Japan Dolphins Day neste domingo, na Avenida Paulista, em São Paulo

Por Claudia Hallage, voluntária do Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil

Dia 01/09/2013 terá inicio mais uma temporada de caça aos golfinhos, em Taiji, no Japão. Os maiores interessados nesta prática são os parques marinhos e resorts espalhados pelo mundo. A Sea Shepherd mais uma vez mostra a verdade cruel sob o pano escuro do interesse econômico.

Golfinho recebendo suas primeiras lições após ser selecionado, em Taiji. Apenas a fome faz com que ajam dessa maneira. Foto: Sea Shepherd

Golfinhos, baleias, focas e tantos outros animais marinhos vivem em parques aquáticos pelo mundo como objetos de entretenimento. Sempre que questionados, esses estabelecimentos afirmam, categoricamente, que os animais são bem tratados, felizes e se divertem. Sempre escondem a origem e a forma como foram parar em tanques artificiais, mas a verdade sempre aparece, e aos poucos as pessoas se deparam com ela, de maneira surpreendente.

Golfinhos já nos parques aquáticos, cativeiro de onde nunca sairão. Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd acompanha a caça de golfinhos anualmente através de seus Guardiões da Enseada, na esperança de que cada vez mais pessoas conheçam a verdade e tomem uma atitude em defesa da vida marinha.

Guardiões da Enseada em Taiji. Foto: Sea Shepherd

Este é o nosso objetivo! Trazer à tona os fatos para que cada um possa escolher conscientemente o que é diversão.

Exatamente por isso, neste domingo, dia 01/09, estaremos na Av Paulista, n. 854, com diversas atividades voltadas a adultos e crianças. Passeio ciclístico, atividades lúdicas, bate papos e educação ambiental farão parte deste dia.

Não perca a oportunidade de conhecer o outro lado da história!

Participe do Japan Dolphins Day, na Avenida Paulista, n. 854, em São Paulo (SP), das 11h às 14h, neste domingo, 01/09.

Guardiões da Enseada em Taiji, no Japão

A quarta temporada da Operação Paciência Infinita começa em 01 de setembro

Os preparativos para a próxima temporada de assassinato. Foto: Sea Shepherd

A campanha 2013-2014 dos Guardiões da Enseada, Operação Paciência Infinita, começa oficialmente dia 01 de setembro, mas a líder veterana dos Guardiões da Enseada, Melissa Sehgal e o Guardião da Enseada Scott Cator já estão em Taiji. Quando eles chegaram, no dia 26 de agosto, uma nova força-tarefa da polícia estava no local e aguardava o aparecimento dos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd.

Os preparativos para a próxima temporada de matança foram observadas em toda a cidade – lonas na entrada de União dos Pescadores, canos pintados e prontos para serem montados, e no chão do açougue de golfinhos, equipamentos prontos para processar os golfinhos. Apesar dos indícios do massacre iminente, muitos remanescentes do verão nojento em Taiji persistem, em especial o nade-com-os-golfinhos que continua durante todo o verão dentro da Enseada. Este programa permite que as crianças nadem com os golfinhos em cativeiro, no local exato onde os golfinhos foram arrancados de suas famílias.

No ano passado, cerca de 100.000 pessoas em todo o mundo, em sintonia com a nossa transmissão ao vivo a partir de Taiji, testemunharam o assassinato bárbaro e a captura de centenas de golfinhos. Este ano, temos o prazer de anunciar que a plataforma estará disponível no site da Sea Shepherd, em http://livestream.seashepherd.org. Isso permitirá que as pessoas acessem facilmente a transmissão ao vivo, de qualquer lugar do mundo.

Temos alguns novos elementos relacionados com a campanha que serão anunciados nos próximos dias, por isso, acesse nosso canal de transmissão ao vivo, direto de Taiji.

Um número sem precedentes de Guardiões da Enseada da Sea Shepherd estarão em Taiji durante a temporada de caça, que dura seis meses, para documentar e expor a horrível matança de golfinhos em Taiji, o marco zero do comércio de golfinhos em cativeiro. Mesmo que você não possa se juntar a nós em Taiji , você ainda pode fazer parte da solução, contatando a Embaixada do Japão.

Lista com os números de telefone das embaixadas japonesas e consulados em todo o mundo: http://embassy.goabroad.com/embassies-of/japan

Embaixadas japonesas no Brasil: http://www.br.emb-japan.go.jp/contato.html

Por favor, para que a sua mensagem tenha efeito positivo não utilize palavras de baixo calão ou racistas. Lembrem-se que existem japoneses ao qual trabalham em prol dos golfinhos e são contra esta matança. Julguem apenas os culpados!

Nós não vamos parar até que o massacre termine!

Canos pintados e prontos para serem montados. Foto: Sea Shepherd

Quando eles chegaram no dia 26 de agosto, uma nova força-tarefa da polícia estava no local e aguardava o aparecimento dos Guardiões da Enseada. Foto: Sea Shepherd

A líder veterana dos Guardiões da Enseada, Melissa Sehgal, e o Guardião da Enseada Scott Cator já estão em Taiji. Foto: Sea Shepherd

Comitê realiza audiência sobre matança de leões-marinhos nos EUA

Leão-marinho em uma armadilha na Represa Bonneville. Foto: Ashley Lenton / Sea Shepherd

No dia 13 de junho, a Subcomissão da Câmara americana realizou uma audiência sobre o HR 1308, “O salmão ameaçado e a Lei de Prevenção de Pesca”, mas um olhar mais atento à legislação proposta sugere que o título real deve ser o “Ato 2013 de Extermínio do Leão-Marinho”.

O projeto, lançado em 21 de março de 2013 pelo deputado Doc Hastings (R-WA), é uma sentença de morte para os leões-marinhos no rio Columbia. Se aprovado, o HR 1308 iria tirar as principais proteções federais existentes para os leões-marinhos da Califórnia, que têm sido bode expiatório no Rio Columbia como predadores de salmão ameaçado de extinção.

“Mais de mil leões-marinhos da Califórnia se reuniram na barragem de Bonneville durante os anos, e consumiram 20 por cento ou mais do salmão adulto com o retorno da primavera”, disse Hastings durante o discurso de abertura antes da Subcomissão. Esses números estão muito acima dos resultados apresentados pela Engenharia das Forçar Armadas dos EUA, que em 09 de maio de 2013 relatou: “O número máximo de leões-marinhos da Califórnia vistos em qualquer dia deste ano até agora é de 21. Nós identificamos cerca de 60 leões-marinhos da Califórnia até o momento, pelo menos 13 deles já avistados em anos anteriores”.

Os Guardiões da Represa da Sea Shepherd estiveram na Represa Bonneville e no Porto de Astoria durante 78 dias no início desta primavera. “Nunca houve um frenesi de salmão, assim como os políticos querem fazer as pessoas acreditarem”, comentou a líder da campanha Guardião da Enseada, Ashley Lenton, cuja tripulação esteve presente antes do amanhecer, até pelo menos 04:00 da tarde diariamente, de 15 de março a 31 de maio de 2013. Durante esse tempo, dois leões-marinhos foram mortos por comer salmão, mais dois foram levados para o cativeiro; dezenas foram marcados (no Porto de Astoria e na represa de Bonneville) e 16 foram adicionados à “lista negra” de 100 leões-marinhos que podem ser mortos através de uma injeção letal por comer mais de um salmão perto da represa de Bonneville.

Leão-marinho nada no rio Columbia. Foto: Aaron Salão / Sea Shepherd

O HR 1308 não só isentaria qualquer programa letal para os leões-marinhos na bacia do rio Columbia de uma aplicação da Lei Nacional de Política Ambiental, como também eliminaria a exigência de aviso no Diário Oficial, e qualquer oportunidade para o público comentar ou analisar os resultados do programa. Em 1994, quando o Congresso considerou a possibilidade de matar leões-marinhos para proteger os peixes em perigo, tomou medidas para assegurar que haveria supervisão pública e revisão adequada. Sob essa nova lei, os Estados de Oregon, Washington, Idaho e várias organizações tribais poderiam submeter para o secretário de Comércio autorizações renováveis ​​anualmente para remover letalmente leões-marinhos. O secretário, por seu exclusivo critério, poderia emitir licenças para autorizar os assassinatos.

Depondo perante a comissão, Guy Norman, do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington, comentou: “O HR 1308 iria fornecer os meios para que os Estados e tribos gerenciem os leões-marinhos nas áreas do interior da parte inferior do Columbia e afluentes proativamente, antes que o número de animais seja expandido a níveis que são problemáticos e caros de gerenciar”. Em outras palavras, os Estados vistam o HR 1308 como forma de agilizar a matança sem sentido de leões-marinhos, que simplesmente comem para sobreviver.

O HR 1308 está agora pendente no Comitê da Câmara dos Recursos Naturais, que é presidido por Hastings. A Sea Shepherd faz um chamado aos seus apoiadores para pedir aos membros do Comitê que se oponham ao HR 1308. A legislação proposta ignora o fato de que vários fatores empiricamente validados têm um impacto muito maior sobre o salmão do Rio Columbia do que os leões-marinhos:

As pescas (esportiva, comercial e artesanal) levam até 17 por cento do salmão selvagem no rio Columbia. Em seu relatório anual mais recente, a Engenharia das Forças Armadas dos EUA afirmou que os leões-marinhos da Califórnia consumiram 0,6 por cento do mesmo salmão selvagem em 2012. O governo afirmou que a taxa de 17 por cento por seres humanos é “menor se for mensurável”. Se for esse o caso, por que os leões-marinhos serão mortos pelo consumo de menos de 1 por cento do salmão?

O governo também concluiu que 7 a 16 por cento dos peixes adultos são mortos pelas barragens e disse que este nível não compromete o salmão. Muito menos peixes são mortos por leões-marinhos do que por pescadores ou barragens.

Em 2009, um painel científico independente relatou ao Congresso as suas preocupações sobre os impactos ao peixe selvagem diante da concorrência do crescimento de peixes de cativeiro. O painel recomendou a reforma da gestão do cativeiro, mas o governo federal admitiu em um relatório de 2012 que não foram feitas alterações.

O Rio Columbia foi intencionalmente abastecido com robalo, badejo e outros peixes não-nativos para beneficiar pescadores desportivos e os Estados limitarem o que os pescadores podem pegar, a fim de manter estes peixes não-nativos abundante. Estes peixes comem até 2 milhões de salmões jovens a cada ano, e competem por habitat, mas pouco tem sido feito para reduzir esse impacto.

A água do rio Columbia é tóxica. Um relatório de 2012 divulgado pelo grupo ambientalista Riverkeepers Columbia encontrarou níveis de arsênico, mercúrio e PCBs que excedem o que a Agência de Proteção Ambiental recomenda para o consumo de peixe irrestrito. O primeiro passo em qualquer esforço para proteger o salmão e as pessoas deve ser para limpar o rio.

Vamos ter certeza que este projeto de lei morre na comissão! Mate o projeto – não os leões-marinhos!

Guardiões da Enseasa ficaram na Represa Bonneville en o Porto de Astoria durante 78 dias no início desta primavera. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Uma face triste dos parques marinhos

Por Guilherme Ferreira – Comunicação ISSB

Quando assistimos golfinhos, baleias e focas, brincando tranquilamente nas piscinas dos parques marinhos, espalhados pelo mundo, temos a nítida impressão de que eles estão em paz, bem alimentados, cuidados e felizes. Os golfinhos, mais especificamente, parecem sorrir ao brincar com bolas, argolas e peixes jogados por seus tratadores. Infelizmente a realidade é outra. O “sorriso” destes cetáceos esconde um olhar triste e sofrido, de um animal pessimamente alimentado (muitas vezes sua ração é alterada com medicamentos, antidepressivos e antibióticos), estressado e subjulgado a fazer estripulias, para alegrar uma horda de turistas ávidos por diversão, em troca de míseros peixes como recompensa.

Durante o último PADI Festival 2013, maior evento de mergulho da América Latina, realizado em São Paulo (SP), o ativista ambiental e voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) e da Sea Shepherd Conservation Society (SSCS), Guilherme Pirá, expôs de forma direta esta situação lamentável. Pirá, que trabalha na ONG desde 2011, fez parte da “Operação Paciência Infinita”, que visa defender e preservar os golfinhos na cidade de Taiji, no Japão, local onde milhares de golfinhos são mortos e capturados. No ano passado, Pirá passou cinco meses, na cidade japonesa. O local se tornou bastante conhecido depois do documentário “The Cove”, que expõe a matança de cetáceos pela comunidade local. Esta produção recebeu o Oscar de melhor documentário, em 2010.

Guiga Pirá. Foto: Carlos Crow

“O que vemos nos parques marinhos não condiz com a realidade. Os animais estão sofrendo. Sua captura é brutal e sua realidade, nestes locais de entretenimento, é torturante. Seu calvário começa na sua apreensão. Diversos barcos pesqueiros encurralam bandos inteiros de golfinhos em uma enseada denominada Hatariji Bay, também conhecida como “The Cove”, onde são mortos e capturados. Aqueles que são mortos servirão para serem consumidos como alimento, apesar de sua carne não ser popular no Japão. Os que são capturados irão para os parques marinhos”, denúncia Pirá.

Os colch›ões de espuma n‹ão sã‹o para o conforto dos golfinhos, são para absorver o sangue que se espalha pelo barco. Foto: Sea Shepherd/ Cove Guardians

Os próprios tratadores, muitos deles biólogos marinhos, pessoas que deveriam proteger estas espécies, mergulham ao lado dos barcos pesqueiros japoneses para selecionarem os animais mais fortes e jovens para serem adestrados. “Estes “alegres” tratadores, sorridentes nas suas apresentações, são os mesmos que mergulham em um mar de sangue para realizarem a triagem dos animais que serão levados aos parques. Durante minha estadia em Taiji, pude ficar cara a cara com estes elementos. A vergonha estampada em suas faces é visível. Porém os interesses econômicos, que esta atividade gera, são mais forte que suas consciências”, revela Pirá.

