Passo de Torres (SC) é zona livre de finning

A luta do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) para proibir a pesca de tubarões no litoral brasileiro segue forte. O início desta batalha, no âmbito legal, ocorreu no dia 9 de julho, no Senado brasileiro. Na ocasião, o diretor geral do ISSB, Wendell Estol, esteve presente em uma audiência pública, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

Wendell Estol apresentou números alarmantes a respeito da pesca predatória e da caça indiscriminada de tubarões na costa brasileira, mostrando diversas fotos da prática de pesca de arrasto, bem como imagens de toneladas de barbatanas de tubarão, resultado do finning (retirada de barbatana de tubarão), sendo armazenadas e comercializadas em portos brasileiros. Na oportunidade, Estol entregou para o senador Paulo Paim um pedido de moratória, pedindo a paralisação total, por 20 anos, da pesca de tubarões na costa brasileira.

Imagens como essa estão perto do fim. Foto: Divulgação

“Temos o dever de insistir nesta ação extrema. Se o Brasil quiser realmente conservar as espécies de Elasmobrânquios que habitam nossas águas, precisa tomar uma atitude, pois situações extremas só se resolvem com ações extremas, não há outro caminho para salvar nossos tubarões e arraias da extinção. Não há tempo para discussões ou outras medidas, pois o tempo passa e a ruína de nossos ecossistemas marinhos se aproxima”, afirmou Wendell Estol.

Como consequência do esforço de diversas instituições, que visam à conservação das espécies de tubarões e arraias brasileiras, o Instituto Pró-Squalus, parceiro do ISSB no pedido de moratória e na criação de zonas livres de pesca industrial, conquistou uma bela vitória no município costeiro de Passo de Torres (SC), no litoral sul brasileiro.

Os pescadores desta comunidade, registrados na Colônia de Pescadores Z-18, firmaram acordo com a Pró-Squalus, afirmando que não praticam finning, a ação predatória aos elasmobrânquios. E pelo instrumento particular, assinado entre a Colônia de Pescadores Z-18 e a Pró-Squalus, celebraram, entre si, uma declaração que a comunidade de pescadores do Passo de Torres (SC) é zona livre de finning. Esse acordo é fruto das ações e atividades de pesquisa, parcerias comunitárias de saúde e de educação com a comunidade pesqueira, através do Projeto Carcharias, capitaneado pelo professor Walter de Nisa e Castro Neto, presidente da Pró-Squalus e do Projeto Carcharias. O documento foi assinado no dia 30 de outubro de 2012, na sede da Colônia de Pescadores Z-18.

De acordo com Nisa, “a importância do estabelecimento de zona livre de finning na Comunidade Pesqueira do Passo de Torres é o fato de ser a primeira comunidade pesqueira, a nível nacional e internacional, a estabelecer essa conquista, não por imposição legal, mas sim por uma atitude dos próprios pescadores. Consequentemente, o sucesso desta medida é tanto significativo como único, pois é a própria comunidade que irá manter as ações de preservação e, fundamentalmente, conservar esta como zona livre de finning”.

Harmonia entre espécies. Foto: Daniel Botelho

Fatos como este são a prova de que somente a união entre entidades do terceiro setor, governo, sociedade e comunidade pesqueira poderá acabar com a chacina que ocorre na nossa costa. Podemos estar longe da moratória para todo o litoral nacional, mas não iremos parar. Fatos como esse, ocorrido em Santa Catarina, provam que a nossa luta é justa e viável. Um sonho começa a ganhar formas de realidade!

O navio Sam Simon é revelado em Hobart, na Tasmânia

Pelo capitão Locky Maclean

O Sam Simon é o mais novo navio a se juntar à frota da Sea Shepherd. Foto: Carolina A. Castro/ Sea Shepherd

Depois de meses de especulação, antecipação e do anúncio de que o filantropo morador de Los Angeles e co-criador da série de TV “Os Simpsons”, Sam Simon, doou fundos para a compra de um navio novo, o navio de patrulha da Sea Shepherd na Antártica, o SSS Sam Simon , que hoje foi revelado no porto de Hobart, na Tasmânia, atracado no Cais Macquarie.

O casco de 56 metros pintado de branco brilhante com o logotipo clássico da Sea Shepherd Conservation Society nos lados, e exibindo um grande “S” na sua chaminé alta e negra, o Sam Simon claramente recebeu vários meses de preparação cuidadosa antes da mais ambiciosa campanha da Sea Shepherd na Antártida.

Registado em Melbourne, na Austrália, o Sam Simon transporta uma tripulação de 24 voluntários internacionais, prontos para enfrentar o Oceano Antártico para encontrar e interceptar a frota baleeira japonesa ilegal.

A embarcação, aposentada do serviço pelo governo japonês em 2010, desde então tem estado em Shimonoseki, no Japão, ao lado dos navios japoneses que a Sea Shepherd enfrenta nessa temporada.

Originalmente construído como Seifu Maru, em 1993, pelo estaleiro IHI em Tóquio, com um alto padrão sem gastos poupados pelo governo japonês, a embarcação de aço reforçado para gelo foi operada pelo Observatório Meteorológico Maizuru , um departamento da Agência Meteorológica do Japão, fora da Prefeitura de Kyoto.

Enquanto a Sea Shepherd e a maior parte do mundo concorda que a palavra “pesquisa” não tem lugar no Instituto de Pesquisa Cetácea do programa baleeiro, o Seifu Maru era de fato responsável por uma quantidade considerável de dados atuais reais do oceano, contribuindo para o Programa Baleeiro do Pacífico Norte do Japão (JARPN).

O capitão do Sam Simon, Locky Maclean, declarou: “Depois de meses de segredo, é um sentimento muito grande finalmente ser capaz de hastear a bandeira da Sea Shepherd no mastro principal, e sim, a Sea Shepherd agora é dona de um navio de pesquisa japonês de verdade!”

Com quatro navios partindo para o Santuário Antártico das Baleias, a Operação Tolerância Zero da Sea Shepherd visa encontrar a frota baleeira japonesa e levá-la para fora da zona do Tratado da Antártida sem uma única baleia morta. É a campanha mais ambiciosa da Sea Shepherd, e a culminação de um trabalho de uma década de conservação na Antártida, que reduziu drasticamente a quantidade de baleias mortas pelo Instituto de Pesquisa Cetácea do Japão.

O Instituto de Pesquisa Cetácea do Japão fixou uma quota de cerca de mil baleias minke e 50 baleias fin para serem abatidas durante a temporada 2012/2013 na Antártida.

O Sam Simon estará aberto para visitação pública nesta sexta-feira, sábado e domingo, em Hobart, antes de partir para o Oceano Antártico na próxima semana.

SSS Sam Simon. Foto: Carolina A. Castro/ Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sangrenta e brutal temporada de caça de focas na Namíbia termina

Focas abatidas nas margens da Namíbia. Foto: Sea Shepherd

Com 2012 chegando ao fim, refletimos sobre aqueles que perderam suas vidas enquanto estávamos lutando para protegê-los. Cada ano os governos, empresas e indústrias vão ainda mais longe para nos impedir de preservar a vida no planeta. Temos enfrentado (e ainda enfrentamos) um mal formidável, mas o abate de filhotes de animais, cruelmente espancados até a morte, com certeza é uma nova vergonha para a humanidade. Estas mortes ocorrem anualmente no pequeno país africano da Namíbia. Sem falhar, durante quatro meses a cada ano, um grupo de trabalhadores sazonais mal pagos levantam-se antes da madrugada, pegam paus de madeira, e são levados para uma reserva de focas, onde matam indefesos filhotes de foca. Estes filhotes pertencem a uma espécie de foca protegida. Eles são encontrados principalmente ao longo da costa sul da África. Enquanto esses trabalhadores são atingidos com o sangue fresco dos bebês focas mortos, aqueles por trás desta indústria desfrutam de uma xícara de café na segurança de suas casas. Mais tarde, durante o dia, enquanto esta força de trabalho insensível vai para casa tentar lidar com suas vidas empobrecidas, os gatos gordos que dirigem esta indústria contam suas moedas de ouro. Este ano foi a mesma coisa, novamente, sem nenhuma exceção. Embora os números reais de focas mortas provavelmente não sejam revelados, milhares e milhares de bebês focas perderam suas vidas por causa da ganância.

