minha prisão e 2 meses de detenção gerou publicidade mundial para os golfinhos em Taiji, e eu gostaria de agradecer a polícia da prefeitura de Wakayama e o Ministério Público por generosamente doar dinheiro dos contribuintes japoneses para chamar a atenção para a matança de golfinhos”.
Erwin e o líder da campanha Guardião da Enseada, Scott West, vão realizar uma conferência de imprensa no Clube de Correspondentes Estrangeiros, em Tóquio, em 24 de fevereiro, às 15:00.
Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil