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Pedido de liminar do Instituto para Pesquisa de Cetáceos (ICR) é negado pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos

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É uma vitória para a Sea Shepherd, para os ambientalistas. É uma vitória para as baleias.
- Charles Moure, do Escritório de Advocacia Harris & Moure

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O dia 16 de fevereiro foi um dia de sucesso no tribunal para a Sea Shepherd Conservation Society. Em Seattle, o Instituto para Pesquisa de Cetáceos (ICR) apresentou seu pedido de liminar no caso do ICR contra a Sea Shepherd.

O time de advogados da Sea Shepherd, Harris & Moure, apresentou uma marcante defesa contra a tentativa do ICR de parar as atividades da Sea Shepherd no Santuário de Baleias do Oceano Antártico. O juiz Richard A. Jones negou a moção dos baleeiros para uma liminar, o que significa que a Sea Shepherd possui autorização legal para continuar suas atividades contra a caça às baleias no Oceano Antártico.

O juiz Jones deixou claro que iria olhar tanto para a razão pela qual a Sea Shepherd Conservation Society está no Oceano Antártico, quanto para o que está acontecendo lá – em outras palavras, as atividades ilegais do ICR de caça às baleias estão sob exame minucioso, assim como as reivindicações dos baleeiros contra a Sea Shepherd Conservation Society. O time da Harris & Moure apresentou uma moção para que o caso seja retirado do Tribunal Distrital dos Estados Unidos. Essa moção ainda terá que ser apreciada.

Veja aqui um trecho de como foi a audiência:

Juiz Jones: “Agora, normalmente, na aplicação de uma liminar, isso é uma tarefa simples. Mas nesse caso é complicado, pois me parece claro que se eu conceder a liminar que os requerentes estão solicitando, então os requerentes continuarão, sem dúvida, se empenhando na atividade de matar baleias.”

Sr. Neupert (advogado do requerente): “[O que a Sea Shepherd faz] é aparentado ao que os piratas somalis fazem em suas águas.”

O Tribunal: “Senhor Advogado, você não vê uma notável diferença entre alguém que se aproxima com uma arma AK 47 e alguém que joga garrafas de cerveja com ácido butírico?”

Sr. Neupert: “Eu concordo com o tribunal em que há uma diferença.”

Traduzido por Maiza Garcia, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Este texto faz parte do arquivo histórico da Sea Shepherd Brasil.

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