Como aqueles que fazem de tudo para esconder a sua desumanidade, o governo da Namíbia não poupou gastos para proteger esta vergonha. Abaixo está um vislumbre da economia da matança dos bebês focas:

  • Um pequeno número de trabalhadores sazonais são pagos com valores abaixo do salário mínimo para algo que rende cerca de US$ 120.000 para a Namíbia.
  • Cada pele é vendida a um único operador (Hatem Yavuz, turco australiano), por US $ 3-5 por pele. Estas peles são usadas em peças de vestuário de moda e vendidas por mais de US $ 30.000, e este lucro é embolsado apenas por esse homem.
  • Desde que o governo da Namíbia determinou que as focas não podem ser desperdiçadas, outros rendimentos são derivados disso, produtos de couro, óleo de foca, jóias de ossos, etc. Isso proporciona uma renda adicional para a indústria de peles, no entanto, se os dados reportados na CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) forem verdadeiros, o óleo de foca é o único produto fornecendo uma quantidade negligente de dinheiro para o setor.
  • Considerando custos operacionais adicionais, o lucro obtido a partir desta indústria é verdadeiramente risível.
  • Por essa quantidade minúscula que o governo da Namíbia furta milhões dos contribuintes para proteger esta indústria. Desde o surgimento da Sea Shepherd na Namíbia, milhões foram gastos para enviar navios da Marinha para garantir que nós não interviríamos ou tiraríamos fotos deste crime hediondo.
  • Vamos adicionar a esta figura de “defesa” a quantidade de dinheiro gasto para implantar a polícia e a segurança para nos impedir de divulgar esta mensagem para o mundo.

Filhote de foca na Reserva de Cape Cross. Foto: Sea Shepherd

Não é preciso ter um doutorado em economia para ver que a Namíbia não tem absolutamente nenhum ganho financeiro nesta indústria. Um estudo independente mostrou que o ecoturismo de observação de focas é 300 vezes mais rentável ​​do que este negócio sangrento. Se você deduzir os custos de segurança para proteger a indústria de pele de foca, esta margem de lucro cresce ainda mais. Segundo fontes, um novo jogador entrou em campo. Após a proibição da União Europeia sobre os produtos derivados da foca, a Namíbia não tinha para onde enviar seus produtos, e assim entra a China. A Namíbia não fez segredo do fato de que eles estão vendendo sua infra-estrutura para os chineses. Várias propostas do governo consideram os interesses chineses, acima dos interesses dos cidadãos da Namíbia, e várias parcerias do governo foram firmadas com a China. Isso inclui o Ministério de Pesca e Recursos Marinhos, que controla a legislação em torno da indústria de pele de foca. A China não tem proibição na importação de produtos derivados da foca, e a Namíbia está empurrando seus produtos obsoletos de foca para a China.

Depois de uma reunião em 2011 com o Ombudsman da Namíbia, o advogado John Walters finalmente liberou seus resultados a partir desta reunião. Além de concordar que a indústria de pele pode ser melhor, em uma conclusão chocante o Ombudsman declarou que a pele não é de animal. É inacreditável que uma das figuras mais altas da autoridade na Namíbia é incapaz de identificar o que constitui um animal. Isso explicaria por que a Namíbia é incapaz de compreender o conceito de economia. Isto prova que, sem sombra de dúvida, John Walters não apenas falhou em seu mandato, mas é totalmente incapaz de realizar tarefas complexas necessárias para a sua posição.

Apesar de enfrentar essa parede de tijolos muito grossa, a Sea Shepherd promete continuar a luta para proteger esses animais em extinção. Veja como você pode ajudar:

1. Se você vir alguma agência de viagens que promove viagens para a Namíbia, por favor, explique a eles sobre o que o dinheiro dos seus clientes vai contribuir.

2. Certifique-se de deixar a embaixada da Namíbia no seu país saber que não só estão destruindo o seu patrimônio natural, mas que esta indústria está custando a imagem e oportunidade para práticas econômicas sustentáveis ao seu país. (Por favor, faça isso repetidamente, já que é conveniente para as pessoas esquecer os fatos). Para saber os contatos da embaixada e consulado da Namíbia no Brasil, acesse: http://www.embaixadas-online.com/embaixada-e-consulados-da-Namibia-no-Brasil.html

3. Conte a todos que você conhece sobre o destino desses animais. Quanto mais pessoas souberem, mais poder alcançamos, e quanto mais poder tivemos, mais podemos fazer.

