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31 de dezembro de 2011 (horário da Austrália Ocidental)

Brigitte Bardot parte de Fremantle, Austrália, em 21 de dezembro de 2011. Foto: Jeff Hansen
Brigitte Bardot parte de Fremantle, Austrália, em 21 de dezembro de 2011. Foto: Jeff Hansen

O Steve Irwin e o Brigitte Bardot estão lentamente rumo ao norte, em meio a uma outra tempestade.

"Estamos acompanhando o Brigitte Bardot bem de perto", disse o Capitão Paul Watson. "Os mares estão ficando mais áspero e os ventos estão aumentando, e há uma grande quantidade de pressão exercida sobre o pontão danificado do Brigitte Bardot. Parece que teremos que lutar com essas condições por mais 24 horas".

A tripulação do Brigitte Bardot está vestindo suas roupas de sobrevivência o tempo todo. Uma história na Austrália Ocidental, alegando que a Sea Shepherd abandonou a tripulação do Brigitte Bardot é falsa e enganosa. O navio de segurança do governo japonês, Shonan Maru #2, continua seguindo o Steve Irwin e o Brigitte Bardot.

O navio da Sea Shepherd, Bob Barker, continua perseguindo a frota baleeira japonesa. Pode demorar duas semanas para que o Steve Irwin se junte à perseguição, mas na última temporada o Bob Barker foi bem sucedido em colocar um fim às operações de caça à baleia por conta própria.

"Esse não vai ser um ano de sucesso para os baleeiros", disse o primeiro oficial do Bob Barker, Peter Hammarstedt, da Suécia. "Eles nunca chegaram tão tarde antes, e eles gastaram mais dinheiro com o navio de segurança, para proteger os baleeiros da Sea Shepherd do que conseguiriam lucrar com a caça às baleias este ano. Nós continuamos a persegui-los, enquanto eles continuam correndo para o leste para nos evitar. Nós não vamos deixá-los, até que saiam do Santuário de Baleias do Oceano Austral".

Este é o oitavo ano em que a Sea Shepherd chega ao Oceano Antártico para intervir contra a caça de baleias ilegal japonesa. "Nosso objetivo desde o início é afundar a frota baleeira japonesa economicamente, arruiná-los. Temos tido sucesso nisso", disse o Capitão Paul Watson. "Agora a tarefa é derrotá-los politicamente. Não temos a ilusão de que isso vai ser fácil. Os baleeiros sobrevivem por causa dos maciços subsídios do governo japonês, e grande parte deste subsídio foi alocado do fundo de defesa do tsunami e do terremoto. Esta caça de baleias é agora glorificada, patrocinada pelo Estado, um projeto de bem-estar existente apenas para apaziguar elementos da extrema direita nacionalista no Japão. Estamos agora lidando com fanáticos, que querem matar baleias por nenhuma outra razão do que o orgulho nacionalista".
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Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil*

Este texto faz parte do arquivo histórico da Sea Shepherd Brasil.

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