Cada golfinho capturado, no mercado da “diversão marinha”, pode ultrapassar 200 mil dólares.

Alimenta‹ção pobre. Golfinhos caçam, não precisam receber comida. Foto: Sea Shepherd/ Cove Guardians

Um negócio lucrativo, que envolve grandes empresas e, até mesmo, a máfia japonesa. “Em alguns casos estes animais morrem durante o translado e o manejo até as piscinas de treinamento. Morrem de fome, ressecados (sua pele é sensível e precisa ser umedecida constantemente), feridos ou por estresse”.

Golfinho sendo transportado por um guindaste. Foto: Sea Shepherd/ Cove Guardians

Infelizmente o governo japonês acoberta esta ação. “Durante minha estadia, em Taiji, eu e meus companheiros da SSCS fomos alvo de perseguições, truculência e ameaças de morte. Até mesmo uma delegacia, especial para ativistas, foi montada na cidade. Nosso principal objetivo é atrapalhar este negócio, sempre de forma pacifica e responsável. Jamais usamos violência ou força física para impedirmos esta caça. Nossos métodos visam tornar este negócio financeiramente inviável para esta indústria da “diversão marinha”. Se impedirmos que as cotas de caça e captura sejam atingidas, faremos que o lucro seja reduzido. Talvez quando “eles” sentirem no bolso, tenham um pouco de sensibilidade e parem com esta atividade”, esclarece Pirá.

Guilherme Pirá. Foto: Carlos Crow

Outra forma de tentarmos impedir esta prática é pressionando as embaixadas e consulados do Japão, no mundo inteiro. “Se cada pessoa, sensibilizada por esta situação, enviar um e-mail ou uma carta para as embaixadas e consulados do Japão, faremos que nossa voz seja escutada. Essa pressão gerará resultado. As próprias autoridades japonesas afirmam que somente uma ação global poderá cessar este pratica sanguinária”, finaliza Pirá.

Instituto Sea Shepherd Brasil presente no maior evento de mergulho da América Latina

Por Guilherme Ferreira, voluntário de Comunicação do Instituto Sea Shepherd Brasil

Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Guilherme Pirá, que ficou seis meses no Japão documentando e defendendo a enseada dos golfinhos, conhecida como The Cove, palestrará neste sábado, às 19h, no Parque Anhembi, em São Paulo (SP), durante a PADI Dive Festival.

Guilherme Pirá falará sobre suas experiências na defesa da vida marinha

Entre os dias 8 e 10 de março será realizado, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, o maior evento de mergulho da América Latina, a PADI Dive Festival 2013. Nas atividades estão previstas palestras, workshops, fóruns e cursos, focados no mergulho e na preservação da vida marinha. Estarão presentes escolas e operadoras de mergulho, agências de turismo, importadores de equipamentos, ONG´s e outras entidades.

O Instituto Sea Shepherd Brasil estará representado pelo voluntário, Guilherme Pirá, que abordará sua experiência na Operação Paciência Infinita, em defesa dos golfinhos em Taiji, no Japão, e falará sobre o animal, o método de caça, a matança, o consumo da carne e a indústria do entretenimento com esses animais. “O tópico mais importante da minha explanação é a indústria do entretenimento que utiliza golfinhos em cativeiro, pois eu explico a relação disso com a matança de milhares de cetáceos, desmascarando os parques marinhos”, revela Pirá.

A palestra será no sábado (9), às 19h.

Campanha Guardiões da Enseada

Mais informações:
Guilherme Ferreira – Comunicação ISSB
E-mail: comunicação@seashepherd.org.br
Fone: 51-99682313

Sobre a PADI

A PADI (Professional Association of Diving Instructors) é uma entidade que tem como principal objetivo ensinar e certificar mergulhadores recreacionais. Detém 70% do mercado mundial, é a única com certificação ISO, está presente em mais de 183 países e forma mais de 1 milhão de novos mergulhadores a cada ano. Possui mais de 155 centros de mergulho na América do Sul. No Brasil, 80 Dive Centers e cerca de 180 mil mergulhadores certificados.

Serviço do evento

Local: Parque Anhembi, Padi Dive Festival
Av. Olavo Fontoura, nº 1.209 – Santana, São Paulo (SP)
ENTRADA FRANCA