4. Peça a todos os seus contatos para divulgar essa história, e assim essa mensagem será espalhada para as massas

5. Você também pode contatar o ministro namibiano de Pesca e Recursos Marinhos recursos para dizer-lhe, polidamente e firmemente, o seu ponto de vista sobre esta indústria:
Ministério das Pescas e Recursos Marinhos
Hon Bernard Esau Ministro
besau@mfmr.gov.na

6. Faça doações para a Sea Shepherd para nos ajudar a parar o derramamento de sangue nas praias da Namíbia

Trabalhadores sazonais, pagos abaixo do salário mínimo, abatem focas na Reserva de Cape Cross. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil participa de mais um evento da REAMAR

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Rio de Janeiro

No dia 08 de dezembro de 2012, o Núcleo Rio de Janeiro do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) participou de mais um evento da REAMAR – Rede de Educação Ambiental Marinha, iniciativa coletiva na busca por uma mudança de comportamento através de ações de conscientização.

Retornando com o evento à Praia Vermelha, no bairro da Urca, as instituições integrantes da rede, além da conscientização ambiental em relação aos resíduos sólidos abandonados na praia pelos banhistas, e que acabam no mar, também realizaram diversas atividades, como oficinas de reutilização de material reciclável (INEA), oficina de nós náuticos (Projeto Grael), oficina de sustentabilidade (Instituto Moleque Mateiro), etc.

Foto: ISSB

Na tenda do Instituto Sea Shepherd Brasil foram expostas fotos do impacto do lixo na fauna marinha, que chamaram a atenção dos banhistas, e divulgada a campanha em defesa dos tubarões, alertando a necessidade de preservação destes animais para o equilíbrio dos oceanos.

Foto: ISSB

Os voluntários realizaram atividades de desenho e pintura, com as crianças presentes, que aprenderam de forma lúdica os efeitos do lixo na praia, suas consequências para os animais marinhos e a necessidade de protegê-los, despertando a consciência ambiental.

Foto: ISSB

O grupo “Chegando de surpresa”, da Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb), animou o evento com um samba-enredo abordando o tema proposto pela REAMAR.

Foto: ISSB

Infelizmente, em meio ao evento festivo, uma tartaruga marinha foi encontrada morta, presa em uma rede de espera, utilizada comumente na localidade por pescadores, o que causou comoção em alguns banhistas e tristeza nas crianças.

Foto: ISSB

 

Foto: ISSB

A REAMAR teve uma grande e positiva receptividade dos banhistas e dos moradores do bairro e continuará com sua proposta de trabalho em 2013.

Foto: ISSB

Orcas ameaçadas

Orcas perto de San Juan. Foto: Sea Shepherd

Em agosto, uma petição foi apresentada para a exclusão das orcas residentes do sul de Puget Sound do Ato das Espécies Ameaçadas, onde estão listadas desde 2005.

A petição foi apresentada em nome do Center for Environmental Science, Accuracy, and Reliability, uma organização sem fins lucrativos, que afirma ser “dedicada ao rigor científico em normas ambientais”. A manutenção das orcas de Puget Sound no Ato das Espécies Ameaçadas é resultado da ameaça da prática de irrigação em determinadas áreas para proteger os peixes que as orcas comem. A petição, também apresentada em nome da Empresa de Bosque e Coburn Ranch, afirma que isso torna mais difícil para eles obter empréstimos de bancos, pagar os trabalhadores, e expandir suas operações. As duas fazendas criam culturas, usando água de irrigação de distritos de várias águas da Califórnia em Sacramento-San Joaquin Delta.

A classificação das orcas Puget Sound como ameaçadas afeta agricultores na Califórnia, porque as orcas residentes do sul viajam para a Costa Oeste no inverno, e se alimentam de salmão do sul até o rio Sacramento.

Candace Calloway Whiting, do Seattle P-I escreveu em um artigo recente que “a questão de fundo é que os desenvolvedores, agricultores e a pesca comercial acham que seus direitos devem substituir o bem-estar de uma população frágil de orcas – e é incompreensível que a Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) realmente esteja levando esta a petição a sério”. Eles não chegam a argumentar que as orcas Puget Sound não estão sob ameaça ou em perigo. Eles usam o velho argumento da Administração Nacional de Oceano e Atmosfera de que elas não são uma população separada. Em outras palavras, não importa que as orcas Puget Sound sejam dizimadas, existem outras orcas semelhantes em outros lugares.

A Administração Nacional de Oceano e Atmosfera inicialmente decidiu não classificar as orcas em 2002, depois de determinar que as baleias orcas residentes no sul de Puget Sound, nos grupos J, K e L, não eram uma população distinta. Um juiz da Corte Distrital dos EUA, em 2003, determinou que não havia incerteza suficiente para justificar mais estudos. A pesquisa mostrou que elas eram, de fato, geneticamente únicas, com um dialeto único, e uma das únicas populações de orcas que se alimentam extensivamente apenas de salmão, resultando na sua classificação em uma lista como ameaçadas em 2004, e em perigo em 2005.

A classificação das orcas como ameaçadas resultou em 2.560 milhas quadradas de Puget Sound protegidas, e a exigência de que os navios de observação de baleias (whale watching) mantenham uma distância maior das baleias. Mesmo com estas medidas, a população residente do sul permanece em apenas 86 animais.

Se os animais fossem retirados da lista de espécies ameaçadas, a designação deste habitat crítico para eles desapareceria.

O departamento de Pesca da Administração Nacional de Oceano e Atmosfera aceitou a petição, porque “apresenta novas informações a partir de artigos de revistas científicas sobre genética de baleias orcas, abordando questões como o grau de parentesco desta pequena população e de outras populações, e atende ao procedimento do departamento de Pesca da Administração Nacional de Oceano e Atmosfera para aceitar uma petição para revisão”. A Administração Nacional de Oceano e Atmosfera tem que terminar esta revisão do status da população de orcas residente do sul em agosto de 2014, para determinar se a manutenção das orcas na lista está ainda garantida.

Você deve se lembrar que a Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) é a organização do governo que estava obstruindo investigações independentes sobre o vazamento de petróleo de Deepwater Horizon, no Golfo, que concedeu permissão para os Estados de Oregon e Washington reduzir o número de leões marinhos na barragem de Bonneville por comerem salmão, e está atualmente considerando a importação de 18 Belugas selvagens capturadas pelo Aquário da Geórgia.

A petição de exclusão das orcas da lista de espécies ameaçadas foi apresentada em nome dos agricultores pela Pacific Legal Foundation, com sede em Sacramento. A organização, que se nomeia sem fins lucrativos, construiu um negócio de US$ 25 milhões em combater listagens de espécies ameaçadas e restrições ambientais. Em seu site eles anunciam apoio para o Estado do Alasca na tentativa de eliminar o status de espécies ameaçadas de extinção das Belugas Cook Inlet, porque a proteção desses animais pode ter impactos importantes sobre o transporte, a pesca, o desenvolvimento de recursos, as infra-estruturas públicas e a defesa nacional.

Com os agricultores gananciosos, pensando nos seus próprios interesses, uma empresa antirregulação em conluio com grandes empresas, uma instituição do governo falha, e pesquisas científicas sem coração ou senso comum contra elas, essas orcas estão em apuros.

De acordo com Brenda Cummings, do Centro para a Diversidade Biológica, a organização sem fins lucrativos que apresentou a petição original para listar a orca residente do sul no Ato das Espécies Ameaçadas, “esta população é única porque não cruza com outros grupos, é uma população ‘residente’ que se alimenta de peixes, e é significativa como um predador de topo no ecossistema de Puget Sound”. Esta comunidade residente do sul do Pacífico Noroeste perdeu 48 de seus membros para o cativeiro nas décadas de 1960 e 70, a maioria deles já mortos há muito tempo. Lolita, originalmente conhecida como Tokitae, é uma sobrevivente da captura Cove Penn, em agosto de 1970, na qual cinco membros de sua família morreram. Ela é agora a mais antiga orca cativa. Quando ela finalmente for libertada da escravidão e lançada de volta ao oceano, sua família deve estar lá, esperando por ela, uma família protegida! Devemos-lhes muito.

Há duas petições em circulação:

Não tire as orcas Puget Sound da lista das espécies ameaçadas (em inglês)

Mantenha a Orca Puget Sound na Lista de Espécies Ameaçadas (em inglês)

Leia a petição apresentada pela Pacific Legal Foundation (em inglês)

Orcas próximo a San Juan. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil